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Para a Mesa, as deturpacións dos topónimos pretenden « borrar a Toxa e os nomes de todos os lugares que se denominan en galego ». Este sábado tamén se celebrou unha marcha en Uviéu a prol da oficialidade do galego-asturiano.
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Mobilización da Mesa na Toxa, este sábado

A Mesa pola Normalización Lingüística manifestouse este sábado na Illa da Toxa (O Grove) para defender o topónimo oficial do lugar, fronte á « barbarización » que supón a denominación do « Foro de La Toja », celebrado entre o 29 se setembro e o 1 de outubro.

En declaracións aos medios, o presidente da Mesa, Marcos Maceira, denunciou que o título deste evento leva implícito « un incumprimento » da lei de normalización lingüística por parte de todas as autoridades que estiveron presentes, entre elas o presidente da Xunta, Alberto Núñez Feixoo; o do Goberno estatal, Pedro Sánchez, e o rei, Felipe VI.
« Son tres cargos que teñen a obriga de cumprir e facer cumprir as escasas leis que defenden e amparan o uso do galego », salientou, para posteriormente advertir que o colectivo non descarta acudir á vía xudicial « para defender que o pobo galego é a única autoridade que pode denominar os seus lugares ».
Maceira, ante as decenas de asistentes á mobilización, fixo alusión a unhas palabras do xefe do Estado, « non é posíbel a democracia por riba da lei », para afear que « si parece que a democracia é posíbel por riba da lei de normalización lingüística e da oficialidade da lingua galega ».
Para a Mesa, as deturpacións dos topónimos pretenden « borrar a Toxa e os nomes de todos os lugares que se denominan en galego, porque son lugares galegos ».
« Na Mesa non permitiremos que se continúe deturpando e barbarizando os nomes que os galegos e galegas demos aos espazos que habitamos », sentenciou.

Mobilización polo galego-asturiano

Por outra banda, na mañá deste sábado tamén se produciu unha multitudinaria concentración en Uviéu a prol da oficialidade do asturianu e o galego-asturiano en Astúries.
As persoas organizadoras do evento leron un manifesto no que instaron os poderes públicos a garantir a oficialidade das dúas linguas propias de Astúries « ao carón do castelán », e advertiron que neste proceso o galego-asturiano « non pode quedar atrás », ao tempo que defenderon esta denominación fronte á de « eo-naviego », que cualificaron de « ocurrencia ».
[Imaxe: Europa Press – fonte: http://www.nosdiario.gal]

A mobilización, celebrada en Oviedo, pide o recoñecemento da lingua porque « amplía dereitos e liberdades ».

Manifestación pola oficialidade do asturiano e o galego-asturiano

Manifestación pola oficialidade do asturiano e o galego-asturiano

Unha multitudinaria manifestación percorreu este sábado o centro de Oviedo para esixir a oficialidade das linguas asturiano e galego-asturiano. A mobilización partiu da Estación do Norte, en Oviedo, e terminou na Praza da Catedral, onde leron un manifesto.

A convocatoria correu a cargo da Xunta pola Defensa da Llingua, cuxos responsables insisten en que a oficialidade soamente significa recoñecer legalmente o dereito que ten calquera persoa para usar libremente a lingua propia nun territorio. Así, consideran que esa oficialidade supón un avance democrático porque « amplía dereitos e liberdades cidadáns ».

Consideran que actualmente os falantes do asturiano e do galego asturiano non teñen recoñecido legalmente o seu dereito para expresarse nesas linguas. « Por que teñen menos dereitos que os falantes de linguas doutras comunidades? », preguntáronse, reivindicando o mesmo trato institucional e mesmo réxime de protección que teñen as demais linguas do Estado.

O Estatuto de Autonomía de Asturias, aprobado en 1981, xa contempla a protección do asturiano (‘ bable’) no seu artigo 4 e di que se promoverá a súa difusión nos medios de comunicación e o seu ensino, respectando as variantes locais. No ano 1998, con Sergio Marqués (PP) como presidente de Asturias, aprobouse a lei de uso e promoción do  bable/asturiano, que actualmente regula a protección do idioma.

A actual normativa, con todo, non é suficiente para os participantes na manifestación deste sábado, que esixen que o asturiano e o galego asturiano sexan oficiais e gocen da mesma protección e desenvolvemento que outros idiomas do país, como o catalán ou o galego. O contrario é unha discriminación, alegan.

 

Como a cobertura facial reproduz nossa cultura política

Escrito por Rodrigo Stumpf González

Em fevereiro de 2020 foi declarada pela Organização Mundial da Saúde a emergência internacional pela difusão do Sars-Cov-2, vírus causador de uma infecção respiratória grave e em muitos casos mortal, denominada de Covid-19.

O desconhecimento das formas de transmissão do vírus, a inexistência de protocolos para seu tratamento e a preocupação com seu controle, em um cenário em que a maioria dos países do mundo não possuía nem infraestrutura, equipamentos de proteção ou serviços de saúde capazes de atender toda a população afetada gerou reações caóticas a princípio.

Isto levou, nos primeiros meses, a experiências com diferentes tratamentos, orientações contraditórias sobre o uso de máscaras, luvas e higienização de superfícies. A forma mais confiável de evitar a contaminação era a defesa do distanciamento, com o fechamento de escolas, comércios e serviços públicos. A vida cotidiana passou a ser vivida na internet.

A efetividade dos tratamentos e das medidas de proteção saiu dos debates acadêmicos entre os profissionais da saúde para tornar-se base dos discursos políticos em alguns países, como Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido, como elemento de identidade de governantes e oposição e seus apoiadores.

Assim, permanecer em casa conforme recomendação das autoridades locais, utilizar medicamentos para vermes contra a Covid, vacinar-se e usar máscaras passaram a ser comportamentos definidos não por uma decisão de seus benefícios fundada em informação técnica, mas conforme o grupo político ao qual pertence a pessoa.

Das diferentes formas de contestação às medidas de proteção e controle contra a pandemia, o uso de máscaras é o mais visível ao observador externo, tendo em vista que vários motivos podem levar a necessidade de sair à rua e apenas com informação pessoal pode ser possível saber se um indivíduo se vacinou ou tomou ivermectina. Isto leva à possibilidade de observar como este pequeno acessório, de pano, papel ou outros materiais, é carregado pelo público e criar hipóteses de como espelham características da cultura política de uma população.

Na prática, há uma série de possibilidades de uso das máscaras. Com o paulatino fim das medidas de restrição de circulação e reabertura de escolas, serviços e escritórios no Brasil, basta postar-se em uma janela e ver a realidade passar. Aqui vão minhas hipóteses, de acordo com algumas destas categorias, numa escala de cobertura facial que também é de sofisticação política.

O desmascarado. Divide-se em duas espécies diferentes. O desmascarado não-não-estou-nem-aí em geral é jovem e se encontra nos bares e nas ruas à noite, cercado por seus amigos também sem máscara. Quer apenas divertir-se despreocupadamente. Politicamente é alienado. Nem sabe por que a máscara é uma polêmica. Não deve ser confundido com o desmascarado militante. Esta é uma categoria que tende a ser menos comum. O indivíduo que anda nas ruas sem máscara acredita que o pior já passou, ou nunca houve grande risco, seja porque é apenas uma “gripezinha” ou porque o vírus é uma invenção da imprensa esquerdista. Pode ser apenas um cético ou individualista, que acha que se ele considera que não corre risco, os demais não importam. Mas pode tentar entrar em um supermercado e dizer que é seu direito, que ninguém o pode impedir. Politicamente desconfia das instituições, não aceita a legitimidade das restrições impostas. Nos EUA seria identificado como libertário, mas no Brasil aceita a liderança imposta de cima para baixo quando lhe convém. Pode até ter um elevado grau de instrução, mas sua cultura política é autoritária.

Porém enfrentar as autoridades e correr o risco de receber multas para declarar a sua liberdade de andar sem máscara implica em um compromisso político que a maioria não está disposta a manifestar. Como na política brasileira, a maioria é constituída dos ambivalentes.

Seu comportamento pode ser o da máscara na mão. Visto de longe pode ser confundido com o desmascarado, porque anda nas calçadas sem máscara e sem medo. Porém, nas mãos ou pendurado no pulso por uma alça carrega a máscara, à disposição para colocá-la caso em que tenha de entrar em um ônibus ou uma loja. Não contesta as instituições, apenas não tem grande interesse no que elas decidem. Sabe qual é a norma, mas considera um incômodo cumpri-la, o que só faz quando alguém está olhando.

Uma variação é a máscara no queixo. Provavelmente a categoria mais comum. Quem usa a máscara assim tem informação para saber a utilidade da máscara, mas acha que só precisa cumprir a norma se houver alguém próximo. Mantém no queixo para facilitar o bota e tira. Também pode manter pendurada em uma só orelha. Do ponto de vista das instituições, não contesta a validade da norma ou a legitimidade de quem a impõe. Só faz a sua própria interpretação da rigidez do uso. Na sua visão está fazendo tudo certo, pois quando alguém se aproxima ele puxa a máscara para cima.

Outra variação é o mascarado-com-nariz-de-fora. Usa a máscara mas não percebe ou não se importa quando fica com o nariz de fora, cobrindo apenas a boca. Não se insurge contra a norma, mas não dá muita atenção a seu cumprimento.

Os ambivalentes são o modelo típico da cultura política brasileira. Consideram-se democratas e cumpridores da lei, mas aceitam o jeitinho e a interpretação flexível quando lhes favorece, mas acham que a lei tem de ser dura quando é contra os outros.

Por fim temos o mascarado. O cidadão cumpridor das leis. Anda sempre com a máscara colocada, protegendo o rosto. Sabe a diferença entre o pff2 e a máscara de pano. Podemos dividir entre o mascarado por obrigação e o mascarado por opção. O mascarado por obrigação aceita a norma, quer se proteger e não quer chamar a atenção por descumpri-la. Não é um defensor feroz do seu uso, por isso vai preferir a máscara de pano ou papel descartável. Inclui o profissional mascarado, que usa a máscara da instituição a que pertence, com logotipo na lateral ou com o símbolo do clube, como na imensa coleção de máscaras do Flamengo usadas pelo vice-presidente Mourão.

O mascarado por opção usa uma máscara cirúrgica por baixo da máscara de pano com a mensagem política, ou a máscara pff2. Leu os artigos avaliando as diferenças de proteção e olha com cara feia quando passa o vizinho com a máscara no queixo.

Os mascarados, do ponto de vista da cultura política, incluem tanto os institucionalistas mais tradicionais, conservadores, que conhecem as leis e apoiam a democracia formal quanto os ativistas militantes, que fazem do uso da máscara uma mensagem crítica ao governo, uma forma de se diferenciar dos negacionistas. Para um a máscara é uma forma de não ser notado, para o outro a máscara é para ser notada. São provavelmente os mais sofisticados politicamente, seja à direita, seja à esquerda.

Este espelho de nossa cultura política ajuda a entender as dificuldades enfrentadas na aplicação de políticas consistentes no combate à pandemia. Historicamente o país construiu valores e atitudes em que prevalece a identificação pessoal com os governantes, cujas decisões são aceitas ou criticadas devido a relações de empatia ou rejeição de natureza emocional. As instituições são vistas como suspeitas e como mero instrumento da vontade do governante, numa espécie de “Síndrome do VAR”. Como torcedores em relação à revisão das decisões de campo, estas sempre parecem justas quando favorecem nosso time e são abusivas quando são a favor do adversário.

Isto dificulta a implementação de políticas públicas de saúde, pois o que leva ao respeito público pelas orientações não é sua racionalidade ou fundamento científico, mas a identificação política dos destinatários. O que seria um problema de longo prazo, cujos efeitos imediatos são individualizados, como a rejeição de vacinas contra o sarampo ou papiloma vírus, é uma tragédia de efeitos coletivos imediatos, em uma pandemia de uma doença infectocontagiosa como a Covid-19.

Assim, para viver num país mais seguro e mais saudável no futuro, além da reconstrução da confiança e do financiamento do SUS é preciso reconstruir a confiança na democracia e em suas instituições. Ambas as tarefas são gigantescas.

 

 

[Fonte: http://www.terapiapolitica.com.br]

Em uma canetada, Guedes reduziu os recursos destinados ao ministério da Ciência e Tecnologia em 12,5 vezes – para míseros R$ 55,2 milhões. Afetará principalmente pesquisas e laboratórios. Renato Janine Ribeiro analisa o desmonte

Publicado por Nádia Pontes, no DW

Para Renato Janine Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), corte de mais de R$ 600 milhões que iriam para a ciência é uma escolha política com consequências devastadoras. Sem ciência, o Brasil está fadado ao atraso, diz.

Em uma manobra que pegou a comunidade científica de surpresa, o Ministério da Economia provocou um corte drástico em recursos aguardados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Dos R$ 690 milhões previstos por meio de um projeto de lei, apenas R$ 55,2 milhões foram direcionados para a pasta. A redução foi feita pela comissão mista de orçamento do Congresso Nacional a pedido do ministério comandado por Paulo Guedes.

O montante inicial abasteceria principalmente o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que contava com a verba para viabilizar uma nova chamada de projetos – que tinha sido suspensa em 2018 por falta de recursos.

Para Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação e atual presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a decisão do governo ameaça a continuidade da pesquisa no país. “É uma situação inacreditável”, afirma em entrevista à DW Brasil, apontando que o Brasil pode estar diante de um “apagão científico”.

Numa carta voltada aos parlamentares, a SBPC e as demais entidades que compõem a Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento (ICTP.br) – Academia Brasileira de Ciências, Andifes, Confap, Conif, Confies, Consecti e IBCHIS – classificam o corte de uma afronta e fazem um apelo para que os políticos revertam a decisão. “Está em questão a sobrevivência da ciência e da inovação no país”, alertam.

Sem ciência, o país está fadado ao atraso, considera Janine Ribeiro. “O Brasil está perdendo chances gigantescas de projetar-se”, diz.

DW Brasil: O corte nos recursos pegou a comunidade científica de surpresa?

Renato Janine Ribeiro: Foi uma surpresa total. Imagine o projeto de lei (PLN 16/2021) estar para ser votado, na hora chega uma carta do ministro que desautoriza tudo o que estava sendo feito, e que muda todas as coisas… Isso não existe. É uma situação inacreditável o que aconteceu, um choque muito grande para a comunidade científica. As pessoas ficaram sem saber o que fazer diante disso.

É o choque e a preocupação. O ministro da Economia nem avisou o colega da Ciência, o Marcos Pontes, do que estava acontecendo, segundo o que sabemos. Isso também é uma atitude que não é usual, tratar um colega do ministério dessa maneira.

Quais são as consequências imediatas desse corte que vocês já conseguem vislumbrar?

São devastadoras. Ficamos praticamente sem financiamento para fazer pesquisa. Fica muito limitado. Desse valor total (R$ 690 milhões), R$ 200 milhões iriam para o chamado Edital Universal do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Ele lança editais específicos e, de vez em quando, um edital universal. O específico pode ser, por exemplo, para pesquisar uma vacina, para tratar de um problema específico, para desenvolver uma área que está precisando de aportes novos, etc. Já o edital universal está aberto para todas as áreas do conhecimento e tem finalidade de atender a todas as áreas que se qualifiquem. Esse edital tinha R$ 250 milhões, dos quais R$ 200 milhões viriam desse dinheiro novo. E agora não virá, foi cortado.

Foram 30 mil pedidos de investimentos que entraram para esse edital até o dia 30 de setembro, que seriam analisados agora e que não terão mais como seguir.

Bolsas também serão afetadas?

Pelo o que sabemos até agora, foram afetados alguns auxílios, como as bolsas RHAE, que são bolsas de recursos humanos para atender empresas. Elas servem para financiar um aluno, um mestrando ou doutorando, para melhorar o desempenho econômico de uma empresa. Essas bolsas foram cortadas também na faixa de centenas de milhões de reais.

O que é possível fazer para minimizar esse impacto que o senhor classifica como devastador?

Temos que fazer uma grande mobilização. Já convocamos para o dia 15 próximo uma jornada de defesa da ciência. Nossa ideia é mostrar para a sociedade brasileira a importância da ciência, mostrar como a ciência se traduz numa melhor vida para as pessoas, como isso pode ser decisivo.

Tem que ficar claro que não estamos pedindo coisas para nós, que somos da área da ciência. Queremos mostrar o papel decisivo que a ciência tem para o desenvolvimento econômico e social do país.

Na sua visão, a busca por soluções para frear a pandemia deveria ter mostrado isso aos governantes e à sociedade?

Nós fomos capazes de muito. Nós temos Jaqueline Goes de Jesus, a biomédica negra que fez o sequenciamento do genoma do vírus SARS-CoV-2 em apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil.

Se o governo tivesse canalizado recursos para vacina, nós já teríamos tido uma vacina brasileira. Cuba tem sua própria vacina, e o Brasil tem mais cientistas e PIB (produto interno bruto) que Cuba. Mas, em vez disso, o governo colocou dinheiro na cloroquina. É muito complicado isso.

O que pode acontecer com as universidades públicas, que já vêm sofrendo com cortes e falta de verbas?

Corremos risco de ver laboratórios fecharem-se. É como ter uma Ferrari e deixar o motor fundir porque não se coloca óleo. Temos laboratórios que receberam investimento, construíram muitos resultados, com muita dedicação e, de repente, param de funcionar. Eles não se atualizam, os equipamentos não são mais reparados, não se recebem mais pesquisadores, estudantes não são mais enviados ao exterior para conhecer novas tecnologias e novas descobertas científicas. É algo tenebroso. Não consigo entender a lógica disso.

Como o senhor enxerga o futuro de um país que não investe em ciência?

O futuro é contrário, por exemplo, ao futuro alemão. A Alemanha é a atual potência que é devido à ciência. O país conseguiu chegar aonde chegou porque usou muito o resultado de pesquisas científicas. Laboratórios como os do Instituto Max Planck são fundamentais.

Se o Brasil não for capaz de fazer isso, nós vamos ficar um país atrasado. É como exportar o pó de café para importar as cápsulas feitas para as máquinas da bebida. É uma linha divisória que a industrialização pretendia romper na década de 1960, mas não basta ter indústria, é preciso ter conhecimento científico aprimorado.

O Brasil está perdendo chances gigantescas de projetar-se. Assim como a mudança na diplomacia ambiental brasileira significou a perda de protagonismo internacional, já que o Brasil sempre foi um país respeitado por suas políticas de meio ambiente e serenidade na diplomacia, nós temos agora o risco de ter um apagão científico. E um apagão desse é algo que acontece depressa, e, depois, para reaver é muito demorado.

É possível reverter de imediato parte desse dano?

Existe dinheiro. Tanto que se perdoam multas ambientais em grande valor. O governo abre mão de recursos para outras áreas. Por que ele abre mão de multas de crimes ambientais e não canaliza esses recursos para a ciência? É uma escolha política.

 

[Fonte: http://www.outraspalavras.net]

 

L’école dispense aux élèves une certaine culture littéraire, mais aucune culture linguistique. D’où les nombreuses bourdes proférées sur le sujet. Florilège.

Écrit par Michel Feltin-Palas

Ce fut dit sur un ton sympathique, mais sans l’ombre d’une hésitation. En septembre 2017, Emmanuel Macron affirme à propos de l’ordonnance de Villers-Cotterêts, signée par François Ier en 1539 : « À ce moment-là (…), le roi a décidé que tous ceux qui vivaient dans son royaume devaient parler français ». Incroyable bévue ! En réalité, cette fameuse ordonnance s’est contentée de chasser le latin des actes de justice (1). En revanche, elle se moquait comme de colin-tampon de savoir quelle langue utilisaient les Français pour converser.

Imaginez maintenant que notre chef de l’État commette la même bourde dans des domaines comme l’économie ou la diplomatie : cela ferait à coup sûr les gros titres des journaux et le déconsidérerait pour la fonction présidentielle. Là ? À peine un entrefilet en page 32, et encore. Car, en la matière, l’ignorance est généralisée. Il est vrai que, si l’école s’efforce d’initier les élèves à Molière, Voltaire et Balzac – ce en quoi elle a bien raison – elle ne dispense à ses élèves aucune culture linguistique. La preuve avec ces quelques idées reçues qui circulent à propos de notre langue nationale.

« Les rois de France ont toujours parlé français. » Evidemment pas. Sans remonter à Vercingétorix, qui s’exprimait en gaulois, les premiers « rois de France » furent les Mérovingiens et des Carolingiens. Or ceux-ci avaient pour langue maternelle des idiomes germaniques : le francique pour Clovis et le tudesque pour Charlemagne. Le premier monarque à parler « français » (ancien français, plus exactement) fut Hugues Capet, qui monta sur le trône en 987.

« C’est à Tours qu’on parle le français le plus pur. » Voilà l’une des affirmations que l’on entend le plus souvent en cette matière. À tort. Le mythe est né au XVIe siècle quand un grammairien… anglais, Jehan Palsgrave, asséna cette « vérité » dans un traité intitulé L’esclarcissement de la langue françoyse. L’explication ? Sous la Renaissance, la cour est itinérante et passe une grande partie de son temps dans les châteaux de la Loire. C’est donc évidemment la prononciation des aristocrates venus de Paris et non celle des paysans tourangeaux que Palsgrave juge la « meilleure ». Car hier comme aujourd’hui, la règle est toujours la même : l’accent prétendument « neutre » est celui de la classe sociale au pouvoir.

« Le français est une langue en danger. »Aucunement. Certes, sur la planète, notre langue nationale est dominée par l’anglais. Certes encore, une partie de ses « élites » recourt à qui mieux mieux aux anglicismes. Mais cela ne doit pas tromper. Avec quelque 270 millions de francophones, jamais le français n’a compté autant de locuteurs. Mieux encore : ce nombre devrait doubler dans les décennies qui viennent. Ce qui vaut mieux, on l’admettra, que de figurer dans la liste des quelque 2000 langues menacées de disparition.

« Ce qui n’est pas clair n’est pas français » (Antoine de Rivarol). J’ai déjà consacré une chronique à ce sujet. Citons ici simplement des phrases comme « Je loue mon appartement » ; « Je suis votre hôte » ou « Cet avocat est pourri » et l’on admettra que cette affirmation est pour le moins sujette à débat.

« Le français assure l’égalité entre les citoyens ». Que penseriez-vous si je vous disais que « l’alsacien assure l’égalité entre les citoyens » ? Il est probable que vous trouveriez ce postulat outrageusement avantageux pour les Alsaciens – et vous n’auriez pas tort. Curieusement, la France est donc parvenue à doter une seule de ses nombreuses langues – celle de Paris, le siège du pouvoir – de toutes les fonctions de prestige (administration, études, médias, etc.) ; à en priver les autres et à présenter cette mesure fondamentalement inégalitaire comme une mesure d' »égalité ». Merveille de la rhétorique…

« Le français est la langue de la liberté. » Encore une erreur ! Certes, le français fut la langue de la Révolution et de la Déclaration des droits de l’homme et du citoyen. Mais dois-je rappeler qu’elle fut aussi la langue… de l’Ancien Régime ? De même, notre idiome national fut par la suite à la fois la langue du colonialisme et de l’anticolonialisme, des dreyfusards et des antidreyfusards, de la Résistance et de la collaboration… En réalité, les langues ne portent aucune valeur. Chacune peut être mise au service de n’importe quelle idée, des plus fraternelles aux plus détestables.

« L’Académie française est composée de linguistes ». Pas du tout ! On y compte pour l’essentiel des écrivains, des historiens, des philosophes, des hauts fonctionnaires, sans oublier un ancien ministre, un biologiste et un évêque. Seuls deux philologues disposent de solides connaissances linguistiques : Barbara Cassin et Michel Zink.

« Le français se dégrade. » Non, le français évolue, ce qui est très différent. Bien sûr, ces évolutions résultent parfois de véritables erreurs (j’ai déjà expliqué dans cette lettre comment un « ombril » est devenu fautivement un « nombril »). Mais tel est le propre de toutes les langues vivantes. C’est d’ailleurs le latin tardif de nos ancêtres, c’est-à-dire un latin truffé d' »erreurs » par rapport au latin classique de Cicéron, qui a fini par déboucher sur l’ancien français. Et c’est cet ancien français qui, à la suite de multiples modifications, a abouti à notre français actuel. Lequel évoluera encore dans les siècles à venir…

« Les Français ont toujours parlé français. » Si cela est aujourd’hui le cas (à l’exception des immigrés de fraîche date et de quelques régions de Mayotte ou de Wallis-et-Futuna), ce phénomène est tout à fait nouveau, et même inédit dans la longue histoire de notre pays. Du temps de François Ier – élève Macron, soyez attentif ! – seuls 10 % à 20 % des sujets du roi maîtrisaient la langue du roi. Un pourcentage qui atteindra péniblement 20 % sous la Révolution et qui n’aurait franchi la barre des 50 % qu’aux alentours de la Première Guerre mondiale. Ce qui permet de rappeler que la France est un pays multilingue.

Concluons. Loin de moi l’idée de dénigrer le français, qui est ma langue maternelle et que j’adore. Simplement n’est-il pas inutile de distinguer la vérité scientifique du simple chauvinisme linguistique. Un défaut au demeurant largement répandu sur la planète…

(1) Pour le reste, les spécialistes sont divisés : certains considèrent qu’il s’agissait de remplacer le latin par le français, d’autre part les langues comprises par le peuple, quelles qu’elles soient.

 

[Source : http://www.lexpress.fr]

Le président du Conseil représentatif des institutions juives de France (CRIF), Francis Kalifat, qualifié lundi par le polémiste Éric Zemmour d’idiot utile des antisémites, a qualifié de juif utile du révisionnisme le probable candidat à l’élection présidentielle.

« Si être l’idiot utile de l’antisémitisme c’est condamner celui qui fait de l’assassin terroriste de Toulouse l’égal de ses victimes,

Si être l’idiot utile de l’antisémitisme c’est dénoncer celui qui veut abroger les lois mémorielles Pleben et Gayssot …refaisant de l’antisémitisme et du racisme une opinion et non plus un délit en offrant ainsi la parfaite impunité aux Dieudonné, Soral et autres antisémites et négationnistes,

Si être l’idiot utile de l’antisémitisme c’est rejeter avec force celui qui veut réhabiliter Pétain et l’absoudre de ses crimes,

Si être l’idiot utile de l’antisémitisme c’est être révolté par celui qui accuse la justice française d’avoir fait un procès politique à Maurice Papon qui, de 1942 à 1944, en qualité de secrétaire général de la préfecture de la Gironde chargé des « questions juives », a supervisé l’arrestation puis la déportation de près 1 600 Juifs vivant dans la région, dont la plupart ont été assassinés à Auschwitz,

Si être l’idiot utile de l’antisémitisme c’est refuser que l’on réduise à néant le long combat de Serge Klarsfeld et des associations d’anciens déportés en dénonçant la déclaration historique de Jacques Chirac au Vel d’Hiv en 1995, qui reconnaissait (enfin) la responsabilité de la France dans la déportation des Juifs de France,

Si être l’idiot utile de l’antisémitisme c’est être horrifié en pensant à son dîner avec la fille d’un haut dignitaire nazi, ministre des Affaires Étrangères d’Hitler,

Si être l’idiot utile de l’antisémitisme c’est, pour une fois, être d’accord avec Jean Marie Le Pen, qui fait de lui son fils spirituel et son héritier politique,

Alors que dire d’Éric Zemmour ?

Sinon qu’il est non pas l’idiot utile, mais bien le Juif utile et le nouveau chef de file du révisionnisme dans notre pays », a écrit le président du CRIF dans un éditorial.

 

 

[Source : http://www.lemondejuif.info]

Nos encontramos atravesando tiempos de cambios. La historia oficial obra maestra para domesticar nuestros pensamientos comienza a resquebrajarse. Un nuevo paradigma asoma en el horizonte. El genocidio, despojo e invisibilidad padecidos por los pueblos originarios que los grupos de poder pretendieron ocultar en forma definitiva comienza a salir a la luz con nitidez. Las voces que pretendieron silenciar por siempre toman la palabra, se hacen acción y la verdad surge incontenible.

Escrito por Marcelo Valko

Entre tanto, el calendario nos acerca al 12 de octubre. Distintos países coinciden en denominar esa efeméride como Día de la Raza, Día de la Hispanidad, Aniversario del Descubrimiento de América, Columbus Day o simplemente como Día del Descubrimiento de América. En Argentina se reemplazó en 2010 el Día de la Raza por Día del Respeto a la Diversidad Cultural, uno de esos eufemismos a los que somos tan afectos en estos lares y que dice bien poco y nada sobre lo que implica la fecha. Además lo convirtieron en un feriado trasladable. ¿Alguien imagina que el día en que tiraron la bomba atómica sobre Hiroshima los japoneses lo convirtieron en un feriado trasladable para gozar de un week-end? Mientras Venezuela lo denomina Día de la Resistencia Indígena y en Bolivia Día de la Descolonización, en la mayoría de nuestros países permanece Día de la Raza. Más allá de lo problemático e inexacto que resulta, el vocablo “raza” representa una imagen notable. La llegada de los europeos a estas cosas hace hincapié únicamente en UNA raza, ni siquiera dice Día de las Razas en plural, sino que utiliza invariablemente el singular. Creo interesante mencionar en el mismo sentido que en España pasó de llamarse Fiesta de la Raza a Día de la Hispanidad en la actualidad, es decir otro singular. Veremos que el uso del singular en lugar del plural no es un detalle menor, ya que unos llegaron donde estaban otros. Para que se entienda es pertinente ceñirme en los considerandos del decreto que en su momento estableció Argentina para celebrar el Día de la Raza, ya que son conceptos compartidos por otros países americanos para implementar dicho feriado. El decreto original de 1917 y que estuvo vigente hasta 2010 menciona al “genio hispano empresa esta tan ardua y ciclópea sublime del genio de Colón” destacando a “la España descubridora y conquistadora que volcó sobre el continente enigmático y magnífico el valor de sus guerreros, la fe de sus sacerdotes, el preceptismo de sus sabios, las labores de sus trabajadores con la levadura de su sangre y con la armonía de su lengua”. En definitiva ese singular que se establece entre Descubridor y Descubierto ensalza únicamente a uno solo de los dos, es un Día de la Singularidad…  No hay que ser un eximio semiólogo para advertir la ausentificación de la presencia del indígena, como si hubieran desembarcado en un continente vacío, deshabitado, en un territorio de invisibles.

Todo se tradujo mal y los que nunca estuvieron escondidos fueron descubiertos; automáticamente América dejó de tener potestad para gobernarse, se extinguió su propiedad y dominio. Europa se apropió de lo que tenía dueño; el territorio se transformó en espacio de conquista; las legítimas riquezas que poseían sus culturas se transformaron en un botín que los conquistadores “encontraban” y obviamente rapiñaban; los magníficos templos se convirtieron en canteras de piedra; sus conocimientos atesorados en códices y quipus se redujeron a humo en las hogueras de los Autos de Fe. La historia oficial tergiversó la memoria y por eso los indígenas se transformaron en ausencias. Las personas fueron leídas como objetos: los hombres utilizados como combustible biológico hasta morir y las mujeres como deshago sexual. Y pensar que algunos escribas de la elite insisten en edulcorar lo ocurrido con la cantinela del Encuentro de Dos Mundos y más de un “progre” sepulta la sangre con notas de color… El tema es simple, no se puede celebrar el inicio del mayor genocidio de la historia en tiempo y espacio que provocó a su vez otro genocidio con el secuestro y cosificación de millones de africanos para sustituir la diezmada mano de obra indígena y así utilizarlos como esclavos.

No creo equivocarme al afirmar que Argentina es el país que más se esforzó en destacar su “excepcionalidad blanca y europea” diferenciándose del resto al negar la existencia de los originarios como lo demuestran tanto exabruptos de funcionarios como los manuales y textos que los conjugan en tiempo pasado “habitaban, cazaban, creían”. Son pasado, son ausencia, ya no existen y si aparecen indudablemente deben ser extranjeros como mapuches chilenos o kollas bolivianos. De ese modo se impone una pedagogía del olvido haciendo un catecismo de la desmemoria al vestir una inocencia imposible que procura borrar culpas para que todo siga como está.

De un tiempo a esta parte, desde distintos ámbitos educativos, centros culturales, concejos deliberantes, secretarías de culturas municipales, sindicatos, comienza a cuestionarse incluso cual es la fecha que debería conmemorarse. Cada vez es mayor el consenso que no acepta celebrar con júbilo la muerte. En múltiples actos, se conmemora el 11 de octubre como “ultimo día de la libertad”. Advierto que dentro del arco de lo que se denomina progresismo existe una suerte de convicción cuasi-patológica por la derrota, de ubicarse siempre como perdedores, insistiendo con el final, con el fracaso, siempre a la cola del carro vencedor derramando lágrimas sobre el último día de la libertad. Tal vez por eso, prefiero celebrar LO PRIMERO en lugar de LO ULTIMO. Conmemorar el 12 de octubre como el PRIMER DÍA DE RESISTENCIA ante ese ultraje, ante esa ocupación criminal que fue la Conquista ubicada en las antípodas de un edulcorado “encuentro de culturas”.

Los pueblos son expeditivos, saben que el futuro es ahora, por eso es tan relevante lo ocurrido en numerosos países con el derribo de las estatuas de conquistadores y esclavistas, demostrando que no lograron ausentificar las presencias. En “Cazadores de poder”, señaló: “Ellos dicen que nosotros estamos muertos, dicen que nos mataron y que ya no estamos, cuentan que somos polvo, gusanos, lágrimas secas, que estamos enterrados, languideciendo en los rincones donde fuimos sepultados. Aseguran que somos ausencias, que somos invisibles, que somos espectros. Ellos dicen que estamos muertos. Nos explican las mil maneras de no ser. Creen que nos mataron porque nos exiliaron de lo cotidiano, que somos niebla, ausencia, silencio, nada. Para matarnos bien muertos nos desmembraron y rompieron nuestras carnes y perforaron nuestros ojos y violaron nuestras pieles. Sin embargo, nuestras muertes no están muertas. Sus sangres no descansan, aunque están secas, los ojos miran aun rotos, los cuerpos se levantan aun desarticulados y las pieles tumefactas se aterciopelan y nos convidan a la vida y al erotismo. Aquí estamos mirando desde las miradas de los que son ausencias. Son tantos los que no están y están presentes, son caminos, faros, mojones”. Dejemos atrás aquellos que militan la impunidad del rebaño y que no aceptan la condición humana del otro y que necesitan que los pueblos mantengan su lugar de siervo de la gleba, de combustible biológico, de brazo barato, de sirvientes, en definitiva: de esclavos a la sombra del amo. Ya no más.

¡Ahora es cuando! Soplan nuevos vientos, asoma un nuevo paradigma, sabemos que es lento, pero viene…

 

[Fuente: http://www.resumenlatinoamericano.org]

La musique a également été interdite dans leurs salons par le régime des talibans.

Les coiffeurs ou bains publics qui ne respecteront pas l'interdiction de couper la barbe seront punis selon les principes de la charia. | Noorullah Shirzada / AFP

Les coiffeurs ou bains publics qui ne respecteront pas l’interdiction de couper la barbe seront punis selon les principes de la charia.

 

Repéré par Nina Hossein

Dans la province de Helmand, au sud-ouest de l’Afghanistan, les barbiers n’ont plus le droit d’exercer leur métier. Cette décision a été prise par les talibans présents sur le territoire, qui leur ont également interdit de jouer de la musique dans leurs salons.

Le ministère pour la Promotion de la vertu et la Répression du vice, dont la mission est de vérifier l’application de la loi islamique, a publié un communiqué concernant ces nouvelles règles. Depuis l’arrivée des talibans au pouvoir, la répression sévit et cette dernière interdiction repose sur l’interprétation stricte qu’ils font de la charia.

Se plier aux règles sans se plaindre

Cette nouvelle réglementation est présentée comme une «urgence» dans le communiqué de presse. Le document indique ce qui attend les barbiers qui ne respecteraient pas les consignes: «S’il s’avère qu’un salon de coiffure ou un bain public a rasé la barbe de quelqu’un ou a joué de la musique, il sera traité conformément aux principes de la charia et il n’aura pas le droit de se plaindre.»

Lorsque les talibans ont repris le pays en août 2021, ils ont affirmé que le régime qu’ils mettraient en place serait plus inclusif et moins strict que le précédent –entre 1996 et 2001. À cette époque, les filles n’avaient pas accès à l’éducation et les femmes ne pouvaient pas travailler.

En dépit des promesses, les faits se répètent aujourd’hui. Les femmes ont été complètement exclues du nouveau gouvernement et, pour certaines, sommées de quitter leur travail. Depuis août, les cas de répression sévère se poursuivent et les femmes ne sont pas les seules concernées. Des journalistes ont été agressés et des pendaisons de criminels présumés sont rendues publiques.

 

[Photo : Noorullah Shirzada / AFP – source : http://www.slate.fr]

 

Tous nos prénoms sont le fruit de siècles de brassage.

Zemmour en 2015 I EMMANUEL DUNAND / AFP

Zemmour en 2015

 

Écrit par Camille Malnory 

«Donner un prénom qui n’est pas français à ses enfants, c’est ne pas se détacher de l’islam, c’est vouloir continuer la tradition islamique en France et c’est vouloir transformer la France en un pays de plus en plus musulman», clame le polémiste Eric Zemmour dans l’émission «C à vous» de ce mardi 6 septembre, alors qu’il est invité pour parler de son nouveau livre Un quinquennat pour rien. Il y évoque l’islam en long en large et en travers, qu’il amalgame, comme le dit l’animatrice Anne-Sophie Lapix, «à l’islamisme et au djihadisme».

Sa sortie sur les prénoms français ne manque pas de faire réagir, d’autant plus que le prénom Éric, porté par le polémiste préféré des plateaux télé, n’est absolument pas d’origine «française», mais tire ses racines du scandinave Eirikr. Et si on veut aller plus loin, il n’a été donné en France qu’à partir des années 1930 et a connu son apogée dans les années 1960 après s’être popularisé dans les pays anglo-saxons et scandinaves.

Les prénoms français n’existent pas

La science des noms propres s’appelle l’onomastique –mot d’origine grecque signifiant le nom. C’est une branche de la linguistique. Pour Stéphane Gendron, chercheur dans ce domaine et membre de la société française d’onomastique, «parler de prénom français n’a aucun sens», et surtout «ne veut pas dire grand chose». Tous les prénoms français sont issus du brassage culturel et des vagues migratoires qu’à connu la France depuis ses débuts –et même bien avant que notre pays ne devienne celui que nous connaissons aujourd’hui. À l’origine, notre pays n’est qu’un ensemble de régions, qui parlaient des dialectes différents et ont des cultures différentes, nos prénoms sont donc bien antérieurs à la notion même de France.

«Les prénoms viennent tous un peu de l’extérieur», explique Stéphane Gendron, et ont tous des origines latines, germaniques, grecques, hébraïques, voire même araméennes. Le prénom Louis, porté par plusieurs de nos grands rois, vient du germanique Hlodowig et Emma, l’un des noms les plus données aux petites filles ces dernières années, vient de l’hébreu Immanu-el (Dieu est avec nous). D’ailleurs, lorsqu’on parle de modes des prénoms, on parle des prénoms «les plus donnés en France», et pas de prénoms français, ce qui est en soi un indicateur.

Jusqu’au XIXe siècle, le choix des prénoms se faisait dans un «stock», assez restreint. «Dans les campagnes, les prénoms étaient plutôt stables et se transmettaient de père en fils et de mère en fille. On reprenait les prénoms des ancêtres pour faire perdurer une lignée», explique le chercheur en onomastique. Des familles se sont ainsi retrouvées avec des Pierre ou des Marie dans toutes les générations. Une décision de la Cour de cassation en 1981 puis une réforme du Code Civil en 1993 vont permettre aux parents de pouvoir choisir les prénoms dans un éventail beaucoup plus large.

Ils se retrouvent par ailleurs davantage soumis à des effets de mode. On a connu par le passé des générations entières de Virginie, Nathalie, Stéphane, et aujourd’hui, on assiste à une vague de Léo, Gabriel, Emma et Louise. Mon propre prénom, Camille –du latin camillus– a été attribué 7.467 fois en 1998, alors qu’en 2013, on ne compte qu’un peu plus de 3.000 nouvelles petites Camille.

Français par l’usage

Mais ces prénoms susnommés sont bien considérés comme français, peu importe qu’ils soient latins ou étrusques, et c’est bien évidemment à cela que fait allusion Éric Zemmour lorsqu’il parle de patronyme français. «Un prénom français, est un prénom qui a été porté au fur et à mesure des siècles», explique Stéphane Gendron.

Prenons le prénom Kevin. Du gaëlique Caoimhim «bien aimé», il est au départ majoritairement porté par les Anglo-saxons, avant de faire une entrée fracassante dans l’Hexagone. En 1991, 13.712 Kevin ont vu le jour. Et contrairement au grinçant imaginaire collectif, tous les Kevin ne sont pas issu de classes populaires.

«Ce prénom a été porté par tout type de famille, et cette adoption très large a conduit Kevin a être intégré dans toute la lignée des prénoms français, ce fameux stock de prénoms», précise Gendron.

Il faudrait ainsi que le prénom soit largement popularisé dans des familles de toutes origines culturelles pour que le prénom soit assimilé comme «français». «Si je décide d’appeler mon enfant Mehmet, alors que je suis pas de cette tradition culturelle, cela va interpeller, mais ça ne va pas aller plus loin. Il faut qu’il y ait un mouvement de masse», ajoute le spécialiste. En gros, ce sont les Français qui font que le prénom n’est plus rattaché à une origine. «On se trompe si on parle d’étymologie des prénoms, il faut parler d’appropriation», conclut Stéphane Gendron.

Dans Le Nom des gens, film de 2010 traitant des questions d’identité, Bahia (Sara Forestier) et Arthur (Jacques Gamblin) décident de donner à leur nouveau-né un prénom asiatique, ce qui n’est pas du tout leur culture, afin de montrer que l’origine des prénoms n’est finalement qu’une question politique. Il ne peut pas par définition être rattaché à une origine religieuse ou ethnique, ce qu’avait défendu Nadia Daam, collaboratrice de Slate. Viendra peut-être un temps où Fatima, Mehmet, Santiago, Fatoumata, Yoko, Li, Wladislaw, Pilar ou Vito seront intégrés dans les prénoms français, n’en déplaise à Monsieur Zemmour.

 

 

[Photo : EMMANUEL DUNAND / AFP – source : http://www.slate.fr]

Acaba de ser publicado El segundo sexo en el Río de la Plata (Marea, 2021), compilado por Mabel Bellucci y Mariana Smaldone. El libro aborda diferentes dimensiones del pensamiento de Simone Beauvoir y la recepción de su obra en la Argentina y en el Uruguay. A continuación, se anticipa el artículo presentado por la historiadora Graciela Sapriza durante la Jornada Académica en Homenaje a Simone de Beauvoir por los setenta años de la publicación de El segundo sexo, organizada por la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Universidad la República.

Escrito por Graciela Sapriza 

Este artículo revisa las lecturas de El Segundo Sexo de Simone de Beauvoir y su impacto emancipador en jóvenes uruguayas -aún adolescentes- transformadas luego en activistas o revolucionarias. Creo que ellas; las militantes de las izquierdas de los sesenta fueron las protagonistas e impulsoras de la “retomada feminista” durante la transición de la dictadura a la democracia en el país (1985).

Estas lecturas tuvieron como escenario la “revuelta juvenil” del mayo francés, entendiendo este “mayo” como un referente mucho más amplio que el protagonizado por los estudiantes parisinos. En Occidente creció una importante oposición a las guerras imperialistas que se expandió en los campus universitarios y en los festivales de música a los que se sumaron el inconformismo del movimiento hippie y las manifestaciones pacifistas en Estados Unidos.

Las propuestas de transformación radical de los modos de producción se veían como inseparables de la emancipación de los cuerpos y de los placeres.  Esa conquista no pudo hacerse sin una transformación profunda de la sociedad, sumada a la aparición de la píldora anticonceptiva (1960) separando sexualidad y reproducción. Algunos analistas incluso definen el periodo como el de una “revolución sexual”.

Sin embargo, para muchas jóvenes, la experiencia de la “revuelta juvenil” fue frustrante.  La militancia no se tradujo en una mayor igualdad entre varones y mujeres. Esa desilusión motivó el cuestionamiento de las bases patriarcales de la cultura occidental como lo hizo Sulamith Firestone, en su Dialéctica del Sexo, y Kate Millett en Política Sexual. Ambos textos publicados en 1970. Estas reflexiones académicas propiciarán el surgimiento de la llamada “segunda ola” feminista que no tuvo eco en América Latina y el Caribe, presionada por otras urgencias en los años sesenta.

Los dos hechos marcantes en cambio fueron el impacto de la Revolución cubana (1959) y la transformación de la Iglesia católica a partir del Concilio Vaticano II (1962) y su adaptación al medio latinoamericano a través de la II Conferencia del Episcopado Latinoamericano celebrado en Medellín, Colombia, en 1968.

Algunos testimonios corroboran esta apreciación, Sonia Mosquera, militante del Movimiento de Liberación Nacional – Tupamaros (MLN-T) que sufrió 12 años de prisión, recreó sus inicios como activista:[1] “Yo empecé a militar en el año 67 o 68, en el movimiento estudiantil. Se trataba de una época donde había muchos estímulos exteriores que convocaban a una acción militante, que no solamente se daba en Uruguay sino a nivel de Latinoamérica, y que de pronto empezó como una marca muy importante la Revolución cubana”. En Sonia se sumó la formación católica, “Y, como que los valores cristianos creo que tuvieron que ver –mucho que ver-”. Ana María Araujo –también militante del MLN, que sufrió un prolongado exilio-, coincidió en que, “Los curas guerrilleros, Camilo Torres, todo un movimiento importantísimo teórico, en Brasil, sobre lo que después va a constituir la Teología de la Liberación. Esas fueron como mis primeras vivencias subjetivas de una futura militancia política”.

Señalamientos que se reiteran en muchas conversaciones mantenidas con actuales integrantes de distintos colectivos feministas y anteriores militantes izquierdistas, en la búsqueda de sus opiniones sobre el “desembarco” de El segundo sexo en sus vidas. Se iniciaban en la vida en un contexto efervescente y revolucionario.

Esta fue una época de profundos cambios, no solo en términos de movilización y polarización, sino cambios socioculturales, que impactaron directamente en los mandatos de género (de Giorgi, A.L.2018[2])

En Uruguay, un conjunto importante de mujeres ingresó a los distintos movimientos de izquierda, algunas en la guerrilla urbana, otras militaron en el Partido Comunista o en partidos políticos que pronto fueron ilegalizados en el marco de la vigencia de las “Medidas prontas de seguridad”. Para las mujeres jóvenes de clase media “la política estaba en la calle” -como expresó Lilian Celiberti en nuestra conversación-  y sobre todo en las movilizaciones estudiantiles que comenzaron en 1967 y 1968, reflejo del incremento de la matrícula femenina en la enseñanza media y superior. Muchas de ellas solo se dieron cuenta más tarde que ser « compañeras » de lucha no significaba la igualdad con los varones, aun cuando usaran armas. Se vieron tensionadas entre reconocerse como “subalternas” y verse como “otras” a través de la lectura del “Segundo Sexo”; y manifestar su compromiso con las luchas sociales y políticas presionándolas a postergar esas (consideradas por los dirigentes varones) “reivindicaciones menores” en pos de la promesa de la revolución con mayúsculas.

La biblioteca de una joven militante

Marta Valentini dice que su compromiso político, “vino por la vía de las lecturas, más allá de (otras) influencias”. Detallar cuáles fueron las preferidas por estas jóvenes devela una nutrida biblioteca. Una extensa lista que va desde los teóricos revolucionarios: Karl Marx, Federico Engels, Antonio Gramsci y Frantz Fanon, a los autores del “boom latinoamericano”, los del “realismo mágico”:  Julio Cortázar, Gabriel García Márquez, Alejo Carpentier, Mario Vargas Llosa. También los uruguayos Mario Benedetti, Juan Carlos Onetti, el joven Eduardo Galeano. Abundan poesías, obras de teatro, películas, canciones y otras producciones tales como el semanario Marcha citado en primer lugar. La biblioteca incluye autores universales: Fiodor Dostoievski, León Tolstoi, Herman Hesse, Romain Rolland, André Malraux y pocas menciones a Simone de Beauvoir y el Segundo Sexo. A los 16 años, Lilian Celiberti ingresó al Instituto Normal (Magisterio). ¡En esa época leyó a Jean-Paul Sartre y Albert Camus –y todos los escritores existencialistas-, ¡pero no a Simone de Beauvoir! Recién en 1980, en la cárcel de Punta de Rieles, cuando llegó una donación de dos mil libros gracias a la misión de la Cruz Roja, leyó a la autora francesa y quizá allí comenzó a ser feminista. Aunque contaba con el antecedente de sus tres años exiliada en la Italia efervescentemente feminista de los 70, la de las enormes manifestaciones de mujeres que conquistó las leyes del divorcio y la del aborto en el país sede del Vaticano.

Ivonne Trías, escritora, periodista y editora, recordó que una compañera de calabozo en el cuartel donde se encontraban prisioneras tenía ese libro y era el año 1972. Ella era una ávida lectora y conseguía textos en la biblioteca de la Casa de la Cultura de su barrio.

Asocio a Teresa con las dos activistas mencionadas anteriormente por su militancia anarquista (reitero que consulté pura y exclusivamente a feministas activas en la transición a la democracia). Ella parece ser la excepción, leyó el Segundo Sexo a los 19 y siente que le cambió la vida. El libro fue un regalo de una compañera de su padre que trabajaba en el diario El Día. Ese ejemplar que aún conserva fue editado por Psique en traducción de Pablo Palant en 1954 en Buenos Aires. Fue tal su impacto que inspiró el giro que dio su vida. Rompió con su novio y no se casó, se afilió a una agrupación trotskista, comenzó a participar en manifestaciones y ocupaciones de centros de estudio. Esas actividades la llevaron a ser una de las primeras jóvenes prisioneras políticas antes del golpe de Estado recluida en la Escuela de Enfermería “Carlos Nery”, donde sufrieron una represión hasta entonces desconocida en el país.

Estas mujeres jóvenes estaban apostando a un cambio, primero en la práctica, poniendo el cuerpo, aún sin poder ordenar tanto disgusto y desasosiego. Y todas pensaban que estaban en pie de igualdad con sus compañeros varones y “solo ya bastante vieja” Marta se dio cuenta de que “estaba equivocada”. Sin embargo, aún detrás del “mito de la igualdad”, incluso respaldándose en él para impulsarse, también sin cuestionarlo, se procesaban profundas transformaciones como lo expresa claramente Lilian Celiberti (2018),  “la militancia política, especialmente la que se da en las organizaciones armadas, fue para esa generación un modo de apropiación de “su tiempo” y produce una afirmación subjetiva radicalmente distinta de la de generaciones anteriores”.[3] La ruptura con los modelos tradicionales de mujer que se dio en esos años (para jóvenes de clase media al menos) resulta evidente.

El desencuentro entre los militantes varones y las mujeres, la verticalidad de las organizaciones armadas, todo se sumó para no dejar espacio para mayores cuestionamientos. Las discusiones se terminaban cuando se esgrimía el concepto de la “contradicción principal”, “me acuerdo de la frase que se nos repetía sistemáticamente… priorizar: la contradicción principal… la lucha por la liberación de la mujer vendrá después” ,relata Araujo, autora de “Tupamaras. Mujeres de Uruguay”, publicado en francés y ácidamente criticado por sus compañeros exiliados en 1977. El texto nunca fue traducido al español.

Los militantes políticos de izquierda vivieron la toma de conciencia feminista como algo “altamente peligroso”, dice la autora, y que “a las compañeras latinoamericanas que estábamos en ese momento en París nos costó enjuiciamiento por parte de la izquierda latinoamericana, y evidentemente, la imagen de las feministas en los años 75-76-77, éramos como las brujas de la película” (destacados míos).

El proceso que permitió la recuperación (parcial) de la democracia iniciado en 1980 (por el Plebiscito en el que triunfó el NO a la constitución propuesta por los dictadores) coincide con la aparición de grupos de mujeres inicialmente agrupadas en torno a la satisfacción de las necesidades básicas y a la defensa de los DDHH. Grupos que ambientaron el resurgimiento del feminismo en formato social y/o político partidario. La transición a la democracia (1984-85) puso a luz un nuevo movimiento feminista.

A lo largo del texto cité fragmentos de conversaciones que mantuve con mujeres a las que busqué expresamente por reunir las dos condiciones, haber pertenecido a organizaciones de izquierda y ser iniciadoras de grupos de mujeres que se volcaron a concientizar amas de casa, otras a denunciar la violencia de género, algunas centradas en los derechos sexuales y reproductivos o la comunicación feminista. Las consulté para orientar mis interrogantes acerca de cuanto contribuyó el terrorismo de Estado y la represión a toda forma de participación política en brindar un escenario propicio para el desarrollo de esta “segunda retomada” del feminismo. Y cuánto influyeron las lecturas adolescentes al inicio de sus prácticas revolucionarias y si estas se mantuvieron en reserva para aflorar en conciencia feminista después de esos largos años de experiencias dolorosas de prisiones, exilios y pérdidas.

Me interesó cerrar el artículo con la mención a esas reuniones -aparentemente lejanas de la “recepción” de El segundo sexo, aunque próximas, si consideramos su legado- porque induce a revisar las posiciones de las mujeres de izquierda radical frente a la subordinación de género, antes, durante y después de la dictadura cívico militar (1973-1985). Permite visualizar los cambios en concepciones y prácticas que produjo la represión, tomando en cuenta las vivencias de la cárcel y las resistencias cotidianas del “insilio” y luego la dura lucha que trajo aparejada el intento de conjugar feminismo y militancia de izquierda para someterla a la cruda luz (o visión) de los anhelos y las desilusiones que trajo aparejadas.

Notas:

[1] En este encuentro dieron testimonio cinco activistas de diferentes opciones políticas, diferentes experiencias: Marta Valentini y Antonia Yáñez del Partido Comunista del Uruguay (PCU), Sonia Mosquera del MLN-T, que sufrieron la cárcel por largos años, Ana María Araujo, exiliada en Francia, se desafilió del MLN, y Lilian Celiberti, militante de la ROE y luego del Partido por la Victoria del Pueblo (PVP), pasó dos veces por la prisión, vivió tres años exiliada en Italia y, a su regreso, secuestro y nuevamente prisión.

[2] De Giorgi, A.L. (2018) Adiós Susanita. Trayectorias emancipadoras y relatos de las jóvenes del 68 uruguayo. Ponencia. Encuentro a 50 años del 68. Miradas e interpretaciones desde el sur. FHUCE. Montevideo.

[3] Celiberti, L. Disputas en los sentidos de la memoria. Cuerpo, sexualidad y derechos en la militancia de izquierda de los 70. Ponencia/ Fazendo Genero 2018 Florianópolis (inédito).

Graciela Sapriza es historiadora feminista. Directora del Centro Interdisciplinario de Estudios Uruguayos (CEIU). Se ha especializado en historia social e historia de la mujer, trabaja sobre memoria del pasado reciente (1973-1985).

 

[Fuente: http://www.sinpermiso.info]

La revista Kalera Info e son sit web d’informacions, que se consagran a informar suls presonièrs bascos, son acusats d’“exaltacion del terrorisme”

La justícia espanhòla a ordenat lo barrament de la revista Kalera  Info e del sit web d’informacions Kalera Kalera. Es l’Audiéncia Nacionala espanhòla, un tribunal d’excepcion especializat en crimes e delictes de terrorisme, que n’a ordenat lo barrament en seguida d’un rapòrt de la Gàrdia Civila que n’acusa los editors d’“exaltacion del terrorisme”.

La revista Kalera Info e son sit web d’informacions se consagran a informar suls presonièrs bascos e lor situacion dins las presons. Fins ara se n’es publicat sètze numèros amb de nòvas, reportatges e analisis sus los presonièrs, las resolucions judiciàrias e las politicas penitenciàrias. Kalera Info e Kalera Kalera son restacats al partit politic Sortu, que sos avocats an anonciat que depausarián un recors contra l’òrdre de barrament.

La persecucion dels mèdias basquistas

La persecucion de mèdias es un dels biaisses de la repression de l’estat espanhòl contra l’independentisme basco. En 1998 se barrèt lo jornal Eginun afar qu’a tanben tocat lo jornal Gara.

Cinc ans pus tard, barrèron Euskaldunon Egunkaria, un jornal plan reüssit e dels mai objectius de l’epòca. La Gàrdia Civila lo tampèt e ne detenguèt la còla en seguida dels òrdres dels jutges de Madrid. Los jutges se volián assegurar que lo jornal fasiá pas partida de las societats que finançavan ÈTA. Lor calguèt onze ans de fòrça patiment infligit per descobrir que non. Los detenguts denoncièron de torturas.

Onze ans après lo barrament d’Euskaldunon Egunkaria, après una tièra de longs jutjaments e encarceracions, los acusats foguèron relaxats e l’afar foguèt archivat. Mas lo jornal aviá desaparegut. Egin tanpauc tornèt pas pus.

[Imatge: Naiz – poblejat dins http://www.jornalet.com]

 

Escrito por Verónica Zapata

Segundina Flores, una de las lideresas indígenas más importantes de Bolivia, resistida por el entorno de la dirigencia del Movimiento Al Socialismo, fue designada embajadora boliviana en Ecuador, lo que es interpretado como una forma de alejarla de la lucha política del país.

Segundina nació en Chuquisaca. A sus 22 años fue promotora de la Comunidad La Palca en la provincia Oropeza, en 1990. Cuatro años más tarde  asumió la dirigencia de  las Bartolinas en La Guardia, Santa Cruz. En los comicios  de 2009 fue elegida  como diputada plurinominal,  y el 20 de noviembre de 2017 fue elegida como secretaria ejecutiva de la Confederación Nacional de Mujeres Campesinas Indígenas Originarias de Bolivia-Bartolina Sisa, la organización más poderosa del movimiento de mujeres en el país.

La dirigente indígena se enfrentó a la oligarquía agroindustrial que pregona la supremacía blanca y que tuvo como principal blanco de ataque a las mujeres de pollera durante el golpe de Estado el 2019 y la pandemia que colapsó al sistema sanitario del país.

Fue la única mujer líder de una organización de mujeres que formó parte del “Pacto de Unidad”, que aglutina a todas las organizaciones indígenas del país y que surgió con el objetivo de unificar al movimiento indígena para recuperar la democracia.

El 25 de agosto fue designada embajadora del Estado Plurinacional de Bolivia en Ecuador. El 26 de agosto desde la plataforma de la radio  “Kawsachun Coca”, que pertenece a la Federación del Trópico de Cochabamba, donde recientemente fue ratificado como presidente el exmandatario Evo Morales, se publicaron fotos donde Segundina Flores le da la mano a Arturo Murillo exministro de facto de Áñez.

La foto fue tomada en una reunión de Estado, donde se firmó el “acuerdo de pacificación” pos golpe de Estado en la que participó todo el “pacto de unidad” y la Central Obrera Boliviana (COB). Esa publicación desató una campaña de difamación contra la dirigente acusándola de haber “pactado”con el gobierno de facto y desde allí se replicó en otras plataformas.

El nombramiento irritó a la izquierda tradicional y colonial integrada por la elite del Movimiento Al Socialismo (MAS), conformada por los “intelectuales” hombres, de clase media, que integran el “entorno” del exmandatario Evo Morales, que no se conformó con aislarla del partido de gobierno.

Son señalados de estar detrás de esta campaña de difamación que fue tema de debate nacional los últimos días en Bolivia. En noviembre del 2020, cuando su nombre sonaba como ministra de Culturas, también se había recurrido a la misma campaña de difamación y su designación fue bloqueada.

La designación de Segundina a un cargo diplomático es llamativo por el bajo rango que implica en relación a la envergadura de alguien que tuvo un rol protagonista de resistencia durante el golpe. Posee experiencia y claridad política, algo hoy ausente en la mayoría de la actual dirigencia tras el reemplazo de todos los dirigentes del pacto de unidad por criticar al “entorno” de exministros de Morales.

Por otra parte, para asumir dicho cargo deberá salir del país en un momento de ofensiva de la ultraderecha contra el gobierno de Luis Arce, por lo que la designación –según los analistas- pareciera tener la finalidad de no incomodar a la élite del MAS y/o responder a su presión, ya que son objeto de las denuncias de la lideresa indígena.

Su salida del país implica anular su liderazgo porque perdería territorialidad, y es una pésima decisión en el actual contexto político boliviano. La campaña de difamación contra la lideresa  indígena se realiza en un contexto de ofensiva hacia los liderazgos indígenas que cuestionan a la élite del MAS y les exige autocrítica.

Esta ofensiva tuvo su punto álgido este año durante la selección de candidatas y candidatos para las elecciones subnacionales de marzo pasado, cuando se expulsó a  la dirigente Eva Copa, del MAS.

 La lucha de la mujer indígena en la recuperación de la democracia.

Segundina Flores fue la única mujer del reducido grupo de dirigentes indígenas que acompañó al exmandatario Evo Morales durante el golpe de Estado del 2019, cuando salió al exterior su exgabinete de ministros antes que el propio exmandatario, y se quedó sola en el país.

En contexto del golpe de Estado, Segundina jugó un rol importante -inocultable e innegable- para la recuperación de la democracia, fue la única lideresa del “pacto de unidad” que estuvo presente junto a las mujeres de las “Bartolina Sisa” en los famosos bloqueos de agosto del 2020, que fueron un hito histórico por su masividad, y que obligaron a Jeanine Áñez a establecer fecha electoral allanando el camino al triunfo de Luis Arce y David Choquehuanca.

Dichos bloqueos fueron protagonizados por los denominados “autoconvocados” que no integraban el MAS, incluso lo rechazaban. También participaron el legendario líder histórico Felipe Quispe, “El Malku”, y el fallecido dirigente minero Orlando Gutiérrez, que al igual que Segundina Flores estaba enfrentado al “entorno” del exmandatario Evo Morales, en especial al exvicepresidente Álvaro García Linera.Mujeres que hicieron historia: Bartolina Sisa - Notas

Los pecados de Segundina Flores lideresa

1 – Denunció ante la prensa al “entorno” de Evo Morales durante el golpe: el 13 de agosto del 2020, durante la rebelión de los bloqueos, el Pacto de Unidad y la COB brindaron una conferencia de prensa donde se denunció a la élite del MAS, que se encontraba fuera del país, de realizar un acuerdo a “espaldas del pueblo” con el gobierno de facto, pasando por encima de las decisiones que ellos tomaban desde las bases dentro del país.

Segundina Flores fue la voz femenina que dejó en claro ante la prensa algo que se venía denunciando muchos años antes del golpe de Estado y que había generado un clima de malestar social en el país:

“Queremos decirles a los señores que siempre nos han dominado (…) que han dirigido el proceso de cambio, ¿dónde nos han hecho terminar? Se jactaban de ser sabios, intelectuales, a los indígenas nos tratan de ignorantes. Han conducido el proceso de cambio, el MAS y siguen conduciéndolo y a nosotros, los indígenas que somos los fundadores y el sostén del instrumento político, nos han relegado (…)”, señaló.

Bartolinas anuncian participación en las elecciones subnacionales – Exito Noticias“A nosotros, que somos los que construimos la unidad con el pueblo durante el golpe, nos han relegado, nos quieren seguir manejando y utilizando. (…) Rodean al hermano presidente Evo Morales, no nos lleven por el camino equivocado (…) siempre están hablando a nombre de los indígenas y de nuestra lucha, utilizándonos (…) Nos traicionaron. Yo les hablo a los que nos llevaron al golpe y conducían el MAS.(…) Siguen utilizando la imagen de Evo”, añadió.

2 – Brindó apoyo a Eva Copa como candidata a alcaldesa dentro del MAS y tras su expulsión denunció “machismo”: relató que le exigió al exmandatario Evo Morales que avale dicha candidatura, pero no fue escuchada. Lamentó que por “machismo” Eva Copa fuera expulsada del MAS. Con esa errada decisión el MAS perdió su principal objetivo, que obtuvo Eva Copa con “Jallalla”, el partido que le prestó la sigla para poder competir electoralmente frente al MAS.

Bolivia es pionero a nivel mundial en aprobar la Ley 243 de Violencia Política contra las Mujeres, pero el pensamiento colonial racista, machista y burócrata imperante en el país convirtió dicha ley en letra muerta. El paso para que las mujeres, especialmente indígenas, ocupen cargos políticos de alto rango y disputen el verdadero poder, sigue cerrado.

Lo confirma el hecho de que de las cuatro mujeres ministras dentro de las 18 carteras, insólitamente solo una es indígena, en un país donde las mujeres de pollera fueron protagonistas en la resistencia al golpe.

Eva Copa fue expulsada del MAS por no aceptar ser enviada a una embajada al extranjero, como ahora le toca a Segundina Flores. Copa quería disputar poder con la alcaldía de El Alto, la más importante del país, ya que contaba con el respaldo de la región y sabía que su salida del país implicaba su muerte política.https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSy48YqfNJnFRuol0duHg7OQlUudaFPPiy64w&usqp=CAU

Por otro lado, esa alcaldía podría posicionarla como candidata a presidenta en 2025. Tras su expulsión varias dirigentes del MAS la respaldaron, entre ellas la exgobernadora de Cochabamba, Esther Soria, que denuncio “un fuerte patriarcado dentro del MAS”. La exasambleísta Lidia Patty, que afirmó que: “el MAS está pagando la factura en El Alto por error en la elección de la candidatura y por machismo”. Incluso se sumó el expresidente del Senado Alberto “Gringo” González.

3 – Tras la recuperación de la democracia llamó a la autocrítica y a purgar al interior del MAS. Al respecto, sostuvo: “Yo sé que hay un equipo de mentirosos en el MAS que le hacen equivocar a nuestro hermano Evo Morales” y señaló que son los responsables de que el MAS haya perdido las elecciones subnacionales.

4 – Señaló que fue un error endiosar a Evo Morales: Segundina destacó el liderazgo del exmandatario Evo Morales, pero señaló que fue un “error” que su entorno lo haya “endiosado”. Sostuvo que “en el MAS y en las organizaciones sociales no pueden existir esas prácticas de llevar como a un dios a un líder y a mantenerlo cercado y alejado del pueblo”.

5 – Acusó al entorno de Evo Morales como responsable de su reemplazó como líder de las Bartolina Sisa: este año se llevaron a cabo las elecciones para renovar la dirigencia de las “Bartolina Sisa”, Segundina apuntaba a ser reelegida, pero el día de las elecciones, misteriosamente, quienes le aseguraron su respaldo se dieron vuelta y la aislaron.

Segundina Flores pide que se incluya a Evo en la evaluación del MAS – Los Tiempos – Evolibre.comAcusó al entorno de Evo Morales de estar detrás de su alejamiento y poner en su lugar a otra mujer que es aceptada por ese “entorno”. Finalmente afirmó: “Dejo  la dirigencia, luego de haber recuperado la democracia y la soberanía del país, dejo a un presidente y a un vicepresidente elegidos democráticamente y con mayoría parlamentaria del MAS”.

6 – Acusó al “entorno” de Evo Morales de cerrar el paso a los nuevos liderazgos indígenas, especialmente a las mujeres indígenas: Segundina brindó su apoyo a la “renovación” del MAS, que Luis Arce y David Choquehuanca prometieron en campaña proselitistas a exigencia de las bases, a cambio de los votos que obtuvieron. La lideresa afirmó: “Hay muchos liderazgos, pero esa veja rosca (como se denomina al entorno de Evo Morales) y a los liderazgos nunca los dejan crecer”.

7 – Exigió respetar la paridad de género en las elecciones subnacionales de marzo del 2020: pidió que se respete la Ley 018 del órgano electoral plurinacional y la ley 026 de régimen electoral, que garantiza paridad de género en las listas electorales. Esto incomodó a la élite del MAS, que hizo caso omiso. No hubo ninguna mujer candidata a gobernadora, hubo pocas postuladas para alcaldesas, aunque sí hubo mayor participación femenina en las concejalías, los cargos de bajo rango.

 

 

*Verónica Zapata es periodista y psicóloga boliviana, especialista en estudios de género (UBA), colaboradora del Centro Latinoamericano de Análisis Estratégico (CLAE)

 

 

[Foto: CNMCIOB – fuente: http://www.surysur.net]

Copenhague

Escrito por Cristina Gironès

El día que abrí el correo y me encontré con la tan esperada carta de aceptación al programa de máster Erasmus Mundus tuve que irme a correr. Ahora que lo tenía entre las manos dudaba sobre mis deseos y capacidades. Por aquel entonces aún quedaba una semana larga para que Europa se paralizase por el coronavirus. Los meses anteriores no habían sido fáciles, y estaba a punto de tomar la decisión de dejar mi contrato indefinido para irme a vivir a un país tan pequeño, tan desconocido, tan insignificante para la geopolítica global como Dinamarca. Acostumbrada a escribir sobre desgracias, ¿dónde podía encontrar buenas historias en el –considerado– país más feliz del mundo?

Nunca había vivido en ninguna región más al norte de Hamburgo, ni, por supuesto, nunca se me había ocurrido visitar la aburridísima Escandinavia. Pero ahí me encontraba, explicándole a uno de mis mejores amigos en el coche dirección Barcelona que ya lo tenía, que sí, que el consorcio elitista había decidido aceptar a esta chica normalísima, crecida entre vacas y campos de trigo, para su programa de periodismo internacional.

En mi cabeza, Dinamarca era el país perfecto: los prados eran verdes –nunca amarillos–, los edificios estaban limpísimos –sin ningún graffiti–, y las bicicletas se podían aparcar sin candado y sin sufrir por si alguna persona decidía volver a su casa con tu medio de transporte. Y es que esto no es casual: el discurso occidental siempre se ha servido de este territorio como el paradigma del bienestar, de la sostenibilidad, de la igualdad. El resto de Europa es una copia imperfecta de Dinamarca, y su campo de desarrollo es siempre desde su posición.

Aproveché el confinamiento para ponerme al día. ¿Eran mis expectativas y mis ideas algo real? Por el momento, la universidad estaba cumpliendo todos los estereotipos nórdicos. Nos orientaron a la hora de buscar una habitación, nos ayudaron a tramitar la residencia o visado e, incluso, nos acompañaron emocionalmente durante todo el proceso. Y después de googlear a fondo encontré que, efectivamente, durante décadas Dinamarca ha sido conocida como uno de los países más tolerantes y abiertos del mundo, especialmente a lo que a migración y refugio se refiere. Y este último apunte es importantísimo para entender mi experiencia.

Movimientos sociales ¿de raíz?

Era la primera vez que entraba en el centro social en el que acabaría pasando gran parte de mi año en Dinamarca. Recuerdo que, al abrir la puerta, un fuerte aroma a café y a desinfectante de manos se coló por mi nariz. Ese lugar era especial, pero no tenía nada que ver con los CSO (centros sociales ocupados) o ateneus ocupados que había frecuentado en el pasado. Aun así, las paredes parecían un collage de llamamientos populares, banners pro-Palestina y muchos-muchos pósteres en contra del cambio climático.

La chica que me atendió –el espacio era, también, una cafetería– se dirigió a mí en inglés. Después de invitarme a una taza de un líquido negro aguado al que solían llamar filtered coffee, me explicó que tenían diversas asambleas que se celebraban semanalmente para organizar manifestaciones, eventos u otras acciones. Y me apunté, sin pensarlo, a dos grupos de movilización. Hacía tiempo que mis espacios de confort eran centros sociales como ese.

¡Qué guay! Me fui a casa contenta. Esto me duró, a lo sumo, un par de días. Después de la primera reunión –estaba vinculada a un focus group de migración–, mis ánimos estaban por los suelos. Las personas con roles de poder, danesas y en la treintena, repetían una y otra vez que Dinamarca había sido la primera nación en firmar la Convención sobre Refugio de la ONU, que había liderado la atención y aceptación de inmigrantes desde principios de los 2000. Que siempre había sido un ejemplo a seguir, y que todo lo que estaba sucediendo ahora era “momentáneo” y “poco relevante”.

Lo que era “momentáneo” y “poco relevante” en su opinión era la deriva nacionalista del gobierno socialdemócrata con la complicidad de una sociedad poco movilizada. Y es que después de haberse situado como el primer país europeo en iniciar los trámites de expulsión de un centenar de personas refugiadas Dinamarca también estaba endureciendo otras políticas. Por ejemplo, aprobó recientemente una nueva ley que dificulta el acceso a la ciudadanía y que plantea la deportación de migrantes desempleados o con historial delictivo. Y esto no es todo. La línea dura que ha marcado el gobierno de Mette Frederiksen también ha impulsado la externalización de fronteras para expulsar a los solicitantes de asilo a centros de detención fuera de Europa, posiblemente en África, para que se estudien allí sus casos.

¿Qué hacer cuando, ante semejantes recortes de derechos, los que deberían estar en primera línea justifican lo injustificable? Por suerte, otras voces empujaron a la organización a moverse. Y, a raíz de esto, concentraciones y campañas empezaron a ocupar tiempo y espacio públicos. Si bien es cierto que existen grandes iniciativas de muchas personas, mayoritariamente internacionales, que abogan por la carga política de los movimientos sociales, estos no brillan precisamente por el rigor y radicalidad de sus exigencias.

Y de aquí, creo, surgió una reflexión con un amigo del centro. Por aquel entonces ya era pleno invierno y, aunque hacía pocos días que Halloween había inundado las casas, la Navidad y sus luces empezaban a despuntar en todas las calles. Vivir a menos de 0 grados era una experiencia nueva para mí y, aparte de algún proceso de congelación, me adapté gentilmente al clima hostil de Dinamarca. Fue en una de esas tardes en que el sol se iba a las tres y el glögg –vino caliente con canela– brotaba fácilmente de las botellas, en que me encontré nuevas y flagrantes contradicciones políticas.

Una de las puntas de lanza que alimenta la imagen de Dinamarca como un estado perfecto en el que todo funciona bien, en que la salud y la educación son gratuitas, en que el gobierno se encarga de todos los asuntos públicos es, precisamente, el Estado del Bienestar. Y es, efectivamente, uno de los aspectos que más envidio de los países nórdicos. Donde se centra mi reflexión es más bien en las consecuencias sociales de todo esto. Que una estructura así funcione bien no es algo que se haya conseguido con la movilización social, por más que me pese. Es más, es precisamente esta estructura la que consigue que la sociedad esté cada vez más desmovilizada. Si todo funciona bien, si nadie tiene hambre y todos tienen techo, ¿qué vamos a pedir?

Esta pregunta resonó dentro de mí. La idea de que Dinamarca posee una sociedad civil fuerte es, de nuevo, mentira. Y es que esta deriva conservadora en grado sumo se está dando con la pasividad –y el apoyo– de casi todo el mundo. Innegable es que la despersonalización de los extranjeros, convertidos en una suerte de monstruos, es una imagen compartida, socialmente aceptada. Todas las decisiones políticas pretenden disuadir a los inmigrantes de poner un pie en el país con la idea de fondo de llegar a una política de cero refugiados, y esto, al parecer, no inquieta a nadie. Si el Estado decide esto, es por qué será lo mejor para todos. Esto, que entra de lleno en contradición con una Escandinavia idealizada, puede provocar un efecto llamada. ¿Quién puede resistirse a adoptar el ejemplo del país más feliz del mundo?

La moral luterana en un país confesional

Las políticas de migración y asilo se endurecen año tras año en un contexto europeo de crecimiento de la extrema derecha. Por tanto, ciertas decisiones políticas –legislativas– no serían tan extravagantes en, por ejemplo, Alemania. Pero, ¿Dinamarca? Nuevamente, la imagen del país prevalece por encima de todo. Los titulares y las noticias siguen apuntando a la confianza social, a las ayudas públicas y al sentido de igualdad entre los ciudadanos como la fórmula mágica para su satisfacción. Pero, ¿son estos los verdaderos pilares del sistema?

Compartir mi vida con quince daneses no me habría supuesto ningún problema si hubiese podido escoger. Y, aunque no pude, probablemente fue lo mejor que me pasó en esos meses. Sorteando los estereotipos puedo afirmar que, para conocer a una persona nórdica, tienes que ponerle mucho –muchísimo– empeño. Por tanto, no hay mejor fórmula que un confinamiento pandémico con esta finalidad. Y ahí estaba, intentando superar unas semanas especialmente frías y oscuras mientras practicaba mi duolingo diariamente a marchas forzadas.

Fue una de esas noches, en las que compartíamos la cena porque poco más podíamos hacer, que el debate sobre las religiones adquirió más relevancia que nunca. Cuestión de aburrimiento, supongo. Después de criticar encarnizadamente el papel de la Iglesia en los países del sur de Europa me atreví a sacar el gran tema del cristianismo en Dinamarca. Mis compañeros, algunos de ellos amigos, parecían empeñados en negar de manera reiterada que la religión fuese parte importante de sus vidas. Y, aun así, todos habían aprendido a comportarse como luteranos. El país, de los pocos Estados confesionales de Europa, está estrechamente ligado a la religión. Es más, los llamados valores daneses tienen mucho de religiosos y poco de identitarios: la necesidad de aparentar que todo va bien, que todo funciona a la perfección y que no hay nada que pueda mejorarse es algo intrínseco al modelo danés y su visión del mundo.

Es justamente este uno de los puntos en los cuales se puede criticar el famoso informe de las Naciones Unidas. ¿Es realmente Dinamarca el país más feliz del mundo? Sobre la base precisamente de esta pregunta se han escrito muchos artículos y un gran libro, Gente casi perfecta, de Michael Booth. Y es, también, basándome en ello, que seguí indagando en la terquedad de mis daneses, su negativa a aceptar su parte de culpa –consciente o no– en el asunto. Dinamarca se había convertido en el paradigma de la perfección sin ser, de lejos, un Estado perfecto. Y, volviendo a la deriva antiinmigración, esto también tiene mucho que ver con la radicalización de la socialdemocracia en el país.

En los años anteriores a este 2021, la socialdemocracia, agonizante en la mayor parte del continente, había perdido también importantes segmentos de votantes en Dinamarca. La mayoría de ellos habían ido a parar a la derecha, a los nacionalistas xenófobos, que consideran que la defensa de este autosatisfecho modelo blanco, nórdico, europeo y vikingo pasa por eliminar de la ecuación a los inmigrantes, ya que se conciben en bloque como una amenaza. En un país en el que la cobertura estatal es un pilar que sirve de pegamento, que estructura la sociedad, la piel oscura significa una quiebra del sistema social.

Mientras el flæskesteg –cerdo al horno– se cocía lentamente y el humillo iba ganando terreno en nuestra cocina número cinco, un compañero no dudó en defender al gobierno al que no había votado. “Lo que está claro es que tenemos ayudas porque pagamos impuestos. Somos un país pequeño y si ahora todo el mundo viene a estudiar gratis aquí, o a trabajar y a ganar dinero, perderemos lo que hemos conseguido”. En otro contexto esta frase quedaría enmarcada para la posteridad en un cómo justificar el racismo para principiantes. No obstante, en Dinamarca esta creencia está mucho más extendida de lo que yo misma imaginaba. Un chovinismo similar ya formaba parte del neonazismo nórdico en los inicios de los 2000; lo que cambia es que ahora la izquierda –y la sociedad en general– está adoptando esta misma retórica.

Además, y de puerta afuera, Frederiksen propone acoger a los refugiados buenos, a los que dictaminen las cuotas de la ONU o a los que el mercado laboral necesite. Una estrategia de corrección política como esta busca mantener su estatus y su buena imagen en los órganos europeos y del resto del mundo. A la vez, sus declaraciones en ruedas de prensa apuntan todo lo contrario. Y es que nuevamente la moralidad protestante vertebra el Estado en su conjunto: es importante demostrar una admirable tolerancia y progreso aunque no se correspondan con la realidad. La moral protestante y el énfasis en la nación, o lo que es lo mismo, el cristianismo y el ser danés, son fenómenos que se refuerzan mutuamente. Y es en este marco en que el Welcome refugees está institucionalizado y, a la vez, la xenofobia se ha vuelto mainstream, una tendencia general.

La periferia, lejos del Danishness

La ficción del ser danés ha impregnado el orgullo nacional de los escandinavos. No solo son las banderas, que se enarbolan en cualquier contexto, como aniversarios, cumpleaños, bodas y otros eventos sociales. Esta idea ha propulsado una guerra cultural, una estrategia mediante la cual el Danishness desafía al islam. Y en este conflicto el Estado aparta cada vez más a las personas migrantes y no blancas a la periferia tanto simbólica y como física.

Ya en primavera, mi bicicleta decidió dejar de funcionar y mi objetivo fue conseguir otra. El transporte público, escaso y caro, con controles de seguridad muy estrictos y multas estratosféricas, no me parecía una opción viable. Y a través de una app móvil llegué al mal llamado ghetto de la ciudad. Esta denominación no es gratuita: el gobierno propuso una legislación para reducir el número de residentes no occidentales que viven en los barrios desprotegidos. Esto se traduce en la práctica en la limitación de la cantidad de población no blanca al 30% y en otorgar a los municipios el derecho a denegar viviendas.

Si bien es cierto que cuando sales del centro de la ciudad el paisaje, físico y social, cambia muchísimo, mi impresión de ghetto –que por entonces no sabía que se consideraba como tal– no fue distinta a la que tengo sobre cualquier calle un poco alejada del Paseo de Gracia de Barcelona. La población ya no era totalmente blanca, alta, rubia y con abrigos afrancesados hasta los tobillos. Las bicicletas ya no eran dignas de Amelie, con flores en la cesta delantera. Pero no era, ni de lejos, lo que el gobierno –y por extensión la sociedad– pretendía mostrar: ese ghetto era ghetto porque la piel de sus habitantes no era blanquísima, porque el sistema de transporte los orillaba cada vez más a la periferia del Estado, porque nadie quería verlos como parte de un país que, para bien o para mal, ya no es lo que era.

Y en esta necesidad de ser danés sobrevive, también, la americanización de la cultura. Mientras reivindican el sentir nacional, la cultura y las tradiciones, el consumo general de todo esto se refleja más y más en el American dream. Mientras es guay desayunar porridge cada día, el cuscús, el tachín persa o el café turco son subproductos que causan, incluso, repulsión. Por tanto, en este contexto, repetir que Dinamarca es el país más feliz del mundo es, como mínimo, falaz. Dinamarca no es tan bueno –o, al menos, no para todos–. El producto interno per cápita, la esperanza de vida saludable y otros indicadores parecidos dicen que se encuentra en la posición más alta en la clasificación del bienestar. Pero si la media apunta esto, también cabe destacar que la población inmigrante es, nuevamente, marginada: estructuralmente reporta niveles más bajos de vida.

En esta paradoja nórdica hay miles y miles de personas que experimentan el paraíso de una forma muy distinta. El país, supuestamente abierto y tolerante, está intentando acabar con la diversidad, viviendo como si no existiesen daneses de piel negra o rasgos asiáticos. O lo que es lo mismo, está intentando expulsar a quienes no cumplen sus estándares de corrección –física, cultural, social y económica– lo más lejos posible de su oasis de felicidad.

 

 

[Foto de la autora – fuente: http://www.fronterad.com]

Me pregunto qué pasaría si unos padres acudieran al colegio para ma­tricular a una hija de cero años

El Gobierno anunció en agosto que dará un tratamiento común educativo a toda la enseñanza infantil, “de cero a seis años”. Algunas autonomías ofrecen matrícula abierta en las guarderías para niños “de cero a tres años”. Se venden juguetes recomendados para usuarios de “cero a dos años”; y también se ofrecen datos estadísticos sobre escolarización “de cero a tres años”, por ejemplo.
Cada vez que pienso en eso me pregunto qué pasaría si unos padres acudieran al colegio para matricular a una hija de cero años. “¿De cero años?”, les preguntarían por confirmar la correcta audición. “Si”, podrían contestar; “en realidad aún no ha nacido, ni siquiera nos encontramos en estado de buena esperanza, pero vimos que ustedes admiten niños de cero años y hemos decidido empezar cuanto antes los trámites, que luego se agotan las plazas”.

La administrativa pensaría quizás que esos padres están chiflados, en vez de preguntarse si no estará chiflada la legislación vigente.

Con los juguetes no habría tanto problema, porque la tienda y el fabricante se limitarían a aplicar la visión comercial. “¿Para un niño de cero años? No se preocupe, tenemos muchos juguetes que le servirán”. Si el cliente paga, que diga lo que quiera.

En cambio, las estadísticas fallarán por ese lado. Cuando se contabiliza la escolarización a tan temprana edad, la media desciende mucho, porque la bajan los niños de cero años; precisamente por culpa de los administrativos que rechazan sus solicitudes.

El número cero constituye uno de los hallazgos más extraordinarios de la humanidad. El invento lo consagraron los indios en el año 650, mes arriba mes abajo, y lo incorporaron en la fila de sus compañeros el 1, el 2, el 3… De la India pasó a la cultura árabe, y desde esa lengua llegó a Europa con una palabra que sonaba más o menos como “séfer” y que significaba “vacío” (Corominas y Pascual). La superioridad técnica y filosófica de esa numeración terminó desplazando a la romana.

El cero representa la nada si está solo, y multiplica por 10 cualquier otra cifra si lo colocamos a la derecha de ésta. Eso se aprende en el colegio, pero con el tiempo se le va olvidando la primera parte a la autoridad, tanto si se trata de una autoridad política como de una autoridad en la materia. Por ejemplo, en la materia educativa.

El sintagma “niños de cero a seis años” abarca a los que tienen edades comprendidas entre el cero y el seis, ambos inclusive. Que esas dos cifras están incluidas se deduce con facilidad, porque si no fuera así quedarían excluidos de la horquilla los bebés de menos de un año, que serían rechazados sin piedad a la puerta de la guardería.

Y como el cero está incluido, eso significa que han de existir los niños de cero años. Pero, ay, el cero expresa, según el Diccionario, “la falta absoluta de cantidad o un valor nulo”. Y la falta absoluta de edad solamente puede corresponder a un niño que aún no ha nacido. Quien tiene cero años y cero días y cero horas y cero segundos —como quien tiene cero libros o cero discos— no tiene nada, ni siquiera vida.

Antes de empezar a estropearse todo esto, se hablaba con tranquilidad de “educación hasta los seis años”, “juguetes para niños de hasta dos años”, “alumnos de hasta 12 años”… y así sucesivamente. Pero hoy en día se ha sustituido “hasta” por “de cero a”. Así que no se queje nadie si luego a los chavales les cuesta entender las matemáticas.

[Foto: NATALIADERIABINA / GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO – fuente: http://www.elpais.com]

Mais qui sont donc les marranes, ces juifs convertis de force il y a cinq siècles ? Une appellation plus neutre que marranes est celle de crypto-juifs, puisque les marranes étaient des Juifs séfarades ( Juifs de la péninsule Ibérique ) convertis au christianisme.

Le crypto-judaïsme s’observe tant dans le monde arabo-musulman que dans le monde chrétien, où il a notamment pris l’aspect du marranisme particulièrement en Espagne et au Portugal à partir de l’Inquisition où les Juifs convertis de force durant des siècles de persécution, qu’on appelle anoussim, devenus « nouveaux chrétiens », continuaient à pratiquer secrètement leur religion.

Dans son livre, « Marranes, crypto-juifs et tribus perdues », Pierre Mamou retrace le parcours des juifs marranes à travers une fresque historique qui se lit d’une seule traite.

L’auteur passe au crible le véritable exil des juifs marranes depuis les émeutes antijuives de 1391 en Espagne où ils se réfugiaient essentiellement en Afrique du Nord, un an avant l’Inquisition et le fameux décret de l’alhambra, du 31 mars 1492, initié par Isabelle la Catholique et Ferdinand de Castille, qui laissaient aux juifs d’Espagne qui y vivaient depuis quinze siècles quatre mois pour se convertir ou s’exiler.

Ceux qui refusèrent la conversion forcée, choisirent de rejoindre le Portugal, l’Afrique du Nord, mais aussi l’Amérique du Sud.

En 1497, le roi Manuel du Portugal épousa la fille d’Isabelle la Catholique, qui exigea de son époux la conversion des juifs sans possibilité de quitter le pays. Un long calvaire allait commencer pour les crypto-juifs. De nombreux marranes réussirent à quitter le Portugal vers la Hollande, les Pays Bas, l’Empire ottoman, l’Algérie jusqu’à la Turquie, l’Italie surtout à Livourne, qui devint sous leur impulsion un port marchand attractif, puis Tunis, Alger et Tripoli.

Pierre Mamou est, depuis son plus jeune âge, fasciné par l’histoire des Marranes. Sa grand mère maternelle Juive portugaise italienne qui l’a élevé, elle même descendante d’Abraham Zacuto, astronome de Christophe Colomb, lui a transmis le désir de s’intéresser à l’histoire de ces juifs convertis de force et revenus progressivement à un judaïsme authentique.

Lancé dans les affaires, Pierre Mamou sillonne le monde et au fil de ses voyages découvre quelques communautés de marranes de la Jamaïque à Goa en Inde, où plusieurs comptoirs portugais étaient établis, les marranes ayant suivi les conquêtes portugaises.

Un réveil des marranes dans le monde

Les conversos ou cristianos nuevos sont aujourd’hui environ 120 millions dans le monde, pour 14 millions de juifs.

Nombreux sont ceux qui découvrent leur ascendance juive et retournent au judaïsme ou émigrent en Israël, comme c’est le cas pour les marranes du Nord du Portugal.

Aujourd’hui, l’Espagne et le Portugal offrent la nationalité aux sépharades originaires de la péninsule Ibérique pour réparer les torts commis à leur encontre.

C’est la postérité des marranes et du marranisme que nous découvrons dans ce livre, plein de trouvailles et des meilleures anecdotes, fruit d’un travail de quarante années de recherche et de documentation que Pierre Mamou dédie à sa grand mère Aurélia Zacuto-Boccara.

Pierre Mamou est le directeur de l’Institut Européen d’Études et de Recherches Marranes fondé en 2019, correspondant en Europe de l’Institute for sefardi and anousim studios du Collège Académique de Natanya. Sa vocation est d’aller à la rencontre des juifs convertis il y a cinq siècles au Portugal, en Espagne et dans différentes régions de Méditerranée, et dont certains descendants cherchent à renouer avec leurs racines judaiques. Plusieurs correspondants locaux sont actifs dans une moindre ampleur sur l’Espagne, le sud de l’Italie et la Sicile.

Un autre institut se trouve à Recife, qui va à la rencontre de plusieurs centaines de milliers de descendants de marranes au Brésil.

 

[Source : http://www.tribunejuive.info]

Las Corts d’Aragon an votat una proposicion de l’extrèma drecha. Sonque l’esquèrra de Podèm s’es opausada a la mesura lingüicida

L’assemblada regional d’Aragon, coneguda coma «las Corts d’Aragon», a aprovat d’eliminar las institucions de politica lingüistica en favor de las lengas aragonesa e catalana, en seguida d’una proposicion del partit d’extrèma drecha Vox.

Atal se suprimís la Direccion Generala de la Politica Lingüistica del Govèrn d’Aragon, l’Institut Aragonés del Catalan e l’Institut de l’Aragonés. Segon Vox, l’Institut Aragonés del Catalan se consagra pas als dialèctes locals e, per tant, “es contrari a la compreneson e al respècte”. Quant a l’Institut de l’Aragonés, Vox assegura que “seguís pas la proteccion dels parlars e modalitats lingüisticas del Naut Aragon”.

Lo partit esquerrista Podèm es lo sol grop que s’opausèt, divendres passat, a aquelas mesuras lingüicidas. Un deputat d’aquela formacion, Nacho Escartín, faguèt son intervencion en espanhòl, aragonés e catalan. Los deputats del Partit Popular l’escridassèron a tot moment mentre que los de Vox avián abandonat la cambra.

L’aragonés es una de las lengas mai minorizadas d’Euròpa, e es parlada per aperaquí 25 000 personas dins lo nòrd d’Aragon. A l’ora d’ara, compta una comunautat creissenta de neolocutors que vòlon recuperar la lenga. Dins las escòlas d’Aragon, las demandas d’estudiar l’aragonés e lo catalan supèran cada an las previsions.

I aguèt un periòde escur ont las autoritats lo consideravan coma un dialècte, e las lengas catalana e aragonesa d’Aragon passèron un marrit moment entre 2013 e 2016, quand èran oficialament nomenadas per mejan d’eufemismes estonants: l’aragonés s’apelava LAPAPYP, sigla espanhòla per “lenga aragonesa pròpria dels airals pirenencs e prepirenencs”, e lo catalan se nomenava LAPAO, sigla espanhòla de “lenga aragonesa pròpria de l’airal oriental”. Ara, l’aragonés e lo catalan son pas lengas oficialas mas beneficiavan d’una cèrta reconeissença malgrat l’oficialitat exclusiva del castelhan. Totun, sembla que l’ivèrn es tornat per las lengas pròprias d’Aragon.

[Poblejat dins http://www.jornalet.com]

La vague de répression contre les opposants au régime du président du Nicaragua Daniel Ortega continue. Le parquet nicaraguayen a lancé un mandat d’arrêt contre l’écrivain et ancien compagnon de lutte de l’actuel président Ortega, Sergio Ramírez. À l’étranger, le lauréat du prestigieux prix Cervantes en 2017 ne compte pas retourner dans son pays.

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Publié par Hocine Bouhadjera

Les procureurs nicaraguayens ont ordonné mercredi l’arrestation de l’auteur de Punition divine, Sergio Ramirez, accusé d’actes « d’incitation à la haine » et de « complot » contre la souveraineté, dans le cadre d’une vague de procès ouverts contre des opposants, et à deux mois des élections générales du 7 novembre.

Le parquet accuse, selon l’AFP, le célèbre écrivain nicaraguayen d’avoir reçu des fonds de la Fondation Violeta Barrios de Chamorro, dont les directeurs sont accusés de blanchiment de biens et d’avoirs, et dont la présidente n’est autre que Cristiana Chamorro, fille de celle qui fut présidente du Nicaragua de 1990 à 1997. La principale rivale du président Ortega pour les présidentielles à venir est assignée à résidence depuis le 2 juin dans le cadre de cette affaire.

Le délit de blanchiment d’argent, de biens et d’avoirs entre, dans le Code pénal du Nicaragua, dans la catégorie pénale du « complot visant à porter atteinte à l’intégrité nationale ». L’écrivain aurait également reçu de l’argent via la Fondation Luisa Mercado, une organisation culturelle que le parquet accuse d’avoir tenté de « déstabiliser » le pays.

Ces charges sont les mêmes que celles attribuées par le parquet à 34 opposants et détracteurs du gouvernement nicaraguayen, détenus entre juin et août, dont sept candidats à la présidence, en vertu des lois approuvées par ce même gouvernement en décembre dernier.

Passé du gouvernement à l’opposition

L’écrivain, aujourd’hui âgé de 78 ans, s’est également distingué par son engagement dans le mouvement sandiniste, organisation politico-militaire socialiste qui renversa le dictateur Somoza et prit la tête du Nicaragua en 1979.

Un des leaders du mouvement qui amena à la révolution socialiste de 1979, il devint par la suite membre du Conseil d’administration de la reconstruction nationale. Il est également vice-président lors de son premier mandat d’Ortega de 1985 à 1990, avant de se brouiller finalement avec son ancien camarade de lutte en 1995.

Avec cette énième accusation contre un opposant, le président Ortega, à la tête du pays de 1979 à 1990 et revenu au pouvoir en 2007, continue à museler l’opposition. De son côté, le romancier a d’ores et déjà annoncé qu’il ne rentrerait pas dans le pays par crainte de représailles pour ses critiques du gouvernement. Il avait quitté le pays en juin après avoir comparu comme témoin dans l’affaire contre la fondation Chamorro.

via Market Research Telecast

[Photo : Jorge Mejía peralta (CC BY 2.0) – source : http://www.actualitte.com]

El bufet va fer constar en castellà a l’escriptura « que los poderes autorizados no están redactados en idioma oficial en Albaida ».

Al passat mes de febrer l’única notària d’Albaida, Ana Maria Cañada Martí, va intentar ajornar la signatura de la compravenda d’una casa, argumentant que alguns dels documents no estaven en « valencià » sinó en « català » i que l’operació no podia tirar endavant, fins que no s’aportés una « traducció oficial ». Tant la part venedora com la compradora van manifestar que volien seguir endavant amb l’operació i finalment Cañada va cedir. Tot i això, extralimitant-se en les seves funcions, a l’escriptura de la casa la notària va fer constar, en castellà, les seues reticències: « Yo la notario advierto de que los poderes autorizados no están redactados en idioma oficial en Albaida, mi residencia, por lo que no puedo dar FE (sic) ni respondo de su traducción ».

Els representants de la part venedora, els senyors Sempere Securun i els nebots, van acudir a la notaria de la localitat d’Albaida per la signatura de la venda d’una casa familiar. Tots els venedors vivien fora d’aquesta localitat (a França, Barcelona, València i Tarragona). Per aquest motiu van atorgar poders davant diferents notaris de Catalunya en favor de dos dels compareixents, que es van desplaçar a Albaida, per a realitzar la compravenda.

Plataforma per la Llengua ha presentat una reclamació a l’Oficina de Drets Lingüístics contra l’actuació de la notària d’Albaida i ha enviat una carta al Col·legi de notaris de València sobre les irregularitats de l’actuació de Cañada. Cal tenir en compte que hi ha 46 sentències dels tribunals que fonamenten legalment que valencià i català són dues denominacions de la mateixa llengua. Aquestes sentències no sols donen plena validesa a la unitat del valencià/català en l’àmbit universitari, sinó també en tots els altres, i en concret en l’àmbit jurídic i l’administratiu.

A més, tant l’article 142 de la Llei 1/2000 d’Enjudiciament Civil com l’article 231.4 de la Llei Orgànica 6/1985, del Poder Judicial donen validesa a un document redactat en una llengua oficial coincident en dues comunitats autònomes, com és el cas de Catalunya i del País Valencià. En concret, tots dos articles estableixen: « Les actuacions judicials realitzades i els documents presentats en l’idioma oficial d’una comunitat autònoma tindran, sense necessitat de traducció al castellà, plena validesa i eficàcia. D’ofici es procedirà a la seua traducció quan hagen de tenir efecte fora de la jurisdicció dels òrgans judicials de la comunitat autònoma, excepte si es tracta de comunitats autònomes amb llengua oficial pròpia coincident ».

És per això que l’entitat considera que l’actuació de la notària Cañada contra els drets d’ús del valencià-català era il·legal i contrària a la voluntat i interessos dels clients. De fet, el registrador de la propietat d’Albaida va inscriure normalment l’escriptura de compravenda de la casa, sense fer cap al·lusió al tema de la llengua dels poders notarials. L’actitud d’Ana Maria Cañada era negar i obstaculitzar l’exercici dels drets lingüístics per part dels venedors.

[Font: http://www.racocatala.cat]

Actualmente la obra está en poder del Museo Stedelijk Ámsterdam, el más importante de arte moderno y contemporáneo de Holanda.

Bild mit Häusern (Pintura con casa)

“Bild mit Häusern (Pintura con casa)”, realizada por el famoso artista abstracto Wassily Kandinsky en 1909, será devuelta por decisión del municipio de Ámsterdam a los herederos de quien se viera obligado a venderla en 1940 por coacción de los nazis.

La obra fue adquirida en 1923 por el coleccionista Emanuel Lewenstein, un judío que era propietario de una importante fábrica textil, que en 1940, durante la ocupación nazi, estaba en dificultades económicas y los ocupantes obligaron por la fuerza a Robert Lewenstein, hijo de Emanuel, a venderla.

Actualmente la obra está en poder del Museo Stedelijk Ámsterdam, el más importante de arte moderno y contemporáneo de Holanda. Su director David Röell compró la pintura en una subasta, varios años después de finalizada la Segunda Guerra Mundial.

Herederos de Robert Lewenstein solicitaron al municipio de Ámsterdam la restitución de la obra, y como su pedido no fue aceptado, iniciaron en 2013 una causa judicial, que culminó con la decisión de las autoridades del municipio de Ámsterdam de devolver la obra.

En diciembre de 2020 el tribunal que juzgaba el caso dictaminó que el Stedelijk tenía derecho a conservar el “Bild mit Häusern” debido a su “importante valor histórico del arte”, confirmando un dictamen de 2018 del Comité de Restituciones holandés.

Tanto la alcaldesa de Ámsterdam, Femke Halsema, y la responsable de las artes y la cultura en la ciudad, Touria Meliani, consideraron equivocado que la decisión de Comité de Restituciones y el fallo judicial no esperen que el gobierno holandés emitiera las nuevas reglas gubernamentales sobre reclamos de restitución que estaba estudiando.

En junio pasado se dieron a conocer las nuevas normas, que establecen garantizar que las “obras de arte sin heredero, saqueadas a propietarios judíos y que ahora están en posesión del gobierno se entreguen a instituciones judías si no se puede encontrar a los propietarios originales o sus herederos”.

En base a estas nuevas disposiciones las autoridades del municipio de Ámsterdam escribieron en una carta que dice “en vista del largo período de tiempo y la importancia de reparar la injusticia, devolveremos el trabajo sin una nueva intervención del Comité de Restituciones”.

Ahora los Lewenstein deben decidir si la pintura de Kandinsky permanecerá en exhibición pública o no.

 

[Fuente: http://www.agenciaajn.com]

Muere el compositor de ‘Zorba el griego’, que pagó con cárcel y destierro su enfrentamiento a la dictadura militar de su país

Mikis Theodorakis durante un concierto en Holanda en 1972.

Ha estado cerca de alcanzar el siglo de vida pero, al final, la muerte, que siempre gana la partida, se lo ha llevado con 96 años. Lo ha anunciado la ministra griega de Cultura, afectada por la pérdida de Mikis Theodorakis, compositor heleno más popular, con permiso de Iannis Xenakis. Una celebridad que se tornó de carácter mundial gracias a su mítica y euforizante banda sonora de Zorba, el griego, dirigida en 1964 por Michael Cacoyannis y protagonizada por Anthony Quinn.

Theodorakis, que nació en 1925 en la isla de Quíos, llevaba enfermo ya tiempo. Había abandonado la trinchera de la creación artística y también la política, en la que tuvo un papel destacado en alguno de los periodos más convulsos de la historia griega reciente. Por ejemplo, durante el Golpe de los Coroneles, que puso al país, en 1967, bajo una dictadura militar, creando en Estados del entorno europeo, sobre todo Italia, una tensión social enorme. Cundió el miedo a la organización de más asaltos al poder por sectores involucionistas. Theodorakis pagó su disidencia (fue diputado por la alianza de socialistas y comunistas EDA y pasó a la clandestinidad cuando se instauró la Junta del los Coronoles) con la cárcel y el destierro al pueblo de Zatuna, donde fue enviado con su mujer y sus hijos tras una prolongada huelga de hambre. Ya por entonces era un personaje prominente por la danza del syrtaki de Zorba el griego, hedonista, luminosa y sensual.

La mención a Italia no es baladí ya que Theodorakis militó en la resistencia que se enfrentó a Mussolini durante la II Guerra Mundial, quizá purgaba así su apoyo previo al régimen autoritario que impuso Ioannis Metaxas en Grecia durante los años 30. El compositor contribuyó a que familias judías escaparan de las leyes de segregación racial impuestas tanto en Alemania como en Italia. Tras esta aventurada experiencia, se instaló a mediados de los 50 en París, donde se formó con Oliver Messiaen. Es un periodo en el que absorbe el canon occidental. De esa época data, por ejemplo, su ballet Antígona para Ludmila Tcherina, y varias piezas de corte sinfónico y camerístico.

Pero todo ese bagaje lo veteará finalmente con el legado tradicional de su tierra, que acaba rezumando en trabajos como el mencionado de ZorbaCuando regresa de París, en 1960, se sumerge en el folclore griego y en el universo musical ortodoxo, la religión dominante allí, algo que le emparenta con colegas como Arvo Pärt, que también ha bebido mucho de ese venero, aunque con una intención más mística. Colabora con figuras como el poeta Yannis Ritsos, cuyo poema Epitafio termina musicando. Luego hará lo propio con los versos de los premios Nobel Yorgos Seferis y Odysseas Elytis, contribuyendo a la difusión de su obra literaria.

Tras la imposición del gobierno militar, en medio de las carestías y penalidades por los encierros, su objetivo fue básicamente uno: derrocarlo. Y su arma fue la música: compuso sin desmayo (¡ha alumbrado más de mil canciones!). Exponentes de la oposición a la tiranía castrense, afincados fuera de Grecia, como Melina Mercouri y Maria Farandouri, interpretaron sus piezas convirtiéndolas en himnos contra el fascismo. A este respecto, es también muy significativa su alianza con el cineasta Costa-Gavras, también de sensibilidad política escorada a la izquierda (firmó la banda sonora de su largometraje Estado de sitio). En la gran pantalla dejó asimismo su estampa en Serpico, de Sidney Lumet. No podemos olvidar, por otra parte, su partitura sobre el Canto general de Pablo Neruda, que en España interpretó él mismo, desde el podio, en el Palau de Barcelona y en el Auditorio Nacional de Madrid, allá por 2004.

En 1970 pudo salir a Francia y desde allí llevó a cabo una pertinaz tarea de diplomacia para cercar la dictadura de los Coroneles. Es muy llamativa su influencia en este terreno geoestratégico, que le valió el acceso a líderes como François Miterrand, Salvador Allende, Olof Palme, Gamal Abdel Nasser… En los últimos años se significó en diversas causas. Contra la energía nuclear a cuento del desastre de Chernóbil. Contra la intervención de la OTAN en la Guerra de Kosovo. Contra la invasión de Iraq. A favor de unas relaciones más fluidas entre Grecia y Turquía, dos Estados ‘unidos’ por una perpetua desconfianza.

Antes de caer enfermo, también se le vio en la calle, en las manifestaciones contras las medidas de austeridad que ahogaron a Grecia durante el crash financiero. Una vida en pie.

[Fuente: http://www.elcultural.com]