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La sindica d’Aran, Maria Vergés, cèrca del Reialme d’Espanha la reconeissença politica e juridica que ja ten de la Generalitat de Catalonha

Lo Conselh General d’Aran trabalha amb l’estat espanhòl per obténer la reconeissença de la singularitat aranesa. La cap del govèrn aranés, Maria Vergés, a mandat una letra a la ministra espanhòla de la politica territoriala e a rescontrat lo secretari d’estat encargat de la politica territoriala, Alfredo González. D’aquela amassada, tenguda lo 19 de genièr, la sindica d’Aran soslinha “era sua atencion e predisposicion” e explica qu’an sollicitat de mecanismes e de formulas que permetan aquela reconeissença del temps que se tròba d’acòrdis de collaboracion dins los camps sòcioeconomics.

La sindica presentèt al secretari d’estat las principalas caracteristicas de l’autogovèrn de sa collectivitat territoriala occitana, e remembrèt que la Val d’Aran aviá pas encara atench lo nivèl d’autonomia politica que desira e que li permetèsse de gerir los servicis publics jos la responsabilitat del Conselh General.

Fin finala, la sindica declarèt que la reconeissença politica e juridica d’Aran per la Generalitat de Catalonha aviá atench de nivèls fòrça nauts mas qu’ara la volontat del Conselh General d’Aran èra qu’aquela reconeissença arribèsse tanben de l’estat espanhòl.

 

[Sorsa: http://www.jornalet.com]

 

 

O segmento evangélico compõe uma grande massa de apoiadores do neofascismo bolsonarista

Escrito por ALEXANDRE ARAGÃO DE ALBUQUERQUE*

“A fé tá na mulher, a fé tá na cobra coral, num pedaço de pão” (Gilberto Gil).
“Ao fornecer a Moisés os fundamentos da Constituição de Israel – os Dez Mandamentos – Iaweh adotou uma posição política” (Jornal Mensageiro da Paz).
“Salta aos olhos que, no Brasil, alguns grupos religiosos crescem extraordinariamente, ao passo que outros estão estagnados ou mesmo diminuindo” (Paulo Siepierski).

Uma pesquisa sobre polarização política no Brasil realizada em novembro de 2022 pelo Instituto Locomotiva, a pedido da ONG Despolarize, revelou algo de muito surpreendente na cena política brasileira. Segundo a pesquisa, 18% dos brasileiros pesquisados tiveram a coragem de afirmar que são de extrema-direita. Quando se verifica a lista divulgada sobre os detidos em Brasília por cometer a violência desmedida na tentativa de tomar as sedes dos Três Poderes da República, no último dia 8 de janeiro, 64,3% dos detidos nasceram entre os anos de 1960 a 1980. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2050 o número de pessoas com mais de 60 triplicará no Brasil. É preciso buscar os porquês que levam a uma tão forte concentração desse segmento etário envolver-se com atos de vandalismo golpistas neofascistas.

Por sua vez, o jurista Lênio Streck (14/01) divulgou por tuite dados da Pesquisa Atlas na qual 31,2% de pessoas ligadas a igrejas evangélicas disseram aprovar o terror golpista do 8 de janeiro; 68% delas acreditam que o presidente Lula perdeu a eleição; além disso, 64% dos evangélicos pesquisados apoiam um golpe militar. Streck ainda divulgou um vídeo no qual um pastor pede num ato litúrgico que Deus extermine advogados, juízes e o maldito STF (Supremo Tribunal Federal).

Juntem-se aos dados acima, na virada do dia 10 para o dia 11, a postagem no facebook do ex-presidente Bolsonaro, por um período mínimo de duas horas, de um vídeo com a seguinte legenda: “Lula não foi eleito pelo povo, ele foi escolhido e eleito pelo STF e TSE”. O tempo de postagem foi o suficiente para viralizar pela rede bolsonarista instigando ainda mais a fúria golpista dos seus membros. Numa clara confirmação fática da responsabilidade política do capitão neofascista e de seus mentores militares por alimentar o espírito extremista do seu gado, ato contínuo em seus quatro anos de desgoverno, sempre procurando criar um clima que lhe permitisse golpear a democracia brasileira.

O segmento evangélico compõe uma grande massa de apoiadores do neofascismo bolsonarista. Este segmento religioso, desde os anos 1980, vem crescendo a grandes passos no Brasil, anteriormente de hegemonia católica. A entrada triunfal na política se dá com a mudança do regime ditatorial militar (1964-1985) para a democracia, com a instalação da Assembleia Nacional Constituinte em 1986. Se até aquele acontecimento histórico os evangélicos adotavam uma linha de obediência automática às autoridades militares, uma vez que em sua formação doutrinal foram condicionadas a perceber o Estado e seus agentes mandatários como expressão da vontade de Deus, aos quais se deve obediência, porque, conforme a Bíblia, “as autoridades que existem todas foram por Ele constituídas”, logo compreenderam que a mudança da cultura política que se iniciava com a Constituinte implicava uma imediata alteração de suas atitudes diante do poder temporal. (FONSECA, André Dioney. Informação, política e fé. Revista Brasileira de História. São Paulo: v.34, n. 68, 2014).

Até então, por exemplo, para os membros da Assembleia de Deus (AD), em referência aos pobres e injustiçados socialmente, eles pregavam a salvação ensinando os empobrecidos a terem confiança em Deus. Depois de a pessoa converter-se, a sua própria situação financeira melhoraria porque “Deus cuida dos seus”. A luta travada pelos fieis da Assembleia de Deus, até então, não era a luta contra a matéria nem contra as injustiças sociais, mas contra o Príncipe das trevas e contra as hostes espirituais.

Mas com o advento da Constituinte, esse discurso mudou substancialmente. Em suas publicações ordinárias, mais precisamente no influente jornal Mensageiro da Paz, uma nova roupagem se instala. Afirma um exemplar de 1986: “Como cidadãos conscientes e principalmente como cristãos, é impossível não percebermos as mazelas sociais à nossa vida. É preciso ir mais adiante participando ativamente do processo de mudança social, buscando a escolha acertada na hora do voto. Irmão vota em irmão”. Por meio desta mudança tática, conseguiram em 1986 eleger 33 deputados federais da bancada evangélica. Era o começo da sua atuação política institucional. (Idem).

No campo neopentecostal, duas teologias irão orientar os corações e mentes dos seus afiliados: a teologia da prosperidade e a teologia do domínio. No ritual de iniciação, o fiel recebe o batismo do Espírito Santo, um revestimento de poder, evidenciado pelo dom de línguas, para poder testemunhar a boa nova, visando à rápida evangelização do mundo, apressando a volta de Jesus como juiz e rei escatológico para julgar e governar as nações. O revestimento de poder no Espírito Santo não está voltado apenas para a evangelização, mas para realizar obras maiores do que aquelas que Jesus realizou, a saber, os ministérios de cura divina.

Nascida nos EUA, a teologia da prosperidade, centralidade da organização Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, tem como objetivo estabelecer uma nova cristandade por meio da atividade política. O reino de Deus já está aqui presente para usufruto dos escolhidos. E o batismo no Espírito Santo é o revestimento de poder para vencer os entraves para tal usufruto. Os entraves são ações de Satanás e de seus seguidores que devem ser perseguidos e amarrados. Sem os espíritos do mal para atrapalhar, os fiéis neopentecostais podem viver com prosperidade. Para isso o fiel não pode duvidar: a mente pode controlar a esfera espiritual que por sua vez determina a realidade material. E para demonstrar sua fé inabalável, o fiel precisa entregar dízimos e ofertas.

Contrariamente ao catolicismo onde o fiel paga a promessa somente depois de haver alcançado a graça, no neopentecostalismo o crente literalmente paga de forma antecipada como demonstração de sua fé. Acumulação de bens materiais é sinal de bênção; ser filho de Deus é sinônimo de ser materialmente vitorioso. As pessoas são desafiadas a tornarem-se ricas, legitimando as riquezas existentes, bem como as estruturas sociais causadoras do empobrecimento populacional. Para os neopentecostais, os Demônios são os verdadeiros causadores de todos os males e sofrimentos. Por causa deles o Brasil não é um país mais desenvolvido. (SIEPIERSKI, Paulo D. Pós-pentecostalismo e Política no Brasil. São Leopoldo – RS: Estudos Teológicos, v.37, n.1, 1997).

Também a teologia do domínio tem origem nos EUA, nos anos 1970, buscando a reconstrução da teocracia, oferecendo uma cosmovisão cristã para a obtenção do poder dos evangélicos nas esferas públicas para o domínio total de Deus. A ideia central desta corrente teológica é a de Guerra Espiritual, a luta contra o inimigo, a partir da leitura do Antigo Testamento, que pode atuar em diversas áreas da vida. O evangélico, portanto, não deve evitar o mundo e o mal que ele representa, mas deve estar no mundo de forma ativa, posicionando-se em guerra contra esse mal, e para isso é preciso ocupar espaços de poder.

O fundamento da guerra espiritual consiste na crença da existência de demônios territoriais e hereditários, que agem sobre áreas geográficas e sobre as pessoas em geral e em suas famílias. Esses demônios seriam os responsáveis por todos os males do mundo, inclusive a desigualdade e a injustiça social. Tal doutrina induz os fiéis neopentecostais a acreditarem que os responsáveis pelos males da sociedade brasileira são as religiões concorrentes e seus seguidores. Assim, a solução dos problemas brasileiros estaria na eleição de fiéis neopentecostais para os cargos públicos, em seus postos eles neutralizariam as ações dos demônios, trazendo prosperidade para todo o país. Mediante esta doutrina, o neopentecostalismo vai entrando e firmando-se no cenário político nacional. Somente os eleitos de Deus devem ocupar os postos-chaves da nação, utilizando-se de todos os meios, principalmente comunicacionais, como concessões de rádio e televisão, para banir os tais demônios e seus discípulos.

Não é à toa que essas teologias políticas da prosperidade e do domínio tenham nascido nos EUA. O projeto imperialista unipolar estadunidense está ligado intrinsecamente a uma antiga visão teológica de que eles são os enviados de Deus para transformar os bárbaros em civilizados (Destino-Manifesto), numa guerra do bem contra o mal, que atravessa não só a religião, mas o poder militar, a educação, a cultura, a política, para atingir o espectro total.

Acumular riqueza é um dever nessa tradição protestante. Nesta visão, a pobreza aparece como consequência da falta de fé. A desarticulação da Teologia da Libertação, para além dos limites da esquerda organizada, foi consequência desse projeto imperialista que enxergou na Teologia da Libertação uma ameaça ao campo subjetivo e que colocava em risco os avanços das políticas neoliberais na América Latina. Assim, o neoliberalismo naturaliza os acontecimentos em que o pobre e a pobreza são justificados por ser uma situação de sorte ou azar na vida. E as Igrejas fundamentalistas corroboram essa visão conectando-a com a ideia de falta de fé ou dedicação do crente. Para os neopentecostais, a Teologia da Libertação, com seus militantes, é a ponta de lança do Anticristo. (Brasil de Fato. Fundamentalismo e imperialismo na América Latina. Dossiê 59. 19 de dezembro de 2022).

A riqueza material proclamada pelos neopentecostais, em sua busca de construir uma nova cristandade, é bênção divina, não possui causas políticas e econômicas estruturais. Segundo a Oxfam, em seu documento “Desigualdade Mata”, os dez capitalistas mais ricos dobraram sua acumulação durante a crise sanitária global: a cada 26 horas da pandemia, apenas um capitalista entrava para o ranking de novos bilionários, enquanto simultaneamente a renda de 99% das pessoas no mundo despencou e mais de 160 milhões de indivíduos foram empurrados para a pobreza.

Maquiavel, leitura obrigatória por ser sempre atual, já havia detectado, 500 anos atrás, a força do poder simbólico-ideológico quando, em seus Discursos, apontou para a dominação da religião na vida dos súditos dos principados. O grande embate do florentino não era com os clássicos, mas com seus contemporâneos, com o moralismo e a pregação religiosa, por haver constatado em sua pesquisa empírica que os mandamentos de “não roubar”, “não mentir” e “não usar o santo nome de Deus em vão” teriam validade apenas para a população: todos eram descumpridos pelos detentores do poder temporal e eclesiástico. Portanto, o povo precisava abrir os olhos tampados pelos sistemas ideológicos-religiosos de então para desvendar o que estava por debaixo do pano.

Palavras, imagens e sons realizam pouco a não ser que sejam munições de um plano minuciosamente arquitetado e de métodos cuidadosamente organizados para que as ideias transmitidas se tornem parte integrante da vida das populações. Quando o público é convencido da racionalidade de uma ideia, ele entra em ação. Ação esta que é sugerida pela própria ideia religiosa, política ou social. Mas esses resultados não acontecem do nada: eles são obtidos pela fabricação de consensos. (BERNAYS, Edward. Propaganda. 1928. Acesso: http://www.whale.to/b/bernays.pdf).

Como anota Michel Foucault, em Vigiar e punir, o poder é exercido como disputa e luta. Onde há poder, há resistência. Não existe propriamente o lugar de resistência, mas pontos móveis e transitórios que também se distribuem por toda a estrutura social. A política é luta, afrontamento, relação de força, situação estratégica e ideológica. Não é um lugar que se ocupa, nem um objeto que se possui. Ela se exerce, se disputa. Nessa disputa, ou se ganha ou se perde. E este é o desafio que está posto para nós nos próximos anos: distribuir democrática e sustentavelmente a riqueza mundial ou continuar o acelerado acúmulo individualista fundamentalista neoliberal destruidor da humanidade e da natureza.

*Alexandre Aragão de Albuquerque é mestre em Políticas públicas e sociedade pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).

 

[Imagem: Inga Seliverstova – fonte: http://www.aterraeredonda.com.br]

Le parcours hors normes du New-Yorkais avait tout d’une success-story. C’était trop beau pour être vrai: il a menti sur (presque) chaque détail de sa vie, privée comme professionnelle.

L’élu américain George Santos assiste aux débats au cours du quatrième jour des élections pour le président de la Chambre aux États-Unis, le 6 janvier 2023, à Washington, DC.

Écrit par Théo Laubry  — Édité par Natacha Zimmermann 

À la suite des élections de mi-mandat, de nouveaux élus ont fait leur entrée au Capitole en ce début d’année, notamment à la Chambre des représentants, où le Parti républicain a repris de justesse la majorité. Si la plupart d’entre eux bénéficie encore d’un certain anonymat et d’une relative tranquillité, ce n’est pas le cas du désormais tristement célèbre George Santos, représentant du troisième district de New York qui a défait le Démocrate Robert Zimmermann en novembre dernier.

Fils d’immigrés brésiliens et petit-fils de réfugiés européens ayant fui la Shoah lors de la Seconde Guerre mondiale, conservateur assumant pleinement son homosexualité, diplômé en finance d’une grande école new-yorkaise, cadre à Wall Street au sein de grands groupes, devenu ensuite chef d’une entreprise, puis homme politique d’importance, le parcours hors normes de l’élu new-yorkais a tout d’une success-story à l’américaine. Problème: tout est faux, ou presque.

Alors que les enquêtes se multiplient, les Américains découvrent jour après jour l’étendue des mensonges de George Santos sur son passé. Désormais, le doute a laissé place à la certitude: le Congrès compte en son sein l’un des plus grands mythomanes de l’histoire politique des États-Unis.

Un serial-menteur au CV bidon

La recension des affabulations du nouveau représentant par le New York Magazine et le Time Magazine donne le vertige, à tel point que dix doigts ne suffisent pas pour les compter. Absolument toutes les déclarations de George Santos sont sujettes à caution et la plupart des éléments sur son histoire personnelle mis en avant lors de sa campagne électorale sont erronés.

Il n’a par exemple jamais fréquenté la prestigieuse académie privée Horace Mann, ni l’université de New York et n’a pas été diplômé de Baruch College. Il n’a pas travaillé à Wall Street chez Goldman Sachs ou Citigroup et n’a jamais eu de collègues morts lors de l’attaque terroriste qui a visé la boîte de nuit LGBT+ Pulse à Orlando en juin 2016. L’entreprise quasi fantôme Devolder, qu’il a créée en Floride dans le courant de l’année 2021, n’a jamais eu d’activité commerciale, de site internet, de page LinkedIn ou encore de client. Aucune trace non plus de la fondation pour la défense des animaux Friends of Pets United, qu’il affirme avoir dirigée.

À une vie professionnelle largement exagérée, s’ajoute une vie privée totalement imaginaire. Son mari pourrait lui aussi être un personnage fictif: il n’est jamais apparu à ses côtés lors de sa campagne et aucun dossier de mariage n’a pu être retrouvé dans la ville de New York.

Pire encore, l’élu a menti sur la cause du décès de sa mère pour s’attirer la sympathie des électeurs, en affirmant qu’elle souffrait de problèmes de santé dus à sa présence au World Trade Center le 11 septembre 2001. Si cette dernière est bien morte en 2016, elle n’a cependant jamais travaillé dans les tours jumelles et se trouvait au Brésil lors des attaques terroristes. L’histoire de ses grands-parents n’est pas vraie non plus: ils n’ont pas fui la Shoah, n’ont pas changé de nom et ne sont pas originaires d’Europe. Il n’a donc, a priori, aucun héritage juif, contrairement à ce qu’il a pu dire lors d’interviews.

Escroqueries en tout genre

Si George Santos a la capacité d’imagination d’un scénariste de Hollywood ou d’un auteur de roman, il semble aussi être un amateur d’escroqueries en tout genre. L’élu est notamment soupçonné par la justice brésilienne d’avoir volé le chéquier d’un homme lorsqu’il était plus jeune, puis d’avoir émis plusieurs chèques frauduleux. Une affaire qui pourrait lui valoir une peine de prison au Brésil.

Il est également accusé par plusieurs personnes d’avoir utilisé sa fondation fictive de protection des animaux pour détourner l’argent d’une collecte de fond qui s’est tenue en 2017 dans le New Jersey, ainsi que celui d’une cagnotte en ligne destinée à payer les frais médicaux du chien malade d’un vétéran handicapé sans domicile du même État. La gestion financière de sa campagne électorale pose aussi question que ce soit au niveau des dons, des prêts et des dépenses. Plusieurs enquêtes sont en cours pour éclaircir la situation et déterminer s’il a violé la loi.

Après toutes ces révélations, les appels à la démission se sont multipliés aussi bien au niveau local que national. Si le principal intéressé refuse pour l’heure de laisser sa place, l’affaire a créé un petit séisme dans le microcosme conservateur new-yorkais et une partie des responsables locaux du Parti républicain l’ont tout bonnement lâché, alors que le troisième district de New York pourrait être repris par les Démocrates en cas de nouvelle élection.

À question simple, réponse (extrêmement) complexe

Joseph G. Cairo, l’un d’entre eux, n’a pas mâché ses mots«Ses mensonges n’étaient pas de simples mensonges. Il a déshonoré la Chambre des représentants. Il n’est pas le bienvenu ici, au siège républicain.» Au Congrès, le sujet est sensible et dans les couloirs, un mélange de malaise, de méfiance et d’humour est palpable. Les conservateurs, qui n’ont qu’une très courte majorité à la Chambre, sont en proie à des tensions internes et l’affaire George Santos n’est pas une priorité pour l’instant. D’autant que Kevin McCarthy, le nouveau speaker républicain, a pu compter sur son vote lors de sa difficile élection au perchoir de l’assemblée.

Très contesté, le président de la Chambre sait qu’il doit préserver chacun de ses soutiens pour rester à son poste au cours des deux prochaines années. Interrogé à plusieurs reprises, il a donc préféré esquiver le sujet en rappelant que les électeurs avaient fait leur choix lors des élections, oubliant volontairement, au passage, que ces derniers ont été dupés.

Que sait-on alors réellement de George Santos? La réponse à cette question pourtant simple s’avère complexe. En dehors du fait qu’il a 34 ans, des origines brésiliennes et qu’il vient d’être élu à la Chambre des représentants, pas grand-chose. À l’heure où ces lignes sont écrites, une nouvelle révélation affole les réseaux sociaux. D’après plusieurs témoignages, photos et vidéos à l’appui, l’élu new-yorkais aurait été drag queen au Brésil . Rien d’exceptionnel a priori. Sauf si l’on se rappelle qu’il a épousé toute la rhétorique anti-LGBT du camp conservateur lors de sa campagne.

[Photo : Anna Moneymaker / Getty Images North America / Getty Images via AFP – source : http://www.slate.fr]

Era sindica d’Aran defenec en Parlament eth hèt que vòlen evitar interpretacions erronèes que meten en perilh er aranés

Eth Parlament de Catalonha qu’a aprovat de tramitar era modificacion era lei der usatge des lengües ena educacion entà especificar que s’arreconeishe er occitan coma lengua veïculara enes centres educatius d’Aran. Aquera lei, s’auie aprovat en junh passat dempús qu’era justícia espanhòla imposèc ara Generalitat de Catalonha eth 25% de castelhan ena escòla, mès eth hèt de remplaçar era nocion de “lengua veïculara” damb es concèptes de “lengua curriculara” e “lengua educatiua” desvelhèc indignacion ena Val d’Aran. Ara, ara demanda dera sindica d’Aran, Maria Vergés, eth Parlament de Catalonha a modificat aquera en tot arreconéisher er occitan coma lengua veïculara en ensenhament non universitari en Aran.

En debat qu’auec lòc dimèrcles passat, era sindica d’Aran defenec era modificacion dera lei entà assegurar era veïcularitat der aranés. “Se revisam era politica lingüistica promoiguda pera Generalitat de Catalonha pendent es darrèri ans vedem que s’a articulat damb plantejaments qu’an plaçat ath catalan coma pèira angulara dera politica institucionau, en tot condemnar ar aranés a ua posicion residuau e accessòria”, çò diguec Vergés. Ath delà, soslinhèc era situacion “dramatica” e “delicada” dera lengua pr’amor qu’era UNESCO considère qu’ua lengua ei en perilh de desaparicion quan eth sòn usatge sociau se tròbe per dejós deth 30%, en cas d’Aran ei deth 20%.

Es partits espanholistes Vox e PP rebutèren era modificacion der lei presentada per Vergés deth temps qu’era CUP, esquèrra independentista, refusaue de votar pr’amor que çò que se debat, ce ditz, ei era revision d’ua lei que jamès aurie d’existir. “Jo l’ac digui as qu’impulsèretz e votèretz aguesta lei: per qué eth mau que non volem entar aranés si que lo volem entath catalan? O virem-ac encara mès. Virem-ac en positiu: perqué eth ben que volem e defenem plan aué ací entar aranés non l’aplicam ath catalan?”

Fin finau, era proposicion de modificacion dera lei der usatge des lengües ena educacion contunhe era sua tramitacion, dempús qu’an estat refusades es esmenes ara totalitat de Vox e deth PP.

 

[Sorsa: http://www.jornalet.com]

La Suède, qui assure actuellement la présidence tournante de l’UE, va lancer une campagne de sensibilisation visant à décourager les migrants de venir dans le pays. C’est ce qu’ont déclaré la ministre de la Migration, Maria Malmer Stenergard, et le leader du parti d’extrême droite Démocrates de Suède au Parlement, Henrik Vinge, lors d’une conférence de presse.

Selon la ministre de la Migration issue du parti des Modérés, Mme Malmer Stenergard, des informations plus complètes pourraient empêcher les personnes sans protection de venir en Suède et réduire la souffrance des migrants.

Écrit par Charles Szumski 

Dans le cadre de son intention de réduire l’immigration en Suède, le gouvernement, soutenu par les Démocrates de Suède (SD), a déclaré que le pays devait investir davantage dans les efforts d’information à l’étranger.

La campagne comprendra une communication ciblée auprès des rédactions et des agences de presse étrangères ainsi que des informations destinées aux ambassades étrangères en Suède.

« Ce gouvernement a été élu, entre autres, sur un mandat visant à créer un changement de paradigme dans la politique migratoire. Cela nécessite de nombreux changements majeurs », a rappelé Mme Malmer Stenergard aux journalistes.

À l’issue des élections de septembre, les Modérés de centre droit, les Chrétiens-démocrates et les Libéraux ont formé un gouvernement de coalition soutenu par le SD, parti d’extrême droite, qui a obtenu le résultat historique de 20 %. Le parti d’extrême droite a été écarté du gouvernement en échange de l’adoption d’une grande partie de sa politique migratoire intransigeante.

« Le gouvernement suédois a cet accord maintenant [avec l’extrême droite], et il doit le respecter. Car sinon, les Démocrates de Suède vont faire tomber le gouvernement. Ils sont comme des otages », a déclaré Tobias Hübinette, professeur à l’université de Karlstad, à EURACTIV en décembre dernier.

Selon la ministre de la Migration issue du parti des Modérés, Mme Malmer Stenergard, des informations plus complètes pourraient empêcher les personnes sans protection de venir en Suède et réduire la souffrance des migrants.

« Aujourd’hui, deux tiers des personnes qui viennent en Europe n’ont aucun motif de protection. Ils mettent leur vie entre les mains de passeurs et seront toujours autorisés à revenir. S’ils sont informés des règles, nous réduisons le risque de souffrance pour ces personnes », a ajouté Mme Malmer Stenergard.

Selon elle, plus d’informations aideront à dissiper l’image que le monde se fait de la Suède comme un pays offrant des avantages généreux.

« Les gens sont souvent bien informés et il y a une raison pour laquelle 163  000 personnes ont traversé l’Europe pour se rendre dans la petite Suède froide du nord en 2015. C’est parce qu’ils savaient qu’il y avait des réglementations plus généreuses », a-t-elle déclaré.

Le pays de 10 millions d’habitants a vu arriver en moyenne 121  000 immigrés chaque année depuis 2016, avec 20 % de la population née à l’étranger en 2021, selon le Bureau des statistiques.

 

[Source : http://www.euractiv.fr]

Escrito por M. Pilar García Negro

Cismei algunha vez en cal sería a primeira nova de prensa de que tería noticia na miña infancia. Prensa escrita e radial. Televisión non existía (mellor dito: non a había na miña casa; cando chegou, xa eu era adolescente). A escrita era El Progreso La Hoja del Lunes. Nesta, foi meu pai quen me informou de quen era Neumandro (pseudónimo de Ánxel Fole), que nela colaboraba. Lembro, por exemplo, en letras enormes, a noticia do atentado e morte de J. FKennedy, mais non a que vou comentar nestas liñas. No recordo de nena o nome de Lumumba, mais si o de Katanga e tamén o do Congo belga, así que a miña información sobre o líder da independencia deste país é moi posterior. O ano pasado foi entregado aos familiares de Lumumba un dente por parte das autoridades belgas, que foi todo o que ficou dos seus restos, após asasinado, e aqueles, feitos desaparecer. En 1961 foi o asasinato e 61 anos demorou a potencia colonial, Bélxica, en «pedir perdón» e recoñecer a violencia do seu dominio imperial. Podía ser peor: o Vaticano –ou mellor dito, o Papado– poden agardar algún século que outro en «rehabilitar» a memoria dalgún queimado na fogueira inquisitorial por ousar desmentir a ortodoxia imposta verbo do movemento da terra arredor do sol, por caso.

Non só Bélxica estivo envolvida no asasinato de Lumumba. A CIA, con participación directa e documentada, e a ONU, coa súa pasividade, tamén se implicaron, en plena Guerra Fría, máis un contributo á hexemonía imperial norteamericana no mundo. Occidente resolve, moitos anos despois, cando o xulga oportuno, «pedir perdón». Pedir perdón por xenocidios varios, destrución de países, aproveitamento incesante de recursos naturais e mineiros, imposición inclemente das linguas coloniais, favorecemento de éxodos masivos… e un longo etcétera. A responsabilidade histórica e política fica así deslocada a unha reparación moral: do ámbito da política ao da relixión. Unha sorte de pseudoconfesión que garante o perdón final dos pecados, onde non existe, desde logo, propósito de emenda, como na confesión sacramental. As grandes potencias coloniais europeas continuaron o seu dominio, mesmo despois de proclamada a independencia da metrópole das antigas colonias. Sobran exemplos.

Ora ben, o complexo de superioridade europeo mantense vivo e vixente. O horror que Europa experimentou en carne propia na primeira e na segunda guerra mundiais e, en concreto, o provocado polo nazismo, ten antecedentes sobrados nos outros continentes, nunha expansión globalizadora que só triunfou a base de exterminio, aniquilación, destrución ou deformación do vencido. Eis as súas armas. Cando existían no continente europeo voces críticas contra os designios USA de hexemonía mundial, Europa incluída, houbo quen (Jacques Servan-Schreiber) se escandalizou apelando a que a vella Europa non era Alxeria nin Senegal. Of course! Faltaría máis! A grandeur francesa tiña todos os avais para manter e reforzar os seus vínculos coloniais nas posesións africanas, asiáticas ou americanas, tortura e morte incluídas, como tamén está máis que documentado.

O dente de Lumumba. Único resto físico dunha aniquilación programada, como se ela puidese facer desaparecer a memoria da súa persoa e loita. Porque continúa habendo «Lumumbas» no mundo actual. Perguntome: a filla e fillos do nomeado Heroe Nacional do Congo, que pensarían no acto de entrega (o ano pasado) dese «recordo» de seu pai?

Cantos anos haberán de se pasar para a Unión Europea actual «pedir perdón» polo seu apoio, directo ou indirecto, ás políticas imperiais dos USA polo mundo mundial?

 

[Fonte: http://www.luzes.gal]

El sacerdote jesuita catalán llegó a Bolivia con 17 años. En abril de 2016 fue condecorado con el Cóndor de los Andes. Este viernes 20 de enero falleció a los 88 años.

El jesuita Xavier Albó, falleció a los 88 años.

Escrito por ROBERTO MEDINA

Xavir Albó Corrons llegó a Cochabamba el 9 de junio el 1952, con 17 años recién cumplidos, y de inmediato se enamoró de las “dos Bolivias”, una urbana y la otra rural, aunque luego se inclinaría por la indígena.

Ese conocimiento de las “dos Bolivias”, parafraseándolo, le hizo “volver a nacer para siempre”.

“Las transformaciones como la reforma agraria, la nacionalización de las minas y el voto universal me hicieron nacer otra vez en Bolivia, porque era distinto a lo que pasaba en España”, señaló durante una entrevista con el periodista José Luis Exeni.

Entonces, en abril, ocurrió en Bolivia un movimiento revolucionario y Albó pudo ver cómo los obreros y campesinos recorrían el país con sus fusiles al hombro.

De acuerdo con la activista Gloria Ardaya, quien convivió con él y otros jesuitas en la comunidad de Los Piadosos, fue en ese instante en que Albó “se enamoró de ese pueblo rebelde y levantisco”.

El sacerdote jesuita, más conocido como el “P’ajla” (calvo) nació en Garriga (Cataluña, España) el 4 de noviembre de 1934, pero, como había dicho en varias ocasiones, “era catalán de nacimiento y boliviano por decisión”.

Misionero

Albó llegó a Bolivia con el padre José Gramunt, y poco después otros jesuitas que dejaron su legado en la historia de Bolivia, como Luis Espinal, Josep Barnadas, José Prats, Pedro Negre y Luis Alegre, entre otros.

Eligió la región cochabambina de Cliza para instalarse y uno de sus principales propósitos fue aprender quechua, un idioma “imprescindible” para su misión evangelizadora.

El mundo indígena lo encandiló, por ello, junto con otros dos jesuitas, Luis Alegre y Francisco Javier Santiago, fundó el Centro de Investigación y Promoción del Campesinado (CIPCA).

“Xavier es un trabajador compulsivo. Vive para trabajar al servicio de indígenas y campesinos”, recordaba Ardaya, de acuerdo a un testimonio recogido en 2019.

Albó se mudó a la ciudad de La Paz, a una residencia de los jesuitas y un hecho marcaría su vida para siempre.

Política

A pesar de que no participaba de la política, como lo hacía Espinal, se considera que inició su protagonismo político en la huelga de hambre de 1978 junto a “Lucho”, y se inmiscuyó más con el asesinato del jesuita, el 21 de marzo de 1980.

“La huelga de las mujeres fue una experiencia que marcó de la manera más bella mi vida, porque, como decía Lucho, cuando uno ya ha ofrecido hasta su vida, puede hablar de las cosas”, rememoraba Albó.

Aquella huelga fue iniciada por mujeres mineras, encabezadas a la cabeza de Domitila Chungara, contra el dictador Hugo Banzer Suárez. La protesta aceleró la caída de quien después fue elegido en urnas.

Ese episodio provocó un gran dolor a Albó, por ello se fue a Qurpa, cerca de Tiwanaku, y, posteriormente, a Jesús de Machaca.

Como decía, la mitad de su corazón se quedó en Jesús de Machaca y la otra, en Cliza.

El Cristo de Espinal

Entre el 8 y 10 de julio de 2015, el papa Francisco visitó Bolivia y Albó recordó esa llegada como una de las experiencias más gratificantes en su vida, sobre todo por el regalo que le hizo llegar.

Durante la visita del Sumo Pontífice a Palacio de Gobierno, el presidente Evo Morales le obsequió el “Cristo de Espinal”.

“Esta imagen es de Jesús con la hoz y el martillo, y yo hice esa réplica que el presidente le entregó al papa”, recordó años después.

Asamblea Constituyente

La Asamblea Constituyente empezó el 6 de agosto de 2006 en Sucre y tenía como propósito redactar una nueva Constitución.

Aprobó la nueva Constitución Política del Estado el 10 de diciembre de 2007. El proyecto pasó a consideración de referéndum y fue aprobado. El 7 de febrero de 2009 entró en vigencia, con la firma de Morales.

Albó participó de manera activa del proceso constituyente, es así que se fue a vivir a Sucre.

“Fue una asamblea de campesinos y obreros, no de puro constituyentes, y cada uno defendía ‘su cosa’”, rememoró en la entrevista con Exeni.

Democracia

Siempre estuvo del lado de los sectores más oprimidos y humildes, es por ello que defendió las causas justas sin temor a ponerse de lado de una u otra persona, siempre y cuando, en su visión, sea lo “políticamente correcto” con la participación “de todos”.

“La peor de las democracias es mejor que la mejor de las dictaduras”, parafraseó a Espinal.

El curioso incorregible

El 8 de diciembre de 2017 fue presentado el libro autobiográfico de Albó titulado ‘Un curioso incorregible’, elaborado junto con Carmen Beatriz Ruiz.

El material bibliográfico comprende anécdotas, incidentes y eventos de la vida del sacerdote, investigador y antropólogo.

En palabras de Fernando Galindo, del PROEIB Andes, y Gabriela Canedo, del Centro Cuarto Intermedio, en aquella ocasión, esa memoria ayudaba a comprender y entender la pasión de Albó por Bolivia.

La contribución de Albó en la investigación de los pueblos indígenas posibilitó una mayor comprensión de Bolivia con una mirada desde el campo. Y el hombre se adentró tanto en la temática, que a veces hablaba en quechua o aymara a sus interlocutores

De acuerdo con Canedo, Albó “fue parte de la historia de nuestro país y vivió paso a paso la construcción de este país donde los indígenas tienen ahora mayor protagonismo”.

Cóndor de los Andes

En abril de 2016, Albó fue condecorado con el Cóndor de los Andes, la máxima distinción que confiere el Estado boliviano.

Fue ese su aporte a la historia de los pueblos y las lenguas (también quechua y guaraní) lo que le permitieron recibir el máximo reconocimiento.

En aquella ocasión pidió ampliar la trilogía andina de valores del pueblo boliviano. A los principios ama suwa (no seas ladrón), ama llulla (no seas mentiroso) y ama qhilla (no seas flojo), añadió: ama llunk’u (no seas servil o adulón) y ama ch’inya (no te calles).

A pesar de tener muchas coincidencias con el entonces presidente Evo Morales, durante ese acto le observó su intención de insistir con la reelección, en claro desconocimiento del resultado del referendo constitucional del 21 de febrero de ese año.

Sin pelos en la lengua, como era forma de ser, le dijo que debería reconocer que perdió en el referendo y le planteó “descansar” para luego volver.

A pesar de ello, dejó en claro que seguiría siendo “librepensante”, comprometido con el “proceso de cambio”.

Columnista

Otra de las facetas a destacar de Albó es la palabra escrita.

Durante una década escribió más de 200 artículos y el periódico La Razón tuvo el privilegio de contar con su colaboración en columnas de opinión.

“¿Y ahora qué?”, “Francisco y el crucifijo de Luis Espinal”, “21F: ¿empate catastrófico?”, “Desastres, cuencas y el MAS” y “Dos finados de fin de año”; son los títulos de algunos de las columnas escritas por Albó para este medio de comunicación.

Muerte

Este viernes 20 de enero, a los 88 años, el “P’ajla” dejó este mundo terrenal, pero su legado en territorio boliviano pervivirá para siempre.

La Compañía de Jesús en Bolivia confirmó el fallecimiento del sacerdote jesuita, debido a un accidente cerebrovascular (ACV) hemorrágico.

“La Compañía de Jesús en Bolivia desea comunicar que el P. Xavier Albó, se ha partido a la casa del Dios Padre/Madre y recibe de él abrazo amoroso”, señala el comunicado difundido en la página de Facebook Jesuitas Bolivia.

A los pocos minutos de su deceso, las redes sociales se vieron inundadas de mensajes de tristeza y condolencia por la irreparable pérdida.

“Fue el claro ejemplo de que la revolución y la religión pueden ir de la mano. Nuestro sentido pésame a su familia y seres queridos”, escribió el presidente Luis Arce en su cuenta de Twitter.

 

[Fuente: http://www.la-razon.com]

Picasso abrazó el socialismo y demostró el poder del arte como herramienta en la lucha contra la opresión y la crueldad.

 

Escrito por BILLY ANANIA

Traducido por VALENTÍN HUARTE

Pablo Picaso, nacido el 25 de octubre de 1881, fue sin duda el artista más comentado del siglo veinte, y acaso siga siendo el artista más conocido del mundo. A nivel estético, fue un revolucionario: etapa azul, cubismo y surrealismo, Picasso siempre estuvo a la vanguardia de distintos movimientos artísticos de pintura, grabado y escultura.

También abrazó un punto de vista socialista durante casi toda su vida. El Partido Comunista Francés (PCF) lo consideraba como miembro, y pasó el final del siglo diecinueve y la mayor parte del siglo veinte defendiendo la paz mundial y el rol del arte como herramienta política.

En la imaginación del público su legado suscita más preguntas que respuestas. Las críticas de todo el espectro político por las escabrosas relaciones que sostenía con las mujeres y su constante voluntad de comprometerse políticamente pintan un cuadro complejo. El examen de su relación con el socialismo nos permitirá entender mejor, no solo a Picasso el artista, sino también el mundo artístico que habitó y que todavía conserva su legado.

Estética revolucionaria

La carrera de Picasso transcurrió entre la transición de la Ilustración europea y el desarrollo de las revoluciones comunistas a nivel mundial. Vivir en la París ocupada por los nazis lo llevó a unirse al PCF en 1944, y un año más tarde envió un manifiesto personal a la revista New Masses:
Por medio del diseño y del color intenté penetrar más profundamente en el conocimiento del mundo y de los hombres con la idea de que este conocimiento podría liberarnos. A mi modo siempre dije lo que consideraba más verdadero, más justo y mejor y, por lo tanto, más hermoso. Pero durante la opresión y la insurrección sentí que no esto no era suficiente, que tenía que luchar, no solo con la pintura, sino con todo mi ser.

No pasó un año hasta que Picasso tuvo un archivo con su nombre en el FBI por luchar contra el orden dominante. Pero en realidad venía haciéndolo desde hacía décadas y de un modo bastante explícito. Su obra Las señoritas de Avignon (1907) retrata extraordinariamente un grupo de mujeres comunes, con rostros asimétricos y ojos disparejos tomados de las máscaras africanas. Pero la pintura generó polémica porque retrata un burdel catalán: el trabajo sexual formaba parte de la vida cotidiana del artista moderno europeo tanto como la apropiación de los estilos indígenas.

La obra representa bien los problemas y el gusto que nos produce Picasso. Su capacidad para reconfigurar las dimensiones humanas en un plano cambió el modo en que Europa y Estados Unidos entendían la representación, y su sonrisa burlona generaba la apariencia de que su arte fluía espontáneamente y sin esfuerzo. En este sentido, su ruptura con los estándares europeos era fácilmente traducible en declaraciones políticas contra el malestar del arte mundial: «¿Cómo podemos no interesarnos en otros hombres y en virtud de qué fría indiferencia podemos separarnos de la abundante vida que nos ofrecen?», garabateó una vez en un papel en medio de una entrevista. «No, la pintura no está hecha para decorar departamentos. Es un arma ofensiva y defensiva contra el enemigo».

En muchos sentidos, este punto de vista era el resultado de toda la infancia de Picasso en España durante la transición y de su prodigiosa reputación en la escuela. Influenciado por su compatriota Francisco Goya, cuya obra explícitamente política cubrió los períodos barroco y moderno, Picasso comenzó pintando campesinos españoles, artistas de circo y músicos de formas no idealizadas, temas no suficientemente destacados en el mundo premoderno.

Después de mudarse a Francia, Picasso esquivó la obligación legal de servir en el ejército, pero muchas de sus obras maestras representan la miríada de conflictos que estaban desarrollándose a su alrededor. En su serie La mujer que llora (1937), que retrata a la prolífica artista francesa y amante del pintor, Dora Maar, Picasso utilizó un trazo errático y colores que desentonan para representar la manifestación física de la pena durante la guerra civil española. En términos similares, el enorme Guernica (1937), considerado hasta hoy como la obra antibélica más popular del mundo, fue una respuesta ante el bombardeo del régimen de Franco y de sus aliados fascistas italianos y alemanes contra un pueblo republicano.

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Esta pintura, entre otras, llevó a Hitler a definir a Picasso como un artista «degenerado». Cuando las autoridades nazis golpearon la puerta de su casa y le preguntaron, «¿Usted hizo esto?», Picasso contestó: «No, ustedes lo hicieron». Picasso había leído sobre estos acontecimientos en los periódicos comunistas como L’Humanité, y las obras monocromáticas como el Guernica El osario (1944-45), homenaje al Holocausto de estilo similar, parecen una extensión de la prensa clandestina.

A pesar de la aversión soviética contra el modernismo, Picasso recibió el Premio Lenin de la Paz dos veces en 1950 y en 1961 por su compromiso con el Mouvement de la Paix, al que contribuyó con su paloma. Más tarde, en 1953, a pedido de su amigo y editor de Les Lettres Françaises, Louis Aragon, Picasso hizo un bosquejo del perfil de Iósif Stalin honrando su muerte. Este tributo llevó a una serie de llamadas y cartas furiosas del PCF y de las autoridades soviéticas que criticaron el «privilegio» de Picasso a la hora de apartarse del realismo socialista.

Aunque no le permitieron hacer una exhibición en Moscú, Picasso portó la tarjeta de afiliación al PCF hasta su muerte, en 1973. Sin embargo, con los años Picasso tuvo roces tanto con los líderes del mundo capitalista como con los del mundo comunista, y aunque hizo muchas obras políticamente comprometidas, nunca dejó de amasar sus millones. Por este motivo, muchos consideran que esta etapa de Picasso fue solo un «interludio» en una carrera más bien apolítica, o la búsqueda de una «paz abstracta» por encima de la lucha de clases. De hecho, como destacó la curadora Lynda Morris, las élites del mundo del arte todavía sostienen una interpretación no política de la obra de Picasso.

¿Genio individual o artista del pueblo?

En Éxito y fracaso de Picasso, el crítico de arte John Berger nota que Picasso era «capaz de percibir y de imaginar más sufrimiento en la simple cabeza de un caballo del que muchos artistas encontraron en toda la crucifixión». Sin embargo, Berger también sostiene que la posición de «dudoso privilegio» del artista evitó que trascendiera su interés egoísta. El control de su legado y el distanciamiento de la España revolucionaria, argumenta Berger, metieron a Picasso en un loop de retroalimentación:

Imaginemos a un artista exiliado de su propio país, que pertenece a otro siglo, que idealiza la naturaleza primitiva de su propio genio con el fin de denunciar la sociedad corrupta en la que vive, que se hizo autosuficiente, pero que tiene que trabajar sin cesar para probarse a sí mismo frente a sí mismo. ¿Qué dificultades terminará enfrentando? […] No perderá la emoción, ni el sentimiento, ni la sensación, pero terminarán faltándole los sujetos capaces de contenerlas. Y esta fue la dificultad de Picasso. Tener que haberse planteado la pregunta: ¿Qué debería pintar? Y tener que responder siempre solo.

Berger también argumenta que el cubismo fue «el único ejemplo del materialismo dialéctico en la pintura» que eventualmente fue conocido como un movimiento distinto más que como una creación de Picasso (aunque seguro se decepcionaría al enterarse de que Picasso todavía es ampliamente reconocido como el cubista)En cualquier caso, Berger tiene razón cuando exige más que la infatuación del mercado del genio individual.

La trayectoria que traza la carrera de un artista rara vez es lineal. Tomemos, por ejemplo, la consideración de Picasso de una exhibición en la España franquista durante los años 1950, antes de definir su política como una barrera a la posible unificación de España. Como destaca la crítica Jillian Steinhaier, este hecho no debería llevarnos a perder nuestro aprecio por Picasso, sino a «perfeccionar la imagen que tenemos de él y abandonar los mitos artísticos».

La historia de Picasso no es la de un desamparado que trascendió la opresión de las élites. Su evolución estilística deslumbró el mundo entero. Su simbología antibélica y sus aportes a la política durante la Guerra Fría, cuando los artistas enfrentaban la represión estatal por cualquier aspiración revolucionaria, conservan su vigencia. Casi cincuenta años después de su muerte, la influencia de Picasso está llamada a sobrevivir, no en el marco de la búsqueda solitaria de la excelencia, sino en la búsqueda colectiva de un mundo mejor.

BILLY ANANIA es crítico de arte, editor y periodista residente en Nueva York.

[Fuente: jacobinlat.com]

A mediados de los años 70 del siglo XX, grupos de jóvenes vivieron experiencias de cariz transformador en todos los órdenes de la vida: las relaciones personales, el sexo, la música y el resto de las artes, sobre todo las plásticas, el cine, la manera de vestirse y peinarse, sus lecturas, la política y unos nuevos estados de conciencia mediados por las drogas para vivir más allá de lo percibido hasta entonces.

Escrito por EVARISTO AGUADO

Crítico de cine, director y guionista, y periodista con una importante trayectoria en Valencia, Juan Lagardera narra en esta novela (publicada por Contrabando) una serie de episodios que tienen lugar en la ciudad de Turiápolis, el topónimo imaginado por su autor para referirse a Valencia, donde presumiblemente ocurrieron o se inspiraron los argumentos de la obra Psicodélica. Un tiempo alucinante. La novela, por la que desfilan protagonistas muy conocidos de aquella Valencia y de la de nuestros días, mezcla personajes reales e imaginarios, sucesos verídicos e inventados, agitándolo todo como en un caleidoscopio hasta el punto de hacer imposible discernir categoría alguna de la realidad, incluida la escena de la cubierta, extraída de un collage pictórico del artista Gino Rubert al que se le han añadido nuevos personajes, de Carmen Alborch a Julie Christie pasando por Jacques Lacan, Rod Stewart, Sigmund Freud o Antonio Vega.

« Psicodélica«  describe un ambiente de época a modo de fábula, tan eufórica como atrabiliaria. Su autor, Juan Lagardera, ha publicado numerosos textos, pero esta es su primera novela tras varios borradores extraviados a lo largo de unos cuantos lustros y de centenares de artículos previos.

Tras su paso por la Barcelona agitada de los años 70, Juan Lagardera se inicia en la escritura como crítico de cine para, poco más tarde, desarrollar una amplia carrera periodística en la ciudad de Valencia. Experto en temas urbanísticos y culturales, fue director del Club Diario Levante donde llevó a cabo una ingente labor como productor y comisario de exposiciones artísticas. Ha sido responsable también del suplemento literario Posdata, así como director y guionista de varios cortometrajes y performances. Activo en tertulias y en docenas de proyectos editoriales y mesas redondas sobre los temas más dispares, que abarcan desde la arquitectura al fútbol o la gastronomía.

Entre otros análisis y relatos suyos editados, cabe mencionar “Del asfalto a la jungla” (Arte y biografía, Elástica variable, U. Politécnica, 1994), La ciudad moderna (IVAM, 1998), “Fragmentos de la derrota del urbanismo” (Pasajes, revista de pensamiento contemporáneo, 2000), “La fotografía de Julius Shulman” (en Los Ángeles Obscura, MUA, 2001), Álvaro Siza y la arquitectura universitaria (PUV, 2003), El ojo de la arquitectura (Travesía 4, Madrid, 2003), “Invitado accidental. El viaje relámpago en aerotaxi de Spike Lee colgado de Naomi C.” (en Ocurrió en Valencia, Ruzafa Show, 2012) o su recopilación de artículos periodísticos No hagan olas (Elca, 2021).

 

[Fuente: http://www.todoliteratura.es]

El tractat de Barcelona parla de de « fomentar l’aprenentatge de la llengua del veí en els espais transfronterers »

El president de França, Emmanuel Macron, a la cimera francoespanyola, el 19 de gener del 2023.

El president francès, Emmanuel Macron, ha esquivat pronunciar-se sobre l’oficialitat del català a les institucions europees, una de les peticions que el president de la Generalitat, Pere Aragonès, va demanar a Pedro Sánchez que s’abordés a la cimera francoespanyola. « Tots tenim la nostra història, amb especificitats culturals i lingüístiques, França també ho té, en alguns territoris. I la millor manera d’abordar aquest tema és amb una política de reconeixement i respecte, en el marc estricte de les constitucions adoptades democràticament », ha dit Macron en roda de premsa conjunta amb Sánchez. Macron s’ha disculpat per « no comentar la política interior dels amics », però ha ironitzat dient que és la millor manera per « viure feliç ».

De fet, el tractat de Barcelona no inclou cap referència implícita a la llengua catalana –que es parla tant a l’Estat espanyol com el francès-, però sí una referència genèrica als idiomes que es parlen als punts transfronterers entre els dos estats.

Així, el document assenyala que totes dues parts es comprometen a « fomentar l’aprenentatge de la llengua del veí i el seu ús en la vida quotidiana en els espais transfronterers ».

En el mateix apartat, també es reconeix « el paper » de les autoritats locals i regionals « en el marc de les seves competències », i es proposa impulsar la cooperació i els intercanvis en diversos àmbits, inclosos l’educatiu i el cultural.

 

[Foto: Jordi Borràs – font: http://www.racocatala.cat]

En este tercer mandato, para Lula Da Silva será más fácil legitimar su programa en el frente externo que en el interno, donde tiene una oposición ultraconservadora con bases populares fuertes, lo que quedó demostrado en el fallido intento de Golpe del pasado 8 de enero, considera la investigadora Bruckmann, quien también advierte acerca de las confrontaciones latentes al interior de la alianza de gobierno. « Hemos retrocedido 30 años en términos de combate a la miseria y la pobreza. La burguesía nacional sabe que no puede sobrevivir con 68 millones de personas debajo de la línea de pobreza », plantea.

Para Bruckmann, uno de los puntos fuertes de la nueva agenda bilateral con Argentina será la integración energética.

Por Natalia Aruguete

« El ataque al Estado de derecho será un boomerang contra el propio bolsonarismo, que perdió la oportunidad de actuar como una fuerza de oposición, con amplia representación en el Congreso y en gobiernos de estados y municipios. El bolsonarismo y sus fanáticos golpistas han quedado profundamente aislados a nivel nacional e internacional. El 93 por ciento de los brasileños repudia los ataques, los gobernadores y alcaldes elegidos con el apoyo de Bolsonaro han tenido que marcar respetable distancia y manifestaron apoyo al gobierno del presidente Lula, y el repudio internacional fue de los más contundentes que hayamos visto en los últimos tiempos ».

En dialogo con Cash, Mónica Bruckmann, profesora de la Universidad Federal de Río de Janeiro, analiza el efecto inmediato del fallido intento de golpe del pasado 8 de enero. Advierte que en este tercer mandato, para Lula Da Silva será más fácil legitimar su programa en el frente externo que en el interno. « Hemos retrocedido 30 años en términos de combate a la miseria y la pobreza. La burguesía nacional sabe que no puede sobrevivir con 68 millones de personas debajo de la línea de pobreza », plantea.

Frente interno

–¿Qué obstáculos encuentra Lula en el frente interno?

–Haber tenido que hacer una amplísima base aliada para ganar la elección tiene consecuencias en la conformación de los primeros escalones del Poder Ejecutivo. Si bien Lula tiene habilidad para ir deconstruyendo a los adversarios políticos, hay una oposición ultraconservadora, lo cual quedó más que demostrado después de los acontecimientos del domingo 8 de enero. Además, el bolsonarismo consiguió una base popular importante, arraigado en los sectores más conservadores de la Iglesia evangélica y en algunos millares de fanáticos, profundamente antidemocráticos y violentos. También cuenta con una fuerza de choque dispuesta a cualquier aventura, como lo fue la invasión al Parlamento, la sede de la Suprema Corte y el Palacio de Gobierno de Brasil.

Por eso, creo que será más fluido el frente externo, sobre todo porque el viejo mundo desarrollado del Norte ya no impone las pautas de largo plazo de la economía mundial. Es necesario retornar a una visión estratégica en términos de políticas regionales de industrialización. De allí la importancia del segundo paquete de medidas que en su momento adoptó el gobierno de Lula, que apunta a una mayor presencia del Estado en empresas clave, como Petrobras y Electrobras, por ejemplo.

–¿Eso es viable en el actual contexto político?

–Es una gran incógnita. Ya es una gran victoria que Lula haya elegido a Fernando Haddad —formado en Derecho, doctor en Filosofía y profesor de Ciencia Política— como ministro de Economía. Eso indica que hay una visión política de la economía. Fernando Haddad, además, fue antes ministro de Educación de Lula, es decir que este gobierno coloca la educación pública como prioridad, luego de que fuera muy combatida por Michel Temer y Jair Bolsonaro.

–Usted mencionó que la amplia base que formó Lula para ganar las elecciones puede “traer consecuencias” en la conformación del Gabinete. ¿En qué ámbitos prevé que se darán las principales tensiones?

–Por ejemplo, el Ministerio de Agricultura está en manos del tradicional sector agroexportador. Y acaba de crearse un Ministerio de Desarrollo Agroecológico que quedará en manos de un sector más progresista. ¿Es posible que convivan la exportación de carne y de proteína animal, una de las principales causas de la deforestación amazónica, y el nuevo ministerio, que pretende favorecer la agricultura familiar? Es un desafío y ahí habrá que tener decisión política. Sabemos que hay una cantidad enorme de tensiones en lo que puede ser la política económica de Lula, pero hay una apuesta central: la política social. Lula lo ha dicho en todo momento y las primeras medidas van en ese sentido.

–La política social supone ampliar el gasto público. Allí conviven miradas opuestas, entre quienes advierten que ello redundará en mayor inflación y aquellos que resaltan el carácter expansivo del gasto. ¿Cuál es su postura?

–En el 2022, la tasa de interés se elevó del 2 por ciento al 16,75 por ciento y la inflación siguió aumentando mes a mes. Es decir que no hubo un efecto de deflación producto del aumento colosal de las tasas. Claro que la política social de Lula se encontrará con una fuerte oposición del sector más conservador, sobre todo ligado al área financiera. Al sector productivo no le interesa una contracción de la demanda local. La burguesía nacional no puede sobrevivir con 68 millones de personas debajo de la línea de pobreza, de un total de entre 210 y 220 millones de habitantes. Entre los años 2020 y 2021, el número de pobres en Brasil aumentó un 22,7 por ciento.

–¿Cree que la propuesta de Lula de flexibilizar el techo presupuestario logrará pasar en el Congreso?

–Creo que hay condiciones políticas para que se apruebe esta medida —y así mantener la ayuda de emergencia de 600 reales por familia, por ejemplo— porque hay interés de la burguesía nacional y de varios sectores que forman parte de la base aliada de Lula. Pero sobre todo porque la gravedad de la situación en Brasil ha llegado a limites que eran inimaginables diez años atrás. Un reciente informe de Cepal indica que hemos retrocedido 30 años en términos de combate a la miseria y la pobreza. De hecho, uno de los diecisiete objetivos de desarrollo sustentable del milenio es “hambre cero”, inspirado en la política social del PT. Hasta el momento, el juego de ajedrez indica que Lula tiene condiciones de avanzar con esta propuesta.

Volver al mundo

–¿Qué significa “volver al mundo” para esta nueva etapa de Brasil?

–Lula viene anunciando el regreso a una agenda internacional desde el inicio de su candidatura. Una política externa que él llama “activa y altiva”. Lula, Chávez y Kirchner fueron una tríada muy fuerte. Durante la etapa activa de los Brics, Lula siempre tuvo en claro que su participación no debía ser individual. Por eso, a cada reunión de los Brics, invitaba a mandatarios de otros países de América Latina.

–¿Qué medidas ha tomado Lula para ese regreso a la agenda internacional?

–Las primeras medidas son “desmatamento cero” (cero deforestación), frente a la gran pérdida de superficie amazónica que se produjo durante el gobierno de Jair Bolsonaro. Es importante retomar una agenda ambiental, ya que Brasil es el principal país amazónico de América del Sur. En paralelo, el regreso a los Brics y la próxima reunión de la Celac en Buenos Aires abrirán un alto nivel de expectativas. Brasil también tiene un papel importante que jugar en Unasur. Creo que el actual gobierno puede avanzar con más facilidad en la política externa que en la política interna.

–¿Qué le aporta África al entramado internacional de Brasil?

–Cuando África inicia sus negociaciones con China para formar parte de la nueva Ruta de la Seda, avanza en un proceso de recuperación de su visión panafricana. La reaproximación de Brasil a África por razones culturales, étnicas, de país afroamericano, reforzarán la integración regional con la misma fuerza que se hizo en los primeros gobiernos del PT.

–¿Qué potencial recuperación de intercambio productivo y comercial tiene Brasil con los Brics? ¿Qué obstáculos presenta la guerra entre Rusia y Ucrania?

–Los Brics entraron en desaceleración por cuestiones políticas. No solo por el perfil del gobierno de Bolsonaro sino también por el del primer ministro de India, Narendra Modi; dos gobiernos conservadores que fueron retirándose de ese foro de coordinación. Ahora, si Brasil regresa a una política activa de los Brics, no solo logrará desplazar el eje centralizado en la relación China-Rusia sino que legitimará su relación con China. El regreso de Brasil a los Brics será una apuesta estratégica para toda América del Sur y, en alguna medida, también para América Latina si la Celac se consolida más allá de ser un instrumento de coordinación política.

Argentina

Respecto de la relación bilateral con Argentina, ¿qué líneas deberían fortalecerse en vistas de consolidar el flujo de inversiones y de complementación energética?

–Brasil y Argentina tienen una relación comercial que redundó en una colaboración mucho más profunda en el plano científico, tecnológico, educacional y social en ocasión del Mercosur. La relación entre Argentina y Brasil significará dinamizar esta relación histórica, en el contexto de otra cuestión que se ha colocado como una prioridad: la agenda ambiental y la transición energética. En ese plano, la complementariedad es muy clara. Brasil es un país tropical con capacidad de captar energía fotovoltaica. Argentina es un país al Sur del Cono Sur, con una capacidad gigantesca de captar energía eólica. La Organización Latinoamericana de Energía (OLADE) calcula que, con el potencial eólico del Cono Sur —de Argentina y Chile— tendremos para cubrir todas las necesidades energéticas del subcontinente.

La relación con China

–China ha sido importante durante los gobiernos del PT. ¿Qué ocurrió en la relación bilateral durante la gestión de Bolsonaro, quien tuvo expresiones hostiles hacia ese país, en particular en ocasión de la construcción de la red de 5G?

–China constituye para Brasil el primer país en inversión extranjera directa (IED), el primer aliado comercial desde 2008, el primer lugar de destino de exportaciones y el segundo país de origen de importaciones. Cuando Bolsonaro dijo “Brasil no va a entrar a la tecnología 5G”, el empresariado brasileño ligado al área de telecomunicaciones se opuso. Finalmente, Brasil aceptó la entrada de esa tecnología, como lo hizo Inglaterra y otros aliados de Estados Unidos. Durante el período progresista de principios de siglo, la relación de América Latina con China consistió en profundizar la condición exportadora de productos primarios.

–¿Cuáles son las potencialidades de recuperar la iniciativa de la Ruta de la Seda? ¿Qué se interrumpió de ese intercambio durante el último gobierno?

–En este momento, el Belt and Road Initiative (Cinturón y Ruta de la Seda) tiene 144 países que forman parte de su memorándum de entendimiento. Veintiún de esos países son latinoamericanos. Uno de los últimos en incorporarse fue Argentina y creo que el acercamiento de China hacia Argentina se debe al desgaste político con Brasil. Fue un desgaste ideológico por la performance de Bolsonaro, seguidor al pie de la letra de la receta del presidente Donald Trump. Sin embargo, pese a todas las bravatas de Bolsonaro, Brasil se encontró con respuestas diplomáticas de China en diversos momentos.

–¿En qué sentido lo dice?

–En que las relaciones comerciales entre Brasil y China siguen siendo muy intensas. China tiene una demanda importante de mineral de hierro y Brasil es uno de los 3 principales productores y exportadores de mineral de hierro; su principal destino es China. En plena pandemia, la exportación de proteína animal para China creció en un 80 por ciento. Creo que la relación de Brasil con China será más consecuente en el contexto de la nueva Ruta de la Seda. Brasil todavía no es país miembro, seguramente en breve lo será y, con ello, se abre la oportunidad de colocar los intereses nacionales y regionales en esta relación con China.

[Fuente: http://www.pagina12.com.ar]

Escrito por Rui Martins

https://www.observatoriodaimprensa.com.br/wp-content/uploads/2023/01/disturbios_antidemocraticos_supremo_tribunal_federal_vac_abr_1001233738-300x225.jpg

Onde está o ovo da serpente responsável por essas violências em Brasília, praticadas com tanto ódio à democracia e feitas com o uso indevido da nossa bandeira e da camiseta da seleção canarinho? Onde foi fecundada a semente do mal, onde ela germinou discretamente e cresceu, até chegar ao quebra-quebra da versão brasileira do Capitólio norte americano?

Houve quase uma coincidência de datas entre os dois ataques golpistas: os extremistas trumpistas atacaram, há dois anos, o Capitólio em Washington, no dia 6 de janeiro, enquanto o ataque dos extremistas bolsonaristas ocorreu no dia 8 de janeiro, felizmente sem mortes, mas com alguns feridos.

Toda imprensa internacional comentava, na TV e nos onlines, no domingo, a tentativa de putsch ou golpe de bolsonaristas, com a invasão e atos de depredação em Brasília dos prédios da Presidência, do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal e da Esplanada dos ministérios, felizmente vazios com o recesso parlamentar e com a viagem de Lula a Araraquara.

Na segunda-feira, 9 de janeiro, o ataque dos golpistas ocupava as manchetes e as principais páginas dos jornais impressos em todo mundo, com declarações de apoio de políticos e governantes ao presidente democraticamente eleito Lula, cogitando a ONU em Genebra, por proposta latinoamericana, aprovar um postulado mundial em favor do respeito à democracia.

O Brasil não precisava dessa propaganda negativa deflagrada por um bando de bolsonaristas vândalos, movidos pelo ódio e pelas teorias golpistas. Mas esse ataque vinha sendo minuciosamente preparado, embora seu incitador não esteja mais no Brasil e tenha fugido há alguns dias apenas para Orlando, na Flórida, nos EUA. Isso também está contando a imprensa internacional.

A ideia de golpe vinha sendo lançada e alimentada há quatro anos – e isso poucas pessoas alertaram – por pastores nos púlpitos, nas congregações ou tendas evangélicas, agindo junto a pessoas simples crédulas e sem cultura, chamadas geralmente de massa de manobra. Uma grande maioria dos dirigentes protestantes, agora também conhecidos como evangélicos, aceitaram aderir à extrema-direita fascista bolsonarista para ter acesso ao Poder político. É o exemplo da conhecida ex-ministra Damares Alves e do ex-ministro Milton Ribeiro.

A evangelização deixou de ser voltada exclusivamente para Cristo e passou também a ser utilizada para endeusar o candidato e depois presidente Messias Bolsonaro, em troca de ministérios, cargos no governo e possibilidade de agir nos setores formadores da opinião como escolas, controle do ensino, intervindo também na deformação da cultura brasileira. Era o toma lá dá cá.

As igrejas com cultos duas vezes por semana, escolas dominicais, reuniões semanais de jovens e idosos são hoje o setor mais politizado do país, um verdadeiro viveiro ou berçário de ideias, onde se cultivam as vertentes fundamentalistas de extrema-direita vindas dos Estados Unidos, porém de maneira discreta, mesmo imperceptível para os profanos. A grande imprensa leiga, que não frequenta os evangélicos, desconhece esses lugares onde se abastecem os cérebros do gado bolsonarista.

Foram elas, as igrejas, com seu proselitismo a base da vitória de Bolsonaro de 2018. A senadora Damares Alves, exploradora desse filão, eleita com mais de novecentos mil votos é uma prova. “Santa” Michelle uma versão evangélica da católica Maria, poderá ser uma ameaça, caso o marido se torne inelegível.

Qual o segredo do rápido crescimento político do evangelismo? Não há necessidade de uma plataforma de promessas econômicas, salariais, profissionais, de saúde, nada disso. Cria-se um clima de comunidade na qual os pastores prometem o céu e as pessoas simples aceitam, serão felizes depois da morte. O investimento é quase zero, os chamados pastores não fazem curso de teologia, muitos mal frequentaram o curso primário, basta distribuírem-se algumas Bíblias, ter alguns bancos cadeiras e principalmente ter lábia de vendedor, sem esquecer de ameaçar com o inferno quem não se converter.

Mas, além das igrejas, há as redes sociais misturando o reino dos céus com o perigo do comunismo, a receita infalível! Ninguém viu o reino dos céus, ninguém sabe o que é o comunismo, exceto ser vermelho, mas a pregação dá resultado. O comunismo aqui na vida terrena e o inferno no além assustam e dão calafrios, que só passam com muita oração! Os evangélicos eram 5% nos anos 1960, e hoje já são mais de 35%, dos quais cerca de 30% rezam ou oram segundo o rito bolsonarista.

Não podemos esquecer o efeito das pregações e os gritos golpistas de Silas Malafaia, os apelos golpistas de Cláudio Duarte e de outros pastores usando sem vergonha a Bíblia para justificar suas falas antidemocráticas em favor de uma ditadura teocrática bolsonarista. Em Brasília, havia, sem dúvida, seguidores de Malafaia e Duarte.

E quando não são os pastores são os chamados jornalistas formadores de opinião da Jovem Pan ou da Record e deve haver outras rádios e jornais e redes sociais na mesma linha. Há mesmo gente falando dos EUA, onde se sentem seguros para pregar o golpe. Ainda agora, descrevendo as invasões em Brasília, Jovem Pan e Record chamavam os vândalos criminosos de manifestantes e não de golpistas.

Para eles, tudo é permitido em nome da liberdade, inclusive pregar um golpe de Estado, querer fechar o STF e depredar os prédios dos três poderes em Brasília. Pouco antes dos ataques, circulavam vídeos pela Internet falando da criação de uma Ditadura do PT em Brasília, como o vídeo de Carla Ceccato, contra as intenções do novo governo de acabar com os acampamentos e fechamento de redes sociais golpistas. Eles acreditam, como acreditava o ministro José Múcio, ser uma simples questão de liberdade de expressão pedir golpe e pregar a destruição do STF com o ministro Moraes dentro.

Lembram-se do quebra-quebra em Brasília, no 12 de dezembro, dia da diplomação de Lula como presidente, quando incendiaram carros e ônibus? Com a maior cara de pau e o maior cinismo, falavam terem sido petistas infiltrados os autores das depredações e, agora, devem estar falando a mesma coisa… Não é, Rodrigo Constantino e Roberto Motta? Mas há outros, que se dizem jornalistas…

E falar em Distrito Federal ou Brasília, no 12 de dezembro, a polícia do governador Ibaneis Rocha não prendeu ninguém! Verdade, não houve prisões, e ficou por isso mesmo. Essa cegueira era meio difícil de engolir, mas o presidente ainda era o Bolsonaro e ficou por isso mesmo.

Ainda agora, no começo da tarde do domingo 8 de janeiro, quando centenas de bolsonaristas invadiram a Esplanada e iam chegando ao Palácio do Planalto, ao Congresso e ao STF, não havia reforço policial e provavelmente também não haveria prisões, se não houvesse a intervenção federal no Distrito Federal.

E diante dos estragos feitos, inclusive em obras de arte depois dos ataques dos golpistas, o que fez Rocha? Escreveu uma carta de desculpas ao presidente Lula. Ora, deveria ter apresentado sua demissão, embora seja agora provável que ela ocorra depois de processo por imprevidência, conluio ou cumplicidade com os golpistas. O ministro Alexandre de Moraes do STF quer saber por que Ibaneis não agiu contra os golpistas e aplicou-lhe uma suspensão do cargo por três meses.

Mas não foram só falsos jornalistas, mentores de redes sociais, pastores e governadores que vinham preparando o golpe na água morna, nestes quatro anos, havia parlamentares como Carla Zambelli, PMs de Brasília tomando água de coco enquanto se quebravam as portas do Palácio do Congresso ou do STF. Outros conduzindo mesmo os golpistas aos seus alvos.

Tudo isso poderia ter sido evitado se o procurador geral da República, Augusto Aras, ou sua substituta, Lindora Araújo, tivessem aplicado a lei. Por que não aplicaram? Devem ter razões bem fortes… logo iremos saber. Renan Calheiros e outros querem também saber!

E o responsável por tudo isso já foi para bem longe, de onde agora será difícil de voltar. Jair Bolsonaro o presidente instigador do golpe, que negociou o apoio com os pastores evangélicos, pensava ir pedir a nacionalidade italiana, que lhe daria imunidade na Itália, mas a chefe do governo italiano Giorgia Meloni, embora sendo também de extrema-direita, já criticou os ataques em Brasília, juntando-se na condenação aos golpistas feita também por Emmanuel Macron, Joe Biden e outros. Vai ser difícil para Bolsonaro tornar-se italiano para escapar de uma condenação no Brasil e será também difícil renovar o visto de sua presença em Orlando, nos EUA. Joe Biden cuidará disso…

[Foto: Valter Campanato/Agência Brasil – fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br]

Publicado por Willy Delvalle

Após a tentativa de golpe de Estado de bolsonaristas no último dia 8 de janeiro, jornais da Europa dizem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu fortalecido. “As rebeliões de Brasília podem fortalecer Lula”, afirma o jornal francês Le Figaro, em artigo de Patrick Bèle.

“O novo presidente brasileiro recebeu inúmeros apoios nacionais e internacionais depois dos ataques de domingo”, afirma Bèle. “O assalto contra as instituições democráticas em Brasília por partidários do ex-presidente Bolsonaro visava a desestabilizar o poder do novo presidente Inácio Lula Silva”, relata o jornal francês.

“Milhares de partidários do ex-presidente, que acampavam desde novembro diante do quartel central do exército em Brasília, percorreram nove quilômetros que os separavam do prédio da Corte Suprema, quase escoltados por membros da polícia muito pouco ativos, ou mostrando às vezes seu apoio aos manifestantes. No final, os prédios foram vandalizados e inúmeras obras de arte foram fortemente danificadas”, continua o Le Figaro.

“Esses assaltos violentos contra os símbolos da democracia brasileira deram a oportunidade ao governo de Lula de mostrar sua firmeza, de começar um processo de desmilitarização da função pública, enquadrar e punir os representantes das forças armadas mais extremistas. O distúrbio de Brasília permitiu persuadir os opositores de Lula, anunciando que o caminho democrático é a única opção”, afirma o jornal conservador francês.

“Jair Bolsonaro publicou um vídeo contestando de novo o resultado das eleições, mas ele o retirou em apenas alguns minutos, ao compreender que o clima mudou. As imagens mostravam um procurador questionando a vitória de Lula. A rebelião de Brasília virou o jogo e provavelmente reforçou a legitimidade (de Lula). Os apoios internacionais reforçaram sua credibilidade: da China, aos Estados Unidos, de Moscou a Berlim, de Paris a Caracas, as mensagens de apoio multiplicaram-se”.

No mesmo país, o Les Echos, jornal de referência do setor econômico, faz uma leitura semelhante.

“Os brasileiros, bestializados, assistiram domingo ao espetáculo de destruição dos espaços de poder de sua República federal. Essa violência cega chocou vividamente a opinião publica, até nos setores de eleitores de Bolsonaro. O presidente Lula poderia beneficiar-se a curto prazo”, diz o artigo “Lula na cabeceira da democracia”, afirma.

“Hoje, o sentimento anti-Lula permanece disseminado em grande parte da população, mas poucos brasileiros aderem à estratégia do caos empregada pelos bolsonaristas radicais. No calor da situação, mais de 75% da população criticou a operação, segundo o Instituto Atlas Intel, enquanto somente 10% aprovou. Alguns dias mais tarde, outro instituto, o Datafolha, afirmou que 93% dos entrevistados se posicionaram contra a invasão e destruição dos espaços de poder e somente 3% declaram-se favoráveis a esse tipo de ação”.

“Lula, por sua vez, poderia beneficiar-se da situação explosiva. Num gesto forte, ele reuniu primeiramente os governadores dos estados, inclusive os de extrema-direita, nos locais do crime. Na presença dos presidentes do Congresso e da Corte Suprema, ele assegurou que o fascismo não passaria”, observa Thierry Ogier, correspondente no Brasil.

“Ele, que havia pregado a reconciliação em sua posse, já pode reafirmar sua legitimidade e estender a mão a todos os que rejeitam a tentativa de golpe. Ao mesmo tempo, seu governo, apoiado pelo Poder Judiciário, imediatamente ordenou uma contraofensiva que se traduziu por uma onda de repressão: mais de 1.000 prisões, e um mandado de prisão contra o responsável pela segurança de Brasília, Anderson Torres”, diz o jornalista.

“Para evitar um novo golpe, as autoridades empenham-se em matar a insurreição pela raiz. E fazer com que o clima de polarização não degenere em instabilidade política permanente. Eis a questão dessa crise: em curto prazo, a posição de Lula encontra-se reforçada, principalmente graças à união com os poderes Legislativo e Judiciário. Mas se ele não conseguir controlar a situação e agitação continuar, isso contaminaria seu terceiro mandato e enfraqueceria seu governo”, analisa.

Na Espanha, o jornal La Vanguardia estima que “a insurreição de Brasília reforça Lula pelo desgaste de Bolsonaro”. “O presidente marca território ao recordar a neutralidade das forças armadas”, diz.

“Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se numa posição de maior fortaleza do que a de primeiro de janeiro, quando tomou posse depois de ganhar as eleições por uma margem mínima histórica, e com a direita maioritária no Parlamento e nos estados”, afirma.
“A barbaridade democrática do assalto ao coração político do país de domingo e o fracasso de sua eventual tentativa de dar um golpe militar desgastaram o bolsonarismo. E apesar dos erros cometidos para nao abortar a revolta, Lula capitaliza o movimento unido em defesa da democracia, enquanto reprime aos insurgidos, estende pontes com seus rivais institucionais e trata de colocar os militares em seu lugar”, analisa Anxo Lugilde.
“A certeza reside em que a operação deu errado e que politicamente se volta contra o bolsonarismo. E isso é o que beneficia Lula, que segue encontrando dificuldade, sob a pressão dos mercados e com pouca margem para aplicar as políticas distributivas de mandatos anteriores”, diz a publicação de Barcelona.
Em Portugal, o jornal Expresso enfatizou as decisões políticas do presidente brasileiro. “Lula da Silva saiu reforçado da crise. Demitir José Múcio, um político experiente na pasta da Defesa, seria ceder aos golpistas ou aos interesses partidários.”
[Fonte: http://www.diariodocentrodomundo.com.br]

Tenía 97 años. A través de su labor como falsificador de documentos, salvó miles de vidas durante la Segunda Guerra Mundial. También prestó sus servicios en distintas luchas contra el fascismo

Adolfo Kaminsky posa frente a una cámara Lorillon en su casa parisina. Foto: Joël SAGET / AFP

El fotógrafo francés de origen judío-argentino Adolfo Kaminsky, héroe de la Resistencia francesa y de los movimientos anticoloniales después de la Segunda Guerra Mundial, murió hoy a los 97 años, confirmó a la agencia de noticias AFP su hija Sara, quien relató la vida de su padre en el libro Adolfo Kaminsky, vida de un falsificador.

Kaminsky fue un fotógrafo talentoso que se convirtió en un falsificador eximio de documentos de identidad que le entregaba a los miembros de la Resistencia francesa y a los judíos perseguidos por el nazismo, antes de comprometerse en otras causas después de la guerra”, señaló la Fundación para la Memoria de la Shoah.

Nacido en 1925 en Buenos Aires como hijo de inmigrantes ruso-judíos, emigró con su familia a Francia cuando tenía siete años, en 1932, y mucho antes de consagrarse como fotógrafo quería convertirse en pintor, pero a los 17 años se comprometió con la Resistencia francesa en París, tras escapar junto a su familia, ayudado por el consulado argentino, del campo de Drancy, eje de la política de deportación antisemita en Francia, el principal lugar de internamiento antes de la deportación hacia los campos de exterminio nazis, en su mayor parte hacia Auschwitz.

El adolescente ofreció sus conocimientos de química y fotograbado para fabricar documentos apócrifos en un laboratorio clandestino y así comenzó una carrera de tres décadas, poniendo en riesgo su vida, bajo la fachada de un fotógrafo ordinario en su taller parisino, con la que salvó a miles de personas del nazismo.

Adolfo Kaminsky y su hija Sarah (Amit Israeli)

Adolfo Kaminsky y su hija Sarah. Foto: Amit Israeli

“Tuve la suerte de salvar vidas humanas. Trabajé día y noche, con microscopio. Perdí un ojo, pero no me arrepiento de nada”, dijo en 2012 a AFP Kaminsky, quien trabajó para los servicios secretos franceses hasta la capitulación de la Alemania nazi ayudando a los judíos que se evadían de los campos de la muerte a emigrar a Palestina.

Luego se desempeñó como falsificador político para las luchas anticoloniales y antifascistas y de esa manera ayudó al Frente de Liberación Nacional durante la guerra de Argelia, a los antifranquistas de España, a los anti-Salazar de Portugal y a quienes luchaban contra los coroneles en Grecia.

Trabajó también para los participantes de la Primavera de Praga, los desertores estadounidenses de la guerra de Vietnam y hasta con Daniel Cohn-Bendit, famoso líder estudiantil de mayo de 1968 en Francia. En 1971 concluyeron sus actividades como falsificador. Su obra, cuyo humanismo recuerda al fotógrafo francés Doisneau, fue expuesta en el Museo de arte e Historia del Judaísmo en 2019.

 

[Fuente: http://www.infobae.com]

Afirman que Instituto Nacional de Lenguas Indígenas (Inali) apenas tiene asignado un presupuesto de 10 millones de pesos, pese a su importante labor en favor de pueblos indígenas.

La Comisión de Asuntos Indígenas del Senado de México, pidió al Gobierno federal incrementar el presupuesto del Instituto Nacional de Lenguas Indígenas (Inali).

Afirman que es injusto que tenga asignado un presupuesto de solo 10 millones de pesos, pese a la gran labor que tiene que hacer en favor de las comunidades y pueblos indígenas.

El pedido fue expresado por la presidenta de la Comisión, Xóchitl Gálvez Ruiz, el 10 de enero, durante la presentación del informe del director general del Inali, Juan Gregorio Regino.

Este llamado, explicó, se hace en el marco del Decenio Internacional de Lenguas Indígenas, ya que se requieren recursos para llevar a cabo las actividades que se programen en este contexto.

El pedido también llega luego de que el presidente Andrés Manuel López Obrador pretendiera desaparecer el Inali con el pretexto de “austeridad republicana”, lo cual fue impedido por el Senado.

Juan Gregorio Regino indicó que la institucionalización de las lenguas indígenas es una estrategia que debe dar los elementos para repensar la política lingüística del Estado mexicano.

“Más que debilitarlo, debemos defenderlo”, dijo Gálvez, quien también reconoció la gestión de seis años al frente del Inali de Gregorio Regino, la cual concluye el viernes 13 de enero.

A su turno, Regino indicó que la institucionalización de las lenguas indígenas es una estrategia que debe dar los elementos para repensar la política lingüista del Estado mexicano.

Y en esa línea, darles el valor que tienen para ser parte de la administración pública, “pero no como una cuestión de voluntad, sino como una obligación del Estado”, acotó el saliente gestor.

La senadora Gálvez espera que el Gobierno atienda el pedido de la Comisión y que también se tome una buena decisión en la elección del nuevo director del Inali para que no se pierda todo lo avanzado.

La importancia de preservar, proteger y promover las lenguas indígenas fue reconocida por Naciones Unidas mediante el establecimiento del Decenio Internacional de Lenguas Indígenas que empezó el año pasado (2022-2032).

Al menos el 43 % de las 6000 lenguas que se hablan en el mundo están en peligro de extinción y cada dos semanas desaparece una lengua, llevándose consigo todo un patrimonio cultural e intelectual.

México no es ajeno a esta realidad. Pedro Salazar Gutiérrez, uno de los últimos 10 hablantes de la lengua Xjuanji o Ixcateco, murió a los 85 años de edad en el estado de Oaxaca, al suroeste del país, el pasado 7 de enero.

 

[Fuente: http://www.servindi.org]

A Deputación de Pontevedra, a Irmandade Xurídica Galega e a Xunta da Galiza, xunto a 35 concellos, asinaron este sábado, 14 de xaneiro, a ‘Declaración de Pontevedra’.

As autoridades descubriron unha placa despois da sinatura da ‘Declaración de Pontevedra’.

A Deputación de Pontevedra, a Irmandade Xurídica Galega e a Xunta da Galiza, xunto a 35 concellos, asinaron este sábado, 14 de xaneiro, a ‘Declaración de Pontevedra’, un manifesto no que se comprometeron a fomentar o uso do galego nas relacións entre as corporacións locais e a Xustiza. Segundo subliñaron a presidenta Carmela Silva e a deputada de Lingua, María Ortega, este compromiso supón “un feito histórico” na normalización do idioma do país, xa que nestes momentos a lingua galega fica aínda relegada no uso xudicial por cuestións históricas.

O manifesto estabelece como obxectivo normalizar o galego como lingua do dereito e das relacións e procesos nos que interveñan os concellos, así como o compromiso de que as e os representantes municipais (mediante asesorías propias ou externalizadas) soliciten á xustiza que as resolucións lles sexan notificadas no idioma da Galiza.

No texto tamén se recolle que, de aquí en diante, as contratacións de asesorías xurídicas externas por parte dos concellos deberán incluír unha cláusula para que as actuacións procesuais que se realicen en nome de cada unha das corporacións locais asinantes da ‘Declaración de Pontevedra’ sexan en lingua galega.

No acto, no que tamén se conmemorou o 50 aniversario do I Congreso do Dereito Galego, foron anfitrioas a presidenta da Deputación Carmela Silva e a deputada de Lingua, María Ortega, que estiveron acompañadas do secretario xeral de Política Lingüística da Xunta da Galiza Valentín García, e do presidente da Irmandade Xurídica Galega, Xaquín Monteagudo, xunto a representantes de 35 concellos.

Como relatoras falaron a maxistrada Ana Filgueira Paz, a representante da Irmandade e da FEGAMP, Patricia Vilán, a avogada Ana Mosquera, e o responsábel da asesoría xurídica do Concello de Pontevedra, Xavier Munaiz, municipio que xa realiza todos os seus trámites xurídicos en galego. Asistiron un gran número de maxistradas e maxistrados entre os que se puideron recoñecer personalidades como Ramón Villares ou Xesús Palmou, entre outras.

A presidenta da Deputación Carmela Silva quixo destacar que o acto pola galeguización xurídica dos concellos realizado este sábado, 14 de xaneiro, na Deputación, “é imprescindíbel” para falar da situación da lingua, xa que “é o armazón do país e sen ela dificilmente se pode construír un pobo e o seu pensamento”. Subliñou que o galego é “prestixioso por si propio” e que “se o usamos nos lugares nos que reside o poder do pobo, o Executivo, o Lexislativo e o Xudicial, trasladámoslle á cidadanía que é unha lingua que hai que defender”.

Pola súa parte, a deputada de Lingua, María Ortega, insistiu en que o da xustiza é un ámbito no que aínda é preciso dar moitos pasos adiante, por iso agradeceu a sensibilidade de todas e todos os representantes do mundo local que asinaron a ‘Declaración de Pontevedra’ para fomentar o uso do galego. “Hai que rachar con esta situación e mover os marcos da lingua, remediar as inercias do pasado e xuntar sinerxias entre todas as administracións para alcanzar unha maior unidade de acción na defensa do galego”, subliñou.

O secretario xeral de Política Lingüística, Valentín García, destacou que as administracións locais asumiron historicamente de maneira rápida o uso do galego no seu funcionamento e como lingua de proximidade. Recoñeceu que queda moito por facer na Xustiza e destacou a necesidade de desenvolver ferramentas informáticas e de traballo para as persoas do ámbito xudicial.

“Alguén debe ter a iniciativa –de fomentar o uso na Xustiza- e pór o tema sobre a mesa. Se é inducido por alguén con responsabilidades administrativas, mellor. Desde a Xunta sempre van ter a nosa colaboración. Pór recomendacións do uso do galego nos pregos dos concellos para contratar asesorías non custa, non é máis caro nin vai levantar ‘sarpulllido’”, subliñou.

Finalmente na parte institucional, o presidente da Irmandade Xurídica Galega, Xaquín Monteagudo, fixo un percorrido polas conquistas do galego no mundo xurídico e administrativo, lembrando que o seu uso na política fixo que gañara prestixio social. Subliñou que os concellos teñen un papel primordial fronte á resistencia de que o galego se use no mundo xurídico porque “boa parte dos procesos que se ventilan” son locais.

“Temos que conseguir que as asesorías internas ou externas usen o galego e dean un paso adiante”, destacou, asegurando que a lingua galega non será recibida nun “ambiente hostil nin discriminatorio” xa que só da Irmandade Xurídica Galega hai 300 profesionais que utilizan o galego. “A Galiza é un país en construción e o galego é o formigón armado para construírmos o país. Por iso temos que coidalo, finalizou”.

A maxistratura e o galego

Na parte da maxistratura, para falar da necesidade dos concellos de normalizar o galego, tomaron a palabra a maxistrada Paz Filgueira, quen salientou que “o galego non é unha lingua minoritaria, senón minorizada” que debe avanzar nas institucións, que segundo dixo “teñen unha débeda histórica”.

Salientou que o problema da lingua galega foi a súa caída na diglosia que perpetuou a idea de que a lingua centralista ostentaba un poder superior fronte a un suposto baixo status e tratamento pexorativo para a lingua nacional da Galiza. “Esa diglosia non debe existir. Non hai linguas de primeira e de segunda”, subliñou.

Patricia Vilán, pola súa parte, asegurou en modo de avogada e integrante da Federación Galega de Municipios e Provincias (Fegamp) a necesidade de non só apostar dende os concellos pola galeguización do día a día, que ao seu entender xa está conseguida, senón tamén na relación das corporacións cos tribunais. Destacou que a ‘Declaración de Pontevedra’ é un compromiso vinculante polo que manifestou o seu convencemento de que “o que veña a partir de agora van ser éxitos”.

 

[Fonte: http://www.nosdiario.gal]

 

De Tolstói a Nelson Rodrigues, passando por Maquiavel, Rousseau, Frida Kahlo e Mary Wollstonecraft, Mouzar Benedito faz uma seleção de frases sobre o mal e as pessoas que o cometem.

Por Mouzar Benedito

Por que alguém é mau, faz maldades por querer? Estranho é que muitas vezes pessoas que fazem coisas horríveis se dizem cristãs, por exemplo. Fazem o contrário do que pregou Jesus Cristo e destroem quem segue o que deviam seguir: ser boas pessoas, fazer “o bem”. Os acontecimentos de 8 de janeiro deste ano, em Brasília são uma prova disso. Um monte de pessoas babando de ódio, fazendo maldades e batendo no peito sobre sua condição de “pessoas de bem” e cristãs.

Ao mesmo tempo, vejo gente que, sendo vítima de maldades, “entende” quem lhe faz mal, e não lhe deseja mal algum. Acham (sinceramente?) que a pessoa má não sabe o que está fazendo. “Pai! Perdoa! Eles não sabem o que fazem”.

Na verdade, acho que sabem muito bem o que fazem. São pessoas que gostam de fazer o mal, desgraçar a vida dos outros. Sentem-se bem fazendo isso. Então, para mim, principalmente depois de uns anos de bolsonarismo, culminados em 8 de janeiro, repito, acho que é perda de tempo tentar ter com essas pessoas um relacionamento “educativo”, para que entendam que estão fazendo as coisas da maneira que não deviam, erradas, cruéis.

Ainda há quem pense que essas pessoas não são más, são ingênuas e influenciadas por algum malvado maior, e têm cura. As pessoas de esquerda costumam ter essa crença de que são mal informados que fazem isso. Eu, de vez em quando, tentei seguir por esse caminho. Mas tem uma porrada de gente com nível universitário, doutores e não sei que mais, destilando ódio e, no fim de 2022, me perguntei: “Será que me tornei mau também?”. Torcia para que se ferrasse um bando de gente que cercava os quartéis pedindo (em nome da democracia!) a volta da ditadura.

Neste janeiro passei a pensar com mais certeza (já estava meio convicto) de que eles querem ser maus, e se são influenciados por um pior e mais poderoso é porque querem ser. Podem aprender a ser bons? Meus sentimentos que restam de “bondade” torcem para que sim, mas meus métodos para torná-los bons não seriam mais os da psicologia ou da pedagogia, seria pelo método que eles acreditam, a volta da “vara de marmelo”, incluindo nessa expressão camisas de força, por exemplo, se bem que os métodos deles vão muito além em maldade, defendem a tortura e a morte da gente. Eles merecem.

Certo ou errado, colhi frases sobre o mal e as pessoas que o cometem.

 

Leon Tolstói: “O mal não pode vencer o mal. Só o bem pode fazê-lo”.

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Jean Paul Sartre: “O mal só pode ser vencido por outro mal”.

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Ditado popular: “A um ruim, ruim e meio”.

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Eduardo Galeano: “Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre”.

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Edmund Burke: “Para o triunfo do mal só é preciso que os bons não façam nada”.

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Albert Einstein: “O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”.

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Sócrates: “Não penses mal dos que procedem mal; pensa somente que estão equivocados”.

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Simone Weil: “O bem é aquilo que dá maior realidade aos seres e às coisas; o mal é aquilo que disso os priva”.

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Michel de Montaigne: “A covardia é mãe da crueldade”.

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Abraham Lincoln: “Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião”.

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Marie von Ebner-Eschenbach: “Haveria muito menos mal no mundo se o mal não pudesse ser feito sob a aparência do bem”.

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Marie von Ebner-Eschenbach, de novo: “Todo homem prefere manter contato com um velhaco bem educado a mantê-lo com um santo mal-educado”.

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Elsa Triolet: “O silêncio é como o vento: atiça os grandes mal-entendidos e só extingue os pequenos”.

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Shakespeare: “O mal que os homens praticam sobrevive a eles; o bem quase sempre é sepultado com eles”.

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Martha Medeiros: “Eu sinto pelas coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei, coisas que eu disse”.

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Martha Medeiros, de novo: “Porque nosso mal é este: pensar demais”.

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Mary Wollstonecraft: “Nenhum homem escolhe o mal por ser o mau; mas apenas por confundi-lo com felicidade”.

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Mário Quintana: “No fundo, não há bons nem maus. Há apenas os que sentem prazer em fazer o bem e os que sentem prazer em fazer o mal”.

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Quintana, de novo: “Que fique mal explicado, quem faz sentido é soldado”.

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Cecília Meireles: “Para me refazer volto ao meu estado de fresca realidade, mal existo e se existo é com delicado cuidado”.

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Jean Jacques Rousseau: “O primeiro passo para o bem é não fazer o mal”.

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Benjamin Franklin: “Quem nada faz, está prestes a fazer o mal”.

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H. L. Mencken: “Pode ser um pecado pensar mal dos outros. Mas raramente será um engano”.

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Goethe: “Sou uma parte dessa força que embora deseja o mal, no entanto, origina o bem”.

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Ditado judaico: “O mal é doce no começo, mas amargo no fim”.

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Anatole France: “Mais vale compreender pouco do que compreender mal”.

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Denis Diderot: “Penso que é indispensável fazer um grande mal momentâneo para que venha a ser possível um grande bem duradouro”.

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Franz Kafka: “Desde que alberguemos uma única vez o mal, este não volta a dar-se ao trabalho de pedir que lhe concedamos a nossa confiança”.

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Milan Kundera: “O homem, essa criatura que aspira ao equilíbrio, compensa o peso do mal com que lhe partem a espinha, com a massa do seu ódio”.

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François La Rochefoucauld: “O mal que fazemos não atrai contra nós tanta perseguição e tanto ódio como as nossas boas qualidades”.

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Honoré de Balzac: “O mal do nosso tempo é a superioridade. Há mais santos do que nichos”.

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Clarice Lispector: “Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer”.

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Plauto: “Nada existe de mais miserável que o espírito do homem que está consciente do mal que faz”.

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Jean-Jacques Rousseau: “Em política, tal como na moral, é um grande mal não fazer bem, e todo o cidadão inútil deve ser considerado um homem pernicioso”.

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Rousseau, de novo: “Amo-me a mim próprio demasiado para odiar seja o que for”.

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Rousseau, mais uma vez: “As leis são sempre úteis aos que têm posses e nocivas aos que nada têm”.

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E haja Rousseau: “Uma parte dos homens age sem pensar, outra pensa sem agir”.

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Victor Hugo: “O mal é como as mulas: teimoso e estéril”.

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Thomas Paine: “O governo, mesmo quando perfeito, não passa de um mal necessário; quando imperfeito, é um mal insuportável”.

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Sidonie Colette: “O vício é o mal que fazemos sem prazer”.

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Lya Luft: “O mal parece não ter conserto: corrige aqui, piora ali”.

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Michelangelo: “Que seja doce a dúvida a quem a verdade pode fazer mal”.

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Henry David Thoreau: “Para cada mil homens dedicados a cortar as folhas do mal, há apenas um atacando as raízes”.

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Winston Churchill: “Não há mal nenhum em mudar de opinião. Contanto que seja para melhor”.

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Maquiavel: “… a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela”.

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Adão Myszak: “Um algoz não pode ser piedoso com as suas vítimas, porque, se fosse compassivo, deixaria de ser algoz”.

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Oscar Wilde: “O mundo é um palco, mas o elenco foi mal escolhido”.

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Frida Kahlo: “Sinto-me mal, e ficarei pior, mas vou aprendendo a estar sozinha e isso já é uma vantagem e um pequeno triunfo”.

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Ieda Graci: “A maldade é uma doença incurável como todos os males físicos incuráveis”.

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Teixeira de Vasconcelos: “Muitas vezes o clamor da maldade confunde e abafa completamente as vozes da justiça”.

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Nelson Rodrigues: “Não se apresse a perdoar. A misericórdia também corrompe”.

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Afrânio Peixoto: “A maldade da inveja é filha da ambição impotente”.

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Eu: “O princípio cristão de perdoar os que lhe fazem mal é uma bobagem, pois os que lhe fazem bem não têm do que ser perdoados”.

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Barão de Itararé: “As pessoas de bem costumam falar mal dos vagabundos. Mas não é por mal. É por inveja”.

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Ditado popular: “Não bom que não possa ser melhor, nem mau que não possa piorar”.

[Foto: WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS – fonte: blogdaboitempo.com.br]

Los medios de comunicación dominantes en Europa tienden a dividir y encasillar a los migrantes y refugiados según sus regiones de origen, lo que impulsa la retórica populista sobre inmigrantes “buenos” y “malos”, como expone el columnista holandés Babah Tarawally, originario de Sierra Leona. Para revertir esta narrativa, plantea hacer hincapié en las contribuciones positivas que realizan los migrantes y refugiados a la sociedad europea.

Escrito por Babah Tarawally – Zam Magazine (Amsterdam)

Traducido por Sara Fernández

El marco de la imagen que veo delante de mí es de oro, pero la imagen en el interior representa un ejército invasor. Esta es una metáfora que utilizo con frecuencia en mis sesiones de formación para empoderar a migrantes y refugiados que acaban de llegar a Países Bajos.

Les digo que creen su propio marco dorado. Y les convenzo de que no deben dejar que nadie les haga creer que sus marcos están hechos de cenizas o de papel higiénico. Enseñar a las personas a creer en sí mismas es fundamental, porque si no creen en ellas mismas, ¿quién lo hará? ¿El sistema de asilo? ¿Los políticos? ¿Los medios de comunicación?

Cuando llegan a un país nuevo migrantes o refugiados, normalmente nos enteramos de su llegada a través de los medios de comunicación. Como moderadores del debate público, los medios de comunicación desempeñan una enorme función a la hora de dar forma a la acogida de esas nuevas llegadas al país anfitrión. Al decidir cómo presentar los hechos, marcan el tono y el ritmo para que tanto el público como los políticos formen sus opiniones y actúen en consecuencia. Cuando se plantea un tono negativo, los debates públicos y políticos resultantes presentan a los inmigrantes como invasores a los que se debe detener, reprimir y combatir. Por lo tanto, los medios de comunicación que han generado esta opinión pública han logrado enmarcar a los migrantes y a los refugiados de un modo concreto y, de esa forma, se establece la agenda social y política.

La vuvuzela de los medios de comunicación transmite actualmente el mensaje de que los inmigrantes y los refugiados ponen en peligro la resiliencia de las sociedades europeas, así como las frágiles economías nacionales y la seguridad del continente. En concreto, se utiliza el argumento de la seguridad para convencer a los ciudadanos europeos de que el terrorismo está relacionado con la inmigración. Y está funcionando. Los partidos políticos de derecha están obteniendo grandes beneficios por toda Europa. Algunos de ellos ganan elecciones y forman Gobiernos que prometen expulsar y rechazar a los refugiados y a los migrantes.

Una creciente lista de países europeos están gobernados por políticos que han hecho campaña con la promesa implícita o explícita de que detendrían la migración cuando llegaran al poder. En 2015, Polonia eligió a un Gobierno de extrema derecha, mientras que un año después vimos cómo el Reino Unido salía de la Unión Europea, con un voto impulsado en gran parte por la retórica de la migración. A estos hechos le siguió la elección de Gobiernos de derecha populistas en Austria e Italia, además de la reelección en Hungría del partido Fidesz de Viktor Orbán en 2018. Y, una tras otras, a estas victorias electorales les ha seguido la aprobación de políticas ideadas para hacer que la vida de los migrantes y los solicitantes de asilo sea insoportable.

Lo ideal es que viéramos cómo los medios de comunicación fueran una herramienta importante para gestionar la creciente diversidad de la sociedad y promocionar la inclusión. Pero, hasta ahora, han demostrado ser absolutamente inadecuados para desempeñar esa función, sobre todo en Europa. En lugar de ello, la prensa de Europa ha optado por adoptar un papel clave para plantear la llegada de los refugiados y los migrantes a las costas de Europa como una crisis similar a un tsunami. Esta visión negativa ha contribuido a las actitudes hostiles entre los ciudadanos europeos con respecto a los refugiados y a los migrantes.


Hasta que el león aprenda a escribir, todas las historias glorificarán al cazador


Por desgracia, las cosas están empeorando en lugar de mejorar. Las pocas organizaciones que ayudan a los refugiados están cansadas o frustradas, o están perdiendo apoyos, a medida que los Gobiernos se vuelven más hostiles a los refugiados y migrantes. Parece como si no hubiera vuelta atrás y como si fuera casi imposible invertir la marea de la negatividad. No podemos simplemente basarnos en la débil esperanza de que los medios vayan a reinventar el marco que han creado ellos mismos, un marco que, como ya hemos comentado, rodea una imagen de un ejército invasor y peligroso. En lugar de ello, los migrantes deben comenzar a crear nuevos marcos y nuevas imágenes que cuenten sus propias historias, desde sus propias perspectivas. Tal y como dice un viejo proverbio: hasta que el león aprenda a escribir, todas las historias glorificarán al cazador.

Contar una historia distinta

A principios de julio de 2022, me invitaron a Madrid, junto a otras 60 personas de distintas partes del mundo, para participar en el programa Decolonising the Newsroom coordinado por ZEMOS98 y Conscience Afro. Con estos encuentros de personas con una mentalidad similar, llegué a entender que no está todo perdido. Hay una salida. Podemos contribuir a cambiar la narrativa negativa haciendo énfasis en los aspectos positivos y el valor añadido que traen consigo los refugiados y los migrantes.

Todos acordamos que, cuando los medios de comunicación nos den golpes bajos, apuntaremos más alto. Hablamos sobre estrategias concretas para reformular la narrativa negativa. Si los medios de comunicación europeos tradicionales y convencionales pueden decidir proyectar una imagen positiva de los refugiados de Ucrania y convencer a los ciudadanos de que los acepten con los brazos abiertos, podemos hacer lo mismo utilizando « nuevos » medios, más baratos y sin fronteras, para reequilibrar el algoritmo de negativo a positivo. Cuanto más amplifiquemos los mensajes positivos y las historias de éxito de migrantes y refugiados, más redirigiremos automáticamente los algoritmos hacia una narrativa positiva.

Tomemos por ejemplo a Ucrania. Los medios de comunicación dominantes nos han hecho creer que teníamos una obligación moral de abrir nuestras fronteras a los refugiados ucranianos, darles un lugar en el que quedarse, ofrecerles casas y aceptarlos en nuestras comunidades. Esta explosión repentina de generosidad no solo surgió porque estas personas desplazadas estaban huyendo de Vladimir Putin; pero es difícil pasar por alto el hecho de que, a pesar de ser refugiados, se parecen a la mayoría de nosotros. Por “nosotros”, me refiero a caucásicos, en muchos casos con pelo rubio y ojos azules. Compartir esta historia personal con vosotros podría ayudaros a comprender cómo algunos de nosotros que no nos parecemos a la mayoría de los europeos hemos asimilado esta narrativa de los medios de comunicación en nuestras propias personas.

Cuando regresé de Madrid, me di cuenta de que algo había cambiado en mi barrio de Utrecht. Probablemente se publicó algo en un periódico local sobre la llegada de refugiados ucranianos que yo no había llegado a leer. Ningún medio en línea o canal de televisión me había alertado de ello tampoco. Cuando llegué a casa, vi un barco de crucero y de repente había muchas personas caminando por mi barrio. Mi mente inmediatamente pensó en turistas y no en refugiados. ¿Por qué? Porque no veía a los refugiados como personas blancas.

Cualquiera puede ser refugiado

Mi suposición de que el barco junto a mi casa en Utrecht llevaba a turistas se convirtió en una conjetura que no debería haber hecho, sobre todo dada mi propia historia de desplazamiento. En la década de los noventa, escapé de Sierra Leona, devastada por la guerra, y, al parecer, yo también fui presa de la mentalidad de creer que solo las personas que se parecen a mí pueden ser refugiados. Había leído en el periódico que el Gobierno estaba alojando a refugiados en barcos, pero no me había imaginado que fueran embarcaciones lujosas. Sueño con viajar en el futuro alrededor del mundo en un barco de crucero y para mí era impensable que los refugiados pudieran estar alojados en este barco de lujo.

Me sentí decepcionado conmigo mismo cuando descubrí la verdad, no porque mis nuevos vecinos sean refugiados, sino porque, inconscientemente, había participado en el estereotipo negativo de qué aspecto tiene un refugiado. Lo que aprendí es que cualquiera puede ser refugiado. No importa el color de la piel ni el nivel de riqueza. La guerra puede convertir a cualquiera en refugiado.

Salí a dar mi paseo diario por la noche junto al muelle donde estaba amarrado el barco, pero no vi nada que indicara que 200 refugiados vulnerables estaban alojados en él y que necesitaban protección. Esto contrasta totalmente con los centros habituales de demandantes de asilo, donde hay guardias de seguridad a la entrada, así como protestas visibles de los residentes locales y la presencia permanente de la policía. No era el caso con este grupo. Parecían estar bien. No había protestas en el lugar.

Cambiar el marco a uno dorado

Todo tiene que ver con los elementos visuales. Empecé a pensar en los motivos por los que a estos refugiados no se les trataba igual que a los negros o asiáticos en las mismas circunstancias. No escuché ninguna queja sobre molestias derivadas de este grupo de refugiados. No se les trataba como a personas conflictivas. ¿Era porque nadie lo había denunciado a la policía? Pensé que quizás era porque, en este barrio, los residentes holandeses blancos son una minoría.

La mayoría de personas que viven en los alrededores son marroquíes y turcos y tienen otras cosas en las que pensar, en lugar de quejarse de personas que han huido de sus hogares. En realidad, no les oigo que se quejen por nada. Incluso cuando subo la música, nadie llega para pedirme que la baje. A diferencia de mi barrio anterior, no escucho ninguna queja sobre los olores de mis platos « exóticos » africanos. Me llevo bien con las personas de este barrio, aunque no sé si comparten mi opinión el distrito municipal, la policía o los constructores.

Aparte de su piel blanca, lo que diferencia a este nuevo grupo de refugiados de los demás es que son sobre todo mujeres, niños y hombres de edad avanzada, que son más vulnerables. Tiene sentido: los hombres jóvenes están en primera línea, luchando para defender su país de la fuerza invasora rusa y dejar que mis nuevos vecinos puedan volver a casa y vivir en libertad. Cuando observo a mis nuevos vecinos caminando, pienso en la pérdida de sus esposos, sus hijos, hermanos, tíos y primos. Aunque estén viviendo en un barco de crucero de lujo, no me cambiaría por ellos ni por todo el oro del mundo.

Cómo mejorar la representación

La forma de enmarcar o formular una situación es una parte importante de la comunicación. Cuando los europeos visitan África y Asia, se presentan como expatriados, personas con experiencia que han llegado para compartir sus conocimientos y sus recursos con las personas locales. Todos sabemos que no siempre es así y que, con frecuencia, llegan para aprovecharse del conocimiento y de los recursos naturales de esos países. En cambio, la situación no se enmarca del mismo modo cuando personas de África o Asia llegan a Europa. Se les llama migrantes o refugiados. Se habla de ellos como personas dignas de lástima, que necesitan ayuda, o bien como un ejército invasor al que hay que temer y expulsar.

Si trabajamos juntos para cambiar esta narrativa negativa, contribuiremos a transformar ese marco de cenizas o papel higiénico en uno de oro que pueda ocupar un lugar de orgullo junto a los demás marcos de la repisa de Europa.

 

[Fuente: http://www.voxeurop.eu]

Este viernes abre la exposición « Breve historia universal de Landrú », el enorme humorista gráfico argentino que deleitó con su pluma irreverente a grandes y chicos. Podrá visitarse en el Museo Municipal de Arte Juan Carlos Castagnino de la ciudad balnearia de Mar del Plata.

Juan Carlos Colombres, alias Landrú

 

A días del centenario de su nacimiento, el dibujante y humorista gráfico Juan Carlos Colombres, alias Landrú (1923-2017), será homenajeado con una nueva escala de la muestra itinerante titulada « Breve historia universal de Landrú », que desde este viernes hará base en el Museo Municipal de Arte Juan Carlos Castagnino de la ciudad balnearia de Mar del Plata.

Integrada por más de 50 documentos originales, la exposición pone el foco en sus distintas facetas de Landrú -el escritor, el periodista, el humorista y, también, el compositor- e invita a recorrer el universo temático de su obra, que incluye actualidad, historia, costumbres, política, cultura e idiosincrasia.

Una muestra itinerante

La muestra -de carácter itinerante, que ahora llegará a la ciudad de Mar del Plata- se inauguró en marzo de 2018 en la Biblioteca Nacional Mariano Moreno y, hasta el comienzo de la pandemia de coronavirus, ya había recorrido los museos Tello, en Viedma, Río Negro; y de Arte y Memoria MAM, en La Plata.

En tanto, a partir de este viernes, se podrá ver en el Museo Municipal de Arte « Juan Carlos Castagnino », ubicado en la avenida Colón 1189 de « La Feliz ».

“Cuando surgió la propuesta de traer la exposición, encontramos muchísimos documentos sobre Landrú y esta ciudad, ya que era el lugar donde veraneábamos durante nuestras vacaciones. Mar del Plata, que tanto le atraía a mi padre, se reflejó en gran parte de su obra humorística”, sostuvo Raúl Colombres, hijo del dibujante.

Por su parte, el curador de la muestra, José María Gutiérrez, destacó que la exposición incluye « material inédito de uno de los pilares del humor gráfico y del periodismo argentino ».

En los 60 creó la revista Tío Landrú y, años más tarde, colaboró en las revistas semanales de los diarios La Nación y Clarín, hasta el año 2007.

Juan Carlos Colombres fue uno de los primeros libretistas del cómico Mauricio Borensztein, conocido como Tato Bores, mantuvo intercambios con Walt Disney y fue fundador de Tía Vicenta, una emblemática revista que reunió a Quino, Garaycochea, Basurto, Faruk y César Bruto, entre otros, y ganó tanta relevancia que despertó el enojo del dictador Juan Carlos Onganía, que dispuso su clausura en 1966.

En los 60 creó la revista Tío Landrú y, años más tarde, colaboró en las revistas semanales de los diarios La Nación y Clarín, hasta el año 2007. A la par de su trayectoria gráfica, el dibujante participó como guionista de distintos programas televisivos, como « El profesor Gagliostro », « Buenos días mediodías, « Los caballeros de la junta redonda », y de los ciclos radiales « La cabalgata del disparate » y « El señor Porcel ».

Reconocimientos a una pluma inolvidable

Entre los reconocimientos que tuvo en vida, Landrú recibió en tres oportunidades la Medalla de Oro de la Asociación Argentina de Dibujantes (1948, 1954 y 1971); el premio Argentores (1963); el premio Konex en la categoría humor gráfico (1982); fue nombrado miembro de número en la Academia Nacional de Periodismo (1992) y Ciudadano Ilustre de la Ciudad de Buenos Aires (2003); y en 2015 se inauguró la estatua de Tía Vicenta en el Paseo de la Historieta.

Si bien su nombre fue Juan Carlos Colombres, se lo conoce como Landrú, seudónimo que adoptó por su parecido físico al criminal francés Henri Désiré Landru, ejecutado el mismo día de su nacimiento, el 19 de enero de 1923.

 

[Fuente: http://www.telam.com.ar]