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Passados quase 40 anos sobre a sua morte, o iconoclasta Mário-Henrique Leiria pode finalmente ser descoberto para lá dos famosos Contos do Gin-Tonic, num livro que reúne cinco textos esquecidos.

Escrito por Joana Emídio Marques

Por mais sabores de Gin que o mercado descubra, nenhum se iguala àquele que foi inventado por Mário-Henrique Leiria idos de 70: um Gin-Tonic surrealista, hilariante, político, provocador e com a particularidade bizarra de vir embalado num livro de contos e não numa garrafa de vidro. Amantes de Gin, alcoólicos anónimos e conhecidos, poetas e literatos (não necessariamente por esta ordem) fizeram deste livro-bebida um bestseller e Leiria não se fez rogado: escreveu outro. Ficaram para a posteridade e para glória da literatura iconoclasta portuguesa Os Contos do Gin-Tonic (1973) e Os Novos Contos do Gin (1974).

Contos do Gin-Tonica, Estampa, 1974, estão esgotados há muito. Só se encontram hoje em alfarrabistas uma vez que a editora está parada e Leiria não deixou herdeiros.

O ator Mário Viegas tratou de dar voz à perfídia destas histórias tornando-as inesquecíveis para várias gerações. Hoje, 36 anos depois da sua morte, Mário-Henrique Leiria renasce de forma espetacular nas noites de poesia dos bares de Lisboa e Porto onde, com mais ou menos álcool, os Contos do Gin-Tonic são leitura obrigatória. Mas, bebido este copo (aliás há muito esgotado), o que fica das quatro décadas de produção do poeta e pintor surrealista? Pouco, muito pouco. Valha-nos pois a iniciativa da E-Primatur que acaba de publicar um conjunto de textos inéditos que andavam perdidos por aí: são contos, poemas, colagens, fragmentos que ganharam o título Casos de Direito Galático e Outros Textos Esquecidos e merecem já o título de acontecimento literário do ano. O livro tem ainda notas de Mário Cesariny, desenhos de Cruzeiro Seixas e fotografias de João Freire.

Casos de Direito Galático e Outros textos Esquecidos. E-Primatur. 13.41 euros

Esquecidos e atirados no deposito da Biblioteca Nacional estão as dezenas de poemas escritos por Leiria e que urgia serem reunidos num volume onde os leitores pudessem conhecer a fundo a sua obra originalíssima, mesmo para os cânones do surrealismo (onde, de resto, ele nunca se fixou). Era mais do que tempo de alguma abrir estes caixotes e reunir a poesia inclassificável de Mário-Henrique, um homem que passou por aqui de forma tão misteriosa que ainda hoje ninguém pode afirmar se não era ele um dos extraterrestres que habitam vários dos seus contos e poemas.

“A asa não quebra
vibra
às vezes
como lâmina solitária
Separa-se do corpo
e parte
pelo espaço
que a aceita como é
foi assim camarada
assim será.”

[Poema escrito em homenagem ao cosmonauta soviético Vladimir Komarov, morto numa missão espacial a 24 de abril de 1967]

As múltiplas identidades de Mário-Henrique, um exilado no planeta Terra

Diz-se que Mário-Henrique Leiria nasceu em Cascais em 1923, que estudou na Faculdade de Belas Artes da qual foi expulso em 1942 por motivos políticos. Pertenceu ao primeiro grupo Surrealista de Lisboa do qual saiu em dissidência. Forma o segundo grupo de surrealistas juntamente com António Maria Lisboa, Mário Cesariny, Pedro Oom, Cruzeiro Seixas, Carlos Eurico da Costa. Em 1952 foi preso pela Pide. Em 1958 vai para Inglaterra e depois viaja pela Europa Ocidental, Balcãs, Médio Oriente. Em 1961 exila-se no Brasil e participa na luta armada em vários países da América Latina. Diz-se que viajava pago pelo Partido Comunista, diz-se que era filiado, diz-se que era turista e pagava com o seu dinheiro, diz-se que se alistou na Marinha Mercante, diz-se que era um aventureiro, diz-se que não. Morreu em 1980, em casa da mãe para onde tinha voltado, vítima de uma doença óssea degenerativa ou morreu de fome. Tinha 57 anos. Estava na miséria e nem os amigos o iam visitar.

Tudo isto pode ser verdade ou pode ser mentira. Tudo pode ser verdade ou sonho, à boa maneira surrealista. Há várias testemunhas para as várias versões e a investigadora Tânia Martuscelli, professora na Universidade de Yale, Colorado, EUA, e uma das únicas especialistas na obra de Mário-Henrique, falou com várias para os seus livros Mário-Henrique Leiria e a Linhagem do Surrealismo em Portugal (Colibri) e Pelo Mundo Disperso (Tinta da China). Mas fiquemo-nos com a melhor versão, a de Cesariny: “Mário-Henrique foi um homem que implodiu para dentro”.

Mário-Henrique Leiria já bastante debilitado, com os amigos de sempre Cruzeiro seixas e Mário Cesariny e Natália Correia

Movendo-se com extremo à vontade em várias vidas, em várias camadas de realidade e em vários universos artísticos, Mário-Henrique também era bom a inventar vidas para os outros, senão veja-se como, em 1958, ajudou o escritor e poeta Helder Macedo a inventar uma nova identidade para sair de Portugal:

“Na altura eu tinha 21 anos e era estudante de Direito, coisa que odiava. Decidi que queria ir passar uns tempos em Londres, cheio de dúvidas existenciais. O Mário-Henrique aconselhou-me, afirmando que tinha experiência dos ingleses. Explicou-me que eu não poderia ter no passaporte a profissão de estudante (nesse tempo os passaportes mencionavam a profissão) porque isso criaria problemas na fronteira (teria de apresentar prova de matrícula numa escola inglesa, ou coisa assim) e que, portanto, seria mais fácil se eu tivesse no passaporte uma profissão liberal. Bom, sim, mas qual? Isso ele arranjava. Veio então com a ideia: eu seria desenhador. Mas eu sou péssimo em desenho! Não tem importância. Disse-me que tinha amigos e arranjaria tudo. Ele próprio foi a duas lojas de Lisboa onde obteve declarações que diziam ‘este senhor desenha para esta casa’. Fui ao Registo Civil e obtive o passaporte como desenhador. Depois, em Londres, registei-me no consulado. Onde, além de me darem uma cédula com a profissão de desenhador se enganaram na data do meu nascimento, escrevendo 1925 em vez de 1935. Muitos anos depois, quando passei a residir em Londres permanentemente sem poder voltar a Portugal, houve a “primavera marcelista” e decidi arriscar. A PIDE parou-me na fronteira mas, depois de seis horas de espera, deixaram-me entrar no país. Depois do 25 de Abril, quando tive acesso aos arquivos do consulado em Londres, vi a cópia de um telegrama de resposta a uma consulta telegráfica da PIDE. Dizia assim: ‘Não é o mesmo. Este é desenhador e nasceu em 1925.’”

Esta história, que poderia ter sido escrita por Leiria, revela o seu espírito indómito, mas também irónico e pouco interessado em ser obediente aos ditames da realidade. Não é qualquer um que inventa vidas, mesmo Pessoa, inventou heterónimos, que fingissem verdadeiramente. Mário-Henrique era o seu próprio heterónimo: inventava vidas porque a sua nunca lhe chegou.

[Mário Viegas a ler um texto hilariante de Mário-Henrique Leiria]

Como conta Martuscelli, a partida do poeta para o Brasil, em 1961, também é misteriosa, até porque os anos que passou naquele país terão sido muito penosos. Vivia em casa de amigos que o ajudavam financeiramente, acumulou trabalhos precários, tentou suicidar-se e praticamente deixou de escrever. Destes nove anos salvam-se 15 poemas e nenhuma pintura ou desenho. A pressão da Pide terá sido menos decisiva neste autoexílio, do que a paixão por Dietlinde Hertel, a quem ele chamava Fipsy.

Não se sabe como é que Mário-Henrique e Fipsy se conheceram. Ela era “uma lourinha triste e assustada”, segundo Helder Macedo, que se encontrou com o casal em Paris, no final dos anos 50. A verdade é que pouco depois do casamento a “lourinha triste” trocou Mário-Henrique por outro homem e foi para o Brasil, deixando o poeta emocionalmente devastado. Para Cesariny, tinha sido “essa paixão impossível” que o tinha feito partir para o Brasil. A viver em São Paulo, Mário-Henrique correspondia-se com a advogada de Fipsy que vivia em Recife. Nessas cartas ficciona de novo a sua vida: a participação em acontecimentos políticos no México, no Chile, em Cuba, as fugas in extremis, o Natal passado com índios na Amazónia, as prisões e as sessões de tortura. Apesar desta suposta vida heroica, Leiria nunca mais terá voltado a ver a ex-mulher.

Poema-colagem de Mário-Henrique Leiria

Haverá de voltar a contar estas aventuras aos jornalistas portugueses, já nos anos 70, regressado a Lisboa e famoso pelos Contos do Gin-Tonic. Tornara-se enfim o revolucionário que sempre fora. E quem se atreve a duvidar?

Questionado sobre a sua carreira literária neste anos nas Américas, dirá ao entrevistador: “Nunca tive preocupações de ordem literária… nem hoje… de ordem literária não tenho, pá. Deixo isso para o Namora”. Porém, Lys Assunção, em casa de quem o poeta viveu, em São Paulo, conta que naqueles nove anos Leiria apenas saiu duas vezes da cidade e uma delas para visitar Jorge de Sena, que na altura ensinava numa universidade em Araraquara.

Sena, tal como Namora, era um dos ódios de estimação dos Surrealistas (em especial de Cesariny e Luiz Pacheco) e esse encontro com é registado com sarcasmo por Mário-Henrique Leiria, espantado com a quantidade de filhos (nove) e de livros do escritor. O texto viria a ser publicado no jornal Diário de Lisboa em 1982: “Abria-se uma porta, entrava um filho, abria-se uma gaveta, saía um filho, puxava-se uma cadeira e apanhava-se com uma encadernação no estômago, ia-se à janela, topava-se com um monte de in-fólios. O diabo! Não havia onde pôr os pés, não havia onde colocar as mãos! Tropeçava-se em filhos, esmagavam-se brochuras. De arrasar!”.

Contra a ditadura do bom-gosto, marchar, marchar

Como explica Tânia Martuscelli, Mário-Henrique Leiria, atuava, quer na sua obra de poesia e ficção, quer na pintura, de forma a subverter o mais possível os códigos morais do bom gosto, procurando dar a ver o presente, mas também o passado fora do establishment bem pensante da época e, sobretudo, da Academia. Também nunca viveu de forma estrita as “regras surrealistas”, desde logo rejeitando a tentativa de André Breton de impor as suas ideias ao grupo português, mas também incorporando na sua obra elementos de outros movimentos artísticos, alguns deles antagónicos ao surrealismo. Assim podem encontrar-se no seu trabalho elementos da poesia medieval, em especial das cantigas de escárnio e mal-dizer, Romantismo e Decadentismo, Modernismo, Presencismo e até Neorrealismo. Como se pode ver neste Casos de Direito Galáctico, Mário-Henrique era ainda fascinado por ficção científica, romance noir, policiais.

Catálogo da 1.ª exposição dos surrealistas, 1949, com poema-imagem de Mário-Henrique Leiria

A incorporação da paródia, do non-sense e do absurdo e até mesmo da pornografia resultam num mundo às avessas, que continha quase sempre uma forte carga política e pressupunha que a única ética da arte era a liberdade e a libertação do indivíduo.

“Leiria manteve-se fiel à sua própria marginalidade mesmo contra as suas próprias propostas artísticas”, diz Martuscelli. Na verdade, o artista sempre preferiu deambular por movimentos artísticos vários, tendências estéticas marginais e tradições seculares sem nunca se fixar em nenhuma. O livro agora publicado mostra essa deambulação com o poema “Imagem-Devolvida”, carregado de simbolismo. Sobre este poema, diz Martuscelli em entrevista ao Observador: “Todos os textos agora reeditados são de extrema qualidade e marcantes no contexto não só da obra leiriana, mas no contexto das letras portuguesas. ‘Imagem Devolvida’, por exemplo, trazia a inovação do poema-pintado, ou da pintura-poesia em suas páginas”.

Já os contos surrealistas (e profundamente políticos) “Casos de Direito Galático” (a fazerem lembrar preciosidades como “Os Animais Imaginários” do surrealista francês Henry Michaux) são um desafio para os estudantes de Direito de todos os tempos. E o “Estranho Mundo de Josela”, com os seus mamutes Renato e Antónia, a tia Mizé e as crianças compradas no talho, são uma delícia de humor negro. “O Conto de Natal para Crianças” é mais uma manifestação da crueza do olhar de Leiria, enquanto os poemas/fotografias “Lisboa Voo do Pássaro” refletem sobretudo uma tristeza sem redenção, é a sua versão da “feira cabisbaixa” de Alexandre O’Neill.

Ilustração de Cruzeiro Seixas para Casos de Direito Galático

Todos estes textos foram, como os Contos do Gin-Tonic, escritos nos anos 70, quando depois de regressar do Brasil, a vida e a carreira do escritor ganharam novo fôlego. Torna-se redator do jornal O Coiso, suplemento do República, e depois redator do jornal Aqui.

Todos estes textos, lembra a investigadora, “fazem uma fusão de géneros, nomeadamente a fusão palavra e imagem (desenho, pintura, colagem, fotografia) lembrando que obra de Leiria sempre procurou também o experimentalismo.

Tânia Martuscelli destaca a importância da edição destes textos dispersos não só pelo valor da obra de Leiria para a literatura portuguesa, criada a partir de uma posição de contracultura e da busca de olhar absolutamente singular, mas também por ter sido um grande revolucionário da ditadura portuguesa, brasileira e sul-americanas em geral.

[Fonte: http://www.observador.pt]

L’ascens del simi urbà

Els projectes urbanístics han dominat els últims sis mil anys d’història de la nostra espècie, i han aparegut de manera independent en tots els continents habitats. La majoria de la població ja viu en ciutats, i aquesta tendència sembla anar en augment. Un enfocament evolutiu implica explicar primer quins van ser els factors que van fer possibles els experiments urbans al final de l’Holocè i, a continuació, quines pressions selectives van provocar que les fórmules urbanes d’organització social tingueren més èxit que altres alternatives. Una sèrie de factors (alguns ambientals i altres derivats de les característiques de l’animal humà) expliquen el sorgiment de l’urbanisme. Entre les raons de l’avantatge comparatiu de les ciutats, s’argumenta que la formació de l’estat i la urbanització han tendit a formar relacions sinèrgiques en què cada element ha facilitat l’èxit de la resta.

Amman

Algunes ciutats primerenques es van caracteritzar per murs o ciutadelles i, per tant, se les pot considerar també un refugi. Fins i tot quan les circumstàncies van canviar, es van trobar nous usos per a les velles ciutats: en l’antiga regió mediterrània, l’expansió de l’Imperi romà va reduir els conflictes entre ciutats i va augmentar la seguretat. No obstant això, no es van abandonar les ciutats. En la imatge, vistes de la ciutat moderna d’Amman (Jordània) des de l’antiga ciutadella romana./ Foto: Kathleen, Flickr

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El fenomen urbà

L’urbanisme ha transformat els entorns habitats del nostre planeta, així com el que entenem per ésser humà. Més de la meitat de nosaltres ja viu en ciutats, i per a finals de segle és possible que la xifra arribe a les tres quartes parts de la població mundial. L’aparició tan recent de l’urbanisme –les primeres ciutats es van crear fa tan sols 6.000 anys– i la seua pràctica omnipresència actual plantegen un repte explicatiu (Smith, 2019). La nostra espècie té una antiguitat de prop de 300.000 anys. Com a caçadors recol·lectors i abans del final del Plistocè, ja havíem colonitzat amb èxit tots els continents excepte l’Antàrtida. La nostra aventura urbana col·lectiva va començar fa relativament poc, però els sistemes urbans prompte van aconseguir dominar els paisatges socials del nostre planeta.

Això no és una sorpresa per a tothom. Hi ha moltes variacions del mite de la civilització que entén la ciutat com una forma superior d’existència. Aquestes idees han subscrit discursos teleològics de la història humana centrats en el «progrés» cap a un món de ciutats, estats i tecnologia cada vegada més avançada. No obstant això, la nostra extensa existència preurbana suggereix que l’explicació és molt més complexa. Ara sabem bé que no sols no hi hagué una única revolució urbana, sinó que l’urbanisme tampoc «es va propagar» a partir d’un petit nombre de centres originals (Childe, 1950). Les ciutats s’han inventat desenes de vegades al llarg dels últims mil·lennis; sovint ho van fer poblacions que no tenien coneixement d’altres experiments urbans. Els col·lapses també han estat freqüents, de manera que la història de les ciutats és discontínua i regional.

Definicions i descripcions

Es fa necessari oferir una definició provisional. Les ciutats són assentaments densament poblats construïts per a perdurar durant generacions, i la riquesa i les ocupacions dels seus habitants són heterogènies. Totes les societats humanes es caracteritzen per diferències en els rols socials en funció del sexe i l’edat, i sempre hi ha uns pocs individus que per una raó o per altra són tractats de manera diferent tant en vida com després de morir. Però les primeres societats urbanes incloïen grups d’artesans, comerciants i, sovint, especialistes religiosos i guerrers, juntament amb famílies dedicades principalment a la producció d’aliments. Les diferències de riquesa van emergir a partir d’aquestes distincions: són clares si observem l’espectre d’habitatges d’un assentament, i sovint també a partir de les diferències sistemàtiques en els dipòsits funeraris i fins i tot en la dieta.

«Les primeres ciutats tenien molt en comú, independentment del lloc en què es crearen» 

Aquestes qüestions distingeixen les ciutats dels campaments grans, però temporals, com els creats pels caçadors recol·lectors i també dels assentaments permanents sense gaire diferenciació entre habitants, com els poblats agrícoles prehistòrics d’Euràsia (Wengrow, 2018). Les ciutats també es poden distingir dels grans enclavaments cerimonials creats per algunes societats prehistòriques tardanes. És molt probable que les diferents invencions de les ciutats es basaren en els models proporcionats per grans assentaments temporals, extensos poblats agraris i complexos monumentals, però el que van crear va ser una cosa nova.

Les primeres ciutats tenien molt en comú, independentment del lloc en què es crearen. Per exemple, formaven nodes relacionals amb dos tipus de sistemes d’intercanvi. A escala local, les ciutats se sostenien amb l’extracció d’aliments, materials i treball de les zones pròximes. D’altra banda, la majoria també participava en intercanvis de llarga distància entre civilitzacions urbanes molt allunyades. La unió d’aquests dos sistemes es materialitzava en la fabricació per a l’exportació, per exemple la producció de teixits.

En termes morfològics, les primeres ciutats també presentaven algunes similituds. Els sistemes de comunicació interna eren necessaris per a la circulació d’aliments, aigua, combustible, deixalles i informació, a més d’altres béns i productes manufacturats. Els límits de les ciutats estaven clarament delimitats per murs, canals, camins perimetrals i, a vegades, santuaris i cementeris. L’organització espacial dins de les ciutats diferia entre cultures. Algunes dedicaven àmplies àrees als temples i les residències dels governants, mentre que altres semblen haver-se organitzat de manera més igualitària. Apareixen amb freqüència espais comunitaris per a rituals col·lectius i potser per a reunions polítiques, però l’estructura dels barris era diferent entre les unes i les altres.

Hi havia també notables àrees de diferenciació. La grandària de les primeres ciutats anava des dels pocs milers de persones fins als centenars de milers en les capitals imperials preindustrials. Les ciutats mesoamericanes eren enormes en comparació amb les de la conca mediterrània. Els imperis euroasiàtics es caracteritzaven per xarxes urbanes molt jerarquitzades en què unes poques ciutats de centenars de milers d’habitants coexistien amb milers d’entitats urbanes molt menors. Les diferents trajectòries d’urbanització expliquen part d’aquesta variabilitat. Alguns sistemes urbans es van crear per diferenciació amb altres xarxes d’assentaments anteriors, mentre que altres van sorgir per una ràpida concentració de població. És també probable que els factors mediambientals tingueren un paper rellevant en la configuració d’aquestes urbs. Un gran nombre de ciutats tenien una densitat relativament baixa, amb àrees residencials separades per jardins i altres espais oberts (Fletcher, 1995); això s’ha considerat típic dels tròpics. Altres ciutats estaven més concentrades, a vegades amb residències d’uns quants pisos.

L’èxit dels experiments urbans no va ser un procés fàcil: en molts llocs, les ciutats es van reduir o van desaparèixer a causa de diferents factors. Per exemple, el col·lapse de la civilització maia del període clàssic s’ha atribuït als canvis mediambientals que van provocar-ne la caiguda. En la imatge, el temple de Kukulkan (conegut com el Castell), construït per la civilització maia entre els segles viii i xii de la nostra era, que domina el conjunt arqueològic de Chichén Itzá, a l’estat de Yucatán (Mèxic)./ Raquel Moss

Els testimoniatges de viatgers antics, medievals i del començament de l’edat moderna, com Ibn Battuta, Marco Polo o els conqueridors, mostren que sempre va ser fàcil reconèixer les ciutats, encara que les seues peculiaritats locals també eren evidents. Fins fa molt poc, quan es van globalitzar les tecnologies de construcció i els estils arquitectònics, els sistemes urbans de tot el món semblaven una família de cosins amb faccions comunes i recognoscibles però també amb peculiaritats individuals.

Més enllà de l’origen urbà

La utilitat de la ciutat com a categoria analítica rares vegades ha estat qüestionada. Els orígens urbans són més controvertits.

Les explicacions d’episodis concrets d’urbanització han variat enormement (Ucko et al., 1972). Hi ha qui destaca l’impacte de la guerra o el despotisme, o presenta les ciutats com el producte de moviments de refugiats, en resposta a catàstrofes mediambientals, o per les exigències d’entorns amb problemes hidràulics. S’ha argumentat que, per si sol, l’augment de la població pot portar a una població més enllà d’un punt en què les institucions urbanes són necessàries, i altres explicacions similars veuen l’urbanisme com una conseqüència del creixement econòmic o polític. Sembla extremadament improbable que puguem trobar una causa única que explique cadascuna de les invencions d’urbanisme. Amb major èxit, s’ha suggerit que la ciutat és la solució única per a molts problemes durant l’Holocè (Clarke, 1979).

També s’ha argumentat que la urbanització és només una dimensió més d’un augment general de la complexitat que també inclou la formació de l’estat, l’ús de símbols, l’escriptura i els diners (Smith, 2009). La interconnexió d’aquests processos sol ser evident, però la posició general ha rebut crítiques constants. S’han identificat nombroses ciutats en diferents societats sense que hi haja indicis d’institucions estatals (Graeber i Wengrow, 2018, 2021; Morris, 1991). No tots els estats es caracteritzaven per l’urbanisme, i algunes ciutats primerenques semblen comunitats més igualitàries que jeràrquiques. La complexitat és, en qualsevol cas, una mesura problemàtica: la complexitat de moltes societats de caçadors recol·lectors es materialitzava de diferents maneres, i algunes operaven, almenys periòdicament, a gran escala. Molts agricultors no urbans sabien organitzar projectes extraordinàriament complexos, incloent-hi obres hidràuliques i la construcció de monuments. Per aquestes raons, sembla més adequat mantenir l’urbanisme separat en termes d’anàlisi i considerar més avant les seues relacions amb la formació de l’estat.

Els evolucionistes podrien considerar la qüestió urbana en dues parts. La primera està relacionada amb quins van ser els factors que van fer possible l’estratègia de la fundació de ciutats des de mitjan Holocè. La segona, amb quines són les raons de l’èxit d’aquest conjunt d’experiments socials, en particular davant d’altres alternatives.

La possibilitat de l’urbanisme

L’urbanisme primerenc no depenia d’un únic nínxol ambiental. Les ciutats es van crear a les planes al·luvials i a les estepes, a les valls de rius importants i al litoral marítim, i fins i tot a gran altitud, com als Andes. Abans de l’era industrial, les ciutats eren poc habituals a la taigà, la tundra o el desert. Fins fa poc, podríem haver inclòs els boscos tropicals en aquesta llista, però el treball recent amb teledetecció LiDAR a Amèrica Central i l’Amazònia suggereix que aquest buit podria ser només aparent (Iriarte et al., 2020). Els principals assentaments a Ucraïna es van crear en el quart mil·lenni abans de la nostra era (ANE) en el punt d’unió entre l’estepa i els boscos temperats. És probable que hi haja més societats urbanes primerenques sense descobrir. La majoria d’aquests entorns també han estat, de vegades, la base de societats no urbanes, i poques regions tenen una història urbana ininterrompuda. Així, van anar apareixent grups de ciutats que més tard van desaparèixer, en gran mesura cap al final de l’Holocè.

L’agricultura és un prerequisit per a l’urbanisme. Aquesta és probablement la raó principal per la qual, segons sembla, la construcció de ciutats no es va intentar abans. La domesticació dels primers conreus i, més avant, dels primers animals va ocórrer en múltiples ocasions arreu del món i en la majoria de regions va precedir l’urbanisme uns quants milers d’anys. Encara que algunes societats de caçadors recol·lectors en entorns tropicals rics sí que van adoptar formes de vida sedentàries, i algunes fins i tot van crear monuments notables, cap no va fundar ciutats com les definides anteriorment. El més probable és que això es dega a raons energètiques. La construcció de ciutats és un procés temporalment i energèticament costós, i sostenir la vida urbana també requereix accés a excedents de producció. Però encara que l’agricultura va ser necessària per al desenvolupament de l’urbanisme, no era suficient per ella mateixa. Moltes societats agrícoles no van intentar crear ciutats.

Altres prerequisits estan relacionats amb una sèrie de trets que distingeixen l’animal humà de moltes altres espècies (Woolf, 2020). És de sobres conegut que els humans toleren una gran varietat de dietes, incloent-hi aquelles en què es combinen les calories adequades amb una dieta rica en carbohidrats i pobra en vitamines. D’igual manera, els humans han demostrat ser capaços de viure en tota una sèrie de condicions endèmiques generades en habitar al costat d’altres humans, animals domèstics i les deixalles dels uns i els altres. Aquestes condicions certament caracteritzen moltes ciutats primerenques (Hassett, 2017).

En termes més positius, la sociabilitat humana va permetre la cooperació sostinguda de grans grups. Les ciutats ofereixen als humans alguns dels avantatges que els ruscos i les colònies ofereixen als animals euso­cials. Però a diferència dels insectes socials o els peixos, aquestes col·laboracions i rols complementaris depenen d’una forma complexa de comunicació que cap altra espècie pot gestionar. Això no era una novetat de l’Holocè. Els humans ja tenien la capacitat de viure i treballar junts en grans grups molt abans que crearen ciutats. De fet, s’ha suggerit que les grans expedicions de caça col·laborativa i fins i tot la construcció de monuments proporcionaven als humans plantilles d’activitat cooperativa que van facilitar tant el desenvolupament de l’agricultura com la vida urbana. Tant els projectes agrícoles com els urbanístics requerien no sols una planificació complexa, sinó també la voluntat col·lectiva per a invertir en projectes de llarga duració.

Una conclusió provisional és que una sèrie de característiques fisiològiques i cognitives dels humans van resultar ser també útils per a la construcció de ciutats i, quan l’agricultura ja havia produït suficients excedents d’energia i aliments, aquests projectes es van fer viables.

L’urbanisme i les seues alternatives

L’urbanisme no va ser l’única innovació social de l’Holocè. Però hem de preguntar-nos per què va tenir tant d’èxit, en comparació amb altres.

En l’actualitat és impossible documentar tots els experiments socials de les societats agrícoles, però podem identificar-ne uns quants. El més evident en el registre arqueològic són les regions caracteritzades pels pobles agrícoles, comunitats sedentàries amb escassa diferenciació social. Les domesticacions animals van obrir un segon grup d’opcions, incloent-hi diversos tipus de nomadisme. En moltes regions des del nord de Mesopotàmia fins a l’estepa euroasiàtica es van desenvolupar relacions simbiòtiques entre els agricultors i els ramaders. Finalment, podem apuntar l’existència de diversos grups de caçadors i recol·lectors de l’Holocè, molts dels quals (com les poblacions circumpolars) utilitzaven un set d’eines molt més avançat que el dels seus predecessors del Plistocè. La pregunta que hem de respondre és per què els experiments urbans van acabar superant altres opcions a llarg termini.

Tradicionalment, el nomadisme s’ha avingut malament amb els estats centralitzadors; això ha estat així des dels primers califats fins a la Unió Soviètica. Altres formes d’organització social a menor escala han resultat ser (amb algunes excepcions) menys compatibles que les ciutats amb els objectius d’entitats polítiques més grans. En la imatge, una família nòmada prop del llac Song Kol, a Kirguizistan./ Renate Vanaga

Hauríem d’admetre immediatament que aquest no va ser un procés fàcil. En algunes regions, els poblats agrícoles van reemplaçar els urbanitzadors durant segles. La vall de l’Indus n’és un exemple. Diverses cultures agrícoles forestals van ocupar moltes àrees d’Amèrica Central i del Sud ocupades per urbans molt abans de l’intercanvi colombí. El desenvolupament d’«imperis nòmades» en l’estepa euroasiàtica va ser una característica de l’últim mil·lenni ANE i del primer mil·lenni de l’era actual: en molts casos, les societats urbanes van sobreviure com a vassalls d’aquests estats nòmades, però en alguns casos les ciutats es van reduir o van desaparèixer. El final de l’Imperi romà d’Occident va provocar la desaparició de les ciutats d’algunes regions del nord d’Europa.

En uns pocs casos, pot ser que els canvis ambientals foren un factor que cal tenir en compte. Les ciutats a la vora del desert podrien haver-se fet menys viables; el rebliment va obligar a abandonar algunes urbs, i s’ha ofert tota una sèrie d’explicacions ambientals per al col·lapse de la civilització maia del període clàssic. Recentment hi ha una tendència clara a posar l’accent en els factors antropogènics. En efecte, això és cert en alguns casos, com la fi de l’urbanisme al Mississipí poc després de l’arribada dels europeus a Amèrica del Nord, però no és una explicació general vàlida. Moltes d’aquestes discussions han donat per descomptat que l’urbanisme (o la civilització) és indiscutiblement bo, i que qualsevol societat capaç de desenvolupar-lo ho hauria fet (McAnany i Yoffee, 2010). I no obstant això, és també possible que, en certs moments i llocs, les poblacions simplement triaren una de les alternatives disponibles a l’urbanisme.

Pot ser que, certament, aquest tipus d’elecció siga ara menys factible que en el passat. El creixement global de població està fent que residir en entorns no urbans siga una opció cada vegada més exclusiva de les classes privilegiades. La reducció de biodiversitat provocada per l’agricultura comercial fa cada vegada més difícil viure dels horts personals, la caça o la recol·lecció. Però la falta d’alternatives a l’urbanisme és un fenomen molt recent, potser amb menys de dos segles d’història en algunes parts del món. Falta explicar per què l’urbanisme sí que va aconseguir desplaçar altres estils de vida alternatius en els seus primers cinc mil·lennis i mig d’existència.

L’èxit comparatiu de l’urbanisme

El concepte d’urbanisme de Clarke com una solució única per a tota una sèrie de problemes ens pot servir com a punt de partida. En molts casos, l’urbanisme deu haver resolt o mitigat un problema immediat. La persistència urbana és menys difícil d’explicar en aquests casos, almenys mentre el problema continue existint.

Per exemple, algunes ciutats primerenques es van caracteritzar per estar dotades de murs o ciutadelles i, per tant, se les pot considerar també un refugi. Les ciutats sumèries del quart mil·lenni ANE o les gregues del primer mil·lenni ANE van aparèixer en paisatges políticament fragmentats en què la guerra sembla haver estat una preocupació principal, si s’ha de jutjar per la seua literatura i art figuratiu. Resulta bastant fàcil veure per què el seu canvi cap a l’urbanisme no es va revertir mentre persistiren les mateixes condicions.

Fins i tot quan aquestes van canviar, es podien trobar nous usos per a les velles ciutats. L’expansió de diversos estats imperials a la regió mediterrània que va culminar amb un llarg període d’unificació sota el mandat romà va reduir els conflictes entre ciutats i va augmentar-ne la seguretat, però el resultat no va ser l’abandó de les ciutats fortificades. En algunes regions com Itàlia central, es va començar a construir i residir més al camp, i en altres com Grècia, les poblacions urbanes van augmentar, però la majoria de ciutats no es van fortificar. Les ciutats en general es van tornar més importants com a nodes de les xarxes d’intercanvi i com a proveïdors especialitzats de serveis com la justícia i els esdeveniments religiosos i culturals. Com a resultat, la xarxa es va tornar més diferenciada, encongint les ciutats petites i fent créixer més les grans. Un conjunt similar de processos es va produir segles més tard a Europa occidental, amb l’expansió de les ciutats catedralícies, els centres de peregrinació i les poblacions portuàries a costa dels primers burgs medievals, que anteriorment proporcionaven seguretat local (De Vries, 1984).

El fenomen de la persistència de les ciutats tot i el canvi de les seues funcions és tan extens que mereix una major consideració. Si bé és possible que les ciutats es desenvoluparen com a solució a múltiples problemes, potser hem de considerar la facilitat amb què es van reconvertir. Com altres tecnologies (per exemple l’escriptura o la metal·lúrgia), una vegada adquirit, l’urbanisme es pot utilitzar per a diferents finalitats. La disponibilitat de ciutats pot haver-les convertides en eines convenients, i és possible que la seua àmplia utilitat n’assegurara la persistència fins i tot quan les raons originals per a crear-ne ja no existien.

Els humans ja tenien la capacitat de viure i treballar junts en grans grups molt abans que crearen ciutats. Però tant els projectes agrícoles com els urbanístics requerien no sols una planificació complexa, sinó també la voluntat col·lectiva per a invertir en projectes de llarga duració. En la imatge, un mercat d’aliments a Bolonya (Itàlia)./ Renate Vanaga

Un exemple particularment generalitzat és l’ús de les ciutats en el govern. Els governs premoderns van sorgir a partir de diversos orígens. Tant la competència entre grups de parentiu, com les conquestes externes, el conflicte entre faccions i els canvis en tecnologia militar hi van tenir un paper important. Els primers imperis els establiren monarquies, grups nòmades i ciutats estat que van aconseguir superar altres sistemes rivals. Però l’espectre d’opcions de govern era més limitat. Els imperis premoderns solien dependre d’alian­ces amb les elits locals, de la imposició de governadors militars o de la generació de burocràcies. Les dues últimes solucions solien ser prou costoses com per a requerir una pujada d’impostos. No és sorprenent, per tant, que les ciutats conquistades foren utilitzades regularment com a instruments de govern per imperis de tota mena. El mateix ocorre amb els estats nació. Podria dir-se que l’èxit de l’urbanisme en els dos últims mil·lennis s’ha degut en gran manera a la utilitat de les unitats polítiques més grans.

Aquesta línia d’argumentació ens porta de tornada a la qüestió de l’urbanisme i l’estat, i de la complexitat social. En lloc d’afirmar que la ciutat i l’estat són dues dimensions o reflexos d’un procés major, vull defensar que totes dues unitats han estat cada vegada més útils mútuament. Per contra, tradicionalment el nomadisme s’ha avingut malament amb els estats centralitzadors; això ha estat així des dels primers califats fins a la Unió Soviètica. Altres formes d’organització social a menor escala –silvicultors, grans poblacions agrícoles i comunitats de caçadors– han resultat ser (amb algunes excepcions) menys compatibles que les ciutats amb els objectius d’entitats polítiques més grans.

Futurs urbans

L’urbanisme, com he suggerit, comprèn una sèrie d’experiments socials disponibles per a l’espècie humana a partir del punt de l’Holocè en què els excedents agrícoles i les poblacions que aquests generaven van arribar a un cert llindar. Durant gran part dels primers cinc mil·lennis, les formes de vida urbanes van competir amb altres alternatives, i es poden trobar nombrosos casos de societats que, per una raó o altra, es van desil·lusionar del concepte de ciutat. Aquestes alternatives s’han vist cada vegada més apartades pels dràstics canvis dels últims dos segles. L’Antropocè, ens agrade o no, pertany a la ciutat, i és difícil imaginar futurs posturbans no catastròfics.

«El creixement global de població està fent que residir en entorns no urbans siga una opció cada vegada més exclusiva de les classes privilegiades» 

Heus ací una qüestió general sobre la reversibilitat de processos com la urbanització i la formació de l’estat. Aquesta qüestió deu resultar familiar als experts en evolució que estudien altres problemes. El canvi en resposta a les pressions selectives es pot revertir moltes vegades quan aquestes pressions canvien, però pot arribar un punt en què aquesta opció ja no siga possible. En l’evolució biològica, això sol implicar una reducció de diversitat genètica, com quan una espècie pateix una situació de coll de botella.

L’evolució social opera mitjançant mecanismes diferents. És cert que la pèrdua de biodiversitat fa que algunes alternatives a l’urbanisme siguen molt més difícils de perseguir avui dia. Col·lectivament, les ciutats han creat entorns en què és difícil ser no urbà: això també és una conseqüència no planificada del seu èxit. Però, en un cert sentit, la ciutat també és la solució a tants problemes que resulta complicat imaginar una substitució integral. Al final, la versatilitat social de l’urbanisme és el que ha assegurat el seu èxit. 

Referències 

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Le président algérien a décidé d’accélérer la cadence de l’enseignement de l’anglais dès la rentrée scolaire au primaire, suscitant des craintes chez les enseignants et spécialistes de l’éducation

Le ministre de l’Éducation nationale a affirmé que son département était « prêt » pour l’introduction de l’anglais dans l’école algérienne dès septembre.

« Chez nous, la langue française est un butin de guerre mais l’anglais est une langue internationale » qui va être enseignée dès la rentrée scolaire « pour que l’Algérie accède à l’universalité ».

C’est par cette courte phrase que le président algérien Abdelmadjid Tebboune a annoncé le 1er août lors d’une intervention télévisée, l’introduction de l’anglais dès l’enseignement primaire – il est actuellement enseigné à partir du collège – pour les écoliers algériens qui apprennent jusque-là le français comme première langue étrangère.

Il a aussi précisé que cette décision allait être appliquée « après une étude approfondie menée par des experts et des spécialistes ». Le ministère de l’Éducation nationale n’a pas perdu de temps : dès le lendemain, le ministre, Abdelhakim Belabed, a réuni par visioconférence les directeurs départementaux de son secteur pour leur annoncer l’application de cette « instruction » dès la rentrée scolaire, fixée au 21 septembre.

Dans la foulée, des appels ont été lancés en direction des diplômés en langue et littérature anglaises « désirant être recrutés » pour qu’ils déposent leurs dossiers de candidature à des postes « d’enseignants contractuels », dans l’immédiat. Plus de 60 000 prétendants ont déposé leurs dossiers selon les médias.

Mi-août, le ministre de l’Éducation a confirmé que l’anglais serait désormais enseigné à partir de la troisième année primaire, à raison de trois heures hebdomadaires avec le français.

« Une arrière-pensée politique et idéologique »

Pour les syndicalistes du secteur, interrogés par MEE, cette décision s’est faite « dans la précipitation ». Et alors que les experts se disent « intrigués » par la faisabilité d’un tel projet, sur les réseaux sociaux et dans les médias, les débats sont vifs.

L’option prise par le gouvernement « n’est pas suffisamment étudiée » et « est précipitée », objecte lui aussi Boualem Amoura, secrétaire général du Syndicat autonome des travailleurs de l’éducation et de la formation (SATEF), contacté par MEE.

Tout en relevant l’absence de manuels scolaires et de programmes, ce professeur de l’enseignement secondaire estime que même sur le plan logistique, « l’école n’est pas prête ». Selon lui, pour couvrir les besoins des 20 400 écoles primaires que compte le pays, il faudrait recruter près de « 30 000 enseignants ».

« Or il n’existe probablement pas autant d’enseignants dans le pays », précise-t-il. « Une telle décision doit être soumise à des études, conditionnée à des préparatifs et surtout à une réforme profonde du secteur éducatif dans le primaire et à une refonte du système de l’éducation des langues de sorte à ce que cela ne constitue pas une charge supplémentaire pour l’enfant », explique à MEE Messaoud Boudiba, porte-parole du Conseil national autonome du personnel enseignant du secteur ternaire de l’éducation (CNAPESTE, l’un des plus importants du pays).

Les deux enseignants ne s’opposent pourtant pas à l’introduction de l’anglais. Mais pour Boualem Amoura, cette décision cache « une arrière-pensée politique et idéologique » puisqu’elle constitue une revendication du courant islamiste et conservateur qui s’oppose au maintien du français dans l’école algérienne et plaide pour la généralisation de la langue de Shakespeare.

Ces craintes ne sont pas uniquement exprimées par des syndicalistes. Ahmed Tessa est un pédagogue au long cours. Cet enseignant et formateur a fini sa carrière comme conseiller de l’ancienne ministre de l’Éducation Nouria Benghabrit (2012-2017), et compte d’innombrables publications à son actif.

Il considère que « pour qu’une innovation pédagogique de cette envergure réussisse », elle doit « répondre à des normes tant méthodologiques que technico-pédagogiques ». Et pour cela, insiste-t-il auprès de MEE, « il faudrait une bonne année scolaire pour réfléchir et élaborer une stratégie ».

Une formation intensive pour les enseignants

Il pose également la condition, pour les responsables, de « se mettre d’accord sur les objectifs à viser » et « fixer les conditions de cohabitation avec les trois autres langues enseignées au primaire pour éviter l’embouteillage graphique, grammatical et phonétique ».

En plus de l’arabe, langue de l’enseignement, les enfants algériens apprennent le français et, dans certaines régions, le berbère.

Anticipant ces critiques, le ministre de l’Éducation nationale a affirmé que son département était « prêt » pour l’introduction de l’anglais dans l’école algérienne dès septembre.

« Toutes les composantes du système éducatif seront mobilisées autour de cette démarche stratégique pour en assurer l’aboutissement », a assuré Abdelhakim Belabed, indiquant que « l’enseignement de cette matière sera confié à des spécialistes qui bénéficieront d’une formation intensifiée ».

L’annonce de l’introduction de l’anglais dans le système éducatif algérien a suscité des réactions contradictoires sur les réseaux sociaux. Certains estiment que faire de l’enseignement de l’anglais une priorité est une « bonne chose », d’autres considèrent que cela s’est fait de manière « hâtive » et « non réfléchie ».

Beaucoup de ceux qui se sont réjouis de cette annonce font le lien avec une éventuelle disparition du français des manuels scolaires algériens à long terme.

Ils y ont été encouragés par le remplacement des écriteaux en français des frontons des institutions publiques par d’autres en anglais, en réaction, en octobre 2021, à des déclarations du président français Emmanuel Macron qui avaient suscité la colère en Algérie. Ce dernier s’était interrogé sur la réalité de l’existence de la nation algérienne avant la colonisation française.

 

[Photo : AFP – source : http://www.middleeasteye.net]

 

Il existe 1900 variétés d’insectes comestibles dans le monde. Karen Bleier / AFP

Écrit par Gaëlle Pantin-Sohier

Professeur des universités en science de gestion, IAE Angers – Université d’Angers

Coléoptères, chenilles, sauterelles… ça se mange, et c’est écologique ! Cette pratique, l’entomophagie, est pourtant encore balbutiante dans l’Hexagone, même si les enjeux environnementaux et nutritionnels modifient les comportements alimentaires des Français. Ceux-ci prennent conscience de l’impact majeur de la production et de la consommation alimentaire sur l’environnement et la santé. Une prise de conscience renforcée par la crise de la Covid-19 et le confinement.

La recherche d’alternatives et l’adoption de nouveaux régimes alimentaires (flexitarisme, véganisme, végétarisme) mettent en évidence l’intérêt que pourrait revêtir l’entomophagie.

En effet selon la FAO (Food and Agriculture Organisation), les insectes sont considérés comme une alternative durable aux protéines animales face à la raréfaction des ressources naturelles et à l’augmentation de la population mondiale.

La question de la réhabilitation de la consommation d’insectes dans les pays occidentaux est donc sur la table en raison des enjeux nutritionnels, économiques et écologiques qu’elle implique. Car les atouts de ce mets surprenant sont nombreux.

Leur taux de conversion alimentaire (quantité de nourriture requise pour produire une augmentation de poids de 1 kg d’insectes) est par exemple quatre fois plus élevé que celui des bovins. Ainsi, en moyenne, 2 kg d’aliments sont nécessaires pour produire 1 kg d’insectes, tandis que les bovins exigent 8 kg d’aliments pour produire 1 kg d’augmentation de la masse corporelle animale.

Autre avantage, leur faible production de gaz à effet de serre, qui est 10 à 100 fois plus faible que celle des porcs. De plus, ils consomment beaucoup moins d’eau qu’un élevage de bétail conventionnel, fournissent des protéines de haute qualité et présentent un faible risque de transmission de maladie zoonotique (grippe aviaire ou coronavirus).

Mais face à ces atouts majeurs se dresse un problème de taille : celui de l’acceptation des insectes en tant qu’aliment dans les pays occidentaux.

L’entomophagie, pratique émergente en Europe

Si quelques pratiques émergent en France et en Europe, la consommation reste marginale et expérientielle. Pour la majorité des consommateurs, les insectes sont considérés comme culturellement non comestibles, porteurs de dégoûts, de peurs, et associés à des comportements primitifs.

Pourtant, il existe, toujours selon la FAO, 1900 espèces d’insectes comestibles dans le monde (dont 250 en Afrique, plus de 500 au Mexique, 170 en Chine ou encore 428 dans le bassin amazonien).

Les plus couramment consommés sont les coléoptères (coccinelles, scarabées, hannetons, 31 %), les lépidoptères (chenilles, 18 %), les hyménoptères (abeilles, guêpes et fourmis, 14 %), orthoptères (sauterelles, criquets et grillons, 13 %) et hémiptères (cigales, cicadelles, cochenilles et punaises, 10 %).

Des sauterelles frites au Laos (Vientiane, 2010). Source : Chaoborus, Wikimedia Commmons. CC BY

Les consommateurs occidentaux ingèrent, sans le savoir, près de 500 grammes d’insectes par an via les colorants alimentaires, principalement la cochenille, à l’origine du carmin, un colorant rouge foncé.

Mais l’acceptation de cette alternative alimentaire implique une évolution des comportements et passe par une meilleure connaissance des déterminants sociaux, culturels, psychologiques et sensoriels des préférences et pratiques alimentaires.

Notre étude, publiée en 2019, explique pour quelles raisons les consommateurs ont des difficultés à adopter cette innovation alimentaire et quels mécanismes cognitifs (catégorisation, familiarisation) peuvent produire des effets positifs en matière d’acceptation.

Représentations des insectes : comestibles ou pas ?

Dans le domaine alimentaire, il est difficile de rattacher les insectes à une catégorie mentale existante. Or, la catégorisation joue un rôle majeur, notamment pour distinguer le « comestible » du « non comestible ».

En Occident, les insectes s’inscrivent dans la catégorie non comestible puisqu’ils sont considérés comme « non mangeables dans ma culture ».

Selon Rozin et Fallon, trois motifs de rejet de ces aliments sont identifiables : les propriétés sensorielles (liées à l’aversion), les conséquences anticipées de l’ingestion (liées au danger) et la dimension idéationnelle (liée au dégoût).

L’autre facteur dont dépend la catégorisation est l’expérience qui développe la familiarité et conduit ainsi à une augmentation de l’appréciation et de l’acceptation d’un nouveau produit.

Un ver au curry, plutôt appétissant !

Les résultats de notre étude qualitative portant sur 37 sujets âgés de 18 à 30 ans confirment la difficulté des répondants à catégoriser l’insecte comme aliment, ce qui provoque un rejet de sa consommation. Néanmoins, la nature des produits testés (insectes entiers nature, aromatisés et sous forme transformée) modère l’évaluation gustative des produits et leur degré d’acceptabilité.

Pour les insectes nature (vers de farine, vers à soie, vers de bambou, grillons, courtilière, sauterelle), l’aversion des répondants s’est exprimée spontanément – avant même que le produit ne soit goûté – en raison du caractère prétendument dangereux ou dégoûtant des insectes.

Le sentiment de danger provient de leur association à la saleté, à leur petite taille (qui les rend incontrôlables), à leur nombre très important. Autres associations négatives : leur capacité à se dissimuler, leurs mouvements et bruits (ils bourdonnent et grouillent), leur nuisibilité lorsqu’ils détruisent les champs, leur piqûre parfois dangereuse.

Le dégoût, quant à lui, se manifeste vivement car les insectes sont jugés répugnants notamment en raison des propriétés texturales qu’ils véhiculent (visqueux, gluants, craquant sous la dent, farineux).

Cependant, la transformation des produits impacte très fortement la comestibilité des insectes. En effet, lorsque les insectes sont aromatisés ou dissimulés dans des aliments connus, la familiarisation s’accroît et les insectes sont envisagés comme comestibles.

Le fait d’utiliser des marqueurs gustatifs connus (curry et goût barbecue dans notre étude) a permis d’atténuer le rejet. Certains répondants affirment même passer le cap de la dégustation en raison de leur appétence pour les arômes utilisés.

De façon plus marquée, lorsque les insectes sont intégrés dans une préparation connue (sablés au fromage ou gâteau au chocolat à base de vers de farine broyés), les consommateurs oublient tout simplement leur présence et leur attribuent d’emblée un statut comestible.

Gâteau au chocolat aux vers de farine. Dieter Nagl/AFP

Le fait que 36 répondants sur 37 aient ainsi goûté aux sablés et au gâteau au chocolat démontre l’importance de dissimuler les insectes, visuellement et gustativement, pour favoriser leur acceptation.

Accroître la familiarisation

Notre étude montre que pour favoriser la comestibilité des insectes, il semble intéressant, dans un premier temps, de proposer des catégories de produits connues et valorisées à base d’insectes avant de mettre en avant les produits sous leur forme brute. Les insectes sous forme de poudre peuvent ainsi être incorporés dans des pâtes ou des barres de céréales, tandis que les insectes entiers peuvent être recouverts de chocolat.

Ensuite, il s’agit d’accroître la familiarisation et la probabilité d’essai en présentant les nouveaux produits à base d’insectes à côté de produits familiers : des chips à la farine de criquets dans le rayon chips, des burgers aux insectes à côté des burgers aux steacks végétaux…

Il est également important de renforcer la confiance des consommateurs en vendant ces innovations sous des noms de marques connues, de proposer des packagings valorisant le produit et de mettre en avant des ambassadeurs reconnus et appréciés du grand public (chefs, influenceurs ou sportifs médiatiques).

Ces différents leviers devront être accompagnés de campagnes de sensibilisation sur les avantages de l’entomophagie (en s’adressant aux enfants qui pourraient être de puissants vecteurs de changement sur le plan alimentaire) mais aussi d’un cadre juridique européen incorporant les insectes comme denrée alimentaire pour les humains.

Prix élevé

En effet, dans le cadre de la législation sur les « nouveaux aliments », l’Union européenne a la charge d’évaluer les risques sanitaires liés à la consommation de ces denrées et d’autoriser leur mise sur le marché, mais tarde à fournir ses conclusions. En attendant ces conclusions, la France suit les recommandations de l’UE en interdisant la commercialisation des insectes comestibles, mais la Belgique tolère la mise sur le marché de quelques espèces.

Reste enfin la question du prix, qui demeure très élevé. Afin de rendre ces nouveaux produits accessibles au plus grand nombre, l’automatisation et l’intensification de la production et de l’élevage d’insectes est nécessaire.

C’est le projet de la start-up française Ynsect, qui se lance dans l’élevage et la transformation à grande échelle de vers de farine.

Mais les insectes produits par Ynsect sont à destination de la filière animale, sept espèces étant actuellement autorisées à nourrir les poissons et animaux de compagnie. Pour la production d’insectes à destination des humains, il faut encore attendre…

 

[Source : http://www.theconversation.com]

L’Orquestra Simfònica del Vallès interpreta la cèlebre simfonia “Patètica” del geni rus

Xavier Puig al capdavant de l’OSV

Escrit per Pau Requena Rubau

L’Orquestra Simfònica del Vallès presenta el cap de setmana del 7 al 9 d’octubre un programa que versa sobre Piotr I. Txaikovski. El mestre Xavier Puig dirigirà el Concert per a piano i orquestra núm. 1, en Si bemoll menor, op. 23, la Simfonia núm. 6, en Si menor, op. 74, “Patètica” de Txaikovski, i estrenarà una nova obra del català Ferran Cruixent inspirada en el compositor rus. La proposta viatjarà el 7 d’octubre al vespre a La Factoria Cultural de Terrassa, dissabte 8 al Palau de la Música Catalana, en marc del cicle “Simfònics al Palau”, i diumenge 9 a l’Auditori Enric Granados de Lleida.

És curiós que el Concert per a piano núm. 1 de Txaikovski, malgrat haver esdevingut un títol imprescindible pel repertori pianístic, tingués una rebuda tan negativa del pianista per al qual havia estat escrita: Nikolai Rubinstein. “Repulsiva”, “planera”, “intocable” van ser alguns dels adjectius que el mític pianista va utilitzar per definir l’obra que el seu bon amic Txaikovski li havia presentat. Amb la negativa del rus, el pianista Hans von Bülow va aprendre el concert en tan sols un mes i el va estrenar a Boston l’octubre de 1875. Rubinstein va haver d’empassar-se les seves paraules quan, poques setmanes més tard li va tocar dirigir-lo a Moscou. La repulsa va esdevenir fascinació, i el pianista es va fer l’obra seva, tot interpretant i donant a conèixer l’obra arreu d’Europa. El jove pianista Elia Cecino es posarà en la pell de von Bülow i Rubinstein com a solista d’aquest virtuós concert. La visita a Lleida serà especial per l’italià, perquè tocarà a l’Auditori on es va erigir guanyador del Concurs de piano Ricard Viñes fa cosa d’un any.

Anomenada per ell mateix com “la millor obra que mai he compost o compondré”, la Simfonia núm. 6, en Si menor, op. 75, “Patètica” destaca per un to menor, una emoció i una curiosa energia ombrívola que s’allunya de la seva denominació popular. De patètica no en té gaire, de fet, aquest nom, proposat per un dels germans del compositor, en rus “Patetitčeskaja”, tindria una millor traducció amb el mot “apassionada”. Estrenada el 28 d’octubre de 1893 a Sant Petersburg, va ser la darrera obra de Txaikovski, que va morir tan sols nou dies després. Una proximitat d’esdeveniments que ha fascinat generacions de compositors, melòmans i especialistes en el tema.

L’obra va suposar la reconciliació del rus amb el gran simfonisme, després d’una petita crisi amb el gènere, i el va reafirmar com un dels grans genis musicals del S.XIX. A part de l’inusual ús del to menor, hi veiem també una innovació: en lloc de tenir un final espectacular i magnificent, la simfonia culmina de forma molt delicada, ben íntima, tenyida de dolor, i mor més que conclou.

En lloc de tenir un final espectacular i magnificent, la “Patètica” culmina de forma molt delicada, ben íntima, tenyida de dolor, i mor més que conclou

La seva família deia que Txaikovski havia mort de còlera, però altres experts apunten que les causes no són gens clares. Potser l’elecció d’un final funest per l’obra era una premonició de la pròpia mort del compositor, una expressió inconscient del seu estat de salut, potser era un comiat, potser era una nota de suïcidi, potser era un desànim en viure en una societat que no acceptava la seva homosexualitat… possiblement cap d’aquestes teories, de les quals s’han escrit línies i línies, ofereix explicació suficient. Independentment d’això, l’obra de Txaikovski, aquesta càpsula del temps de les emocions, continuarà ressonant per sales i tocant l’ànima de forma diferent a cada espectador.

Sobre aquesta obra, el compositor català Ferran Cruixent, estrenarà al Palau de la Música una peça que s’inspira en vuit compassos del segon moviment de la simfonia. Cyberpreludi imagina els darrers segons de vida de Txaikovski, en què veuria passar tota la seva obra al seu cap. Amb recursos habituals de la música del català, que fusionen instruments convencionals amb eines tecnològiques, com ara el cibercant, Cruixent farà que els intèrprets utilitzin gravacions del seu propi mòbil per construir la seva composició musical. Els més interessats en aquesta original proposta, la podran sentir exclusivament al Palau de la Música, on el català és compositor convidat aquesta temporada.

[Font: http://www.nuvol.com]

Siza, “o grande maestro” da elegância e da simplicidade.

Da narrativa do seu processo de criação surge o conforto e a funcionalidade.

Ligado profundamente às obras de Frank Lloyd Wright e Adolf Loos, o seu trabalho aceita as influências minimalistas e modernistas e explora sempre o ambiente que rodeia a obra.

Siza Vieira, “o grande maestro” que trouxe inovação à estética deste nosso país.

A ordem da obra na relação com os outros espaços: eis.

A arquitetura também nos chega por mão de quem revela o cerne do conhecimento intuitivo entre a humanidade e a natureza e a vontade de conhecer o habitat de ambas.

“Arquitetura é arte, e isso está no meu espírito desde sempre”, afirma A.S.V.

Diga-se que as verdadeiras manhãs acontecem quando a arte comanda as mondas, os muros e os musgos, na pura ideia de nunca deixar de pensar.

Teresa Bracinha Vieira

[Fonte: e-cultura.blogs.sapo.pt]

 

Escrito por Hugo García Michel

… y no, no me refiero a la hermandad desde un punto de vista idílico tipo el “Himno a la alegría” (aquel en el que Miguel Ríos usaba las notas del cuarto movimiento de la Novena Sinfonía de Beethoven para cantar con cierto idealismo sesentero aquello de “Ven canta, sueña cantando / vive soñando el nuevo sol / en que los hombres / volverán a ser hermanos”), sino la hermandad a secas, la hermandad de los consanguíneos, de los que suelen tener a un mismo padre y a una misma madre. La hermandad carnal (o la hermandad, carnal).

En la larga historia del rock ha habido varias agrupaciones conformadas, total o parcialmente, por hermanos y/o hermanas. En algunos casos, ha existido armonía dentro de ellas; pero en otros, esa hermandad ha derivado en odios, peleas y conflictos varios, algunos de ellos legendarios. Veamos una quincena de casos de grupos de todas las épocas, desde los lejanos años cincuenta de la centuria pasada, hasta la actualidad de los años veinte de este cuando menos singular siglo XXI.

Liam Gallagher. Fotografía: Stefan Brending bajo licencia de Creative Commons
Liam Gallagher. Fotografía: Stefan Brending bajo licencia de Creative Commons

1.- The Everly Brothers. “Bye Bye Love” (del álbum The Everly Brothers, 1958). El legendario dueto de los hermanos Don y Phil Everly surgió en 1952, hace exactos 70 años, en el estado norteamericano de Iowa y aunque está más identificado con el country, también incursionó en el rockabily y tuvo una enorme influencia en agrupaciones de rock como los Beatles, los Beach Boys, los Hollies, Eagles, Crosby, Stills & Nash  y exponentes del folk como Simon & Garfunkel o Bob Dylan, entre otros muchos más. Su estilo melodioso y sobre todo sus espléndidas armonías vocales dejaron un sello indeleble en la historia de la música popular de Estados Unidos y del mundo entero.

2.- The Beach Boys. “Do It Again” (del álbum Stack-O-Tracks, 1968). Uno de los quintetos emblemáticos del rock de los años sesenta gracias al genio de su líder, Brian Wilson, creador de un sonido que si bien tomó prestados (y a veces plagiados) varios elementos de la música negra estadounidense (desde Chuck Berry hasta Chubby Checker), también introdujo diversas innovaciones que finalmente le dieron al grupo una personalidad propia. Conformado por los hermanos Brian, Dennis y Carl Wilson, además de su primo Mike Love y su amigo Al Jardine, el grupo vivió muchos momentos conflictivos, en especial por los problemas emocionales y mentales de Brian y por la tiranía que en un principio ejerció sobre ellos su manager (y padre de los tres hermanos) Murry Wilson. Como sea, dejaron cuando menos una docena de temas inmortales, entre ellos la sensacional “Hazlo otra vez”.

3.- The Kinks. “Brother” (del álbum Sleepwalker, 1977). Si hay una agrupación señalada por la relación amor/odio entre dos hermanos, esta sin duda es la de los Kinks, cuarteto formado en 1963 en su natal barrio de Muswell Hill, al norte de la ciudad de Londres, Inglaterra, por Ray y Dave Davies. Ray fue siempre la cabeza del grupo. Compositor del 95 por ciento de las canciones, cantante y front man (además de ser el hermano mayor), se impuso en muchas batallas artísticas y musicales a su consanguíneo, un excelente guitarrista líder, estupendo compositor y buen cantante, aunque sin el genio aplastante de Ray. Así y todo, estos brothers in arms permanecieron juntos durante más de treinta años, hasta la disolución de los Kinks en 1997. Aquí un video con la bellísima canción “Hermano”, compuesta amorosamente por Ray para Dave (a manera de paradoja, en el último disco de The Kinks, Phobia, de 1993, viene la composición “Hatred (A Duet)”, una especie de duelo a dueto en el cual los hermanos discuten de manera muy divertida sobre sus diferencias y sus rencores personales –canción catártica, si las hay: “el odio es lo único que nos mantiene juntos / el odio es lo único que permanecerá por siempre”).

4.- The Allman Brothers Band. “Whiping Post” (del álbum The Allman Brothers Band, 1969). Los hermanos Duanne y Gregg Allman, oriundos de Jacksonville, Florida, conformaron a esta potente agrupación de rock sureño, con una capacidad asombrosa para realizar largos jammings en concierto (algo que puede escucharse en sus discos “en vivo”) y una finura interpretativa esplendorosa (notable sobre todo en sus álbumes en estudio). Duanne era un muy dotado guitarrista, especialmente en la guitarra slide, mientras que Gregg se encargaba de los teclados (sobre todo el órgano Hammond), la voz principal y la composición de la mayoría de las canciones del sexteto, el cual debutó en 1969 con su primer trabajo discográfico homónimo. Como hermanos, los dos Allman siempre se llevaron bien. Desgraciadamente, su hermandad musical duraría tan solo dos años, ya que en 1971 un accidente de motocicleta puso fin a la vida de Duanne. El grupo seguiría hasta 1976, aunque tuvo varios periodos de reformación a lo largo de las décadas (el último concierto de The Allman Brothers Band ocurrió de hecho hasta 2014). Gregg falleció de cáncer en 2017 y con él culmino la leyenda. Aquí su enorme e histórica versión en concierto de la clásica “Whipping Post”, desde el mítico Fillmore East de Nueva York, en 1970 (hace 52 años ya).

5.- Heart. “Little Queen” (del álbum Little Queen, 1977). Aunque se constituyó en Seattle, en 1967, el grupo Heart no grabó su primer álbum (Dreamboat Annie) sino hasta 1975. Aparte de hacer muy buena música, su característica más llamativa fue siempre la presencia como cantantes e instrumentistas de las hermanas Ann y Nancy Wilson. Dueñas de un sorprendente talento y de estupendas voces, ya sea como solistas o realizando armonías vocales, también resultaron ser muy buenas compositoras (y Nancy, además, una grandiosa guitarrista). El grupo había emigrado a Vancouver, Canadá, donde empezó a grabar y a volverse famoso. Heart ha tenido muchos vaivenes a través de los años, un constante subeibaja de clausuras y retornos, pero hasta donde se sabe, con Ann Wilson a sus 72 años y su hermana Nancy a sus 68, la agrupación hoy sigue más que viva.

6.- Van Halen. “Jump” (del álbum 1984, 1984). Los hermanos Eddie y Alex Van Halen, nacidos en Amsterdam, Holanda, pero llegados desde niños a Pasadena, California, formaron el grupo en 1972 y grabaron su primer disco de larga duración seis años después, al lado del cantante David Lee Roth y el bajista Michael Anthony. La relación entre los dos Van Halen fue siempre tersa y a pesar de los diversos cambios que hubo en la alineación a lo largo de los años, ellos permanecieron juntos hasta la inesperada muerte de Eddie, en 2020. Virtuoso de la guitarra eléctrica e innovador de la misma en muchos aspectos, Eddie van Halen sigue siendo hoy por hoy, a pesar de su ausencia, una leyenda del hard rock y del heavy metal.

7.- AC/DC. “Highway to Hell” (del álbum Highway to Hell, 1979). Este explosivo y ciertamente humorístico grupo británico-australiano de hard rock es conocido hasta por quienes no gustan del rock. Los dos hermanos que lo fundaron, Malcolm y Angus Young (sí, el de los sempiternos pantalones cortos), ambos de origen escocés, emigraron a Sidney con su familia, desde Glasgow, en 1963 y una década después formaron AC/DC, ambos como guitarristas. Muchos cambios tendría el quinteto a lo largo de los años, aunque junto a los hermanos Young destacarían los vocalistas Bon Scott (hasta que murió y tomó la autopista al infierno en 1980) y Brian Johnson, quien reemplazó a Scott y permaneció en la agrupación hasta 2016, para reintegrarse en 2020, cuando grabaron el que hasta ahora es su más reciente disco y posiblemente (aunque quién sabe) el último: Power Up. Cabe decir que Malcolm Young falleció en 2017.

8.- The Black Crowes. “Hard to Handle” (del álbum Shake Your Money Maker, 1990). Desde Atlanta con furor, los Black Crowes surgieron en 1984 gracias al poderoso impulso de los hermanos Chris y Rich Robinson. Con un estilo fuertemente influenciado por el blues, el folk y el rock sureño, el quinteto posee desde sus orígenes un sonido muy fino y pulido que se ha traducido en ocho excelentes discos en estudio y cuatro en concierto. En cuanto a la relación de hermandad, está duró hasta 2015, cuando Chris y Rich se disgustaron por cuestiones sobre la propiedad del grupo y decidieron terminarlo. Duraron cuatro años sin dirigirse la palabra, hasta que en 2019 resolvieron sus diferencias y anunciaron el regreso de los Cuervos Negros para celebrar, con una gira, el 30 aniversario de su primer disco, el magnífico Shake Your Money Maker. La pandemia de Covid-19 interrumpió el periplo que sin embargo se reanudó a fines de 2021. En mayo de 2022, la agrupación lanzó su primer material grabado desde la reunión, un EP intitulado 1972, en el que interpretan seis covers de canciones que cumplen medio siglo de existencia.

9.- Oasis. “Don’t Look Back In Anger” (del álbum (What’s the Story) Morning Glory?, 1995). Si hablábamos de Ray y Dave Davies, de The Kinks, como una pareja de hermanos que vivió momentos por demás conflictivos, aquello fue una novela rosa si lo comparamos con la relación entre los hermanos Noel y Liam Gallagher, del grupo Oasis. Las rencillas entre estos nativos de Manchester, Inglaterra, fueron pasto seco para las publicaciones sensacionalistas británicas y del mundo entero. Si eran reales o parte de un ardid publicitario, quizá jamás lo sabremos. Lo cierto es que el nombre de Oasis es sinónimo de pelea y no solo entre los dos consanguíneos, sino también con otras agrupaciones, muy especialmente con Blur, sobre todo cuando ambas surgieron a la palestra. Oasis duró 18 años, de 1991 a 2009. Su gran éxito de popularidad es algo que no está a discusión, lo mismo que la calidad de algunos de sus discos y de muchas de sus canciones (varias de ellas extraordinarias), en su mayor parte compuestas por Noel Gallagher (muy influido por la música de los Beatles). Fue este quien decidió abandonar al quinteto, luego de una fuerte discusión con Liam. Peleas de hermanos al fin y al cabo.

10.- The Avett Brothers. “No Hard Feelings” (del álbum True Sadness, 2016). Dijo alguna vez el San Francisco Chronicle que el grupo de los hermanos Avett tiene “la densa tristeza de Townes Van Zandt, la ligera concisión de Buddy Holly, el tintineo melodioso de los Beatles y la cruda energía de los Ramones”. Provenientes de la ciudad de Concord, Carolina del Norte, Scott y Seth Avett han creado y siguen creando una música espléndida, de una belleza sin par, en la que combinan todas sus influencias: el rock, el folk, el country, el bluegrass, el blues, el soul y el indie, entre otros géneros. Sus tersas voces, sus finos arreglos solo en apariencia sencillos y su capacidad para escribir canciones entrañables, con letras llenas de poesía (en ocasiones melancólica y a veces irónica y divertida), los hacen merecedores de una mayor fama. Surgidos discográficamente en el año 2002, al lado del bajista y contrabajista Bob Crawford y el chelista Joe Kwon, llevan veinte años levantando la antorcha de la calidad musical y letrística de una manera admirable. Un grupo imperdible, una hermosa hermandad.

11.- First Aid Kit. “Emmylou” (del álbum The Lion’s Roar, 2012). Johanna y Klara Söderberg conforman este dueto proveniente de Estocolmo, Suecia, aunque al escucharlas uno pensaría que son de alguna pequeña ciudad del medio oeste estadounidense. Sus armonías vocales sin embargo dejan escuchar sus orígenes escandinavos, a pesar de que cantan en inglés. Se volvieron mundialmente conocidas en 2008, gracias al hermoso cover que hicieron en YouTube del tema “Tiger Mountain Peasant Song” de los Fleet Foxes. Hoy siguen activas y viven en su país. En noviembre próximo aparecerá su quinto álbum, Palomino.

12.– Larkin Poe. “Blood Harmony” (del álbum Blood Harmony, 2022). Originarias del norte de Georgia y avecindadas hoy día en Nashville, Tennessee, las hermanas Rebecca y Megan Lovell son como un huracán de rock sureño, blues y roots music con una potencia apabullante en sus pesados riffs, su fantástica guitarra slide y sus irresistibles voces, ya sea con Rebeca como cantante solista o con ambas haciendo armonías vocales. Aunque se dieron a conocer en las redes sociales por sus espléndidos covers, también escriben su propia música y desde 2014 tienen grabados siete álbumes en estudio y uno en concierto, además de varios discos EP. Apodadas por algunos como “las hermanas pequeñas de los Allman Brothers”, su forma de abordar la música no puede pasar desapercibida. Altamente recomendables si gustan del rock puro y fuerte. Como un vaso doble de scotch.

13.- Greta Van Fleet. “My Way, Soon” (del álbum The Battle at Garden’s Gate, 2021). Comparados en un principio con Led Zeppelin (por el estilo de su música y en especial por el timbre de su vocalista, con notoria influencia de Robert Plant), los hermanos Kiszka (Josh, voz; Jake, guitarra y Sam, bajo y teclados), nacidos en Frankenmuth, Michigan, formaron a Greta Van Fleet en 2012 (con el baterista Danny Wagner) y grabaron su disco debut, el EP Black Smoke Rising, para Lava Records, en 2017. Posiblemente la comparación con el Zepp les pesó demasiado y sus dos álbumes hasta hoy grabados (Anthem of the Peaceful Army, de 2018, y The Battle at Garden’s Gate, de 2021) derivaron hacia un sonido más cercano a la neopsicodelia y el rock progresivo.

14.- The Warning. “Error” (del álbum Error, 2022). Mucho se ha escrito ya en “Acordes y desacordes” acerca de estas tres hermanas nacidas en Monterrey, Nuevo León, y su vertiginosa carrera, la cual se ha disparado hacia arriba y con alcance mundial a partir de que fueron contratadas por Lava Records y grabaron su tercer álbum, el espléndido Error. Desde hace meses están realizando la gira de promoción por México, Canadá y sobre todo Estados Unidos, misma que continuará el resto del año, con dos conciertos incluidos en el Teatro Metropolitan de Ciudad de México, el 26 y el 29 de este mes de agosto. Daniela, Paulina y Alejandra Villarreal han conseguido con trabajo, disciplina y sobre todo un asombroso talento musical lo que ninguna agrupación había logrado en más de sesenta años de historia del rock en México (y esto apenas empieza para ellas).

15.- Liliac. “Mystery” (del álbum Queen of Hearts, 2020). Aun cuando se trata esencialmente de un grupo de covers, su manera de hacerlos, su poderío al interpretarlos y el innegable carisma de algunos de sus integrantes (sobre todo la vocalista Melody, con su agresiva presencia y su rasposísima y seductora voz), han hecho de Liliac (“vampiro”, en rumano) todo un fenómeno de popularidad a partir de su aparición en las redes sociales, en especial YouTube. Este caso de hermandad musical resulta muy particular, pues los cinco miembros son hermanos. Originarios del sur de California, Samuel, Abigail, Melody, Ethan y Justin Cristea, cuyas edades van de los 22 a los 14 años, cuentan ya con un muy buen álbum grabado con canciones propias (Queen of Hearts) y tienen todo el mañana por delante.

[Fuente: http://www.nexos.com.mx]

L’Ensemble Lisboa 1740 porta al Pirineu la desconeguda “Missa regalis” de Francesc Valls

Fernando Miguel Jalôto

Escrit per Pau Requena

Després de l’aplaudit debut a l’abril, al Festival de Cervera, l’Ensemble Lisboa 1740 omplirà el Pirineu de la seva fusió catalanoportuguesa. Ho farà amb una obra pràcticament inèdita com a protagonista: La Missa regalis de Francesc Valls. En marc del Festival de Música Antiga dels Pirineus (FEMAP), la formació oferirà un programa de música barroca el 19 d’agost al Castell de Mur, el dia 20 a Borén (Alt Àneu) i diumenge 21 al Monestir de Sant Pere de Camprodon.

Fernando Miguel Jalôto, organista i director d’aquest ensemble vocal i instrumental, explica que la formació va néixer perquè “ens interessava potenciar la connexió entre Portugal i Catalunya, per tal d’eliminar diferències i construir junts”. Josep Maria Dutrèn, cap del FEMAP, va ser un dels principals instigadors d’aquest projecte. “Dutrèn em va parlar d’una missa del gran compositor Francesc Valls, dedicada al rei Joan V de Portugal, que era pràcticament desconeguda a Catalunya”, declara Jalôto. La Missa regalis, estrenada el 1740, la darrera obra del músic català, mostra la magnificència i l’esplendor de la Capella Reial portuguesa de l’època. Jalôto, gran coneixedor de la música barroca lusitana, va reunir un seguit cantants catalans, les sopranos Anaïs Oliveras i Irene Mas, la mezzosoprano Mariona Llobera, el tenor Carles Prats i el baríton Néstor Pindado, i la violoncel·lista Clara Pouvreau per tornar a interpretar, a Cervera, aquesta missa després de tres segles de silenci a la península.

Ens interessava potenciar la connexió entre Portugal i Catalunya, per tal d’eliminar diferències i construir junts.

La proposta no només connecta països i artistes, també ha ajudat a la col·laboració entre el FeMAP i el Festival de Cervera, dos festivals essencials per la descentralització de la programació musical, per tal de fer possible aquest programa. “El repertori del concert es desenvolupa al voltant d’un eix central que és la missa de Valls”, una missa que exemplifica la perfecta comunió de tradició i innovació que caracteritza la música del compositor català. “Valls beu dels grans referents de la polifonia renaixentista, estil predilecte a la conservadora capella portuguesa del seu moment, però també mira al futur amb una harmonia de molta modernitat”, un fet que uneix el músic català amb Bach, destaca Jalôto.

Valls beu dels grans referents de la polifonia renaixentista, però també mira al futur amb una harmonia de molta modernitat.

La interpretació d’aquesta obra també fa justícia a, probablement, un dels màxims exponents del barroc a Catalunya, “Valls és un d’aquells compositors que és més conegut pels llibres de musicologia que no pas per sentir-lo habitualment a les sales de concerts”. També desperta enigmes, però, com ara, quina era la seva relació amb Portugal? Hi ha alguna informació sobre suposades estades al país? De quina manera es podria haver tocat aquesta missa a la Capella Reial de Portugal?

A aquesta darrera qüestió ha volgut donar resposta Jalôto amb la resta d’obres que sonaran als tres concerts pirinencs. Les obres litúrgiques de José António Carlos de Seixas, Antonio Tedeschi i Manuel Cardoso, i el motet Elisabeth potens opere et sermone de Giovanni Giorgi, ajudaran a recrear el tipus de celebracions religioses pròpies del s.XVIII, “molt més variades i diverses del que ara ens podríem imaginar”, explica el músic portuguès. És un repertori propi de la Capella Portuguesa i podrien haver sonat perfectament junt amb la Missa regalis o per les festes de Santa Elisabet de Portugal. El cant pla, que també hi és present, no té tant de protagonisme com podria en aquesta interessant recreació “per mantenir la dinàmica i el ritme que les altres obres donen al concert”.

A diferència dels monuments i les esglésies, a la música se li dona vida a través de la seva interpretació.

Es gaudirà, doncs, de la música de compositors molt bons que “mereixen ser més coneguts”, però, com és el cas d’Antonio Tedeschi i Giovanni Giorgi, en ser estrangers i haver-se traslladat a Portugal, “no han tingut la visibilitat d’una nació que els identifiqui com a propis actualment, malgrat la importància a l’època”. La recuperació de repertori i la inclusió de compositors poc interpretats suposa una aposta indispensable per la preservació del patrimoni musical barroc. “A diferència de com es preserven els monuments i les esglésies” com les del FEMAP “a la música se li dona vida a través de la seva interpretació”.

Afortunadament, sembla que els programadors del país ajudaran a l’Ensemble Lisboa 1740 a seguir perdurant aquesta obra amb diversos concerts de cara a l’any que ve. A més, el director de la formació avança que existeix la voluntat de portar la proposta a Barcelona i a Lisboa. Pel que fa al futur a llarg termini d’aquest conjunt, creat específicament per aquest programa, Jalôto explica que se sent bé treballant amb ells, que “el FEMAP servirà per continuar provant la dinàmica entre músics”, i obre la porta a fer altres projectes amb ells.

 

[Font: http://www.nuvol.com]

Pince-sans-rire, seigneurial, classePaolo Conte, créateur et interprète de Via con me, mais aussi des grandioses Gli impermeabiliSotto le stelle del jazzMax ou encore Hemingway, apparaît authentique dans le documentaire qui lui est consacré et qui vient de sortir en Suisse romande. Ce film est l’occasion d’une plongée dans son mystère. C’est aussi un bel objet, qui a Le Chic et le charme de la chanson du même nom.

Écrit par JONAS FOLLONIER

Quiconque a déjà eu le privilège d’assister à un concert de Paolo Conte sait de quoi il en retourne quand on parle de son talent, de sa magie et de l’excellence de son orchestre. De sa musique qui ne communique rien, mais qui exprime tout. De son italien qui nous parle quand bien même nous ne parlons pas l’italien. De son attitude de «diseur» comme Tom Waits et Léonard Cohen, ou dans un autre registre, Barbara et William Sheller. Mais le profane doit croire cette vérité sur parole. Le documentaire musical Paolo Conte, Via con me, riche en extraits de spectacles, archives et interviews, y remédie.

Mieux, ce long-métrage réalisé par Giorgio Verdelli (qui a 200 films et reportages au compteur!) offre une véritable analyse, très simple à suivre, de ce qui fait la singularité et l’intérêt de l’univers de Paolo Conte. «L’essence de mon travail cinématographique est de faire de la perception des grandes chansons de Conte le récit des possibilités infinies d’interprétation dont nous disposons par rapport à nos propres sentiments», confie le réalisateur, reconnu internationalement comme expert en musique. Une constante se dégage cependant des clefs de compréhension proposées, constante confirmée par Paolo Conte lui-même:

«Je me suis toujours vu comme une sorte d’écrivain du paysage.»

Le film décrit également les contours de la relation intellectuelle et sentimentale qui lie l’Italien à la France. Si sa renommée est mondiale, elle est particulière au pays de Molière et d’Aznavour. Le prince Conte y a puisé certaines de ses références pour donner un sens à son œuvre. Ainsi cette expression dont il a baptisé son style, lorsqu’il était en Hexagone: «une confusion mentale fin de siècle». Les Français ont toujours aimé «les plaisanteries qui poussent un peu à la réflexion», dixit le crooner à la gueule de caoutchouc.

Une atmosphère de peinture et de cinéma

Mais comment qualifier les émotions que dégage ce chanteur-auteur natif d’Asti, dans le Piémont, avocat de profession? Le documentaire met des mots sur cette ambiance ordinairement indicible. Les chansons de Paolo Conte sont des films de musique et de verbe, des vers aux couleurs bleues, concentrés en trois minutes. Elles se déploient dans la profondeur des grandes provinces italiennes, leur conférant une dimension universelle. Elles ont la couleur et l’odeur des après-midi d’été. Elles représentent la parfaite dose du mélange tradition-innovation. Avec ce résultat décrit par l’actrice Luisa Ranieri:

«Quelqu’un a dit qu’écouter Paolo Conte, c’est comme être à l’arrière-boutique d’un grand café napolitain, où nous vient un parfum de magie, d’aphrodisiaque»

Un témoignage qui concorde avec celui du journaliste Vincenzo Mollica: «Je me suis rendu compte que les chansons de Paolo Conte sont toujours le fruit de musique, de poésie et de peinture. Il y a cet élément supplémentaire que les autres n’ont pas.» D’où le caractère unique de cet avocat-artiste, émule jazzy de Fellini, pianiste virtuose et joueur de kazoo, instrument-prolongement de sa voix rauque et mélancolique, grave et enfantine à la fois, râpeuse et pourtant mélodieuse. Paolo Conte, Via con me saura convaincre les personnes qui ignoraient son existence – ou qui ignoraient ce drôle de dandy par choix – d’emprunter la route de ce génie italien pour un voyage dans son œuvre.

[Photo : Daniela Zedda – source : http://www.leregardlibre.com]

Prezentado por Metin DELEVİ

Emile Berliner (20 de mayo de 1851 – 3 de agosto de 1929) yego a los Estados Unidos para evitar ser yamado a la armada komo soldado en la gerra franko-prusyana. Nativo de Hannover, Almanya, Berliner empeso komo komersante i despues lavoro komo kontable antes de emigrar a la Amerika. En primero instalandose en Washington, D.C., i despues en la sivdad de Nueva York, entro a munchos diferentes postos i estudio las noches fizika en el Cooper Union Institute, i esto achakes de su pasyon por los endjenyos de elektrika.

En 1876, en Washington, D.C., Berliner fue testigo del lansamyento del telefon de Alexander Graham Bell. Fue fasinado i, lavorando solo en la unika kamareta de pansiyon ande morava, desvelopo un « transmisor de kontakto livyano » (loose contact transmitter) ke era un amejoramyento sinyifikativo en la teknolojiya orijinal de la transmisyon telefonika. Poko despues de prezentar una demanda de patent por el transmisor ke desvelopo, la American Bell Telephone Company lo empyego en su laboratoryo por investigasion i desvelopamyento. Se kedo en este posto durante syete anyos antes de fundar un sentro de investigasion independente a su nombre propyo en Washington, D.C.: Berliner Gramophone Company.

Una de las mijores inovasyones de Emile Berliner, i por la ke nunka no se le atribuyo el merito, fue el gramofon. Myentres ke Thomas Edison desvelopo el fonografo silendriko, Berliner transformo esta teknolojiya en desvelopando gravasyones de boz i muzikales sovre los diskos planos, lo que izo posivle de krear multiplas kopyas de la mizma gravasyon ke se podiyan reproduzir munchas vezes. Mas tadre vendyo los derechos de lisensya a Victor Talking Machine Company, ke fue merkado  por RCA en 1929.

Aparte de estos endjenyos sovre el telefon i el gramofon, Berliner tambyen realizo importantes inovasyones para los tapetes de parke, izolasyon akustika i numerozos pedasos teknolojikos en la konstruksyon de helikopteres.

Aunke su vida estuvo yena de emosyonantes deskuvrimyentos, Berliner se intereso aktivamente en el movimyento sionisto. Eskrivyo munchos artikulos i letras a los editores sovre esta tema. Berliner fue konosido tambyen por su devuamyento a edukar el publiko sovre la importansiya de una buena ijyena, spesyalmente para los chikos.

Emile Berliner se kazo kon Kora Adler en el anyo 1881. Tuvyeron syete kriyaturas: Henry Berliner, Herbert Samuel Berliner, Hanna Edith Sanders, Edgar Maurice Berliner, Oliver Berliner, Louise Berliner i Alice Greenbaum.

Emile Berliner muryo el 3 agosto de 1929 en Washington D.C.

 

[Orijin: http://www.salom.com.tr]

Els mitjans de comunicació catalans, sovint, fan d’altaveus d’innovacions del castellà, sense tenir en compte ni les altres llengües ni els recursos propis · Podem capgirar la tendència?

VilaWeb

Escrit per Jordi Badia i Pujol

És habitual de sentir, sobretot als mitjans de comunicació, frases com “Escoltem ara un tema dels Pets”, “Tot seguit sonarà un tema que Raimon va compondre als anys setanta”, etc. És a dir, tema com a sinònim de cançó. Els diccionaris no el recullen pas, aquest significat, però sí un de relacionat. El DIEC, per exemple, diu que un tema és el “motiu melòdic d’una composició musical”, una definició que ja havia registrat Pompeu Fabra i que també ens serveix, si fa no fa, l’Alcover-Moll (“tros de melodia que conté o expressa la idea dominant d’una composició musical”). Més endavant, en les llengües influïdes per l’anglès tema va passar a anomenar la música identificativa d’un film (banda sonora) i al final, sobretot –hi insistim– als mitjans de comunicació, va acabar designant qualsevol cançó.

Tanmateix, de fa uns quants anys en espanyol s’ha escampat un terme nou, derivat d’aquest: temazo. Amb el sufix augmentatiu –azo, tan corrent i productiu en la llengua veïna, es vol designar una cançó de molt de renom, molt coneguda, que té molta requesta; o que és molt bona en opinió de qui parla. El terme, no cal dubtar-ne, ja s’ha escampat de mala manera entre el jovent –i no tan jovent– dels Països Catalans, com deveu haver pogut comprovar si heu vist Eufòria.

I com n’hem de dir en català? 

Com que no sóc gens partidari de copiar de l’espanyol gratuïtament, sobretot quan pren solucions individuals, no compartides amb la resta de llengües, primer de tot he volgut mirar com ho diuen, per exemple, l’anglès, el francès, l’italià i el portuguès. Són llengües fortes, que creen, que sovint s’empesquen solucions més o menys “independents”. Si la recerca no ha fallat (i si ha fallat demano comprensió a l’amable lector), l’anglès en diu banger, que significa ‘automòbil vell i atrotinat’ i també ‘embotit’, tot i que probablement prové del verb to bang, ‘colpejar’; l’italià en diu pezzo forte (‘fragment fort’, ‘peça forta’) o pezzone; el francès, tuerie (‘matança’) o tube (‘tub’), tot i que són molt habituals, simplement, super chanson o chanson géniale; i el portuguès, segons les meves fonts, petardo i pedrada.

De tota manera, em fa l’efecte que la necessitat que ha tingut l’espanyol d’inventar un terme col·loquial per a aquest concepte no l’han tinguda les altres llengües. De fet, l’anglès fa anys i panys que ens va encomanar hit (‘cop’), que es va escampar per totes les llengües amb un significat semblant (‘peça musical molt escoltada, de molt de succés’).

Ara com ara, veig que les propostes que s’han fet circular als mitjans catalans són simples adaptacions de temazo. A TV3 i Catalunya Ràdio proposen temarro i, prioritàriament, temacle (!). Informalment, també s’han suggerit supertematemarraclecançonottemarracu o senyor tema. Sembla, doncs, que l’únic dubte que tinguem és si hem d’admetre temazo (amb aquest so de la zeta espanyola, aliè al català) o l’hem d’adaptar mínimament. Amb moral de perdedor, actuem sempre pensant que tot allò que ens allunyi de l’espanyol fracassarà de totes passades.

M’agradaria que encaréssim les innovacions amb moral de guanyador. Per començar, potser podríem eixamplar una mica el ventall. No cal que sempre diguem un sol mot, no cal que repetim sempre la mateixa denominació. Per exemple, podem dir que és una cançó collonuda, molt ben parida, espaterrant, de conya… I si el registre no és vulgar, podem qualificar-la de magnífica, fascinant, genial, boníssima, d’allò que no hi ha, de categoria, de primera, que fa goig… I si tant ens cal trobar una manera de dir-ho en un sol mot, nosaltres, com el portuguès petardo, també tenim un terme pirotècnic per a dir que una cosa és molt bona. Hi ha l’expressió de traca i mocador, amb un significat molt ampli. Doncs per què no en podem dir una traca, d’una supercançó? La traca no tan sols és nostra, molt nostra, sinó que, a més, ens deixa garratibats, sense alè. És so i és vibració. I festa i emoció.

No dic que aquesta hagi d’ésser la solució definitiva. Però demano que a l’hora de fer propostes siguem imaginatius i audaços, creatius i atrevits. Que no siguem submisos. Que bastim una llengua lliure, independent, sense renúncies. Que superem el mesellisme lingüístic. I que, sense apocament, fem circular aquestes propostes genuïnes pels nostres mitjans de comunicació.

Als joves, potser els hauríem de deixar alguna opció més que la còpia i la submissió.

Què hi dieu? Teniu més propostes? Podeu deixar-ne –i explicar-les– en un comentari (si sou subscriptors) o bé a Twitter (@jbadia16).

 

[Font: http://www.vilaweb.cat]

La troballa ofereix informació sobre les classes mitjanes de la colònia romana

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Diferents habitacions plenes d’objectes intactes. Mobles, plats de vidre, vasos, bols de ceràmica, gerros… Aquesta és la nova troballa de l’equip d’arqueòlegs que treballen al jaciment de Pompeia, al sud d’Itàlia, que va quedar coberta de lava del volcà Vesuvi l’any 79 dC. La trobada ha estat, concretament, a la Casa de Larario, un luxós espai sacre que es va descobrir l’any 2018.

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Segons que ha informat el director del parc arqueològic, Gabriel Zuchtriegel, la troballa ofereix informació sobre les classes mitjanes, cosa que ha de permetre d’explicar aquesta part de la societat de la colònia romana, que és la que menys s’ha estudiat fins ara.

El ministre de Cultura italià, Dario Franceschini, també ha celebrat el descobriment: “Pompeia no deixa de sorprendre i és una bonica història de redempció, la demostració que quan a Itàlia treballes en equip, inverteixes en els joves, en recerca i innovació, s’aconsegueixen resultats extraordinaris.”

[Fotografies: EFE/Parc Arqueològic de Pompeia – font: http://www.vilaweb.cat]

 

Pour sa 75e édition, le festival de films le plus prestigieux de Suisse voyage dans le temps et propose un divertissement cinématographique aux contrastes uniques.

Le principal écran en plein air de Locarno sur la Piazza Grande. Pendant la journée, la cabine de projection se transforme en un espace de réalité virtuelle qui peut accueillir jusqu’à huit personnes à la fois. Photo : Dukas Presseagentur Gmbh / Alamy Stock Photo

Écrit par Max Borg 

Au fil des années et des générations de cinéastes, le Festival du film de Locarno a évolué, mais il n’a pas perdu de vue sa vocation: offrir une grande célébration du cinéma, mélangeant de manière unique le passé, le présent et le futur. Cette 75e édition de la manifestation ne fait pas exception.

Il y aura beaucoup de choses à fêter cette année à Locarno, petite ville pittoresque située sur les rives du lac Majeur, dans le canton italophone du Tessin. Il s’agit de la première véritable édition du festival depuis 2019 et le début de la pandémie de Covid-19. Les cinéastes et le public de l’étranger sont de retour, les hôtels sont complets et toutes les salles sont exploitées.

Le programme offre une large sélection de films finement sélectionnés par Giona A. Nazzaro, le directeur artistique du festival. Il y appose la patte distinguée et omnivore qui l’a fait connaître en tant que critique de cinéma et programmateur, avant que lui soient confiées les rênes de Locarno l’année dernière. Fidèle à l’esprit du festival, la cinéphilie prend le pas sur les tendances du marché du film.

Quand Hollywood rencontre l’art et essai

Giona A. Nazzaro est un habitué de Locarno, puisqu’il fréquente religieusement le festival depuis 1994. Cette année-là, Pulp Fiction a été projeté sur l’écran en plein air de la Piazza Grande en présence de son réalisateur Quentin Tarantino, juste après son triomphe éclatant à Cannes. Avant, personne ne connaissait Tarantino; après, il était impossible de ne pas le connaître.

Mais le festival a laissé à Nazzaro une impression plus profonde. «Les deux premiers films que j’ai vus sur la Piazza étaient Speed et Through the Olive Trees», dit-il, résumant ainsi le caractère unique de Locarno, qui peut présenter d’un côté la quintessence du film d’action américain et, de l’autre, un drame iranien introspectif.

Ce genre de juxtaposition fait partie de l’ADN de Locarno. Carlo Chatrian, l’un des prédécesseurs de Giona A. Nazzaro, actuel directeur artistique du festival du film de Berlin (Berlinale), raconte une histoire similaire; quand il a assisté pour la première fois au festival à la fin des années 1990, «vous pouviez regarder la rétrospective d’un cinéaste d’avant-garde comme Jonas Mekas puis enchaîner avec Mary à tout prix sur la Piazza Grande.»

Les deux critiques et programmateurs ont rejoint l’équipe du festival pendant le mandat de Frédéric Maire, actuellement directeur de la Cinémathèque suisse. Le Zurichois Giona A. Nazzaro a commencé comme modérateur et interprète pour les délégations parlant allemand ou suisse-allemand, mais il a rapidement commencé à travailler personnellement avec des auteur-es et cinéastes du monde entier.

La liste des hôtes de marque de cette année comprend le réalisateur grec Costa-Gavras, maître du cinéma politique (mais pas seulement); la grande dame de l’art multimédia Laurie Anderson et l’acteur américain Matt Dillon qui, selon Nazzaro, «représente le meilleur d’une certaine idée du cinéma américain née dans les années 1970, tout en célébrant le courage de choix non conventionnels.»

Spécialiste respecté de films d’action et fan avoué de productions de «série B», Giona A. Nazzaro a également invité le producteur indépendant Jason Blum, dont le credo est de ne pas dépenser plus de 5 millions de dollars sur un film (10 millions, s’il s’agit d’une série).

Jason Blum est souvent décrit comme un «Roger Corman des temps modernes». Ce dernier, pionnier des films d’horreur à micro-budget, est surtout connu pour sa série de films Purge, qui imagine une Amérique pas si dystopique, où les élites riches jouent à la déloyale afin de se débarrasser des pauvres. Le troisième volet, intitulé Election Year, est sorti à l’été 2016, quelques mois seulement avant le bras-de-fer électoral entre Hillary Clinton et Donald Trump.

Voyage dans le temps

La première suisse du film d’animation No Dogs or Italians Allowed, qui a connu un grand succès au festival du film d’animation d’Annecy en juin, constitue l’«événement pré-festival»: une séance gratuite sur la Piazza Grande durant la nuit précédant le coup d’envoi du programme officiel. Inspirée de l’histoire familiale du réalisateur Alain Ughetto, il s’agit d’une conversation fictive entre le cinéaste, qui manipule les marionnettes en stop-motion, et sa grand-mère décédée à propos de son mari, un Italien qui a émigré en France pour travailler.

Le dialogue entre passé et présent sera perceptible dès les premiers jours du festival. Le programme d’ouverture du «pré-festival» prévoit une projection spéciale de Broken Blossoms (1919) de D.W. Griffith, un classique du cinéma muet, avec un accompagnement musical en direct.

Pendant ce temps, le grand écran de la Piazza Grande projettera le film d’action très attendu Bullet Train, avec Brad Pitt et Aaron Taylor-Johnson.

L’une des principales innovations du mandat de Giona A. Nazzaro, «Back to the future», est un programme de réalité virtuelle. Mis sur pied en collaboration avec le Festival international du film de Genève, il est accessible gratuitement dans un lieu tout particulier: la cabine de projection originale de la Piazza Grande, transformée pour l’occasion en espace de réalité virtuelle pouvant accueillir jusqu’à 8 personnes à la fois.

Autre ajout bienvenu, l’extension l’année dernière de la section courts métrages «Pardi di domani», avec un troisième volet de compétition consacré non pas aux jeunes cinéastes n’ayant pas encore réalisé leur premier long métrage (comme c’est le cas dans les deux autres compétitions), mais à des cinéastes confirmés, qui ont rencontré le succès et continuent de produire des courts métrages.

Le réalisateur italien Marco Bellocchio est l’un d’entre eux. Ami de longue date du Festival, il a remporté l’un des principaux prix en 1965 avec son premier film, Fists in the Pocket («Les poings dans la poche»). Cette récompense l’a catapulté en première ligue du cinéma italien et lui a valu une reconnaissance internationale. Fists in the Pocket est l’un des films le plus souvent projeté au festival (cinq fois depuis 2015).

Âgé de 75 ans, mais toujours très jeune dans l’âme, le festival rend hommage à l’histoire du cinéma (à noter, la rétrospective Douglas SirkLien externe) et consolide ses initiatives tournées vers l’avenir, sur le plan technologique mais pas seulement. Le programme «Open Doors», par exemple, permet à des cinéastes issus de pays dépourvus de l’infrastructure cinématographique adéquate de se mettre en relation. Après trois années consacrées à l’Asie du Sud-Est, il entame un nouveau cycle avec les cinéastes d’Amérique latine.

L’objectif est de faire de Locarno une communauté, la plus inclusive possible, dont l’influence s’étend au-delà de ces deux semaines d’août, par le biais d’événements multimédias tout au long de l’année et des collaborations avec d’autres festivals prestigieux comme Venise et Berlin.

[Edité par Eduardo Simantob, traduit de l’anglais par Pauline Turuban – source : http://www.swissinfo.ch]

La exposición en Centro Sefarad construye por primera vez una narrativa única a través de las reproducciones de las obras del gran pintor barroco

Rembrandt

Escrito por Pedro González

Las numerosas retrospectivas celebradas en todo el mundo sobre uno de los grandes genios de la  han abordado sus facetas más conocidas, resaltando sobre todo la de impresionante retratista. La que ahora se presenta en el Centro  de Madrid es, en cambio, una exposición divulgativa que pretende construir, por primera vez, una narrativa única a través de la exhibición de reproducciones de las obras más desconocidas del pintor barroco y su asociación con el mundo judío. Rembrandt está considerado como el pintor no judío que mejor ha captado el alma judía en sus obras. O, por decirlo con palabras de Jaim Najman Bialik, “este genio talentoso ha captado milagrosamente el núcleo del alma hebrea, como ningún otro pintor”.

La llegada a Ámsterdam de Rembrandt y su instalación en el barrio de Vlooienburg, convirtió a este en el escenario de la amistad y relación de Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606-1669) con muchas familias sefardíes y askenazis. Ámsterdam se convirtió en uno de los mayores refugios de la diáspora sefardí y en un próspero mercado internacional. Aquel floreciente Siglo de Oro neerlandés fue un excelente mercado para el intercambio artístico tan pronto como dejó de estar en vigor la prohibición de la vida judía en los Países Bajos, decretada por el emperador Carlos V.

Rembrandt

Exposición de la obra de Rembrandt en el Centro  de Madrid

Vlooienburg se convirtió casi de golpe en el barrio más rico y elitista de Ámsterdam, y Rembrandt pudo retratar, por iniciativa propia o por encargo, a los personajes más influyentes y pudientes de aquella sociedad. Pocas familias podían permitirse el lujo de pagar 500 florines por un retrato, según nos cuenta en la presentación la comisaria de la exposición e historiadora del arte, Alba Carballeira.

Ella misma destaca que la casa y taller de Rembrandt, en el número 4 de la calle Breestraat, no solo la convirtió en lugar de trabajo y encuentro sino también en el escaparate de su obra. Tuvo de inquilinos a los mercaderes judíos Jacob y Samuel Pereira, cuyos relatos le llevaron a su conocida fascinación por el mundo judío. Basta cotejar la lista de los apellidos de sus principales amistades de entonces, Pinto, Pereira, Rodrigues, Bueno…, para saber que buena parte de todos ellos procedían de Portugal y .

Rembrandt

Exposición de la obra de Rembrandt en el Centro de Madrid

Entre las obras mostradas, los grabados merecen una especial atención. Arguye la comisaria Carballeira que el virtuosismo de los pinceles de Rembrandt opacaron su valiosa aportación a la innovación en su técnica. Rembrandt no solo experimentó con los materiales utilizados para sus grabados, sino que también halló el modo de reelaborar sus imágenes durante el proceso de impresión, lo que en su tiempo era tan inaudito como revolucionario.

La selección de grabados muestra obras poco conocidas como “Judíos en la sinagoga”, “Circuncisión en un establo”, “El hijo pródigo” o “El rey David en actitud orante”, que demuestra la raíz cristiana del artista, toda vez que lo presenta de rodillas, una actitud que es ajena a los judíos cuando rezan.

Rembrandt

Exposición de la obra de Rembrandt en el Centro  de Madrid

Además de los retratos, la sección de historias de textos religiosos son especialmente apasionantes, ya sea “El festín de Baltasar” o “El banquete nupcial de Sansón”, en el que algunos especialistas quieren contemplar una competición artística entre Rembrandt y “La última cena” del gran Leonardo da Vinci. Y, en fin, no por menos conocida es sublime la escena de “La novia judía”, donde el artista capta un momento de ternura entre Isaac y Rebeca, que fingieron ser hermanos para evitar que el primero fuera asesinado y su esposa fuera capturada por el rey Abimelec.

Mientras se visita la exposición, que permanecerá abierta hasta finales de octubre, suena la música envolvente de compositores judíos como Abraham Cáceres, Salomone Rossi o Giacobbe Basevi, cuyas obras tuvieron profunda repercusión en el corazón de la capital holandesa. Es sin duda un elemento no menor para que el visitante contemple la exposición en parecida atmósfera a la que Rembrandt respiró.

[Fuente: http://www.atalayar.com]

Des sites apparaissent dans tout le pays ; de nouvelles façons, toujours luxueuses, de découvrir Israël et ses paysages, loin des chambres d’hôtel traditionnelles, sont proposées

Camping glamping nocturne avec glamping.co.il. Photo : Daniel Bear

Vous avez envie de passer des vacances sur un toit de Jérusalem, en vous réveillant avec une vue surplombant la capitale ? C’est ce que propose le Gag Eden, récemment ouvert, aux huit personnes qu’il peut accueillir en même temps. Premier camping municipal de Jérusalem en centre-ville, Gag Eden (jeu de mots avec « Gan Eden », ou Jardin d’Eden/Paradis, gan signifiant jardin et gag, toit, en hébreu) est situé au sommet du Clal Center, entre le marché Mahane Yehuda et la rue Ben Yehuda.

Ce nouvel espace touristique et de nombreux autres en Israël font partie de l’explosion récente du « glamping », un mot-valise composé des mots « glamour » et « camping », qui implique bien entendu le camping dans un luxe relatif.

Les hébergements glamping se déclinent dans une large gamme de styles et comprennent des tentes, des yourtes, des huttes en terre, des cabanes, des pods et des caravanes de luxe, qui permettent tous un retour à la nature sans pour autant sacrifier certains conforts tels que l’air conditionné – et sans que les clients n’aient à monter leurs tentes eux-mêmes.

Le camping Gag Eden occupe 2 000 m² sur le toit en terrasse d’un centre géré par la communauté Muslala, une organisation à but non lucratif créée en 2009 par des artistes, des résidents et des activistes communautaires du quartier Muslala à Jérusalem. L’objectif du groupe est de renforcer la société et la créativité, avec des projets axés sur l’innovation et la durabilité, comprenant une pépinière, des ruches, une galerie et des ateliers créatifs.

Les visiteurs sont hébergés dans des tentes pouvant accueillir jusqu’à trois personnes et équipées de matelas, de draps, de serviettes et de couvertures. Il est également possible de séjourner dans une capsule en terre, un peu plus grande. Le lieu comprend également une cuisine, une douche et une salle de bain commune. Les séjours coûtent entre 300 et 400 shekels par tente et par nuit. L’objectif est de créer une communauté temporaire plutôt qu’une simple halte pour les touristes.

La directrice du projet, Halel Moran, a déclaré au Times of Israel que cet espace unique « permet aux campeurs de voir la ville sous un angle différent, de découvrir la nature en ville parmi un désert de toits vides ».

Glamping sur un toit-terrasse de Jérusalem avec la communauté Muslala à Jérusalem. Photo : Muslala

Loin d’essayer de s’accaparer le marché, Moran a déclaré qu’elle espérait que d’autres personnes s’inspireraient de son idée de camping sur les toits, conçu pour être aussi écologique que possible, et que des espaces verts similaires se propageraient sur les toits de Jérusalem.

La Peace Forets de Jérusalem abrite également un terrain de camping qui compte environ 150 emplacements pour un camping plus traditionnel de type « do-it-yourself ». Des tentes sont disponibles à la location ou les clients peuvent apporter les leurs. Les séjours coûtent environ 80 shekels par personne et par nuit avec location de tente et de matelas, ou 55 shekels sans.

Itay Kadish Katz, qui dirige la société Glamping Israel, a raconté au Times of Israel qu’il travaille dans le secteur du tourisme depuis 2012 et qu’il constate aujourd’hui un désir croissant de la part des groupes de touristes de quitter le cadre de l’hôtel traditionnel.

Les sites de glamping de Katz sont pour la plupart des pop-ups, souvent dans le nord, la région de l’Arava ou de la mer Morte, et ils sont configurés pour se substituer à un hôtel de luxe. Ils comprennent souvent non seulement un hébergement de nuit, mais aussi une cuisine et un bar complets sous la tente avec un chef, un jacuzzi et un salon pour les divertissements du soir.

Ces séjours peuvent remplacer ou être suivis de séjours en hôtel de luxe, offrant une expérience différente sans aucun sacrifice de confort ou de service.

Glow Camping se veut tout aussi luxueux et propose des prestations allant du spa au yoga en passant par les Pilates et groupes des musiciens autour d’un feu de camp, sans oublier des ateliers de cuisine, des excursions en jeep, du VTT et autres voyages tout-terrain. L’entreprise se targue de ne laisser aucune trace après le démantèlement de ses campings temporaires.

Différents reportages indiquent que l’intérêt accru pour le glamping est un phénomène mondial, le marché devant atteindre 5,94 milliards de dollars d’ici 2030. Cette croissance est stimulée par un regain d’intérêt pour les staycations (concept de vacances dans sa ville de résidence) de la période du COVID, ainsi que par des préoccupations environnementales croissantes, amenant davantage de personnes à se tourner vers l’écotourisme, qui limite l’impact de leurs vacances sur la planète.

À l’heure actuelle, booking.com propose 17 campings de luxe en Israël, tandis qu’Airbnb propose 17 yourtes et plus de 150 options de glamping. Ils sont pour la plupart dispersés dans le nord, le Neguev, et notamment autour de Mitzpe Ramon et de la mer Morte.

Obtenir un terrain pour un site de glamping permanent est l’un des plus grands défis pour les entrepreneurs. Alors qu’une tente ordinaire pour une famille peut être achetée à un prix relativement bas, les tentes utilisées pour le glamping ont tendance à être plus sophistiquées et commencent à environ 6 000 shekels, mais elles peuvent coûter beaucoup plus cher. Non seulement elles ont de plus grands espaces ouverts pour les chambres, mais leur structure est également plus complexe pour y ajouter de la hauteur et améliorer la ventilation.  Dans le haut de gamme, elles nécessitent parfois la construction d’un plancher, d’une terrasse extérieure, l’installation de la climatisation et, bien sûr, d’une salle de bains. Mais elles restent un moyen abordable permettant à ceux qui possèdent un terrain libre de proposer un hébergement touristique.

Les générations Y et Z sont les groupes qui recherchent le plus souvent cette forme d’hébergement. Commentant son séjour dans l’une des stations de glamping de la mer Morte, Yessica pense que « c’était une excellente option pour profiter de la mer Morte dans son état le plus naturel, avec une vue imprenable, dans un lieu où l’on se sent très détendu ». Un autre visiteur ajoute avoir eu la possibilité de « se détendre au bar avec la plus belle vue sur les montagnes… les tentes sont agréables et confortables, avec tout ce dont on a besoin ».

Ori Chalamish, de Secret Israel, voit un mélange d’Israéliens et de touristes étrangers à la recherche d’expériences nouvelles et différentes. Ses clients préfèrent le glamping à la location d’appartements de vacances plus conventionnels, et vont de la famille élargie aux célibataires et aux groupes d’amis. Il considère le glamping comme un secteur de croissance majeur, et après avoir travaillé à la fois avec des campings pop-up et des sites de glamping permanents, il se concentre actuellement sur un nouveau développement dans le sud du pays.

Le glamping urbain sur les toits reste une rareté dans le monde. Gag Eden rejoint un club assez exclusif de sites à Melbourne, Manhattan, en Corée du Sud et en Suisse. Mais comme certains propriétaires entreprenants envisagent de proposer des locations de tentes à long terme sur leurs toits, ce n’est peut-être qu’une question de temps avant que nous ne voyions davantage de logements touristique disponibles.

 

[Source : http://www.timesofisrael.com]

 

Comissão Europeia avança este ano com uma iniciativa para promover o sector das algas. A aposta na agricultura marinha promete trazer sabores novos, e mais sustentáveis, da água salgada para o nosso prato.

Escrito por Andréia Azevedo Soares

Há cerca de 1200 milhões de anos surgiam os primeiros parentes unicelulares das algas. Estas formas de vida ancestrais ficariam talvez com uma pontinha de inveja – se fossem dotadas de emoções, claro – da popularidade que as “primas” actuais gozam. Hoje as algas são vistas como um recurso com “enorme potencial” – as palavras são da Comissão Europeia, que vai avançar com uma “estratégia para as algas” – e, por isso, há todo um esforço financeiro e legislativo para apoiar o cultivo destes organismos. A aposta na agricultura marinha promete trazer sabores novos, e mais sustentáveis, da água salgada para o nosso prato.

“Não imaginava que as algas viriam a ter a explosão de interesse que têm hoje. Costumo dizer que se a empresa ALGAplus tivesse surgido agora, teríamos tido um percurso muito mais facilitado do que tivemos em 2012. Éramos vistos como completamente loucos, foi-nos dito muitas vezes pelos nossos parceiros científicos que estávamos [insanos] porque isto de cultivar algas só mesmo na Ásia. E só passaram dez anos e já estamos a ver um panorama completamente diferente em Portugal”, afirma ao PÚBLICO a bióloga marinha Helena Abreu, cofundadora e directora geral da ALGAplus, uma empresa em Ílhavo que produz e vende macroalgas.

Helena Abreu faz parte do grupo de agricultores marinhos que a União Europeia quer ver crescer e singrar. A directora-geral da ALGAplus vê-se a si própria mais como uma aquacultora de algas, mas há vozes no sector que preferem evitar o termo aquacultura, que evoca muitas vezes conotações negativas associadas ao uso excessivo de antibióticos, por exemplo. E daí a expressão agricultura do mar.

“A bem dizer, fazemos aqui mais agricultura costeira do que do mar”, brinca Helena Abreu, uma vez que a empresa reaproveitou as antigas marinhas de Aveiro para o cultivo de algas. “São zonas de água salgada de boa qualidade que estavam, na sua maioria, completamente ao abandono. Estamos a trabalhar na recuperação deste património costeiro”, explica a responsável. Portugal actualmente não possui cultivo comercial em mar aberto, uma actividade que exigiria criar estruturas robustas para resistir ao hidrodinamismo.

A agricultura marinha é um dos temas abordados nos eventos paralelos da Conferência dos Oceanos, que decorre de 27 de junho a 1 de julho em Lisboa. A sessão informativa online “Algas: soluções alimentares aquáticas para as pessoas, o clima e os oceanos” está agendada para o dia 28, das 8h às 9h30, sendo organizada conjuntamente pelas organizações WorldFish, Universidade Agrícola Sylhet, no Bangladesh, WWF International e Safe Seaweed Coalition.

Esta última entidade, que agrega os diversos actores interessados numa indústria das algas segura e sustentável, também vai organizar uma reunião anual em Lisboa no próximo dia 29 de junho, à margem do grande evento das Nações Unidas. O objectivo do encontro é discutir as questões que preocupam e motivam o sector não só nesta fase de crescimento, mas também no contexto da urgência climática. A segurança alimentar e as condições dos trabalhadores na indústria também são dois tópicos que, segundo Helena Abreu, deverão estar em discussão.

Algas são as novas proteínas?

Nas próximas três décadas, a população global pode chegar aproximar-se dos 10 mil milhões de habitantes. Será necessário encontrar soluções para alimentar todas estas pessoas de uma forma mais sustentável, ou seja, produzindo alimentos nutritivos que envolvam o mínimo de emissões possível. As algas surgem então como uma das alternativas aos produtos que têm uma enorme pegada ecológica, como é o caso da carne bovina.

“Vendemos para empresas que depois vão transformar estes ingredientes em molhos para massas, pão, refeições prontas. Vemos muito também a substituição da proteína animal ou simplesmente a sua utilização para acrescentar valor nutricional aos alimentos, já que as algas são muito ricas em minerais específicos (ferro, cálcio, magnésio, potássio e iodo), além das proteínas. As algas são cada vez mais vistas como um alimento não só sustentável, mas também saudável”, explica Helena Abreu.

Um quilo de bifes de vaca requer cerca de 15 mil litros de água para ser produzido. Isto sem falar nas emissões. Já as algas podem ter um efeito positivo: armazenam carbono, produzem oxigénio e consomem azoto. Se feita de forma eficiente e sustentável, acredita a Comissão Europeia, a agricultura do mar pode ser um instrumento para mitigar os efeitos do clima e oferecer saídas para a insegurança alimentar e a seca hidrológica.

“O cultivo de algas tem funções semelhantes às das florestas naturais no sentido de captar CO2, produzir oxigénio e limpar a água, se houver excesso de nutrientes. Também pode retirar poluentes, mas depois o destino da biomassa tem de ser repensado. Não pode ir para a alimentação, uma vez que pode conter metais pesados”, explica ao PÚBLICO Isabel Sousa Pinto, professora do Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e investigadora no Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (Ciimar).

Além do interesse para a alimentação humana, macro e microalgas podem ser usadas como matérias-primas para o fabrico de fármacos, cosméticos, suplementos nutricionais, combustíveis biológicos e até bioplásticos. E, claro, fertilizantes naturais, uma aplicação que já não é de todo uma novidade: a apanha e o uso do moliço e do sargaço traduz-se há muitas décadas em solos mais produtivos em Portugal.

“O outro mercado é para a alimentação animal: o salmão e outros peixes de que gostamos são carnívoros e nós não vamos andar a pescar para alimentar os peixes, então tem sido feito muito trabalho para identificar opções vegetais [para rações piscícolas]. Naturalmente pensou-se nas algas, uma vez que já faz parte, ainda que de uma forma indirecta, da cadeia alimentar dos peixes”, afirma Isabel Sousa Pinto.

O gado também pode comer algas, e  estudos que sugerem que este é um hábito alimentar amigo do ambiente. “Descobriu-se que uma pequena quantidade de algas adicionada à alimentação das vacas pode reduzir drasticamente a produção de metano, que o gado bovino produz naturalmente no seu metabolismo. Seria necessário produzir esta alga para aditivo numa proporção enorme [se fossemos usar no sector agropecuário]”, acrescenta a investigadora do Ciimar.

UE quer estratégia para as algas

Bruxelas anunciou para 2022 a adopção de uma iniciativa unicamente dedicada às algas, por forma a apoiar o desenvolvimento deste sector. “A iniciativa vai simplificar a autorização de algas como novos alimentos através da redução dos custos de submissão de propostas, da simplificação do acesso aos mercados, da promoção dos produtos com algas junto dos consumidores, tendo em vista a aceitação e consciencialização, e da colmatação de lacunas entre o conhecimento, a ciência e a inovação”, refere um documento da Comissão Europeia sobre a chamada economia azul (ou seja, a actividade económica ligada aos oceanos). Uma consulta pública já foi feita para abrir caminho para a indústria das algas.

Alimentar-se é tanto um acto de sobrevivência quanto uma prática sociocultural. Aquilo que é banal na Ásia há pelo menos dois séculos, pode ser visto como uma nova tendência na Europa. E daí a iniciativa da União Europeia para promover a agricultura do mar falar em “aceitação e consciencialização”. É preciso compreender a sensibilidade alimentar dos europeus, perceber quais são as algas nativas que são interessantes ou estratégicas para o cultivo e, por fim, imaginar formas criativas de apresentar estes ingredientes aos paladares do velho continente.

Já existem vários chefes de cozinha a fazer esse percurso, sendo o português Rui Paula um deles. O cozinheiro andaluz Angel León também defende que “o mar pode ser a nova despensa da humanidade”: foi buscar às águas salgadas a Zostera marina (esta não é uma alga, mas sim uma planta), que possui grãos nas extremidades e pode ser servida como um arroz marinho.

“A alimentação não é só uma questão nutricional, possui uma forte componente cultural. Nas últimas décadas, temos gostado de experimentar coisas novas e inovar. Na Europa, por exemplo, a alface-do-mar (Ulva lactuca) é muito apreciada porque é verdinha, parece uma salsa quando adicionada ao arroz ou à omelete. Então, esta aparência acaba por proporcionar um aspecto familiar que facilita a aceitação”, refere Isabel Sousa Pinto.

A investigadora da Universidade do Porto, que cocoordena o European Marine Research Network, esteve recentemente em Bruxelas precisamente para participar numa reunião sobre a iniciativa europeia para apoiar o sector das algas. “De repente, ficaram no centro das atenções”, diz ao PÚBLICO. A ideia é integrar a agricultura do mar nos objectivos do Pacto Ecológico Europeu e na transição para uma União Europeia neutra em carbono.

A cientista debruça-se sobre as algas enquanto objecto de estudo há pelo menos três décadas. Quando fez o doutoramento em biologia marinha pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, “já estava convencida do impacto positivo das algas nos ecossistemas globais”. Ao longo da carreira, que inclui a participação em múltiplos projectos europeus, Isabel Sousa Pinto foi partilhando a paixão por estes organismos com muitos alunos, colegas e colaboradores. A cientista diz não possuir “uma veia empreendedora”, mas tem feito do Ciimar um “alfobre” de onde saíram ideias para projectos como o ALGAplus.

“Foi uma empresa criada por ex-colaboradores meus. Tínhamos esse projecto piloto aqui no Ciimar: havia algas que estavam a crescer em água de uma aquacultura [piscícola]. Nós íamos buscar essa água para os nossos tanques de algas, vinha muito enriquecida com nutrientes porque os peixes produzem compostos azotados e com fósforo. As algas utilizavam isso e cresciam melhor do que na água limpa. Só tem nutrientes, nenhum composto nocivo. Os cientistas acabaram por criar uma empresa para fazer algo semelhante na Ria de Aveiro. São muito criativos, começaram a fazer os próprios produtos, tem diferentes espécies de algas”, recorda Isabel Sousa Pinto. Um dos produtos que os portugueses já encontram nos supermercados é a maionese do mar, um molho produzido pela marca nacional Paladin que inclui alface-do-mar na lista de ingredientes.

O projecto científico que começou na Universidade do Porto e deu um salto empreendedor para Aveiro exigiu, pelo meio, “muito trabalho e paciência”. Helena Abreu conta que “começar um sector quase do zero” traz vantagens e desafios. Quais foram as dificuldades? A resposta descreve um vazio regulamentar no cultivo comercial de algas de há uma década.

“Não havia regulamentação, não havia certificação biológica, não havia IVA previsto para as algas marinhas. Tivemos de trabalhar com a Associação Portuguesa de Aquacultura para ver isso. Tivemos de tratar das licenças para poder apanhar algas para iniciar o cultivo. Um biólogo marinho quando começa uma empresa não imagina [que vai lidar com todas estas burocracias]”, explica Helena Abreu. O que a iniciativa de Bruxelas pretende é precisamente facilitar o caminho dos novos agricultores do mar, de modo a promover o uso inovador das algas.

Há 11 mil espécies de algas que já foram descritas no mundo, das quais 221 possuem valor comercial e dez são vastamente cultivadas em países como a China (líder mundial) e a Coreia do Sul, refere um relatório da agência das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FAO, na sigla em inglês) sobre a produção global de algas. A escolha de espécies para o cultivo em águas portuguesas deve sempre recair sobre espécies nativas, sublinha Isabel Sousa Pinto, por forma a evitar invasoras, a exemplo do que se passa hoje nos Açores. Na ALGAplus, por exemplo, houve uma aposta forte na alface-do-mar, na nori-do-atlântico (Porphyra umbilicalis, também conhecida nos Açores como erva-patinha), no cabelo-de-velha (Gracilaria gracilis) e no chorão do mar (Codium tomentosum).

“Há muitas espécies de alga nori, a que cultivamos aqui não é a nori que as pessoas conhecem do sushi. Esta [que vem a enrolar o arroz na cozinha japonesa] ainda é 99,9% importada da Ásia, sobretudo da Coreia do Sul, da China e do Japão. Toda a Europa está ainda inundada de algas importadas da Ásia. Este foi um dos pontos que nos fez querer criar a empresa e escolher as espécies a dedo. A nori-do-atlântico é uma espécie de cá, foi preciso desenvolver todo o ciclo de produção e a parte de inovação”, explica Helena Abreu.

Estas espécies cultivadas nas antigas marinhas de sal beneficiam de uma “casa” com condições óptimas de crescimento: águas repletas de nutrientes originários dos dejectos dos peixes. Este sistema – chamado IMTA, ou aquacultura multitrófica integrada – reproduz os ecossistemas naturais na produção de peixes. À excepção do clima e da meteorologia, que podem tornar a vida das macroalgas mais ou menos feliz consoante a temperatura ou quantidade de luz solar, tudo é organizado para que possam crescer mais rapidamente, da salinidade à qualidade da água. É, ao que parece, uma vida bem mais confortável do que aquela que tiveram os primeiros parentes unicelulares das algas.

[Fonte: http://www.publico.pt]

La reconocida bodega de Bolivia destaca en eventos internacionales, gracias a sus vinos de alta calidad que cautivan a los jueces y sommeliers más exigentes del mundo

¿Por qué los vinos bolivianos son únicos? Bolivia tiene una larga tradición en la producción vinícola. Las cepas, cultivadas a más de 1.800 m.s.n.m. en el terroir boliviano, permiten obtener vinos con sabores y aromas originales. Gracias a estos factores climatológicos y la pasión de la bodega Campos de Solana, se logró presentar al mercado etiquetas únicas y de altura, apreciadas en eventos mundiales.

« La bodega está enfocada en seguir creando vinos ganadores y de esta manera promover el desarrollo del sector vitivinícola mediante la investigación e innovación, con el tratamiento de nuevas cepas », manifestó Luis Pablo Granier, gerente general de D&M-SAIV.

La bodega cuenta con un equipo de investigación que constantemente monitorea posibles cepas que se pueden adaptar al suelo y clima de Bolivia; durante ese proceso, se observa el comportamiento de la planta y los distintos tipos de madurez, rusticidad, resistencia a enfermedades, el grosor de la piel de la uva y si es un racimo compacto o suelto. Esta investigación puede durar diez años antes que un nuevo producto salga al mercado.

Premios obtenidos en 2021

Bolivia es un país que posee una gran diversidad, que se destaca no solamente por su riqueza cultural y paisajes naturales únicos, sino también por la calidad de sus vinos de altura que han logrado galardones en diferentes eventos de talla mundial. Un ejemplo de ello es la bodega Campos de Solana que, en 21 años de experiencia en el negocio vinícola boliviano, ha recibido más de 100 reconocimientos y premios de los certámenes internacionales más representativos del sector.

El año pasado, Campos de Solana obtuvo una exitosa participación en Vinus 2021, el concurso vitivinícola más importante de Argentina y uno de los más relevantes de Latinoamérica. En el evento desarrollado en septiembre, los vinos presentados por la bodega boliviana cosecharon tres medallas, dos de Oro y una Doble Oro, con lo cual suma un total de cinco en el mismo año, tomando en cuenta las dos preseas doradas que consiguió en el Asia Wine Challenge, algunos meses atrás.

Los vinos premiados en ambos eventos son TRI Gran Reserva Tinto, Marselan, Malbec y Encuentro. Las etiquetas fueron elogiadas y altamente puntuadas por exigentes jueces y sommeliers de diferentes partes del mundo.

Para Granier, estos reconocimientos son muestra de la alta exposición y aceptación internacional que tiene la bodega, lo que permite situar a Bolivia en el mapa vitivinícola mundial. « Somos protagonistas de la identidad y calidad de las etiquetas bolivianas », añadió el ejecutivo.

Logros en Asia

Los jueces y especialistas enólogos de Japón, Corea del Sur y Singapur se concentran cada año en el evento Asia Wine Challenge, para seleccionar los vinos más destacados de cada continente. El año pasado, las etiquetas TRI Gran Reserva Tinto y Marselan de Campos de Solana tuvieron un gran desempeño y ambas ganaron la medalla de oro. Era la primera vez que dos vinos bolivianos alcanzan la máxima distinción en el concurso asiático.

Marselan fue lanzado al mercado boliviano a inicios del 2021 y, desde entonces, ha cautivado a consumidores, sommeliers y, últimamente, a jueces expertos de reconocida trayectoria global. « Marselan ha nacido del espíritu innovador que nos caracteriza, para ofrecer mejores opciones de vino a los paladares bolivianos », sostiene el gerente.

El Asia Wine Challenge gestiona los premios de vinos y licores más grandes a nivel internacional desde hace 16 años. Es considerada como la competencia de bebidas más influyente del mundo y responsable de mil millones de botellas vendidas desde 2006.

Investidura dorada desde Argentina

El concurso internacional Vinus 2021 condecoró al TRI Gran Reserva Tinto con Doble Medalla de Oro con un puntaje obtenido de 94 puntos en la cata a ciegas. Esta etiqueta es la más premiada del país, la cual propone una rigurosa selección de aquellas uvas que sobresalen por su calidad, para permanecer por largos periodos de guarda en barricas de roble francés. Algo propio de los vinos de más alta gama del mundo.

Malbec es otro vino de Campos de Solana que obtuvo medalla de oro en el certamen del país vecino. « Es un orgullo haber conseguido un alto destaque en la tierra afamada por producir Malbec, que es Argentina. Esto es un logro importante para nuestra bodega y el sector vitivinícola en general », expresó Granier.

De igual manera, el vino tinto Encuentro fue vestido de oro. Se trata de una botella de los últimos lanzamientos de la bodega, que recoge éxitos en certámenes internacionales. Está elaborado con cepas de Tannat y Malbec. Es un vino joven, fácil de beber y cuyas cualidades le permiten resaltar el sabor de las carnes rojas.

La bodega más premiada de Bolivia

Campos de Solana nació en el año 2000 y desde entonces fue cosechando éxitos y destaque ante los ojos del mundo, mediante su participación en los eventos más importantes del sector vitivinícola global. Entre los galardones obtenidos más destacados están el título « International Wine of the Year », otorgado por primera vez en la historia a un vino boliviano (TRI), de parte de la World Association of Journalists and Writers of Wines and Spirits, en el año 2014.

La bodega también obtuvo, con su vino Único, la Medalla de Oro en el certamen Vinalies Internacionales 2019, Medalla de Platino y 95 puntos en el Decanter World Wine Awards 2016, junto al reconocimiento como « Mejor Vino tinto de Centroamérica y Sudamérica », entre otros premios.

Campos de Solana

Campos de Solana es líder nacional y un gran referente a nivel internacional, porque cuenta con la mayor cantidad de medallas en Bolivia. La bodega nació en el año 2000, con la visión de producir los vinos más refinados del valle de Tarija, combinando vanguardia con tradición vitivinícola familiar, tanto a nivel de sus recursos humanos como en tecnología. Los viñedos están situados a más de 1.850 m.s.n.m. en el cálido clima del valle, donde el aire puro y la luz intensa producen condiciones idóneas para cultivar la uva y crear vinos de calidad como el Trivarietal Reserva, que fue incluido entre los « Mejores Vinos del Año » en 2014.

 

[Fuente: http://www.vinetur.com]

 

 

 

 

Publicado por Martín Sacristán

«¿Por qué contrariamos a la muerte y respiramos? Obedecer es desobedecer a la rebeldía». Con estas palabras se inicia El libro de la desobediencia, sugerente título para una novela en tiempos en que las letras de canciones pueden llevar a la cárcel o el exilio y en el que se secuestran ediciones por vía judicial. Su autor, el uruguayo Rafael Courtoisie, ha elegido contarnos una historia de rebeldes contra el poder en forma de metáfora, bajo la apariencia de una historia tradicional japonesa. Pero que habla sin embargo a nuestro tiempo, especialmente a través del retrato de sus personajes.

La principal protagonista, Miniki, es una princesa lesbiana, empeñada en raptar a la favorita del harén. Una fuerza femenina capaz de referirse al heteropatriarcado y de hablar sobre sus preferencias a la hora de desvirgar hímenes con su lengua, o de «desobedecer la ley del macho». Una guerrera que hizo perder a su único amante varón cabeza y genitales por lo malo que era en la cama. La fuerte carga erótica que hay en el libro pone de manifiesto la desobediencia de los personajes a las convenciones. Y también al poder establecido, que personifica el emperador, ridículo hijo del Sol como solo pueden serlo los dioses que cagan y mean a diario.

El autor se salta todas las reglas al dotar a Miniki de las características de un héroe literario varón: violenta, rescatadora de princesas, egoísta y solo atenta a sus deseos. Entrena discípulas luchadoras poetas y lesbianas en su academia, y se vale de ellas para raptar a Tanoshi, la favorita del emperador. No es que la ame, solo busca satisfacer en ella su deseo sexual. Claro que a la propia Tanoshi siempre se la ha negado el placer propio, y son los dedos, labios y lengua de Miniki los que le descubren qué es un orgasmo. Tanoshi es también un prototipo literario, el de la princesa pasiva de los cuentos, aunque esta vez, en la transgresora narración de Courtoisie, sea una mujer quien la rescate, y no un hermoso príncipe.

El déspota querrá vengarse del rapto, no porque le importe su favorita, sino porque le han insultado robándole su objeto sexual preferido a él, un dios. Para saber qué ocurrirá, tendremos que plegarnos a los caprichos y transgresiones de Okoshi, poeta y narrador de la trama. Suele estrujarse la cabeza para componer versos de elogio al emperador. En realidad para hacerlos lo suficientemente equívocos, de tal forma que sirvan a la vez para insultarle y para que su destinatario los perciba como halagos. Divertidos como moscas con las que nos interrumpe a menudo, para hacernos partícipes de sus burlas al hijo del Sol. O peor aún, para contarnos lo mucho que sufre trabajando en su encargo, el Libro de los monstruos japoneses. El relato avanzará adquiriendo las características de un thriller, cada vez más emocionante, espiral de la que nos sacará a su capricho Okoshi Oshura.

Pese a transcurrir en el período Edo japonés, entre samurais y katanas, serpientes voladoras, monstruos mágicos, las características literarias de El libro de la desobediencia son completamente modernas y transgresoras. Comenzando por su género literario, ya que no tiene ninguno en concreto. Esa es una de las características personales del autor, y esta obra suya encajaría lo mismo en los cánones de una novela moderna que en un guion de manga. El mismo Cortouise nos advierte en las páginas iniciales, por boca esta vez de un Okoshi pedante, contra cualquier intento de clasificarlo: «Pretender comprender o explicar un poema o un conjunto de poemas o una historia como la que cuenta El libro de la desobediencia es orinar fuera del mingitorio de oro y piedras preciosas, es perder el secreto que nos libra del yugo, de la pata o zarpa infecta de la autoridad». Este mandato a no encasillarlo ni siquiera es una prohibición, sino una parte más del juego que seguirá a lo largo de todas sus páginas con el lector. Hasta que este comprenda que tanto obedecer como desobedecer son dos actos lícitos, siempre y cuando supongan una rebelión contra el poder que nos manda. Que por algo la obra lleva ese título.

Courtoisie ha añadido a todo esto un humor e ironía típicamente latinos, junto a toques de filosofía zen, y otros que parecen salidos de la barra del bar. Y también abundantes pistas para que sepamos que está llamando a nuestro presente con su fábula. Hay referencias a una canción de Bebe, al efecto mariposa, a la destrucción de monumentos llevada a cabo por el Dáesh. Hay también una mención al pintor edo Hokusahi, y a una de sus ilustraciones shunga más famosas, un pulpo practicando el cunnilingus a la mujer del pescador. O al propio Escher y a sus juegos ópticos, similares a los que el tatuador Neko tiene que plasmar, con gran esfuerzo, en las gigantescas tetas de la mujer del temible asesino enano.

Todas estas llamadas a la actualidad son más relevantes, en conexión con la desobediencia, por venir de un escritor uruguayo que forma parte de la Generación Tardía. Rafael Courtoisie es heredero en su país de autores como Felisberto Hernández y Mario Levrero, y también de una dictadura que entre 1973 y 1985 prohibió los partidos políticos, ilegalizó los sindicatos y la prensa, además de encarcelar y asesinar a los opositores a su régimen. El escritor era apenas un adolescente en ese período, y se ha alejado de una tradición anclada en la narración urbana realista, que es la propia de la literatura uruguaya, especialmente de aquella que contestó la falta de democracia. Pero estableciendo a la vez una conexión con los mejores ecos de BorgesSilvina Ocampo y Miguel Ángel Asturias. Con los elementos fantásticos del realismo mágico tan presentes en García Márquez, y con la experimentación juguetona de Cortázar. Sin que pueda ser clasificado en ninguna de las características de los anteriores, y con el rasgo de identidad de la pluralidad estilística, compartido con el resto de modernos narradores latinoamericanos. Courtoisie es en suma, un autor que sigue en calidad e innovaciones a los mejores escritores del boom latinoamericano.

Hay además en él un elemento muy personal, su tratamiento del sexo. Las imágenes vívidas, eróticas, a veces abiertamente pornográficas, están muy presentes en sus libros de prosa y poesía, y de forma especial en este. El autor entiende la actividad sexual libre como una fuerza de escape del ser humano, que le permite superarse a sí mismo y a sus limitaciones. Por eso el deseo sexual es en muchas ocasiones lo que guía a sus personajes. Miniki es capaz de matarte de placer recitando un verso de Safo y apretando en cierto lugar de tus vértebras. Una de sus discípulas, Kameko, ha escrito el libro de poemas Periné, que provoca orgasmos mortales en el lector. Y en el clímax de la acción encontraremos a dos personajes que, ignorando la presencia de los demás, se pondrán a follar como locos detrás de las cortinas y los biombos, incapaces de contenerse.

El humor, siempre presente, acompaña al sexo y al otro elemento principal de la narración, la violencia. El modo de reflejarla evidencia la pasión de Courtoisie por la técnica cinematográfica. Hay una insistencia en el detalle a través de su prosa, que se asemeja mucho al objetivo de la cámara, asomándose a veces allí donde puede repelernos mirar. Así ocurre cuando Okoshi el poeta, jugando a un «te lo cuento, no te lo cuento», nos explica el tormento de la rata. Al reo se le introduce un tubo en el ano o la vagina, o en ambos, y una rata hambrienta se abre paso en sus intestinos o su útero a mordiscos. El modo en que los tendones y las fibras musculares son seccionados por los dientes, la forma en que la sangre salpica, es minucioso y abunda en el detalle. También ocurre lo mismo en las luchas que se entablan entre el ejército del emperador y el formado por la princesa rebelde y sus discípulas.

Sexo, humor, violencia, filosofía y lírica. Todo eso es El libro de la desobediencia, porque su autor es un narrador y un poeta, o ambas cosas a la vez. Traducido a varias lenguas, ha sido reconocido en España con los premios de poesía Fundación Loewe, el Blas de Otero y el Casa de América. Sus novelas Caras extrañas y Santo remedio se publicaron por primera vez en nuestro país, así como algunos de sus poemarios. Además de impartir Literatura Iberoamericana, Teoría Literaria y de Narrativa y Guion Cinematográfico es autor de ensayos y traductor de autores de gran talla, como Emily Dickinson, Sylvia Plath, o Raymond Carver, entre otros. Creador inquieto, su obra está en constante renovación, siempre a la búsqueda de nuevas técnicas y caminos literarios. Con El libro de la desobediencia ha vertido además al español la tradición literaria del Japón moderno.

No es suficientemente conocida fuera del continente la relación comercial, de larga tradición, entre China y Latinoamérica, ni la emigración de asiáticos a tierras americanas. Tampoco lo es que muchos escritores latinoamericanos modernos han comenzado a interesarse por la cultura asiática, trasladando su influencia al español. Courtoisie, siendo uno de ellos, ha llevado su interés a una cota difícil de superar. En su libro hace un homenaje a tres escritores japoneses fundamentales. A Ryunosuke Akutagawa, y a su análisis sobre la población católica japonesa de Nagasaki le dedica el jesuita que ayuda al emperador, claro reflejo de las misiones de Francisco Javier en la nación del sol naciente. A Yukio Mishima y su tratamiento abierto de la homosexualidad, las relaciones lésbicas de Miniki, sus discípulas, y su amante raptada Tanoshi. A Murakami, las modernas transgresiones de la narración literaria, especialmente la de sus últimas obras, facilitando el encuentro del poeta Okoshi y del metapersonaje, el traductor que está vertiendo su crónica al español. Aunque lo más atractivo de todo es que despoja a lo oriental de las características que nos son más ajenas, acercándolo a lo occidental con una narración absolutamente moderna y completamente original. Además de muy divertida.

Es por tanto El libro de la desobediencia una lectura casi obligada para aquellos que disfrutaron con el boom de la literatura latinoamericana, y esperan conocer a los autores que la están continuando en nuestro presente. Rafael Courtoisie es uno de ellos, y la editorial Nana Vizcacha, que le publica ahora en España, promete traernos en el futuro títulos tan sugerentes como este, abriéndonos al panorama de autores modernos, y reconocidos de aquel continente. Además de eso los amantes de Murakami, del manga, del sushi y el sashimi, y en general de las deliciosas aportaciones de la cultura japonesa a la occidental —incluido el shunga— disfrutarán enormemente con este libro.

 

[Fuente: http://www.jotdown.es]