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Aristides de Sousa Mendes, antigo cônsul em Bordéus que salvou milhares de vidas durante a II Guerra Mundial, recebeu hoje honras de Panteão Nacional.

 

Escrito por Susete Francisco

« Portugal, curvando-se perante a sua personalidade moral, eternamente grato, hoje e para sempre o recorda e homenageia ». Foi com estas palavras que o presidente da República encerrou esta manhã o discurso na cerimónia de concessão de honras de Panteão a Aristides Sousa Mendes, uma evocação do diplomata que « serviu com coragem extrema, provação pessoal e familiar e exemplar humildade » os valores essenciais de humanidade, que não mudam por « modismo de época », nem pela « lei ou ordem de uma ditadura ou de um ditador ».

Sessenta e sete anos depois da sua morte, o antigo cônsul em Bordéus, que salvou milhares de judeus e outros refugiados do regime nazi durante a Segunda Guerra Mundial, passando vistos à revelia das autoridades portuguesas, que acabou expulso da carreira diplomática e morreu na pobreza, recebeu hoje a homenagem do Estado português. « Aqui entra Aristides [no Panteão Nacional] e aqui permanecerá até ao fim dos tempos, se os tempos tiverem fim », disse o presidente da República, expressando assim um reconhecimento para o presente, mas também para o futuro, depois de nem sempre ter sido assim no passado.

Proscrito pelo regime de Oliveira Salazar, num processo que só seria revertido a partir da década de 80, Aristides de Sousa Mendes recebeu em 1966 o título de « Justo entre as Nações », atribuído pelo Yad Vashem (Memorial do Holocausto), em nome de Israel, a não-judeus que tenham arriscado a vida para salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1987, o presidente da República Mário Soares conferiu-lhe, a título póstumo, a Ordem da Liberdade e, em 1989, a Assembleia da República reintegrou-o no serviço diplomático por unanimidade e aclamação.

Aristides de Sousa Mendes « mudou a História de Portugal nesse momento trágico que foi o genocídio na II Guerra Mundial », disse Marcelo.

O chefe do Estado lembrou que no Panteão Nacional estão nomes homenageados por vários tempos históricos, pelo pós e e antes da democracia. « O que distingue os homenageados de outrora e os de hoje são duas realidades. Eram só homens, são hoje homens e mulheres. Eram só personalidades das letras e chefes de Estado, são hoje vultos dos mais variados domínios da vida nacional. Há mais vida para além da literatura e da política, e mais cidadania do que a dos homens, mostrando a diversidade da sociedade portuguesa », referiu Marcelo, apontando também o que distingue os homenageados mais recentes. « Dois traços comuns », nas palavras do presidente da República: « Mudaram a história de Portugal e projetaram Portugal. Todos eles, disso tendo ou não o exato entendimento. Na política, na música, na escrita, no desporto, na diplomacia ao serviço da vida e da liberdade ».

Foto: Global Imagens

« Um farol em tempos de novas dificuldades »

Antes, Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, evocou também o nome de Aristides de Sousa Mendes como um exemplo para o presente, num tempo de recrudescimento de fenómenos de ódio racial e recusa do outro: « Que a sua entrada no Panteão Nacional contribua para perpetuar a sua memória e o exemplo da sua conduta, a que hoje prestamos homenagem, sirva de farol em tempos de novas dificuldades e desafios para a memória coletiva, demonstrando o valor da resistência ao injusto e desumano ».

Um legado ainda mais importante quando, « oito décadas passadas sobre os acontecimentos de Bordéus, é com sobressalto que, pela Europa e pelo mundo fora, se verifica que o registo histórico do sucedido pode não ter ficado suficientemente enraizado na memória coletiva das democracias que desde então foram emergindo ». Sinal disso é o « aumento evidente de fenómenos de antissemitismo, de ódio racial, de homofobia, de recusa do outro, por ser estrangeiro ou diferente », alertou o presidente do Parlamento, apontando também o « recrudescimento de discursos negacionistas do Holocausto e das vidas das suas vítimas, cujo testemunho na primeira pessoa vai, por força da lei do tempo, começando a desaparecer ».

Antes, Margarida de Magalhães Ramalho, coautora do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes e responsável científica do Museu Vilar Formoso Fronteira da Paz, fez o elogio fúnebre do antigo cônsul em Bordéus, passando em revista a ação do diplomata face à perseguição do regime nazi aos judeus – e não só – e as consequências dessa desobediência às ordens de Lisboa na vida do diplomata.

A historiadora lembrou « os que estavam em fuga » durante a II Guerra Mundial e tentavam « chegar ao sul de França e passar a fronteira. É neste contexto de angústia e desespero generalizados que Aristides de Sousa Mendes, que desde o início da guerra vinha emitindo alguns vistos à revelia da circular 14, o que lhe custou várias chamadas de atenção, decide escutar a voz da sua consciência e, ao arrepio das ordens de Lisboa, começa a emitir vistos a toda a gente, ordenando aos consulados dele dependentes » que repetissem o mesmo gesto. Uma decisão graças à qual pelo menos 10 mil pessoas entraram em Portugal, sublinhou a historiadora, destacando o apoio incondicional da mulher e dos filhos do diplomata. Pelos ecrãs montados no panteão Nacional passaram também testemunhos de refugiados que foram salvos pela assinatura de Aristides Sousa Mendes.

Placa evoca memória do antigo cônsul

Após os discursos, foi descerrada a placa evocativa de homenagem a Aristides de Sousa Mendes (não há trasladação do corpo, que continuará sepultado no concelho de Carregal do Sal, terra natal do antigo diplomata) na sala dois do Panteão, que acolhe os túmulos de Aquilino Ribeiro, do general Humberto Delgado, de Sofia de Mello Breyner Andresen e Eusébio da Silva Ferreira.

No Panteão Nacional estiveram esta manhã muitos deputados e membros do governo, numa cerimónia que contou com a presença das três mais altas figuras do Estado português – presidente da República, presidente da Assembleia da República e primeiro-ministro. Na plateia estiveram também familiares de Aristides de Sousa Mendes e descendentes dos refugiados que o diplomata ajudou a salvar.

A decisão da Assembleia da República de homenagear o antigo cônsul com uma evocação no Panteão Nacional partiu de uma iniciativa da deputada Joacine Katar Moreira, que foi depois aprovada por unanimidade.

[Fotos: MARIO CRUZ/LUSA, salvo quando se indica diferentemente – fonte: http://www.dn.pt]

Eric Zemmour, homme pressé ? Le polémiste assiste à un panel sur la « famille » à Budapest le 24 septembre, sans avoir, à ce jour déclaré officiellement sa candidature à l’élection présidentielle de 2022. Attila Kisbenedek/AFP

 

 

Écrit par Alain Policar

Chercheur associé en science politique (Cevipof), Sciences Po

 

Pour Éric Zemmour, qui occupe l’actualité médiatique sans que l’on sache toujours s’il est candidat ou non à l’élection présidentielle, la France est menacée par le « séparatisme civilisationnel ». Ce terme (séparatisme) n’est sans doute pas le fruit du hasard : se souvient-on qu’il fut utilisé pour parler des luttes décoloniales, notamment celle des Algériens et, bien avant, dans l’Antiquité, qu’il était l’expression d’un reproche classique fait aux Juifs – certains auteurs considèrent qu’il est au fondement de la judéophobie ?

Notre mode de vie, nos « valeurs » seraient menacés par la montée en puissance de l’islam, à tel point que le « Grand remplacement », dans un horizon annoncé comme trop proche pour ne pas s’en inquiéter, ne manquera pas de se produire. Devant ce supposé danger, il conviendrait de mettre en avant les vertus de l’assimilation.

Ce faisant, Éric Zemmour ne fait qu’actualiser ce qui a longtemps été la doctrine de la République, doctrine dont seul le « camp national » défendrait l’héritage, tout en se gaussant de ses valeurs. En effet, ces dernières exprimeraient une « vision post-moderne de l’Homme ». Passons sur l’absence de définition du concept de post-modernité, et traduisons : désirer l’égalité et la fraternité, ce serait œuvrer pour « l’indifférenciation des peuples et des individus, la négation de leur histoire et leur disparition en tant qu’entités civilisationnelles et politiques ».

Mais alors si l’indifférenciation est un mal, comment vouloir l’assimilation, laquelle a pour ultime objectif d’indifférencier ? Comprenne qui pourra.

En réalité, Zemmour accepte les différences dès l’instant où ceux qui les incarnent sont placés dans un statut de subordination : selon lui, la grandeur de la France ne réside-t-elle pas dans sa mission civilisatrice, c’est-à-dire dans l’éducation, par la colonisation, des « races inférieures » ?. Position indifférente aux horreurs du racisme colonial, considérées comme le prix à payer pour l’édification morale des indigènes.

L’assimilation, une politique aux fondements raciaux

Cette adhésion à l’assimilation ne doit pas surprendre si l’on se souvient qu’elle a été le nom servant à justifier une politique aux fondements raciaux. Politique qui s’exprime avec limpidité dans l’existence de privilèges pour les colons, faisant de ces derniers une sorte d’aristocratie, c’est-à-dire de race à part. D’ailleurs, ainsi que le souligne l’historien américain Tyler Stovall, les colons se désignaient plus volontiers comme Blancs ou Européens que comme Français :

« C’est dans les colonies que les conceptions de l’idée nationale française se confondirent d’abord avec l’idée raciale de blancheur. »

Mais revenons à Éric Zemmour et à ses thèmes de prédilection. L’adhésion à l’assimilationnisme implique, malgré l’apparent paradoxe, l’inassimilabilité de quelques-uns. Le polémiste ne rappelle-il pas régulièrement que l’islam n’est pas compatible avec la République ? À cet égard, il est significatif que l’obtention de la citoyenneté pour les femmes musulmanes d’Algérie, en 1958, ait été liée, lors de cérémonies d’inauguration, au retrait de leur voile : comment mieux exprimer l’idée qu’il fallait alors cesser d’être musulmane pour devenir française ?

Archives de l’INA, YouTube

C’est clairement l’avis du polémiste. Mais, même s’il envisage une remigration (de qui, exactement ?), il dit ne nourrir aucune hostilité envers les musulmans que seuls des esprits étroits confondraient avec l’islam.

Mais que serait un homophobe qui n’éprouverait aucune méfiance envers les homosexuels ? À travers le cas d’Éric Zemmour, nous comprenons que l’idée ancienne d’une nation française définie en termes raciaux influence durablement les débats contemporains. Et ce ne sont pas les appels incantatoires à l’universalisme qui nous persuaderont du contraire.

De quel universalisme parle-t-on ?

Car, ce qui est proposé aux immigrés est de se plier aux traditions françaises, celles-ci étant supposées universelles par essence. L’universalisme alors n’est plus un humanisme ouvert à la diversité mais un « symbole de résistance du nationalisme français ». C’est bien ainsi que le décrit Achille Mbembe dans l’ouvrage collectif de 2005, consacré à La Fracture coloniale :

« À force de tenir pendant si longtemps le “modèle républicain” pour le véhicule achevé de l’inclusion et de l’émergence à l’individualité, l’on a fini par faire de la République une institution imaginaire et à en sous-estimer les capacités originaires de brutalité, de discrimination et d’exclusion. »

Le jugement peut paraître sévère, mais l’histoire française, bien avant d’ailleurs l’instauration de la République, témoigne de cette connotation racialiste. L’universalisme se fourvoie, jusqu’à se vider de sa substance, lorsqu’il fait de l’identité nationale la boussole du combat républicain.

En réalité, le modèle assimilationniste est lié à une conception dévoyée de l’universalisme, qu’il est commun de désigner, avec Michael Walzer, comme « de surplomb ». Le philosophe américain attire l’attention sur le caractère incertain, quant à ses effets, d’un universalisme, celui du judaïsme des temps prophétiques, qui se proposerait de servir de lumière pour les nations.

Uniformément éclairées, certes, mais « la lumière étant faible et les nations récalcitrantes », il se peut que l’œuvre civilisatrice prenne beaucoup de temps, voire un temps infini. Les fondements mêmes du colonialisme et les raisons de son refus sont énoncés avec une impressionnante sobriété par le philosophe américain :

« Les serviteurs de Dieu se tiennent au centre de l’histoire […], tandis que les histoires des autres sont autant de chroniques de l’ignorance et de conflits dépourvus de sens. »

Une haine de l’universel

Joseph de Maistre (1753-1821), homme politique. Peinture de Karl Vogel von Vogelstein, vers 1810. Wikimedia

Il n’est pas sans signification de noter que la position de surplomb peut se vêtir d’autres habits, notamment ceux de l’anti-cosmopolitisme, lequel vilipende utopistes invétérés et belles âmes aveuglées. N’est-ce pas exactement sur ce registre que se situe Éric Zemmour ?

Si bien qu’il est permis de faire l’hypothèse que derrière ce faux universalisme se dissimule en réalité une haine de l’universel qui puise ses racines dans la pensée contre-révolutionnaire telle que l’exemplifie la fameuse phrase de Joseph de Maistre dans ses Considérations sur la France (1796)) :

« J’ai vu dans ma vie des Français, des Italiens, des Russes, etc. ; je sais même, grâce à Montesquieu, qu’on peut être Persan, mais quant à l’homme je déclare ne l’avoir jamais rencontré de ma vie. »

De la même façon, Zemmour décrit un monde fragmenté au sein duquel doit prévaloir l’obsession de la pureté, c’est-à-dire la haine du mélange, l’angoisse d’indistinction. Il y a trois ans environ, nous écrivions ici même, à propos de sa place dans l’espace public, qu’il nous fallait résister à la « sémantique du crépuscule », celle que décrit Orwell dans 1984, instrument d’assujettissement des individus par l’intermédiaire d’un langage appauvri et manichéen. Peut-être est-il encore temps ?


L’auteur publie « L’universalisme en procès », Le Bord de l’eau, 5 novembre 2021.

 

[Source : http://www.theconversation.com]

O secretario xeral de Cultura fai balance do traballo realizado neste eido nos actos da celebración da efeméride que se celebra hoxe

Beneficiáronse 120 empresas editoras desta liña de apoio coa que tamén se impulsa tanto a internacionalización da literatura galega como a promoción da lectura en galego de obras da literatura universal

No marco da efeméride, o Goberno autonómico participa hoxe en obradoiros internacionais, simposios e entregas de premios para promover este día

A Xunta conmemora hoxe o Día Internacional da Tradución a través da participación en diferentes iniciativas, como simposios, obradoiros e entregas de premios, co acto central na actividade Contigo na distancia, promovida pola Asociación Galega de Profesionais da Tradución e a Interpretación (AGPTI) en colaboración co Goberno galego, no que participa o secretario xeral de Cultura, Anxo M. Lorenzo.

No marco desta efeméride, Anxo M. Lorenzo, recorda a aposta do Goberno autonómico co sector da tradución, para o que a Xunta destinou preto de 3M€ desde a súa posta en marcha para este eido de xeito específico, hai 15 anos. Así, neste tempo, beneficiáronse un total de 120 empresas editoriais, tanto galegas como de fóra da comunidade, que editaron 1.196 proxectos.

O representante da Consellería de Cultura, Educación e Universidade apunta, neste sentido, a importancia desta liña de apoio tanto para a internacionalización da literatura galega, ao promover a súa tradución a outros idiomas, como para incentivar a lectura e edición en galego de obras procedentes doutras linguas. “Contribuímos a que a nosa literatura teña tamén unha saída cara ao exterior, o que implica unha maior visibilidade do libro galego e a apertura de novos públicos e mercados”, indica.

En cifras, durante este tempo, a Xunta facilitou 350 traducións de obras publicadas en galego a outras linguas, como o inglés, portugués, francés, italiano, alemán, ou finés, entre outras. Tamén se promoveu a tradución ao galego de máis de 800 obras orixinariamente publicadas noutras linguas, algo que, como engade, “tamén favorece que a cidadanía teña acceso ás obras da literatura universal en galego”.

Anxo M. Lorenzo afonda, ademais, na importancia deste apoio desde o punto de vista empresarial, xa que estas axudas están a contribuír a que as empresas editoras podan cubrir unha parte importante dos gastos derivados da tradución e da edición, “apoiando a profesionalización da actividade editora en Galicia”, engadiu.

Simposios e conversas

No marco do Día Internacional da Tradución a Xunta participa en actos como a apertura do XVIII Simposio O Libro e a Lectura, organizado polo Consello da Cultura Galega. Baixo o título Libros pola diversidade, afóndase na edición de contidos para a inclusión.

O simposio contou coa intervención da presidenta da Asociación de Familias de Menores Trans de Galicia (ARELAS), Cristina Palacios, responsable da conferencia de apertura. O panel de experiencias, Contidos Diversos, correu a cargo de representantes da Asociación BATA e de Kalandraka Editora, de docentes e dunha pedagoga. Tamén participan representantes da Consellería de Cultura, Educación e Universidade, de Hércules de Ediciones e da Editorial Galaxia; mentres que a conferencia de clausura estivo a cargo do filósofo, docente e escritor José Miguel Valle.

Ademais, celébrase Contigo na distancia, no Auditorio Neira Vilas da Biblioteca de Galicia, que reúne a dous tradutores galegos, Samuel Solleiro e Roi Vidal Ponte, nunha conversa sobre o día a día do seu labor, a relación co texto e cos seus códigos, a distancia e a proximidade coa autora ou co autor. Ambos conversarán sobre un traballo que ten como obxecto levar dunha lingua á outra as palabras, os matices, e os sensos que cohabitan en cada texto e cos que nos achegamos á voz da persoa que escribe. Samuel Solleiro e Roi Vidal Ponte artellan a conversa a partir das súas traducións máis recentes: Noite fiel e virtuosa de Louise Glück en galego no caso de Solleiro e Doentes de Roberto Vidal Bolaño —pai do tradutor— en castelán no caso de Vidal Ponte.

Tradución poética

Continuando coas conmemoracións, preséntase a décima edición do Obradoiro Internacional de Tradución Poética con barqueira e remador, que conta co apoio da Xunta. Trátase dunha iniciativa que se celebrará do 18 ao 23 de outubro na Illa de San Simón. Participarán seis persoas procedentes de diversos países e realizarán unha tradución colectiva, presencial e recíproca aos idiomas representados, que nesta edición serán o galego, o grego, o eslovaco, o flamengo e o albanés. Participarán a galega María Lado, o asturiano Pablo Texón, a grega Katerina Iliopoulou,o albanés Arian Leka, a eslovaca Maria Ferenčuhova e o belga Tom van de Voorde.

Ao remate, cada participante dará a coñecer os resultados en revistas especializadas, magazines literarios ou publicacións colectivas, completando o círculo dun proxecto singular que contribúe á divulgación dun xénero referencial como a poesía. Froito da X edición do Obradoiro publicarase un libro que recolle os poemas que produzan durante o período de dito obradoiro.

Recoñecemento a Laureano Araujo en Cambados

Pola súa parte, o secretario xeral de Política Lingüística, Valentín García, participou en Cambados na entrega do Premio Plácido Castro de Tradución, un galardón co que a fundación homónima, a Asociación Galega de Profesionais da Tradución e a Interpretación e o Instituto Galego de Análise e Documentación Internacional (IGADI), en colaboración coa Xunta de Galicia, destacan a calidade das traducións ao galego dos clásicos da literatura universal, ao tempo que contribúen ao proceso de normalización do galego e enriquecen o universo literario engrosándoo con grandes obras escritas noutras linguas.

Na 19ª edición do Premio Plácido Castro, cuxa entrega de premios tivo que aprazarse por mor da pandemia, o galardoado é Laureano Araujo pola súa tradución de Schlumpf, Erwin: Homicidio, obra do escritor suízo Friedrich Glauser. Formado en Dereito e Ciencia Política, ademais de poeta, Araujo (Berna, 1964) é profesor de alemán no ensino secundario e xa ten traducido a autores como Joseph Roth, Heinrich Böll, Thoman Mann ou Stefan Zweig. O premio consistiu nun diploma acreditativo, unha peza escultórica, obra de Xaquín Chaves, deseñada expresamente para o certame e 2.000€.

[Fonte: http://www.lingua.gal]

Willy Ronis (1910-2009) est un photographe français juif. Ses œuvres constituent des témoignages, souvent en noir et blanc, variés, d’un Paris révolu et de ses reportages en province et à l’étranger, ainsi que de la tendresse et de l’acuité du regard de cet artiste humaniste, curieux. L’Espace Richaud propose l’exposition « Willy Ronis en RDA –  La vie avant tout ».

Publié par Véronique Chemla 

« La quasi-totalité des images présentées sont des photographies de hasard, parce que mon appareil ne me quittait jamais et parce que la rue offre à l’esprit curieux un spectacle permanent… La photographie c’est l’émotion », observait Willy Ronis.

Le Jeu de Paumela Monnaie de Paris et la Médiathèque de l’architecture et du patrimoine, ont présenté à Paris environ 150 photos, célèbres ou inédites, en des tirages d’époque et modernes supervisés par le photographe, extraites du fonds de la donation faite par Willy Ronis, à l’État français en 1983.

Cette rétrospective Willy Ronis, une poétique de l’engagement s’articule autour de cinq axes : la rue, le travail, les voyages, le corps et la biographie de ce photographe incarnant, avec notamment Henri Cartier-Bresson (1908-2004), Robert Doisneau (1912-1994), Izraël Biderman dit Izis (1911-1980), René-Jacques (1908-2003), le courant de la photographie humaniste. Une rétrospective qui montre l’étendue du travail de Willy Ronis, de Paris à Prague (Le vieux cimetière juif de Prague, 1967) via Venise (La Giudecca, 1981).

À l’Espace Simiane (Gordes), une sélection de 75 photographies, parmi les plus célèbres et représentatives du style humaniste, compose cette exposition rétrospective réalisée par le Jeu de Paume, Willy Ronis, la Médiathèque de l’architecture et du patrimoine, la DAPA-Ministère de la culture et de la communication.

À Mantes-la-Jolie, la rétrospective Willy Ronis, photographe d’un siècle réunissant une centaine de clichés, en noir et blanc ainsi qu’en couleurs, « reprend le parcours de cet artiste qui a traversé le siècle pour nous léguer un regard très personnel sur une vision du monde du XXe siècle que l’on nomme le « courant humaniste ».

En 2017, le Jeu de Paume « présenta au Château de Tours, une exposition consacrée au photographe français Willy Ronis (1910-2009), réalisée à partir du fonds de la donation qu’il a faite à l’État en 1983. Organisée conjointement avec la Médiathèque de l’Architecture et du Patrimoine, cette exposition a rendu hommage à cet artiste de renommée internationale, en dévoilant des photographies restées encore méconnues ».

À l’espace culturel du Palais à Megève (Alpes), cette exposition rétrospective est revenue « sur le parcours de ce grand photographe, tour à tour reporter, photographe industriel ou illustrateur, qui marqua la photographie française du vingtième siècle. Elle met en exergue ses engagements politiques et ses évolutions stylistiques. »

« Pendant près de quatre-vingts ans – des années 1930 aux années 2000 – Willy Ronis a pointé son objectif sur les Français, arpentant avec un plaisir toujours renouvelé les rues de la capitale, les territoires industriels ou le sud de la France, mais aussi l’Italie, l’Angleterre, les États-Unis, ou photographiant, en pleine guerre froide, Moscou, Berlin et Prague. »

 

« A la fin de sa carrière, fidèle à ses engagements, il décide de faire don de son œuvre à l’État. Les tirages photographiques de cette exposition rétrospective sont un choix parmi les nombreuses archives de référence, dont celles de la bibliothèque du photographe conservés par la Médiathèque de l’architecture et du patrimoine (MAP). »

« Une section entière de l’exposition est consacrée aux Alpes et notamment à Megève, où Willy Ronis aimait à venir skier et où il réalisa, dans les années 1930, deux campagnes photographiques, l’une pour l’école de ski d’André Ledoux, l’autre à la demande de la revue Air France. »

Il magnifie les skieurs intrépides dans des œuvres où le contraste entre le noir des sapins s’opposent au blanc et aux nuances de gris de pentes neigeuses.

Une famille juive

Willy Ronis est né à Paris (9e arrondissement), en 1910, dans une famille juive.

Originaire d’Odessa (Ukraine), son père est photographe portraitiste. Sa mère, pianiste, est née en Lituanie et enseigne à Willy le violon, dont il joue jusqu’à l’âge de 25 ans. Cet enfant est passionné par la musique et par le dessin.

Avec son premier appareil photographique, Willy Ronis prend en 1926 des photos de vacances et de Paris.

En 1932, pour aider son père malade et en proie à des difficultés financières, il le remplace dans l’atelier familial.

En 1935, Willy Ronis devient membre de l’Association des écrivains et artistes révolutionnaires (AEAR), d’obédience communiste.

Quand son père meurt, en 1936, Willy Ronis dirige sans envie le studio de portraits qui fait faillite.

Il se lance alors comme reporter-illustrateur indépendant. Il réalise des reportages de commandes pour la SNCF et le Commissariat au Tourisme. Son reportage sur le Front populaire est publié par Regards.

En 1937, avec son premier Rolleiflex, il réalise un reportage publié dans Plaisir de France. Il se lie d’amitié avec les photographes Robert Capa (1913-1954) et David Seymour, dit Chim (1911-1956).

En 1938, il effectue des reportages sur les conflits sociaux chez Citroën, et participe, à l’invitation d’un ami, à une croisière en Adriatique et en Méditerranée avec des escales en Albanie, Yougoslavie, Grèce et Tunisie. L’occasion de reportages photographiques. Aidé par son ami Robert Capa, il en sélectionne 140 clichés qu’il adresse en 1939, à l’approche du conflit, à cinq agences européennes et américaines.

En 1941, fuyant les persécutions antisémites, refusant de porter l’étoile jaune, cet homme aux convictions communistes se réfugie en zone libre, bientôt rejoint par son frère cadet. Là, il exerce divers métiers artistiques : directeur d’une troupe de théâtre ambulant en zone libre, aide-décorateur pour les studios de cinéma de la Victorine (Nice), assistant dans un studio de portrait à Toulon, peintre sur bijoux avec la peintre Marie-Anne Lansiaux, etc.

Un photographe polygraphe humaniste

Willy Ronis rejoint Paris en octobre 1944.

Il poursuit son activité de photographe par de grands reportages publiés par la presse illustrée (Point de Vue, L’Écran français, Regards, Life, Le Monde illustré), et travaille dès 1950 pour l’industrie, Air France, la publicité et la mode (Vogue).

Avec notamment Robert Doisneau (1912-1994), Marcel Bovis, René-Jacques et Jean Séeberger, il est membre du Groupe des XV fondé en 1946 afin de promouvoir la photographie comme art et de sensibiliser à la nécessaire préservation du patrimoine photographique français.

Willy Ronis adhère au Parti communiste français (PCF). Il participe au Congrès international de la Paix à Varsovie (1951). Il rompt avec le PCF vers le milieu des années 1960, tout en restant proche de l’idéal communiste.

Il se rend à deux reprises en RDA (République démocratique allemande) : comme membre du jury d’Interpress à Berlin-Est (1960), et pour répondre à la commande de l’Association française d’échanges franco-allemands (EFA) en 1967.

De cette Allemagne de l’Est, en pleine guerre froide, il saisit les villes, les Allemands, la campagne, les sites industriels, les intellectuels (Anna Seghers). Assiste à la cérémonie érigeant le camp de concentration de Buchenwald en lieu commémoratif… À son retour, Willy Ronis élabore une exposition itinérante sur la vie quotidienne dans la communiste RDA, présentée dans 70 lieux en France jusqu’en 1974.

En 1946, Willy Ronis épouse Marie-Anne Lansiaux, qu’il immortalise dans le Nu provençal, Gordes, 1949. Un cliché épuré, un décor simple, une lumière naturelle, une scène de la vie quotidienne, une image imprévue saisie sur le vif. Une photo choisie pour l’affiche de la rétrospective à la Monnaie de Paris.

Ami des photographes Capa et Chim, Willy Ronis entre alors à l’agence Rapho. Il manifeste un intérêt pour les petites gens, les braves gens, le peuple au travail ou au repos, Paris et la diversité de ses quartiers et de ses métiers, les enfants, tel ce garçon emportant fièrement et joyeusement un pain presqu’aussi grand que lui.

Cet arpenteur de Paris initie un reportage sur les populaires quartiers de Belleville et Ménilmontant, car il affectionne les quartiers populaires parisiens. Ses clichés seront réunis en un livre avec un prologue et des légendes du poète Pierre Mac Orlan, Belleville-Ménilmontant (Arthaud, 1954), régulièrement réédité. Des reportages qui valent à Willy Ronis le prix Kodak en 1947.

Joyau de ses promenades sur le pavé de Paname, un cliché célèbre :  » Les Amoureux de la Colonne-Bastille, 1957 « . Un couple, Riton et Marinette, qu’il retrouvera en 1988, dans leur bistrot du quartier de la Bastille dans lequel ils avaient placé cette photo encadrée. Une photo emblématique de la qualité plastique de l’oeuvre de Willy Ronis, « indéniable marquée par une composition soignée et une grande maîtrise de la lumière héritée de son goût pour la peinture hollandaise ».

Des grandes villes – Londres (1955), New York -, ce promeneur curieux retranscrit la singularité urbanistique marquée par d’immenses néons publicitaires, le rythme trépident d’une foule anonyme et de la circulation automobile par le flou, privilégie des plans en plongée.

Ses voyages l’amènent aussi à Bruges (Belgique) en 1951 – photos de la procession solennelle des religieuses -, et aux Pays-Bas sur les traces des grands maîtres hollandais – Bruegel, Rembrandt entre autres – que son épouse artiste peintre et lui admirent tant – clichés en 1952 et 1954 des enfants et adultes néerlandais en costumes traditionnels dans les ports de Volendam et de Spakenburg -, etc.

En 1955, ce « photographe polygraphe », ainsi qu’il se définit, refusant la spécialisation, suivant sa curiosité reprend pendant 17 ans son indépendance, réalise des reportages à Alger (1969), etc. Il se constitue une clientèle, une renommée et une audience internationales.

Willy Ronis a « toujours refusé toute collaboration qui ne respectait pas son droit de regard sur les cadrages de ses photographies et sur leurs légendes : cette manifestation d’indépendance lui vaut au fil des ans des difficultés professionnelles et financières qui l’amènent en 1972 à quitter Paris pour le Midi ; il s’installe d’abord à Gordes, puis à L’Isle-sur-la-Sorgue (Vaucluse) ».

Il enseigne son art, entre autres, à l’École des beaux-arts d’Avignon. Il effectue aussi des reportages sur la Provence.

Au fil des commandes et d’un travail personnel, l’œuvre de Willy Ronis aborde de multiples thèmes, en étant guidé par la volonté « d’être au plus proche de la réalité, volonté qui se traduit en particulier par l’élaboration d’une pratique totalement nouvelle de prise de vue sur le vif : maître mot de cette génération humaniste qui entend retranscrire la dignité de l’homme tout autant que l’environnement dans lequel il évolue ».

 

Willy Ronis a contribué « activement à l’élaboration du récit humaniste qui se développe après la Seconde Guerre mondiale. Ce courant de pensée s’était donné pour mission tacite de rétablir la confiance dans la bonté intrinsèque de l’être humain, et d’en faire le centre et la mesure de toute réflexion politique et sociale. Or, si ce courant ne se limite pas à la France, le discours humaniste de l’époque y prendra la forme d’un récit identitaire puissant. Ainsi l’anecdote, la parodie, la tendresse, le raffinement visuel, font partie des recours narratifs à la fois refuges et justifications de la photographie humaniste – mais aussi d’une certaine littérature et d’un certain cinéma. Les rues de Paris, ses quartiers populaires, les badauds, les enfants, les scènes quotidiennes ou champêtres, le repos dominical : autant de toiles de fond sur lesquelles les photographes conjuguent la poésie avec une volonté sincère de « changer le monde » (Marta Gili, directrice du Jeu de Paume et commissaire de l’exposition). De cette attention aux plus défavorisés, témoignent ses clichés des grévistes aux usines Citroën (1938) ou Renault (1950), dans les mines de Saint-Étienne (1948) et des ouvriers de Paris (1950). Sans aucune esthétisation de la misère et de la difficile condition ouvrière. Et avec la conviction que l’une des responsabilités d’un photographe est de « travailler toujours plus efficacement au rapprochement des peuples ».

La publication en 1980 d’un recueil de ses photographies Sur le fil du hasard (Éditions Contrejour) fait redécouvrir de nouveau Willy Ronis. Cet ouvrage lui vaut en 1981 le Prix Nadar (Contrejour). Suivent d’autres recueils de photographies : en particulier, Mon Paris (Denoël, en 1985). Toutes Belles, avec un texte de Régine Desforges (Hoëbeke, 1992), Quand je serai grand (Presses de la Cité, 1993), À nous la vie, avec un texte de Didier Daeninckx, (Hoëbeke, 1996), et, plus intime et familial, consacré à sa femme et à son fils, Marie-Anne, Vincent et moi, doté d’un texte de Bertrand Eveno (Filigranes, 1999), Ce jour-là (Mercure de France, 2006) et d’autres sur des textes de Michel Onfray ou Philippe Sollers.

Des documentaires télévisuels (Willy Ronis ou les cadeaux du hasard, de Patrice Noia 1989) et biographies (par Bertrand Eveno, Belfond, collection « Les Grands Photographes ») lui sont aussi consacrés.

Ses clichés sont sélectionnés dans de nombreuses expositions – ainsi au MoMA de New York avec Brassaï, Doisneau et Izis (1953), au musée des Arts décoratifs de Paris, avec Robert Doisneau, Daniel Frasnay, Jean Lattès, Janine Niépce et Roger Pic (« Six photographes et Paris »,1965) – et rétrospectives à Athènes (1980), au Palais de Tokyo (Paris, 1985), en URSS (1986) et à l’Oxford Museum of Modern Art (1995).

En 1979, à la demande du ministère de la Culture et de la Communication, Willy Ronis participe à la Mission photographique pour la direction du Patrimoine. En 1980, il est l’invité d’honneur aux XIe Rencontres internationales de la photographie d’Arles.

Willy Ronis est distingué par la Médaille d’or à la nouvelle Mostra Biennale internazionale de Fotografia de Venise (1957), le Grand Prix national des Arts et des Lettres pour la photographie (1979), le statut de membre de la Royal Photographic Society (Grande-Bretagne, 1993), le titre de Commandeur (1985) puis chevalier (1989) de l’Ordre des Arts et des Lettres.

Willy Ronis revient à Paris en 1983, fait don de ses archives à l’État à effet post-mortem – une donation complétée en 1989 et qui réunit des milliers de négatifs, documents, albums, vintages et tirages modernes – et continue d’exercer son métier et d’être célébré jusqu’à l’année de sa mort.

À l’occasion du centenaire de la naissance de ce photographe français juif (1910-2009), trois rétrospectives sur Willy Ronis lui ont été consacrées à la Monnaie de Paris, à l’Espace Simiane (Gordes) et au musée de l’Hôtel-Dieu à Mantes-la-Jolie.

Dans le cadre du mois de la photographie, le Museu Da Imagem e Do Som (MIS), à São Paulo (Brésil), a présenté 80 photographies de Willy Ronis (1910-2009), photographe français juif. Des témoignages, souvent en noir et blanc, variés, d’un Paris révolu et de ses reportages en province et à l’étranger, ainsi que de la tendresse et de l’acuité du regard de cet artiste humaniste, curieux.

En 2013, la Galerie Camera Obscura a rendu hommage à « quatre grands photographes du siècle » dont Willy Ronis.

Un portrait filmé de Willy Ronis quelques semaines avant sa mort, complété d’entretiens inédits sur les coulisses de l’exposition, a été projeté à la Monnaie de Paris et sur les sites Internet http://www.jeudepaume.org/ et http://www.monnaiedeparis.fr/

Histoire diffusa les 21, 26 et 27 octobre ainsi que le 2 novembre 2015 Willy Ronis, autoportrait d’un photographedocumentaire de Michel Toutain (Pyramide Production). « En soixante-seize ans de pratique, Willy Ronis s’est photographié chaque année : premier autoportrait à seize ans, dernier à quatre-vingt-douze. Ces autoportraits rythment la construction de ce film dans lequel Willy Ronis parle de lui, de son art, de sa carrière. Il analyse aussi quelques-unes de ses images les plus célèbres, celles qui l’ont fait entrer dans l’histoire de la photographie ».

Le 13 décembre 2016, plus de 160 photos de Willy Ronis, provenant de la collection de son petit-fils Stéphane Kovalsky et offrant un panorama complet de son œuvre, ont été vendues chez Artcurial lors d’une vente aux enchères exceptionnelle.

Le Ministère de la Culture propose des photographies de Willy Ronis sur son site Internet.

Belleville

Arte diffusa le 11 janvier 2019 à 16 h 30, dans le cadre d' »Invitation au voyage » (Stadt Land Kunst), « Le Belleville de Willy Ronis / Suzhou / Maracana » (Willy Ronis und Belleville / Suzhou / Maracana) par Fabrice Michelin. Linda Lorin « nous emmène à la découverte de notre patrimoine artistique, culturel et naturel. Dans ce numéro : Belleville, le Paris populaire de Willy Ronis – Bien avant Venise, Suzhou la Chinoise – Maracanã, le baptême d’un stade. Belleville, le Paris populaire de Willy Ronis : « Au sortir de la Seconde Guerre mondiale, le photographe Willy Ronis découvre un quartier parisien à la mauvaise réputation : Belleville. L’artiste, qui s’y laisse guider par les sons et les lumières, capture sur le vif des instants de vie aujourd’hui envolés. »

« Willy Ronis en RDA »

À Versailles, l’Espace Richaud propose l’exposition « Willy Ronis en RDA – La vie avant tout » : une rencontre de l’histoire et de l’émotion par la photographie. L’exposition virtuelle permet une visite personnalisée.

« Célèbre photographe humaniste français, Willy Ronis (1910-2009) a fondé sa renommée sur ses photos sensibles de Paris, ses illustrations des régions françaises, ses vues engagées du monde ouvrier et des mouvements sociaux. Willy Ronis se vit rarement confier des missions à l’étranger. La ville de Versailles lui rend hommage à l’Espace Richaud en exposant ses clichés pris en 1960 et 1967 dans l’ex-République démocratique allemande (RDA). »

L’exposition « Willy Ronis en RDA – La vie avant tout » présente, « au travers de 130 tirages et de nombreuses archives, la richesse et l’originalité du travail du photographe dans ce pays mal connu et disparu, la RDA. Aujourd’hui, le reportage documentaire de Ronis est devenu un témoignage unique car le pays s’est radicalement transformé depuis la réunification. Selon une approche historique et pédagogique, l’exposition vise à enrichir la mémoire collective de l’Europe et à valoriser les liens franco-allemands, en premier lieu ceux qui unissent Versailles et Potsdam, villes jumelées. »

« Dans la salle introductive sont abordées la commande passée à Ronis par l’association Échanges franco-allemands (EFA) en 1967 et l’exposition itinérante qui en résulta. Y sont présentés des tirages d’époque (vintages) et des archives issus de la donation remise par l’auteur à l’État français. Des objets multiples, à découvrir sous vitrines, illustrent le propos : lettres, publications de l’EFA, documents de travail et photos de la première exposition créée par Ronis lui-même à Montreuil, en 1968. La voix du photographe accompagne la présentation de son travail : il accorda en effet à Nathalie Neumann, commissaire de l’exposition, des entretiens audio restés inédits à ce jour. »

« Le contexte politique singulier de la RDA est abordé via un ensemble de tirages de travail d’époque. Parmi toute la production apparaissent des messages engagés sous-jacents, les réalités sociales du pays, le mur de Berlin, la police, le culte des dirigeants. »

« Par la scénographie conçue par Laurence Fontaine, l’exposition favorise un rapprochement et une connivence avec la RDA dans le sens du message voulu universel par Willy Ronis : l’homme est au centre de ses images et de la société. Au cœur de l’Espace Richaud, dans l’ancienne chapelle, sont déployés des duos d’images, rapprochements de clichés pris en RDA et en France. Ce prisme comparatif France-Allemagne constitue le fil rouge de l’exposition. Ronis parlait ainsi de ses images : « J’ai la mémoire de toutes mes photos, elles forment le tissu de ma vie et parfois, bien sûr, elles se font des signes par-delà les années. Elles se répondent, elles conversent, elles tissent des secrets. »

« En 1967, la mission explicite du photographe consistait à représenter une société comme il a pu le faire pour la sienne, la France. Sensible à la sociologie développée à son époque, Willy Ronis regroupa ses photographies selon des critères-clés comme les paysages urbains et naturels, les activités, les loisirs, l’enseignement… Des ensembles de tirages modernes sont mis en avant dans les deux galeries sud et la coursive du premier étage de l’Espace Richaud. Des portraits de personnalités du monde artistique et intellectuel, telles que Anna Seghers ou Christa Wolf, complètent le propos. Accompagnés de courtes biographies, ces témoignages permettent aux visiteurs d’appréhender la diversité de la culture, des sciences et de l’enseignement qui rayonnaient au-delà des frontières ».

« Impliqué dans l’enseignement et le journalisme, Willy Ronis profita de ses voyages pour visiter les industries et l’école supérieure de photographie est-allemandes. Ce sujet qui lui tenait à cœur est également abordé, dévoilant un pan peu connu de sa carrière. Autre découverte, ce reportage en noir et blanc fut complété d’une production en couleurs, certes en quantité moindre. Des tirages modernes de ses diapositives ponctuent le parcours. Le seul tirage en couleurs, exposé en 1968, a été restauré spécifiquement pour la présente manifestation ».

« Le commissariat de l’exposition est assuré conjointement par Nathalie Neumann et Ronan Guinée. Franco-allemande, Nathalie Neumann est historienne de l’art, chercheuse à l’université de Mayence et auteure d’expositions. Ronan Guinée est en charge du fonds Willy Ronis à la Médiathèque de l’architecture et du patrimoine (MAP), service du ministère de la Culture en charge des archives des Monuments historiques et du patrimoine photographique de l’État. L’exposition « Willy Ronis en RDA – La vie avant tout » est la concrétisation d’un partenariat entre la ville de Versailles et la MAP. Elle s’accompagne de la publication d’un catalogue par les Editions Parenthèses ».

Les éditions Parenthèses ont publié « Willy Ronis en RDA. La vie avant tout, 1960-1967 » de Nathalie Neumann et Ronan Guinée. « Les gens, les rues, les jours de fête ou les jours sans rien : que Willy Ronis photographie le vieux Paris ou les villes nouvelles d’Allemagne de l’Est, c’est là, toujours, que s’arrête son regard. Ainsi, lorsqu’en 1967 l’association « Échanges franco allemands » lui commande un reportage destiné à favoriser la reconnaissance par la France de la RDA, c’est « la vie avant tout » qu’il cherche à restituer. Humaniste engagé et « le cœur à gauche », il se fait le témoin d’un socialisme moderne au service du peuple, faisant l’impasse sur les limites du système.

« Pour s’être déjà rendu en RDA en 1960, Ronis sait immédiatement où regarder. À la commande, il répond par des photos de jeunes travailleurs, d’étudiants, ¬d’enfants jouant, de paysages, de moments ordinaires… Il photographie aussi les grands peintres, sculpteurs et écrivains et, autant que possible, l’enseignement artistique et l’industrie optique, qui le passionnent ».

« Exposé à son retour dans l’Hexagone dans près de quatre-vingts communes, ce travail joua alors son rôle politique et militant, laissant pour un temps l’art au second plan. »

« Libérés du contexte de la guerre froide, ces clichés de Willy Ronis, longtemps restés dans l’ombre, révèlent aujourd’hui toute leur profondeur esthétique et stylistique. Et si leur force mémorielle est indéniable, elle n’y enlève rien ; bien au contraire ».

« Je m’attache à inclure dans mes prises de vue le caractère humain, par le choix du geste et de l’attitude, par un souci de vie. » Willy Ronis

Citations de Willy Ronis 

(« Sur le fil du hasard », L’Isle-sur-la-Sorgue, 1979)

Un « type de sensibilité »

« Je n’ai, à ce jour, acquis aucune certitude et n’en éprouve nul complexe. La nature m’a attribué, pur hasard, un type de sensibilité qui m’a procuré pas mal de tourments mais aussi d’immenses joies. Merci ! J’ai creusé mes sillons avec mon instinct, ma petite honnêteté, chanté ma chanson à mi-voix ; je me suis souvent fait plaisir et cela compense le reste que, par bonheur, on oublie facilement ».

Une « certaine mélancolie »

« On remarque, paraît-il, une certaine mélancolie dans mes photos. Cela s’explique. J’ai eu beaucoup de loisirs forcés au cours de périodes de sous-emploi ; autant meubler ces vides avec la chasse aux images. Mais de telles conditions n’inspirent pas la joie, surtout qu’entre deux pressions sur l’obturateur on se dit qu’on travaille pour le tiroir. Mes chasses joyeuses, je ne les vécus que lorsque je volais mon temps à celui que je devais consacrer au travail commandé, ou lorsque le déclic provoqué par un événement inattendu faisait monter la fièvre des grandes émotions. Mélancolie souvent, mais pas pessimisme ; ça ira mieux demain ».

« La photographie, c’est le regard »

« La photographie, c’est le regard. On l’a ou on ne l’a pas. Cela peut s’affiner, la vie aidant, mais cela se manifeste au départ, avec l’appareil le meilleur marché. En tout état de cause, cela ne figure pas dans les colonnes de matériels qui font rêver les dévoreurs de catalogues ».

« Pour nous autres traqueurs d’imprévu, le surgissement du motif provoque aussitôt le passage à l’acte. Il n’y a pas ce refroidissement que risquent l’écrivain ou le compositeur, s’ils ne sont pas en mesure de transcrire, sur-le-champ, l’écho de leur émotion… Lorsque nous avons déclenché au moment ardemment espéré, où tout semble organisé dans l’ordre le plus juste, la seconde d’enthousiasme passée, surgit l’anxiété : est-ce bien dans la boîte !? »

« C’est la perception du temps fort qui commande le déclic, cet instant où nous estimons, au terme d’un rapide balayage du champ couvert par le viseur, que nous tenons, rassemblées dans une composition idéale, les diverses figures articulant ce ballet dont le chorégraphe, souvent génial, a pour nom le Hasard ».

« Faire la photo d’abord, réfléchir ensuite – si j’en ai le temps – ou penser aussitôt après que j’ai peut-être déclenché trop vite et voir si je peux recommencer, en mieux. Surtout ne jamais perdre du temps à peser soigneusement ceci ou cela ».

« L’aventure ne se mesure pas au nombre de kilomètres… L’émotion, si vous en êtes digne, vous l’éprouverez devant le sourire d’un enfant qui rentre avec son cartable, une tulipe dans un vase sur lequel se pose un rayon de soleil, le visage de la femme aimée, un nuage au-dessus de la maison ».

« Transformer le désordre en harmonie, c’est la quête constante du chasseur d’images. Cela conduit-il tout droit au maniérisme froid !? N’en croyez rien. Une photo signifiante, c’est une photo fonctionnelle, dans le plus beau sens du terme, et l’on sait depuis longtemps, par l’étude morphologique des oiseaux ou des poissons, par les travaux des stylistes sur les objets usuels, que la pureté des formes est le résultat d’une adéquation aboutie à leurs fonctions. Et la fonction d’une photo, c’est sa capacité immédiate à synthétiser son propos. Le photographe ne se promène pas, bien sûr, avec la grille du nombre d’or dans le viseur, mais il l’applique généralement par intuition, avec l’inévitable et heureux infléchissement de sa sensibilité. La belle image, c’est une géométrie modulée par le cœur ».

Du 19 mai au 10 octobre 2021

À l’Espace Richaud

78, Boulevard de la Reine. 78000 Versailles

Du mercredi au dimanche de 14h à 18h

Tél. : 01 30 97 28 66

Visuels :

Affiche

Willy Ronis, Dans le parc du château de SansSouci, Potsdam (RDA), 1967

© Donation Willy Ronis, Ministère de la Culture, Médiathèque de l’architecture et du patrimoine, diff.RMNGP

Rencontres franco-allemandes, organe de l’association EFA, n° 50, janvier 1968 © donation Willy Ronis, ministère de la Culture – MAP, diff. RMN-GP

Du 20 mai au 30 septembre 2021

Au Palais

247 Route du Palais des Sports. 74120 Megève

Visuels :

Willy Ronis

Place de la République, 14 juillet 1936, Paris

Île Saint-Denis, nord de Paris, 1956

Jeanne et Jacques, près de Paris, 1937

Le Nu provençal, Gordes 1949

La forge chez Renault, Boulogne-Billancourt 1950

« Le Belleville de Willy Ronis / Suzhou / Maracana » par Fabrice Michelin
France, 2019
Sur Arte le 11 janvier 2019 à 16 h 30

Du 28 juin au 29 octobre 2017

Au Jeu de Paume – Château de Tours 

25, avenue André Malraux 37000 Tours
Tél. : 02 47 21 61 95
Du mardi au dimanche de 14 h à 18 h • Fermeture le lundi

Du 28 avril au 16 juin 2013
Au Museu Da Imagem e Do Som (MIS), São Paulo
Av. Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo, 01449-000, Brésil
Tél. : + 55 11 2117-4777
Du mardi au vendredi de 12 h à 22 h. Dimanche de 11 h à 21 h

Du 22 mars au 11 mai 2013
À la Galerie Camera Obscura
268, boulevard Raspai, 75006 Paris
Tél. : + 33 1 45 45 67 08
Du mardi au vendredi de 12 h à 19 h et le samedi de 11 h à 19 h
Vernissage le 21 mars 2013 à 18 h.

Jusqu’au 22 août 2010

Willy Ronis, une poétique de l’engagement

À la Monnaie de Paris :

11, quai de Conti, 75006 Paris

Tél. : 01 40 46 56 66

Du mardi au dimanche de 11h à19h, jeudi de 11h à 21h30

Fermeture le lundi

et

Willy Ronis

À l’Espace Simiane :

Mairie, 84220 Gordes

Tél. : 04 90 72 98 64

De 14 h à 18 h

Jusqu’au 3 octobre 2010

Willy Ronis, photographe d’un siècle

Au musée de l’Hôtel-Dieu :

1, rue Thiers, 78200 Mantes-la-Jolie

Tél : 01 34 78 86 60

Du lundi au vendredi (sauf mardi) de 13h à 18h. Samedi de 9h à 12h et de 13h à 19h. Dimanche de 13h à 19h

Visuels de haut en bas :

Willy Ronis, Autoportrait aux flashes, Paris, 1951
Tirage argentique
30 x 24 cm
Ministère de la culture et de la communication, Médiathèque de l’architecture et du patrimoine.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

Affiche reprenant Le Nu provençal, Gordes (Vaucluse), 1949
Tirage argentique
40 x 30 cm
Ministère de la culture et de la communication, Médiathèque de l’architecture et du patrimoine.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

Willy Ronis, Usine Lorraine-Escaut, Sedan, 1959
Tirage argentique
33 x 26 cm
Succession Willy Ronis, Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

Willy Ronis, Londres, Picadilly Circus le jour, 1955
Tirage argentique
25 x 17 cm
Succession Willy Ronis, Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

Willy Ronis, Le Vigneron girondin, 1945
© Succession Willy Ronis-Diffusion Agence Rapho

Willy Ronis, Carrefour Sèvres-Babylone, Paris, 1948
Tirage argentique
50 x 40 cm
Succession Willy Ronis, Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

Willy Ronis, Karl-Marx Stadt, 1967
Tirage argentique
40 x 60 cm
Succession Willy Ronis, Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

Willy Ronis, Rue Tholozé, Montmartre, Paris, 1956
© Succession Willy Ronis-Diffusion Agence Rapho

Les Amoureux de la Bastille, Paris, 1957
Willy Ronis
Photographie Willy Ronis
© ministère de la Culture et de la Communication

Willy Ronis, Volendam, Hollande, 1954
Tirage argentique
30 x 40 cm
Ministère de la culture et de la communication, Médiathèque de l’architecture et du patrimoine.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

Willy Ronis, Jardins du Trocadéro, 1970
© Succession Willy Ronis-Diffusion Agence Rapho

Willy Ronis, Lorraine en hiver, 1954
Tirage argentique
36 x 26 cm
Ministère de la culture et de la communication, Médiathèque de l’architecture et du patrimoine.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

La Péniche aux enfants, Paris, 1959
Willy Ronis
Photographie Willy Ronis
© ministère de la Culture et de la Communication

Place Vendôme, Paris, 1947
Willy Ronis
Photographie Willy Ronis
© ministère de la Culture et de la Communication

Willy Ronis, Fondamente Nuove, Venise, 1959
Tirage argentique
40 x 30 cm
Ministère de la culture et de la communication, Médiathèque de l’architecture et du patrimoine.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

Willy Ronis, Marché aux puces, 1948
Tirage argentique
40 x 30 cm
Succession Willy Ronis, Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky.
Photo Willy RONIS © Ministère de la culture et de la communication & Stéphane Kovalsky / dist. Agence Rapho

Les citations sont extraites des dossiers de presse.

Cet article a été publié le 12 août 2010, puis les 3 mai et 3 juin 2013, 19 octobre 2015, 17 décembre 2016, 27 octobre 2017, 12 janvier 2019. Il a été modifié le 3 octobre 2021.

[Source : http://www.veroniquechemla.info]

L’Alliance française, mais pas seulement, rend hommage au Pérou avec « La huella de Monsieur Chat » : une fresque artistique qui a vocation à capturer et représenter les relations existantes entre la France, la Suisse et le Pérou. Mais également un signe de coopération culturelle et d’amitié. 

ActuaLitté

La fresque a été réalisée par les artistes Monsieur Chat et Gabriel Alayza, et se trouve sur la surface du mur latéral de l’hôtel Pullman Lima Miraflores, situé sur l’Avenida Larco, bloc 11, à Miraflores.

« Cette œuvre d’art s’aligne sur notre marque, car elle met en évidence le message de liberté, d’égalité et de solidarité qui existe entre les différentes institutions participantes et qui est mis à l’honneur avec ce projet », a déclaré Milagros Calderón, directrice générale de l’hôtel Pullman Lima Miraflores.

L’opportunité de célébrer la diversité environnementale, culturelle et linguistique du Pérou, mais également des valeurs communes. Une devise générale, « Liberté, Égalité, Solidarité » : des valeurs communes qui favorisent la relation entre ces pays.

Le personnage “iconique” de Monsieur Chat

Le célèbre chat est né en 1997, inspiré par le dessin d’une petite fille. 24 ans plus tard, après l’avoir fait voyager sur tous les continents, Thoma Vuille, dit « Monsieur Chat », continue de faire peindre ce personnage iconique. L’optique constante : véhiculer un message d’espoir et de joie.

Figure emblématique du street art français, le chat jaune et joyeux sourit sur les façades de nombreux bâtiments, en France et dans le monde. Il égrène ses clins d’œil et « mets de l’humain et de l’amour dans la ville », comme le dit Thoma Vuille lui-même, l’artiste qui égaye la grisaille urbaine de son pinceau.

[Source : http://www.actualitte.com]

Les résultats de cette étude s’inscrivent dans le sens de l’«hypothèse de la biodiversité».

L’étude a comparé les microbiotes d’enfants issus de garderies urbaines dont les cours étaient plus ou moins végétalisées.

Repéré par Nina Hossein 

Jouer dans la verdure et le sous-bois d’une mini-forêt pendant un mois seulement peut suffire à changer le système immunitaire d’un enfant, selon une expérience menée en Finlande. Dans le cadre d’une étude, les microbiotes de fillettes et de garçonnets âgés de 3 à 5 ans issus de milieux urbains ont été analysés. Les enfants étaient répartis en deux groupes: ceux qui jouaient dans des cours en béton et gravier et ceux qui jouaient dans des espaces verts aménagés avec de l’herbe et des sous-bois forestiers.

«L’hypothèse de la biodiversité» pour un microbiote sain

L’impact de l’environnement sur le système immunitaire est une théorie connue sous le nom d’«hypothèse de la biodiversité». Selon cette dernière, les maladies d’origine immunitaire se développent davantage dans les espaces où la biodiversité est faible. En d’autres termes, les zones urbaines fragilisent les microbiotes des individus. Les résultats de l’étude finlandaise vont tout à fait dans le sens de cette théorie.

«Les résultats de cette étude soutiennent l’hypothèse de la biodiversité et le concept selon lequel une faible biodiversité dans le milieu de vie moderne peut conduire à un système immunitaire non éduqué et par conséquent augmenter la prévalence des maladies à médiation immunitaire», commentent les scientifiques de l’Université d’Helsinki. L’étude a comparé les microbes environnementaux d’enfants issus de dix garderies urbaines dont les cours étaient plus ou moins végétalisées. Dès le 28e jour, les résultats étaient sans appel.

En testant le microbiote de la peau et des intestins des enfants, l’équipe de recherches a découvert qu’il s’était amélioré chez ceux qui avaient eu accès cinq fois par semaine aux espaces verts. La population de microbes a ainsi augmenté en diversité –signe d’un système immunitaire globalement sain et prêt à se protéger d’éventuelles attaques. Néanmoins, l’étude devra être menée à plus grande échelle afin de confirmer les résultats et de valider la relation causale.

 

 

[Photo : Annie Spratt via Unsplash – source : http://www.slate.fr]

Les adversaires des écoles immersives en langues régionales s’inquiètent du niveau de leurs élèves en français. A ceci près qu’il est… meilleur que la moyenne.

Écrit par Michel Feltin-Palas

Le Conseil constitutionnel en a ainsi décidé : les écoles immersives en langues régionales sont contraires à la Loi fondamentale. En cause : leur incompatibilité supposée avec cet alinéa de l’article 2 : « La langue de la République est le français » (adopté en 1992, je le mentionne au passage, pour lutter contre… l’anglais). Quant à Jean-Michel Blanquer, qui a téléguidé sa saisine, il s’inquiète officiellement pour le niveau en français de leurs élèves (1). Je n’étonnerais personne en écrivant que je conteste ces prises de position sur le fond dans la mesure où elles mettent en danger la diversité culturelle de notre pays. Mais c’est sur un autre terrain que j’aimerais me placer cette semaine, celui des simples faits.
Rappelons d’abord que l’enseignement immersif consiste à dispenser en langues régionales la plupart des cours, qu’il s’agisse de l’histoire, des sciences naturelles ou des mathématiques. À la maternelle et au CP, la langue régionale est même utilisée de manière exclusive car c’est l’âge auquel les enfants apprennent le plus facilement. Le français, lui, est intégré progressivement, à raison de trois heures en CE1, quatre heures en CE2, cinq heures en CM1 et six heures en CM2, par exemple, pour les calendretas (écoles immersives en occitan). Pourquoi ce choix ? Pour une raison évidente : en métropole, les enfants évoluent désormais dans une société totalement francophone. En famille, à la télévision, sur Internet, au foot ou au conservatoire, la majorité d’entre eux vit en français. Dès lors, seul un « bain linguistique » tel qu’il est pratiqué par l’enseignement immersif leur permet d’acquérir une certaine aisance dans la langue régionale. En sachant que ces vingt-quatre heures hebdomadaires restent largement inférieures à la totalité de vie éveillée d’un enfant (environ cent heures par semaine).
Y a-t-il néanmoins un risque de voir ces enfants ne pas maîtriser correctement le français ? C’est la crainte de Jean-Michel Blanquer, même si, de manière curieuse – à moins que ce ne soit très volontaire – le ministère de l’Éducation nationale n’a jamais réalisé d’enquêtes globales sur le sujet. On dispose en revanche de plusieurs études ponctuelles, que cite le rapport Euzet-Kerlogot, du nom des deux députés missionnés par le Premier ministre sur ce sujet.
La première a été réalisée dans le réseau Diwan (breton) en 2019 par les très sérieuses Inspections générales de l’Éducation nationale et de l’Administration, de l’Éducation nationale et de la Recherche (rapport Yves Bernabé- Sonia Dubourg-Lavroff). Voici ses conclusions : « Le réseau obtient aux évaluations d’entrée en sixième, au diplôme national du brevet, au baccalauréat, des résultats meilleurs que ceux de la moyenne nationale. Les résultats aux évaluations d’entrée en sixième montrent que les compétences attendues sont bien atteintes à la fin du CM2. » Les chiffres fournis par les inspecteurs concernant le brevet des collèges tournent carrément au plébiscite : 98,64 % de réussite pour Diwan en 2016 contre 87,9 % au niveau national ; 99,16 % en 2018 contre 87,30 %!
À l’inverse, enseigner le français et le breton à parité horaire, comme le souhaite Jean-Michel Blanquer, reviendrait à réduire l’exposition hebdomadaire des enfants à la langue régionale à seulement douze heures, ce qui ne permet pas de former de bons locuteurs. Ce que confirment d’ailleurs d’autres statistiques du rapport Bernabé-Dubourg-Lavroff : le niveau en breton des élèves qui suivent un enseignement à parité horaire est largement inférieur à celui de leurs camarades des écoles immersives Diwan. (2)
La seconde étude, menée par l’Office de la langue basque (où l’État est présent au côté des collectivités territoriales) concerne les élèves de CE1 – niveau où l’enseignement du français commence tout juste à être introduit. Verdict ? Lors des évaluations nationales, « les enfants ayant suivi l’expérimentation 100% basque à l’école maternelle ne présentent pas de déficit en français en CP (…), voire ont de meilleurs résultats sur la plupart des items évalués quant à la maîtrise de la langue que les élèves ayant suivi un enseignement exclusivement en français. »
Certes, ces données doivent être analysées avec prudence, dans la mesure où elles concernent de faibles effectifs et peuvent être influencées par la classe sociale des parents. Il demeure qu’à ce stade, rien, strictement rien, ne prouve que les élèves de ces établissements rencontrent de quelconques difficultés en français – bien au contraire.
Cela n’a d’ailleurs rien d’étonnant compte tenu des effets favorables bien connus du bilinguisme précoce sur la réussite scolaire. « Le fait de passer en permanence d’une langue à l’autre accélère le développement des fonctions cérébrales permettant la flexibilité cognitive », souligne ainsi la psycholinguiste Ranka Bijeljac-Babic (3).
Ces bons résultats sont d’ailleurs conformes à ce que l’on observe à l’étranger. Le rapport Euzet-Kerlogot rappelle ainsi que l’enseignement immersif en langues régionales s’inspire directement du Canada, où il a été mis en place pour sauver… le français, menacé par la prédominance anglophone ! Quant à moi, qui ai toujours eu l’esprit taquin, je ne peux m’empêcher d’ajouter que cette méthode supposée néfaste est appliquée avec les encouragements du même Jean-Michel Blanquer dans… les lycées français à l’étranger.
Peut-on enfin rappeler que la méthode immersive fut aussi celle utilisée sans ménagement par l’école publique depuis le début de la IIIe République au profit du français ? À une – grande – différence près : les fameux « hussards noirs » pratiquaient une immersion forcée, répressive et exclusive, puisque les enfants surpris à parler corse, breton ou basque étaient punis, voire humiliés. « Rien de tel dans les écoles immersives en langue régionale, qui reposent entièrement sur le volontariat, ne sanctionnent aucun élève désireux de parler français et visent le bilinguisme », souligne Jean-Louis Blenet, président de l’Institut supérieur des langues de la République française.
Qu’en conclure, sinon que Jean-Michel Blanquer comme les membres du Conseil constitutionnel semblent en l’espèce agir sous l’empire de l’idéologie, sans considération aucune pour les faits ? L’un des soi-disant « sages » l’a d’ailleurs confié au lendemain de la décision : « Franchement, nous étions plusieurs à ignorer totalement ce qu’était l’enseignement immersif. »
C’est le moins que l’on puisse dire.
(1) Il avait notamment déclaré au Sénat le 21 mai 2019 à propos des écoles Diwan : « D’un point de vue pédagogique, il y aurait beaucoup à discuter autour de ça. On pourrait arriver à dire que cognitivement, ce n’est pas si bon que ça, précisément si l’enfant est mis dans la situation d’ignorer la langue française. »
(2) Cela n’empêche pas ledit rapport de préconiser de manière paradoxale l’arrêt de la méthode immersive dans le réseau Diwan. Autre indice de l’idéologie hostile du ministère de l’Education nationale sur ce sujet.
(3) L’enfant bilingueRanka Bijeljac-Babic, Odile Jacob.

 

[Source : www .lexpress.fr]

Es presenten diversos documents per a l’ús d’un llenguatge inclusiu, no només en allò que fa referència al masculí i femení, sinó també a col·lectius diversos.

 Font: Tim Mossholder

L’objectiu més general de la comunicació inclusiva és donar rellevància a la presència dels dos sexes. Font: Tim Mossholder

Escrit per Joan Rosinach

El llenguatge emprat al llarg de la història de la humanitat havia pretès, de d’un principi, tenir un estàndard neutre. No obstant això, la realitat és que l’ús del genèric del masculí per anomenar tot allò referent als dos gèneres ha acabat, d’alguna manera, invisibilitzant a les dones. L’objectiu més general de la comunicació inclusiva és donar rellevància a la presència dels dos sexes en els diferents missatges emesos i evitar també l’ús d’imatges que puguin afectar la dignitat de dones o homes o que transmetin estereotips sexistes.

Des de fa un temps, diverses organitzacions fan servir en les seves comunicacions l’ús d’un llenguatge inclusiu, no només en allò que fa referència al masculí i femení, sinó també als diversos col·lectius que avui dia conformen la societat. Parar atenció en què els termes usats tinguin en compte la manera com les persones volen ser anomenades, fugir de determinades paraules i expressions que estan connotades molt negativament i evitar certes associacions són un pas fonamental per recollir i reconèixer la diversitat.

A continuació, es presenten algunes guies que poden ajudar a les entitats en el camí cap a la utilització d’un llenguatge inclusiu en la seva tasca diària.

 Font: Pierre Bamin

Diverses organitzacions ja fan servir en les seves comunicacions l’ús d’un llenguatge inclusiu. Font: Pierre Bamin

Guia de Comunicació Inclusiva. Grup Alba

Aquesta guia, publicada pel Departament de Cultura de la Generalitat de Catalunya el març de 2021, està destinada a les administracions públiques, els mitjans de comunicació i tots els agents socials. L’objectiu és fer un tractament de la discapacitat amb un llenguatge adequat, lliure d’estereotips i que utilitzi la terminologia amb què les persones amb discapacitat se senten més identificades, per contribuir a donar-ne una imatge objectiva i a afavorir-ne la inclusió social.

Guia de llenguatge inclusiu en el tractament de persones amb discapacitat

Aquest document creat per l’Ajuntament de Barcelona, parteix de la importància de l’ús d’un llenguatge no sexista per ajudar a crear un món més just i igualitari. La guia compta amb una llarga llista d’exemples i propostes d’un llenguatge inclusiu i no sexista, i ho ofereix per mitjà d’un disseny molt visual que permet la captació ràpida dels conceptes. A banda de la llengua i les imatges, també exposa que qualsevol tipus de contingut ha de ser inclusius per fomentar la participació femenina i corregir la tendència a un enfocament androcèntric dels relats.

10 punts per visibilitzar les dones en el llenguatge

Elaborada per un grup d’alumnes de l’Institut Gaudí de Reus l’any 2017, aquesta guia proporciona eines a la comunitat educativa per ajudar en la millora de l’ús del llenguatge dins i fora de les aules. El document és fruit de l’observació del material que utilitza el centre educatiu i l’anàlisi d’enquestes contestades pel professorat i per l’alumnat, en què es van detectar diverses mancances a l’hora d’utilitzar un llenguatge inclusiu. Exposa la coeducació com un mètode educatiu que es fonamenta en el principi de la igualtat entre sexes i la no discriminació.

Transgenere’m, promoció per la Igualtat de Gènere

Publicada per l’ Il·lustre Col·legi de l’Advocacia de Barcelona en el marc del seu Pla Integral 2018-2021, aquesta guia pretén ser un instrument que contribueixi a l’ús de termes i expressions lliures de sexisme. El document ho aborda des de dues principals vessants, la presa de consciència que la forma de comunicar-nos pot ser discriminatòria i excloent; i facilitant recursos que permetin assolir una comunicació inclusiva i no sexista, que doni visibilitat i reconegui per igual a dones i a homes, evitant ambigüitats.

Llenguatge inclusiu i no sexista

Amb aquesta guia, publicada l’any 2011, es vol desemmascarar i aportar solucions a alguns usos androcèntrics del llenguatge, com aquells que invisibilitzen o fan difícil imaginar en un àmbit determinat la presència o l’actuació de les dones. S’entén per usos sexistes els que menystenen o desvaloren un dels dos sexes. El document també descriu diverses estratègies lingüístiques que la llengua mateixa ens forneix per tenir alternatives a l’ús del masculí com a genèric.

Guia per a l’ús no sexista del llenguatge a la Universitat Autònoma de Barcelona

Publicada per la Mesa per a la Diversitat en l’Audiovisual del Consell de l’Audiovisual de Catalunya (CAC), aquesta publicació vol contribuir a integrar la diversitat de la societat catalana en l’ús d’un llenguatge inclusiu, que eviti els estereotips i no suposi cap barrera o menysteniment per a les persones o els col·lectius. Recull diverses propostes per evitar un llenguatge discriminador o que incorpori prejudicis, evitar les concepcions xenòfobes i paternalistes, i les atribucions tòpiques.

Guia de llenguatge inclusiu

Es tracta d’una eina, publicada per la Generalitat de Catalunya el 2011, que vol facilitar la consulta i resolució de dubtes pel que fa a l’ús d’estratègies i recursos lingüístics en els textos de l’Administració pública. El document insisteix a no abusar de determinats recursos, s’hi indiquen límits i es fan certes apreciacions per evitar que es facin servir solucions concretes d’una manera mecànica. Es normalitza l’ús del masculí com a categoria gramatical no marcada i, al mateix temps, es reivindica l’ús de formes dobles per precisar o emfasitzar la referència a homes i dones.

Guia d’usos no sexistes de la llengua

Emmarcada dins del Pla d’Igualtat del Grup Alba, aquesta guia de comunicació inclusiva publicada el 2021 compta amb recursos, estratègies i activitats que permeten reflexionar al voltant la llengua i la comunicació. S’hi troben alternatives a aquelles expressions o paraules que en el nostre context sociocultural actual es consideren discriminatòries. Parteix de la idea que en la comunicació també cal tenir en compte altres factors, com són el tractament de la imatge i l’accessibilitat de la comunicació.

 

[Font: http://www.xarxanet.org]

La literatura no es un programa político, sino un testimonio que refleja la perspectiva de una época. Quemar libros nunca será un gesto de reconciliación

‘Tintín en América’

Un consejo de escuelas católicas de la provincia de Ontario ha enviado a la hoguera cinco mil libros y cómics que supuestamente propagaban “estereotipos negativos sobre los aborígenes”. Entre los títulos seleccionados se encuentran obras de Tintín, Astérix, Lucky Luke y Disney. “Es un gesto de reconciliación con las Primeras Naciones, y un gesto de apertura hacia las otras comunidades presentes en la escuela y en nuestra sociedad”, ha declarado Lyne Cossette, portavoz del Consejo Escolar Católico Providence. La noticia puede interpretarse como un triunfo de la oleada de estupidez que barre el planeta bajo la bandera de la corrección política. Una nueva inquisición prospera disfrazada de adalid del progreso y la integración. Imagino que el siguiente paso será arrojar al fuego a Homero, Dante, Cervantes y Shakespeare, pues todos ellos incurren en el mismo pecado. Se olvida que la literatura no es un programa político, siempre atento a complacer a los posibles votantes, sino un testimonio que refleja la perspectiva de una época.

Para los griegos, el mundo se dividía en “civilizados” y “bárbaros”. Por supuesto, la civilización solo comprendía los territorios de la Hélade. Todo lo que se situaba más allá pertenecía al mundo oscuro y primitivo de los pueblos salvajes. En la Ilíada, se presuponía la superioridad de los que hoy llamamos griegos y que por entonces solo eran un conjunto de ciudades o poleis, a veces simples campamentos con una organización muy elemental. Su derecho a conquistar y someter al resto de los pueblos se consideraba un principio indiscutible. En la Grecia arcaica, los valores se acuñaban en el campo de batalla. La guerra se exaltaba como la actividad más noble que cabía imaginar, y la piedad, lejos de concebirse como una virtud, se juzgaba como un gesto de debilidad. Cuando algún guerrero suplicaba por su vida en el cerco de Troya, la compasión se despachaba como una reacción vergonzosa. La areté (virtud, excelencia) ordenaba atravesar con la espalda o la lanza al enemigo derrotado. Paul Valéry se escandalizaba con esas conductas, sin comprender que la ética posee una historia y, en aquella etapa, aún no habían irrumpido valores como la libertad, la paz y la solidaridad. La Ilíada no es inmoral. Simplemente, expresa la moralidad de otro tiempo.

Si nos desplazamos hasta el siglo XII, descubrimos que la imaginación de Dante aventuró unos castigos inhumanos para conductas que hoy nos parecen legítimas. En el séptimo círculo del Infierno de su Comedia, los sodomitas deambulan por un desierto que soporta una lluvia de fuego. Eso sí, sus endecasílabos no son tan feroces con ellos como con los suicidas, los blasfemos o Mahoma, al que sitúan en el octavo círculo, horriblemente mutilado. ¿Es la Comedia, declarada ‘Divina’ por Boccaccio y la posteridad, un alegato contra el Islam y la diversidad sexual? ¿Debería arder, como los álbumes de Tintín, Astérix y Lucky Luke? Si utilizamos los razonamientos que han condenado a las llamas a los personajes de Hergé y Gosciny, no será posible absolver al poeta florentino. El caso de Cervantes es similar. En La gitanilla, escribe: “Parece que los gitanos y gitanas solamente nacieron en el mundo para ser ladrones: nacen de padres ladrones, críanse con ladrones, estudian para ladrones y, finalmente, salen con ser ladrones corrientes y molientes a todo ruedo; y la gana del hurtar y el hurtar son en ellos como accidentes inseparables, que no se quitan sino con la muerte”. En Los baños de Argel, Cervantes no se muestra más amable con los judíos, a los que acusa de “mezquinos”. En El amante liberal, añade que son “codiciosos” y, en la segunda parte del Quijote, Sancho Panza esgrime como mérito ser “enemigo mortal” de los judíos. Dante y Cervantes comparten los prejuicios de su tiempo y los vierten en su escritura. Sería absurdo exigirles que razonaran como intelectuales educados en la resaca del Mayo del 68, dispuestos a batir el cobre por un mundo más igualitario e inclusivo.

William Shakespeare no escatimó desdén al judío Shylock, el usurero de El mercader de Venecia. Shylock presta a Bassano, un noble empobrecido, tres mil ducados para seducir a la rica heredera Porcia, imponiendo como condición la entrega de una libra de su propia carne, si no devuelve el dinero en la fecha acordada. Al igual que Cervantes, es probable que Shakespeare no llegara a mantener ningún contacto con los judíos, pues fueron expulsados de Inglaterra el 18 de julio de 1290 y Oliver Cromwell no autorizó su regreso hasta 1656, cuarenta años después de la muerte del dramaturgo. El mercader de Venecia solo se hace eco de una hostilidad generalizada hacia un pueblo al que se responsabilizaba de un deicidio. El antisemitismo era un sentimiento tristemente generalizado en la Europa cristiana hasta que la Shoah obligó a recapacitar y cambiar de perspectiva.

En La fierecilla domada, Shakespeare incurre en otro prejuicio de su época: el machismo. La indómita Catalina Minola será sometida por Petruchio, que aplacara su furia con una mezcla de ingenio y brutalidad. Blanca, hermana pequeña de Catalina, encarna en cambio las virtudes que se exigen a las mujeres: dulzura, sumisión, paciencia infinita. Shakespeare, considerado por Harold Bloom el autor más completo de todos los tiempos, acumula cargos gravísimos, si enjuiciamos sus obras con la mentalidad de nuestros días. Sus obras no se librarían de las hogueras donde hoy se chamuscan personajes tan entrañables como el capitán Haddock, Silvestre Tornasol y Obélix. Por cierto, los amantes de los animales, entre los que me incluyo, tal vez deberíamos alzar la voz por Jolly Jumper, Milú o Ran Tan Plan, que comparten hoguera con sus amigos humanos.

Desde niño, leo con fervor las aventuras de Tintín, Astérix y Lucky Luke. Ese hábito, que conservo, no me ha convertido en simpatizante del Ku Klux Klan. Conviene aclarar que el reportero del mechón pelirrojo no es racista. De hecho, se indigna cuando en Estados Unidos las compañías petroleras se apoderan del territorio de los Pies Negros para explotar sus yacimientos. No se enfada menos cuando descubre los abusos que cometen los occidentales en Shanghái contra la población local. Cuando un blanco golpea a un chino, sale en su defensa. En Perú, se comportará de igual modo protegiendo a Zorrino, un niño quechua al que maltrataban unos adultos. Es cierto que en el Congo no parecerá incómodo con el colonialismo, pero no olvidemos que en esas fechas Hergé era un joven de veintitrés años bajo la influencia del padre Wallez, un sacerdote ultraconservador que simpatizaba con Mussolini. Más adelante, se arrepentiría de haber enviado a Tintín a la colonia belga, pero no está de más recordar que en esos años casi nadie cuestionaba el derecho de Europa a poseer territorios en otros continentes.

Astérix y Lucky Luke no incurrirán en esos pecados de juventud. Astérix siempre apoyará a los pueblos que luchan contra la dominación romana y Lucky Luke mantendrá un trato amistoso con los pieles rojas, los chinos y los negros. Tintín, Astérix y Lucky Luke no merecen arder en una pira para borrar agravios cuya responsabilidad corresponde al poder político y a los prejuicios ideológicos y sociales. Sus aventuras no son ofensivas para los pueblos esclavizados y explotados por los blancos. Quemarlas es un acto de odio y majadería que solo contribuye a exacerbar los conflictos y malentendidos.

¿Está el arte al margen de la moral? Pienso que no. Las películas de Leni Riefenstahl o El nacimiento de una nación, de David W. Griffith, siempre estarán contaminadas por su exaltación del racismo y la violencia. No expresan la moral de su tiempo, sino el odio y la intransigencia de los sectores opuestos a las libertades democráticas y los derechos humanos. En cambio, la Ilíada no es la obra de una minoría que se resiste a los cambios, sino de un pueblo que está configurando su identidad en un período donde la guerra aún se consideraba un recurso legítimo. Pese a sus rasgos de crueldad, también hay momentos de grandeza y compasión. Aquiles se apiada Príamo y le permite recuperar el cadáver de su hijo Héctor, al que ha matado en el campo de batalla, para honrarlo con las ceremonias fúnebres que corresponden a un guerrero.

Podríamos decir lo mismo de Dante, Cervantes y Shakespeare. Participan de los prejuicios de su época, pero sus obras albergan belleza, compasión y ternura. Quemar libros nunca será un gesto de reconciliación. No sé si en esta ocasión procede aplicar la reflexión de Heine, según el cual las hogueras que reducen los libros a cenizas siempre acaban haciendo lo mismo con los seres humanos, pero no creo que salga nada humano ni digno de arrojar al fuego a Tintín. Yo he sentido que ardía una parte de mi vida y he recordado al capitán de los bomberos de Fahrenheit 451, la terrorífica distopía de Ray Bradbury, afirmando: “No aflijamos a los hombres con recuerdos. Que olviden. Quememos, quemémoslo todo. El fuego es brillante y limpio. […] No les des materias resbaladizas, como filosofía o psicología, que engendran hombres melancólicos. El que pueda instalar en su casa una pared de TV, y hoy está al alcance de cualquiera, es más feliz que aquel que pretende medir el universo o reducirlo a una ecuación”.

[Fuente: http://www.elcultural.com]
Andrée Zana Murat, journaliste et restauratrice dans un théâtre parisien, a publié « La cuisine juive tunisienne ». Un recueil clair, précis, didactique, de 320 recettes de mets juifs tunisiens – entrées, mets à base de poissons et viandes, entremets -, souvent associés aux fêtes, agrémentées de conseils et souvenirs familiaux, mais trop rarement illustrées. Article republié à l’approche de Yom Kippour 5782. Je remercie Ilana Ferhadian, Christophe Dard et Radio J de cesser de me plagier et d’indemniser mes préjudices.
 
Publié par Véronique Chemla
 
Albin Michel a réédité « La cuisine juive tunisienne » par Andrée Zana Murat. 
 
Encore un livre de recettes juives ? Oui. Et un bon.
 
Variété, générosité
La cuisine juive tunisienne ? On n’ose pas dire que c’est la meilleure, car on va nous prendre d’un coup d’œil. Bon, je porte la main de Fatma. Cela devrait suffire à écarter le mauvais œil…
 
Foin d’ironie.
 
Jadis vilipendée – « trop grasse », « fait grossir » -, parfois réduite au couscous-boulettes, la gastronomie juive tunisienne bénéficie depuis quelques décennies de la vogue du « régime crétois » ou « méditerranéen » sain, de la mode pour des repas conjuguant huile d’olive, céréales, poissons – boutargue, thon, mulet, daurade, merlan, « petite friture » de sardines -, légumes et fruits frais, en un dosage judicieux de protéines, glucides et lipides.
 
Cette cuisine familiale a gagné en légèreté avec la substitution d’une cuisson grillée du poisson à la friture. Et encore, de nouvelles friteuses requièrent une dose minimale d’huile.
 
Enseignante, journaliste, Andrée Zana Murat souligne la diversité de la « cuisine juive tunisienne » : « subtil métissage de cultures, de couleurs et de saveurs, nourries de diverses influences – turque, grecque, italienne… –, la cuisine juive tunisienne, qui se transmet de mère en fille, en belle-fille, en petite fille, est conviviale, généreuse et économe ». C’est oublié un peu vite le rôle des Juifs tunisiens qui aiment faire le marché, ne dédaignent pas les fourneaux, se piquent de savoir mieux que leurs épouses la vraie recette du couscous ou de la tafina
 
Plus d’une accumulation de mets, la cuisine juive tunisienne s’avère un art de vivre, de se détendre, de critiquer, de se retrouver, d’assurer des transmissions identitaires entre générations. Une cuisine intimement liée aux fêtes. Ainsi, le premier jour de Shaouot, les Juifs consomment des produits lactés.
 
Aux classiques couscous, tajine, brick, harissa, merguez, ou loukoum, Andrée Zana Murat adjoint la marmouma, le nikitouche, la pkaïla, la fourma, des manicotti, le torchi, l’akoud (orkod), le complet de poisson et lablabi
 
Des entrées aux desserts, via les boissons, son livre réunit 320 recettes, « mémoire d’une communauté avec ses secrets et ses anecdotes », et ses souvenirs d’enfant jouant dans la distillerie familiale Zana, admirative de la « mystérieuse fabrication » de la boukha, eau-de-vie de figues distillées.
 
« Trucs, tours de main (« le secret de ma mère »), ou précisions sur l’origine des plats », leur déclinaison au fil des saisons, « viennent enrichir le fil de la transmission ».
 
Habilement, Andrée Zana Murat mêle les prescriptions de la cacherout – laver et saler la viande avant de la cuisiner, etc. – à la confection des repas. Judicieusement, elle indique les mets associés aux fêtes juives, tels le msoki et les sfirès (fritèches) de Pessah (Pâque juive, 14-22 Nissan).
 
À la lecture du livre, on se rend compte de la richesse d’associations – légumes (gombos, tomates, poivrons, aubergines), herbes fines (persil, coriandre), épices (cumin, carvi, cannelle, tabel), fruits (amandes, dattes, citron) – et des saveurs subtiles de cette gastronomie juive tunisienne populaire, de certains mets désormais difficilement réalisables faute des ingrédients : disparition des amandes amères – on peut cependant recourir au sirop d’orgeat – pour les pâtisseries, substitution de boyaux synthétiques aux boyaux des bœufs pour les osbanasExit la cervelle depuis la « crise de la vache folle ».
 
Parfois, on sursaute en lisant certaines recettes : par exemple, une chakchouka sans poivron – quésaco ? C’est comme une tarte aux fraises sans fraise. À la bintje, variété de pommes de terre à chair farineuse conseillée par Andrée Zana Murat, on préférera celles nouvelles à chair ferme (Amandine) qui tiennent mieux à la cuisson.
 
De très rares oublis, tels les kouclês, spécialité de boulettes à base de viande hachée salée et poivrée relevée d’harissa, et bouillies avec les boulettes « classiques », le ragoût (tajine) de viande de bœuf aux abricots concocté par des Juifs livournais, les pains italiens et tabounas

Quant à l’assiette tunisienne – brick aux pommes de terre et de la viande hachée, torchiminina, tranches de salami ou de mortadella, olives vertes salées, navettes apéritives farcies au thon, mini-pain italien -, sa présentation lacunaire empêche d’évoquer la charcuterie.

 
Clair, illustré de quelques dessins, La cuisine juive tunisienne bénéficie d’un précieux index des recettes. De manière regrettable, manquent des photographies des mets si colorés – tonalités ambrées au noir intense – pour ceux qui les ignorent. Une gastronomie nourrissante, un festin non seulement pour les papilles, mais aussi pour les yeux et l’odorat sensible aux harmonies des épices et des herbes fines.
 
Andrée Zana Murat dirige depuis une dizaine d’années le restaurant le Café Guitry » au théâtre Edouard VII dont le directeur est son époux, le metteur en scène Bernard Murat.
 
Avec La cuisine juive tunisienne, elle a signé un livre de référence généreux, pour gourmands et gourmets, une encyclopédie émouvante. Bref, un kif !
 
Andrée Zana MuratLa cuisine juive tunisienne. Albin Michel, 2016. 352 pages. 17,50 €. EAN13 : 9782226322180
 
 
Les citations proviennent du communiqué de presse. Cet article a été publié le 20 avril 2016, puis le :

– 4 juin 2016 à l’approche de Shavouot, fête juive pour laquelle le MAHJ (Musée d’art et d’histoire du Judaïsme)  propose un atelier culinaire le 5 juin 2016. Le premier jour de Shaouot, les Juifs consomment des produits lactés.
 septembre 2016 à l’approche de Roch HaChana 5777 (nouvel an juif) les 1er et 2 Tichri (3 et 4 octobre 2016). Cette fête juive rappelle « la création d’Adam et Eve, créés à l’image divine, et dont descend l’humanité tout entière, et la ligature d’Isaac, quand l’Éternel refusa le sacrifice humain pour le sacrifice animal » ;
– 29 septembre 2017. Article republié à l’approche de Yom Kippour 5778 ;
– 19 septembre 2018. Article republié à l’approche de Yom Kippour 5779 ;
– 28 septembre 2019. Article republié à l’approche de Roch Hachana 5780 ;
– 29 septembre 2020. Article republié à l’approche de Yom Kippour 5781.
 
[Source : http://www.veroniquechemla.info]

O escritor peruano afincado en Barcelona publica unha novela sobre o fanatismo, o silencio e os segredos familiares

O autor de orixe peruana Santiago Roncagliolo (Lima, 1975).

Escrito por ENRIQUE CLEMENTE

E líbranos do mal (Seix Barral) é unha novela de formación que funciona como un thriller literario. O protagonista é Jimmy, un mozo de orixe peruana que vive en Nova York e decide viaxar a Lima para coidar á súa avoa enferma. Alí irá descubrindo o escuro segredo que o seu pai nunca quixo desvelar. O libro de Santiago Roncagliolo, (Lima, 1975), residente en Barcelona desde hai dúas décadas, pon sobre a mesa a crúa realidade do fanatismo relixioso, o abuso de poder e a pederastia.

—¿Como ideou esta novela?

—Xurdiu dun caso que se fixo público en Lima. Eu coñecía a xente que estivera na congregación na que sucedeu. O que máis me impactou foi como todo o horror ocorreu sen que ninguén falase diso durante moitos anos, aínda que estaba a pasar detrás dunha porta próxima. E decidín escribir unha novela sobre a complicidade do silencio, sobre todas as cousas terribles que suceden e non se din nunha familia, pero tampouco nunha clase social.

—A novela é como un quebracabezas no que o lector enche os ocos.

—Gústame que o lector faga o mesmo viaxe que o protagonista e teña os seus mesmas limitacións, Jimmy non acaba de saber nunca que está a ocorrer, aínda que o intúe. Nunca ve ao monstro de maneira total, vaino vendo, como eu mesmo, por pequenas regañas que lle abren algúns personaxes, e ten que decidir, e con el tamén o lector, non só que pasou, senón quen é a vítima e quen é o victimario, porque se confunden.

—¿Esta novela é unha forma de exploración interior do autor, de vostede mesmo, alguén que se sente estranxeiro en todas partes?

—Eu teño unha mirada moi rara das cousas, que é a que lle dou a Jimmy, a dun estranxeiro que descobre que unha parte de si mesmo está noutro país. É o que nos pasa a todos os emigrantes. As miñas últimas novelas tratan de dicir aos meus fillos cal é a miña historia, que tamén é a súa, e de explorar un territorio que está no pasado, que xa non existe, que non está aquí nin alá. O pasado é un país estranxeiro e é o meu. Os personaxes das miñas novelas nunca terminan de encaixar, é unha constante. Interésanme os que non atopan o seu sitio no mundo que os rodea, os que sempre están un pouco desfasados. Na novela cada personaxe constrúe a súa visión do pasado, a que máis lle convén ao seu presente, porque o pasado tamén é unha ficción que nos contamos no presente para afirmar o que somos agora. Non sempre ten moito que ver co que de verdade ocorreu.

—Os segredos de familia acaban aflorando e cambiando a vida dos seus membros.

—Xogo co thriller, cos segredos familiares, co ben e o mal, pero que todo conduza a unha reflexión sobre os personaxes, que teñen moito de todos nós. Incluso os máis monstruosos desta novela están alimentados por algo tan desesperado como a súa necesidade de amor. Todos necesitan amor e en particular o dun pai, e cando non coñeces o amor confúndelo con calquera cousa. Esta é unha historia sobre as enfermidades do amor.

—¿Pódese facer un paralelismo, salvando as distancias, entre o grupo terrorista Sendero Luminoso, sobre cuxo líder, Abimael Guzmán escribiu un libro, e estas congregacións ultracatólicas?

—Tamén era unha seita. Vivimos nun mundo bastante sectario, cada vez máis as persoas escollemos a nosa tribo ideolóxica, nacional ou de calquera bandeira e aferrámonos a ela, e creemos que nos defende dun mundo exterior que nos dá medo. O extremo son grupos tan pechados e perigosos como a seita desta novela ou Sendero Luminoso. Ambas captan a mozos adolescentes que non están contentos coa vida que se lles ofrece, queren algo máis, unha misión, un pai e unha familia.

—A súa novela foi censurada en México. ¿Como llo explica?

—Unha cadea de librerías rexeitou o libro por falar de abusos, tamén o fai con moitos outros por falar de relacións homosexuais ou de diversidade sexual. Pero non só eles, o algoritmo de moitas redes sociais tamén segrega a visibilidade segundo detecta certos temas, estamos rodeados de moitos vetos invisibles. No caso da miña novela non me podo queixar, primeiro porque a vexan tan perturbadora que non se atrevan a vendela. Pero o máis fascinante é que isto creou unha gran campaña, primeiro nas redes e logo nos medios, que creceu e fixo que a cadea aceptase o libro. Os lectores salvárono, pero o debate quedou aberto sobre cales son os filtros do que podemos ler, que son tamén os límites dos temas sobre os que podemos pensar.

—A súa novela lembra a Juan Rulfo.

—Dixéronmo en México, non o pensei mentres a escribía, pero eu sempre lin a Rulfo como un escritor de pantasmas e eu tamén son un escritor de pantasmas, sobre todo cando falo do pasado. Esta é unha novela sobre pantasmas que se resisten a desaparecer, que seguen vivos mentres alguén os lembre.

«Non sabemos suficientes cousas de quen é o presidente Castelo»

Roncagliolo fala da situación política de Perú. El non votou a ningún dos dous candidatos á presidencia, Pedro Castelo, que logrou a vitoria e xa goberna, e Keijo Fujimori, o seu opoñente. Asegura que esta «reproduciu as estratexias da extrema dereita, de Trump, de deteriorar o sistema para desacreditar a súa derrota, pero tamén o puido facer porque Castelo é especialmente débil, silencioso». A súa chegada ao poder foi recibida con incerteza, caídas na bolsa e unha forte depreciación da moeda,

—¿Que opinión merécelle o novo presidente, Pedro Castelo?

—Foi posto polo líder do seu partido, que está inhabilitado por corrupción, pero na campaña quedou claro que Castelo non sae ben parado de entrevistas nin de debates nin de ningún lugar onde teña que falar. A súa estratexia foi gardar silencio. É escuro e pouco claro. Non sabemos suficientes cousas de quen é Castelo. Ser comunista sería polo menos unha definición. Ás veces dá sinais de ser menos belixerante contra o mercado, outras o desmente a xente do seu partido. Nesa incerteza é onde se alberga o medo. Ao final foi unha campaña na que tamén saíron as pantasmas dun país, da violencia comunista de Sendero Luminoso, da ditadura de Fujimori. Non se falado de propostas, de que se pode facer co país. Só foi unha guerra entre pantasmas.

—¿Que supón que un home como Castelo sexa presidente?

—É un sinal de fortaleza do sistema democrático que un profesor rural sexa presidente a pesar da activa oposición dos capitais e os grandes medios de comunicación. É moi bonito. Outra cousa é que saiba gobernar, e non temos ningunha constancia diso.

 

[Imaxe: Xavier Torres-Bacchetta – fonte: http://www.lavozdegalicia.es]

«A anomalía», novela gañadora do premio Goncourt 2020, converteuse nun fenómeno literario e de vendas

Escrito por ENRIQUE CLEMENTE

Profesor de matemáticas, daquela xornalista científico, Hervé Lle Tellier (París, 1957) logrou o éxito e a fama aos 63 anos e despois de escribir unha trintena de libros (novelas, relatos, ensaios, poemarios, obras teatrais) desde 1991. Descoñecido polo gran público, o Premio Goncourt outorgado á anomalía (Seix Barral) no 2020, consagrouno e converteu esta novela nun fenómeno literario, con máis dun millón de exemplares vendidos en Francia, cando coas súas anteriores obras non pasaba de 20.000. O argumento é moi atractivo e sorprendente: o 10 de marzo do 2021 un avión aterra no aeroporto JFK de Nova York tras unhas terribles turbulencias e sofre un «desdobramento, un fenómeno de duplicación » -segundo o autor- que afecta a todos os pasaxeiros, á tripulación e ao propio aparello. Tres meses despois, un avión idéntico aterra de novo cos mesmos pasaxeiros e a mesma tripulación. Este suceso inexplicable desata unha crise política, científica e mediática sen precedentes. Oito acaban atopándose cara a cara cos seus dobres, que son exactamente iguais, pero con tres meses de diferenza.

-¿Como xurdiu a idea desta novela?

-A partir dun relato curto que decidín non escribir sobre o encontro dun home e o seu dobre, que falaban da súa propia vida ata chegar a unha charla esencial sobre a relación amorosa ou sentimental e a muller que ambos amaban. Rapidamente deime conta de que era unha mala idea para tratar nun relato curto, pero boa para unha novela, na que podía explorar todas as situacións posibles, desde a colaboración ao odio, desde o sacrificio ao asasinato. Fixen o que en cine se chama un casting para crear un grupo de personaxes para cada unha das opcións posibles que ofrecía a confrontación.

-¿Como logrou armar o quebracabezas da novela, na que utiliza varios xéneros literarios?

– Como dicía antes, fixen un casting de personaxes que respondían a estereotipos literarios. Seleccionei oito entre as doce situacións que se me ocorreron. Cada un deles asóciase de xeito bastante natural a un xénero, desde a comedia sentimental ao thriller, a novela negra, a ciencia ficción ou, nalgúns casos, a novela de introspección. Había que ordenar os capítulos para que a lectura e a fluidez fosen máximas. Unha das regras que me impuxen foi cambiar de rexistro cada capítulo de xeito bastante claro para aumentar o interese do lector e a diversidade. Quixen fusionar xéneros nun relato único.

-O tema do dobre foi moi tratado desde as orixes da literatura, pero vostede deulle unha volta de porca.

-O tema do dobre sempre estivo presente na literatura universal, pero eu trateino de xeito distinto, porque decidín que os meus dobres non é que se parecesen, senón que eran exactamente os mesmos con tres meses de diferenza, un pequeno desfasamento que fai que sexan os mesmos pero á vez diferentes. Isto non se propuxo anteriormente e é o que crea unha situación dramática única e faina diferente. O que me interesaba era imaxinar como varias persoas reaccionan fronte a un encontro co seu dobre. Ao ser exactos a nós mesmos resulta insoportable porque implica a imposibilidade da mentira, xa que nos coñece perfectamente.

-¿Por que sitúa a novela nun futuro tan próximo respecto de cando a escribiu?

-Escribina no 2019 e a acción transcorre no 2021. É unha boa casualidade que en España se publique este ano para que a acción non transcorra nun futuro próximo, senón nunha data diferente. Como unha especie de distopía máis que ciencia ficción, porque a novela fala menos de anticipación que de diverxencia temporal e, no fondo, un dos xogos coa proximidade no tempo refírese aos códigos da cultura popular, o que me permite equilibrar a faceta fantástica a través de personaxes do noso mundo, como Ed Sheeran, Elton John, Trump ou Macron, que sitúan o relato nunha realidade concreta. Era a primeira vez que xogaba con códigos e métodos adictivos que enganchan ao lector, un xogo de cliffhanger ao final de cada capítulo que deixaba en suspenso a acción, de modo que cando empezas o libro nunca o podes deixar ata o final.

-¿Que lle diría ao seu dobre se llo puidese atopar?

-A novela fala do que é esencial nas nosas vidas, do que se pode compartir e do que non. O debate co meu dobre sería unha reflexión a dúas da forma máis razoable e menos agresiva posible sobre o que estamos dispostos a ceder e aquilo sobre o que imos rivalizar, por amais de todo a relación íntima coa nosa parella. Finalmente a rivalidade converteríase no centro, no nó gordiano.

-¿A vida pode ser vista como unha simulación?

-A gran pregunta é saber se cando vivimos estamos a imitarnos constantemente a nós mesmos, se estamos nunha simulación de nós mesmos, se somos realmente nós mesmos. Ás veces ocórreme que dubido da realidade do mundo no que vivo. Penso de feito que a pandemia na que seguimos vivindo, na que sentimos momentos de soidade máis profundos, fixo que a realidade non nos pareza a realidade. O reto que temos é reapropriarnos da vida.

«A posibilidade de que sexamos seres virtuais non é absurda»

A novela expón a posibilidade de que sexamos seres virtuais que viven nunha sorte de simulación. Unha hipótese formulada polo filósofo sueco da Universidade de Oxford Nick Bostrom, que Lle Tellier considera que «non se pode descartar sen máis, porque non é absurda, senón posible». E sinala que recentemente unha revista científica, Scientific American, publicou un artigo en que se estimaba que había un 47% de posibilidades de que sexamos seres virtuais, «unha hipótese magnífica para unha novela».

-A idea da simulación é moi potente e sinxela de explicar; en primeiro lugar, existe unha lei para os computadores que establece que a potencia de computación duplícase cada dous anos, isto quere dicir que cada dez anos os computadores son mil veces máis potentes. Esta lei de Moore é válida case desde 1960, o cal quere dicir que a potencia de computación dos computadores na actualidade é mil millóns de veces maior que entón. Creo que algún día, e non son o único que o cre, conseguiremos simular o funcionamento dun cerebro humano e non só iso, poderemos transmitir a ese cerebro virtual información sobre o mundo que nos rodea.

Lle Tellier asegura que o ser humano «ten unha capacidade asombrosa para a amnesia e a cegueira», polo que «cando se acabe a pandemia, esqueceremos o vivido». Ante situacións anómalas como a que expón a novela «en lugar de atopar explicacións lóxicas e científicas, buscamos razóns e explicacións puramente máxicas».

«Ser de OuLiPo dá gran liberdade e é un aguillón para traballar de xeito excéntrico»

Desde o 2019, Lle Tellier é o presidente do movemento OuLiPo (acrónimo francés de Taller de Literatura Potencial), un grupo de experimentación literaria do que formaron parte Raymond Queneau, Georges Perec, Italo Calvino ou Marcel Duchamp. Algúns dos seus integrantes, como o propio Lle Tellier, son matemáticos. Seguindo as súas regras, Queneau contou un episodio banal nun autobús de 99 xeitos distintos e Perec escribiu O secuestro sen usar a letra «e». O secretario do grupo, Marcel Benabou, define ao escritor oulipiano como «unha rata que constrúe ela mesma o labirinto do cal se propón saír». Lle Tellier construíu un propio na anomalía.

«O que achega OuLiPo aos seus membros é unha moi gran liberdade e confianza no proxecto, que se elabora de xeito solitario pero recibe o apoio dos seus membros», asegura. Por exemplo, «un libro que podería parecer irrealizable como O secuestro debe moito a que Perec formaba parte dun grupo ao que non lle parecía estúpido nin van; ao contrario, varios socios compartiron textos nos que tamén se omitía a letra ‘e’». Explica que «hai partes do libro que son un pouco colectivas; aínda que Perec sexa o seu autor incontestable». En conclusión, «ser membro de OuLiPo é un aguillón para esforzarse e traballar dun xeito excéntrico».

A novela, ademais de xogar con teorías científicas, contén chiscadelas á cultura pop e ás series televisivas, pero tamén a Ana Karenina de Tolstoi ou a Aurélien de Louis Aragon.

Aliñamento de planetas

O autor francés atribúe o espectacular éxito da súa novela a «unha especie de aliñamento dos planetas»: o confinamento, un longo período no que nos tivemos que concentrar en ler e ver series; o boca a boca ao publicarse a novela; e as boas críticas despois. O impulso definitivo foi a concesión do premio Goncourt, que en Francia está é «o premio dos premios e que este ano, máis que nunca, demostrouno pola magnitude das vendas, a recepción do público e o fenómeno literario e crítico que supuxo a novela». Ademais, «nun momento en que estamos confinados, é unha novela que fai viaxar aos lectores por diferentes escenarios». Confesa que é feliz por converterse nun tema de conversación, porque nun momento dado había que ter lido A anomalía».

 

[Imaxe: Francesca Mantovani – fonte: http://www.lavozdegalicia.es]

Capture d’écran d‘une vidéo sur YouTube [1] expliquant l’histoire et la présence actuelle de la langue occitane.

Écrit par Filip Noubel

Parmi la vingtaine de langues dites régionales parlées en France métropolitaine, six sont placées sous la rubrique d’occitan ou langue d’oc [2]. Parlé par plus d’un demi-million de personnes, et alimenté par une pratique éducative, médiatique et culturelle, l’occitan voit pourtant son nombre de locuteurs reculer. À qui la faute?

L’occitan (prononcé “outsita” en occitan) tire son nom d’une division des langues romanes issues du latin autour de la prononciation du mot “oui” selon une ligne qui partage la France en deux. Au nord, oui prend la forme du mot “oïl [3]” alors qu’au sud il devient “oc”,  ce qui a donné les termes de langue d’oc et d’occitan qui sont aussi utilisés pour décrire l’aire géographique et culturelle d’Occitanie qui représente la majeure partie du sud de la France.

L’occitan en tant que langue écrite est attesté dès le 10ème siècle, et a fonctionné comme langue littéraire, juridique et orale [4] jusqu’au 18ème siècle. À partir du 19ème siècle, il devient une langue principalement parlée qui reste la langue dominante des populations d’Occitanie dont beaucoup ne comprennent pas le français.

Qui parle occitan aujourd’hui?

Le nombre de locuteurs occitanophones qui se prête à de nombreuses interprétations reflétant différentes définitions de la maîtrise et de la pratique d’une langue.

Aujourd’hui, les estimations varient: [5] une enquête linguistique [6] réalisée en 2020 auprès de 8,000 personnes sur une grande partie de l’Occitanie par l’Office de la langue occitane [7], un établissement public créé en 2016 et couvrant 22 départements, indique que 7% en moyenne de la population parle l’occitan. Cette population représente plus d’un demi-million [8]de locuteurs.

Aujourd’hui, on distingue six principales variantes de l’occitan selon la région où elles comptent le plus de locuteurs: le gascon, le languedocien, le provençal, l’auvergnat, le limousin et le vivaro-alpin.

En dehors de la France, deux autres pays reconnaissent l’occitan comme langue avec statut régional officiel: l’Espagne, dans région du Val d’Aran [9] ; et l’Italie, dans les Vallées occitanes [10] du Piémont et de Ligurie. Monaco compte également 15% [11]d’occitanophones.

En France, les occitanophones sont en moyenne des hommes de 66 ans vivant à la campagne et qui pratiquent cette langue principalement en famille et avec leurs amis et leurs voisins. Plus de détails sur cette enquête sont disponibles dans cette vidéo sur YouTube:

Fait important, on ne compte plus d’occitanophones monolingues. On peut diviser les locuteurs de cette langue en deux catégories: une population qui a plus de 60 ans et parle l’occitan car cette langue leur a été transmise par la famille, et un deuxième groupe qu’on pourrait qualifier de néo-occitanophones, qui apprennent la langue dans des écoles immersives, et dont les parents ou la famille ne parle pas toujours occitan.

Pour ce qui est de l’éducation scolaire, l’Occitanie compte plusieurs écoles immersives dites Calandreta [12]. L’occitan est également proposé comme matière facultative [13] dans les écoles et enseigné dans les universités [14] où il est possible d’obtenir un diplôme supérieur en langue et culture occitanes.

Au niveau des médias, il existe une chaîne de télévision en langue occitane, OcTele [15]; plusieurs stations de radio [16] en général bilingues occitan et français, et une série de sites d’information régionale [17]en occitan. Le rôle des médias est essentiel [18] car ils valorisent une langue et contribuent à la transmission aux générations futures en ancrant cette langue dans la modernité et la culture numérique.

La culture est un vecteur qui permet à la fois de conserver l’héritage du passé tout en évitant la réduction au folklore ou à la muséologie. À ce titre, le monde occitan dispose de plusieurs institutions culturelles qui participent au prestige de la langue: des académies littéraires comme celle des Jeux Floraux [19] qui date de 1694, la fondation Félibrige [20]qui date de 1854, le Congrès permanent de la langue occitane [21], l’Office de la langue occitane déjà mentionné, des maisons d’édition [22]en occitan.

Certaines de ces initiatives, tout comme certains médias, bénéficient d’un soutien financier de l’État alors que d’autres sont privées.

Une langue qui reste menacée

Toutes les initiatives décrites ci-dessus sont positives et témoignent d’un renouveau certain, pourtant un fait reste avéré : le nombre de locuteurs ne cesse de diminuer [23]. Il ne semble pas que le manque d’initiatives culturelles soit à incriminer.

Le phénomène de recul est bien sûr lié au vieillissement des locuteurs occitanophones traditionnels dont la génération disparaît peu à peu. Mais réduire le problème à une explication purement démographique serait trop simpliste.

Il existe en effet des facteurs politiques tout aussi essentiels. Une des principales raisons est l’imposition du français qui accumule depuis trois siècles les arguments juridiques pour empêcher un usage plus répandu de l’occitan. Ainsi, dès 1802, [4] il est interdit de parler autre chose que le français à l’école publique. Cette interdiction est ensuite renforcée par des punitions et maintenue jusqu’aux années 1950, date à laquelle certaines langues régionales commencent à être enseignées [24].

Le débat est loin d’être terminé comme en témoigne la dernière polémique en date autour de la loi dite Molac de 2021  [25]à propos de l’enseignement immersif dans les écoles publiques, car l’État reste farouchement attaché à l’article 2 de la constitution française [26] qui déclare que “la langue de la République est le français”.

Les communautés des langues régionales et leurs représentants – activistes, personnalités politiques et de la culture ont beau se référer à la Charte européenne des langues régionales ou minoritaires,  [27]Paris refuse pour le moment de ratifier cette charte, après l’avoir toutefois signée. Cette méfiance répétée à l’égard des langues régionales explique la difficulté à valoriser l’occitan au sein de générations plus jeunes et surtout à une échelle plus étendue.

Ainsi, comme l’explique Jean-Christophe Dourdet, chercheur en langues occitanes dans un article de 2020 [28]:

La question de la revitalisation des langues est avant tout une question sociolinguistique. Plutôt que de demander une reconnaissance officielle des langues, d’autres approches de « revitalisation » visent à revendiquer des droits linguistiques pour les locuteurs et groupes de locuteurs de ces langues. Cette approche ne fonctionne que s’il existe une conscience linguistique suffisante pour permettre une revendication de groupe. En France, les locuteurs des langues de France ne présentent en général qu’une très faible conscience linguistique étant donné qu’ils considèrent leurs idiomes comme des « patois » au sens d’objets dépréciés. Cette idée est le fruit de décennies de politiques linguistiques françaises niant toute diversité linguistique au profit du tout français comme langue universelle d’émancipation.

La situation ne peut donc évoluer dans un sens d’une revalorisation active que dans le cas d’un soutien politique non-équivoque qui ne voit pas les langues régionales comme une menace. À ce sujet, la Charte européenne est très claire dans la définition de ses objectifs [29]:

La Charte se fonde sur une approche qui respecte pleinement les principes de souveraineté nationale et d’intégrité territoriale. Elle ne conçoit donc pas les relations entre les langues officielles et les langues régionales ou minoritaires en termes de concurrence ou d’antagonisme ; le développement de ces dernières ne doit pas, en effet, entraver la connaissance et la promotion des premières. Selon la Charte, chaque langue a sa place légitime.

James Costa, un chercheur britannique qui travaille sur les langues occitanes et écossaise entre autres, résume bien la situation en rappelant que la demande de plus de droits pour l’occitan se place dans une vision ouverte  tournée vers l’avenir [30]:

In that sense, language revitalization isn’t about regenerating pre-existing groups, but about inventing new ones, on new terms, while drawing on a construction of those groups as timeless or ancient.

Dans ce sens, quand on parle de revitalisation linguistique, il ne s’agit pas de régénérer des groupes pré-existants mais en fait d’en inventer de nouveaux, basés sur de nouveaux principes, tout en s’appuyant sur un socle éternel et ancien de ces groupes.

Article publié sur Global Voices en Français: https://fr.globalvoices.org

URL de l’article : https://fr.globalvoices.org/2021/08/10/266988/

URLs dans ce post :

[1] une vidéo sur YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=lkYW0X8BCAw&t=14s

[2] rubrique d’occitan ou langue d’oc: https://www.culture.gouv.fr/Sites-thematiques/Langue-francaise-et-langues-de-France/Politiques-de-la-langue/Promouvoir-les-langues-de-France/Langues-regionales

[3] oïl: https://fr.wikipedia.org/wiki/Langue_d%27o%C3%AFl

[4] langue littéraire, juridique et orale: https://locongres.org/fr/ressources/divers-fr/10950-pichona-istoria-de-la-lenga-occitana-e-de-son-estatut-fr-fr

[5] estimations varient:: https://www.laregion.fr/IMG/pdf/EnqueteOccitan.pdf

[6] enquête linguistique: https://www.ofici-occitan.eu/fr/restitution-des-resultats-de-lenquete-sociolinguistique/

[7] ’Office de la langue occitane: https://www.ofici-occitan.eu/fr/presentation-de-loffice/

[8] plus d’un demi-million : https://www.ofici-occitan.eu/fr/les-enjeux/

[9] Val d’Aran: https://fr.wikipedia.org/wiki/Val_d%27Aran

[10] Vallées occitanes: https://fr.wikipedia.org/wiki/Vall%C3%A9es_occitanes

[11] 15% : https://fr.wikipedia.org/wiki/Langues_%C3%A0_Monaco

[12] Calandreta: http://calandreta.org/

[13] matière facultative: https://www.cairn.info/revue-ela-2006-3-page-265.htm#:~:text=Au%20coll%C3%A8ge%20l

[14] dans les universités: https://www.occitanetudesmetiers.com/occitan-universite.htm

[15] OcTele: https://www.octele.com/

[16] radio: https://www.radiopais.fr/

[17] sites d’information régionale : https://www.aplv-languesmodernes.org/spip.php?article2427

[18] est essentiel: https://www.researchgate.net/profile/Fernando-Ramallo-2/publication/320935180_Les_langues_minoritaires_dans_la_communication_mediatique/links/5a0380270f7e9beb17705d4c/Les-langues-minoritaires-dans-la-communication-mediatique.pdf

[19] des Jeux Floraux: https://jeuxfloraux.fr/academie/missions/

[20] fondation Félibrige : http://www.felibrige.org/le-felibrige/

[21] le Congrès permanent de la langue occitane: https://locongres.org/fr/lo-congres-fr/l-institution/missions

[22] maisons d’édition : https://www.letrasdoc.org/fr/les-edtions/

[23] ne cesse de diminuer: https://www.univ-montp3.fr/uoh/occitan/une_langue/co/module_L_occitan_une%20langue_10.html

[24] commencent à être enseignées: https://www.vousnousils.fr/2020/02/05/quelle-place-pour-les-langues-regionales-a-lecole-628758

[25] la loi dite Molac de 2021 : https://fr.globalvoices.org/2021/07/20/266601/

[26] l’article 2 de la constitution française: https://www.conseil-constitutionnel.fr/le-bloc-de-constitutionnalite/texte-integral-de-la-constitution-du-4-octobre-1958-en-vigueur#:~:text=DE%20LA%20SOUVERAINET%C3%89-,ARTICLE%202.,Libert%C3%A9%2C%20%C3%89galit%C3%A9%2C%20Fraternit%C3%A9%20%C2%BB.

[27] Charte européenne des langues régionales ou minoritaires, : https://fr.wikipedia.org/wiki/Charte_europ%C3%A9enne_des_langues_r%C3%A9gionales_ou_minoritaires

[28] un article de 2020: https://journals.openedition.org/mimmoc/5667

[29] la définition de ses objectifs: https://www.coe.int/fr/web/european-charter-regional-or-minority-languages/the-objectives-of-the-charter-

[30] tournée vers l’avenir: https://occitan.hypotheses.org/55

 

Hacía demasiado que no veía a Santiago Roncagliolo (Lima, 1975). Me gusta mucho porque me gusta mucho hablar con él y me gusta mucho porque me gustó, desde antes de conocerle, mucho. Le agradezco de corazón La cuarta espada: La historia de Abimael Guzmán y Sendero Luminoso (Debate) y Abril Rojo (Alfaguara) y, de paso, también le agradezco La noche de los alfileres (Alfaguara) porque le gustó a Nicasio, mi padre. Ahora publica Y líbranos del mal (Seix Barral) sobre los abusos sexuales de la Iglesia católica en su país, Perú. Al igual que esta entrevista es una excusa para comer con él y con Juan Eslava Galán, también creo que ese tema principal es un pretexto para hablar sobre otros temas, entre ellos la relación entre padres e hijos. Mi primera pregunta va por ese camino.

Escrito por EDU GALÁN

—Su libro, que he disfrutado mucho, me suena a un gran macguffin. Pienso que es una novela sobre el reencuentro con el pasado. En especial con el pasado familiar, que creo que es el más duro de todos los pasados.

« Realmente este es un libro sobre un hijo buscando a su padre y descubriendo que la historia de su padre es también su historia »

—Durante toda la promoción la prensa destaca lo más mediático de Y líbranos del mal, que son los abusos sexuales, pero realmente es un libro sobre un hijo buscando a su padre y descubriendo que la historia de su padre es también su historia. Es decir, Jimmy, el protagonista, al principio de la novela no consigue hacerse adulto. No consigue desatascarse. Está en este limbo de no saber cómo ser adulto porque ya no sabe quién es él por no saber quién es su padre. En el fondo es una historia de autodescubrimiento. El sufrimiento de su padre es un sufrimiento de sí mismo también.

Me parece una idea muy, muy buena de su novela la idea de regresar sobre el regreso. Es un libro donde Jimmy regresa y vuelve a regresar y vuelve a regresar sobre la misma historia, que es la historia de su familia. Creo que el confrontar de esa manera el pasado de uno es durísimo.

—En mi caso es posible que sea el único territorio que pueda habitar ahora mismo. Me mandan a mi país, de regreso, en todos los países. En España me dicen que me largue al Perú y los peruanos también me dicen «lárgate a España a decir tus tonterías». Y llega un punto en que no terminas de ser de ninguna parte. Después de vivir mucho tiempo fuera de Perú ya tengo hijos: por eso la historia de Jimmy y su padre, también tiene que ver con que yo sea padre. Con saber que mi historia es la suya y que la tienen que saber. Llevo varios libros buscando el país al me tengo que largar, buscando un territorio mío y he descubierto que ese territorio está en el pasado. Ese territorio está en algún lugar que no se encuentra en el espacio, sino en el tiempo.

—Es muy interesante, y tiene cierta maldad, que el viaje no sea desde un país de los que se pueden llamar de «cultura latinoamericana», sino que sea desde el Estados Unidos actual, lo cual hace quizás aún más extraño el viaje.

—Además allí es más fácil desaparecer, que es lo que quiere el padre del protagonista. Es más fácil perderse en un lugar como Brooklyn que en cualquier país de América Latina o España. Porque él necesita fingir que todo lo que ocurrió en su pasado no ha ocurrido. Y entonces creo que se establecen distintas relaciones con los secretos de la familia según el lugar físico en que están unos y otros. Es decir, Sebastián ha desaparecido: no habla con peruanos, no va al Perú, no toca nada que pueda devolverle lo que quiere borrar de su vida. Su madre es la que se ha quedado atrás con todos esos secretos en el país. Vive en una cristalería como si fuese un elefante tratando de agarrar los platos y los vasos antes de que se estrellen contra el suelo. Y lo que hace Jimmy es cruzar de un territorio al otro y, por lo tanto, de un tiempo al otro. Jimmy salta del espacio donde ese pasado es eliminado al espacio donde su abuela sigue conviviendo con él. Cruzar el límite entre esos dos espacios colapsa todo el equilibrio que había entre los misterios y los secretos de la familia. Hace que se rompa la frágil y precarísima armonía con la que conservaban sus secretos en su lugar.

—En esta novela acompaña al lector a través de ciertas figuras que si piensas en ellas son muy características del género. Quien rompe el silencio familiar, quien dice la verdad, es un loco. Esa idea de que quien abre puertas no son, digamos, quienes deberían abrirlas sino que es un pobre hombre, un pobre loco de las calles de Perú, esa también es una idea estupenda.

« Hablar implica poner en cuestión toda una clase social, toda una comunidad: sólo puedes hablar si has sido expulsado de ella »

—El silencio sobre los abusos sexuales va mucho más allá de la familia. Va al colegio. Va a la parroquia. Va a la clase social entera. Ese es el problema con los casos de este tipo que han ocurrido en todos sitios. Hablar implica poner en cuestión toda una clase social, toda una comunidad: solo puedes hablar si has sido expulsado de ella. Esto es lo que pasa con este vecino pobre: se ha caído de esa clase social. Vive casi en las ratoneras, se ha descolgado de esa clase, y en ese sentido tiene una libertad que los demás no tienen. Ya no tiene que conservar el silencio, tampoco.

—Llegamos a uno de los temas centrales de la novela: los abusos sexuales dentro de la Iglesia. ¿Cómo llega a interesarle un tema que ha sido tratado periodísticamente con abundancia y, además, encontrando una voz dentro de él?

—Ha habido muchas denuncias de las víctimas, pero a mí los que me interesan son los victimarios. Y de eso hay poco, porque no hablan y no sabemos cuál es su versión de los hechos. Además, muchos de esos victimarios han sido víctimas también. En general, me interesa mucho explorar el mal. Me interesa el porqué gente buena, o por lo menos normal, hace cosas atroces. Es una constante de mi trabajo. Había un caso en mi entorno muy similar al que describo en la novela. Esta persona tenía amigos, tenía parientes que habían estado cerca de una congregación similar. Uno de ellos me contó que él, uno de los peores abusadores, escapó antes de que todo se hiciese público y tuvo un hijo en los Estados Unidos. No busqué a su hijo, porque espero que ese chico tenga la mejor vida posible. Pero claro, la idea de que alguien podría tener este padre… La pregunta: ¿este chico sabe ya de dónde salió, por qué nació en los Estados Unidos, sabe algo del país de su padre? Me daba una mirada que yo podía hacer propia. Me costaba mucho entrar en la cabeza de uno de estos tipos pero sí podía entrar esta mirada de un hijo. Esa era la mía, de alguien que se acerca al caso. Jimmy, el chico protagonista, nunca ve la bestia entera. Va descubriéndola por ventanitas, por resquicios que le abren los personajes. Y es así como yo también la vi, teniendo que deducir muchas cosas, adivinar muchas cosas. De hecho, el lector también tiene que decidir por sí mismo muchas cosas y llenar muchos vacíos. Hay algo que me llamaba la atención estructuralmente con esto: en una película de terror si ves al monstruo completamente la película es una mierda. Lo que interesa es la expectativa del monstruo.

—Ir viendo sus partes, que son incluso más horripilantes que el todo.

« Para mí lo más difícil de resolver es siempre cuál es el punto de vista de quien cuenta la historia »

—Este suspenso me interesa mucho. Esta sensación inquietante mientras lees me gustaba, y a la vez esta mirada de este chico me daba un punto de vista. Para mí lo más difícil de resolver es siempre cuál es el punto de vista de quien cuenta la historia. El «¿por qué lo cuenta?». Una vez que eso está resuelto, todo lo demás surge con naturalidad.

—Además del uso de las voces diferentes, otra de las cosas que me gusta muchísimo de Y líbranos del mal es el uso de los tiempos. No está hecho de una forma, permítamelo, de «escritor para escritores». Lo hace, creo, con la intención de acompañar al lector. Nunca me pierdo cuando me lleva a través de los diversos saltos temporales adelante y atrás. ¿Cómo lo prepara?

—No hago muchos esquemas, porque para mí escribir tiene mucho que ver con la música. Cuando era adolescente fui músico. Sigo escuchando mucha música. Y cuando a veces he tratado de hacer una especie de escaleta, como harías para un guion, luego cuando empiezas a escribir la música te va llevando a otro sitio y no sirve para nada. Entonces me guío por qué puertas van abriendo las palabras. Lo que tenía claro que me iba a permitir sostener la historia es que partimos de la gente que la vivió veinte años después. Jimmy va buscando a gente que vivió algo terrible y que está viendo qué hizo esa experiencia horrible con ellos. Qué fue de ellos. Cómo los destruyó. Cómo arrasó, como una mancha de aceite, con todo el ecosistema social que fue tocando. Creo que eso también sostiene mucho el suspenso porque antes de saber qué es lo que te van a contar sabes cómo acabó.

—Es una cosa que cada vez agradezco más. En su novela no hay sorpresa, hay «sorpresas».

—Me gusta la estructura del thriller para que quieras seguir leyendo. Que te empuje. Odio las novelas en las que te tienes que pelear contra las páginas. Me gusta este ritmo de thriller. Realmente lo que menos me importa es el misterio concreto. Me interesa la exploración de los personajes, qué ha pasado en su vida con el tema del que hablo y, sobre todo, me interesa la culpa. La culpa es un bien repartido. Está repartida entre todos. Todos han tenido la culpa de lo que ha ocurrido y todos han callado. Cómo se comparten esos silencios sociales me interesa muchísimo.

—Usted escribe una microhistoria, la de Jimmy, enclavada en la macrohistoria de Perú. ¿Cómo ha cambiado la sociedad peruana en los últimos veinte años? ¿Cree que ha progresado algo tratando estos silencios, o lo sabremos dentro de veinte años?

« Resulta que era una mentira todo y la pandemia desnudó a dos clases muy separadas. Dos clases que se odian »

—Durante veinte años he sido superoptimista sobre Perú, pero este ha sido un mal año… (nos reímos) Durante veinte años hemos vivido como si fuésemos los mejores de la clase de los liberales, con crecimientos macroeconómicos gigantescos y nuevas clases medias y la sensación de que estas clases medias estaban llenando el abismo social. Pero resulta que era una mentira todo y la pandemia desnudó a dos clases muy separadas. Dos clases que se odian. Al final esta novela es el retrato de una clase que ha vuelto, que estaba escondida pero que ha resultado que siempre estuvo ahí, que no cambió. Una clase que vive acorazada de los demás, levantando muros para no tener que verlos, fingiendo que no están por la calle, colocando a sus hijos en otros colegios.

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(INTERLUDIO) Entonces arriba el escritor Juan Eslava Galán, con el que vamos a comer. Hacía demasiado que no le veía. Viene, qué alegría, con una bolsa llena de sus libros para regalarnos. Entre ellos el asombroso La tentación del Caudillo: Nueve meses que no estremecieron al mundo (Planeta). Le saludamos, presento a uno y a otro, y le pedimos a Eslava que nos aguante diez minutos. Mientras Santiago y yo conversamos, Juan se pone a leer Y líbranos del mal.

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Esta clase peruana es muy católica y tiene mucho poder para ocultar las cosas si necesita ocultarlas. Incluso tiene poder para decidir que ha habido un fraude electoral, porque pueden hacer que salga en todos los periódicos, pueden hacer que los mayores bufetes de abogados actúen en ese sentido… Su fortaleza sigue en pie. Su fortaleza nunca se derrumbó, solamente la pintaron con colores bonitos durante un tiempo.

—En España la pandemia destrozó ese eco repetido una y otra vez durante décadas de que «tenemos la mejor sanidad del mundo»…

—¡Nosotros en Perú ni llegamos a tener sanidad! (nos reímos) Cuando en España dicen eso de que «nos han engañado con la sanidad», pienso «¡qué bien que te engañen así! ¡Yo quiero que me engañen así durante cuarenta años!».

—¿Le preocupa la situación de su país natal?

« No creo que vaya a ser una dictadura chavista, ni una dictadura trumpista. Lo que va a ser son dos facciones matándose »

—Me preocupa mucho, pero no en el sentido de lo que dicen los voceros de un lado o de otro: no creo que vaya a ser una dictadura chavista, ni una dictadura trumpista. Lo que va a ser son dos facciones matándose. Una en el Congreso contra el presidente, con el Tribunal Constitucional contra el Tribunal Supremo… Una pelea entre dos extremos que se reivindican como única solución y que defienden que solo se puede destruir uno al otro. Ya venimos de cinco años con cuatro gobiernos. ¡Si uno duró una semana! Estamos en esta situación: los congresistas saben cómo vacar a un presidente y el presidente sabe cómo disolver el Congreso. Sospecho que vamos hacia esa guerra en la que no ganará ninguno.

—A raíz de las elecciones en Perú, Vargas Llosa y otros escritores se posicionaron de un lado o del otro. ¿Se da una importancia exagerada en redes a la opinión de los escritores?

—En redes sociales se da importancia a la opinión de cualquier idiota y se monta un escándalo… A mí me impactó mucho cuando Miguel Bosé se puso negacionista. Pensé: «Bueno, estoy en desacuerdo con su negacionismo, pero no me parece tan importante la opinión epidemiológica de un cantante». Me parece más alarmante toda la gente que está discutiendo eso todo el tiempo, porque simplemente debemos escuchar a más epidemiólogos y a menos cantantes en este tema. Creo que los escritores solo son importantes en los países donde no se lee. Esto era verdad en la América Latina del siglo XX, donde venía un escritor que leía periódicos y libros y tenía un discurso articulado, sobre todo contra poderes fácticos que muchas veces hacían atrocidades. Y él podía hablar. Hoy en América Latina, con todos sus problemas, se lee como nunca. Hay una cantidad de lectores enorme. Esta es la primera generación en la que han ido todos al colegio. Si todos opinan y discuten con esa formación, el escritor tiene poco que decir. De hecho, los escritores se están convirtiendo, cosa que me parece muy sana y muy lógica, en señores que escriben libros, que se juzgan según el valor de sus libros. Si el escritor quiere opinar opina, pero lo más importante no es por quién va a votar ni cuáles son sus ideas políticas. Me parece muy sano que esto esté pasando.

—Y líbranos del mal ha sido un éxito en Perú. ¿Cómo se siente ser un éxito en el país de uno? Y estando lejos, además.

« ¡Los únicos que me consideran español son algunos peruanos! »

—Para mí es especialmente importante, porque estos lectores me hacen sentir que sigo siendo uno de ellos. Entienden menciones a un jingle publicitario de galletas de los años ochenta. Chistes sobre un conductor de televisión del noventa y dos. Entienden el universo a un nivel que obviamente nadie más entiende. Después de tantos años lejos, eso para mí es muy importante. Eso sí, a poco que opiné de política en la televisión peruana luego me encontré a varios peruanos en redes sociales diciéndome «¿Por qué estás hablando de mi país?». ¿De tu país? «¿Vinieron aquí y se llevaron el oro?». No me lo podía creer. ¡Los únicos que me consideran español son algunos peruanos! (nos reímos)

—¿Cómo se explica esta reescritura de la Historia? ¿Usted se siente conquistado?

—Se nota bastante que, en todo caso, yo sería más descendiente de los conquistadores (nos reímos). Pero en este momento ya todos somos muy descendientes de las dos cosas. Somos los hijos de un choque sangriento. Pero los que descendemos de esos conquistadores seríamos los peruanos de ahora, pero no los españoles de ahora que justo descienden de los que se quedaron en su casa. Me parece un debate absurdo, generalmente animado por políticos que, como no pueden resolver la pobreza de hoy, tratan de culpar a gente de hace quinientos años. Me parece más importante resolver los problemas de hoy.

—Hoy en día no se puede ser escritor sin tener su polémica. En su caso me refiero a las librerías de Carlos Slim en México, que decidieron no vender su libro, entiendo que por «anticatólico». Estas polémicas ¿a usted le alegran, en el sentido de que son publicidad gratuita, o le apenan, porque su libro no va contra la Iglesia católica? De hecho, su novela es bastante empática, ya que habla de las personas que sufrieron abusos y de los que los cometieron. Deja al lector que juzgue.

« Si quieres hacer historias inquietantes y perturbadoras, no hay mayor elogio que decir que tu novela es tan perturbadora que no se atreven a venderla »

—Lo que me sorprendió de esas librerías es que, al investigar, resultó que tampoco vendían libros sobre diversidad sexual y básicamente cualquier tipo de sexo fuera del matrimonio. Este era el criterio, al parecer. Tuve suerte, porque tengo unos editores maravillosos en México que montaron un pifostio en las redes tan grande que empezó a hacerse más grande y luego empezamos a aparecer en los medios mexicanos y latinoamericanos. Y después en los medios internacionales. Entonces ¡la librería hizo un pedido! No discutió nada, ¡hizo un pedido! «¡Ya tienes tu libro, ya cállate la boca!». En serio: el debate de fondo es que ellos tienen derecho a vender lo que quieran, pero los consumidores de una librería o de una plataforma tienen derecho a saber qué cosas no les están dejando ver. Y no solo ocurrió ahí. Hay periodistas digitales que al principio de nuestras conversaciones me avisan: «Vamos a hablar de otra cosa al principio, porque si el algoritmo detecta de qué estamos hablando, van a reducir la visibilidad». O sea, que en todos lados hay pequeños vetos sobre lo que podemos leer y, por lo tanto, lo que podemos pensar. Deberíamos saber exactamente qué cosas no nos dejan ver en cada espacio. Pero yo no me puedo quejar. Esta es una historia con final feliz porque los lectores mexicanos lo salvaron. Si quieres hacer historias inquietantes y perturbadoras, no hay mayor elogio que decir que tu novela es tan perturbadora que no se atreven a venderla. Perfecto: hemos triunfado.

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(FIN) Corto la grabación. Juan Eslava Galán y Santiago Roncagliolo comienzan a conversar antes de comer juntos y felices. Esa podría haber sido otra entrevista. Pero, como dije, corté la grabación. Hacía demasiado que no les veía.

 

 

[Fotos: Jeosm – fuente: http://www.zendalibros.com]

Os equívocos da ação política violenta

Escrito por LEONARDO AVRITZER*

No último final de semana, o Brasil assistiu a um ato que tem sido realizado em diversas partes do mundo: a destruição ou remoção de estátuas de personagens violadores de direitos ou símbolos das desigualdades. No nosso caso, foi ateado fogo à estátua de Borba Gato, um dos chamados “bandeirantes”.

Os bandeirantes, tal como mostrou recentemente Edison Veiga em um artigo para a BBC Brasil, são uma construção histórica paulista do final do século XIX. Fernão Dias, Borba Gato, Raposo Tavares, entre outros, não se chamavam de bandeirantes e eram considerados como sertanistas. O Instituto Histórico Geográfico, patrocinado por Dom Pedro II e sediado no Rio de Janeiro, considerava-os uma espécie de bárbaros do sertão.

O principal responsável pela transformação dos sertanistas – ou, por que não dizer, dos bárbaros que detinham exércitos privados e escravizavam indígenas – foi Augusto Taunay, não apenas com a sua história dos bandeirantes. O culto aos bandeirantes foi posteriormente reforçado pela Revolução de 1932 e pelo Monumento às Bandeiras no Ibirapuera, como bem aponta Paulo César Garcez Marins em entrevista à BBC Brasil. Hoje sabemos que os bandeirantes são parte central da narrativa paulista, dando nome ao próprio palácio do governo e a diversas rodovias no estado.

Existe, de fato, uma questão da apropriação de símbolos e o questionamento daquilo que se procurou ressaltar nos bandeirantes. Esta é a raiz da recente polêmica sobre Borba Gato, com o episódio de queima da estátua localizada na zona sul paulistana. A estátua materializa o discurso oficial do desbravador que expressava o projeto político das elites do estado, que procurou ignorar os crimes dos bandeirantes – reconhecidos pelo Instituto Geográfico, órgão do Império, ainda no século XIX.

Não há dúvidas de que cabe um questionamento a Borba Gato e aos bandeirantes. A pergunta é: qual é a linguagem desse questionamento e se a utilização da violência como método é a linguagem correta da disputa histórica.

Vladimir Safatle, em texto publicado em A Terra é Redonda, confunde uma questão com a outra ao afirmar o direito inalienável de derrubar estátuas. O autor compara o fogo na estátua de Borba Gato à derrubada da Bastilha e afirma: “Quando caiu, a Bastilha não era mais que um símbolo. Mas foi a queda do símbolo, um ato simbólico por excelência que abriu toda uma época histórica. A modificação na estrutura simbólica é modificação nas condições de possibilidade de toda uma era histórica”.

Discordo de Safatle. A teoria política que ele usa é no mínimo pobre e, muito provavelmente, bastante equivocada. Mobilizo duas autoras da teoria política para discutir com Safatle: Hannah Arendt e Judith Butler.

Em seu clássico Da Revolução, Hannah Arendt critica a ideia de revolução em Marx, na qual Safatle se inspira para fazer o seu elogio da violência. Arendt mostra que existe na política uma diferença significativa entre destruir e construir, diferença essa que a Revolução Francesa não enfrentou adequadamente. O preço pago por isso foi alto. O argumento é simples.

Diz Hannah Arendt: “Quando os homens da Revolução Francesa diziam que todo o poder reside no povo, eles entendiam por poder uma força natural cujas fonte e origem se situavam fora do domínio político, uma força que, na sua própria violência tinha sido libertada pela revolução e varrido todas as instituições do antigo regime… Os homens da Revolução Francesa, não sabendo distinguir entre violência e poder… abriram o domínio político a esta força pré-política e natural da multidão e foram varridos por ela tal como o Rei…” (Da Revolução, p. 179, Editora Moraes).

Acho o argumento de Arendt claro, a violência não é uma categoria da política e quanto mais a política a utiliza mais problemas ela terá na construção de uma ordem democrática posterior. Assim, o impulso de destruir a estátua de Borba Gato não conduz àquilo que Safatle quer. Para ele, “destruir tais estátuas, renomear rodovias, parar de celebrar figuras históricas que representam apenas a violência brutal da colonização contra ameríndios e pretos escravizados é o primeiro gesto de construção de um país que não aceitará mais ser espaço gerido por um Estado predador… Enquanto estas estátuas estiverem sendo celebradas, enquanto nossas ruas tiverem esses nomes, esse país nunca existirá”. Ou seja, para Safatle, a forma de violência que, tal como Arendt, considero não política, não faz nenhuma diferença no processo de construção de um novo país. Acho que faz sim e que alternativas devem ser buscadas.

Recentemente, a teórica política feminista Judith Butler publicou um livro chamado A força da não violência. No texto, Butler reelabora o argumento arendtiano. Ela diz: “Argumentar a favor da não violência requer que sejamos capazes de estabelecer uma diferença entre a violência e não violência”. No entanto, o mais importante para Butler é uma forma de reconhecimento de uma relação social que vai além do individualismo e expressa a capacidade de constituir novas relações. (The force of nonviolence, Verso, p. 9).

Assim, Butler parece estar procurando algo bastante diferente do defendido por Safatle, que é a tentativa de constituição de uma inter-relação ética entre indivíduos baseados em reclamos de reconhecimento da igualdade e da diversidade. Há uma diferença importante entre Butler e Arendt. A filósofa de Berkeley reconhece algo que ela denomina de “grievability” (reclamação de sofrimentos sofridos). Ou seja, a constituição de formas de igualdade implica em um acerto de contas com injustiças presentes e passadas.

É essa categoria que nos remete à discussão das estátuas de Borba Gato ou do general Lee, recentemente retirada em Nova Orleans, e de muitos indivíduos cujos nomes foram retirados de prédios, como foi o caso do ex-presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson, que teve o seu nome retirado de um prédio na Universidade de Princeton da qual ele foi reitor. Judith Butler mostra que a “grievability” não pertence apenas àqueles contra os quais injustiças foram cometidas, mas pertence também aos vivos. São os vivos que estão reclamando a justiça para os injustiçados que já não estão entre nós.

Associar Butler e Hannah Arendt mostra um caminho que esta discussão pode trilhar. Trata-se sim de rever o passado e as injustiças do passado. Porém, revê-las deve necessariamente passar por categorias que não utilizam a violência porque o objetivo dessa revisão é a construção de uma ordem democrática e igualitária. Portanto, o ato de revisão e o ato de construção devem ser compatíveis e a violência não é compatível com a política democrática.

Vladimir Safatle não chega nem mesmo a tocar esse problema. Ele se situa em uma tradição que teve muito mais êxito em destruir regimes indesejáveis do que em construir regimes baseados na igualdade, na diversidade e na democracia. Parece que Safatle não conseguiu sacar nenhuma reflexão sobre os motivos da incapacidade de as revoluções baseadas na violência construírem formas democráticas depois do fim dos antigos regimes.

 

*Leonardo Avritzer é professor titular do departamento de Ciência Política da UFMG. Autor, entre outros livros, de Impasses da democracia no Brasil (Civilização Brasileira).

 

 

[Fonte: http://www.aterraeredonda.com.br]

L’Ajuntament desplega accions per promoure la diversitat sexual i de gènere i prevenir l’LGTBI-fòbia

L’Ajuntament de Barcelona posarà en marxa a partir de l’octubre un ‘Centre de Noves Masculinitats’, un espai que neix amb la voluntat d’espai obert a la ciutadania per promoure models de masculinitats « positius, oberts, plurals i heterogenis ». L’acció s’emmarca en diferents iniciatives que el consistori impulsa per reivindicar la diversitat sexual i de gènere i prevenir i combatre l’LGTBI-fòbia. Entre aquestes iniciatives hi ha la d’una nova campanya de ciutat per dir que l’LGTBI-fòbia no és benvinguda. Concretament, aquest missatge es pot veure des d’aquest dilluns en catifes amb els colors de l’Arc de Sant Martí col·locades a les entrades d’edificis municipals, com el mateix consistori, i accessos al transport públic.

L’alcaldessa Ada Colau ha emfatitzat que és « importantíssim » que les institucions es posicionin de manera « ferma i contundent » en contra de l’LGTBI-fòbia i qualsevol discurs d’odi. Especialment, ha dit, en un moment que aquests discursos estan entrant a les institucions i « alguns pretenen banalitzar el feixisme, la discriminació i l’LGTBI-fòbia ».

Per això, ha considerat que avui Barcelona fa « un pas més » en la reivindicació de la ciutat com una ciutat « diversa ».

Centre de Noves Masculinitats
Segons Colau, una de les mesures « més interessants » impulsades pel consistori és precisament la creació d’un ‘Centre de Noves Masculinitats’ perquè les agressions estan molt vinculades a un « model de masculinitat patriarcal » que cal revisar.

La tinenta d’alcaldia de Drets Socials, Justícia Global, Feminismes i LGTBI, Laura Pérez, ha assegurat que « ser home no vol dir reaccionar de forma agressiva » i per això des del nou centre és vol impulsar formació i sensibilització cap als joves i ser un complement en clau educativa.

En aquests moments, ha dit Pérez, l’Ajuntament està treballant amb entitats representatives del col·lectiu LGTBI per omplir de contingut i de programació el centre, que es posarà en marxa a partir de l’octubre.

A preguntes dels mitjans, la regidora ha avançat que la seu física serà al Passeig Picasso, al costat de l’Estació de França. Actualment en aquest espai ja hi ha el Servei d’Atenció a Homes (SAH) per la promoció de les relacions no violentes i prèviament havia acollit un altre servei municipal, el Barcelona Cuida. La inauguració del nou centre està prevista a l’octubre.

Segons Pérez, la idea amb què treballen és que sigui un centre on qualsevol ciutadà s’hi pugui adreçar. Com a exemples d’activitats que es podrien impulsar des del centre la regidora ha citat unes jornades amb especialistes sobre com educar els nens en una masculinitat que no els « encaselli ». Per això, ha dit, es podrien fer aliances amb les Associacions de Famílies d’Alumnes (AFA).

« Som moltes les mares i pares que ens preguntem com educar un fill en el feminisme, necessitem més eines i hi ha experts que ho poden fer », ha assegurat.

Per això, el nou centre no anirà dirigit exclusivament a homes sinó que tindrà una mirada global i farà sobretot formació, incidint en l’etapa educativa.

Altres iniciatives
A banda d’aquest nou centre i de la campanya ja en marxa amb catifes presidint les entrades a edificis municipals, el consistori també incorpora altres accions, com reforçar la regidora amb una persona més.

El nou pla específic de l’Ajuntament per combatre la LGTBI-fòbia es basa en quatre eixos: l’educació, la cultura, l’àmbit comunitari i l’àmbit laboral.

En l’àmbit educatiu, per exemple, s’amplia la Xarxa d’Escoles per la Igualtat i la No Discriminació, un programa de sensibilització destinat a alumnes d’entre 6 i 16 anys que actualment ja es desplega en 28 centres de la ciutat. L’Ajuntament vol que el programa arribi a totes les escoles i no només aquelles que s’hi acullen de forma voluntària, un missatge que la institució ja ha traslladat a la Generalitat. « Aquest any ampliem a nou escoles però creiem que el programa ha d’arribar a totes les escoles de Catalunya », ha dit Pérez.

D’altra banda també es vol generar més material audiovisual perquè la diversitat de gènere i sexual estigui més present en aquesta àrea. « És important que la diversitat hi sigui en les programacions dels cinemes i als llibres », ha dit. L’objectiu és ampliar la programació de la mostra FIRE i que els continguts arribin també als centres cívics.

Un altre exemple d’iniciativa és l’increment de la perspectiva comunitària al Centre LGTBI inaugurat l’any 2019. L’Ajuntament vol reforçar la programació del centre per potenciar la part de treball comunitari, fent-la arribar a entitats i associacions.

En l’àmbit laboral, es preveu implementar la ‘Guia per millorar l’ocupabilitat trans’, adreçada a orientadors dels serveis d’ocupació, així com treballar amb les empreses perquè s’elaborin protocols de transició de gènere al lloc de treball.

[Font: http://www.racocatala.cat]

Imatge de la infografia

El TERMCAT presenta una nova infografia interactiva que il·lustra els diversos tipus de vegetarianisme, especifica els noms de cada tendència i els noms de les persones que les segueixen.

El vegetarianisme designa un règim alimentari basat en el consum d’aliments d’origen vegetal que exclou, en major o menor grau, els d’origen animal. La consolidació en la nostra societat de nous hàbits alimentaris ha portat la necessitat d’etiquetar una gran diversitat de dietes.

La infografia, elaborada amb l’assessorament de diversos experts, identifica diverses variants de vegetarianisme, especifica quins aliments componen habitualment la dieta de les persones frugívores, apivegetarianes, lactovegetarianes, etc. i enllaça amb les fitxes terminològiques corresponents de la Terminologia de les tendències alimentàries on hi ha les definicions i els equivalents en castellà, francès i anglès.

La Terminologia de les tendències alimentàries és un diccionari en línia elaborat pel TERMCAT i publicat l’any 2020 que recull una quarantena de termes relacionats amb aquest àmbit d’especialitat.

La infografia s’afegeix al centenar de productes multimèdia que el TERMCAT ofereix amb la voluntat d’afavorir la difusió de la terminologia dels diferents sectors especialitzats.

 

 

[Imatge: CC-BY 4.0 – font: http://www.termcat.cat]

L’Estat garanteix el dret fonamental de llibertat de creença i culte. La normativa també inclou, entre altres, el dret de les esglésies, confessions i comunitats confessionals a constituir-se com a persones jurídiques.

Les entitats religioses es poden constituir de diverses maneres segons la legislació vigent a l’Estat espanyol.

L’Estat garanteix el dret fonamental a la llibertat religiosa i de culte, reconeguda a la Constitució espanyola de 1978, així com a la Llei Orgànica 7/1980, de 5 de juliol, de Llibertat Religiosa, la qual també recull expressament que les diferents creences religioses “no constitueixen un motiu de desigualtat o discriminació davant la llei”.

Per aquest motiu, a la pròpia Llei Orgànica es reconeix la possibilitat que les esglésies, confessions i comunitats religioses gaudeixin de personalitat jurídica prèvia inscripció al Registre d’entitats religioses.

En el Registre d’entitats religioses es poden inscriure aquests tipus d’entitats:

Esglésies, confessions i comunitats religioses

Un dels àmbits en el qual es manifesta la diversitat cultural i social és en el fet religiós. La Constitució espanyola estableix que Espanya és un Estat aconfessional, és a dir, que està desvinculat d’una religió determinada i manté relacions de cooperació amb les diferents confessions religioses.

Entre les finalitats principals d’una església, confessió o comunitat religiosa es troba la divulgació, el foment, la pràctica i la celebració d’actes de culte d’algun tipus de tradició o creença religiosa. D’acord amb el que estableix la normativa, existeixen confessions amb les quals l’Estat manté pactes o acords de cooperació aprovats per les Corts Generalsque són els següents:

Per gaudir de personalitat jurídica, les esglésies, confessions i comunitats religioses s’han d’inscriure al Registre d’entitats religioses, adscrit a la Secretaria General de Llibertat religiosa del Ministeri de la Presidència, Relacions amb les Corts i Memòria Democràtica del Govern d’Espanya.

Les que tenen conveni o acord de cooperació amb l’Estat espanyol s’inclouen a la secció especial del Registre i, la resta, s’inscriuen a la secció general.

Les esglésies, confessions i comunitats religioses inscrites tenen plena autonomia i poden establir les seves pròpies normes d’organització, règim intern i règim del seu personal. En aquestes normes, hi poden incloure clàusules de salvaguarda de la seva identitat religiosa i caràcter propi, així com del respecte degut a les seves creences, sens perjudici del respecte dels drets i llibertats reconeguts per la Constitució, i en especial dels de llibertat, igualtat i no-discriminació.

En el cas que les esglésies, confessions i comunitats es plantegin l’obertura d’un centre de culte, és molt convenient que es consulti amb l’Administració local la regulació urbanística vigent en el municipi i els solars que es preveu usar.

L’Estat garanteix el dret fonamental a la llibertat religiosa i de culte.

Federacions d’esglésies, confessions o comunitats

Les federacions d’esglésies, confessions o comunitats habitualment assumeixen la representació d’un determinat col·lectiu d’entitats religioses que pertanyen a una mateixa tradició religiosa. Aquesta figura ajuda a defensar els drets comuns i és una fórmula que afavoreix la interlocució, fonamentalment, amb l’administració pública, a la qual li és més fàcil tenir com a referent una figura que representi un nombre determinat d’entitats i que disposi de més representació, que haver d’establir comunicació amb cadascuna d’elles.

Per gaudir de personalitat jurídica, les federacions s’han d’inscriure igualment al Registre d’entitats religioses.

Entitats creades o erigides per les esglésies, confessions, comunitats o federacions inscrites

Les esglésies, confessions, comunitats o federacions inscrites al Registre d’entitats religioses poden crear diferents tipus d’entitats.

Per tal que aquestes entitats gaudeixin de personalitat jurídica han d’inscriure’s al Registre d’entitats religioses quan es tracti de:

  1. les seves demarcacions territorials
  2. les seves congregacions, seccions o comunitats locals
  3. les entitats institucionals de la seva estructura
  4. associacions de finalitats religioses i les seves federacions
  5. seminaris o centres de formació de ministres de culte
  6. centres superiors d’ensenyament teològics o religiosos
  7. comunitats monàstiques o religioses i ordes o federacions on s’integren
  8. instituts de vida consagrada i societats de vida apostòlica, les seves províncies i cases i les seves federacions
  9. qualssevol altres entitats susceptibles d’inscripció de conformitat amb els acords entre l’Estat espanyol i les confessions religioses.

La Llei de Llibertat Religiosa estableix expressament que les esglésies, confessions i comunitats religioses també poden constituir altres tipus d’entitats, com ara associacions fundacions, que es regiran pels seus propis estatuts i pel règim propi de la personalitat jurídica que els correspongui.

En el cas de les fundacions creades per l’Església catòlica, el Reial Decret 589/1984, de 8 de febrer va regular la possibilitat d’inscriure-les al Registre d’entitats religioses.

Les fundacions creades per altres confessions religioses s’han de constituir i inscriure com fundacions de caràcter civil d’acord amb l’ordenament jurídic general, o si tenen exclusivament finalitats religioses, són inscriptibles també en el Registre d’entitats religioses.

Per conèixer com cal constituir una entitat religiosa es pot consultar aquest recurs.

[Fotos: Freepik – font: http://www.xarxanet.org]

es.wikipedia.org

 

Escrito por Norberto Ovando

Una evaluación de la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza nos da a conocer que “Estar dentro de la prestigiosa lista de Patrimonio Mundial Natural de la UNESCO no es sinónimo de que la biodiversidad del sitio está completamente protegida”

Por Prof. Norberto Ovando* y Gpque. Adalberto D. Álvarez**

La IUCN es el órgano consultivo sobre Patrimonio Mundial Natural que proporciona asesoramiento técnico independiente al Comité del Patrimonio Mundial.

Según un reciente informe de la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza (IUCN por sus siglas en inglés), publicado en 2020, indica que el 33% de los 252 sitios catalogados como Patrimonio Mundial Natural de la UNESCO se encuentran amenazados principalmente por el cambio climático, seguido por las especies invasivas, el turismo masivo, la contaminación del agua, los incendios, entre otras.

Los resultados de la “Perspectiva 3 del Patrimonio Mundial de la UICN” muestran que, de todos los sitios naturales y mixtos del Patrimonio Mundial en América del Sur, el 48% se evalúa como“preocupación significativa”.

“El Patrimonio Mundial se distingue por la excelencia en la gestión y la nueva Perspectiva del Patrimonio Mundial hace un llamamiento a la acción para asegurar que todos los sitios en la lista demuestran de forma inequívoca lo mejor de la conservación, teniendo en cuenta tres factores: su valor natural, los problemas que enfrentan y la calidad de su gestión”.

Puesto que el Patrimonio Mundial (cultural y natural) es el legado que recibimos del pasado, lo que vivimos en el presente y lo que transmitimos a las futuras generaciones, la responsabilidad de protegerlo incumbe también a todos los Estados partes, a la comunidad internacional y a la sociedad civil en su conjunto.

Los sitios del Patrimonio Mundial pertenecen a todos los pueblos del mundo, independientemente del territorio en que estén localizados.

La Perspectiva de la IUCN evalúa tanto las amenazas actuales como las potenciales; aspectos críticos de la protección y la gestión, como la financiación sostenible, la observancia efectiva, la dotación de personal y la eficacia de la gestión en general, son sistemáticamente motivo de grave preocupación en muchos sitios.

Cada sitio recibe una calificación según el estado y la evolución de sus valores, amenazas, así como lo referido a su protección y gestión.

Como cualquier área natural, los sitios del Patrimonio Mundial pueden verse expuestos a amenazas, tanto dentro como fuera de sus límites. Dichas amenazas pueden ser de carácter natural, como los fenómenos medioambientales, o producidas por la acción del hombre, como los proyectos ineficientes de infraestructura (represas y carreteras), el daño producido a la flora y la fauna, etc.

Calificación asignada a cada Patrimonio Mundial en Argentina

Buena: los valores del sitio se encuentran en buen estado y es probable que se mantengan en un futuro previsible, siempre que también se mantengan las medidas de conservación actuales.

Parque Nacional Talampaya, La Rioja

Parque Provincial Ischigualasto, San Juan

Parque Nacional Los Alerces, Chubut

Buena con cierta preocupación: a pesar de la existencia de cierta preocupación, es probable que los aspectos básicos de los valores de los sitios puedan mantenerse a largo plazo si se aplican medidas de conservación menores de carácter adicional.

Área Natural Protegida Península Valdés, Chubut

Parque Nacional Los Glaciares, Santa Cruz

Alta preocupación: los valores del sitio están amenazados y/o muestran signos de deterioro. Se deben aplicar medidas de conservación adicionales significativas para poder mantener y/o restaurar los valores de medio a largo plazo.

Parque Nacional Iguazú, Misiones

Crítica: los valores del sitio están seriamente amenazados y/o deteriorándose. Se necesitan medidas de conservación adicionales a gran escala para mantener y/o restaurar los valores del sitio a corto y medio plazo o los valores pueden perderse.

Actualmente no hay sitios en nuestro país con esta calificación.

Por ser el Patrimonio Mundial, Parque Nacional Iguazú, con la más baja calificación en nuestro país, evaluaremos su estado actual y futuro inmediato.

En 1928 por Ley Nacional 6.712 se adquieren 75.000 hectáreas para crear un futuro parque, que recién se materializa como Parque Nacional Iguazú a través de la Ley n° 12.103 sancionada el 29 de septiembre de 1934, en el extremo noroeste del Territorio Nacional de Misiones. Recién el 10 de diciembre de 1953 por iniciativa del presidente Juan Domingo Perón, a través de la ley nº 14.294 se dispuso la provincialización del Territorio Nacional de Misiones, y el 24 de febrero de 1978 se declara a Puerto Iguazú municipio de primera categoría.

La superficie total del parque es de 67.698 ha que se subdivide entre el: Parque Nacional con 59.945 ha; la Reserva Nacional con 7.675 ha y la Reserva Natural Silvestre con 78 ha.

Objetivo de conservación: conservar una muestra de la selva húmeda subtropical (Paranaense), preservando la calidad del sistema hidrológico y los recursos paisajísticos naturales e históricos.

Categoría Internacional: el Parque Nacional Iguazú fue inscripto por la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO) como “Sitio del Patrimonio Mundial” en 1984, cuyos criterios naturales de selección son (vii) y (x) y se refieren a:

(vii) “Contener fenómenos naturales superlativos o áreas de excepcional belleza natural e importancia estética”; y (x) “Contener los hábitats naturales más importantes y significativos para la conservación in situ de la diversidad biológica, incluidos los que contienen especies amenazadas de valor universal excepcional desde el punto de vista de la ciencia o la conservación“.

Criterio (vii): Parque Nacional Iguazú conserva una de las cascadas más grandes y espectaculares del mundo.

Criterio (x): forma el mayor remanente protegido de la selva subtropical paranaense, que pertenece al Bosque Atlántico Interior. La rica biodiversidad incluye más de 2000 especies de plantas, 400 especies de aves y posiblemente hasta 80 mamíferos, así como innumerables especies de invertebrados. Las especies carismáticas raras incluyen el caimán de hocico ancho, el oso hormiguero gigante, el águila arpía, el ocelote y el yaguareté. Junto a las cataratas, a lo largo del río y en las islas, un ecosistema altamente especializado lleno de vida ha evolucionado en respuesta a las condiciones extremas del agua que forma nubes de vapor de agua generado por los grandes saltos; dentro del ambiente con mayor biodiversidad de la Argentina.

Recientemente, las perspectivas de conservación de este sitio fueron evaluadas como “preocupación significativa”.

El Parque Nacional Iguazú conserva un importante remanente de la Selva Atlántica, una de las prioridades mundiales de conservación más amenazadas. Este bioma forestal que abarca históricamente grandes partes de la costa brasileña y se extiende hasta el norte de Argentina y Uruguay, así como el este de Paraguay, es conocido por su hábitat extremo y diversidad de especies, así como su alto grado de endemismo. Alrededor de 2000 especies de plantas, incluyendo unas 80 especies de árboles han sido evaluadas, junto con alrededor de 400 especies de aves, incluyendo el escurridizo águila arpía.

Hoy en día, ambos Parques Nacionales en Brasil y Argentina están rodeados principalmente por un paisaje que ha sido fuertemente alterado debido a la tala (corte de árboles desde su base), como a la transformación del uso de la tierra, tanto históricamente como en el presente.

La gestión eficaz de las áreas protegidas y la mitigación de los impactos del uso de la tierra en y desde el paisaje circundante aumentan la probabilidad de mantener muchos de los valores por los que el parque ha sido inscrito al patrimonio, y contribuyen a la supervivencia de las especies que lo habita. El papel destacado como un importante destino turístico internacional y nacional hace que el Parque Nacional Iguazú sea un área muy destacada. Es probable que las amenazas atraigan mucha atención y hay importantes incentivos políticos y económicos para invertir en el futuro de su conservación y manejo del turismo sostenible.

Requisitos y recomendaciones para la protección y manejo

El Parque Nacional Iguazú es propiedad exclusiva del Gobierno Nacional y es parte integral del Sistema Nacional de Áreas Protegidas Federales de Argentina (SIFAP), bajo la Ley de Parques Nacionales nº 22.351. El manejo de esta área protegida está en manos de profesionales capacitados, incluyendo guardaparques. Se dispone de un presupuesto anual para garantizar la infraestructura y el equipo necesarios para desempeñar sus funciones de manera responsable. Una oficina técnica regional presta apoyo profesional, y hay un centro de investigación subtropical que realiza estudios ecológicos.

Las represas afectan a sitios con valores estéticos, como las emblemáticas Cataratas del Iguazú. “Los niveles de agua de las Cataratas se modifican artificialmente a través de centrales río arriba en Brasil, como la Central Hidroeléctrica Gobernador José Richa, también conocida como Usina Hidroeléctrica Salto Caxias, ubicada en el río Iguazú, Estado de Paraná, causando impactos paisajísticos y ecológicos. Estos impactos requieren vigilancia y mitigación, y es necesario prevenir peores impactos futuros”.

“La gestión del turismo es una tarea clave en el parque, para minimizar los impactos directos e indirectos de las visitas masivas y maximiza las oportunidades en términos de conscientización para la conservación de la naturaleza y la financiación de la conservación”.

“El valor del parque se consolida por la contigüidad con el Parque Nacional do Iguaçu en Brasil, pero requiere una gestión efectiva correspondiente a ambos lados de la frontera internacional. Lo más inmediatamente posible es muy conveniente y, de hecho, necesaria una mayor armonización de la planificación, la gestión y la supervisión. Lo ideal sería que un enfoque conjunto incluyera el compromiso al más alto nivel político de llevar a cabo actividades tangibles sobre el terreno sobre la base de los esfuerzos existentes”.

“Entre las amenazas que requieren atención permanente se encuentran la deforestación en curso en la región, incluidos los bosques adyacentes en el cercano Brasil y el Paraguay, la invasión agrícola, así como la caza furtiva y la extracción de plantas. El turismo, la forma de recreación y la correspondiente infraestructura de transporte y alojamiento sin duda han estado impactando en el parque y pueden pasar rápidamente los límites aceptables”.

“Dada la transformación en curso del paisaje en torno a ambos Parques Nacionales Iguazú en Argentina y do Iguaçu en Brasil en las últimas décadas, la futura gestión tendrá que desarrollar escenarios y planes a más largo plazo teniendo en cuenta esta realidad. Más allá del parque, además, deberán encontrar un equilibrio entre la conservación y el uso de tierras circundantes y recursos en la provincia de Misiones para mantener o restaurar la conectividad del paisaje. Esto requerirá trabajar con otros sectores y comunidades locales. En corto tiempo, el Parque Nacional Iguazú debería ser amortiguado por una planificación adecuada y armonizada del uso de la tierra en las áreas adyacentes en Argentina, Brasil y Paraguay”.

Conclusión

Si bien se han logrado éxitos de conservación individuales en varios sitios, en general esta imagen muestra que se requiere mucho más para cumplir con la ambición de mejorar la conservación y perspectivas para todo nuestro Patrimonio Mundial Natural.

Los gobiernos deben poner manos a la obra para implementar medidas eficaces con partidas presupuestarias adecuadas y un mayor apoyo para el mantenimiento de las áreas naturales; lugares que están demostrado ser esenciales para la salud y el bienestar de la humanidad.

Fuente: IUCN/AAPN

*Presidente y ** vicepresidente de la Asociación Amigos de los Parques Nacionales (AAPN), expertos de las Comisiones Mundiales de Áreas Protegidas (WCPA) y Educación y Comunicación (CEC), Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza (IUCN).

 

[Imagen:  es.wikipedia.org – fuente: http://www.pressenza.com]

Cette 74e édition montre les hommes sous leur côté sombre à travers des récits d’artistes toxiques, de virilité douloureuse et de personnages masculins violents ou décevants.  

Dans Titane, Palme d’or 2021, le personnage en apparence viril de Vincent Lindon lutte avec ses émotions et son corps vieillissant. Mais alors que le film plonge dans un univers de plus en plus masculin, il devient aussi de plus en plus froid et oppressant. | Capture d’écran Diaphana Distribution via YouTube

Écrit par Anaïs Bordages

Il doit y avoir quelque chose dans l’air: si l’on devait résumer très grossièrement le Festival de Cannes 2021, on pourrait dire qu’il s’agissait de l’édition «men are trash». Lors du dernier festival en 2019, on avait noté et salué la multiplication d’œuvres plus focalisées que jamais sur l’expérience féminine. Cette année, le Festival de Cannes a une nouvelle fois brillé par la diversité de ses récits initiatiques féminins, avec des films comme Robuste,Rien à foutre, ou Compartiment n°6(qui a remporté le Grand Prix du jury, voir le palmarès complet de la compétition).

Mais une autre tendance semble clairement se dégager de la sélection: une remise en question, parfois brillante, d’autres fois moins aboutie, du rôle des hommes dans la culture et dans la société.

Artistes toxiques

Le premier constat, c’est une multitude de films centrés autour de créateurs masculins, en proie aux doutes sur la valeur de leur art, et la toxicité de leurs comportements. En ouverture du festival, Leos Carax, également primé, nous interrogeait avec Annette sur la séparation entre l’œuvre et l’artiste.

Cette sombre comédie musicale suit un humoriste charmant et subversif, qui cache en fait un comportement violent avec les femmes. En créant la confusion entre le personnage d’Adam Driver et le sien, Leos Carax semble lui-même se questionner sur son image d’enfant maudit, et sur sa responsabilité en tant qu’artiste –«C’est ma vision de (…) ce que le cinéma met en scène, condamne, pardonne… les films étant faits en grande majorité par des hommes», avait-il observé pendant la conférence de presse.

Le Genoud’Ahed,film israélien de Nadav Lapid (récompensé lui aussi), présente quant à lui un réalisateur antipathique, dévoré par la colère contre son pays. Après avoir passé une bonne partie du film à mansplainer la vie à une jeune femme qui l’admire, il la manipule et doit faire face à la vindicte populaire. Dans Tromperie d’Arnaud Desplechin, adapté d’un livre de Philip RothDenis Podalydès incarne un auteur arrogant qui puise son inspiration dans les conversations qu’il partage avec sa maîtresse (Léa Seydoux). Dans une séquence qui semble déconnectée du reste de l’intrigue, l’homme se retrouve jugé au tribunal pour ses écrits sexistes, et se défend en râlant que «ce n’est pas parce que j’écris sur une femme, que j’écris sur toutes les femmes».

On retrouve une scène similaire dans Julie (en 12 chapitres), charmante comédie romantique du Norvégien Joachim Trier, où l’un des personnages masculins est dessinateur de BD graveleuses. Sa plus grande réussite? Avoir créé «un des trous de balle les plus iconiques» de la pop culture. Dans une séquence un peu maladroite, l’homme se retrouve sur un plateau de télévision, à débattre du supposé sexisme de son œuvre avec deux présentatrices qui lui sont hostiles, et semble à deux doigts de se plaindre qu’on ne peut plus rien dire. Dans une autre scène, l’héroïne du film (dont l’actrice a reçu le prix d’interprétation) se demande s’il est possible d’être féministe et d’apprécier «la fellation à l’ère #MeToo»,illustrant un peu plus les ruminations du cinéaste sur l’époque actuelle.

Hommes décevants

Cannes 2021, c’était aussi l’édition des hommes décevants. Toujours dans Julie (en 12 chapitres), le personnage éponyme tombe sous le charme d’un jeune homme tendre et rassurant. Mais au fil de leur relation, Julie commence à s’ennuyer et à nourrir un certain ressentiment envers lui. Cependant, le film s’intéresse moins aux défauts des hommes avec lesquels Julie se met en couple, et plutôt à son profil d’anti-héroïne, trentenaire, paumée et indécise.

«Avec “L’Histoire de ma femme”, j’invite tous les hommes tendres et honnêtes à rafraîchir et à réinventer leurs méthodes.»

Ildikó Enyedi, cinéaste

Dans Bergman Island, Mia Hansen-Løve s’inspire de sa propre relation avec le réalisateur Olivier Assayas pour raconter le déséquilibre entre un couple de cinéastes, incarnés par Vicky Krieps et Tim Roth. Elle est plus jeune que son mari, et manque d’assurance. Lui est célèbre, très charmant, et ne lui offre aucun soutien. Pour renforcer un peu plus le thème, Mia Hansen-Løve nous livre un récit dans le récit: en parallèle de l’histoire d’amour entre les deux cinéastes, on plonge dans le film conçu par l’héroïne. On y découvre une romance désenchantée entre Mia Wasikowska et Anders Danielsen Lie –qui jouait aussi le dessinateur dans Julie (en 12 chapitres), preuve que les échos entre les œuvres sont plus nombreux que jamais cette année à Cannes.

Les amours déçues sont aussi centrales dans Olympiades de Jacques Audiard, avec un personnage masculin qui ne sait pas se montrer à la hauteur de l’affection que sa colocataire lui porte… Mais aussi et surtout dans L’Histoire de ma femme, un film que la réalisatrice Ildikó Enyedi dit avoir abordé d’un point de vue masculin. On y suit un capitaine de navire effacé et de plus en plus jaloux de sa femme (incarnée par Léa Seydoux). «Avec ce film, j’invite tous les hommes tendres et honnêtes à rafraîchir et à réinventer leurs méthodes», affirmé la cinéaste, même si le récit lui-même aurait sans doute mérité un peu plus de fraîcheur.

Quand ce ne sont pas les amants qui nous laissent tomber, ce sont les pères. Dans Flag Day de Sean Penn, l’acteur et réalisateur incarne un charmant criminel qui ne parvient jamais à être à la hauteur pour sa fille.

Culture du viol et masculinité nocive

Enfin, on a aussi croisé à Cannes de nombreux récits qui explorent une certaine violence masculine et font la peau à la culture du viol. Dans le puissant Rehana Maryam Noor, premier film du Bangladesh à être sélectionné à Cannes, une prof de fac de médecine vient en aide à une étudiante violée par un enseignant –et paiera un lourd tribut pour avoir osé le dénoncer.

On suit aussi un personnage toxique dans Red Rocket de Sean Baker (qui avait auparavant réalisé Tangerine et The Florida Project). Superbement incarné par Simon Rex, Mikey est un ancien acteur porno d’abord très attachant. Mais plus le film progresse, plus il révèle une personnalité détestable, obnubilé par sa survie et son propre succès au détriment de tous ceux qui l’entourent. Situé dans l’Amérique de Trump, le film explore la dégringolade du rêve américain, rongé par le narcissisme et la violence désinvolte.

Julia Ducournau souligne que la virilité est un piège tendu à la fois aux femmes et aux hommes en les aliénant.

Mais la proposition la plus forte sur la question du genre (et peut-être la plus forte, tout court, du festival), c’est Titane de Julia Ducournau, Palme d’or de cette 74e édition. Dans ce drame fantastique, l’héroïne se transforme progressivement en personnage a-genre, adoptant une identité masculine tout en cachant une grossesse inquiétante et surnaturelle. À travers les injections de testostérone (chez le personnage de Vincent Lindon), le binding ou les scènes de sexe entre lesbiennes, Titane explore clairement l’identité queer.

Mais elle souligne aussi que la virilité est un piège tendu à la fois aux femmes et aux hommes en les aliénant. Alors que le film plonge dans un univers de plus en plus masculin, il devient aussi de plus en plus froid et oppressant. Dans une scène remarquable, un groupe de jeunes pompiers se défoulent sur une musique assourdissante, traduisant toute la tristesse d’une masculinité qui ne sait s’exprimer autrement que par la violence. Lorsque Alexia/Adrien, sans cheveux ni sourcils, et en tenue de pompier, se met à danser de manière lascive, renversant la scène d’ouverture où elle se déhanchait superbement en lingerie, c’est l’absurdité de la sexualisation féminine à outrance qui est soulignée. Que les partisans du #NotAllMen se rassurent: le festival nous a malgré tout offert une poignée d’hommes honorables et bouleversants.

C’est notamment toute la problématique d’Un Héros (primé), nouveau film d’Asghar Farhadi dans lequel un personnage masculin tente coûte que coûte de conserver son honneur. Dans Titane, le personnage en apparence viriliste de Vincent Lindon lutte avec ses émotions et son corps vieillissant. Dans La FracturePio Marmaï crève l’écran en «gilet jaune» rustre mais généreux, qui vient sans cesse au secours des autres personnages et se bat pour conserver son travail. Et dans Compartiment n°6, Iouri Borissov incarne un jeune Russe qui, derrière ses airs de voyous, révèle une vulnérabilité touchante, et accompagne l’héroïne du film dans un voyage initiatique plein de tendresse. À Cannes, 2021 aura été l’année de la déconstruction: du genre, du sexe, et même des vaches. Le résultat, c’est un cinéma riche et divers, qui signale son grand retour après plus d’un an d’arrêt imposé.

 

[Source : http://www.slate.fr]