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Em Santa Catarina, um terço dos casos de discriminação no trabalho são contra haitianos e africanos

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Quando ficou sem ar, no chão, imobilizado por três seguranças dentro de uma fábrica da BRF, Djimy Cosmeus sentiu na pele o que se revela ameaça diária no chão de fábrica na indústria da carne brasileira. O colega, também haitiano, que filmou a cena, narra: “Isso é um abuso”. E o superior intervém: “Não é não, é disciplina”.

Em Santa Catarina, 30% das denúncias de discriminação de etnia, cor e raça registradas no ambiente de trabalho desde 2014 envolvem haitianos ou africanos, principalmente do Congo e Senegal, segundo o Ministério Público do Trabalho em SC. O sul do Brasil, principalmente os estados de Santa Catarina e Paraná, foram os principais destinos da interiorização desses imigrantes que buscaram no Brasil refúgio humanitário entre os anos de 2012 e 2015. Muitos saíram dos abrigos para refugiados em Brasiléia, no Acre, direto para as câmaras frias do oeste catarinense e paranaense.

“Quando nós chegamos aqui [em 2012] era como se tivesse chegado um grupo de escravos. Na leitura da sociedade, a gente só precisava comer e pronto. Estranhavam quando nos viam arrumados e usando celular, como se a gente tivesse saído de outro planeta”, conta Nahum Saint Julien, imigrante do Haiti, que mora em Chapecó e atúa como voluntário na Pastoral do Migrante da Igreja Católica.

Até hoje, Nahum tem dificuldade para entender a discriminação racial. Quando chegou no oeste de Santa Catarina, para trabalhar em um frigorífico em Nova Erechim, não fazia a menor ideia de que o seu tom de pele determinaria a forma como seria tratado. “Foi difícil”.

Como todos os haitianos que chegavam nos frigoríficos, Nahum trabalhava em média 12 horas por dia com intervalo apenas para almoço. O salário dele, conta, era inferior ao dos brasileiros. “O que mais me marcou foi que na minha ficha colocaram que eu era analfabeto”, relatou o haitiano que fala francês, crioulo e, agora, português. “Mas a gente assinava os papéis com o nosso nome e com uma letra bonita”, acrescenta.

Vistos como ameaça a brasileiros

Poucos dias antes do episódio de violência com Djimy Cosmeus, Nahum usou a tribuna da Câmara de Vereadores de Chapecó e lembrou os parlamentares sobre a responsabilidade deles em relação aos imigrantes. Na ocasião, destacou que os estrangeiros são vistos como ameaça para os empregos de brasileiros, mas que as próprias empresas da indústria da carne foram buscá-los no Acre para trabalhar na região. “O imigrante antes de tudo é um ser humano, independente da sua nacionalidade ou cor, é uma riqueza em força de trabalho e conhecimento”.

Nahum conquistou trabalho efetivo na Prefeitura de Chapecó  graças à aprovação de uma lei complementar em 2019 que possibilitou a contratação de imigrantes em cargos públicos. Acabou perdendo a função este ano, quando o prefeito João Rodrigues (PSD) tomou posse e suspendeu os efeitos da lei.

Os haitianos relatam dificuldades para receber assistência do município para renovação dos documentos de permanência no Brasil. O presidente da Associação dos Haitianos em Chapecó, Gabeaud Lenes, disse que faz quase um mês que enviou uma carta ao prefeito pedindo ajuda na questão, mas não recebeu resposta. Ele afirma que alguns haitianos estão aguardando a renovação dos documentos há dois anos.

O Centro de Atendimento ao Imigrante (Crai), inaugurado pelo governo de Santa Catarina em 2018 para atender essa demanda, foi fechado um ano depois sob alegação de falta de verba. No período em que funcionou, o Crai atendeu 5,4 mil imigrantes de 58 nacionalidades. A função foi acumulada pelos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) dos municípios que já prestam atendimentos sociais à população em geral. Questionada pela reportagem, a Secretaria de Desenvolvimento Social prometeu marcar uma reunião com a Polícia Federal para tentar resolver o problema.

As dificuldades criadas por Rodrigues para os imigrantes não são nenhuma novidade. Elogiado por Bolsonaro por ter anunciado tratamento precoce contra Covid-19 em Chapecó, João Rodrigues, que foi preso em 2018 por fraude e dispensa em licitação, chegou a responsabilizar os imigrantes em vídeo pela disseminação da cepa de Manaus na cidade que administra. “Diariamente chegam 20 a 30 imigrantes em Chapecó oriundos de Manaus em busca de trabalho. Mas não vou culpar os imigrantes. O fato é que eles vêm de um lugar onde tem uma nova cepa”, disse.

Apartheid social

Alane Luzia da Silva, que atúa pela Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares em Chapecó e é integrante do movimento negro no município, relata que os estrangeiros acabam sendo direcionados para os trabalhos nos frigoríficos, especialmente durante a pandemia. “Muitas pessoas que vêm de outros países, principalmente pretas, têm diversas profissões nos seus países e aqui são tratadas como se só o frigorífico fosse possível para elas, é uma espécie de apartheid social”, critica. A prefeitura, no entanto, nega que tenha ocorrido qualquer direcionamento no Balcão de Empregos.

A Rede protocolou denúncia no dia 14 junho na Procuradoria do Ministério Público de Santa Catarina, requerendo investigação de “possíveis crimes contra o direito dos imigrantes e trabalho análogos ao de escravos”. A denúncia tem como base vídeos publicados por Rodrigues no Instagram em que ele fala sobre condições de trabalho e avisa a um venezuelano que ele será mandado de volta a Manaus por posse de maconha. A Procuradoria em Chapecó encaminhou a denúncia para a Procuradoria Regional da República da 4ª Região, que atúa na segunda instância da Justiça Federal, em Porto Alegre. Segundo a assessoria de imprensa do MPF-SC, o encaminhamento foi feito por conta do cargo público que João Rodrigues ocupa. A denúncia está sendo apurada, mas ainda não há nenhuma ação em curso.

Como não há concentração de denúncias em um único órgão, os relatos ficam espalhados entre as defensorias, Ministério Público, instituições que prestam serviço voluntário e igrejas. A Secretaria Municipal de Assistência Social de Chapecó acompanhou recentemente outro caso de uma imigrante haitiana que relatou situação de racismo na empresa onde trabalha. A secretaria informou de que fez contato com o setor de recursos humanos da empresa e que orientou a mulher a registrar boletim de ocorrência.

Sem dar detalhes dos casos, a Assistência Social também confirmou que recebeu relatos de imigrantes que foram demitidos e reclamaram por não terem recebido seus direitos. “Verificamos os fatos, procuramos entender as situações e observamos que, algumas vezes, a dificuldade no idioma interferiu no trabalho. Não percebemos o não cumprimento dos direitos trabalhistas. No entanto, orientamos a procurar a Defensoria Pública para maiores informações”, informou o coordenador do Centro de Atendimento ao Imigrante, Natan Oletto, por meio da assessoria de imprensa.

A antropóloga social Janaina Santos, membro do Grupo de Apoio a Imigrantes e Refugiados de Florianópolis e coordenadora de avaliação e apoio pedagógico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), também acompanha o caso de uma imigrante haitiana na capital de Santa Catarina que recebeu apenas R$ 200 por um mês de trabalho em uma empresa de limpeza, sendo que o salário registrado na Carteira de Trabalho é de R$ 1.300.

“Há muitos relatos de que eles são obrigados a trabalhar nas piores condições, piores horários, recebendo menos e enfrentando o racismo estrutural e religioso, principalmente os muçulmanos, mas que é muito difícil de obter provas. Muitos desses interlocutores que ouvi para a minha tese [de doutorado] passaram por Chapecó e conviveram com esses abusos dessas indústrias [frigoríficos]”, revelou a pesquisadora.

Fora dos frigoríficos, sobram poucas oportunidades de trabalho para esses imigrantes. As denúncias de racismo contratual, quando as empresas impõem dificuldades para não admitir estrangeiros, têm sido cada vez mais comum nas procuradorias do Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina e no Paraná.

SC foi o estado que mais contratou haitianos

Em 2014, Santa Catarina foi o estado que mais contratou haitianos, 6.813. Os frigoríficos, que historicamente sofrem com rotatividade e escassez de mão de obra, além dos baixos salários e condições extremas de trabalho, lideraram a admissão dos imigrantes haitianos. Naquele ano, o Paraná contratou 5.220 e São Paulo, 5.174. Chapecó, considerada capital do agronegócio catarinense, foi a segunda cidade em todo o país que mais contratou esses imigrantes. Empresários viajaram para vários destinos em busca dos haitianos.

Para quem chegava no Acre após uma viagem sem passagem de volta que incluía ser transportado com cargas, dormir em abrigos superlotados e enfrentar dias de caminhada, a carteira assinada era um prêmio de loteria, mesmo que significasse trabalhar mais e ganhar menos. No boom da migração, entre 2013 e 2015, o salário médio nos frigoríficos era algo em torno de R$ 850.

Além dos haitianos, a agroindústria também absorveu os senegaleses muçulmanos para as plantas com certificação halal, que atendem contratos com o mundo árabe. Para obterem a certificação, esses frigoríficos devem cumprir uma série de exigências dos países compradores, que privilegiam a presença de muçulmanos na linha de produção.

Mas a presença de tantos negros, com outros sotaques, não tardou em revelar situações de preconceitos e racismos em um dos estados mais conservadores do país.

“A partir de 2014, os casos no ambiente de trabalho envolvendo imigrantes haitianos, na sua grande maioria, estava relacionado a discriminação. Em segundo lugar, eram as denúncias de informalidade. Talvez eles não tivessem essa noção, mas na situação deles há uma sujeição maior a preconceitos e questões trabalhistas”, explica a vice-procuradora do Trabalho de Santa Catarina, Ana Roberta Tenório Lins Haag.

Casos dependem de produção de provas

No entanto, a dificuldade em obterem-se as provas necessárias para convencer a Justiça sobre os crimes e as mudanças recentes na legislação trabalhista faz com que esses casos nem sempre cheguem ao conhecimento das autoridades.

“Todos os clientes que temos e que são haitianos, senegaleses, venezuelanos, malianos, todos relatam que há casos de racismo nas agroindústrias no oeste catarinense. O problema desse fato é a prova testemunhal para se enquadrar num ato racial, um ato de preconceito. Isso porque nenhum funcionário da agroindústria, mesmo que seja brasileiro, vai denunciar contra a empresa. Nós entendemos que há racismo, sim, nesses ambientes de trabalho, mas a cobrança de danos morais e a responsabilização das empresas são muito difíceis de provar”, explica a advogada trabalhista Ana Rosa dos Santos Beck. “Não podemos entrar com pedidos judiciais que possam dar causa ganha para empresa, porque o trabalhador terá de pagar honorários de sucumbência para os advogados da empresa referente aos pedidos que ele perdeu”, explica.

Para a procuradora do trabalho do Paraná, Cristiane Maria Sbalqueiro, os imigrantes negros são vítimas de uma “sobreposição de violações”, que envolve xenofobia e o racimo. E avaliou como “amadora” a forma como o país conduziu os processos de interiorização dos imigrantes.

“Nos abrigos em Assis Brasil (AC) tinha gente selecionando pessoas pelo tamanho da canela. Nós temos um gargalo muito grande nesse movimento de interiorização do imigrante que acaba sendo feito de forma amadora”, declarou.

A procuradora do Paraná reitera que a produção de provas é importante para caracterizar as violações no ambiente de trabalho: “Todo mundo tem direito ao contraditório e ampla defesa. A palavra da vítima tem muito valor, mas não é só a palavra da vítima que vai definir um caso. Temos sempre de contextualizar aquela situação. Eu recomendo que as vítimas produzam provas. Com um vídeo é mais difícil de descontextualizar uma denúncia. A revolução tecnológica permite que todo mundo tenha um celular, e eles [os trabalhadores] têm”, explica Cristiane Sbalqueiro.

Há ainda os casos que buscam relativizar as condutas discriminatórias: “Dizem que era só uma brincadeira, que era uma piada, que não existia racismo”, conta a procuradora. O argumento de “contexto da brincadeira” não existe para o MPT. Sbalqueiro lembra que em um dos casos em que atuou, de uma construtora que mandou demitir todos os estrangeiros, ela própria gravou e confirmou que a ordem existia.

“Recebi a denúncia na audiência, converti em diligência e fomos na empresa. Lá confirmamos a ordem. Na decisão, a empresa comprometeu-se a contratar especificamente haitianos”.

Situação semelhante é apurada na região sul de Santa Catarina, onde o MPT investiga denúncias de preconceito pré-contratual: recrutadores estariam proibidos de admitir haitianos. O procedimento está sendo apurado em sigilo.

Os haitianos são os estrangeiros que mais têm empregos formais no Brasil, eram 58,4 mil, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS, 2019).

O paradeiro de Djimy é incerto

Djmy Cosmeus não voltou mais à planta da BRF em Chapecó, para o setor de “pendura de peru”, onde deveria sentir-se em casa. Cerca de 60% dos trabalhadores naquele setor são haitianos.

Tentamos contato com ele ao longo dos últimos dias, mas sem sucesso. Seu paradeiro é incerto. Algumas fontes dizem que ele saiu de Chapecó, outros que está dirigindo um táxi na cidade para ganhar a vida.

Segundo Jenir Ponciano de Paula, presidente do Sintracarnes, que participou de audiência virtual no Ministério Público do Trabalho, o haitiano não estaria mais em Chapecó. “Não tivemos mais contato com ele, não sabemos onde está; só sei que saiu de Chapecó. Na audiência, a empresa informou de que não o demitiu, mas até onde sabemos ele não está indo para o trabalho”.

A Defensoria Pública Estadual só ficou sabendo da agressão que Djimy sofreu no frigorífico a partir do contato dos repórteres de O Joio e O Trigo. A defensora que atúa em Chapecó, Micheli Andressa Alves, enviou ofício para o frigorífico da BRF em Chapecó e para o Sintracarnes solicitando informações sobre o caso. A empresa e o sindicato têm 15 dias para responder. O prazo expira em meados de agosto. Até o fim da tarde de quarta-feira (04/08), Micheli não havia recebido retorno. Pela apuração prévia feita pela defensora, ninguém sabe do paradeiro de Djimy.

A BRF informou de que “realiza uma sindicância para apurar todas as circunstâncias do episódio ocorrido”. A empresa informou à reportagem de que os vigilantes da empresa de segurança foram “substituídos logo após o fato” e que o funcionário e o supervisor seguem afastados.

“A BRF reforça que possui um longo histórico de convivência com colaboradores de diferentes culturas e nacionalidades e repudia qualquer forma de violência e discriminação, dentro e fora de suas instalações”, declarou a empresa.

Posicionamentos

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, respondeu aos questionamentos sobre a denúncia feita pela Rede de Advogados e Advogadas Populares por meio de áudio no WhatsApp. Ele negou que tenha havido qualquer prática xenofóbica em sua gestão, uma vez que montou um centro de apoio provisório para atender aos imigrantes. Ele afirma que tem colaborado para encaminhar todos os imigrantes ao mercado de trabalho.

De acordo com ele, “Chapecó é uma das poucas cidades do Brasil que montou um centro de atendimento ao imigrante, porque nós não admitimos que seres humanos durmam na rua, passem frio e fome. Aqui a gente atende com muito carinho a todos e todas. Porém, o centro de apoio não é eterno, é passageiro. Encaminhamos todos para o mercado de trabalho, criamos oportunidades, abrimos espaço nas empresas e a maioria absoluta dos que para cá vieram estão inseridos no mercado de trabalho. Aqui não há nenhuma possibilidade de xenofobia, há apoio e inclusão social com emprego. Como o nosso centro de triagem não é eterno, é óbvio que as pessoas precisam arrumar trabalho. Àqueles que não querem trabalhar estamos dando apoio para o retorno ou escolha de outras cidades onde desejam morar. O único jeito de sobreviver em qualquer lugar do mundo é com emprego. Agora, se ela [a pessoa] não quer, aí damos oportunidade de buscar outro local para morar, mas é opção dela, não existe como a gente atropelar e nem faremos isso.”

Procurada, a Secretaria Municipal de Assistência Social de Chapecó informou de que o atendimento prestado aos imigrantes ocorre por meio do Centro de Atendimento aos Imigrantes (CAI). “O atendimento visa a identificação prévia de suas vulnerabilidades sociais, promovendo a sua proteção e integração com a rede socioassistencial e encaminhamentos e inclusão no mercado de trabalho, auxiliando em sua documentação para regularização no país. No entanto, os imigrantes podem acessar a rede de serviços e benefícios garantidos por lei sem necessitar passar pelo CAI”, informou a assessoria de imprensa.

Com relação à documentação, a secretaria afirma que tem auxiliado os imigrantes na solicitação da documentação ou regularização de documentos expirados junto a Polícia Federal, através do Sisconare ou Sismigra, que são plataformas online.

Sobre o direcionamento dos imigrantes aos serviços nos frigoríficos, a Prefeitura de Chapecó informou de que no Balcão Municipal de Empregos há cerca de mil vagas em mais de 400 funções e que o número maior de vagas é para auxiliar de produção. As vagas, segundo a prefeitura, são preenchidas de acordo com o perfil de cada entrevistado, sendo ele estrangeiro ou não.

A gerente de Políticas para Igualdade Racial e Imigrantes (GEIRI), Regina Celia da Silva Suenes, responsável pela política de imigração no estado de Santa Catarina, nos respondeu por meio da assessoria de imprensa. Ela informou de que, após o fechamento do Crai, os atendimentos ao migrante ficaram concentrados nos Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), como sendo porta de entrada, como também “extensivos a outros serviços da Política de Assistência Social, dependendo do grau de vulnerabilidade estabelecido, para que a proteção social e o direito sejam efetivados”. Ela garante que está em curso um levantamento de dados e demandas por região para fins diagnósticos e planejamento.

Sobre a situação dos imigrantes que trabalham nos frigoríficos, a gerente informou de que foi realizado um levantamento das agroindústrias, como também foram encaminhadas informações sobre o combate e prevenção à pandemia nestes locais nas línguas de origem. A discussão sobre o “cunho exploratório em relação à mão de obra migrante” será levada para discussão do GT Migrante, que é composto por órgãos de fiscalização, para encaminhar proposta de intervenção/orientação.

[Ilustração: Adobe Stock – fonte: http://www.ojoioeotrigo.com.br]

La Plataforma per la Llengua denuncia la marginació de l’idioma en els documents de la Covid-19

 

La Plataforma per la Llengua ha denunciat aquest divendres l’exclusió del català dels certificats sanitaris que els viatgers procedents de països o zones de risc per Covid-19 han de presentar per entrar a l’Estat espanyol. La resolució del 4 de juny de la Direcció General de Salut Pública, del Ministeri de Sanitat, recull que si els certificats de vacunació, de prova diagnòstica o de recuperació del coronavirus no estan escrits en castellà, anglès, francès o alemany han d’anar acompanyats d’una traducció a aquest idioma emesa per un organisme oficial.

La normativa europea també margina el català i altres llengües. El reglament 2021/953, del 14 de juny, pensat per facilitar la lliure circulació de persones per l’espai europeu, estableix que els certificats de la Covid-19 han de ser com a mínim “en la llengua o llengües oficials de l’Estat membre d’expedició i en anglès”, una previsió que blinda el castellà i deixa l’acceptació o no del català a la voluntat dels estats. En el cas espanyol, com que el català no és una llengua oficial de l’Estat, no és vàlida per poder-hi entrar.

La Plataforma per la Llengua remarca el fet que els viatgers procedents de l’estranger han d’assumir, en moltes ocasions, la traducció dels documents perquè les autoritats dels països de procedència no sempre els expedeixen en una de les llengües acceptades per l’Estat espanyol i no poden triar el català.

La causa d’aquesta discriminació, segons destaca l’entitat, és que la gran majoria de disposicions comunitàries amb contingut lingüístic privilegien les llengües oficials dels estats membres o de la mateixa Unió Europea. Si el català disposés d’aquest estatus, com passa amb les diferents llengües de Bèlgica -assenyalen-, el català “no rebria un tracte diferent del castellà gairebé mai”. “Que el castellà sigui l’única llengua d’estat és una decisió dels parlamentaris espanyols que va quedar plasmada a la Constitució del 1978 i que no han volgut modificar des de llavors”, denuncia la Plataforma per la Llengua. “A més, el català no és oficial a la Unió Europea perquè els governs espanyols sempre han refusat de sol·licitar-ho al Parlament Europeu, malgrat que per fer-ho ni tan sols caldria canviar la Constitució ni fer del català una llengua oficial de l’Estat”, afegeix.

La Plataforma per la Llengua subratlla que “atès que el català no és una llengua oficial de cap estat de la UE, les institucions comunitàries són la porta d’entrada d’un gran nombre de disposicions que el discriminen i que privilegien o imposen altres llengües”. Segons l’entitat, 21 de les 43 normes espanyoles discriminatòries amb el català del segon trimestre del 2021 eren d’origen europeu. Es tracta, majoritàriament, de normes que regulen el funcionament de les institucions europees, els drets dels ciutadans europeus davant d’aquestes institucions i les condicions del mercat comú.

 

[Font: http://www.diaridelallengua.cat]

Parmi les très nombreux ouvrages qui paraissent régulièrement sur l’alimentation, quelques publications récentes entendent faire de la façon dont on se nourrit un enjeu du débat politique. À un an de l’élection présidentielle, le calendrier semble bien choisi. Je vous propose donc une nouvelle série de billets sur cette thématique, avec des textes plus ou moins récents, mais qui partagent tous la même finalité : inscrire la façon dont on se nourrit dans la réflexion et l’action politique.

Écrit par LAURE BONNAUD

Ce premier billet propose la lecture de Manger autrement, de Stéphane Gacon et Thomas Grillot (PUF/La vie des idées, 2017).

Couverture du livre de Stéphane Gacon et Thomas Grillot

Manger autrement a été publié en 2017. Il s’agit d’un livre court, de moins d’une centaine de pages, qui réunit quatre contributions initialement parues sur le site de La vie des idées : une exposition du propos du livre appuyée sur un état de l’art, par Stéphane Gacon ; un entretien avec Julie Guthman principalement à propos de ses travaux sur l’agriculture biologique, mené par Thomas Grillot et Nicolas Larchet ; un débat sur l’approvisionnement des villes et l’agriculture urbaine avec un texte assez provocateur de Roland Vidal et André Fleury auquel répond François Jarrige ; enfin un texte de Valeria Siniscalchi sur le mouvement international Slow Food. Ensemble, ces textes définissent l’avenir de systèmes alimentaires où l’on mangerait autrement : plus bio, plus local, plus sain, plus équilibré, etc.

« Manger autrement, c’est-à-dire ? », demande tout d’abord S. Gacon. Il propose de s’intéresser aux revendications du mouvement social alimentaire et dégage ainsi les grandes lignes d’une autre alimentation, qui suppose une évolution de notre rapport au temps et à l’espace : « S’approvisionner hors des circuits de distribution classiques, en particulier dans les circuits courts, retourner en cuisine et adopter un régime plus équilibré, moins carné, moins sucré, en réintroduisant de la commensalité et de la convivialité dans les prises alimentaires » (p. 11). Il note également que la contestation des normes alimentaires est historiquement concomitante des moments de forte contestation politique. Ainsi le Pure Food and Drug Act de 1906 naît dans une période de critique de l’industrialisation au début du XXe siècle aux États-Unis. De même, les travaux de Warren Belasco ont montré que le mouvement de la contre-culture américaine des années 1960-1970 concerne l’alimentation et accorde beaucoup d’intérêt à « apprendre » à mieux manger. Le rejet de la société de consommation passe alors aussi par la nourriture ; il suscite l’émergence d’une contre-cuisine, en réaction aux additifs et aux résidus de pesticides, qui affirme son authenticité et son ethnicité contre la cuisine WASP intégratrice. Ce programme militant pour l’alimentation faisait alors le pont avec les revendications écologiques émergentes, notamment celles qui remettaient en cause les façons de  produire, de distribuer et de consommer dans un système socio-technique né avec la révolution industrielle. Enfin, en s’appuyant sur les travaux de Christian Deverre1, S. Gacon présente le débat sur les rapports entre le modèle dominant et ses marges contestataires. Les systèmes agricoles et agroalimentaires alternatifs sont-ils voués à se fondre dans le capitalisme dominant (ce qu’on appelle aussi la conventionnalisation) ou condamnés à rester marginaux mais fidèles à l’idéal d’une agriculture artisanale à petite échelle (thèse de la bifurcation) ? C’est aussi à cette question que sont invités à répondre les autres contributeurs du livre.

Le laboratoire de l’agriculture californienne

Ce sujet est au cœur du travail de Julie Guthman, interrogée par Thomas Grillot et Nicolas Larchet. Géographe, elle mène depuis de nombreuses années des recherches sur l’agriculture en Californie. La Californie est une zone intéressante car l’agriculture n’y a jamais été paysanne, elle a été créée selon un modèle industriel dès le milieu du XIXe siècle, avec un recours important à la main d’œuvre immigrée : Chinois, Japonais, Mexicains, paysans blancs pauvres déplacés du sud-est pendant la Grande Dépression, puis originaires d’Amérique latine. Développer l’agriculture biologique dans cet environnement suppose non pas de préserver et d’adapter un modèle de culture à petite échelle préexistant, mais surtout d’obtenir des certifications bios. Or les normes constituent autant des opportunités que des obstacles pour les agriculteurs et c’est ce double mouvement qui intéresse J. Guthman, sachant que ce type d’agriculture reste ultra-minoritaire : seulement 1 % des terres agricoles sont consacrées à l’agriculture biologique. Elle insiste ensuite sur le fait que l’alimentation alternative ne s’appuie pas sur l’État et ne compte pas sur lui pour impulser une réforme agricole. Au contraire, certains de ses promoteurs sont farouchement antiétatiques. Leurs revendications concernent la recherche, le partage des coûts de certification, l’assurance-récolte pour les produits biologiques et non une transformation de grande ampleur en faveur de pratiques de production plus durables. Elle met également en évidence les caractéristiques du militantisme en faveur d’une alimentation alternative, qui est plutôt le fait de Blancs, plutôt aisés, instruits, habitants des villes. Ces derniers promeuvent une alimentation locale, sans relation au terroir comme en France, mais fondée sur l’approvisionnement des marchés urbains et des restaurants. Elle note que ce mouvement social est attentif aux critiques sociales (et des sciences sociales) dont il fait l’objet2. Il est en effet régulièrement accusé de constituer un activisme de privilégiés. De nombreuses initiatives ont été prises pour tenter d’élargir la base sociale de ce mouvement. Enfin, elle termine l’entretien en insistant sur la nécessité de ne pas s’en tenir à l’étude des marges du système alimentaire, mais de comprendre le cœur de l’agriculture conventionnelle et en présentant sa recherche sur la culture des fraises, qui a déjà fait l’objet d’un compte-rendu sur le blog…

 

Couverture du livre de Julie Guthman Agrarian Dreams

Les deux textes suivants forment un tout et organisent un débat entre Roland Vidal et André Fleury d’une part, qui s’intéressent à la notion de « ville autosuffisante » pour critiquer les projets d’approvisionnement local des villes, et François Jarrige, d’autre part, qui prend la défense des circuits courts.

Militer localement…

Avec « Alimenter les villes autrement : gare aux utopies ? », R. Vidal et A. Fleury proposent d’abord un détour historique et montrent que toutes les villes ne comportent pas dans leur territoire des terres agricoles capables de nourrir leur population. Dans l’Antiquité, Athènes et Rome, en se développant, ont dû importer une partie de leur alimentation : c’était le cas de 2/3 de l’alimentation consommée à Athènes lorsque la ville a compté 300 000 habitants par exemple. En outre, pour certaines productions, les marchés ne sont plus locaux depuis longtemps : les marchés mondialisés du blé et du riz permettent de nourrir des populations très éloignées. Par exemple, la production de blé du Bassin parisien dépasse largement les besoins de la seule population locale. Enfin, la consommation d’énergie nécessaire à la production alimentaire ne provient que pour une faible part du transport. C’est la production qui émet le plus de CO2. Pour eux, « recommencer à cultiver sur place la totalité des légumes, des fruits ou du vin que l’on consomme à Paris reviendrait à augmenter l’impact environnemental de la production alimentaire » (p. 50), d’autant plus que l’extension urbaine a beaucoup réduit les terres maraîchères les plus fertiles. Pour la région Île-de-France, contre l’idée de consacrer la production à l’approvisionnement de Paris et de multiplier les petites fermes de proximité, ils préfèrent défendre une « écologisation intensive » spécialisée dans la culture du blé, afin de valoriser ces terres très productives. De plus, ils proposent de relancer les initiatives pour que les campagnes récupèrent les déchets urbains organiques, selon une répartition des rôles très classique dans l’histoire. Au final, ils invitent à se défaire d’une certaine utopie et d’une imagerie bucolique des rapports villes-campagnes.

Il revient à François Jarrige de répondre à cette charge contre les circuits courts et l’approvisionnement local. Il s’efforce en particulier de décrire précisément les différentes formes d’approvisionnement local, beaucoup plus variées que ce que présentent R. Vidal et A. Fleury. Il recense la vente directe avec des marchés fermiers, des ventes ou cueillettes à la ferme, des associations entre producteurs et consommateurs (coopératives, Amap), la production directe par les consommateurs (jardins communautaires ou scolaires), des structures et administrations communales ou territoriales d’approvisionnement et de distribution alimentaires, etc. En bref, un foisonnement d’expériences et d’initiatives qui visent à redéfinir les relations marchandes en s’appuyant sur une forte dimension politique. Pour cette raison, on ne peut pas analyser le phénomène de l’approvisionnement local uniquement comme une question technique, mais on doit aussi envisager les enjeux politiques autour de la revendication de son existence. Les initiatives naissent souvent à partir de problèmes concrets qui ne trouvent pas de solution dans le circuit conventionnel, par exemple l’approvisionnement de certains quartiers en produits frais ou la piètre qualité de certains produits. D’autres fois, ces expériences s’inscrivent dans des mouvements sociaux qui luttent contre l’insécurité alimentaire, ou entendent redéfinir le rôle de la démocratie locale dans la mondialisation, à partir de l’alimentation. François Jarrige plaide ainsi pour une reconnaissance de l’apport critique de ces formes concrètes de contestation du système de production, de distribution et de consommation.

Ou internationalement ?

Enfin, le dernier texte de l’ouvrage aborde la question de l’expansion internationale des initiatives alternatives locales, à partir de l’exemple de Slow Food. Avec « Les politiques locales d’un mouvement international : le cas de Slow Food », Valeria Siniscalchi illustre avec un exemple concret ce militantisme alimentaire dont il est question depuis le début du livre.

Elle revient d’abord sur les origines d’un mouvement qui revendique aujourd’hui plus de 100 000 adhérents dans le monde. Slow Food naît en Italie au milieu des années 1980, sous le nom d’Arcigola, une branche de l’Arci, qui est un organisation des clubs issus du mouvement antifasciste. Ses fondateurs sont des militants issus de la gauche et de l’extrême-gauche, en majorité des hommes, qui revendiquent le plaisir et la convivialité de la table et du vin. Ils parcourent l’Italie à la découverte de productions locales et de spécialités traditionnelles à mettre en avant. Ils tissent des liens avec des artistes, des journalistes, des critiques gastronomiques et trouvent un relais important auprès des restaurateurs qui deviennent des ambassadeurs locaux du mouvement et fédèrent autour d’eux. En 1987, l’association publie un manifeste pour la slow food contre la fast food, qui célèbre la lenteur, le plaisir, le fait de prendre son temps, la convivialité, en réaction à la frénésie et à la standardisation de la nourriture et du goût. En 1990, une maison d’édition est créée pour diffuser ces messages plus largement.

L’association suit deux voies d’expansion, en Italie et dans le monde. Des liens avec la France sont tissés dès 1989. Progressivement, les thématiques auxquelles l’association s’intéresse s’enrichissent également : à la gastronomie et au plaisir du bien manger s’ajoute un intérêt pour les produits et les contextes de production, l’environnement, la biodiversité et la justice sociale. Le succès de Slow Food n’est cependant pas également réparti dans le monde et V. Siniscalchi se penche notamment sur les difficultés du mouvement en France. Alors que les contacts entre l’association italienne et la France ont été précoces, alors que Slow Food revendique l’influence de la physiologie du goût de Brillat-Savarin sur son manifeste, la structure nationale française ne parvient pas à exister durablement. Le mouvement est principalement présent via des comités locaux. Le problème n’est pas propre à la France et se rencontre dans plusieurs pays. V. Siniscalchi l’analyse comme le résultat d’une tension inhérente au mouvement avec d’un côté des producteurs qui agissent sur le terrain et de l’autre des professionnels du mouvement qui agissent pour que Slow Food soit reconnu en tant que mouvement politique et pèse sur les politiques publiques (notamment sur le modèle de la politique agricole commune). Ainsi, elle montre de façon très convaincante les différents enjeux d’une association à la fois très locale et mondiale, qui réunit des producteurs et des consommateurs, en prise avec les plaisirs de la table et avec les politiques publiques, qui doit s’adapter en permanence à la fois aux différentes scènes, mais aussi aux évolutions de chacune d’elle, sans perdre de vue les principes qui l’ont fondée.

L’ouvrage se termine avec bibliographie commentée d’une vingtaine d’ouvrages sur l’alimentation. Il constitue donc une bonne introduction aux différentes formes de mobilisation militante pour une autre alimentation…

 

Pour en savoir plus

  • Sur les auteurs

Stéphane Gacon : page personnelle

Thomas Grillot : page personnelle

Nicolas Larchet : page personnelle

Roland Vidal : site personnel

André Fleury : quelques lignes sur le site de La vie des idées

François Jarrige : page personnelle

Valeria Sinisclachi : page personnelle

 

  • Sur le livre

À propos de Julie Guthman : page personnelle sur le site de l’université de Santa Cruz

Agrarian Dreams

Wilted et article sur ce blog

 

À propos de Slow Food en France : lien


 

  1. et sur ce blog, on ajoutera « et de Christine de Sainte-Marie ». Cf. cet article qui présente leur analyse commune. []
  2. Ce point a déjà été abordé sur le blog, dans l’entretien avec Nicolas Larchet à propos de sa thèse. []

[Source : ritme.hypotheses.org]

Só quatro vacinas aceites como prova para emigrantes entrarem em Portugal

Os portugueses residentes no estrangeiro que queiram entrar em Portugal apresentando prova de vacinação contra a covid-19 apenas o poderão fazer se tiverem recebido uma das quatro vacinas aprovadas pela Comissão Europeia, se testarem negativo ou comprovarem recuperação.

De acordo com fonte oficial da Direção Geral da Saúde (DGS), para as pessoas que queiram viajar para Portugal terem o certificado de vacinação covid da União Europeia (UE) aceite terão de ter recebido as vacinas aprovadas pela Comissão Europeia, de acordo com a recomendação da Agência Europeia de Medicamentos.

Estas vacinas, que estão a ser administradas em Portugal e na maioria dos Estados-membros da UE, são a BioNTech-Pfizer, a Moderna, a AstraZeneca e a Janssen.

Isso significa que os portugueses que tenham recebido outras vacinas nos países onde residem, como a Sinopharm ou a Sinovac (chinesas), Sputnik (russa), Covaxin (indiana), Epivaccorona (russa) ou a Soberana (cubana), entre outras, e que queiram entrar em Portugal mediante prova de vacinação, não o poderão fazer.

Estes portugueses poderão, no entanto, entrar em Portugal mediante a apresentação de um certificado de recuperação, no caso de já ter contraído a infeção.

Segundo a DGS, as pessoas recuperadas da covid-19, titulares de um certificado válido, emitido entre os 11º e o 180º dia, após a realização de teste laboratorial (positivo), que confirmou o diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2, poderão entrar em Portugal.

Outra possibilidade de entrar em Portugal é apresentando um certificado de teste com resultado negativo.

Os testes que estão a ser aceites são o de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) para detetar a presença de RNA de SARS-CoV-2, cuja amostra tenha sido colhida nas 72 horas anteriores à entrada em território nacional, e o teste rápido de antigénio (TRAg), de uso profissional, cuja amostra tenha sido colhida nas 48 horas antes da entrada em Portugal.

 

 

[Fonte: http://www.mundoportugues.pt]

O popular fruto antioxidante cresce em aldeias como Punã, às margens do rio Amazonas, onde os moradores buscam aumentar seus lucros em negócios sustentáveis que preservam a floresta tropical

 

Moradores da aldeia de Punã em junho de 2021.

 

Escrito por NAIARA GALARRAGA GORTÁZAR

O açaí é a última moda planetária entre pessoas ligadas em alimentação saudável. Esse fruto que cresce no alto de palmeiras em aldeias como esta, nas profundezas da Amazônia, faz sucesso no mundo todo. Contém antioxidantes, nutre e dá energia. Transformado em um denso caldo roxo, é consumido diariamente e de mil maneiras pelos moradores da comunidade Punã (oeste do Amazonas). Com peixes como o pirarucu, com frango, ou misturado com farinha de mandioca crocante. De sobremesa, com ou sem açúcar. Alguns com sal. “A gente pegava para comer no mesmo dia, porque estraga rápido”, conta Ariel de Souza, 23 anos. Um edifício centenário e recém-restaurado, da época da febre da borracha, domina o pequeno povoado à beira do rio Solimões.

Este é um dos lugares mais remotos do planeta. Um ambiente peculiar, com roças familiares em meio à mata exuberante, jornadas de sol a sol, lares com dieta monótona, escassas posses e televisões grandes, onde ao entardecer as meninas também jogam futebol, e todos os adolescentes têm Instagram.

O açaí era um alimento de subsistência até a chegada do que Souza chama de “a revolução”: a eletricidade, o freezer. Aquilo deu outra vida ao açaí e a estas aldeias ribeirinhas, fundadas por brasileiros de outras regiões que chegaram por aqui no final do século XIX para trabalhar nos seringais. “Sempre foi só subsistência, mas há alguns anos o açaí virou um negócio”, conta seu vizinho Rocima Fração, de 46 anos.

Quando fala em negócio, ele não está pensado nas barraquinhas de açaí que se espalham pelo planeta. Refere-se a algo bastante modesto, mas que trouxe uma prosperidade desconhecida aos agricultores deste conjunto de casinhas de madeira atendidas por escola secundária e wi-fi.

Luciane do Nascimento, moradora da aldeia de Punã, aluna do curso de técnico em gestão de desenvolvimento sustentável da Fundação Amazônia Sustentável e mãe de oito filhos.

Luciane do Nascimento, moradora da aldeia de Punã, aluna do curso de técnico em gestão de desenvolvimento sustentável da Fundação Amazônia Sustentável e mãe de oito filhos.

Agora, produzem açaí para vender em outras aldeias à beira do Solimões ou inclusive na cidade. Tefé, a mais próxima, fica a uma hora de lancha, agora que a maior enchente em 120 anos permite tomar atalhos; para ir a Manaus é preciso navegar dois dias rio abaixo. Os rios são o equivalente às estradas em uma paisagem deslumbrante, mas que tornam infernal o deslocamento de pessoas e produtos. Os entardeceres são de tirar o fôlego ―ainda que esta lindíssima imensidão camufle importantes rotas do narcotráfico. Para o olho acostumado à cidade, pode parecer que pouco mudou nesta região nos últimos séculos, mas os moradores mencionam espécies de animais que já não são mais vistas, praias fluviais cada vez mais amplas na temporada de seca, e grandes enchentes na época de chuvas.

A saúde do planeta depende em boa medida das 150 famílias de Punã (uma aldeia imensa em comparação com suas vizinhas), de outras comunidades ribeirinhas e dos indígenas que vivem na Amazônia, porque desempenham um papel essencial na preservação da maior floresta tropical do mundo.

Fração recorda da época em que o quilo do açaí era vendido a seis centavos. “Você lembra?”, diz a outro morador, que comenta: “Quando comecei eram 12 centavos”. Parece que estão falando dos seus antepassados, de uma vida que nem conheceram. Agora vale cinco reais o quilo. Mas tudo está regulado para que o negócio seja ecologicamente sustentável. A comunidade se aliou à Fundação Amazônia Sustentável (FAS) para driblar os intermediários que reduzem os lucros dos produtores de açaí, pirarucu ou farinha de mandioca, um item básico da alimentação amazônica. A FAS, que convidou este jornal a visitar Punã, tem projetos diversos em mais de 500 comunidades. Alguns deles consistem em impulsionar negócios sustentáveis que contribuam para manter a floresta em pé e melhorem a vida de quem a cuida.

Uma aldeia nas margens do rio Amazonas entre a aldeia de Punã e a cidade de Tefé.

Uma aldeia nas margens do rio Amazonas entre a aldeia de Punã e a cidade de Tefé.

Outro produto local, o pirarucu, protagoniza uma das maiores histórias de sucesso da Amazônia. Esse grande peixe esteve prestes a extinguir-se depois que a chegada das lanchas a motor fez a pesca disparar. Então uma aliança entre ciência e tradição conseguiu recuperar sua população, a ponto de transformá-lo em uma iguaria presente nos cardápios de restaurantes sofisticados do Rio, São Paulo ou mesmo do exterior. E sua suave pele é usada em belas bolsas vendidas em lojas elegantes, que se orgulham de apoiar a sustentabilidade.

Um pesquisador da reserva natural de Mamirauá, visível à distância no horizonte, na margem em frente, descobriu que os ribeirinhos tinham um eficaz método ancestral para contar esses peixes gigantes de escamas avermelhadas que, coisa rara, saem para respirar a cada 20 minutos. Esse instante basta aos pescadores tradicionais para contá-los e saber se são filhotes ou adultos, explica Pedro Nassar, do Instituto Mamirauá. Essa contagem tradicional, de altíssima precisão, serve de base para a administração de quotas que permitiram a sobrevivência de uma espécie que esteve à beira da extinção.

“O pirarucu é 100% orgânico, alimenta-se de frutos silvestres”, destaca Raimon Rodrigues, um homenzarrão de 28 anos que preside a associação de moradores da reserva Mamirauá. “A margem de erro na contagem é de 2% a 5%, e podemos pescar 30% dos adultos para manter o estoque”, conta. Seu pai era pescador; ele estudou na cidade, mas voltou à aldeia. E agora defende os interesses dos seus, incluídos os 1.100 pescadores de pirarucu que podem pescar o ano todo para suas famílias, mas só durante três meses para o comércio. Planejam comprar um barco com freezer.

Estes produtos são uma via para gerar renda de forma lícita em uma região remota, na qual o Estado está pouco presente e as atividades ilegais são muito lucrativas. Cada família tira quase 2.000 reais por colheita de açaí, quase 3.000 reais com a farinha de mandioca, e 3.700 reais com o pirarucu. Mas o caminho desse rincão amazônico até o cliente é tortuoso e infestado de vorazes intermediários. “Queremos que vocês enriqueçam aqui, é como se estivessem sentados sobre uma grande mina de ouro”, diz Virgilio Viana, de 60 anos, o superintendente da FAS, a vários moradores de Punã que são os alunos do primeiro curso de técnico em gestão sustentável, promovido pela organização em parceria com o Governo do Amazonas. Embora os membros da comunidade estejam vacinados, todos usam máscara, como mandam estes tempos de pandemia.

A ideia é que desenvolvam projetos que lhes permitam prosperar na terra de seus antepassados, contendo o êxodo para a cidade. Os adolescentes daqui contam que nadar nos igarapés é o grande programa dos finais de semana. Entre os alunos, há muitos jovens recém-saídos da escola, mas também adultos valentes, como Luciane do Nascimento. Aos 34 anos, com oito filhos e dois netos, está entusiasmada por retomar os estudos. Diz que “cultivar sem desmatar é mais trabalhoso, mas dá para fazer”. O desmatamento ilegal e outros crimes ambientais vêm de longe, mas dispararam desde que o presidente Jair Bolsonaro chegou ao poder. Para ele, o meio ambiente é um entrave ao aproveitamento das riquezas naturais que permitiriam tirar a Amazônia da pobreza.

Francisca Miguel fabrica farinha en Punã.

Francisca Miguel fabrica farinha em Punã. 

Francisca Miguel, simpática, carismática e sempre com os óculos tortos, tem 63 anos. Cresceu nos tempos em que os barcos que atracavam na aldeia eram a vapor. Recorda bem quando alguém lhe falou pela primeira vez de sustentabilidade. Foi há alguns anos, quando os moradores da comunidade começaram a receber um pequeno pagamento como contrapartida por não desmatarem a floresta. “Desde então, não faço mais”, diz, solene. Esse dinheiro ajuda a pagar as contas, mas seu grande feito foi conscientizar os moradores. Pouco a pouco, espalha-se a ideia de que “a floresta é mais valiosa de pé do que destruída”. É um slogan que Viana bolou antes de criar a FAS, quando era secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas ―uma frase que ambientalistas, agentes de cooperação internacional e até alguns produtores de soja adotaram.

Quando dona Francisca era pequena, a borracha já era história, mas o patrão ainda enriquecia à custa de manter os caboclos semiescravizados. Não a ela, que foi criada como faxineira pela família do senhor Gama, a qual detinha o monopólio de tudo que era comprado e vendido em Punã. Expulsava da aldeia quem tentasse lhe fazer concorrência. Após décadas estragando as costas para colher mandioca e batê-la no pilão, e de educar os oito filhos, dona Francisca ainda luta contra esses intermediários que compram sua produção barata e a vendem cara à clientela.

Vista de uma casa às margens do rio Amazonas na aldeia de Punã.

Vista de uma casa às margens do rio Amazonas na aldeia de Punã.

Ela e seus vizinhos estão envolvidos em mil projetos para que seus negócios sustentáveis lhes rendam mais. Seu marido insiste para que se aposente, mas ela não tem essa intenção. “Se não faço farinha, adoeço”, diz, agitando a peneira. Dedica todas as suas energias a adaptar-se às normas de produção necessárias para ter o selo de denominação de origem, o que daria “mais valor agregado” à produção que a aldeia empacota e vende com sua marca própria.

Viana aposta em oferecer novos horizontes aos brasileiros da Amazônia. “Frequentemente a visão externa, do sul do Brasil ou do exterior, é que o desmatamento é um caso de polícia, quando o que eu acredito é que precisamos cuidar das pessoas que cuidam da floresta tropical. Esse é outro slogan que eu inventei. Não adiante investir em bioeconomia se eles não tiverem água potável ou se houver prostituição infantil.”

 

[Fotos da autora – fonte: http://www.elpais.com]

Pasaporte analógico con sellos de migraciones de Uruguay y Argentina

Escrito por MARÍA PAZ CANALES

Si bien las devastadoras consecuencias económicas y sociales que ha traído para la población el extendido período de pandemia son el aliciente para que los gobiernos busquen en este tipo de instrumentos una herramienta para “premiar” el comportamiento de la ciudadanía responsable que ha cumplido con su deber de inmunización, hay un problema severo en esta estrategia desde la perspectiva de la comunicación del riesgo primero, y luego respecto del ejercicio de derechos fundamentales.

A inicios de mayo, la prensa anunciaba que seis países de América Latina y el Caribe, entre ellos Chile, estaban desarrollando una iniciativa para impulsar proyectos que incentiven la transformación digital de la salud en la región y cuya primera iniciativa sería el desarrollo de un certificado de vacunación digital e interoperable para Covid-19. Se trataría de una iniciativa patrocinada por el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), alineados con la Organización Mundial de la Salud (OMS) y la Organización Panamericana de la Salud (OPS)

La digitalización del expediente médico es un proceso en curso en muchos países de la región, entre ellos Chile. En los últimos años ha sido conducido de la mano de evaluaciones de cómo implementarse en una forma que proteja la seguridad y la privacidad de los datos de salud, y que no impacte negativamente el ejercicio de otros derechos fundamentales. La pregunta aún sin respuesta es si el anuncio sobre certificaciones digitales interoperables de vacunación en la región va a satisfacer tales estándares y cómo. Los riesgos de avanzar en certificaciones de vacunación e inmunidad digital o pases de movilidad se extienden a la inadecuada comunicación de riesgo y al impacto en el ejercicio de derechos.

Los certificados de vacunación tienen dos propósitos principales: generar un registro que facilite la continuación de las prestaciones de salud para la persona que ha recibido un tratamiento de inmunización, y entregar información acerca del tipo de inmunización recibida para hacer seguimiento a sus resultados o validez. A nivel mundial existe una larga historia de programas de inmunización que en el último siglo se han desarrollado sin problemas, entregando la información a sus beneficiarios en papel.

Todo evento de prestación de salud requiere del acceso a datos personales y datos sensibles que se configuran a partir de la prestación de salud recibida. Tales datos normalmente residen en la ficha médica, a la cual solo la paciente y sus prestadores de salud tienen acceso, y no son consignados en forma detallada en las certificaciones recibidas, que solo contemplan la información mínima para identificar a la paciente y su evento de inmunización. La digitalización de los certificados de vacunación va acompañada de un aumento de la cantidad de datos recogidos e incrementa la posibilidad de generar eventos de acceso no autorizado a esa información para propósitos que pueden ser completamente distintos a los originales, es decir, información de continuación de prestaciones de salud y prueba de inmunización. Creado el antecedente digital, y al forzar a la población a circular con esta información en sus dispositivos digitales, el riesgo de pérdida de control, derivado de usos no relacionados al tratamiento de salud, se extiende exponencialmente.

Los pases de movilidad proponen un caso de uso tanto más problemático, ya que intentan asociar a un episodio (o varios) de inmunización a un diferencial en cuanto a las posibilidad de ejercer la libertad de movimiento sin restricciones, en comparación de aquella limitada para las personas no inmunizadas. Los pases de movilidad se basan en una inferencia de riesgo menor de infección y contagio basado en el episodio de inmunización. Para que esa inferencia sea sólida, debe sostenerse en evidencia científica de cuál es el nivel de disminución de riesgo de contagio y de propagación del virus que la inmunización genera. En Chile, la Universidad de Chile ha indicado que ese riesgo se sitúa en el 56,5% como promedio para las vacunas en actual utilización en Chile. Mientras, el Ministerio de Salud declara que la vacuna SINOVAC (con la que mayoritariamente ha sido inmunizada la población nacional) tiene 67% de efectividad para prevenir Covid-19 sintomático. Es decir, incluso en la cifra más optimista, 3 de cada 10 personas vacunadas aún se encuentran en riesgo de contraer y transmitir COVID-19.

Avanzando en la trilogía, los pasaportes de inmunidad buscan generar un grado de certeza que permita la circulación de la población y la reactivación de las actividades económicas y sociales, incluso en el tránsito internacional. Su emisión depende de la existencia de métodos de medición de los grados de inmunidad desarrollada por la población frente a una enfermedad infectocontagiosa. Su objetivo es precisamente discriminar entre aquellos que cuentan con inmunidad y quienes carecen de ella, asignando consecuencias de movilidad y oportunidades de empleo a esa clasificación. Así, buscan imponer una restricción artificial sobre quién puede participar en actividades sociales y económicas, y quién no. Es por ello que las expertas llaman la atención acerca del riesgo de que los pasaportes de inmunidad creen un incentivo perverso para que las personas busquen infectarse, especialmente las más vulnerables, que no pueden permitirse un período de exclusión de la fuerza laboral, agravando las desigualdades sociales preexistentes. La OMS expresó en 2020 su preocupación por el desarrollo de pasaportes de inmunidad, advirtiendo la información insuficiente acerca del desarrollo de anticuerpos para el SARS-CoV-2, con los riesgos de errónea clasificación de los niveles de inmunidad de la población que ello podría implicar. En la actualización provista en mayo de 2021, la OMS vuelve a repetir que la evidencia sobre la respuesta inmune y su duración respecto de la infección de Covid-19 o su inmunización no se encuentra suficientemente comprendida a la fecha, con lo cual la correlación de su efecto de protección no puede ser aún establecida.

Para evitar las críticas internacionales a que han sido sujetos los pasaportes de inmunización, como el renombrado pase verde de la Unión Europea, en Chile las autoridades han optado por la nomenclatura de “pase de movilidad” que como vimos más arriba se encuentra sujeto a las mismas incertidumbres en la comunicación de riesgo que los pasaportes de inmunidad: ambos hacen inferencia hasta ahora no asentadas en evidencia científica de nivel de riesgo de contraer y contagiar el SARS-CoV-2.

Problema con la comunicación de riesgo

Tal como lo ha destacado el European Data Protection Board (EDPB) al emitir su opinión sobre la propuesta de certificado verde para la Unión Europea, “parece haber poca evidencia científica que respalde el hecho de que haber recibido una vacuna COVID-19 (o haberse recuperado de COVID-19) otorga inmunidad y por cuánto tiempo dura. Por lo tanto, el Certificado Verde Digital debe entenderse simplemente como una prueba verificable de una solicitud o historial médico fáctico con sello de tiempo que facilitará la libre circulación de los ciudadanos de la UE debido a su formato común en todos los Estados miembros. Sin embargo, advertimos derivar conclusiones sobre inmunidad o contagio, ya que una opinión científica consolidada aún está pendiente”.

Por su parte, el Ada Lovelace Institut ha advertido que los pasaportes digitales no deben implementarse mientras se desconoce tanto sobre COVID-19, particularmente el efecto de diferentes vacunas (y regímenes de vacunación) sobre la transmisión, la duración de la protección y la generalización de esos efectos. En otras palabras, el pasaporte de vacunación se basa en la premisa de que el estado de “vacunada” dice algo sobre el riesgo que una persona representa para otros, no simplemente el riesgo que cada persona enfrenta de contagiarse. “En la actualidad, el estado de vacunación no ofrece evidencia clara o concluyente sobre el riesgo de un individuo para otros a través de la transmisión. El estado de vacunación nunca puede ofrecer evidencia absolutamente concluyente del riesgo de un individuo para otros (o su propio riesgo), ya que ninguna vacuna será 100% efectiva para el 100% de los receptores”.

La consecuencia más grave sobre este error en la comunicación de riesgo, el incremento en la circulación del virus y el aumento en el nivel de contagios consecuente, fue denunciada en Chile por el Colegio Médico y un número relevante de Asociaciones Médicas al realizarse el anuncio de despliegue del pase de movilidad por el gobierno de Chile. Dos semanas luego de su implementación, la evidencia del aumento de casos a nivel nacional, con alrededor de 50 mil casos activos, parece respaldar que un relajamiento de la movilidad no se justifica ni siquiera con un programa de vacunación exitoso.

No se trata de poner en cuestión la utilidad de las vacunas que indudablemente reducen el riesgo de contraer la enfermedad o de presentar sus síntomas más severos. El cuestionamiento a los pases de movilidad o certificaciones de inmunidad no tiene nada que ver con la defensa al “derecho a no vacunarse” que algunos individuos han intentado enarbolar, de lo que se trata es de entregar información adecuada a la población que evite el relajamiento de las medidas sanitarias de distanciamiento social, uso de mascarillas e higiene de manos que siguen siendo esenciales para contener la pandemia.

Tristemente, aquí nos encontramos no solo frente a un problema de oportunidad que ha sido el ángulo enfatizado desde la comunidad científica, sino que, junto a la falta de certeza científica acerca de la predicción de riesgo que acompaña a la inmunización, se sitúa un problema social relacionado con cómo los pases de movilidad, los certificados de vacunación digital o los certificados de inmunidad pueden terminar transformándose en instrumentos de discriminación en el ejercicio de derechos, cuyos impactos negativos se extiendan a los ya dolorosos efectos económicos y sociales que afectan a sectores más vulnerables.

Discriminación en el ejercicio de derechos

No es casualidad que al inicio de la pandemia la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), a través de su Resolución 1/20 “Pandemia y Derechos Humanos en las Américas”, recomendó a los Estados de la región “adoptar de manera inmediata e interseccional el enfoque de derechos humanos en toda estrategia, política o medida estatal dirigida a enfrentar la pandemia del COVID-19 y sus consecuencias, incluyendo los planes para la recuperación social y económica que se formulen. Estas deben estar apegadas al respeto irrestricto de los estándares interamericanos e internacionales en materia de derechos humanos, en el marco de su universalidad, interdependencia, indivisibilidad y transversalidad, particularmente de los DESCA”.

Desde un punto de vista individual, un pase de movilidad registra datos de salud privados, ¿cómo se protege esta información? ¿Cómo se previene el riesgo de fraude o falsificación? ¿Cómo se previenen violaciones de la privacidad? Desde un punto de vista social, la adopción de pases de movilidad tiene impactos concretos en el ejercicio de la libre circulación, el derecho a reunión e incluso sus impactos pueden extenderse al acceso a las oportunidades de empleo. Estos pasaportes no deberían resultar en una herramienta de control social que restrinja la movilidad de la población en contextos de disidencia política o en una herramienta adicional para imponer restricciones abusivas a la migración, por nombrar solo algunos de los potenciales impactos negativos de estas implementaciones.

La creación de un pase de movilidad genera una indudable tentación para las empresas de condicionar el acceso a oportunidades de empleo a la titularidad de estos, en el marco de una campaña de vacunación que aún no alcanza la universalidad y, repetimos, cuyas condiciones de duración de inmunidad no se encuentra científicamente determinada aún. Un uso de este tipo tendrá consecuencias indudables de discriminación, pero también desafíos logísticos en torno a cómo se realizan las verificaciones de los pases y cómo se vigila que continúe la adopción de otras prevenciones sanitarias como el distanciamiento social y uso de mascarillas. El pase de movilidad puede fomentar una falsa sensación de seguridad, ya sea en su titular o en otras personas (como su empleador) y aumentar, en lugar de disminuir, los comportamientos de riesgo. Existe vasta experiencia previa desde la normativa de protección de los derechos de los trabajadores acerca de los riesgos de permitir decisiones de empleo atendidas a condiciones de salud, o de riesgos de salud derivados de condiciones de trabajo inadecuadas. Y esa experiencia será útil para calibrar los derechos en juego.

Otra forma palpable de discriminación que presentan las certificaciones de vacunación e inmunidad o los pases de movilidad digital está precisamente asociada a su carácter digital. Nuevamente, sin condiciones de conectividad universal a internet aseguradas para la población general, habilidades digitales limitadas en algunos segmentos o baja disponibilidad de dispositivos inteligentes, grupos de la población con acceso limitado a la tecnología por cualquiera de estos factores quedarán excluidas de su uso.

Estos riesgos fueron claramente anotados además en una recomendación específica emitida el año pasado por la CIDH en su Resolución 4/20 sobre los “derechos humanos de las personas con Covid-19”: “los Estados deben abstenerse de utilizar los datos sobre el estado de salud de las personas con COVID-19 para expedir certificaciones de inmunización que generen una diferencia de trato injustificada en el disfrute y ejercicio de otros derechos”.

Entonces avanzando un paso más en el análisis de necesidad, proporcionalidad y legalidad que exigen los estándares interamericanos de derechos humanos, ¿cuál es el marco de legalidad que acompaña al pase de movilidad en Chile? Sin una ley de protección de datos personales actualizada, con pocas certezas de como se manejan los datos de comisaría virtual y la opaca implementación de CoronApp previamente criticada por Derechos Digitales, la política pública desplegada tampoco ha sido acompañada de ningún tipo de certeza acerca de cómo los datos que son recogidos para generar el certificado digital serán procesados, accedidos (y por quién) o cómo será limitado su uso para otros fines.

Por último, las certificaciones de vacunación e inmunidad digital o los pases de movilidad pueden ser una distracción tentadora. Su desarrollo implica costos de oportunidad importantes desde una perspectiva de recursos públicos, lo que implica dejar de usar esos mismos recursos en otras intervenciones. Sin embargo, su utilidad específica para la pandemia se encuentra temporalmente limitada, ya que es esperable que con los programas de vacunación y la circulación del virus se alcance más temprano que tarde la inmunidad de grupo. ¿Vale la pena sacrificar derechos y libertades si una vez que haya inmunidad colectiva estos instrumentos de discriminación no tendrán sentido sanitario? ¿Qué haremos entonces con estas infraestructuras de control puestas en marcha? ¿Serán ellas desmanteladas? ¿Cómo aseguramos que los datos por ellas recogidas no sean extendidos a otros usos secundarios de control social?

 

[Fuente: http://www.derechosdigitales.org]

Une membre des services civiques vérifie les documents – dont une attestation de test au Covid négatif – d’un passager au départ de l’aéroport Roissy-Charles de Gaulle le 5 février 2021. Gonzalo Fuentes/AFP

Écrit par Yoann Nabat

Doctorant en droit privé et sciences criminelles, Université de Bordeaux

Comment peut-on vivre avec le virus ? Plusieurs idées sont actuellement à l’étude par l’exécutif rapporte Le Monde, afin que les Français puissent retrouver un semblant de vie « normale ». Parmi elles, le passeport vaccinal.

Cette mesure fait actuellement l’objet d’une consultation citoyenne en ligne, lancée par le Conseil économique social et environnemental (CESE). Ailleurs, comme en Suède ou au Danemark, l’idée se concrétise. En France, c’est la compagnie aérienne Air France qui lance les hostilités en ouvrant une expérimentation dès le 11 mars en exigeant des passagers à destination des Antilles, les résultats d’un test PCR de moins de 72 heures, pour une validité d’un mois.

À l’heure où certains commencent à envisager l’idée d’apprendre à vivre avec le virus, le scénario a de quoi séduire, tout autant qu’il inquiète. Néanmoins, quel pourrait être son cadre juridique en France ? Un tel outil pourrait-il effectivement voir le jour ?

Qu’est-ce qu’un passeport ?

Revenons tout d’abord sur les termes. Le passeport est un outil bien connu depuis l’Ancien régime et encadré juridiquement : il est le titre d’identité (comme la carte nationale d’identité) délivré par l’administration d’un État pour certifier à la fois l’identité de la personne, sa nationalité et sa capacité à franchir librement les frontières, suivant les règles en vigueur pour chaque pays. Le passeport a ainsi par principe une vocation internationale, même s’il peut être utilisé sur le territoire national pour attester son identité.

Existe-t-il néanmoins à l’heure actuelle un passeport vaccinal, c’est-à-dire un tel titre fondé non sur l’identité ou la nationalité, mais sur l’état vaccinal de l’individu ? Les choses sont sur ce point claires : la réponse est négative. Aucune norme nationale ou européenne ne connaît le terme de « passeport vaccinal » ou « passeport sanitaire ». Historiquement, la notion est aussi inconnue, même si le XVIIIe siècle, marqué par des épidémies, voit naître des « billets de santé » permettant d’établir le « bon état sanitaire des voyageurs ».

Bien que des vaccins juvéniles soient obligatoires au niveau national ou pour franchir certaines frontières – le vaccin contre la fièvre jaune est ainsi obligatoire pour se rendre en Guyane par exemple –, ils ne sont pas intégrés au passeport.

Celui qui le souhaite peut faire établir auprès de son médecin un certificat de vaccination (ou de contre-indication à la vaccination) qu’il présente lors du passage de la frontière. Ce document est certes obligatoire, mais bien distinct, juridiquement au moins, du passeport.

Si on assimile un tel document au concept de passeport vaccinal, l’idée semble alors plus précise : pour se rendre dans certains lieux sur le territoire national (salle de concert, musée, école, etc.) ou pour voyager à l’international, la présentation d’un document attestant la vaccination au coronavirus serait obligatoire. L’usage d’un tel document serait ainsi à la fois national et international.

Un premier projet avorté

Une formulation assez proche de cette idée s’était trouvée, avant d’être retirée face aux contestations, dans le premier article d’un projet de loi « instituant un régime pérenne de gestion des urgences sanitaires » déposé par le Premier ministre à la fin de l’année dernière.

Il s’agissait en effet de :

« subordonner les déplacements des personnes, leur accès aux moyens de transport ou à certains lieux […] à la présentation des résultats d’un test de dépistage établissant que la personne n’est pas affectée ou contaminée, au suivi d’un traitement préventif, y compris à l’administration d’un vaccin, ou d’un traitement curatif ».

Le texte, qui n’avait pas vocation à s’appliquer à la crise sanitaire actuelle, mais à instaurer un régime juridique durable pour d’éventuelles crises sanitaires à venir, et pour lequel le Conseil d’État avait émis un avis réservé, visait d’un même élan le test négatif et le vaccin.

En effet, ne retenir que l’exigence du vaccin conduit, mécaniquement, à rendre la vaccination obligatoire (même si l’exigence est limitée à certains lieux ou activités, il y aura une forme d’obligation implicite).

Or, si une telle obligation est juridiquement admissible et déjà pratiquée pour les nouveau-nés, elle est soumise à la condition de l’accessibilité du vaccin : tout le monde doit pouvoir avoir accès, dans des conditions satisfaisantes, au vaccin.

La création intolérable d’une discrimination

Dans le scénario inverse (qui constitue la situation actuelle, où l’accès au vaccin est conditionné et complexe), il résulterait d’une telle disposition la création intolérable d’une discrimination.

Si les difficultés d’accès pouvaient être résolues dans quelques mois au niveau national, il n’est pas certain qu’il en soit de même sur le plan international. Il pourrait alors en résulter une inégalité entre pays riches, où les habitants seraient libres de circuler, car détenteurs d’un tel passeport, et pays pauvres, où le vaccin n’est pas disponible, et où la population serait donc isolée.

L’OMS et l’Union européenne mettent en avant ce risque.

Pour dépasser cette première difficulté, imaginons que le vaccin soit au moins disponible massivement sur le plan national, sans restriction, et qu’il puisse ainsi, même si le gouvernement s’est engagé en sens contraire, être rendu obligatoire sans risque de discrimination. Le passeport vaccinal pourrait-il alors exister sans davantage de contraintes juridiques ? La réponse est négative : d’autres difficultés se présenteraient à un tel projet.

Une telle obligation ne pourrait, selon ce que retient habituellement le Conseil d’État, que résulter de la loi (et non uniquement du pouvoir exécutif). Un débat s’engagerait ainsi devant l’Assemblée nationale et le Sénat. Projetons alors que, du fait majoritaire, le texte proposant l’obligation de la vaccination et l’instauration du passeport vaccinal soit adopté. Il devrait alors certainement faire face au contrôle a priori du Conseil constitutionnel.

La chose serait absolument inédite, puisqu’il ne s’agirait ici ni d’une exigence strictement internationale, ni d’une vaccination infantile, que le Conseil constitutionnel avait validée à ce titre.

Pour être constitutionnel, il faudrait alors que l’exigence d’un tel document soit absolument « nécessaire et proportionnée », selon la formule habituellement retenue, mais dont le contenu est d’appréciation souple (il n’en existe aucune définition précise).

Le passeport vaccinal constituerait en effet sans aucun doute une mesure attentatoire à plusieurs droits et libertés fondamentaux, comme la liberté d’aller et venir, l’intégrité corporelle, et même la vie privée (comme l’a reconnu par la Cour européenne des droits de l’homme il y a quelques années à propos de la vaccination obligatoire).

Or, si ces droits ne sont pas absolus, le contrôle du Conseil constitutionnel pourrait sur ce point constituer un obstacle, si le champ d’application et les finalités d’un tel document ne sont pas restrictivement définis (individus concernés, lieux exacts listés, modes de transport et distances, durée d’application de la mesure, etc.).

Faire appliquer une mesure aux contours flous

Néanmoins, la tendance habituelle à la tolérance du Conseil constitutionnel en période de crise sanitaire, au nom de l’impératif que constitue le droit à la santé (prévu par le préambule de la Constitution de 1946) et du fait des circonstances exceptionnelles, pourrait sans doute permettre de lever cette condition.

Sur le territoire national, les lieux ou déplacements où le passeport serait requis devraient cependant être très limitativement définis. Les lieux strictement vitaux pour les individus (dont la liste devrait immanquablement faire débat : lieux de santé, fournitures essentielles, etc.) devraient également sans doute en être exclus.

Il faudrait enfin prévoir d’assimiler la vaccination à la contre-indication au vaccin, sans que la différence apparaisse sur le document remis pour ne pas atteindre au secret médical.

Sans vaccin pas de circulation ? Image d’illustration : injection d’une dose d’AstraZeneca dans un centre médical le 25 février 2021 à Paris. Alain Jocard/AFP

L’obstacle passé, mettre en place un tel document nécessiterait impérativement la construction d’une base de données des personnes vaccinées. Or, s’il existe actuellement un fichier dédié (appelé SI Vaccin Covid), les finalités définies par le texte réglementaire qu’il encadre ne prévoient absolument pas son utilisation pour limiter le déplacement des individus.

Une base de données controversée

Une modification du texte serait sur ce point indispensable, ce qui induirait un contrôle de la CNIL, qui, bien que dépourvue d’un pouvoir contraignant, saurait sans doute soulever des méfiances importantes pour un tel projet. Il est pour le moment impossible de savoir si la CNIL a déjà été saisie d’un pré-projet en ce sens, mais la division prospective de l’autorité avait déjà livré de premières réflexions sur le sujet il y a quelques mois.

Il serait bien sûr théoriquement possible de se passer de l’existence d’un tel fichier centralisé, en utilisant le vieux « carnet de santé » individuel.

Mais on s’expose alors à une absence de sécurisation et à l’apparition de faux, comme c’est d’ores et déjà le cas pour les tests PCR obligatoires.

Plus largement sur la question des données personnelles, comment éviter, le traçage et le contrôle des individus qui suivraient nécessairement la mise en place d’un tel outil, notamment si le fichier est consulté lors des déplacements de l’individu ?

Le traçage des populations, déjà dénoncé en matière sécuritaire, trouverait ici un développement sanitaire important, bien plus loin encore de ce qui est déjà mis en place.

Comment ne pas percevoir également dans une telle démarche un nouvel exemple de biopouvoir, suivant les descriptions opérées par Michel Foucault, constitué par la saisine par le pouvoir politique du biologique.

L’État se saisirait avec un tel outil du plus intime de l’individu. Le choix même du vocabulaire est sur ce point révélateur : le passeport est un outil régalien, il appartient à l’État et en est l’un des symboles les plus importants. Il deviendrait ici un symbole de la prise en compte du corps biologique des individus.

En résumé, la création d’un passeport vaccinal n’est pas chose impossible juridiquement en France, bien que soumise à des contraintes importantes et de nombreuses zones d’incertitudes tant le procédé serait inédit. Cependant, même bien défini, encadré et délimité, un tel dispositif constituerait un pas de plus vers le traçage sanitaire des individus.


L’auteur effectue sa thèse sous la direction de Virginie Peltier.

[Source : http://www.theconversation.com]

En los últimos meses, se multiplicó el número de bodegas que ofrecen vinos aptos para veganos. ¿Cómo se elaboran? ¿Cuál es la diferencia?

Vino vegano: qué es, cómo se elabora y 10 etiquetas que tenés que probar

Escrito por Juan Diego Wasilevsky

Desde hace un par de años se produjo un boom de certificaciones: cada vez más bodegas argentinas ofrecen vinos para veganos. En general, no se trata de etiquetas puntuales, sino que las bodegas suelen certificar todo su proceso de producción; esto implica que, en general, todas sus marcas y etiquetas pasan a ser aptas para este tipo de consumidores.

En primer lugar, esto responde a una tendencia empujada por la demanda. Según datos de mercado, se estima que en la actualidad un 5% de la población mundial es vegana. Es, además, una tendencia que se aceleró en las últimas tres décadas y que trajo como consecuencia importantes cambios en los hábitos de consumo.

Lo interesante es que, según la Unión Vegana Argentina, en el país el share de consumidores que está en esta categoría se encuentra varios puntos por encima del nivel mundial, alcanzando el 12% de la población (incluyendo vegetarianos).

Con un dato importante: los segmentos etarios más jóvenes son los que más interés muestran en la actualidad y los que más motorizan esta tendencia.

Lo importante en este análisis es que ser vegano también involucra a un rubro estratégico: las bebidas y, más precisamente, los vinos.

Por eso es cada vez menos extraño encontrar en las góndolas de la Argentina vinos con sello « apto vegano », lo cual, a primera vista, puede sorprender: ¿no es acaso el vino el resultado de la fermentación de la uva? ¿Dónde estaría entonces el conflicto y por qué un vino tiene que tener esta etiqueta para que lo pueda consumir alguien que optó por ser vegano?

La respuesta está en que, si bien se encuentran cada vez menos difundidos en la industria vitivinícola, todavía existen insumos que se utilizan en la elaboración que pueden provenir del reino animal.

En la historia reciente, tras la fermentación y a la hora de clarificar los vinos, especialmente los blancos, para que no queden turbios, en el pasado se utilizaba la ictiocola, un derivado del pescado. Más cerca en el tiempo, hay bodegas que todavía usan el caseinato, un derivado lácteo, o la ovoalbúmina, proveniente del huevo.

En el caso de los tintos, se clarifica principalmente para que los taninos o los polifenoles que puedan estar un poco verdes o secantes al paladar se suavicen y mejoren la sensación en boca. Según los enólogos, esos polifenoles reaccionan a las cargas positivas, por eso se usan compuestos con ese tipo de carga como la gelatina, ovoalbúmina, o el caseinato.

Entonces, si una bodega quiere obtener el certificado « apto vegano » no puede utilizar estos insumos. ¿Qué alternativas hay? Existe la bentonita, una arcilla que se usa principalmente para blancos, pero que también se ha difundido en la elaboración de tintos.

Además existen empresas de insumos que ofrecen otras alternativas de clarificantes que provienen del reino vegetal, como por ejemplo, la papa.

Actualmente, en la Argentina son dos las certificaciones más difundidas: por un lado está VEG Argentina, que es impulsado por LIAF Control. Se trata de una certificación que se logra tras una auditoría realizada en bodega. En paralelo, existe « Vegan », una aprobación internacional que promueve The Vegan Society y que funciona como una declaración jurada que firman los responsables de cada bodega en la cual garantizan que no se utilizan derivados del reino animal.

Ahora bien, a nivel organoléptico, ¿el consumidor puede notar la diferencia entre un vino con sello apto vegano y uno que no esté certificado? La respuesta es no, dado que en general no hay ningún cambio en el proceso de elaboración, salvo el tipo de insumos que se utilizan y que tampoco generan impacto a nivel aromas o sabor.

Sin embargo, se trata de un estándar de control que permite que aquella persona que eligió ser vegana pueda disfrutar de un vino sin ningún tipo de inconvenientes ni sorpresas.

¿Qué vinos apto veganos probar?

A continuación, te recomendamos 10 « vinos veganos » de bodegas argentinas que ya cuentan con esta certificación:

Amalaya Malbec 2019 | Bodega Amalaya

Amalaya Malbec

Definitivamente, hay mucho del ADN de Salta del que hacíamos referencia al comienzo. Arranquemos por su paleta aromática profundísima, con notas de frutas rojas sanamente maduras y un juego de especias exóticas que lo lleva a otro nivel. Se percibe el aporte de las otras dos variedades, que detrás de esta intensidad, ofrecen un toque herbal, que le imprime al vino un espíritu fresco. Hablemos también de su desarrollo en boca: este vino, de paladar pleno, es sustancioso y jugosísimo, con dos cosas interesantes para destacar: sus taninos son firmes pero nunca dejan de ser amables, gran mérito. Además, ofrece un paso graso pero no sucroso. ¿Qué significa esto? Que se vuelve más sedoso en su desarrollo, pero no empalaga ni cansa. Precio sugerido: $600.

Salentein Reserva Corte de Blancas 2019 | Bodegas Salentein

Salentein Reserve Corte de Blancas

Es un corte que suma capas y capas, de esos para ir descubriendo y dejando que gane un poquito de temperatura. Cuando esté en la copa unos minutos, seguramente notes sus aromas que remiten a las frutas de carozo, con toques ligeros a frutos secos y una pátina que mezcla trazos florales y de cítricos dulces. En boca es un vino que entrega excelente peso y volumen, con un lindo centro ácido (seguramente apalancado en el Sauvignon Blanc). En su desarrollo, explotan las notas de pomelo rosado y una fruta blanca crocante. Es súper fluido y la acidez es constante. Pero no esperes un vino hipermordiente e incómodo para el paladar. Es tan fresco como elegante. Precio sugerido: $1.030.

Durigutti Pie de Monte Finca Las Jarillas Malbec 2017 | Durigutti Family Winemakers

Durigutti Pie de Monte Malbec

Los hermanos Héctor y Pablo Durigutti se aliaron con tres pequeños viñateros de diferentes zonas para alumbrar vinos que reflejen el lugar, sin interferencias. Los terruños elegidos fueron Gualtallary y Los Árboles (en Valle de Uco) y Vistalba (en Luján de Cuyo). Este ejemplar que elegimos en Vinos & Bodegas proviene de Gualtallary. Y la realidad es que se luce con una gran pureza de aromas, de la mano de frutas rojas apenas maduras y delicados toques florales. En boca no es el clásico Malbec sexy y goloso. Pero tampoco es mordiente y seco como un látigo. En el balance está su mérito. Es fresco, sus taninos de grano fino dejan mucha textura en su paso, pero no es un vino « extremo » como muchos de los ejemplares modernosos que se hacen en Gualtallary. Por el contrario, es superamable, para beber y beber. Precio sugerido: $1.350.

Cruzat Naranjo | Bodega Cruzat

Cruzat Naranjo

La bodega viene de hacer historia al presentar el primer naranjo con burbujas de la Argentina. El vino naranjo, como lo define muy bien su enóloga Lorena Mulet, es un vino que se elabora a partir de uvas blancas pero como si fuera un tinto, es decir, con sus pieles. Por eso, Mulet recalca que este espumante « tiene la frescura de un blanco pero con la estructura de un tinto ». Para este ejemplar se utilizaron uvas Chardonnay de Luján de Cuyo. Al servirlo en la copa vas a encontrar un exótico mix de frutas blancas de carozo, algo tropical, un toque herbáceo y un dejo cítrico, junto a un recuerdo lejano a levaduras. Lo importante: es limpio y sin rastros de defectos. En boca ofrece buen peso y excelente volumen, con un pétillant sutil y hasta algo etéreo. Posee un centro fresco, que revela más de ese perfil cítrico percibido al comienzo. Sin dudas, el próximo gran hit del verano. Precio sugerido: $1.250.

El Burro Orgánico Malbec | Santa Julia

El Burro Malbec

Un vino natural, elaborado a partir de viñedos propios orgánicos emplazados en Maipú, al que no se le añaden levaduras seleccionados, no se clarifica y no se le agregan sulfitos. En nariz entrega fruta roja brillante y que se anticipa crujiente, dando lugar a una atmósfera fresca. En boca es jugoso, sin dejar de tener taninos marcados, con un paso apenas graso (no sucroso), sin dejos dulzones. Avance fresco, con una acidez amable. Para beber y beber y, de paso, descubrir un vino que, a ciegas, difícilmente dirías que proviene de Maipú, que nos tiene acostumbrados a otro perfil de vinos. Precio sugerido: $850.

Doña Paula 1350 2018 | Doña Paula

Doña Paula 1350

Añada tras añada, no nos cansamos de recomendar este corte que sigue siendo superoriginal y único en la Argentina: es que, además de Cabernet Franc y Malbec, suma un toque de Casavecchia, una uva de origen italiano que fue introducida al país por la bodega y de la cual hay poquísimas hectáreas en la actualidad. Esta variedad aporta la cuota salvaje. En nariz, este vino ofrece aromas bien profundos, que van de la fruta roja a la fruta negra, junto con una ráfaga ligera y herbal, sobre un fondo especiado. La madera suma detalles y nunca, nunca, se roba el papel principal. En boca hay sustancia y buena estructura, pero no es exuberante ni ampuloso. Por el contrario, es largo, de andar compacto, premia con una buena cuota de acidez y deja una linda sensación grasa, junto a una leve astringencia final que le aporta carácter. Va a ser sublime en un par de años, pero hoy puede disfrutarse de punta a punta. Precio sugerido: $1.680.

Indómito Cabernet Franc 2019 | Bodega Kaiken

Indómito Cabernet Franc

Se trata de la nueva línea que acaba de presentar Kaiken: un blend y este Cabernet Franc de Agrelo, que entrega mucha exuberancia en nariz, con notas de frutos rojos maduros y toques especiados y mentolados. En boca es bien jugoso, con un recorrido que deja una textura granulosa, ligeramente secante, junto con una buena acidez, sin dejar de ser fresco y bebible. Por eso, es un vino con presencia y carácter, con un final marcado por la tipicidad de la variedad. Junto a pastas con salsas intensas o un corte a la parrilla, será el compañero perfecto. Precio sugerido: $970.

Cristóbal 1492 Barrel Selection 2017 | Bodega Don Cristóbal

Cristóbal 1492 Barrel Selection Malbec

Este Malbec va a ser el aliado perfecto si buscas un vino tinto expresivo, bien aromático y de perfil definido por las frutas bien maduras y una madera nítida, que suma notas de especias dulces. En boca es bien jugoso, con taninos redondos, que reaccionaron bien al paso del tiempo, con una linda acidez que lo sostiene y lo estira y deja una sensación fresca. De esos Malbec sabrosos, que no fallan y superversátiles. Precio sugerido: $899.

Virgen Cabernet Sauvignon 2020 | Domaine Bousquet

Virgen Cabernet Sauvignon

La bodega enfocada en un 100% en la producción de vinos orgánicos y emplazada en Gualtallary amplió su portfolio el año pasado; y este vino es una de las novedades. Interesante en nariz, al ofrecer un mix de frutas rojas y negras, entre maduras y crujientes, con toques de pimienta negra y un colchón aromático, que va del tomillo al orégano. En boca entrega mucha textura, buen agarre y mucha jugosidad, con un trasfondo apenas dulce, si bien es un vino de espíritu seco. La fruta roja y negra y ese fondo herbal se potencian, con un pulso ácido que le da brío y lo vuelve vital, fresco. Precio sugerido: $709.

Andeluna Semillon 2019 | Bodega Aneluna

Andeluna Semillón

No podemos dejar de detenernos, antes que nada, en su packaging: linda etiqueta y muy buena botella, que está a la altura de este Semillón. Es una variedad que viene recuperando terreno desde la última década y que sigue entregando novedades interesantes. Su nariz es armónica, delicada; conjuga notas de frutas blancas, cedrón, cítricos y una puntita apenas perceptible de pirazinas. Es amplio en boca, de pulso seco, pero no ligero. Tiene algo de graso y un largo desarrollo, junto a una acidez que lo carga y lo empuja hasta el final. Precio sugerido: $1.195.

 

[Fuente:  http://www.iprofesional.com]

Los estudis comprendràn de corses de lenga, d’istòria, de cultura, d’organizacion e gestion d’eveniments, de musica e d’etnomusicologia

La Nòva Escòcia es una província maritima de Canadà ont, delà l’ultramajoritari anglés e lo francés, se parla, entre tant, la lenga mik’mag e lo gaelic escocés. Ara, son primièr ministre, Iain Rankin, a anonciat un investiment d’1,92 milion de dolars (aperaquí 1,25 milion d’èuros) per renovelar un ancian convent e i crear un campus universitari del Collègi Gaelic ont se fa d’estudis superiors del gaelic escocés, ço rapòrta Nova Scotia.

“Aquel investiment ajudarà a promòure, preservar e perpetuar la lenga, la cultura e l’identitat del gaelic”, çò diguèt Rankin en remarcant l’importància de l’educacion e de las comunautats pel mantenement e per la promocion de la lenga.

Los estudis comprendràn de corses de lenga, istòria e cultura gaelicas, un certificat executiu en organizacions culturalas e gestion d’eveniments e un autre certificat executiu en musica e etnomusicologia.

[Imatge: Colaisde na Gàidhlig / The Gaelic College – poblejat dins http://www.jornalet.com]

Em 2020, período em que as buscas por alimentos saudáveis e naturais cresceram, a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel viu as exportações subirem 52%.

Escrito por Thais Sousa

O Brasil exportou 45.626 toneladas de mel em 2020, um aumento de 52% frente a 2019. O que pode explicar esse crescimento? “Acredita-se que o aumento na demanda por produtos das abelhas esteja relacionado à pandemia do coronavírus, visto que as pessoas de todo o mundo estão em busca de novos hábitos alimentares saudáveis, evidenciando o aumento neste período na procura pelo mel orgânico brasileiro e pela própolis do Brasil”, disse Suelen de Palma Tomazella, gerente administrativa da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel).

Para a gerente, um dos fatores que incentivaram essa subida nos embarques é o impacto da pandemia no mercado chinês, principalmente no primeiro momento. A China é o principal exportador de mel no mundo e, com a pandemia, o as exportações do país ficaram travadas durante um bom tempo, e a demanda deles foi direcionada a outros produtores, como o Brasil.

Outra explicação está na fama de alimento saudável, natural e que pode, ainda, reforçar o sistema imunológico. Apesar de não saber se essa demanda vai sustentar-se no cenário pós-covid, a Abemel está otimista. Os brasileiros têm observado o comportamento dos consumidores europeu e norte-americano, habituais consumidores de mel, e vê uma tendência do alimento se sedimentar em mercados mais maduros, e consolidar-se no Brasil.

Doçura saudável

Consumidores têm buscado produtos mais saudáveis para consumo no lar.

Os novos hábitos alimentares alavancados pela pandemia contribuíram especialmente para a entrada do produto nos lares. “O consumidor tem passado a maior parte do tempo dentro de sua casa, possibilitando a escolha de produtos com melhor qualidade para sua família, em detrimento dos produtos oferecidos em food service”, ponderou a gerente.

Os produtos ligados à saudabilidade chamaram especial atenção, como o mel orgânico brasileiro e o extrato de própolis. De acordo com Tomazella, estudos científicos chegaram a demonstrar que o própolis é um produto que estimula o sistema imune, e é um aliado para evitar sintomas mais graves, o que impulsionou a procura.

Em 2020, a associação observou a demanda internacional crescer e puxar os preços internacionais do produto. Em paralelo, houve uma forte valorização do dólar em relação ao real. “Isso potencializou o preço do mel no nosso mercado. Atualmente, mais de 80% do valor do quilo exportado fica com o produtor rural. Logo, observamos uma maior renda chegando ao produtor rural. O aumento das exportações refletiu no aumento da produção, muitos produtores rurais voltaram a incrementar suas produções de mel para atender a demanda. Neste período, houve também um estímulo para a produção de própolis”, destacou ela.

Oportunidade no mercado árabe e halal

As exportações do Brasil ainda são muito concentradas nos Estados Unidos, que soma 75% do mercado, e na Europa. “Infelizmente os países árabes ainda não figuram como grandes consumidores do mel brasileiro. Essa é, sem dúvida, uma oportunidade ao mel brasileiro, visto que o consumo do mel é parte da cultura árabe”, afirmou Tomazella.

A produção nacional volta-se cada vez mais para a demanda internacional.

Em 2020, o Omã, principal destino árabe do mel brasileiro, importou apenas 61 toneladas.  Para a gerente da Abemel, um país que tem tido papel importante em chamar atenção para o mercado árabe são os Emirados Árabes Unidos. A nação tem realizado eventos, feiras e missões comerciais envolvendo o setor. “No ano passado, a pandemia acabou atrapalhando os planos. Entretanto, assim que voltarmos à vida que tínhamos antes – e confiamos que isso irá acontecer em breve – é fato que a presença nesses países tem todo potencial para gerar negócios”, concluiu ela.

Apesar de diversos mercados demandarem produtos com certificado halal, para os exportadores o custo ainda é um entrave. “É importante destacar que embora o Oriente Médio seja um mercado de grande potencial para o mel brasileiro, os custos acerca da certificação halal são ainda muito elevados, o que muitas vezes inviabiliza o empresário na obtenção da certificação frente aos retornos apresentados”, afirmou a gerente da associação.

Consumo nacional

As variáveis do último ano impulsionam a produção nacional de mel cada vez mais para o mercado externo. Apesar disso, no setor o sentimento é de que houve aumento na procura nacional durante o último ano de 2020.

A questão, no entanto, para Tomazella, é o longo prazo. Historicamente o consumo de mel pelo brasileiro é limitado. “O consumo de mel per capita no mundo gira em torno de 220 gramas por habitante por ano. Na Europa chega a ser em torno de 1 a 1,5 kg por pessoa no ano, e nos EUA fica em torno de 600g por habitante no ano. No Brasil, esse valor não passa de 60g consumidos por pessoa no ano. Um consumo extremamente baixo, e isso tem várias razões. O Brasil, como grande produtor de um mel considerado melhor do mundo, ainda precisa voltar seus olhos para o estímulo do consumo interno”, defende a gerente da Abemel.

[Fonte: http://www.anba.com.br]

Conoce más de este proyecto en la ciudad de Oaxaca.

café en chiapas

Mariana Castillo

Escrito por

Este proyecto nació en 2006, en medio de la incertidumbre. Por aquella época estalló el conflicto magisterial en Oaxaca y la situación social no era fácil. Berenice Barragán, una abogada internacionalista, volvió a su ciudad natal para atender algunas situaciones familiares, mientras que Kyle Drumgoole, un sociólogo gringo adicto al café, se la pasaba leyendo y probando distintos cafés en la ciudad de Oaxaca. Un día, con un poco de suerte, coincidieron en un establecimiento. Platicaron, se gustaron, tomaron una taza de café y ninguno se imaginó lo que pasaría. El cuento corto: se hicieron novios y emprendieron un pequeño negocio de café en la calle García Vigil. El cuento largo: él ya había sido barista en una barra de especialidad durante años en Estados Unidos —en Small World Coffee, para ser exactos— y uno de sus sueños era tener un café en México que ofreciera productos de la mejor calidad, velara por el bienestar social y comunitario, y fuera un epicentro de creatividad. Ella estaba dispuesta a tomar riesgos y asentarse nuevamente en Oaxaca.

El inicio fue extraño. Cuando tomaron el local, este estaba literalmente en cenizas debido a los conflictos armados. Tenían café, desayunos y hacían pan. “Era un lugar muy pequeño, pero con mucho encanto. Al principio eran unas jornadas larguísimas y hacíamos todo nosotros”, nos cuenta Berenice. No era para menos, pues Café Brújula fue la primera barra de especialidad en la ciudad de Oaxaca y la primera en ofrecer panadería europea, según nos cuenta el ahora matrimonio de emprendedores. “Cuando llegué a Oaxaca me sentí en casa. Este caso ha sido de tenacidad, de intentar perseguir tus oportunidades y que la suerte te agarre trabajando”, nos dice Kyle con confianza.

Quince años después de haber puesto la primera piedra, Café Brújula tiene más de 10 sucursales (sin ser franquicia) y 29 variedades de mezclas de café. No es gratuito. Parte importante es el sentido de comunidad y confianza por el que han apostado. Kyle cuenta que una de las primeras innovaciones que hizo fue la distribución de los asientos y mesas. “Quería crear una atmósfera horizontal, donde la gente pudiera convivir y el espacio se prestara para intercambiar ideas”. Fue así que instalaron mesas comunales. Otra parte fundamental es la trazabilidad de sus productos. En cada bolsa de café se encuentra la información del productor, la fecha de tostado, las notas y un código QR que te abre una página con más información, como la historia de cada café e incluso con la fotografía de los productores.

Brujufinca

Café Brújula

La Brujufinca nació en el 2016 como parte del crecimiento de Café Brújula y el deseo por cultivar ellos mismos el café y otros productos. Es un proyecto que se ubica en el bosque de niebla, en la región de Pluma Hidalgo. Ahí trabajan con dos agrónomos y un equipo que se encarga que mantener los suelos nutridos y vivos. Cultivan variedades como Pluma Hidalgo, Geisha y Borbón. La pizca se hace a mano y el fruto de café pasa por un proceso de fermentación controlada para potenciar los sabores y aromas en la taza final. Además del café se producen huevos, algunas frutas y verduras, y miel.

Café Brújula vela por la conservación del entorno y el respeto a la naturaleza, por lo que ha conseguido el certificado ‘Bird Friendly’, esto garantiza que los árboles proveen suficiente sombra para que las aves migratorias tropicales usen esta tierra como hábitat, lo que se traducen en ecosistemas que garantizan la sustentabilidad e influyen en la calidad de las cosechas.

Café con causa

café mexicano

Nathan Dumlao/Unsplash

Uno de los principales objetivos de Café Brújula ha sido el apoyo a la economía local, así como la dignificación y revalorización del trabajo de pequeños productores oaxaqueños. Es por ello que la compra de algunos granos de café se hace directamente con los productores, pagando por arriba de los precios convencionales de café regulados por la Bolsa de Nueva York, para generar una relación de confianza con los caficultores y evitar precios predatorios.

Dentro de las 29 mezclas que existen actualmente —donde se trabaja con las siete regiones caficultoras del estado—, ha habido colaboraciones sociales. Por ejemplo, Mujeres Voladoras fue una iniciativa en 2019 cuyo propósito era empoderar a 20 caficultoras —10 de Tierra Blanca y 10 de San Miguel Yotao— con apoyo de la ONG Heifer México. A cada productora se le dieron gallinas y materiales para construir gallineros para fomentar la diversificación de ingresos, además de capacitación sobre catas, análisis físico en café verde, secado de café y buenas prácticas para obtener café de alta calidad.

Otra serie memorable es Maestros, en la que cada mes un maestro caficultor presenta un nuevo café de alta calidad. Cada bolsa tiene un código QR que despliega la foto y nombre completo del productor, lo que transparenta la relación y permite que otros tostadores se acerquen y paguen un precio justo a los caficultores.

El día a día

A pesar de la amplia variedad de cafés que se ofrecen en Brújula —hay opciones aromatizadas con mezcal, con notas a miel, manzana, cereza, chocolate, vainilla, etc.—, en las sucursales normalmente se ofrecen el café de la casa y el descafeinado. Además, cada semana se rota un café especial de los 29 disponibles, estos últimos se preparan normalmente con métodos como Chemex o V-60.

En la tienda en línea puedes elegir no solo el tipo de café, sino el molido que necesitas según el método con el que vayas a prepararlo. Tienen distribución en todo México —con envíos gratis a partir de $1,000 pesos— y también distribuyen en Estados Unidos.

Tips para elegir café y método

cold brew

Devin Avery / Unsplash

Kyle nos dice que para comprar un café él recomienda que te fijes en la fecha de tostado, en la procedencia del café (de dónde viene o quién lo hizo), así como las notas que puedes esperar al tomarlo. Esta información genera confianza. Sobre los métodos, la realidad es que —por muy cliché que suene— el mejor es el que a ti te guste. Sin embargo, si no tienes mucha experiencia al elegir métodos de especialidad, Kyle nos comparte las siguientes generalidades sobre lo que puedes esperar de cada uno. Por supuesto, aquí juegan variables como la experiencia del barista, la temperatura del agua, la mezcla del café, el contacto del café con el agua y los utensilios.

Prensa francesa: el molido es más grueso, puedes encontrar sedimentos, por lo que el café tiene más cuerpo.

Chemex: el filtrado es mucho más fino. Gracias al papel se filtran los aceites, sedimentos y un poco del dulzor del café. Normalmente este método resalta la acidez.

Hario V60: es un método de extracción rápida, por lo que es muy difícil de controlar. Sin embargo, normalmente sale un café muy balanceado.

Aeropress: filtra los sedimentos, pero la ventaja es que puedes controlar tiempo de contacto del agua con el café, por lo que salen perfiles diferentes de café según la manipulación del utensilio.

Prensa italiana: el café normalmente se quema, aunque hay métodos para controlar esta reacción. El sabor del café suele ser muy fuerte.

[Fuente: http://www.foodandwineespanol.com]

 

Le 25 janvier dernier, le ministre de l’Éducation nationale a pris un arrêté modifiant les modalités du concours externe au Capes pour différentes matières, dont la langue corse. Désormais, les coefficients donnent une part plus importante à la langue française.

Le 25 janvier dernier, le ministre de l'Éducation nationale a pris un arrêté modifiant les modalités du concours externe au Capes pour différentes matières dont la langue corse.

Le 25 janvier dernier, le ministre de l’Éducation nationale a pris un arrêté modifiant les modalités du concours externe au Capes pour différentes matières dont la langue corse.

« On commençait à aménager un espace de plus en plus digne pour la langue corse« , regrette Ghjiseppu Turchini, enseignant de langue et culture corses à Bastia.

Fervent défenseur de la langue corse, il reste circonspect face à l’arrêté du ministre de l’Éducation nationale, pris le 25 janvier dernier, fixant les nouvelles modalités au concours externe du Capes (certificat d’aptitude au professorat de l’enseignement du second degré) pour différentes matières, dont la langue corse.

Le changement est majeur : une inversion des coefficients. Si jusqu’à présent il était de 7 pour la langue corse et de 4 pour le Français, à partir de 2022 le système de notation passe à un coefficient 4 pour la langue corse et 8 pour le Français.

« Cela nous donne l’impression que la compétence en langue devient secondaire. Comme si on disait : ‘si ce professeur ne donne pas de cours de langue, il fera autre chose’« , analyse Ghjiseppu Turchini.

« Des coups répétés de plus en plus forts »

Pour Romain Colonna, maître de conférences en sociolinguistique et en études corses, cet arrêté, couplé aux différentes réformes menées par Jean-Michel Blanquer relève d’une « remise en question de l’ensemble du système éducatif dédié à la langue corse« .

Car la réforme du bac défendue par le ministre de l’Éducation nationale a donné un coup dur à l’enseignement des langues régionales. Si la matière est prise en option par les lycéens [le plus gros des effectifs pour la langue corse] le coefficient passe de 2 à 0,6 alors que pour d’autres options, comme les langues anciennes, il reste le même. « Que ce soit au collège ou au lycée, les coefficients sont de plus en plus faibles et, par conséquent, les élèves s’inscrivent moins. Ce sont des coups répétés de plus en plus forts [envers l’enseignement du corse] et cela devient préjudiciable« , estime Ghjiseppu Turchini.

Fin d’une dynamique de progression ?

Les deux professeurs vont jusqu’à questionner le « rapport que l’on entretien avec cette langue dans la société.« 

C’est presque désabusé que Ghjiseppu Turchini évoque « la dynamique de progression de l’enseignement de la langue corse« , établi depuis peu dans les établissements scolaires du second degré dans l’île. « On commençait à convaincre de plus en plus d’élèves et maintenant on rogne le peu que l’on avait« , se désole l’enseignant.

S’il s’est battu en 1990, date de la création d’un Capes monovalant en langue corse, c’est en faveur de la « diversité » des langues dans la société. Un credo pour lequel il continuera de se mobiliser. « Nous sommes dans une société où le monolinguisme est dépassé. En plus d’apprendre la langue corse, on conserve aussi tout le patrimoine qui va avec« , lance-t-il.

Actuellement, en Corse, 108 personnes sont titulaires du Capes langue corse, seuls trois enseignants sont titulaires de l’agrégation.

 

[Photo : Martin Bureau / AFP – source : france3-regions.francetvinfo.fr]

Por que o Brasil é estratégico no avanço de corporações sobre a produção de alternativas à carne. Por que isso não é necessariamente saudável. E por que o mercado financeiro chegou com tudo

Escrito por Carol Almeida

O mercado de alimentos veganos (e vegetarianos) faz parte de um nicho em ascensão. Basta observar as geladeiras dos supermercados para perceber que a oferta de produtos plant-based é cada vez maior. Segundo pesquisa realizada pela Euromonitor Internacional, os consumidores que desejam reduzir o consumo de produtos de origem animal representaram 40% do mercado global em 2020. O estudo também apontou que a demanda por esses produtos foi impulsionada por conta da pandemia.

“Carnes” produzidas a partir de células. Pós que simulam ovos. Hambúrgueres feitos em laboratório. A nova geração de produtos veganos mira bem além do público vegano, bebendo na fonte das preocupações crescentes com bem-estar animal e com a insustentabilidade ambiental da pecuária. Essas questões aparecem em um relatório feito pelo pelo The Good Food Institute, uma organização que promove alternativas ao consumo de matéria-prima animal.

O documento aponta o Brasil como um candidato ao protagonismo na produção de “carnes” e produtos de matérias-primas vegetais no mundo, justamente por ser um grande consumidor de bois, porcos e frangos. Além disso, por contraditório que possa parecer, o modelo do agronegócio de produção e exportação de alimentos é algo que coloca o país à frente nessa corrida — são produzidos aqui 250 milhões de toneladas de grãos, em particular a soja e o milho, importantes na produção de processados e ultraprocessados vegetarianos ou veganos.

N.OVO – Substituto para Ovos Plant Based - Ovos Mantiqueira

Corporações da carne e do leite, dos ovos, fundos de investimentos, consultorias estratégicas: todos estão de olho no crescimento de um setor que mira em pessoas que querem reduzir a compra de produtos de origem animal.

É preciso, então, que haja grandes investimentos financeiros em empresas de tecnologia voltadas para suprir todas essas demandas. “Com o amadurecimento da indústria, o mercado de investimentos aprendeu como analisar esses fatores e entendeu que o potencial de retorno financeiro é gigantesco”, aponta o estudo, e complementa: “O interesse do setor financeiro cresce proporcionalmente ao desenvolvimento desse mercado, fazendo com que fundos deixem de dar apoio apenas monetário para também tornarem-se parceiros estratégicos de empresas no setor.”

Dados de um estudo lançado recentemente pelo The Business Research Company estimavam que o mercado vegano global cresceria de 14,80 bilhões de dólares, em 2019, para 15,12 bilhões em 2020 – 2,3%. A aposta é que esses números atinjam a marca de 20 bilhões de dólares em 2023. Grande parte ligada ao mercado de carnes criadas por meio da tecnologia baseada em células.

A Memphis Meats, empresa de tecnologia de alimentos com sede nos Estados Unidos, recebeu um financiamento de 161 milhões de dólares por meio de alguns investidores, como a Cargill — uma multinacional dos setores alimentício, agrícola e farmacêutico — e a Tyson — uma das maiores produtoras de carne do mundo. Outra gigante internacional, a Unilever, comprou a The Vegetarian Butcher, uma empresa de produtos à base de soja que foi criada no início dos anos 2000, na Holanda, em dezembro de 2018. Segundo o site da empresa, os produtos da Butcher são vendidos em mais de 4.000 lojas em 17 países e chegaram ao mercado brasileiro em outubro de 2020.

Olhando para os Estados Unidos, a Nielsen, uma das principais empresas de pesquisa de comportamento de consumo, conduziu um levantamento no qual concluiu que 61% dos entrevistados queriam reduzir a ingestão de carne, enquanto 22% tinham intenção de tornar-se veganos ou vegetarianos. Em 98% dos casos, pessoas que procuraram por alternativas plant-based eram, também, compradoras de carne. “As marcas precisam claramente e consistentemente demonstrar por que seus produtos melhor se encaixam no estilo de vida e nas aspirações de saúde do usuário final”, menciona a consultoria.

Em dezembro de 2020, a empresa Eat Just criou barulho com uma carne criada a partir de células de aves. Com o nome de “frango premium”, a startup norte-americana, sediada em San Francisco, teve o seu produto aprovado pela Agência de Segurança Alimentar da Cingapura, o que torna o país o pioneiro em comercializar carne feita inteiramente em laboratório.

De acordo com uma reportagem publicada pelo The New York Times, um restaurante do país asiático ofertará os nuggets de “frango”. Não há informações sobre qual será o valor do produto, mas se sabe que apenas o custo de produção fica em 50 dólares por porção. Esse não é o primeiro produto vegano da empresa: a East Just já oferece no mercado uma maionese e um “ovo” à base de feijão.

Produtos lançados nos últimos anos abriram uma fenda na discussão sobre os propósitos do veganismo e em relação às opções alimentares que existiam antes. Itens como o Futuro Burguer, baseados em células, ganharam espaço rapidamente ao tentar simular textura, cor e sabor de carne. São produtos relativamente caros – a caixa com duas unidades desse hambúrguer (230g), por exemplo, custa R$ 19, em média. E são ultraprocessados, ou seja, formulações alimentícias à base de aditivos, algo que o Ministério da Saúde recomenda evitar.

A discussão se desenvolve até mesmo em torno da nomenclatura. A indústria se divide entre investir nesse novo cenário e brigar para que esses produtos não possam receber nomes como carne, ovos e leite. As agências regulatórias têm promovido discussões para entender como devem nomear esses produtos e qual é o processo de liberação dos mesmos, já que há dúvidas em termos de impacto à saúde.

Mais barato

O perfil Vegano Periférico, criado em 2017, tem hoje 354 mil seguidores no Instagram. Os irmãos gêmeos Eduardo e Leonardo Santos postam receitas e outras dicas sobre alimentação, além de refletir sobre o mercado capitalista. “Quando me tornei vegano, estava desempregado e a única opção viável era consumir legumes e vegetais. E eu percebi que era mais saudável consumir isso”, conta Eduardo, que já tinha uma visão prévia dos problemas a respeito dos malefícios de consumir ultraprocessados.

“Se a gente pensa em satisfazer o nosso paladar com produtos químicos ‘saborosos’ e muito coloridos, estamos com uma visão estreita do que é alimentação.” Ele ainda ressalta que o veganismo atua na raiz dos problemas e é contra todo tipo de exploração. “O produto de origem vegetal incentiva a produção da empresa, pois tanto o hambúrguer vegetal quanto o resto vai para a mesma finalidade.”

Pão de queijo, hambúrguer, quibe e kafta vegetal são novidades da linha vegana na rede Pão de Açúcar | Revista Nutri Online

No Brasil, o crescimento de produtos feitos por corporações para o mercado plant-based é notório. Em menos de dois anos e com lucros perceptíveis, marcas como Seara, Sadia e Taeq (do Grupo Pão de Açúcar) lançaram congelados à base de vegetais. O Grupo Pão de Açúcar fez a sua estreia nesse nicho em janeiro de 2020 e a Sadia se lançou no mercado com produtos veganos e vegetarianos em março de 2020.

Outro produto que em breve chega aos supermercados é um substituto em pó para ovos mexidos e omeletes. A novidade foi criada pela startup Novo, que pertence ao Grupo Mantiqueira, que está entre as 12 maiores granjas do mundo e é o maior distribuidor de ovos da América Latina, segundo a Forbes. Ao todo, são 11,5 milhões de galinhas, distribuídas em quatro unidades no Brasil, como informa o site do grupo. Uma linha de maioneses veganas completa os produtos da startup, na proposta de expandir seus negócios para consumidores veganos, flexitarianos e alérgicos.

Um exemplo marcante da estratégia de difusão desses novos produtos é o da norte-americana Beyond Meat, que não distribuía suas carnes vegetais no setor de produtos veganos, já que o objetivo é atrair quem continua consumindo carne convencional.

Beyond Meat anuncia construção de fábrica na China | BeefPoint

A Danone também cita essa estratégia com o objetivo de ampliar o alcance dos iogurtes e dos leites à base de plantas, diante do crescimento do público flexitariano, conforme informado no site da corporação. Os flexitarianos também são alvo dos produtos da Seara, que lançou a linha veggie em maio de 2019, assim como a Fazenda Futuro.

Em setembro de 2020, a Fazenda do Futuro, responsável pelo Futuro Burguer, finalizou uma segunda rodada de captação de investimentos, contabilizando um montante total de US$ 29,8 milhões. Se em 2019 havia conseguido US$ 8,5 milhões, dessa vez as apostas do mercado financeiro se multiplicaram. A venda do hambúrguer teve início em maio de 2019 e, agora, a corporação diz ter mais de 8 mil pontos de venda. A segunda onda de captação atraiu gigantes como BTG Pactual (banco de investimento), Turim MFO (escritório de gestão familiar, cujo único investimento é na Fazenda Futuro) e ENFINI Investments, que pertence ao Grupo PWR Capital, empresa que investe em outros oito negócios ligados a tecnologia e alimentação.

“Essa captação reforça ainda mais o potencial do Brasil para ser um hub de produção plant-based para o mundo. Para isso, vamos intensificar nossa operação comercial e de marketing na Europa e acelerar a nossa chegada nos Estados Unidos. As pessoas estão começando a entender que não há mais planeta se mantivermos o consumo exagerado de carne animal”, afirma Marcos Leta, sócio-fundador da startup.

O setor passa por um processo muito semelhante ao de outras áreas, como transportes e hospedagem. Fundos do mercado financeiro fazem apostas pesadas no crescimento de empresas nascidas há meses ou há poucos anos. A Eat Just, por exemplo, tem apenas 11 funcionários, e já recebeu aportes de US$ 220 milhões.

Uma pesquisa encomendada em 2018 ao Ibope tentou estimar a presença de vegetarianos dentro da população brasileira. Entre os 2.002 entrevistados, 8% declararam “concordar totalmente” com a afirmação de que são vegetarianos, enquanto 6% concordam “parcialmente”. A interpretação da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) é de que 14% dos brasileiros seguem uma dieta exclusivamente à base de vegetais.

Selo vegano

Existem algumas certificações que indicam se determinado produto não realiza testes em animais ou é totalmente livre de matéria-prima desses seres. Uma dessas certificações foi desenvolvida pela SVB a partir de um programa que confere ao produto o Selo Vegano, criado em 2013. De acordo com a ONG, qualquer empresa pode solicitar o selo, pois somente o produto em questão é avaliado, e não as práticas corporativas em geral.

Ao ser questionada sobre frigoríficos produzirem alimentos veganosa SVB pontuou que acredita “que todos temos um papel fundamental na construção de um mundo melhor, mais justo, ético e sustentável, não só como pessoas, mas também como organizações e empresas. Infelizmente, nossa sociedade foi moldada em cima de um consumo errôneo e cruel, mas hoje, é evidente que não dá mais para seguir de acordo com os padrões antigos daquilo que acreditávamos ser uma alimentação saudável”.

A SVB também reforçou que apoia “qualquer iniciativa de uma empresa em colocar no mercado um produto que não tenha gerado nenhuma demanda animal. Sabemos do potencial que os microempreendedores e startups possuem em inovar e trazer uma visão totalmente diferente e nova do que estamos acostumados, mas também reconhecemos a responsabilidade que as grandes corporações possuem em fazer realmente parte do movimento, e gerar impactos positivos, nesse caso, na oferta de produtos a base de vegetais, o que significa uma revisão de seus valores quanto à sustentabilidade (e tudo o que está relacionado a ela) de seus processos”.

No site do Selo Vegano estão listados 1.112 itens, entre sapatos, cosméticos, doces, castanhas, farinhas e alimentos congelados. Esses produtos são distribuídos em supermercados, restaurantes e lojas especializadas, como o Vegan Sisters, inaugurado em maio de 2019, em Belo Horizonte. Paula Gomes, proprietária e “faz-tudo” do negócio, sentiu a necessidade de abrir o empório vegano quando percebeu a dificuldade de encontrar alguns produtos na cidade. “Os itens passam por uma curadoria. Eu experimento tudo antes de trazer, vejo qualidade  e custo-benefício, além dos diferenciais de cada um”, relata. Com investimento de R$ 150 mil e despesas fixas de R$ 8 mil, o comércio tem lutado para sobreviver durante o período da pandemia. “Ficamos alguns meses fechados e ainda não tivemos lucros, os últimos meses foram só prejuízo”, conta.

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups, a pedido da reportagem, informou que há 12 “soluções” veganas. Na interpretação da organização, “soluções” são empresas que oferecem inovações reais. Uma delas é a Natural Science, uma empresa sediada em Curitiba que nasceu em 2012, a partir da criação de produtos vegetarianos. Atualmente conta com cinco produtos diferentes no catálogo, entre queijos em pó e doces. Em 2016, a startup participou da versão brasileira do programa Shark Tank e recebeu um investimento de R$ 400 mil de Carlos Wizard, empresário próximo ao bolsonarismo e dono da rede Mundo Verde.

Os leites vegetais têm conquistado destaque entre os produtos veganos, pois algumas marcas pretendem atingir o público celíaco e intolerantes à lactose, vendendo a ideia de colocar no mercado opções mais saudáveis para o consumidor.

A Nestlé, por meio do Programa Scale-Up Endeavor Alimentos e Bebidas, é uma das investidoras da NoMoo, produtora de laticínios à base de castanhas. Segundo notícia divulgada no portal da empresa suíça, entre 2017 e 2019, foram investidos mais de R$ 15 milhões em produtos plant-based. Uma das linhas que faz parte da companhia é a Nature’s Heart, que além de atuar no seguimento dos leites, também produz lanches e refeições semiprontas.

Se frigoríficos entraram nesse mercado, não haveria por que a empresa-símbolo dos produtos lácteos ficar de fora. A Danone lançou em 2018, no mercado brasileiro, a linha Silk de leites vegetais, após uma transação, finalizada em 2017, em que a multinacional francesa adquiriu a Whitewave (uma empresa americana de produtos orgânicos) por US$ 12,5 bilhões. No fim de 2020, a corporação expandiu a linha de produtos à base de plantas a partir dos produtos da Alpro (de bebidas e comidas vegetais) e da Vega (linha de suplementos alimentares).

Segundo uma reportagem publicada pela Reuters, um dos executivos da Danone, Emmanuel Faber, declarou estar preocupado com o rumo que as grandes indústrias alimentícias estão tomando. Em um encontro de varejistas das maiores empresas de produtos industrializados do mundo, em Berlim, Faber destacou que as pessoas estão cozinhando cada vez mais, e que os consumidores deixarão de consumir os produtos industrializados se as empresas não começarem a enfrentar questões como obesidade, desigualdade e mudança climática.

Ainda segundo a reportagem, ele declarou: “A revolution is cooking, what are we going to do about it?”. Traduzindo: uma revolução está cozinhando, o que vamos fazer em relação a isso?

 

[Fonte: http://www.ojoioeotrigo.com.br]

IMAGE: CommonPass

Escrito por Enrique Dans

El trabajo llevado a cabo por la Vaccination Credential Initiative, una coalición formada por compañías tecnológicas y de salud, en torno al desarrollo de un pasaporte de vacunación, se apunta cada vez más como una de las necesidades más claras de cara a recuperar una actividad económica y una movilidad razonable. El pasaporte sería un documento electrónico en una app (con posibilidad de generar una copia impresa con un código QR para su verificación) que ofrecería, de forma relativamente sencilla, validez y garantías adecuadas para probar que una persona ha sido inmunizada contra COVID-19.

El documento, equivalente a la Yellow Card (International Certificate of Vaccination or Prophylaxis) que se utiliza para poder viajar a países que exigen la vacuna de la fiebre amarilla, sería necesario para actividades que van desde los viajes hasta el trabajo, el estudio o el acceso a eventos de todo tipo, recogería con los protocolos de seguridad y confidencialidad adecuados y vinculado con la identidad de la persona todos los detalles correspondientes a su situación de inmunización: tipo de vacuna, dosis o fecha de inoculación, asegurando así que el registro se llevase a cabo con un modelo estándar para las organizaciones que administran vacunas COVID-19, de manera que las credenciales puedan estar disponibles en un formato digital accesible e interoperable.

La respuesta de la Vaccination Credential Initiative se corresponde con las intenciones de algunas aerolíneas y países de exigir certificados de vacunación, con la dificultad que supone poder aceptar certificados de múltiples países y evitar la aparición de un mercado negro de falsificaciones. La idea es crear un registro digital confiable, rastreable, verificable y universalmente reconocido por todos los países del estado de vacunación, para permitir que las personas regresen de manera segura al trabajo, la escuela, los eventos y los viajes.

La posibilidad de crear pasaportes de inmunidad fue criticada al principio de la pandemia por algunos científicosanalistas y por la Organización Mundial de la Salud debido a las numerosas incertidumbres que existían con respecto a la inmunidad. Sin embargo, todo indica que las críticas se restringían a lo que suponía adoptar esas medidas demasiado temprano: ahora, tras la comprobación de que las vacunas aprobadas ofrecen unos niveles de protección adecuados, las críticas se centran más en aspectos relacionados con la exclusión de quienes decidan no vacunarse, en el sentido de la preocupación ética que puede suponer no ofrecer libertad con respecto a si vacunarse o no. Algunos hablan del supuesto precedente que supone exigir una vacuna para viajar, cuando en realidad ese tipo de certificados se llevan exigiendo desde hace varias décadas.

Las aerolíneas, como compañías privadas que son, pueden perfectamente tomar la decisión de exigir una prueba de vacunación del mismo modo que ahora, en muchos casos, exigen una prueba analítica PCR, y los países también pueden considerarlo un requisito para atravesar sus fronteras. El problema que se presenta ante esto es que, en muchos casos, la demostración de haber pasado un test es simplemente un papel con un sello, que ofrece posibilidades de falsificación sumamente sencillas. Portar ese tipo de documentos a un registro electrónico centralizado se presenta, a estas alturas, como una simple cuestión de sentido común. La pregunta, por supuesto, es hasta qué punto está el mundo preparado para desarrollar y aceptar una iniciativa verdaderamente global para una necesidad como esta, y si no terminaremos, como en el caso de las apps de trazabilidad, haciendo el ridículo con cientos de iniciativas aisladas y no interoperables entre sí.

Otras decisiones, como exigir esos certificados para acudir al trabajo, para entrar en un campus o en un espectáculo, dependerán de la legislación de cada país, pero deberían acomodarse a la imperiosa necesidad de evitar crear reservorios naturales para el virus: con millones de vacunas ya administradas en todo el mundo, mantener preocupaciones sobre su seguridad o argumentar supuestas preocupaciones en el largo plazo suena cada vez más a negacionismo o a excusa. Si quieres vivir en sociedad, deberías tener que probar que no estás dispuesto a convertirte, de forma irresponsable, en un peligro para ella.

¿Hasta qué límite debe proteger una sociedad a aquellos que están dispuestos a convertirse en un vector de contagio de una enfermedad peligrosa? Si nadie se rasga las vestiduras porque le exijan un certificado de vacunación para la fiebre amarilla cuando viaja a determinados países, ¿por qué debería hacerlo con respecto a una enfermedad que ha provocado una pandemia que ha causado la muerte de más de dos millones de personas?

 

[Fuente: http://www.enriquedans.com]

Prezentado por Mordehay Arbell
 
Ya es bien savido ke munchos de los konversos ke kedaron en Espanya i Portugal mantuvieron sus fidelidad al djudaizmo i munchos de eyos kontinuaron a observar los ritos i mandamientos de la relijion djudia, malgrado el peligro mortal ke los amenazava. Algunos de estos konversos ke reusheron a salir de la Peninsula Iberika i retornar al djudaizmo, se distingieron por sus saviduria i ekspertiza en aktividades ke les eran defendidas de antes.
Uvo un movimiento kontinual de emigrados konversos ke se kontinuo asta el siglo XX. Tratare aki solamente de los ke yegaron al kontinente amerikano onde pensavan ke podrian bivir libremente komo djudios.
Uno de los sentros en Amerika onde los konversos tornavan al djudaizmo era la izla de Curaçao, a la kuala yegavan de diversas partes del kontinente amerikano para azer sus Brit Mila (sirkunsizion). No es sorprendiente entonses ke en la segunda metad del siglo XVIII avia en Curaçao, en una komunidad ke kontava menos de 2000 almas, a lo menos siete personas ke azian sirkunsiziones, kon el titulo de Moel Muvhak. La razon era el arivo kontinual de konversos ke vinian para sus Brit Mila. El moel era una figura importante en la komunidad i jeneralmente el dava sus servisios debaldes, komo mitsva. Si avia gastes eyos eran pagados por la komunidad.
Los lideres relijiozos de los djudios de Curaçao tenian una aktitud espesiala enverso los konversos. Munchos de estos lideres eran eyos mizmos konversos ke tornaron al djudaizmo. El haham (rabi) Eliyau Lopez, ke nasio en Malaga en 1648, arivo de Amsterdam en 1693 para servir komo haham de los djudios de Curaçao. El haham Samuel Mendes de Sola nasio en Lisbon en 1699 i vino a Curaçao en 1741.
Los dos izieron todo sus posible para fasilitar el retorno al djudaizmo de los konversos ke yegavan a Curaçao. Sus numeros i nombres no eran publikados, espesialmente kuando se tratava de konversos ke tenian pozisiones en la iglesia katolika, ma ya se save djuntos kon esto ke entre los ke yegaron a Curaçao para rekonvertirsen al djudaizmo avia un prete katoliko, un padre fransiskano i un dominikano.
No se save el numero exakto de los konversos ke tornaron a ser djudios aun ke una idea es dada en los rejistros de algunos moalim ke fueron topados i estudiados por el haham Isaac Emmanuel de Curaçao. De estos rejistros sale ke:
– Entre 1705-1728 Mosseh Athias de Neyra izo el Brit Mila a 20 konversos.
Mas sirkunsiziones fueron echas, komo sige:
– Entre 1721-1730 Abraham Semah Aboab izo 19 sirkunsiziones
– Entre 1725-1728 David Nunez Carvallo izo 4 sirkunsiziones
– Entre 1725-1731 Isaac Semah Aboab izo 8 sirkunsiziones
– Entre 1730-1731 Mosseh Raphael de Veiga  izo 5 sirkunsiziones
Entre los ke izieron sus sirkunsizion avia personas de mas de 70 anyos komo Ishac Henriques Fereira i Abraham Fernandes, ke tomaron el risko de esta operasion en tal de tornar yenamente al djudaizmo.
Estos son unos kuantos enshemplos solo de los kualos se puede ver ke el numero total devia ser bastante grande, konsiderando kualo uviera sido su numero si teniamos los rejistros de todos los moalim durante un periodo de 150 anyos a lo menos.
Un grave insidente afito en 1718, kuando el konverso Abraham Campanal de Newport, Rhodes Island, murio despues de su sirkunsizion, probablamente de infeksion. Komo konsekuensa de esto no fue permetido a la komunidad djudia, durante un sierto periodo, de sirkunsir kristianos (los konversos eran konsiderados kristianos asta ke se rekonvertian ofisialmente al djudaizmo. Asta entonses los djudios podian sirkunsir konversos ke vinian de Espanya i Portugal).
Malgrado este insidente los konversos no se deskorajaron i eyos kontinuaron a arivar a Curaçao para sus sirkunsizion. La ultima sirkunsizion notada en el rejistro de un moel fue la de J. Fonseca, ke arivo de Portugal en 1822.
Los djudios de Curaçao tenian relasiones komersiales kon las kolonias espanyolas en Amerika del Sud i del Sentro. Esto era konsiderado legal por los olandezes ma illegal por los espanyoles i, a vezes, naves ke sus patrones o ekipajes eran djudios eran aferradas por los espanyoles ke yevavan los djudios a Cartagena, Colombia, o a Espanya para ser djuzgados. Los ke avian nasido komo djudios podian ser areskavdados kontra pagamiento, jeneralmente por las komunidades de Gibraltar, Bayonne, Bordeaux, Amsterdam o Curaçao. De otra parte, los konversos ke avian tornado al djudaizmo eran entregados a la Inkizision. Komo mizura preventiva, los marineros djudios konvensieron a los governadores ‘holandezes de Curaçao de darles sertifikados segun los kualos avrian nasido en Curaçao i no Espanya i Portugal. Los moalim de sus parte les davan dokumentos ke avian nasido komo djudios i avian sido sirkunsidos poko despues de sus nasimiento. Todo esto rende ainda mas difisil i komplikado el estudio ke permeteria de fiksar el numero de los ke tornaron al djudaizmo, ma el fakto es ke uvo un muvimiento kontinual de konversos ke, asta la metad del siglo XIX, partieron de Espanya i Portugal a diferentes partes del mundo para rekonvertirsen i uno de los sentros de sus retorno al djudaizmo fue Curaçao.
[Orijin: http://www.aki-yerushalayim.co.il]

Un vigneron bio a été sollicité par l’enseigne de super et hypermarchés Carrefour qui souhaitait lui acheter la bagatelle de 50.000 bouteilles de vin naturel labellisées « vin méthode nature ». Ce nouveau label encadrant les vins dits nature ou naturels, créé en 2019, s’avère être le premier à être officiellement reconnu, notamment par les Fraudes, et intéresse donc tous les réseaux de distribution, y compris la plus grande.

Une bouteille de vin méthode nature. NWII

Écrit par Antonin Iommi-Amunategui

La GD à l’affût des vins de niche

En l’occurrence, les vins dans le viseur de l’enseigne Carrefour ne pourront être certifiés « vin méthode nature », pour des questions d’ordre technique (les raisins dont ils sont issus n’ayant pas été vendangés à la main, l’une des conditions d’obtention du label), mais il est à peu près certain que la grande distribution continuera de courir après ces vins porteurs d’un nouveau label jugé valorisant.

Au-delà de cette anecdote, il semble en effet plus que probable que d’autres grandes enseignes de distribution cherchent rapidement – si ce n’est déjà le cas – à mettre la main sur des lots importants de vins certifiés « vin méthode nature ». C’est à l’évidence une nouvelle niche commerciale, potentiellement forte, qui ne peut qu’intéresser ces grands metteurs en marché (le récent rachat par le groupe Carrefour de la chaîne « Bio c’ bon » aura d’ailleurs peut-être été un catalyseur de ce point de vue). Car nous parlons ici de vins naturels certifiés, une première en France.

Dans quelle mesure Carrefour, Leclerc et les autres pourront-ils acquérir ce type de vin ? À la marge (par exemple par le biais du marché gris, qui voit s’échanger des vins par des canaux de distribution qui, s’ils sont légaux, ne sont pas autorisés par le producteur original) ou dans des volumes bien plus conséquents ? C’est tout l’enjeu ici.

Un cahier des charges suffisamment exigeant pour empêcher toute récupération ?

Le Syndicat de défense des vins naturels (par souci de transparence, sachez que l’auteur de ces lignes en est l’un des acteurs) a été créé en 2019 suite à la distillation d’un lot de vins naturels du vigneron ligérien Sébastien David ; des vins jugés impropres à la commercialisation pour cause d’acidité volatile trop élevée, ce que le vigneron a contredit, analyses à l’appui – en vain.

Le propos du syndicat est double : d’une part, encadrer par une charte technique les vins dits nature ou naturels afin d’éviter tout abus et, d’autre part, soutenir les vigneron·nes et autres professionnel·les (cavistes, etc.) de ce secteur, encore relativement isolés au sein de la filière.

Pour ce faire, le syndicat a notamment élaboré un cahier des charges définissant en douze points ce à quoi correspond un « vin méthode nature » (les expressions « vin nature » ou « vin naturel » ayant été retoquées par les Fraudes). Parmi les pré-requis, on retrouve l’agriculture biologique certifiée, les vendanges manuelles, l’usage exclusif de levures indigènes et une vinification sans intrants (seul un faible ajout de sulfites est autorisé, après la fermentation, et il doit être indiqué sur le logo le cas échéant).

Est-ce suffisant pour prévenir toute récupération, en particulier de la part des plus gros metteurs en marché, tels l’enseigne Carrefour, qui chercheront à acquérir les plus gros volumes possibles de ces vins au meilleur prix ?

Historiquement, pour rappel, dans un souci de cohérence et d’éthique artisanale allant de la vigne au verre, la très grande majorité des vignerons et vigneronnes « nature » ne travaillent en effet pas avec la grande distribution, mais avec les cavistes indépendant·es.

« C’est une bonne nouvelle »

Alors, risque de récupération ou non ? Pour en avoir le cœur un peu plus net, j’ai demandé son avis au vigneron Jacques Carroget, président du Syndicat de défense des vins naturels.

Agnès et Jacques Carroget, domaine La Paonnerie. Raisin

La GD est dans son rôle d’épicerie que de vouloir vendre des vins nature, il y a un marché ; et ils ont épuisé tous les autres marchés. Mais je trouve que c’est tout de même une bonne nouvelle. Cela démontre que notre démarche est connue et reconnue.

On peut aussi constater, comme nous l’avons toujours dit avec Gilles [Azzoni, autre vigneron cofondateur du syndicat, ndlr], que notre cahier des charges est suffisamment restrictif pour préserver l’âme du vin. Le vigneron en question n’a pas pu fournir, il aurait peut-être aimé ?

Néanmoins, si les différentes contraintes techniques inscrites dans la charte peuvent a priori empêcher la labellisation de volumes industriels, le syndicat a-t-il d’autres moyens d’éviter que des « vins méthode nature » se retrouvent sous les néons de la grande distribution ?

Nous ne pouvons pas mettre de restrictions autres que techniques à notre label, sinon la DGCCRF [les Fraudes, ndlr], à la base de notre réussite, ne nous suivrait pas.

Lors des discussions de création de la charte, ce sujet avait cependant été maintes fois abordé. Le garde-fou que nous avons inscrit dans nos statuts est notre capacité à faire des audits de production ciblés [pour s’assurer par exemple qu’un domaine qui produirait soudain des volumes très importants de vins labellisés « vin méthode nature » respecte bien la charte, ndlr]. Je n’étais pas pour, y préférant les contrôles purement aléatoires, pour ne pas risquer d’avoir affaire à des formes de délation. Mais je me suis rangé aux avis majoritaires.

Avec, je l’espère, un accroissement qualitatif et quantitatif de notre syndicat, le risque sera surtout d’être plus laxistes. L’histoire des appellations nous l’enseigne. Gardons-nous donc de toute surenchère, pour pouvoir tenir notre ligne.

La voie du caviste

Il existe d’ailleurs une manière bien plus simple de trancher net toutes ces questions : ne pas acheter ses vins en grande distribution. No wine is innocent vous encourage en effet à n’acheter vos vins, qu’ils soient « vin méthode nature » ou non, que ce soit pour une petite ou une grande occasion, qu’en cave indépendante. Des ouvrages spécialisés et surtout l’application gratuite « Raisin » peuvent vous y aider au besoin.

 

[Source : http://www.nowineisinnocent.com]

Le premier long-métrage de l’Israélien Ofir Raul Grazier propose un récit sensuel et rebelle où les identités sont transcendées par l’amour
 
Tim Kahlkof et Roy Miller dans The Cakemaker
 
Écrit par Vladan Petkovic
 
Le premier long-métrage de l’Israélien Ofir Raul Graizer, une histoire soigneusement structurée avec un message subversif qui s’intitule The Cakemaker [+], a fait son avant-première mondiale en compétition à Karlovy Vary. Ce film, où se jouent différentes dichotomies identitaires (nationales, religieuses, sexuelles), peint une toile intelligemment tissée et pose un regard sincèrement rebelle sur l’essence même du terme d’”identité” et ce qu’il signifie pour nous.
 
L’histoire commence à Berlin, quand Oren (Roy Miller), un ouvrier du bâtiment israélien régulièrement employé sur de gros projets en Allemagne, tombe amoureux d’un pâtissier du nom de Thomas (interprété avec une retenue délicieuse par Tim Kahlkof) qui travaille dans sa pâtisserie préférée – Oren y va régulièrement manger une part de Schwarzwald Torte et acheter des biscuits à la cannelle pour sa femme. Leur histoire d’amour semble à peine ébauchée quand Thomas apprend la mort d’Oren dans un accident de voiture, à Jérusalem. 
 
Le récit se déplace ensuite dans la ville sainte, où Thomas a décidé de se rendre sans savoir exactement ce qu’il cherche. Ce qu’il trouve sans difficultés, c’est le café de la femme d’Oren, Anat (que Sarah Adler incarne avec sensibilité et effronterie). Comme elle a besoin d’aide, très vite, elle lui propose de l’employer pour faire la plonge et le ménage. Thomas ne révèle pas d’emblée ses talents de pâtissier, mais quand arrive l’anniversaire du fils d’Anat, il décide de lui faire la surprise de préparer des biscuits. Cela ne plaît pas bien à Motti (Zohar Strauss), le frère très pratiquant d’Oren : au-delà du fait que Thomas est allemand, ce que cuit un goy n’est pas casher, or à Jérusalem, si un café n’est pas certifié casher, il perd ses clients. 
 
De son côté, Anat n’est pas croyante et elle est ravie d’avoir trouvé en Thomas un travailleur zélé dont les pâtisseries (préparées par lui, mais cuites par ses soins à elle) ne tardent pas à faire fureur, attirant de plus en plus de nouveaux clients. Devant ce succès, Motti lui-même finit par changer d’avis et inviter Thomas à célébrer le Shabbat en famille avec eux. Dans le même temps, Thomas enseigne la pâtisserie à Anat. Un jour, après une session aux fourneaux, la connexion sexuelle qui peut se créer quand on cuisine tourne à la passion. Cela entraîne naturellement une série de complications, et le choix capital, de la part de Graizer, de laisser là cette relation pour nous entraîner dans un long flashback  qui va se prolonger jusqu’à la fin du film, ce qui donne à l’histoire un incroyable impact émotionnel. 
 
L’approche du réalisateur est à la fois intelligemment structurée en termes de narration, et finement subversive sur le plan thématique. Le premier segment du film, celui qui se passe à Berlin, est net et rangé, tandis que la partie la plus longue du film, celle qui se passe à Jérusalem, est plus libre et impétueuse, et bien sûr sensuelle. Graizer va même plus loin dans la suggestion des préférences sexuelles de Thomas dans la scène où celui-ci retrouve le caleçon et la serviette de son amant défunt…
 
Au niveau des thèmes, bien que le film parle de religion, d’identité juive, d’homosexualité et de la situation d’un Allemand en Israël, des sujets qui sont tous délicats, ce qui est vraiment subversif dans cette histoire, c’est le refus qu’on y sent de se conformer à toute norme sexuelle. Ici, personne ne semble, de manière tranchée, homo- ou hétérosexuel. Tous les personnages cherchent avant tout à être aimés, à ce qu’on prenne soin d’eux, ils veulent de la tendresse et de la proximité, nonobstant les rôles sexuels pré-établis. Le refus de réduire l’identité des individus à toute dichotomie traditionnelle est le vrai moteur de The Cakemaker
 
The Cakemaker a été coproduit par la société israélienne Laila Films avec Film Base Berlin. Les ventes internationales du film sont assurées par Films Boutique.
 
 
[Traduit de l’anglais – source : http://www.cineuropa.org]

En la costa sur de Jalisco, México, un grupo de productorxs regionales sustentables consiguió, a través de diversas actividades productivas y educativas, que El Limón se declarase como el primer Municipio Agroecológico del estado. Rodolfo González Figueroa es parte de una de las cuatro familias campesinas que, desde hace veinte años, trabajan bajo el nombre de Productores Orgánicos del ejido La Ciénega. Desde allí, nos cuenta la historia de organización de este enclave agroecológico que resiste, produciendo y reproduciendo la historia ancestral del maíz y de la tierra.

Escrito por Nicolás Esperante

A comienzos de 1996, con la introducción de la soja transgénica en Argentina, se abrió la puerta al empleo masivo de agrotóxicos en los países del sur latinoamericano (proceso que detalla el Atlas del agronegocio transgénico en el Cono Sur). En México, para ese entonces, el agronegocio llevaba ya casi ocho años promoviendo el paquete tecnológico que sistematiza las formas de producción (riego, uso de agrotóxicos, disposición de los suelos, etc) según el paradigma productivista enraizado en la llamada Revolución Verde. Un paquete tecnológico del que, para finales de la década, eran dependientes cada vez más productorxs campesinxs. Rodolfo narra cómo fue la reacción ante esa creciente dependencia: “Comenzamos  a retomar la agricultura que se hacía antes de los noventa, pero ya incorporando técnicas agroecológicas más específicas y la elaboración de insumos orgánicos. Y enseguida vino la parte de difusión, capacitación, talleres, parcelas demostrativas, intercambio de experiencias… incluso encuentros campesinos estatales de aquí de Jalisco. Y a lo largo de estos veinte años hemos ido desarrollando una agricultura más libre de insumos químicos, recuperando variedades de semillas nativas, asociando cada vez más cultivos, dándole el valor que merece la vida silvestre, la fauna, la flora. Esto ha ido caminando poco a poco en estas dos décadas, de modo que cada vez son más campesinos que trabajan en este modelo y que enfocan su visión hacia algo más integral”.

La producción no es el único eje en el que se centra la actividad del grupo, que entiende la importancia de involucrarse en toda la cadena de los alimentos, desde la semilla hasta el consumo del producto. “El objetivo principal es comer sano. Esta autonomía alimentaria, esta parte de la soberanía para que la familia consuma alimentos de calidad producidos por nosotros mismos. A la hora que queramos, como queramos y como lo sintamos, recuperando también la memoria y mucho, mucho la autonomía. En la parte de la comercialización también hemos incidido, pues. Ya hace algo así como cerca de quince años se empezó a crear un espacio de comercialización de la Universidad de Guadalajara, en un centro universitario aquí en una ciudad cercana, en donde cada viernes ofrecen los productos del excedente de nuestras parcelas agroecológicas, y además se practica el intercambio”. Ese espacio de comercialización fue creciendo y aglutinando cada vez más productorxs, artesanxs y consumidorxs que se reúnen en el tianguis, el mercado abierto que la comunidad organiza dentro del espacio de la universidad, donde no solo es puesta en práctica la comercialización de alimentos, sino que también entra en juego la articulación social y el intercambio de experiencias. “Ahí confluye gente que hace jabones artesanales, gente que produce carne agroecológica, hortalizas, lácteos y sus derivados. Entonces quienes no estamos en el tema de elaboración de productos de higiene personal, por ejemplo, pues ahí hay compañeros que están dispuestos a compartir talleres, y viceversa: quienes no lo saben al tema de producción de insumos orgánicos, técnicas de conservación y regeneración de suelos, tienen ahí mismo los talleres. Esa parte ha sido muy interesante”. Existe también una cooperativa de mujeres que, desde hace diecisiete años, transforman el maíz y lo comercializan de manera artesanal y local, cerrando así un círculo del maíz local criollo y nativo que se produce en la misma región donde las compañeras lo transforman y lo comercializan. “Lo transforman en tortilla, en sopes, totopos, galletas, además de que aprovechan los productos locales, los frutos silvestres de temporada para elaborar conservas: mermeladas, ponches; hacen también comida como pozole… esa parte es interesante y ese grupo de mujeres, llamadas ‘las comadres’, es para nosotros todo un estandarte de éxito, porque pues han recuperado un poco la gastronomía desde el fogón y recuperado el empoderamiento femenino con la independencia económica de las mujeres”. 

Las articulaciones del grupo con otros espacios son frecuentes y variadas, organizando encuentros y participando en ciclos formativos y de intercambio con diferentes organizaciones, como la Escuela Campesina, la Red Nacional en Defensa del Maíz, la Red de Alternativas Sustentables Agropecuarias de Jalisco (RASA), la Plataforma de Jóvenes ante el Desastre y la Emergencia Nacional, así como con estudiantes y tesistas que se interesaron en hacer sus investigaciones sobre estos procesos a nivel local. “El vínculo con la Red Nacional en Defensa del Maíz ha sido algo tremendamente fortalecedor, porque ese espacio no solo nos ha hecho vínculos con más personas, amigos, gente que está haciendo defensa de su territorio y de su vida campesina; sino que también ha sido para nosotros como un espacio formativo políticamente, en el sentido de que en esa red no solo hay organizaciones campesinas sino también indígenas, académicas, de periodistas, de investigadores independientes. Entonces es interesante que cada vez que hay una asamblea, no solo va cada uno a contar su testimonio, sino que también van compañeros investigadores y nos cuentan sus hallazgos, su perspectiva -desde la ciencia, desde la investigación, desde la parte estratégica geopolítica, etcétera-, cómo vienen los golpes hacia la vida campesina, cómo esquivarlos, cuáles son nuestras defensas, cómo seguir resistiendo y promoviendo este modo de vida, en apego y armonía con la Madre Tierra. Y esto es intercambio de saberes, pero también de alimentos o de bienes, como son las semillas; también en estos espacios nosotros nos hemos provisto de semillas nativas de otras regiones. Entonces el espacio de las redes es eso: una forma de fortalecer la lucha, dar más argumentos prácticos, políticos y hasta científicos para seguir defendiendo la vida campesina, las semillas y el maíz”.

El municipio de El Limón sigue siendo el más rural y campesino de la zona. Esto les da la ventaja, ante otros de la región, de haber tenido cierta reticencia a la entrada de las prácticas industriales a gran escala. Cuenta con diversas experiencias de sistemas agroecológicos, y sigue habiendo agricultura a pequeña escala y diversidad de la producción: aun a pesar de haber entrado el monocultivo cañero, la diversidad productiva sigue en pie. El municipio conserva sus corredores biológicos en buen estado: sigue habiendo humedales, manantiales, prevalece el sistema milpa (maíz, frijol y calabaza) con unas siete variedades de maíces nativos. La asociación ganadera local, por su parte, implementa sistemas pastoriles y ganadería regenerativa, lo que representa un gran avance contra los impactos de la ganadería extensiva (predominante en el resto de la región). También presenta iniciativas educativas en escuelas de campo y parcelas demostrativas con sistemas silvopastoriles, agroforestales y ganadería regenerativa. Se trabaja, desde el año pasado, con un vivero municipal de especies forrajeras nativas que lleva producidas más de ocho mil plantas y árboles forrajeros nativos, espacio que también sirve como un foco de educación y formación para niñxs de las instituciones educativas. Incluso en el cultivo de caña hay producción sustentable: hay por lo menos cuatro biofábricas donde lxs productorxs elaboran sus propios insumos orgánicos. El Limón es también el único municipio en el estado de Jalisco que presenta una tasa de deforestación positiva: la cobertura vegetal del bosque aumenta en vez de decrecer, como es común.  Estos son los argumentos y las fortalezas que llevaron, ante el crecimiento del agronegocio en municipios vecinos, a lxs productores orgánicxs a presentarse ante el ayuntamiento en diciembre de 2019, para que el municipio se declare como Municipio Agroecológico. “Y pues, se declaró de esta manera. Y ahora se está trabajando en el proceso de difusión de la agroecología. Ya se trabajó en un festival de intercambio de semillas, ahora estamos en la parte de difusión de los huertos familiares, y esperamos que para noviembre hagamos un festival de la cosecha. Y entrando al año publicar un reglamento municipal de fomento a la agroecología. Todo esto, pues, es un proceso. Va caminando y en ese lado estamos en este momento”.

En los municipios vecinos a El Limón, sin embargo, la agroindustria se estableció más cómodamente, de la mano de los monocultivos de caña y tomate, con procesos productivos cada vez más mecanizados y con más aplicación de agrotóxicos. La situación llevó en los últimos años a realizar estudios donde se encontró que en dos escuelas de las comunidades, el cien por ciento de lxs niñxs tenía altas concentraciones de glifosato en su orina. También se demostró un alto contenido de nitratos -e incluso también de glifosato- en el agua potable que se extrae de los acuíferos del valle cañero. “La situación es grave, y ante esto pues nosotros hemos intervenido, promoviendo los huertos escolares agroecológicos, que también sirven como un modelo pedagógico en armonía con la naturaleza, donde los niños y niñas aprenden biología ahí en la cama de cultivo y no en la pizarra. Y eso va caminando. También tenemos la experiencia, en nuestro municipio, de los huertos escolares: ya hay uno que tiene cerca del año y que ha funcionado muy bien, no solo dentro de las instalaciones del plantel educativo para acercar a los niños a la agricultura y que vayan ellos adquiriendo herramientas pedagógicas que les permitan cultivar sus propios alimentos, sino también para involucrar a los papás y a la comunidad escolar. Esto ha sido un ejemplo al grado que ahora estamos en esta fase de capacitación en todas las comunidades para que la gente interesada construya o haga sus huertos familiares en sus casas o, si lo eligen, huertos comunitarios; la intención es tener por lo menos veinte huertos de aquí a diciembre. Y esto sigue caminando porque cada vez más gente tiene conciencia al respecto de los impactos de los agrotóxicos en la salud humana, como en la salud del ecosistema”.

La tradición milenaria del sistema milpa es una referencia para lxs productorxs agroecológicxs de La Ciénega. El cultivo asociado de maíz, calabaza y frijol (entre otras variedades) -que crecen juntas en concordancia, favoreciéndose mutuamente y obteniendo el mayor beneficio de los recursos naturales disponibles en el cultivo- es también una respuesta contundente a la mentira instaurada por el agronegocio que, con la falacia de la solución al hambre en el mundo, publicita organismos genéticamente modificados para resistir adversidades que, en muchos casos, son consecuencias de las irregularidades que el propio sistema agroindustrial provoca. “Trabajar con el sistema milpa y con el maíz creo que es un legado, es una herencia, es todo un patrimonio heredado de nuestros ancestros, de nuestros abuelos. Y que ahora se quieran homogeneizar y patentar y privatizar las semillas, la producción del conocimiento… es un crimen. Un crimen a la vida, a la humanidad, a la naturaleza. Hay grandes diferencias entre la producción industrial de maíz transgénico, híbrido, exógeno y nuestros maíces locales, que han sido conservados, acariciados; que han ido en constante retroalimentación e intercambio con las generaciones que los han producido, y esto, pues, hace que nuestros maíces sean más resistentes, en este momento, a cambios climáticos, a cambios de temperatura, a eso que llaman plagas; pues están adaptados a las condiciones geológicas, telúricas y medioambientales que los maíces externos no resisten. Además de que nuestros maíces locales no dependen de fertilizantes de síntesis, ni de herbicidas, ni de tecnología de punta. Más bien de lo que sí dependen es de la comunidad. Nuestros maíces viven, conviven, se reproducen y maduran en compañía de calabazas, de frijol, de soya, de pepino, chile, jitomate… entonces esto es un ejemplo, es una manifestación de la vida social de quienes también vivimos en comunidad; y entre más fortalezcamos nuestros lazos de comunidad, más resistimos y más salud tenemos. Es lo mismo que ocurre con los sistemas productivos que estamos haciendo nosotros: son formas de producir en comunidad, en asociación; donde todos se ayudan y todos tenemos una función, en la sociedad como en el campo de cultivo. Además, la calidad de la cosecha. Y esto pues no hay ni que comprobarlo científicamente: basta con probar un elote, un choclo de nuestra parcela y después ir a probar uno industrial; sin sabor, sin carnitas, sin jugo, sin esencia. Esta es una gran ventaja. La otra es que hemos hecho pruebas de conservación de semillas y, obviamente, nuestras semillas tienen más viabilidad; son menos atacadas, por decirlo así, por gorgojos a la hora de guardarlas para la siguiente cosecha. El maíz de fuera no se puede guardar; y aun así, si lo logras guardar para el siguiente año, no germina igual; no tiene la misma potencia, porque están diseñados para eso; para sembrarse, producir y ya. Entonces eso: nuestros maíces son sabores, son colores, son memoria, gastronomía, fiesta, salud, libertad, autonomía. Soberanía”.

Las palabras de Rodolfo resaltan la necesidad -casi siempre ignorada o soslayada- de que las estrategias políticas que atañen a la producción agrícola tengan en su centro de atención a las propias comunidades del campo, contra la sentencia de las políticas económicas de los estados, que suelen concebir al campo como un patio de producción de alimento para las ciudades, sin considerar la concepción de vida campesina e indígena. “Todo esto, pues, lo hemos ido construyendo a lo largo de nuestro caminar de más de dos décadas, compartiendo en espacios formativos, en un tiempo en la academia, en las maestrías de agroecología. Estos espacios de pedagogía insurrecta, por decirlo así, pues, nos han ido formando o deformando, más bien. Nos han ido deformando, nos han ido liberando epistemológicamente de doctrinas carcelarias, y dando una libertad que se manifiesta en cada paso. Estamos en eso, y estamos proponiendo siempre que la libertad de los pueblos debe respetarse, y es donde todavía se conserva mucha riqueza, mucha dignidad y mucho futuro; porque aquí es donde tenemos la memoria, porque tenemos las semillas. Y tenemos las semillas porque hemos resistido todos los embates y todos los ataques de un sistema que intenta, cada vez, apropiarse y privatizar vida en todas sus formas. Sin embargo, nosotros seguimos el caminar la diversificación”.

 

[Ilustración: María Chevalier – fuente: http://www.biodiversidadla.org]

La firma Koichi Takada Architects ha anunciado el desarrollo de un nuevo edificio. Se trata de Urban Forest, rascacielos residencial de uso mixto que se ubicará en el sur de Brisbane, Australia. Diseñado con la ambición de ser el edificio residencial “más verde del mundo”, el proyecto presenta una serie de estrategias sostenibles que incluyen un boscoso jardín vertical.

La edificación, desarrollada por Aria Property Group, forma parte de un movimiento global que busca traer de vuelta los beneficios de la vegetación y la biodiversidad, así como sus aportes a la salud mental. El edificio de 30 pisos incluirá 382 apartamentos, un parque público abierto en la planta baja y una azotea de dos pisos con jardín y servicios residenciales.

Urban Forest

Renders de Urban Forest realizados por Binyan Studios

En el último nivel se incluye una serie de columnas de formas orgánicas con fachadas que dibujan una silueta dinámica. La meta es reducir la huella ecológica al incorporar paneles solares, jardines regados con agua de lluvia recolectada y materiales reciclados. Asimismo, el proyecto logra una “cobertura del sitio del 300 por ciento con vegetación viva, con más de mil árboles y más de 20 mil plantas seleccionadas de 259 especies nativas”, dice en un comunicado el estudio de Koichi Takada, con sede en Sídney.

Con una calificación de seis estrellas verdes, equivalente a la certificación LEED Platinum, el conjunto habitacional pretende ser un punto de referencia para los edificios en altura sostenibles. “Las fachadas orgánicas, escultóricas y escalonadas cubiertas de vegetación brindan aislamiento físico y visual del sol, el viento y la lluvia, mientras que los jardines en el cielo y la vegetación de la fachada brindan protección térmica natural”.

El inicio de la construcción de Urban Forest está programada para finales de 2021. Se espera que esté terminado en 2025.

[Fuente: http://www.latempestad.mx]

 

A empresa Adélia Mendonça Cosméticos tem 16 anos de história e foca, agora, em expandir seus negócios para os países árabes. Marca recebeu a certificação de todos os seus produtos neste mês de setembro.

Escrito por Thais Sousa

A marca brasileira de cosméticos Adélia Mendonça conquistou neste mês a certificação halal. A empresa tem 16 anos de história e foca, agora, em expandir seus negócios para os países árabes. O certificado vale para todas as linhas produzidas pela companhia, que tem portfólio com 150 itens fabricados em indústria própria. A empresa se planeja para a exportação de até 15 produtos de diferentes segmentos para três países árabes.

A marca Adélia Mendonça é especializada em produtos para a pele e tem administração familiar. O trabalho abrange desde a pesquisa e criação dos cosméticos até sua industrialização e comércio. Os produtos se dividem em linhas profissionais, vendidas para clínicas e spas, e itens para o consumidor final.

O plano de investir nos árabes e na certificação halal surgiu há quatro anos, em viagens feitas pela fundadora da companhia, a matriarca da família Mendonça. “Já fui a alguns países árabes, como Emirados e Omã, onde fiz estágios em clínicas de estética. Adoro aquela região. Nestas viagens a países árabes e muçulmanos, eles me contaram sobre a certificação halal. E procurei saber se em cosmético tinha isso também”, revela Adélia Mendonça (foto acima), que é esteticista e cosmetóloga há mais de 40 anos.

Joielle Mendonça é a responsável técnica e de pesquisa e desenvolvimento da marca

Para chegar à certificação, a empresa encomendou um estudo de mercado à Câmara de Comércio Árabe Brasileira, da qual é associada, e seguiu os trâmites para ser certificada pela Cdial Halal. A maior parte do processo ocorreu durante a pandemia, e tanto envio de documentos quanto vistoria foram feitos de forma remota. “Com a orientação da Câmara Árabe, vamos entrar com poucos itens. Eles têm que se encantar com nossos produtos, e temos de tentar convencê-los e criar estratégias que os vão agradar”, explicou.

Além da fundadora e CEO, a marca conta com as duas filhas de Adélia na liderança: Joielle, na área de pesquisa, e Jacqueline, em operações de negócios. “Somos, orgulhosamente, uma fábrica própria. Envolvemo-nos em todos os processos e, quando precisamos, colocamos a mão na massa também”, disse Jacqueline Mendonça, diretora de operações (COO) da Adélia Mendonça.

Para Jacqueline, a inovação está no DNA da marca, que trabalha com 400 matérias-primas e já desenvolveu 150 produtos em linha. Deste total, a marca está selecionando 15 itens para começar a trabalhar no mercado de três países árabes. “Temos esse encanto com o povo árabe. Vemos essa similaridade entre eles e os brasileiros e gostamos muito de pesquisar”, afirmou a diretora.A executiva conta que, assim como em outros setores da economia, a pandemia impactou o dia a dia da empresa, que busca, no entanto, ver a questão por outro ângulo. “Se não fosse a pandemia, estaríamos mais avançados, mas eu sou pé no chão e muito otimista.

Todo mundo teve de se reinventar. Eu aceito esse ensinamento com muita gratidão. Temos de estar preparados para o tombo e para nos levantar de novo. Este ano a certificação já nos deixou superfelizes. Vamos caminhar e retomar contatos”, concluiu a COO.

 

 

 

 

 

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A empresária Jacqueline Mendonça está à frente das operações de negócios.

Mais de quatro décadas na estética

A empresa Adélia Mendonça nasceu a partir de uma busca pessoal de sua fundadora. Nascida e criada em Dores do Indaiá, Minas Gerais, onde fica a unidade fabril da marca, Adélia tem 46 anos de experiência com estética, e foi na juventude que seu interesse teve início. “Quando era adolescente, fui acometida por acne. Me mudei para estudar em Goiânia e tinha loucura para tratar a acne. Fiz vários tratamentos. Até que conheci duas esteticistas que vieram de São Paulo e me tratei com elas. Elas me disseram que iria abrir curso de esteticista na cidade. Fui lá e conheci a dona, que morava entre França e Brasil. Fiz o curso e fui a única a trabalhar na área”, contou Adélia.

Foi trabalhando em parceria com uma dermatologista que a mineira percebeu que os produtos brasileiros não tinham a qualidade que ela procurava e que precisaria buscar no exterior produtos e conhecimento. Após fazer um curso na Argentina, Adélia voltou ao Brasil e reuniu economias para viajar à França, onde descobriu o produto mudaria sua carreira. “Fui fazer um curso na França, e um professor disse que tinha uma linha, que em um único produto tinha 28 extratos botânicos. E eu pensei ‘Isso é o pulo do gato! É isso que eu preciso’”, conta ela sobre a novidade de ter diversos ativos em uma mesma formulação. Para Adélia, essa era a possibilidade de tratar, também, mais de um problema de uma só vez.

A fundadora da marca, Adélia Mendonça, tem mais de 40 anos na área de estética.

A brasileira passou 16 anos viajando em temporadas de três a seis meses para a França, onde desenvolveu pesquisas e produtos no laboratório da escola onde estudada na França. Sua ideia era produzir cosméticos que atendessem à necessidade de peles presentes em seu país de origem. “Conheci a cosmiatria, onde se tem em uma única formulação um pool de ativos em altas concentrações para atender à necessidade da pele brasileira, que pode ser oito a 10 vezes mais espessa do que uma pele europeia devido à essa genética. O Brasil tem peles miscigenadas. Fui estudar nossa origem e observava, em uma única pele, mancha, acne e poro aberto. Aquilo me deixava superintrigada. Eu percebi que posso ter um produto que trata todas as disfunções da pele brasileira. Foi a virada da chave da minha vida”, relembrou.

Depois de desenvolver 37 produtos no exterior, a brasileira percebeu que era hora de criar sua própria indústria, situada no pequeno município onde nasceu. É lá que a marca mantém até hoje sua clínica modelo, onde Adélia segue fazendo atendimentos selecionados. “O meu propósito é continuar com tudo isso. O passo a passo é crescer sempre, expandir a marca para outros países. Pelo site, pelas compras virtuais, as pessoas nos descobrem, mas o meu objetivo é ter um grande mercado. Enquanto estiver viva, vou atrás, vou buscar e chegar à frente”, destaca ela, hoje aos 66 anos.

 

 

[Fonte: http://www.anba.com.br]