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São profissionais cobiçados pelas corporações. Têm ótimos salários e regalias, ao contrário dos imigrantes comuns. Muitos buscam um novo estilo de vida (e bom wi-fi) no Sul global. Mas seus empregadores já fazem as contas para descartá-los…

Por Rafia Zakaria

Um nômade digital, em essência, é um trabalhador em modelo 100% home office, sem moradia fixa e que se desloca pelo mundo. São profissionais altamente qualificados e bem remunerados, que trabalham vinculados a uma empresa ou de forma autônoma. Estão no mundo da programação, da moda, do marketing, da engenharia de grandes obras. Podem ser artistas, redatores, arquitetos, jornalistas. Já são 35 milhões pelo mundo, segundo cálculos da Fragomen, entidade ligada ao mercado que atua no campo de tendências migratórias globais.

Brian Chesky, o poderoso CEO do Airbnb, é talvez hoje o “nômade digital” mais famoso: recentemente, anunciou que não terá mais residência fixa e só trabalhará de forma remota, pulando de Airbnb em Airbnb ao redor do mundo.

Esse estilo de vida tornou-se mais popular na pandemia, com a proliferação do home office, mas está em ascensão há anos. Seus adeptos apontam que esta “escolha” exige enfiar o talento na mochila e abrir-se a novas descobertas e experiências, autoconhecimento, capacidade de adaptação, lidar com a saudade da família, peitar estruturas hierárquicas muito verticalizadas do trabalho, gestão rigorosa (de prazos, metas e da própria agenda), saber dosar trabalho e lazer (e o excesso de precauções com seus equipamentos de trabalho), adaptar-se a fuso horários, lidar burocracia migratória – e uma boa conexão de internet.

A revista Forbes aponta alguns fatores que podem explicar esse fenômeno, tais como a moradia, cada vez mais, percebida como um serviço; políticas empresariais de anywhere office (escritório em qualquer lugar); crescente facilidade para tirar vistos em países que tentam atrair os “nômades digitais”; ampliação de infraestrutura para coworking em diversas cidades globais; crescente estilo de vida que prioriza experiências em vez de posses; adoção da educação domiciliar por muitas famílias do Norte global.

Por Rôney Rodrigues

Um ensaio de Rafia Zakaria, no The Baffler | Tradução: Rôney Rodrigues

Eles estão em todas as mídias sociais e por todo o mundo. Uma pesquisa de hashtag no TikTok oferece uma infinidade de conteúdos, de dicas de viagens e qualquer coisa que você possa imaginar. O “nômade digital” é a mais recente criatura que a cultura virtual produziu. Tomado literalmente, o termo se refere a qualquer pessoa que abandona sua residência fixa para transitar de um lugar para outro. Os nômades digitais geralmente têm empregos que lhes permitem trabalhar de qualquer lugar com uma conexão wi-fi. Quando chegam a um novo destino – Bali, na Indonésia, é um dos favoritos – eles simplesmente se instalam em hostels — ou alugam quartos — e logo demarcam cafeterias e lan houses. Em um TikTok que assisti há algumas semanas, a câmera fotografou um café à beira-mar cheio desses nômades ocidentais.

Talvez porque a maioria dos nômades digitais pertença à uma audiência “muito online”, a internet está quase surtando com suas façanhas. Alguns exaltam a economia das despesas, observando que é muito mais barato viver em cidades à beira-mar no México, em Portugal ou na Costa Rica do que morar numa cidade grande ou média nos Estados Unidos. Outros, como uma mulher com o apelido “themomtrotter” (1,7 milhão de seguidores), mostram como é gostoso se deleitar em uma piscina com o parceiro entre as reuniões de negócios. A maioria deles carregam uma pitada de desdém em relação aos seus espectadores nas redes sociais, que poderiam – e ainda não escolheram – embarcar nesta jornada de nômade digital. Afinal, quem não gostaria de viajar para um país aprazível, economizar dinheiro e desbravar o mundo enquanto, quem sabe, possa se tornar um influencer durante esse processo?

Embora os nômades digitais finjam torcer o nariz para as pressões do capitalismo, eles são evidentemente criaturas dele. Os regimes de vistos do mundo todo privilegiam cidadãos de democracias ricas e ocidentais, que podem transitar com facilidade. Países empobrecidos, porém exuberantes, têm incentivos para tentar atraí-los. Há benefícios para a nação anfitriã, já que os nômades digitais tendem a ficar mais tempo do que um turista típico que esvoaça de um lugar para outro. E, enquanto ficam, fortalecem as economias locais torrando dinheiro em restaurantes, cafés, passeios guiados e outras complacências similares. Como seus empregos estão em outro lugar, eles não estão tecnicamente tirando empregos das populações locais. Uma estadia de maior duração também significa certa possibilidade de que os nômades digitais possam compreender melhor a cultura e os costumes de um lugar, pelo menos mais do que um turista apressado que espreme suas férias em um fim de semana.

Por outro lado, o baixo nível de comprometimento dele significa que, se alguém acaba em um lugar que não atende às expectativas ou onde as comunidades de expatriados ou nômades digitais não são tão divertidas, ele pode facilmente desenraizar-se e ir embora. Ironicamente, porém, é a consistência que parece importar mais na vida de um nômade digital; uma rotina sólida que pode ser seguida independentemente de onde se esteja significa que a produtividade do trabalho não é sacrificada à medida em que o fuso horário muda.

O estilo de vida nômade digital, juntamente com sua contribuição para as economias locais, concentra-se no privilégio do passaporte. Isso significa que eles são principalmente cidadãos de nações ocidentais ricas que podem participar do galgar, pular e saltar do novo nomadismo. As pessoas de muitos países, dizem os indonésios de Bali, não recebem a mesma cortesia nas nações ocidentais de onde vêm os nômades prósperos. O fluxo na direção contrária, atestado pelas multidões de migrantes presos em lugares como Lesbos na Grécia, Nauru, perto da Austrália e da fronteira sul dos EUA-México, encontra resistência; poucos dos países onde eles buscam entrada estão interessados em criar vistos especiais para essas pessoas. Um refugiado ou migrante está em uma categoria marcada pelo desespero, enquanto o privilégio do passaporte do nômade digital sinaliza alívio. Assim que terminarem de conhecer o mundo, eles retornarão ao seu país de origem. Eles podem insistir em que não têm um lar, mas, apesar de toda a sua insistência, os privilégios dos países ricos ocidentais são tais que sua casa é sempre a sua casa.

Assim, as pessoas que são forçadas a viajar — a migrar de suas aldeias e vilas e cidades — devem deixar suas casas e tornar-se indesejáveis, enquanto aqueles que optam por viajar recebem acenos através de vistos e privilégios especiais. Os 46 países que já oferecem ou estão no processo de estabelecer vistos especiais de viagem incluem Austrália, Panamá, Antígua, Camboja, Noruega e Brasil, apenas para citar alguns, segundo levantamento da Harvard Business Review1. Quase todos exigem comprovação de emprego – ou seja, o trabalho remoto que manterá a solvência do nômade em questão, assim como sua capacidade de gastar dinheiro no país escolhido. Muitos até oferecem vantagens como isenções fiscais para, assim, obter vantagem sobre outros “concorrentes”. É uma aposta sólida: muitos países que enfrentaram recessão no setor de turismo podem agora recuperar alguns ingressos — e atrair viajantes perdidos através da oferta desses vistos de nômades digitais.

No mundo de normalidade pós-pandêmica, em que todos se acostumaram a ser uma ilha fechada em si mesma, o nomadismo digital oferece a oportunidade de mudar a localização de sua ilha. Com os relacionamentos enfraquecidos pela distância e pelo desuso, a ideia de estar sozinho viajando pelo mundo, ao mesmo tempo em que é possível encontrar conhecidos e amigos (descartáveis e em situação semelhante), tem vantagens. Poderia tornar as pessoas mais adaptáveis e autoconscientes. É provável que as coisas serão assim a curto prazo — e para pessoas que optam por serem nômades por um curto período de tempo ou, então, de vez em quando.

Para os outros que planejam tornarem-se nômades permanentes alguns bloqueios podem surgir. O país de cidadania pode impor exigências fiscais adicionais ou simplesmente tornar-se mais rigoroso quanto à cobrança de impostos de nômades digitais (que tendem a acreditar que são, de alguma forma, invisíveis porque não têm endereço permanente). A perspectiva mais ameaçadora é a perda dos empregos que mantêm os viajantes digitais venha à tona. Atualmente, novas startups estão oferecendo opções remotas completas para atrair os trabalhadores em um mercado cada vez mais competitivo. Empresas como a Airbnb continuam a ter escritórios físicos, mas também apoiam os funcionários a trabalharem de casa.

Esse tipo de mercado de trabalho — e a necessidade de talento — não será assim para sempre. Os gerentes das empresas, diante de equipes totalmente remotas e da necessidade de cortar custos, acabarão por perguntar-se se o “trabalho remoto” deve mesmo ser feito por um trabalhador estadunidense ou se poderia ser terceirizado para países com mão de obra abundante e altamente qualificada, mas que geram poucos empregos. Afinal, com empregos remotos, pode fazer mais sentido contratar desenvolvedores de software ou engenheiros na Índia, nas Filipinas ou em qualquer outro país. As coisas mudaram: as empresas já não precisam esperar que os vistos sejam processados e os funcionários apareçam nos Estados Unidos com a documentação em ordem. Se um funcionário está disposto a cumprir o horário da sede da empresa (como muitos nômades digitais estadunidenses fazem), ele pode estar em qualquer lugar e custar consideravelmente menos do que os trabalhadores que, atualmente, compõem as populações do nomadismo digital.

Os países podem mover-se para proteger seus próprios empregos e trabalhadores altamente qualificados, estabelecendo regulamentos que desencorajem a contratação de trabalhadores remotos estrangeiros ou imponham impostos extras às empresas que o fazem, mas isso exigirá legislação e vontade de intervir nas forças do mercado. Os governos já fazem isso para proteger setores como a agricultura, que arrecada grandes subsídios nos Estados Unidos e na Europa; eles podem optar por fazê-lo com tecnologia e outros trabalhos remotos também. Os nômades digitais de hoje, que vivem sua alta em belas praias e passam os dias em bares e cafeterias, não estão considerando essas políticas. A onda de jovens, em sua maioria brancos, que busca diversão provavelmente continuará no futuro imediato; uma espécie de bacanal nômade que se rebela contra as restrições impostas pela covid dos últimos anos. Mas mesmo que os nômades digitais continuem saltando de um lado para o outro e as empresas observem os funcionários que colocam fundos em seus laptops para disfarçar suas localizações, elas também estão calculando custos. Não é apenas mais barato morar em outro lugar que não seja os países caros da América do Norte e da Europa, mas também pode ser mais barato encontrar trabalhadores lá.


1 O Conselho Nacional de Imigração brasileiro regulamentou a concessão de visto temporário e autorização de residência aos imigrantes que se encaixem na modalidade. O visto temporário para os nômades digitais no Brasil é de um ano, prorrogável por mais um, desde que se comprovem meios de subsistência e que não haja vínculo empregatício no país. Cidades como o Rio de Janeiro apostam em incentivos especiais para atraí-los, como o certificado Rio Digital Nomads, concedido para hotéis, hostels e espaços de coworking que têm tarifas especiais para o cliente que aderir a pacotes de longa permanência. A Indonésia, destino pop dos nômades digitais, criou o Visto de Nômade Digital Bali: cinco anos de permanência temporária. O Ministério do Turismo espera receber três milhões de “migrantes privilegiados”.

[Imagem: Justin Tran/Blog Dropbox – fonte: http://www.outraspalavras.net]

Libro en chamas. (Foto: LearningLak CC BY 2.0)

Libro en chamas

Escrito por Mario Regueira

O bibliógrafo londiniense William Blades publicaba en 1880 a obra The Enemies of Books (Os inimigos dos libros), unha das primeiras enumeracións dos perigos que espreitan o libro impreso. Blades divide a obra en dez capítulos dedicados a varios “inimigos”. É curioso como conta entre eles realidades que case non identificamos xa, polo noso contexto histórico e climático, como a couza dos libros e outros insectos, que o propio Blades recoñece xa moi controlados nas bibliotecas de finais do XIX.

Non sobran tampouco apreciacións morais, como a ignorancia e o fanatismo relixioso, ironicamente ao lado de colectivos como encadernadores, coleccionistas, criados e tamén as crianzas da casa, que xa naquela altura manifestaban eventuais impulsos destrutivos contra os prezados obxectos que Blades coleccionaba: “A filla dun veciño, de seis anos de idade, ía en silencio até un andel, tomaba un libro ou dous, arrincaba unha ducia de follas do medio e devolvía os volumes, cos anacos e todo, aos seus lugares, así que o dano ficaba oculto até que era necesario consultalos”.

Porén, máis aló do pesadelo que supuñan as crianzas e o descoido dos demais para Blades, o primeiro inimigo, o que abre esa obra e se mestura cos fanáticos e as guerras que ameazan tamén o coñecemento humano, é o lume.

Alexandría en chamas

A biblioteca de Alexandría naceu como algo máis que un depósito de libros: aspirou, en distintas épocas a acumular todo o coñecemento humano. Non sempre coas mellores estratexias: contan as crónicas que os libros (daquela rolos de papiro) que lles prestaban para copiar a outras coleccións nunca volvían: os alexandrinos enviaban a copia e retiñan o orixinal para a biblioteca.

Tamén que era obrigatorio doar unha obra ao entrar na cidade, algo que sometía cousas como o comercio a un ben maior como a acumulación de saber. Poñer todos os ovos no mesmo cesto nunca foi unha boa estratexia: a grande ameaza ao proxecto de Alexandría foron os incendios, como o que produciu Xulio César nunha guerra, pero finalmente caería no ocaso coa puxanza de novas relixións e a súa guerra aberta a todo o saber anterior.

As novas formas do lume

Nos últimos tempos a convivencia entre o modelo do libro físico e o dixital ocupou algunhas preocupacións por parte de editoras e libreiros. O medo ou rexeitamento dunha parte destes á lectura dixital ten moito de ideolóxico e tamén cae nunha confusión moi concreta: o libro non foi sempre un libro. Esa transmisión de ideas e historias tivo moitas encarnacións, desde papiros, pergameos, cortizas de árbores ou táboas de cera… Formas diversas que desembocaron no códice medieval no que se inspira o libro físico moderno.

O dixital é só outra forma dunha actividade que soborda os obxectos dispoñíbeis en cada época: a transmisión de coñecementos, historias, sentimentos e paixóns. Esta época é, ademais, a primeira que nos permite achegarnos de novo a un ideal alexandrino: nunca será toda, pero unha parte inmensa da produción escrita pode ser centralizada e resulta accesíbel potencialmente cunha simple procura na rede. Saben ben diso no Proxecto Gutenberg, que leva dixitalizando obras en varios idiomas desde 1971 como unha forma de compromiso coa alfabetización e a cultura. Tamén outras plataformas como a Library Genesis, que libera obras na rede, especialmente de tipo académico, reivindicando de forma subversiva a democratización do coñecemento científico.

O tráfico e a pirataría de libros, que xa existían moito antes de internet, tamén poden ter motivacións altruístas aínda que sigan sendo perseguidas e vetadas por moitas lexislacións.

Hai uns anos unha bibliófila amiga tivo o seu momento de romance co libro electrónico e estivo un par de anos lendo soamente desta maneira. Un día vina cun libro físico e pregunteille se xa non lía en dixital: “Estou volvendo mercar en físico, vin un documental sobre as tempestades solares e sobre como pode que arrase con toda a tecnoloxía. Xa vai ser duro por si e non quero ficar sen libros”. O medo ao lume, na forma de tormenta xeotérmica ou de incendio de vellas bibliotecas mediterráneas, segue a turbar os soños das bibliófilas ao igual que na época de William Blade.

 

[Imaxe: LearningLak (CC BY 2.0) – fonte: http://www.nosdiario.gal]

Su experiencia de vida y sus obras recorrieron más de 30 ciudades de todo el mundo.

Frida Kahlo en óleo.

 es una de las referentes del mundo del arte. La artista mexicana presenta imágenes coloridas y autorretratadas que se consagraron en el tiempo y se pueden ver en cualquier accesorio.

En esta ocasión, los israelíes tendrán la posibilidad de experimentar “Frida Kahlo, la vida de un ícono”La misma es una exhibición de 360 grados, color, sonido y luz que resume el trabajo y la vida de esta artista latinoamericana.

La actividad llegará a Israel el 26 de mayo y se podrá visualizar hasta el 31 de agosto. El lugar será los 1000 metros cuadrados del espacio artístico The Cube en Holon.

La exhibición la crearon, en conjunto,  Corporation y Layers of Reality, un centro de artes digitales en España. Esta recorrió más de 30 ciudades alrededor del planeta con más de un millón de visitantes.

En el recinto se revelarán dibujos en arte digital, fotografías históricas, proyecciones e instalaciones, y experiencias de realidad virtual. Algunos críticos se refirieron con desdén como un simple arte digno y otros dicen que permite que un público más amplio disfrute más plenamente a la artista nacida en 1907 en la capital mexicana.

[Foto: Creative Commons – fuente: http://www.aurora-israel.co.il]

Il faut apprendre le bon usage de la bureaucratie brésilienne, parfois surprenante et irritante. Afin que tout se termine bien et toujours avec le sourire.

 

[Photo de l’auteur – source : http://www.courrierinternational.com]

Deux grandes bibliothèques belges ont signé un accord avec Google pour rendre accessible en ligne des documents historiques numérisés issus de leurs catalogues. À travers Google Books ou sur le site des institutions, plusieurs milliers d’ouvrages appartenant à la bibliothèque KU Leuven et à la KBR (la Bibliothèque Royale de Belgique) seront ainsi mis gratuitement à disposition des internautes au cours des années à venir.

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Publié par Fasseur Barbara

Certains de ces documents remontent au XVe siècle et reflètent la richesse du patrimoine culturel et historique présent au sein des catalogues des deux bibliothèques. Parmi les plus importants, l’on retrouve les ouvrages imprimés des professeurs de l’Université de Louvain publiés avant la suppression de l’Ancienne Université, en 1797.

Mais également des pièces uniques comme le premier ouvrage de littérature occidentale consacré exclusivement aux biographies de femmes. Plus de 80.000 ouvrages numérisés ont d’ores et déjà été sélectionnés dans les collections et la collaboration devrait débuter dans le courant de l’année 2022.

Les documents préalablement choisis ont été scannés dans les bibliothèques et les versions numériques seront envoyées aux centres de données de Google dans le but d’être encore enrichies de données permettant aux textes d’être consultables et lisibles par une machine.

Stefano Reccia, responsable des partenariats chez Google, en charge du projet de numérisation, affirme : « Les bibliothèques de KU Leuven et KBR conserveront également une copie des ouvrages enrichis afin de les intégrer dans leur propre catalogue. Les livres qui font partie de ce projet ne sont plus soumis au droit d’auteur. »

La directrice de la KU Leuven, Hide Van Kiel, en dit plus sur le projet dans un communiqué : « En partageant nos fichiers en haute qualité avec Google, ils deviennent plus largement accessibles via Google Books. Les images de nos collections patrimoniales sont converties en données textuelles consultables. Cela s’inscrit parfaitement dans la politique de données ouvertes de la KU Leuven et boostera les recherches sur des collections telles que Lovaniensia ou Jesuitica. »

La collection Lovaniencia regroupe tous les ouvrages publiés par des membres de la vieille université de Louvain, ou la production scientifique directement liée à l’université de sa création en 1425 à son abolition en 1797 par le gouvernement français. La collection Jesuitica regroupe quant à elle des éditions ou exemplaires uniques de livres imprimés au XVIIe siècle dans le sud des Pays-Bas. Ces derniers sont issus des collections de la bibliothèque Maurits Sabbe, de l’université de Louvain, qui se concentre sur la théologie et les études religieuses.

Et Sara Lammens, directrice générale de la section Intelligence Artificielle de la KBR, d’ajouter : « Dans son plan d’action pour les années à venir, KBR a exprimé le souhait de contribuer aux fondements démocratiques d’une société de pus en plus numérique en mettant à la disposition des citoyens un grand nombre d’informations authentiques. Mettre plus d’informations en ligne, améliorer l’accès à ces informations et faciliter la recherche dans humanités numériques sont nos priorités actuelles. »

Mais les deux établissements ne sont pas les seuls à collaborer avec Google. En effet l’an dernier, Google a annoncé une autre collaboration avec les bibliothèques de la Hendrik Conscience Heritage ainsi que du musée Plantin-Moretus afin de numériser une grande partie de leur collection. Un autre accord avait également été signé avec la bibliothèque universitaire de Gand dans le même but.

 

[Photo : Jeremy Bezanger / Unsplash – source : http://www.actualitte.com]

En esta Biblioteca de autor ofrecemos, además de unas síntesis actualizadas de la biografía y la obra de Ausiàs, los manuscritos y ediciones del siglo XVI que conservan la obra del poeta, con las correspondientes transcripciones paleográficas; el repertorio de ediciones y traducciones de su poemario a partir del siglo XIX hasta la actualidad; un catálogo de estudios sobre el autor y su producción poética, desde los que se puede acceder a las versiones digitales correspondientes, así como también una serie de recursos en imagen y en audio.

Por primera vez se ofrece la edición sinóptica de las poesías del autor valenciano.

 

 

[Fuente: blog.cervantesvirtual.com]

Coñecemos a este profesional do dereito, con despacho profesional nunha parroquia de Outeiro de Rei, que di ser feliz “espallando coñecemento e colaborando na alfabetización en dereitos da poboación” dende a docencia, e “traballando a prol dos dereitos de determinados colectivos”, dende o exercicio da avogacía.

 

Por X.M.F.

Miguel Vieito Villar criouse e “aprendeu a maior parte do que é como persoa e como profesional” –confesa–, no Lugar do Ferradal, na Parroquia de Bértoa, no Concello de Carballo. Na actualidade vive e ten o seu despacho profesional no Lugar da Reboreda de Abaixo, na Parroquia de Francos, no Concello de Outeiro de Rei.

Estudou na Universidade de Santiago de Compostela, onde se licenciou no ano 2009 e rematou os estudos de posgraduado no 2012. Ten tamén estudado e investigado noutras universidades, coma a Universidade Pública de Navarra ou a Universidade de Coimbra, en Portugal.

Partindo da súa paixón polo dereito, di estar moi orgulloso de medrar e de exercer nun entorno rural, afirmando ademais non entender a súa vida persoal e profesional sen o galego.

Falamos con el.

Cónstanos que empezaches a traballar como investigador e tirábache a docencia universitaria. Cando e por que viraches cara o exercicio da avogacía?

Moi certo!

A miña vocación era a docencia universitaria: quería ser profesor e aínda hoxe sigo colaborando en actividades docentes sempre que me é posíbel. Encántame espallar coñecemento e colaborar na alfabetización en dereitos da poboación. Compartir o que sei con quen confíe en min para ese labor.

“ENCÁNTAME ESPALLAR COÑECEMENTO E COLABORAR NA ALFABETIZACIÓN EN DEREITOS DA POBOACIÓN”

Empecei na avogacía como un paso máis no traballo a prol dos dereitos de determinados colectivos, e como unha forma de aproximarme ao Dereito desde un punto de vista diferente. Na avogacía atopo ese plus de utilidade práctica real que, en ocasións, se bota en falta na investigación universitaria.

Que especialidades levas no teu despacho profesional?

Traballo fundamentalmente en tres áreas: dereito e saúde, levando neglixencias e erros médicos, danos en saúde e negación de servizos, entre outros temas; dereito e discriminacións por razón de idade, de lingua, de orientación ou identidade sexual… e tamén dereito e relacións familiares, intervindo en mediación, herdanzas, separacións ou divorcios; así como xestión patrimonial (catastro, rexistro da propiedade, lindeiros…).

Cales das referidas che supoñen máis carga de traballo actualmente?

No momento actual diría que o dereito á saúde e as herdanzas.

Os preitos patrimoniais por herdanzas e por lindes, seguen tan presentes como antes na sociedade galega?

Pois teño que responder que si, a verdade. A xestión das herdanzas é especialmente complexa e cada vez o está sendo máis. Tamén cómpre considerar que o uso do rexistro da propiedade e as actualizacións no catastro non son moi habituais no país. Isto fai que a fixación de lindeiros e a actualización das titularidades sexa case un problema endémico do noso entorno.

Ademais, existe moito interese nos chamados “pactos sucesorios” (mellora ou apartamento) e nos desherdamentos.

Cos novos tempos e as novas xeracións, mudou algo a maneira de afrontalos e solucionalos?

Diría que son fundamentalmente os cambios legais os que acaban por afectar ao modo no que nos achegamos ás herdanzas. Por exemplo cos pactos sucesorios nos que, por mor da súa vantaxe fiscal, xeran maior actividade.

Tamén medios técnicos como as referencias por satélite ou GPS condicionan un chisco o entorno. Quizais hoxe os marcos non sexan tan relevantes como adoitaban selo.

Que importancia che merecen a psicoloxía co cliente e a busca de solucións amigables na solución de conflitos?

Creo que a mellor solución a un problema non está sempre na sala dun tribunal. Son un firme defensor da mediación e da busca de acordos entre as partes. É por isto que son mediador, e tamén mediador familiar.

As persoas non queren preitear por preitear, senón que buscan o mellor modo de ver satisfeitas as súas inquedanzas. En ocasións, o afondar nos motivos dunha persoa para entrar ou permanecer no conflito é a mellor forma de o evitar.

“AS PERSOAS NON QUEREN PREITEAR POR PREITEAR, SENÓN QUE BUSCAN O MELLOR MODO DE VER SATISFEITAS AS SÚAS INQUEDANZAS”

Partindo do que dis, “que as persoas non queren preitear por preitear”, trabúcome logo se penso que semella que se está a ‘xudicializar’ a vida social?

A función de mediación é unha das moitas que podemos facer xs avogadxs.

Creo que, como colectivo profesional, a nosa orientación é (debe ser) a busca da mellor vía para promover os dereitos das persoas a quen representamos, e iso non sempre implica un proceso xudicial. Se o preito non é viábel, ou implica un custo moi elevado, non debemos aconsellalo, e debemos apoiar á/ao nosx cliente na busca de solucións alternativas.

Diría que ningunha persoa prefire ir a un xulgado se pode evitalo. Fáltanos na avogacía algo de costume de intentar tecer redes e tender pontes.

O exercicio da avogacía, ao igual que outros oficios, tamén ten que adaptarse aos cambios da sociedade e ás novas tecnoloxías. Como está sendo este proceso no teu caso? Novos dereitos que defender e novas ferramentas para facelos valer?

Quizais o maior dos impactos sexan os trámites electrónicos: en moitas administracións xa resulta case imposíbel, como avogado, operar en papel. E teño que dicir que malia sendo moi cómodo… eu estraño moito o trámite en portelo. O trámite unicamente electrónico coloca problemas para aquelas persoas que non teñen acceso sinxelo á rede, ou que non saben como usar apropiadamente os dispositivos electrónicos.

Ademais o mundo dixital está facendo crecer novas formas de discriminación e violencia, por desgraza.

“O TRÁMITE UNICAMENTE ELECTRÓNICO COLOCA PROBLEMAS PARA AQUELAS PERSOAS QUE NON TEÑEN ACCESO SINXELO Á REDE, OU QUE NON SABEN COMO USAR APROPIADAMENTE OS DISPOSITIVOS ELECTRÓNICOS”

Cónstanos que usas o galego como lingua de comunicación e de exercicio profesional. Como se leva isto, que lonxe de parecer o natural resulta ata ‘exótico’?

O galego é unha parte moi importante do que eu son, como persoa e como profesional. Non entendo a miña vida en ningún deses ámbitos sen a lingua da miña avoa, sen a lingua na que namorei por primeira vez, ou lonxe da lingua que me axudou a ter os meus fitos profesionais máis importantes. Porén, non podo dicir que no eido xurídico o galego sexa o habitual. Non o é, por desgraza.

Sinto moita mágoa disto e, no que eu podo, contribúo para vencer estereotipos e ideas preconcibidas contra dxs profesionais que usamos o galego como lingua vehicular.  En ocasións é sinxelo realizar o labor de asesoría en galego, e noutras é máis complexo (seguen a existir obstáculos para un uso normalizado e libre da lingua). Agora ben, eu non son do tipo de persoa que baixa os brazos. Ante as barreiras, só queda intentar derrubalas.

“NON ENTENDO A MIÑA VIDA EN NINGÚN DESES ÁMBITOS SEN A LINGUA DA MIÑA AVOA, SEN A LINGUA NA QUE NAMOREI POR PRIMEIRA VEZ, OU LONXE DA LINGUA QUE ME AXUDOU A TER OS MEUS FITOS PROFESIONAIS MÁIS IMPORTANTES”

Vanse vencendo eses prexuízos dos clientes de que falando en castelán e nun rexistro culto inintelixible para eles poidades parecer ‘mellores avogados’?

Eu creo nunha avogacía achegada ás persoas, honesta e útil. Creo nunha avogacía de calidade feita, tamén, desde o entorno rural. Xs mellorxs avogadxs non son só xs que están na capital, por moito que un certo prexuízo nos poida levar a pensar iso.

Creo que o único modo de vencer esas ideas é sendo cada vez mellores no noso traballo, e ofrecendo a quen confía en nós valor engadido e accesibilidade.

Algunha anécdota con clientes por este tema?

O uso o galego en ocasións crea medo. Hai clientxs que poden pensar que o seu preito terá menos posibilidades se é levado en galego, ou que terán menos capacidade de reacción en galego. Isto non é certo.

Onde adoitan xerarse escenas un chisco máis cómicas é no uso da linguaxe técnica, ou na confusión de termos. Pero teño que dicir que non se dá só nxs clientxs… recordo unha “hernia fiscal” nunha sentenza de danos sanitarios (no canto de “hernia discal”); e mesmo organismos públicos ou administracións que non coñecen os termos técnicos da súa propia materia de traballo.

“HAI CLIENTXS QUE PODEN PENSAR QUE O SEU PREITO TERÁ MENOS POSIBILIDADES SE É LEVADO EN GALEGO, OU QUE TERÁN MENOS CAPACIDADE DE REACCIÓN EN GALEGO. ISTO NON É CERTO”

[Fotos: M.V. – fonte: http://www.lugoxornal.gal]

Dans un rapport rendu public mardi, l’Académie française dénonce une « envahissante anglicisation » du français dans les communications des entreprises, mais aussi des institutions.

Le siège de l’Académie française, à Paris.

Écrit par SUZANNE COLPRON

Les exemples sont nombreux. Air France a sa « skyteam » ; Citroën, sa « Connect Box » ; Canal+, son « My Canal » et les meilleurs programmes en « live » et en « replay » ; les magasins Carrefour ont leurs « drive piéton » ; Ma French Bank utilise des « cookies » et offre le service « Let’s Cagnotte ».

Il y a en effet, de l’autre côté de l’Atlantique, une invasion surprenante de l’anglais dans la langue courante qui étonne toujours les Québécois qui mettent les pieds en France. Cela tient en partie au fait que ce pays ne dispose pas d’outils pour contrer l’invasion du franglais comme l’Office québécois de la langue française.

C’est dans ce contexte que l’Académie française a créé, en janvier 2020, une commission composée de six académiciens – Gabriel de Broglie, Florence Delay, Danièle Sallenave, Dominique Bona, Amin Maalouf et Michael Edwards – pour étudier la communication institutionnelle depuis 15 ans. Le résultat tient en une trentaine de pages.

« La syntaxe est bousculée »

Première observation : si l’ajout de vocables étrangers se faisait à travers un processus de francisation progressive jusqu’au XXsiècle, c’est le contraire qui se produit actuellement.

L’entrée « quasi immédiate d’un nombre sans cesse croissant d’anglicismes rend désormais difficile leur assimilation et produit des effets sur la structure même de la phrase : la syntaxe est bousculée, ce qui constitue une véritable atteinte à la langue, en ce que la logique même de la pensée en est affectée, la structure analytique de la phrase française étant supplantée par celle, synthétique, de l’anglais », s’inquiète l’Académie, gardienne de la langue de Molière.

Cela se traduit notamment par la disparition des prépositions (ex. : le Manager Travaux) et par l’inversion de l’ordre des mots (ex. : un QR code).

L’amalgame qui s’effectue insensiblement entre français et “anglais” crée aujourd’hui un véritable flou grammatical qui nuit à la clarté de l’expression, occasionnant une perte de repères susceptible de mener jusqu’à une forme d’insécurité linguistique chez les locuteurs francophones.

Extrait du rapport de l’Académie française

L’Académie ajoute que cela risque de causer une double fracture linguistique, sociale et générationnelle, dans la société.

Des slogans utilisés pour attirer l’attention (« I Love Nice » ou « Only Lyon », « Maubeuge, Creative Cities », « My Loire Valley », « Alpes IsHere ») ne sont pas toujours bien compris par le public. « Sarthe me up », par exemple, est la marque de la Sarthe, dans la région Pays de la Loire. Et « Made for Sharing » est le slogan de la candidature de Paris aux Jeux olympiques de 2024.

Il y a aussi des jeux de mots retenus par des entreprises ou des institutions pour leur sonorité, mais dont la signification n’est pas évidente : « CY (« See Why »), nom donné à l’Université Cergy Paris, FUN (France Université Numérique) ou Saikle (recyclage de cycles).

L’internet et le numérique

Sans surprise, le domaine le plus fortement « anglicisé », après la mode et le sport, est celui de l’internet et du numérique.

En France, un gestionnaire de communauté est devenu un « community manager ». L’analyste de données est un « data analyst ». Le concepteur de jeu, un « game designer » et les compétences générales, des « soft skills ».

L’usage de certains mots anglais est généralisé : blog, booster, coach(ing), live, miles, smartphone, tag, cookies, hashtag, mail, newsletter… D’autres sont employés très fréquemment : box, cloud, collector, follower, low-cost, playback, podcast, tech, web, workshop, top ten, gamer/gaming, playlist, teaser. Et d’autres sont d’apparition plus récente, mais largement répandus : big data, blockchain, Fab Lab, fake news, millennials et pitch.

On constate aussi que des mots français perdent du terrain par rapport aux anglicismes correspondants, dont l’emploi n’est justifié par aucune nécessité. C’est le cas de « matcher » au lieu de concorder ou correspondre, « dispatcher » à la place de déployer ou répartir, « packaging » pour emballage, « mix » pour mélange, « fake » pour faux ou mensonger, ou encore « implémenter » pour réaliser.

Au surplus, une grande partie de ces anglicismes n’a aucune cohérence orthographique (start-up ou startups, data ou Data).

En conclusion, les académiciens notent qu’« il importe de ne pas s’accommoder complaisamment d’une uniformisation et d’une simplification excessives, de ne pas entrer dans un moule unique, se laisser entraîner vers une pensée unique ».

Consultez le rapport de l’Académie française

QUELQUES EXEMPLES SOULEVÉS PAR L’ACADÉMIE FRANÇAISE

Acces-4-All

Ce terme est utilisé dans les établissements recevant du public par la Fabrique numérique, incubateur de services numériques du pôle ministériel.

One Health

Le ministère français des Solidarités de la Santé propose le concept de One Health : « une vision unifiée de la santé publique, animale et environnementale ».

Zenway

L’application Zenway (façon zen) de la SNCF propose une recherche d’itinéraire plus intuitive.

Pickup Station

La Poste française offre une consigne « Pickup Station », qui propose une gamme complète de services pour les expéditions et les envois de colis, le « Pickup ».

Easy Life

La marque Renault facilite la vie de ses clients avec les technologies Renault EASY DRIVE et Renault EASY CONNECT, son application Renault MOBILITY et son « Showroom Digital ».

French Days

Ce sont « les jours imbattables du e-commerce français ».

Bleisure

Un mélange entre les termes « business » (affaires) et « leisure » (loisirs).

EN SAVOIR PLUS

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Nombre de mois pendant lesquels s’est déroulée l’enquête sur les usages linguistiques, de mars à novembre 2020.
SOURCE : ACADÉMIE FRANÇAISE

[Photo : WIKIPÉDIA – publié sur http://www.lapresse.ca]

ONU eligió al uso de la tecnología para el aprendizaje multilingüe como tema que guiará los debates por el Día Internacional de la Lengua Materna, conmemorado cada 21 de febrero.

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El uso de la tecnología para el aprendizaje multilingüe es el tema elegido por Naciones Unidas para conmemorar el Día Internacional de la Lengua Materna 2022, este 21 de febrero.

En ese marco, se realizarán encuentros virtuales donde se debatirá el papel potencial de la tecnología para avanzar en la educación multilingüe de calidad basada en la lengua materna.

Sumándose a la conmemoración por esta fecha, el Ministerio de Cultura de Perú también realizará un conversatorio presencial sobre la implementación de los derechos lingüísticos en Loreto.

Las actividades por este día serán significativas este año debido a que se realizan cuando también se celebra el inicio del Decenio Internacional de las Lenguas Indígenas 2022-2032.

El papel de la tecnología

La tecnología puede acelerar los esfuerzos para garantizar oportunidades de aprendizaje permanente equitativas e inclusivas para todos si se rige según los principios básicos de inclusión y equidad.

Así quedó demostrado durante el cierre de escuelas por el COVID-19, cuando muchos países del mundo emplearon soluciones basadas en la tecnología para continuar con el aprendizaje.

Sin embargo, también hubo muchos alumnos que carecían del equipo necesario, del acceso a Internet, de materiales accesibles, contenidos adaptados y del apoyo humano para aprender a distancia.

Además de que las herramientas, los programas y los contenidos de enseñanza y aprendizaje a distancia no siempre reflejan la diversidad lingüística que existe en el mundo.

 

Eventos virtuales

Debido a ello, el Día Internacional de la Lengua Materna este 2022 tiene como tema central “El uso de la tecnología para el aprendizaje multilingüe: desafíos y oportunidades”.

En ese contexto, se debatirá el papel de la tecnología para avanzar en la educación multilingüe y apoyar el desarrollo de una enseñanza y un aprendizaje de calidad para todos.

Tales debates se realizarán mediante cuatro encuentros virtuales organizados por Naciones Unidas para este lunes 21 de febrero, desde Estados Unidos, Bélgica, Suiza y Francia.

En Estados Unidos, altos funcionarios de varios países, así como la Secretaría de las Naciones Unidas y la UNESCO se reunirán en un panel de discusión que será transmitido por WebTV.

Por su parte, en Bélgica se realizará un webinar sobre el uso del idioma neerlandés y otras lenguas maternas en los sistemas educativos con el apoyo de UNESCO y otras entidades.

Mientras que en Suiza se presentará la discusión virtual “Valora tu lengua materna”, organizado por la Biblioteca de la oficina de la ONU en Ginebra y la División de Gestión de Conferencias.

El encuentro de Francia, en tanto, reunirá a una serie de partes interesadas clave que son impulsoras del cambio para fomentar entornos de aprendizaje inclusivos y multilingües.

Sumándose a esta conmemoración, Perú también realizará un conversatorio presencial sobre la implementación de los derechos lingüísticos en Loreto, una de las regiones con presencia de población indígena.

Allí también presentarán el instrumento de la Política Nacional de Lenguas Originarias Tradición Oral e Interculturalidad al 2040, entre otros temas, informó el Ministerio de Cultura.

Adicionalmente, continuarán realizando una serie de actividades descentralizadas que iniciaron el 16 de febrero y van hasta el día 26, organizadas por las Direcciones Desconcentradas de Cultura.

Antecedentes del día

El Día Internacional de la Lengua Materna fue proclamado por la Conferencia General de la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO), en noviembre de 1999.

Este día se celebra desde 2002 con el objetivo de promover el multilingüismo y la diversidad cultural.

Al menos el 43 % de las 6000 lenguas que se hablan en el mundo están en peligro de extinción y cada dos semanas desaparece una lengua llevándose consigo todo un patrimonio cultural e intelectual.

Tan solo unos pocos centenares de idiomas han tenido el privilegio de incorporarse a los sistemas educativos y al dominio público, y menos de un centenar se utilizan en el mundo digital.

“Las sociedades multilingües y multiculturales existen a través de sus lenguas, que transmiten y preservan los conocimientos y las culturas tradicionales de manera sostenible. Por eso, debemos cuidar de todas las lenguas”, señala la ONU.

 

[Fuente: http://www.servindi.org]

Cineasta e escritor estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde dezembro, depois de sofrer um AVC

Depois de uma carreira premiada como diretor de cinema nos anos 1970 e 1980, iniciada no último período do movimento do Cinema Novo, Arnaldo Jabor transformou-se em best-seller nas livrarias e uma figura destacada na internet. Ele levou para as páginas impressas de jornais e livros o discurso ácido e às vezes cínico de seus comentários de política e comportamento no Jornal da Globo, onde ganhou espaço no papel de cronista de TV no início da década de 1990, momento de retração da produção cinematográfica brasileira.

Jabor morreu no início da madrugada dessa terça-feira (15), em decorrência de um acidente vascular cerebral sofrido em dezembro. Desde então estava internado no Hospital Sírio-Libanês.

Nascido em 12 de dezembro de 1940, no Rio de Janeiro, Arnaldo Jabor fez sua estreia como diretor de longas em 1967, com A opinião pública, seguido de Pindorama (1970). Roteirista de todos os seus filmes, em seguida ele iniciaria uma aproximação ao universo de Nelson Rodrigues (1912-1980). Suas adaptações de Toda nudez será castigada , premiada com o Urso de Prata no Festival de Berlim em 1973, e O casamento, de 1976, foram grandes sucessos de bilheteria.

Seus dois filmes seguintes foram autorais, mas com evidente influência dos personagens desgarrados de Nelson: Tudo bem, em 1978, e Eu te amo, 1980. Este liderou as bilheterias no país, com a presença de Sônia Braga no papel principal, no auge de sua condição de estrela do cinema erótico. Jabor levou ao Festival de Cannes de 1986 o filme Eu sei que vou te amar, e Fernanda Torres ganhou o prêmio de melhor atriz do festival.

Apesar do sucesso nas bilheterias desse filme premiado, Jabor iniciaria então um hiato de 24 anos sem dirigir um longa. retornando apenas em 2010, com A suprema felicidade. Foi seu último trabalho no cinema, sem grande repercussão.

Em 1991, Jabor começou a escrever crônicas para jornais e dividir um espaço de comentários no Jornal da Globo com Paulo Francis e Joelmir Beting. Ele ampliou rapidamente sua participação em outros programas jornalísticos da emissora. A partir de 2000, passou a ser o único comentarista do Jornal Globo.

A ideia de reunir suas crônicas de jornal em livros se transformou em boas vendas. Jabor gerou um punhado de polêmica com opiniões sobre política brasileira e internacional, economia, amor, sexo, comportamento, filosofia e, eventualmente, até sobre cinema. Principalmente a partir do muito comentado e vendido Amor é prosa, sexo é poesia, de 2004, suas ideias passaram a circular intensamente na internet. Um número enorme de textos falsamente assinados por ele ganhou as redes. O fenômeno é comum a outros autores, mas ganhou tamanha dimensão com Jabor que ele dedicou crônicas revoltadas sobre o assunto. Jabor reclamava dessa produção fake e criticava constantemente a era digital. Dizia que não era para ele.

Eis os livros de Arnaldo Jabor:

Os canibais estão na sala de jantar (Siciliano, 1993)
Sanduíches de realidade (Objetiva, 1997)
A invasão das salsichas (Objetiva, 2001)
Amor é prosa, sexo é poesia (Objetiva, 2004)
Pornopolítica (Objetiva, 2006)
Eu sei que vou te amar (Objetiva, 20076)
Amigos ouvintes (Globo Livros, 2009)
O malabarista: os melhores textos de Arnaldo Jabor (Objetiva, 2014)

[Fonte: http://www.publishnews.com.br]

Le département de la Seine-Maritime a dévoilé sa Programmation culturelle 2022 consacrée à « la lecture, Grande Cause Nationale ». Plusieurs initiatives sont annoncées par le département, destinées à « favoriser l’apprentissage et la pratique de la lecture à tous les âges », dont deux directement en lien avec la correspondance de l’ermite de Croisset. Rappelons que la lecture publique est une compétence départementale obligatoire, confirmée par la loi 3Ds adoptée par le Sénat en décembre dernier. 

ActuaLitté

Publié par Hocine Bouhadjera

Bertrand Bellanger, président du Département de la Seine-Maritime, Patrick Teissère, vice-président en charge de la culture, de la lecture publique, du patrimoine et de la coopération décentralisée, et Chantal Cottereau, vice-présidente en charge des collèges et de la réussite éducative, ont dévoilé la programmation culturelle départementale, consacrée à la lecture, Grande Cause Nationale.

Et, dans la continuité de la commémoration nationale du bicentenaire de la naissance de Gustave Flaubert, le département de la Seine-Maritime a imaginé deux dispositifs qui s’appuient directement sur la riche correspondance de l’auteur de L’Éducation sentimentale. À destination des jeunes du département, et étendu sur deux années scolaires, le carnet de création « Jeux d’encre », conçu à partir de la correspondance Sand-Flaubert, est l’un d’eux.

« Correspondances »

Il s’agit de faire découvrir aux collégiens la correspondance de Gustave Flaubert et George Sand, et de les inciter à devenir eux-mêmes créateurs, à l’instar de ces deux prestigieux modèles, dans le cadre d’un concours.

Toujours dans le cadre de ses compétences et dans la continuité des actions d’éducation artistique et culturelle autour du carnet, ainsi que de l’actualité départementale relative à l’anniversaire de la naissance de Gustave Flaubert, le Département de la Seine-Maritime propose également un nouveau dispositif de valorisation de la lecture en élargissant le travail sur le genre littéraire que constitue la correspondance.

Concrètement, le dispositif prendra la forme de jeux littéraires et interpersonnels entre collégiens, public des médiathèques et résidents d’EHPAD.

Outre ces projets autour du genre épistolaire, le Conseil départemental de Seine Maritime a également lancé la bibliothèque numérique, Livre&Vous. Un nouvel outil qui doit permettre aux 51 000 collégiens scolarisés dans les collèges publics de la Seine-Maritime d’accéder gratuitement à cette bibliothèque numérique. Par ce projet, le Département souhaite également inclure tous les élèves et notamment ceux présentant des difficultés de lecture dues à des troubles d’apprentissage « DYS », grâce à des ressources spécifiques « facile à lire » qui leur sont dédiées.

Lire à la Plage – Portraits de lecteurs

Lire à la plage est, pour le département de Seine Maritime, la manifestation phare en termes d’accessibilité à la lecture pour tous et gratuitement. Initiative qui existe depuis 15 ans, elle réunit près de 40.000 lecteurs chaque été, dans 13 plages sur le territoire de la Seine-Maritime.

En 2022, le département souhaite amplifier l’opération Lire à la Plage par une action culturelle d’envergure rendant visible la lecture pour tous, en proposant un projet photos de portraits de lecteurs seinomarins dans le cadre d‘Inside Out Project, un projet d’art participatif initié par l’artiste JR.

Des portraits de lecteurs seront photographiés selon les codes et cadrages de la démarche et seront ensuite disposés dans l’espace public des communes disposant d’une cabane Lire à la Plage.

Ce projet participatif vise à mobiliser les seinomarins et les touristes autour de la nécessité d’accessibilité à la lecture pour tous. Ce projet sera présenté du 1er juin au 31 août 2022. En point d’orgue, une projection de portraits de lecteurs sera réalisée sur la Tour des Archives départementales, du 29 août au 18 septembre, date des Journées Européennes du Patrimoine 2022.

Gustave Flaubert LGF/Le Livre de Poche
L’éducation sentimentale. Histoire d’un jeune homme
Édition collector
19/05/2021
668 pages 6,90 €

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[Photo : P’Tille (CC BY-SA 2.0)  – source : http://www.actualitte.com]

Lídia Jorge

Publicado por Alejandro Luque

Pocos escritores más ajenos a la pose de intelectual que Lídia Jorge. En los encuentros literarios, como las Converses de Formentor que en 2021 se han celebrado en el Hotel Barceló de Sevilla por imperativos de la pandemia, su figura pasa casi desapercibida, salvo para sus lectores. Nacida en Boliqueime —freguesia o parroquia adscrita al municipio de Loulé, en el Algarve portugués— en 1946, esta mujer de aire reservado y sonrisa tímida es hoy uno de los grandes nombres de la literatura portuguesa. 

Con una docena de novelas en su haber, varios libros de cuentos y algunos títulos infantiles, Lídia Jorge ha tardado en desembarcar en España. Tras darse a conocer en los años 90 en Alfaguara y Seix Barral, en los últimos años ha sido la editorial La Umbría y la Solana la que ha tratado de poner remedio a esto publicando los relatos Los tiempos de esplendor y las novelas Estuario La costa de los murmullos, que ha sido llevada al cine. Y es también en los últimos tiempos en los que ha empezado a recibir grandes reconocimientos: la Gran Cruz de la Orden del Infante D. Henrique en 2005 de manos del presidente portugués Jorge Sampaio, Dama de La Orden de las Artes y las Letras de Francia en el mismo año por el presidente francés Jacques Chirac —y más tarde Oficial de La Orden de las Artes y las Letras de Francia— y su consagración en el mundo hispano, el Premio FIL de la feria de Guadalajara (México), entre otros galardones.

Siempre amable con la prensa, Lídia Jorge se aviene a charlar con Jot Down haciendo el esfuerzo de hablar en castellano, lengua en la que ha mejorado considerablemente en poco tiempo. Su tierra natal, el pasado colonial de su país, tan presente en sus libros; el Portugal de hoy, un poco de política, un poco de feminismo y otro poco de literatura son algunos de los asuntos que ocupan la conversación. 

Aunque vive en Lisboa, la primera vez que nos vimos fue cerca de su pueblo, en Loulé. ¿Ha sido el Algarve un lugar de inspiración para usted, lo sigue siendo?

Yo no diría que sea una inspiración, es más bien algo esencial. El Algarve es para mí como la primera parte de todo, y el mundo es su desarrollo. Es el lugar de mi infancia, pero no solo eso. Es el lugar donde me resulta posible ver mejor el cambio que ha experimentado mi país, que es también el cambio de todo el sur de Europa. Es algo muy importante, un espacio que en un tiempo fue invadido, que se ha desarrollado de una forma desarmónica, muy contemporánea, muy simbólica de lo que está ocurriendo en todas partes. Un pequeño espacio donde todos los intereses están mezclados: se pueden leer calle a calle. Una persona de mi edad, paseando por las ciudades del Algarve, reconoce la firma de los momentos especiales de cambio. Es como una cartografía de los países pobres del sur, y un balcón para ver el mundo. Cuando viajo, siento que llevo conmigo una gramática de conocimiento de las relaciones humanas y de desarrollo a partir de ese pequeño lugar del que procedo. Sobre todo las esperanzas, y también las pérdidas.

En su casa, en el campo, ¿qué lugar ocupaba la literatura?

Sobre esto tengo una historia que parece muy ficcional. Verdaderamente escribo porque un hombre muy pobre de finales del siglo XIX y principios del XX, que era campesino y carpintero, tenía una pequeña biblioteca. Era un hombre que tenía un vínculo con algún movimiento como el de los carbonarios o algo así. Su hija preferida, mi abuela, sacó sus libros cuando él murió, ya que su mujer quería quemarlos por vergüenza, pues el hombre tenía por costumbre comprar libros en lugar de comida. Y la esposa, cuando se quedó sola, hizo una hoguera delante de la casa y los arrojó al fuego, porque los culpaba de la ruina. Mi abuela, que no había ido a la escuela, porque entonces solo los chicos iban, había aprendido a leer y escribir con su padre, y no dejó que se quemasen. Los rescató.

Han pasado casi cincuenta años de aquel episodio. En esa casa tengo yo la única fotografía de mi bisabuelo, un hombre flaco, con bigote, que parece un africano de hoy, con una mirada espantada, los ojos muy abiertos ante la cámara. Cuando era niña miraba esos ojos y creaba toda una fantasía alrededor de él. Esa casa sigue hoy en pie, y es un lugar muy fuerte para mí. Todo el mundo de la familia continuó leyendo en casa, mi abuela nos transmitió el hábito de la lectura. Con ocho años yo leía en alta voz para las mujeres de la casa, libros adultos. Eso, en cierto modo, me creó la idea de que la literatura comportaba una tragedia: historias románticas con abandonos, traiciones, hijos que mataban a sus padres por la vergüenza de haber sido abandonados… Yo no quería crecer, todo lo que contaban esos libros me parecía brutal, y empecé a escribir historias que hacían lo contrario. Quería saber si el mundo tenía un sentido, si podía haber otra cosa. Recuerdo que había unas historias importadas de España en fascículos, que hablaban de niños que descubrían cavernas donde los niños encontraban los cadáveres de sus padres. Yo quería escribir sobre gente viva.

Lídia Jorge

Usted se casó con un oficial. La boda que cuenta en La costa de los murmullos, ¿fue la suya? 

La boda fue en Angola y luego pasamos a Mozambique, las dos se llamaban entonces provincias. Y sí, hay un toque autobiográfico en esa novela, situaciones que han sido vividas por mí, pero lo más autobiográfico son los sentimientos. Sobre todo, esa sensación que he conocido y sigo experimentando, según la cual la gente más pacífica, delante de un conflicto, puede cambiar completamente. Yo era muy joven cuando todo ocurrió, pero aprendí que uno transporta dentro de sí un animal que no conoce. Y que puede aparecer en cualquier momento, ante el peligro, la guerra, el miedo. Somos otras criaturas en según qué situaciones. He visto chicos que eran amables, poetas incluso, matemáticos como el personaje que cuento, que envueltos por un territorio de guerra, en un teatro de guerra, se volvían distintos. Lo comprendí mejor luego, cuando había estudiado Los Lusiadas. Me dijo mi profesor: vea como un poeta ama la guerra. Porque las páginas de guerra de Camões están muy bien hechas, se le nota que ama lo que cuenta. Para crear todo ese aparato literario hay que estar involucrado emocionalmente. Yo a mis catorce años no entendía eso, pero ocho años después fui testigo de ello en África.

¿Vivía allí en una burbuja, o tenía contacto con la población de Angola y Mozambique?

Yo tenía contacto particularmente, porque daba clases. Había muy pocos alumnos locales, nativos, pero los suficientes para que fuesen una ventana sobre lo que estaba ocurriendo. Recuerdo a un alumno que faltó casi una semana, y me dijo «La tropa portuguesa ha destruido mi pueblo, me he quedado sin familia». Eso nos daba un eco de lo que estaba pasando, porque había un gran secretismo. La idea de que no se podía contar la verdad, al contrario de lo que ocurría con Vietnam, que ha sido contemporáneo de nuestro conflicto. Allí había relatos, los muertos americanos legaban como héroes y eran sepultados en cementerios colectivos de Washington con honores. En Portugal ocurrió todo lo contrario, los muertos se enterraban a escondidas, no se quería contar. La televisión lo que hacía era crear películas falsas, los soldados negros de un lado, los blancos del otro, y simulaban una guerra entre ellos, pero era todo mentira. La gente moría en el campo de batalla, pero se decía que habían muerto por accidente de aviación. Yo tenía esas ventanas, alumnos y también amigos periodistas que estaban contra lo que estaba ocurriendo. Incluso a través de amigos de las Fuerzas Armadas yo conocía la verdad, sabía quiénes morían y cómo morían. Esa mirada es mi mirada.

¿Qué cree que perdió África cuando ganó la independencia de la metrópoli?

No, no perdió. Había un camino que debía ser hecho, más largo o más corto, pero ese cordón umbilical tenía que ser roto. Creo incluso que deberíamos haber salido antes. Yo era una estudiante universitaria, pero mi percepción era que un día más podía ser peor. Salimos muy tarde, muy tarde. Antes hubiera sido mejor para todos, también para Portugal: no se habría perdido a tanta gente. Pero la historia no se reescribe.

Lídia Jorge

¿Cree que inevitable el caos de aquellos días, la pérdida de vidas humanas?

En aquel momento, no. Yo no culpo a los gobiernos revolucionarios, porque he conocido la tensión del momento. Había una rabia acumulada, y tal vez era imposible hacerlo de otro modo. Cuando se dice que la de Portugal fue una salida ejemplar no es verdad, no hubo una ejemplaridad. Pero tampoco hicimos lo que los americanos acaban de hacer en Afganistán. Lo hicimos con más respeto, por los soldados y por la gente local. Los gobiernos revolucionarios han hablado con todas las partes en conflicto, pero sobre todo fue difícil el retorno de la gente que no traía nada consigo. Fue muy duro para ellos. Quedaron en un territorio muy complicado, la gente de Portugal decía de ellos: han sido esclavistas, colonialistas, que paguen. Del otro lado, hay aún rabia por ellos, es un dolor que no está aún sanado.

Y Portugal, ¿tiene su herida cerrada, o cree que, como todavía hoy en Francia, que todavía debe examinar su pasado colonial?

Todavía se está examinando, ahora mucho más, sobre todo cuando está llegando esa cultura woke. De la gente que había tenido una vida en calma, tranquila, ahora se cuentan cosas horribles. Mi interpretación no sé si es correcta, pero creo que ha habido una forma especial de colonialismo portugués. Hay una expresión acuñada por un general que escribió un libro importante de la época, que habla de un contraste entre la colonización portuguesa y la inglesa. La inglesa dijo a los nativos: levántate, pero no te aproximes. Los portugueses en cambio dijeron: no te levantes, pero aproxímate. Nuestra colonización ha sido de proximidad. Yo pienso, no sé qué dirá de ello la cultura woke, que los portugueses no han sido viciados culturalmente, pero se entienden con todos los pueblos en tres rectángulos: el de la mesa, el de la cama y el de la tumba. Nosotros físicamente sabemos compartir, pero la parte civilizacional, concreta, no la sabemos hacer. Somos un pueblo con gran facilidad para soñar, pero con una gran dificultad para la acción. Somos lentos para la construcción, para crear proyectos. Cuando es necesario, los hacemos, aunque demoremos mucho. Y eso ha pasado exactamente en la colonización.

Hoy queda por hacer un inventario de esa época. Todos los días se escriben páginas sobre lo que ocurrió. Los descendientes de los colonialistas están escribiendo, una periodista de veintisiete años [Catarina Demony] está ahora contando la historia de uno de sus abuelos que fue esclavista, entre Angola y Brasil. Y no fueron esclavistas solo los portugueses, fue todo un momento de la humanidad. Entiendo a quienes quieran hacerlo con rabia y a quienes buscan hacerlo con equilibro. El resentimiento es siempre algo profundo que atraviesa generaciones. La lucha contra el racismo, pienso, no está en el orden del día, sino que va a estar en el orden del siglo. Es necesario que la gente acredite que hoy no queremos olvidar el pasado, que somos otros y queremos justicia: pero va a ser difícil transmitir ese mensaje.

¿Ha quedado alguna literatura portuguesa de las colonias? ¿Lee a autores angoleños, mozambiqueños?

Ah, sí, yo diría que los más leídos hoy son escritores de lengua portuguesa que hablan de lo que ocurrió, de allá pero muy conectados con Portugal. Hablo de Mia Couto, de Pauline Chiziane, de Pepe Tela, de un chico angolano muy impresionante, José Agualusa. Está también Luís Cardoso que es de Timor… Es una cantidad inmensa de autores, y son muy populares. Me parece que hay un pasado que interesa a los lectores, sobre todo en la parte política: contar, como hace Agualusa, cómo el pueblo sigue sufriendo después de cuarenta años de independencia.

Por otro lado, me pregunto si como natural del Algarve hay conexión con el Algarve de ultramar. ¿Eso ha quedado totalmente en el olvido, o todavía hay cierto lazo con este antiguo territorio de ultramar, hoy vecino?

Bueno, nosotros tenemos una mitología muy fuerte con los descubrimientos. Pero con el Algarve marroquí, aunque ha habido relación, hoy hay muy poca. Hoy es una cuestión más bien voluntariosa, incluso en tiempos de mi abuelo había transportes, veleros. Hoy solo quedan pequeñas embarcaciones, no es lo mismo. Hay gente que intenta ahora crear la idea de que las tres culturas pasan por el Algarve, pero no se está haciendo de manera sistemática, son solo iniciativas. Creo que en Andalucía están más avanzados en ese sentido, porque la presencia también es más fuerte.

Algunas obras suyas se han llevado al cine. ¿Es usted cinéfila? ¿Está satisfecha con los resultados? 

Sí, claro. Yo tengo hasta ahora un filme sobre mi libro La costa de los murmullos, que me ha gustado muchísimo. Es un objeto diferente, pero me parece que no ha traicionado el libro. La parte que me interesaba más, que no era la parte realista, sino fantástica, mitológica, ha sido respetada. Aunque no sea lo mismo, estoy contenta con el resultado. Y ahora estoy muy ilusionada con un filme que se está rodando y saldrá en breve sobre El viento soplando contra las grúas. Está casi listo y me hace muy feliz, porque la persona que lo está dirigiendo lo está haciendo muy bien. Es una realizadora suiza llamada Jeanne Waltz. Luchó cinco años para hacer la película: eso quiere decir algo. Hubo un momento en que desistió incluso, pero fue una especie de milagro, porque tenía que presentar una nueva propuesta, y al final decidió presentar la misma… Y salió.

En estas películas, usted no quiere intervenir, ¿no?

Con la primera tuve una experiencia que me enseñó que mejor no tocar nada. Conocí la primera edición del guion, me pareció muy bien, se parecía mucho al libro, yo estaba satisfecha… Pero luego lo alteraron y no me lo mostraron. Cuando la vi en sala por primera vez, estaba desolada, me agarré a la silla pensando, ¿esto qué es? ¡Qué horror! Jamás volveré a meterme en algo que tiene unas claves tan distintas a la literatura. Para lo único que he vuelto a ayudar ha sido para escoger a uno de los actores: he dado mi opinión, pero sin querer que fuera definitiva.

Lídia Jorge

Europa está viviendo un fuerte empuje feminista. ¿Está Portugal enganchado a ese tren?

En Portugal las cosas son siempre templadas. Pilar del Río se pone nerviosa ante la pasividad portuguesa, pero es nuestra forma de ser, lo hacemos todo de una forma no agresiva. Se está haciendo un camino, el nuestro, porque comprendo que la parte machista portuguesa es muy profunda. Conocemos por el pasado que allí un enfrentamiento claro, frontal, provoca rechazo. No sé si es algo cerebral, pero me parece intuitivo. Lo mejor es crear el clima poco a poco. Y es verdad que las mujeres, aunque no tienen un espacio público tan grande como los hombres, cada vez están más en todas partes: políticas, periodistas, pilotas… Siento una gran alegría, porque si la gente permite que una mujer lleve un Boeing transatlántico, es que algo va a cambiar. Y desde los años ochenta existen las juezas, que cuando las vi por primera vez pensé: «Es lo mejor que nos podía ocurrir, este sí es un paso importante». Y en el pasado tenemos también un gran triunfo, la publicación en el 73 de las Nuevas cartas portuguesas de las tres marías [Maria Isabel BarrenoMaria Teresa Horta Y Maria Velho Da Costa], y que es el libro simbólico de las mujeres portuguesas, la defensa del lenguaje libre femenino. Eso nos ha dado la llave, hemos heredado una puerta abierta. Y por ella pasan hoy las chicas que aprenden a leer.

Y a las mujeres, ¿se las está leyendo más? Dulce Maria Cardoso, Ana Luisa Amaral en poesía, usted… ¿Hay una generación que se está imponiendo en el canon portugués?

Claro. Dulce Maria y Ana Luisa Amaral, como Djaimilia Pereira, o Elia Correa, de quien he hablado en Formentor, son mujeres importantes. Y Teolinda Gersão, y otra grande como es Luisa Costa Gomes… Hay mujeres que escriben como Elvira Lindo, como Patricia Reis o Ines Pedrosa, son muy importantes porque, aunque no tengan el respaldo de las otras, son escritoras del mundo interior. Tiene una respuesta diferente a las cosas, a ellas no les interesa tanto esa cuestión de la portugalidad, de la europeización, sino los comportamientos sociales, la soledad de la gente, las vergüenzas que no son transparentes… Desde el punto de vista periodístico no es quizá tan llamativo como otras cosas, pero tienen muchos lectores interesados en ellas.

También está creciendo la ultraderecha en todo el continente. ¿Por qué se ha salvado Portugal hasta ahora?

¡No se salva, ya ha llegado! Pensábamos que nos libraríamos, pero ahora somos muy europeos y universales en ese sentido… La situación está horrible, la extrema derecha tiene de momento un parlamentario, pero va a tener muchos. Y buena parte de la culpa la tienen los medios, porque si el señor de extrema derecha bebe un vaso de agua, es primera plana del periódico. Van detrás de sus zapatos viendo dónde dejan cada huella, es horrible. Todo lo que dice es amplificado. Hasta la gente de izquierda se siente atraída por algo que piensa que es monstruoso. Hay un síndrome que aún no tiene nombre, como el síndrome de Estocolmo, que ama lo prisionero, pero aquí lo que se ama está fuera, y está entrando. Como si uno fuera una mariposa alrededor de la luz, queremos entrar en la lámpara para morir. Es inexplicable esa atracción por algo que es horrible, que está fuera de la Constitución, que destruye la convivencia. Y lo más grave para mí es que está contaminando toda la derecha. De momento tenemos solo un único representante, como digo, pero ese solo hace tanto mal que no comprendo la fuerza que tiene, es demoníaca. Y la derecha no está haciendo realmente una oposición, porque está queriendo ganar el espacio del electorado. Escoge a los más tontos para que se parezcan a los candidatos de extrema derecha.

Por momentos me parece que esté hablando de España, pero sigamos. Usted, con otros como José Luís Peixoto, ha participado de una literatura neorrural que también está de moda en España. ¿Por qué ese regreso o huida al campo, antes incluso de la pandemia?

Los escritores aman los desiertos [risas]. El desierto significa sufrimiento, desarrollo en el peor sentido, abandono de lo mejor que se tiene, pero provoca una especie de nostalgia que nos viene, porque es equilibrada. Ahora en Portugal no es solo la cuestión de abandono de las tierras, sino que con la pandemia la gente ha descubierto eso que los poetas contaban. Lo más importante es que los poetas hablan de un tiempo lento, íntimo, psicológico, una subjetividad humana de la mirada, de la realidad alrededor. Los hombres tienen dos ojos que miran hacia delante, pero la subjetividad nos ayuda a tener ojos alrededor de la cabeza. Eso la modernidad lo pierde, sobre todo a partir del mundo digital. Es una mirada hacia una pantalla, no de trescientos sesenta grados.

Por algo se dice que los poetas traen el tercer ojo en la frente, con una mirada circular. Siempre están hablando de esa mirada. Ahora la gente dice: «Fui al campo y vi la vida de otra manera». Y yo respondo: llega muy tarde, ¿no ha leído a los poetas? Recientemente he leído a dos españoles que me han tocado muchísimo: Julio Llamazares con Primavera extremeña, un libro escrito rápidamente, en la pandemia, como una especie de la diario, pero muy interesante, porque es un redescubrimiento del campo. Y Enrique Andrés Ruiz, que ha escrito un libro soberbio, titulado Los montes antiguos. Estoy completamente enamorada de lo que cuenta, lo que ocurre alrededor de Soria. Es como el mundo de los sudamericanos de los 80, pero aquí es una voz que se levanta de un modo muy particular.  

Lídia Jorge

Saramago, ¿es una sombra demasiado alargada para los escritores portugueses?

No, no es una sombra. Primero, no me parece que la gente quiera imitarlo, al contrario, la gente quiere imitar a Lobo Antunes, porque es más fácil esa música, funciona. Pero Saramago es más complejo, crea fábulas, y eso es mucho más difícil. Y eso, paradójicamente, libera a la gente, libera a los jóvenes, porque si quieres seguir su ejemplo, tienes que crear tu propio mundo. Es más desafiante desde ese punto de vista. Y luego porque su historia es muy portuguesa, porque empezó de la nada, es una persona que salió del suelo. Eso es maravilloso para los portugueses, que tienen una vida difícil por lo general. Es estimulante: una historia de éxito que ha cambiado el respeto por la literatura de Portugal. Antes, los portugueses decían tranquilamente: no me interesa la literatura. Después de Saramago han cambiado, te pueden decir que lo lamentan, pero no leen mucho. Es un país de fútbol, como España, y todos los héroes venían de ahí. Ahora tenemos héroes en el mundo de la literatura, de la ciencia, del cine, de la pintura, de la arquitectura, muchos… Tenemos un ministro que ha creado ese cambio. No teníamos nada, y de un momento a otro hay intelectuales, mujeres maravillosas, de todo. Cuando en el 98 Saramago ganó el Nobel, todo era fútbol. Por primera vez alguien en Portugal hacía algo distinto a meter goles. Los portugueses tenemos un gran complejo de inferioridad, necesitamos héroes, ¡y uno de los nuestros recibía un premio en Suecia!

Suelo preguntar a los escritores portugueses si Pilar del Río ha hecho más por el país que el Instituto Camoes. ¿Usted qué me dice?

[Risas] Diría que es el brazo director del Instituto Camoes. Verla es ya una inspiración. Ante nosotros, que somos lentos y tímidos, ver a Pilar, que dice lo que piensa, que llama a quien sea de madrugada… No hay espacio entre pensar y actuar. Ella desarrolla el imaginario que es la prolongación de mi abuela, mi abuela era así, una mujer de acción. A las cinco de la mañana se levantaba e iba a sacar agua para la mula, para el burrito… Yo estaba en la cama y veía el balde, el ruido de la fuente, y pensaba «es mi abuela». Es otra raza de mujeres. Pilar no necesita nada. La veo y siento que yo debería hacer más.

Como Obélix, que cayó en la marmita al nacer…

Pilar es igual.

¿Alguna vez ha participado del sueño panibérico de Pessoa y Saramago?

No, no participo. Conozco bien a los portugueses y creo que una unión de España y Portugal sería peligrosa para todos. Pienso que sería mejor así, España es un país fantástico y Portugal también, si volviera unos siglos atrás, cuando Felipe II se fue a Portugal e hiciera de Lisboa la capital, el destino de la península ibérica habría sido otro. Pero infelizmente pasó. Hoy la competición positiva entre los dos me parece mejor. Es un sueño también de Arturo Pérez-Reverte, y cuando lo escucho tiemblo de miedo, me espanta. Rosa Montero me decía también «sería un país fantástico, los dos juntos». No, que se quede así, la unión sería crear una nueva Cataluña. Es mejor pensar que estamos en Europa, y que Europa sea un espacio fuerte en el que nos entendamos todos. Portugal siempre recelaría del centralismo español, y tiene argumentos que los justifican. Por ejemplo, por qué no celebran los dos países en conjunto la circunnavegación. Hay por parte de España un no reconocimiento del papel de Portugal en ese acontecimiento, y al final pierden todos. Deberíamos rechazar esa dualidad, que no existe por ejemplo con las redes de ciudades que se entienden entre sí.

Cuando recibió el premio FIL de Guadalajara, ¿sintió que el reconocimiento venía de un mundo cultural lejano, o próximo? ¿Qué es la América hispana para una portuguesa?

Tal vez para algunos portugueses mi premio haya sido también un motivo de orgullo… A través de la literatura me siento muy cercana a ese mundo, a finales de los 70 y los 80 leí mucho a los escritores hispanoamericanos, y además tengo familia argentina. Pero la verdad es que ha sido una sorpresa. Me ha dado una gran felicidad. Creo que soy la número veinte, y mirando la lista he sentido una gran alegría. Todo lo que deseo es que, en el futuro, cuando alguien vea esa lista, piense que tengo algo que aportar.

Lídia Jorge

[Fotos: Ángel L. Fernández – fuente: http://www.jotdown.es]

Grâce au visa spécial nomades numériques qu’elle se prépare à lancer, l’Argentine espère séduire 22 000 travailleurs à distance d’ici 2023. En attendant, la ville de Buenos Aires fait campagne sur “le taux de change le plus avantageux” d’Amérique du Sud.

Pour compenser l’absence des touristes, Buenos Aires suggère aux nomades numériques de profiter durant plusieurs mois du taux de change du peso.

Au Don Julio, l’un des restaurants les plus prestigieux de Buenos Aires, classé 13e meilleur restaurant du monde, un plat de viande ne coûte que 3 950 pesos, soit environ 18 dollars (ou 16 euros) selon l’actuel taux de change non officiel du peso, la monnaie argentine. Et dans les cafés les plus chics de la capitale, le petit crème est à 220 pesos, soit 1 dollar.

Le taux de change “particulièrement avantageux” du peso est l’argument choc choisi par la ville de Buenos Aires pour tenter de convaincre les travailleurs à distance de venir dépenser leurs devises en Argentine, rapporte Bloomberg Businessweek :

Une campagne marketing lancée la ville pour attirer les travailleurs à distance payés en dollars, en livres sterling ou dans d’autres devises affirme que l’Argentine a ‘le taux de change le plus compétitif de la région’ ‘Buenos Aires une ville très bon marché !’ Le message évoque le futur visa d’un an réservé aux nomades numériques, ainsi que les avantages de Buenos Aires – le climat agréable, les boulevards arborés, la gastronomie et le bon niveau de sécurité comparé à celui des autres villes d’Amérique latine.”

El 51% de les aplicacions més descarregades a Espanya a les principals botigues digitals per a telèfons intel·ligents, la Play Store i l’Apple Store, no incorporen el català com a llengua disponible. Així ho corrobora un estudi elaborat per la Fundació .cat en el marc de l’Observatori .cat 2021, després de comprovar una a una les opcions idiomàtiques de les 118 apps més baixades.

Entre les diverses categories d’aplicacions que la Fundació .cat ha consultat, les aplicacions de missatgeria i videotrucades són les que més aposten del català, ja que dels 13 programes analitzats, només dos (Wechat i Zoom Cloud Meetings) no ofereixen la llengua. L’altra nota positiva de l’estudi són les apps de mitjans de comunicació: 16 de les 25 aplicacions més descarregades, un 64%, inclouen el català. En aquest sentit, la gran majoria de diaris, ràdios, televisions i digitals que compten amb una versió catalana ofereixen l’idioma també a la seva aplicació, però hi ha dues grans excepcions: La Vanguardia i RTVE Play.

L’àmbit més negatiu el trobem al software dedicat a l’entreteniment, especialment en les categories de jocs i música i cinema. Pel que fa a la primera, Apalabrados i Preguntados són els únics videojocs per a mòbils que compten amb una versió en català d’entre els 14 més descarregats a l’Estat espanyol, ja que ni Among Us, ni Candy Crush Saga, ni Clash Royale, per mencionar-ne alguns, estan traduïts. En l’àmbit audiovisual, només Apple TV i Filmincat es troben en la nostra llengua, mentre que les principals plataformes per streaming del sector, com Spotify, Netflix, Amazon Prime Video o Movistar+ no disposen de versió en català.

Les xarxes socials, a mitges

La categoria de xarxes socials és una de les que més divergència presenta. Grans exponents del sector, com Facebook, Twitter o YouTube, sí que es troben disponibles en català, de la mateixa manera que Flickr i Tinder, però, en canvi, xarxes de la talla de TikTok, LinkedIn o Twitch no inclouen la llengua. És notori el cas d’Instagram, una aplicació gestionada per Meta, però que a diferència de WhatsApp i Facebook, no pot ser emprada en català.

Sobre la resta de categories, el 60% de les aplicacions dedicades al transport més populars disposen de versió catalana, tot i que en l’àmbit del repartiment a domicili, només Glovo compleix amb aquesta condició. Pel que respecta a les apps de la secció de proveïment i llar (majoritàriament, supermercats i comerç electrònic), la meitat inclouen la llengua, amb excepcions notòries com Amazon Shopping, Aliexpress, Wallapop o Leroy Merlin. Finalment, el 47% de les aplicacions de viatges estan en català, com són els casos d’Airbnb, Booking o Vueling.

 

[Font: http://www.racocatala.cat]

En un contexto digital en el que las redes sociales generan el retrato del mundo, la vulnerabilidad económica sigue siendo relegada –en ocasiones, de forma intencionada– a un plano invisible. Como si la realidad de hoy fuese la que dibujó Julio Cortázar hace 70 años: una sociedad que se lamenta de la pobreza, pero huye de ella.

TikTok

Escrito por Mauricio Hdez. Cervantes

El mundo tiene dos maneras de mostrarse: como uno imagina que es; y como lo es en realidad. Respecto a la primera opción, en tiempos de una revolución digital ya plenamente asentada, Instagram (con 1.386 millones de usuarios, la cuarta red social más grande después de Facebook, Youtube y Whatsapp) y, especialmente, TikTok son las herramientas más potentes para hacerlo. En cuanto a la segunda, basta con salir a la calle, buscar un nuevo empleo o mirar algunas cifras duras –como los 800.000 nuevos pobres que, según Oxfam Intermón, ha dejado la pandemia en España–.

La situación es aún peor en otros países como México, donde la cifra oficial de personas que cayeron bajo el umbral de la pobreza en los últimos tres años roza los 10 millones. ¿Y en Venezuela? Allí la realidad superó incluso a la ficción hace tiempo: el salario mínimo de los venezolanos es de 98 céntimos al mes. Aunque hay que tener en cuenta que sus datos, marcados por la opacidad, siempre aluden a estimaciones, por lo que queda un margen inexistente para pronósticos optimistas.

A pesar del contexto socioeconómico, las redes sociales aportan una realidad completamente (y aparentemente) distinta que lleva a ignorar, como norma, la vulnerabilidad. La filósofa Adela Cortina ya le dio nombre a ese fenómeno: aporofobia. Rechazo a la pobreza, a la marginalidad. Acuñado hace más de 20 años, no fue hasta 2017 cuando la Fundeu lo consideró como un neologismo válido y la distinguió como ‘palabra del año’. A propósito de su impacto social, Cortina hablaba de la aporofobia como «un auténtico delito contra la dignidad humana», y, en especial, «contra aquellas personas que viven en la fragilidad más extrema».

Un fenómeno de criminalización de las personas más indefensas del sistema económico que ha sido una constante histórica, si bien ahora recrudecida digitalmente por el contexto en el que nacieron las redes sociales: de acuerdo con un estudio de la Royal Society of Public Health, ya en 2017, Instagram se consideraba nociva para la salud mental de los jóvenes, pues la tendencia de los cuerpos idealizados en atuendos a la moda, luciendo vidas perfectas, y, en esencia, exhibiendo ‘postales’ idílicas lo más alejado posible de la realidad demostró disparar la ansiedad y la depresión. Algo no muy distinto sucede hoy con TikTok, que ha sido testigo de un crecimiento meteórico. Y es que, según la plataforma Empantallados y GAD3, ocho de cada diez padres reconoció que para sus hijos era imprescindible estar en las redes sociales para sentirse integrados. Aceptados por la sociedad en virtud de la moda, los viajes, las experiencias.

¿Dónde quedan entonces los que no pueden comprar un smartphone o no cuentan con recursos económicos para cumplir con esas exigencias de vida? La respuesta es sencilla: en la exclusión. Precisamente TikTok saltó a la polémica el año pasado cuando el medio The Intercept consiguió acceder a las normas internas de la empresa china que solicitaban a los moderadores de la plataforma penalizar a usuarios considerados «pobres, gordos, feos o que mostraran alguna discapacidad».

Más concretamente, la compañía obligaba a los algoritmos a omitir vídeos donde se visualizaran «decoraciones poco respetables, grietas en paredes, pobreza rural y barriadas» para evitar que aparecieran en la página de inicio de la app. Así, los periodistas responsables de la investigación concluían que «los documentos revelan que se necesita muy poco para ser excluido para atender al objetivo principal de la plataforma: atraer nuevos usuarios». Como argumento, los documentos defendían, textualmente, que «si la apariencia del protagonista del vídeo o el entorno en el que se graba no es buena, el contenido es mucho menos atractivo y no puede mostrarse a los nuevos usuarios». En tiempos en los que la monetización de contenido digital a través de las visualizaciones se presenta como una pata relevante del sistema económico, estas normas no solo alejan a aquellos con menos recursos del acceso del contenido mundial de la aplicación, sino que les priva de la oportunidad de incrementar sus ingresos y mejorar su situación. Y contribuyen a alimentar esa realidad idealizada que omite la pobreza. 

La aporofobia desde la ficción cortazariana

Mucho antes de que Adela Cortina tratara la cuestión de la otredad y la digitalización llevara a TikTok a esta moderación de la pobreza; sociólogos, economistas y periodistas ya habían tratado de encontrar el motivo de esta problemática. Ryszard Kapuściński, por ejemplo, escribió sobre ello en su libro Encuentro con el otro, donde relata que no han sido pocas las comunidades que han optado por confrontar y conquistar al considerado ‘diferente’ antes que apostar por la cooperación y el desarrollo conjunto. Menciona, además, que el mundo –el físico– está plagado de monumentos y vestigios arqueológicos que representan el rechazo al ‘otro’, lo que alimenta la memoria colectiva e inconsciente de las sociedades.

También el escritor argentino Julio Cortázar lo abordó hace 70 años con Casa tomada, en su legendario Bestiario (1951), un relato que pone el miedo al ‘otro’ como protagonista narrando la angustia de una pareja de hermanos de la antigua aristocracia bonaerense al sentir que alguien ha irrumpido en su mansión porteña (heredada de sus bisabuelos). El narrador, cuyo nombre jamás es revelado, e Irene, su hermana, comienzan una fuga interior, como si estuviesen siendo perseguidos o amenazados, puertas adentro de la casa –y de sus vidas– ante el temor de que alguien haya entrado a despojarles por la fuerza de sus gustos, de su presente y de su pasado.

Una de las formas más comunes de interpretar ese relato –considerado como el ‘clásico de clásicos’ por la crítica literaria– es desde el contexto de la problemática social de la Argentina de mediados del siglo XX. La hipótesis Sebreli (atribuida al sociólogo, filósofo, y crítico literario, Juan José Sebreli) es una de las más populares y establece la casa como una analogía de la Argentina misma y a los ‘ocupantes’ (spoiler: jamás se conoce ni sus identidades, ni sus motivos) en representación de los sectores más pobres, aquellos que –a ojos de muchos– vienen a quedarse con lo que ya está tomado. Una representación de la confrontación social y política que sigue vigente en la actualidad del país y que, en el contexto de cada nación, puede extrapolarse a otros.

«Antes de alejarnos tuve lástima, cerré bien la puerta de entrada y tiré la llave a la alcantarilla. No fuese que a algún pobre diablo se le ocurriera robar y se metiera en la casa, a esa hora y con la casa tomada», cierra este relato de Cortázar. Una ficción convertida en realidad en la que no solo se siente lástima de la pobreza, sino que se le da la espalda y se huye de ella.

 

[Fuente: http://www.ethic.es]

Graffiti d’une caméra de surveillance. Publié et étiqueté pour réutilisation sur Pixabay.

 

Écrit par Syeda Iqraa Bukhari  – traduit par Tommy MOUR

[Sauf mention contraire, tous les liens renvoient vers des supports en anglais, ndt]

Cet article fait partie d’UPROAR [1], une initiative de Small Media qui exhorte les gouvernements à relever les défis des droits numériques lors de l’Examen périodique universel (EPU) [2] [fr].

Si le Printemps Arabe a mis en évidence un phénomène à propos de l’émergence du numérique, du cyberactivisme et de la démocratisation, c’est que la vague de soulèvement qui a ébranlé le Moyen-Orient début 2011 a fini victime du même facteur qui lui avait initialement servi de catalyseur : la technologie [3].

Ce phénomène est apparu au Liban, où pèsent aujourd’hui d’importantes menaces technologiques sur les libertés des citoyens et citoyennes. De plus, les atteintes à la vie privée sont omniprésentes et souvent menées sans contrôle judiciaire adéquat.

Les tensions entre les citoyens et le gouvernement se sont intensifiées pendant les manifestations libanaises de 2019-2021 [4] [fr], quand des manifestants qui avaient été arrêtés ont mis en évidence [4] [fr] le problème des agences de sécurité qui saisissent les téléphones des manifestants en exigeant les mots de passe pour les déverrouiller. Bien que certains perçoivent le mouvement de protestation comme s’opposant à l’austérité, le large éventail de réclamations tend vers un objectif révolutionnaire consistant à redéfinir le système politique sectaire libanais rongé par le clientélisme, la partialité, la duplicité, l’incompétence, etc. Les revendications portent non seulement sur les droits des femmes, la stabilité économique, la création d’emplois et de services publics, mais aussi sur les libertés numériques, à l’instar de « Je veux tweeter sans être arrêté [5] ».

Les agences de sécurité libanaises sont aussi connues pour leur utilisation d’espiogiciels invasifs. En 2018, Lookout et Electronic Frontier Foundation (EFF) ont publié un rapport [6] commun révélant l’existence de « centaines de gigabits de données exfiltrées », violant ainsi le plus élémentaire droit à la vie privée des citoyens libanais. L’allégation la plus choquante était sans doute l’affirmation selon laquelle la campagne globale de cyberespionnage appelée « Dark Caracal [7] », une menace persistante avancé (APT [8]) déployée à l’échelle mondiale ayant ciblé vingt-et-un pays depuis 2012 [8], aurait été « administrée depuis un immeuble de Beyrouth appartenant à la Sûreté générale libanaise ». Les groupes APT [9] sont des organisations qui mènent, « par cyberespionnage ou cybersabotage, des attaques contre les actifs informationnels relatifs à la sécurité nationale ou envers l’importance stratégique et économique », s’en prenant également aux grosses entreprises. Elles ont généralement recours à de nombreux mécanismes pour extraire d’importantes données ou informations sur des crimes en col blanc, comme l’acquisition de rançon ou le cybervandalisme.

De par sa nature de proxy [10] consumériste, le logiciel espion, qui a infecté plus de vingt états [11] et catalyseurs externes (non gouvernementaux), a été qualifié de « surveillance gouvernementale en tant que service payant [11] ». Il a été avancé que Dark Caracal, en usant de simples programmes de hacking et de vieilles méthodes de phishing [12], a pu accéder à des échanges entièrement cryptés sur des réseaux sociaux, dont WhatsApp.

Certains affirment que les technologies de surveillance empêchent les crimes et aident à maintenir l’ordre et la discipline de base, y compris dans des domaines comme l’éducation [13]. Des militants des droits humains prétendent [14] cependant que le programme de surveillance a été utilisé pour cibler des milliers de personnes, y compris des activistes et des journalistes.

Le directeur général de la Sûreté générale libanaise (GDGS), Abbas Ibrahim, réputé être « les yeux et les oreilles de l’État libanais [15] » a émis un communiqué [16] réfutant le rapport de l’EFF, déclarant [17] que « la Sûreté générale n’a pas ces capacités. Nous aurions bien aimé les avoir ».

Les groupes de défense des droits ont également documenté [10] l’utilisation du logiciel espion FinFisher [18] par la Sûreté générale. Il permet de mettre sur écoute divers réseaux sociaux, comme WhatsApp, Viber ou Skype, et d’accéder à des informations privées : localisation, mots de passe, historique des appels, messages, fichiers, photos, vidéos, agenda, et.

Que dit la loi libanaise ?

Les aspects légaux de régulation de la surveillance sont en soi un casse-tête et ont été interprétées de différentes manières. La Loi relative à l’interception des télécommunications du 27 décembre 1999, connue généralement comme la Loi 140/1999 [19], défend la vie privée des citoyens libanais, excepté en situations d’urgence, comme lors d’activités criminelles. L’article 14 [20] de la Constitution libanaise [21] déclare que « le domicile est inviolable. Nul ne peut y pénétrer hors circonstances et manières prévues par la loi ».

Quand bien même, il ne doit pas être pris pour acquis que « le domicile » soit une entité séparée de la présence intangible et privée d’un citoyen sur ses appareils électroniques. Ces deux domaines n’ont pas encore été liés, ou distingués l’un de l’autre, aux yeux de la législation libanaise. Pour de nombreuses personnes dépendant de leur téléphone dans un pays où la majorité de la population utilise [22] internet, le monde numérique est, de fait, une sorte de domicile. La protection légale de la vie privée devrait être étendue pour inclure plus que le simple « domicile », englobant les appareils électroniques et les communications en ligne.

Selon l’article 14, une « ordonnance judiciaire ou administrative [23] » doit être décrétée pour autoriser la surveillance de communications. Cette règle est inefficace pour surveiller et rendre responsable les agences de renseignement, car elles sont directement sous l’autorité du ministère de l’Intérieur, qui possède également l’habilitation pour autoriser les interceptions.

L’article 9 de la Loi 140/1999 décrète que le feu vert administratif peut être donné par les ministres de l’Intérieur ou de la Défense, après que le Premier ministre a ratifié l’acte et la forme de l’interception. Ce genre d’enquête, qui ne doit pas excéder une période de deux mois, ne peut être autorisée qu’en cas de circonstances exceptionnelles, comme la lutte le terrorisme, le crime organisé ou les menaces contre la sécurité de l’État [23]. Cependant, il existe un vide juridique selon lequel chacun de ces crimes peut facilement être associé aux activistes ou aux dissidents.

Pendant ce temps, militants et citoyens ordinaires peuvent essayer de protéger leur vie privée en ligne en téléchargeant des programmes de sécurité numérique, comme Detekt [24] [fr], et en reportant les anomalies aux autorités. Bien évidemment, cette dénonciation est inutile si les autorités elles-mêmes sont impliquées dans la surveillance extrajudiciaire et la violation de vie privée.

Historiquement, le Liban a maintenu sa réputation de pays plus libéral [25] que d’autres nations arabes. Dans ce qui semble être une vague d’efforts fournies par les agences gouvernementales aux prises avec (ou refusant) la vie privée numérique, l’ingérence dans les droits humains en ligne est une préoccupation.

Les lois dépassées devront être amendées, ou de nouvelles lois créées, afin de sécuriser pleinement les droits numériques en limitant les violations de la vie privée des citoyens et en autorisant une supervision solide et indépendante des pratiques de surveillance. C’est seulement à ces conditions que l’intimité, la liberté et la sécurité numériques authentiques des citoyens seront assurées.

Article publié sur Global Voices en Français: https://fr.globalvoices.org

URL de l’article : https://fr.globalvoices.org/2021/12/23/269116/

URLs dans ce post :

[1] UPROAR: https://uproar.fyi/

[2] Examen périodique universel (EPU): https://www.ohchr.org/FR/hrbodies/upr/pages/uprmain.aspx

[3] la technologie: https://www.wired.com/2016/01/social-media-made-the-arab-spring-but-couldnt-save-it/

[4] manifestations libanaises de 2019-2021: https://fr.globalvoices.org/2020/05/04/248561/

[5] Je veux tweeter sans être arrêté: https://www.opendemocracy.net/en/north-africa-west-asia/lebanons-october-revolution-end-civil-war/

[6] rapport: https://info.lookout.com/rs/051-ESQ-475/images/Lookout_Dark-Caracal_srr_20180118_us_v.1.0.pdf

[7] Dark Caracal: https://www.bbc.com/news/technology-42746772

[8] APT: https://www.techrepublic.com/article/dark-caracal-hacking-group-has-stolen-hundreds-of-gigabytes-of-data-from-21-countries/

[9] Les groupes APT: https://www.varonis.com/blog/apt-groups/

[10] proxy: https://citizenlab.ca/2015/10/mapping-finfishers-continuing-proliferation/

[11] vingt états: https://www.theatlantic.com/technology/archive/2018/01/lebanon-hacking-subscription/551009/

[12] phishing: https://www.the-parallax.com/dark-caracal-android-spyware-apps/

[13] éducation: https://www.the961.com/surveillance-cameras-will-now-monitor-the-official-exams-in-lebanon/

[14] militants des droits humains prétendent: https://www.hrw.org/news/2018/01/24/lebanon-investigate-large-scale-surveillance-reports

[15] les yeux et les oreilles de l’État libanais: https://english.aawsat.com/home/article/1019646/abbas-ibrahim-%E2%80%A6-eyes-and-ears-lebanese-state

[16] communiqué: https://www.nytimes.com/2018/01/18/technology/lebanese-intelligence-spy-android-phones.html

[17] déclarant: https://www.nytimes.com/2018/01/18/technology/lebanese-intelligence-spy-android-phones.html?searchResultPosition=3

[18] FinFisher: https://www.kaspersky.com/blog/finspy-commercial-spyware/27606/

[19] Loi 140/1999: https://privacyinternational.org/state-privacy/1081/state-privacy-lebanon#commssurveillance

[20] L’article 14: https://privacyinternational.org/sites/default/files/2018-02/Lebanon_UPR_23rd_session_Joint_Stakeholder_submission_0.pdf

[21] Constitution libanaise: https://www.wipo.int/edocs/lexdocs/laws/en/lb/lb018en.pdf

[22] utilise: https://data.worldbank.org/indicator/IT.NET.USER.ZS?locations=LB

[23] ordonnance judiciaire ou administrative: https://smex.org/wp-content/uploads/2018/02/State_of_Privacy_01_18.pdf?utm_source=Social+Media+Exchange+%28SMEX%29+Newsletter&utm_campaign=8e716d5397-EMAIL_CAMPAIGN_2018_02_22&utm_medium=email&utm_term=0_de3253d538-8e716d5397-77182847

[24] Detekt: https://www.amnesty.org/fr/latest/news/2014/11/new-tool-spy-victims-detect-government-surveillance/

[25] plus libéral: https://www.bbc.com/news/av/world-middle-east-49294065

 

Son expedientes, imaxes e libros da Xefatura Provincial do Movemento, a Sección Feminina e o Patronato de Protección á Muller, así como bens incautados a entidades e persoas asasinadas en Redondela.

Asasinados na Illa de San Simón no réxime franquista.

A divulgación e posta a disposición de documentación sobre a ditadura franquista por parte da Deputación de Pontevedra continúa a avanzar. Desta volta, e cun orzamento que supera os 10.000 euros, o departamento de Memoria Histórica de Pontevedra vén de contratar a dixitalización e catalogación de expedientes e fondos relacionados coa Xefatura Provincial do Movemento (XMP), a Sección Femenina e o Patronato de Protección á muller, ou a incautación de bens a persoas asasinadas e entidades do Concello de Redondela.

Así, e segundo explica a deputada de Memoria Histórica María Ortega, estes tres proxectos permitirán ás persoas dedicadas á investigación afondar no estudo da represión franquista, nomeadamente na publicidade do réxime a través da mestura entre actos da XPM e da Deputación; na represión económica contra as mulleres. “Basicamente o obxectivo é facilitar a realización de estudos sobre o funcionamento da ditadura, poñendo a disposición a maior documentación posíbel., e que as persoas interesadas non teñan que acudir aos arquivos, que o poidan facer desde casa a través do ATOPO”, subliña.

Ademais, a Deputación de Pontevedra comeza agora a dixitalizar e subir ao programa un cento de tomos que o propio gabinete da XPM elaborou coas novas que sobre esas actividades recollidas naquelas imaxes e publicou a prensa no seu momento, axudando polo tanto a contextualizalas. Os 55 primeiros tomos 55 recollen novas da XPM entre 1956 e 1961 e os outros 45 da propia Deputación entre 1963 e 1972, cun total dunhas 13.000 imaxes.

Doutra banda, e en continuidade co estudo da represión económica que xa centrou as ‘III Xornadas Contra a Impunidade’ celebradas no mes de novembro, vense de contratar a dixitalización de 48 expedientes do Concello de Redondela (ao que pertence a Illa de San Simón) sobre incautacións de bens a persoas e entidades, que agora poderán ser consultados desde calquera ordenador. Trátase, segundo destacan de expedientes de grande importancia e interese, tales como a incautación de bens ás sociedades de agricultores de O Viso, Chapela, Cesantes ou Ventosela, a IR de Redondela, á agrupación galeguista, ou á Casa do Pobo do mesmo municipio. Tamén a persoas asasinadas como Emilia Cabaleiro Amoedo e o seu fillo Antonio (asasinados por solidarizarse con persoas fuxidas) ou Emilio Martínez Garrido, alcalde de Vigo fusilado en Pereiró.

Finalmente, e como paso previo á dixitalización, a Deputación procedeu tamén a sacar a concurso o inventariado dos fondos que o Arquivo Provincial -dependente do Estado- tiña sobre dous organismos fundamentais para estudar a represión feminina na provincia, especialmente no tardofranquismo: a Sección Femenina e o Patronato de Protección á muller.

En total vanse inventariar 123 caixas e 53 libros, para que calquera persoa interesada nesta temática saiba, grazas á web ATOPO da Deputación, que documentación existe. Así mesmo, este paso é o primeiro chanzo para poder dixitalizar os fondos que resulten de maior interese.

 

[Fonte: http://www.galiciaconfidencial.gal]

 

 

Classe gramatical:  adj.2g.
Definição: Que foi criado originalmente em meio eletrônico (diz-se de documento, contrato, diploma, publicação, material, conteúdo, etc.). [Também ocorrem as formas natidigital e nado-digital.]
Exemplos de uso:

“Art. 2 º Para o disposto neste Decreto, consideram-se as seguintes definições: I – documento – unidade de registro de informações, independentemente do formato, do suporte ou da natureza; II – documento digital – informação registrada, codificada em dígitos binários, acessível e interpretável por meio de sistema computacional, podendo ser: a) documento nato-digital – documento criado originariamente em meio eletrônico; ou b) documento digitalizado – documento obtido a partir da conversão de um documento não digital, gerando uma fiel representação em código digital; e III – processo administrativo eletrônico – aquele em que os atos processuais são registrados e disponibilizados em meio eletrônico.”1

“O interessado poderá protocolar: 1. Documento nato-digital: é documento assinado com certificado digital emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Pública – ICP-Brasil. Neste caso, o documento é considerado original para todos os efeitos legais. Utilize o assinador da ANEEL, disponível em www.aneel.gov.br/processo-eletronico, opção ‘Assinador de Documentos Digitais’ para assinar o documento no formato estabelecido: padrão CADES, com o conteúdo anexado, extensão ‘.p7s’. 2. Documento digitalizado: Cópia simples obtida a partir do processo de digitalização.”2

“1. Podem ser protocolados documentos nato-digitais e digitalizados, com limite de 20MB. 2. O documento nato-digital deve ser assinado com certificado digital na extensão pdf.p7s (utilize o assinador de documentos digitais da ANEEL). Esse documento é considerado original para todos os efeitos legais. 3. O documento digitalizado (cópia) deve ter a extensão .pdf (consulte as orientações para digitalização de documentos).”3

“Foi publicada hoje (5/1) no DOU, pela Receita Federal do Brasil, a Solução de Consulta n.º 165, de 28 de dezembro de 2020, que trata sobre a emissão de fatura comercial. De acordo com a RFB, desde que observados os requisitos contidos na legislação relativa à certificação digital, que permitam garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica do documento, é possível a emissão de fatura comercial em formato nato-digital pelo representante do exportador residente no país (legalmente constituído e habilitado pelo exportador).”4

“Para uma melhor compreensão da nova função da Ciência Diplomática, decidimos especificar que se trata de uma Diplomática aplicada em Documentos Nascidos Digitais de Arquivo. Levando em consideração que, quando falamos de nato-digitais, estamos fazendo referência a documentos que foram produzidos especificamente em meio digital (lidos por meio de um computador) e codificados em dígitos binários de 0 e 1. A expressão de pertencimento ‘de arquivo’ sugere, no decorrer das atividades de uma pessoa física ou jurídica, o ato de registrar transações de negócios.”5

“Atualmente, já é possível emitir o diploma como documento nato-digital, ou seja, aquele que adota o formato digital desde a sua origem, tendo a mesma validade jurídica do documento físico, em papel. Assinaturas com certificação digital e carimbo de tempo na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), conforme os parâmetros do Padrão Brasileiro de Assinaturas Digitais, conferem ao diploma digital sua validade jurídica.”6

1 BRASIL. Presidência da República. Secretaria-Geral. Subchefia para assuntos jurídicos. Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/decreto/d8539.htm. Acesso em: 8 nov. 2021.

2 ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. Manual. Protocolo Digital. Processo Eletrônico. Disponível em: https://www.aneel.gov.br/documents/654778/19719857/Manual+do+Protocolo+D… Acesso em: 8 nov. 2021.

3 ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. SGE – Secretaria-Geral, 12 fev. 2021. Protocolo Digital. Processo Eletrônico. Disponível em: https://www.aneel.gov.br/processo-eletronico/-/asset_publisher/a8IsKhUJq…. Acesso em: 8 nov. 2021.

4 ABTI – Associação Brasileira de Transportadores Internacionais. Emissão de fatura comercial nato-digital, 5 jan. 2021. Disponível em: http://www.abti.com.br/informacao/noticias/1977-emissao-de-fatura-comerc…. Acesso em: 8 nov. 2021.

5 MONTOYA-MOGOLLÓN, Juan Bernardo; TROITIÑO RODRÍGUEZ, Sonia Maria. Diplomática Forense: revisão histórica para a abordagem do documento nato-digital de arquivo. Investigación Bibliotecológica: archivonomía, bibliotecología e información 33 (78): 47-62. http://dx.doi.org/10.22201/iibi.24488321xe.2019.78.57928, 2019. Disponível em: http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0187-358X201…. Acesso em: 8 nov. 2021.

6 BRASIL. Ministério da Educação. Diploma Digital, s.d. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/diplomadigital/. Acesso em: 8 nov. 2021.

[Fonte: http://www.academia.org.br]