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Começa a 45ª Mostra internacional de São Paulo, em formato híbrido. Internet permite acesso em todo o país; mas volta mágica da sala escura. Feminismo, regressão moral, endividamento e amores melancólicos marcam primeiros filmes destacados

Escrito por José Geraldo Couto

Está começando a 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que este ano terá um formato híbrido, com exibições nas salas de cinema e sessões virtuais. São 264 filmes de mais de cinquenta países, o que torna impossível dar conta de tudo. Quando muito, pode-se destacar um punhado de títulos que não devem passar em branco. É isso que vamos tentar fazer aqui nas próximas semanas, começando hoje com alguns filmes programados para os primeiros dias.

Um herói (Irã/França), de Asghar Farhadi

Ganhador do Grand Prix do Festival de Cannes. Em Shiraz, no Irã, durante uma breve saída temporária da cadeia, um homem preso por dívidas tenta vender moedas de ouro encontradas casualmente pela namorada e, assim, saldar ao menos parte do débito e conquistar a liberdade. Esse é o ponto de partida de uma intrincada narrativa que mistura drama moral, trama detetivesca e reflexão sobre o poder da imagem (televisão, internet) na sociedade contemporânea.

Sem grandes rasgos de invenção visual, mas com direção segura e aguda sensibilidade na descrição de personagens e ambientes, o diretor de A separação e O apartamento reafirma sua tarimba na realização de um cinema de grande comunicação com o público de qualquer lugar do mundo.

Roda do destino (Japão), de Ryusuke Hamaguchi

Vencedor do grande prêmio do júri do Festival de Berlim. Três histórias independentes, todas protagonizadas por mulheres às voltas com relacionamentos afetivos esquivos e enganosos.

Numa delas, uma modelo descobre que seu ex-namorado está começando a sair com sua melhor amiga sem saber da amizade entre as duas. Em outra, uma ex-aluna tenta seduzir um professor universitário e escritor para vingar a humilhação que este impôs a seu jovem amante. Por fim, uma moça lésbica comparece a uma reunião de ex-colegas de colégio e reencontra (ou assim acredita) uma antiga paixão.

Com engenho e delicadeza, Hamaguchi desenha as trajetórias errantes de suas personagens de modo a mostrar a força do acaso e o papel da imaginação na construção do que chamamos “destino”. Uma pequena obra-prima.

Má sorte no sexo ou Pornô acidental (Romênia), de Radu Jude

Urso de Ouro no Festival de Berlim. Vazam na internet imagens do sexo hardcore de Emilia (Katia Pascariu), professora de um colégio de Bucarest, com o marido. Ela é chamada a uma reunião com pais de alunos que se caba por converter num julgamento inquisitorial. Com uma construção livre e debochada, que atravessa vários gêneros e mistura registros diversos (documentário, televisão, home movie), o diretor Radu Jude põe em cena o caos cultural e as tendências morais e políticas regressivas de nossa época.

O garoto mais bonito do mundo (Suécia), de Kristina Lindström e Kristian Petri

A acidentada e trágica história de Björn Andrésen, que ficou famoso ao encarnar o adolescente Tadzio no clássico Morte em Veneza. A participação no filme de Visconti virou pelo avesso a vida do jovem Björn, tornando-o uma celebridade instantânea, explorada até o bagaço pela indústria cultural.

Narrada em parte pelo próprio ator, hoje com 66 anos, essa tocante cinebiografia marcada por tragédias (morte violenta da mãe, perda de um filho bebê, alcoolismo, depressão) atualiza e questiona a ideia mítica da beleza extrema como uma condenação, ao situá-la num contexto histórico-cultural muito concreto. Alguns senões: o excesso desnecessário de música (como se o drama real não fosse suficiente), uma estetização no limite do tolerável e uma certa visão do homoerotismo como uma ameaça a rondar os meninos bonitos.

A mulher que fugiu e Encontros (Coreia), de Hong Sang-soo

O coreano Hong Sang-soo é tão profícuo que já chega em dose dupla. Em A mulher que fugiu, ganhador do prêmio de direção no Festival de Berlim de 2020, uma mulher casada (Kim Min-hee, atriz habitual do diretor) aproveita a ausência do marido em viagem de trabalho para reencontrar amigas de juventude e cotejar sua trajetória com as delas. Como costuma acontecer nos filmes de Sang-soo, nos silêncios e reticências vai reconstruindo-se um passado fugidio, bem como um presente ambíguo e cheio de incertezas.

Em Encontros (melhor roteiro no Festival de Berlim deste ano), acompanhamos vários momentos da vida de um rapaz tímido, Young-ho (Shin Seok-ho), que desistiu da carreira de ator porque não conseguia beijar uma moça que não fosse a sua namorada. Quando esta viaja a Berlim para estudar, ele junta um dinheiro que não tem para ir atrás dela. O encontro não sai como ele esperava. O mesmo vale para seus contatos com o pai, com a mãe e com o ator famoso que anos antes o inspirou. É, na verdade, um filme sobre o desencontro e a solidão, rodado no preto e branco melancólico em que o diretor é mestre.

Outros destaques

Deserto particular (Brasil), de Aly Muritiba. Escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar, essa história de amor atravessada por deslocamentos e descompassos (geográfico, social, de gênero) que une Curitiba a Sobradinho (BA) vai entrar em cartaz logo depois da Mostra. Voltaremos a falar sobre ele.

Azor (Suíça/Argentina/França), de Andreas Fontana. A ditadura militar argentina vista por um ângulo original. Em 1980, um banqueiro suíço chega com a mulher a Buenos Aires para retomar os contatos com investidores locais depois que seu sócio radicado no país desapareceu sem deixar rastros. Junto com esse forasteiro entramos nos meandros da elite argentina que participava do regime: militares, estancieiros, empresários, clérigos. Por trás dos ambientes luxuosos e das conversas a meia voz insinua-se a realidade brutal da ditadura.

Bob Cuspe – Nós não gostamos de gente (Brasil), de Cesar Cabral. Animação que contrapõe (e depois mistura) dois planos: num deles, reconstrói-se a trajetória profissional do cartunista Angeli a partir de depoimentos dele próprio, de sua companheira, de Laerte e de outras pessoas de seu convívio; no outro, narra-se a saga do personagem Bob Cuspe, hoje um punk veterano que vive afastado do mundo, contra o ataque de monstrinhos que são mini-Elton Johns. Nas vozes dos personagens ficcionais, Milhem Cortaz, Paulo Miklos, André Abujamra etc. Diversão garantida.

Transversais (Brasil), de Émerson Maranhão. Documentário que entrecruza cinco histórias de homens e mulheres transgênero de diversas classes e ocupações, em cidades do interior do Ceará. Além de dar a cada um deles e delas o tempo e a atenção para que contem sua trajetória, o filme mostra as transformações do seu entorno (família, escola, trabalho, vizinhança). Uma obra urgente e amorosa, em que se alternam a indignação, o humor e o afeto.

Semana que vem tem mais.

[Fonte: http://www.outraspalavras.net]

BONNES FEUILLES – Fasciné par la trajectoire de Stephen Crane (1871-1900), comète rimbaldienne de la littérature américaine, mort de la tuberculose à 28 ans, Paul Auster remet en lumière sa vie et son œuvre, lui rendant ainsi un hommage éclatant, celui d’un « vieil écrivain empli d’admiration pour le génie d’un jeune écrivain ».

Écrit par Victor De Sepausy

D’abord journaliste à New York, Crane commence à écrire en 1893 et, après de nombreux revers, connaît le succès avec L’Insigne rouge du courage, roman sur la guerre civile américaine vécue à travers le regard d’un jeune soldat. Se débattant toute sa vie avec le manque d’argent et les dettes, Crane travaille sans relâche, couvre divers conflits, écrit articles, poèmes, nouvelles et romans.

Il s’installe finalement avec sa compagne en Angleterre, où il devient l’ami de Henry James et de Joseph Conrad, qui dira de l’une de ses œuvres : « C’est la vérité même de l’art. »

L’écrivain américain Russel Banks, indique : «L’engagement total et obsessionnel de Paul Auster envers Stephen Crane, le bad boy de la littérature américaine du XIXsiècle, est exceptionnel et d’une saisissante beauté. Sa maîtrise du contexte historique, ses incursions dans la personnalité de Crane — où l’on sent la patte d’Auster, qui se donne du mal et déploie toute son imagination —, l’analyse des textes : tout est absolument superbe. Et comme sa prose est belle… limpide, claire, et pourtant lyrique et personnelle.

J’ai été particulièrement ému par la description des relations que Crane entretenait avec Joseph Conrad, Henry James et d’autres écrivains de cette époque, avec sa concubine Cora, avec son frère aîné, William, le bourgeois enclin à critiquer. Et aussi par sa délicatesse à l’endroit des autres relations de Crane avec les femmes. Quelle histoire! Plus qu’un roman, plus qu’une biographie, plus qu’un ouvrage d’analyse critique, voici une œuvre littéraire remarquable. Et l’hommage le plus profond que j’aie jamais lu d’un écrivain à un autre.»

 

Paul Auster est né en 1947 dans le New Jersey. Il est membre de l’Academy of Arts and Letters et a reçu le prix Prince des Asturies en 2006, entre autres distinctions prestigieuses. Il vit à Brooklyn avec sa femme, la romancière Siri Hustvedt. En France, toute son œuvre, traduite en trente-cinq langues, est publiée chez Actes Sud.

Burning Boy. Vie et oeuvre de Stephen Crane
Paul Auster
Trad. : Anne-Laure Tissut
Actes Sud Editions
Burning Boy. Vie et oeuvre de Stephen Crane
13/10/2021
1008 pages
28,00 €

 

[Source : http://www.actualitte.com]

Yo no voy a dejar de escribir, nunca voy a dejar de escribir, yo sigo escribiendo todos los días”, dijo Robin Wood en conversión con La Nación este domingo, saliendo al paso a publicaciones que señalaban que abandonaba su profesión debido a cuestiones de salud que supuestamente lo aquejan.
Los medios se hicieron eco ayer de un comunicado dado a conocer por un miembro de su círculo cercano, lo que propició estas versiones contradictorias, y puso sobre el tapete algunas cuestiones de índole familiar.
El creador de “Nippur de Lagash”, según las primeras versiones, se encuentra aquejado de una enfermedad que no le permitiría seguir produciendo, ante lo que el escritor dijo: “Realmente no sé de dónde salió esa historia. Yo amo escribir, me dedico a escribir, esa es mi profesión”.
Respecto al origen de las primeras declaraciones, pidió “por favor, que dejen de decirlo”. Conflictos de índole familiar habrían generado estas afirmaciones contradictorias.
“Salió en los diarios que yo me estaba muriendo, y yo no me estoy muriendo. Y con respecto a escribir, yo voy a seguir escribiendo exactamente como venía haciendo todos estos años”, reiteró.
Wood, originario de la zona de Caazapá, es un guionista de historietas paraguayo reconocido a nivel mundialmente por series como “Nippur de Lagash”, realizadas principalmente para la editorial Columba, en Argentina, país desde donde se catapultó su carrera a todo el mundo.
[Publicado en La Nación]

¿QUIÉN ES ROBIN WOOD?

Por Diego Accorsi
En esta sección podrán conocer al magistral guionista de historietas sin necesidad de examinar un montón de datos biográficos. Este es un reportaje que surgió de las inquietudes que me fueron apareciendo en septiembre de 2000, a medida que me adentraba más y más en el mundo de Editorial Columba. Habiéndome convertido en el responsable de relanzar los títulos en un proyecto kamikaze que contaba con ínfimo presupuesto, opté por reeditar los personajes más famosos de la editorial desde sus primeras apariciones. Para ello, ordené todos los números de todas las revistas (que se conservaban encuadernados en infinidad de volúmenes) y todas las fichas de las historias compradas por la editorial. Además, encontré un montón de cuadernos donde anotaban los guiones que compraban, con fecha, autor y revista en la que era publicado. Muchas herramientas, pero también, mucho material y todo abría nuevas puertas. Yo –debo confesarlo- nunca había sido un ferviente admirador de la editorial de la palomita y su guionista estrella, Robin Wood. Desde el momento que empecé mi gestión, ese nombre se me aparecía por todos lados. El tipo había hecho todo… y con ese nombre. No podía ser real. Entre los aciertos de esa dirigencia se contó con la inserción como archivista de Johnny –alias el Negro-, íntimo amigo de Robin desde su adolescencia. Johnny demostró ser una verdadera enciclopedia viviente del guionista paraguayo-argentino-danés, con una memoria prodigiosa y una voluntad ciclópea. Antes de siquiera sacar los números Uno, yo ya tenía una necesidad imperiosa de conocer más del autor de Nippur, Dennis Martin, Savarese, Mark y un larguísimo etcétera. Mis primeros acercamientos a esta figura casi mitológica fueron a través de historias de Johnny, hasta que me dijo: “Robin viene este fin de semana a Buenos Aires, ¿querés charlar con él?”. Y sin dudarlo comencé a anotar una batería de preguntas que se iba extendiendo. Coincide con que para ese momento, me doy cuenta de que me sobran páginas en los números 1 de las revistas y en lugar de rellenarlos con avisos, quedaba mucho mejor, un reportaje al gran guionista. Así, en una apacible tarde de primavera, enfilé hacia el departamentito que Robin mantenía en la ciudad de Buenos Aires, y me senté frente a frente con uno de los más grandes –y sin duda uno de los más prolíficos- guionistas del mundo. La entrevista fue casi una charla entre amigos, con muy buena onda, con anécdotas al margen, y el carisma del escritor operando a tope. Salí convertido en un fan de Robin Wood. Esta es la charla como apareció publicada en las revistas Nippur de Lagash Nº1, D’Artagnan presenta a Dennis Martin Nº1 e Intervalo presenta a Savarese Nº1 durante noviembre de 2000, por primera vez, toda de corrido. Encontrarán indicaciones a pie de página para actualizar lo más posible las declaraciones de Robin, ya que en estos ocho años y pico, algunas cosas han cambiado. Espero que los convierta en fanáticos de Wood como a mí.
Un día soleado de principios de primavera, quedé en encontrarme con Robin Wood en su departamento de Buenos Aires, cerca del Parque Centenario (Robin ya no viene tan seguido a Buenos Aires, por ende, no tiene más el departamento de la calle Sarmiento). Apenas uno entra, ve un montón de dibujos enmarcados en las paredes, una Amanda de Falugi, un Gilgamesh de Pez, varias páginas de Nippur de Lucho Olivera, tapas pintadas por De la María, y sentado a la mesa, Robin. Sobre esta hay un laptop cerrado y un cuaderno abierto, escrito, desprolijo. Él está medio resfriado, en realidad, el venir a una ciudad tan polucionada como Buenos Aires le hace chorrear la nariz. Me siento y empezamos una amena charla, en la que Robin –con su acostumbrado estilo- imitó a personas, entonó a la perfección cada palabra dicha en otros idiomas (inclusive el paraguayo), siempre gesticulando mucho, interrumpiéndose y cambiando de idea sobre la marcha, verborrágico, creativo, divertido y con muy buena onda. Pero basta de preámbulos, pasemos a la (…) entrevista, conozcamos…
UNA VIDA DE AVENTURAS: REPORTAJE A ROBIN WOOD
-Empecemos por el principio, ¿cuándo y dónde naciste?
-Nací en el 25 de enero de 1944… De entrada voy a remarcar que Robin Wood es mi verdadero nombre. Nací en una colonia socialista de australianos que vinieron al Paraguay. (El nombre del caserío de los australianos en medio de la selva paraguaya se llama Colonia Cosme y queda en el departamento de Caazapá). En un lugar que aún hoy en día no tiene electricidad ni agua corriente, ni nada (Ocho años después, Colonia Cosme sigue sin luz o agua corriente). Y allí yo crecí.
-¿Cuándo viniste a Buenos Aires y por qué?
-Ahí está un poco más confuso, porque mi madre era medio gitana también. Viví hasta los cinco años en la colonia, después viví con familias, después vivimos… Debo haber llegado a Buenos Aires aproximadamente… creo, porque no tengo fechas exactas, yo debería tener 8 o 9 años. Me quedé aquí unos tres años; vivía en un orfanato porque mi madre no me podía cuidar y volví al Paraguay a los once, doce años, más o menos.
-¿Y después vuelta a la Argentina?
-No, de ahí me fui a la ruta transchaco, a trabajar; a los once años me fui al desierto, al Chaco, y trabajé ahí por un año y medio. Después volví a Asunción, después volví a Buenos Aires, porque mi madre se había casado. Lo malo es que se divorciaron ocho meses después, o sea, que toda una vida familiar que a mí no me interesaba particularmente, volvió a desmoronarse. Entonces trabajé en docenas de trabajos solo… calculá que en esa época yo tenía quince, dieciséis años. Y un buen día me fui en ómnibus de vuelta a Paraguay. Uno de mis tíos estaba trabajando en el Alto Paraná y tenía un camión obrajero, entonces me fui y pasé unos años trabajando en el Paraná.
-¿Y cuándo venís a establecerte en Buenos Aires?
-La Embajada Francesa en Paraguay ofrece un premio a quien pudiera hacer un análisis de la cultura y el arte de Francia. Yo, entre camión y camión, intervine. Y lo gané. Entonces el diario El Territorio me toma como corresponsal… además, pensá en mi edad…
-Pero… ¿de dónde sacás tu educación? ¿Cómo viajando tanto lográs escribir un texto sobre la cultura francesa?
-Yo no tenía ninguna educación, yo tengo seis años de escuela nada más, yo pasé el sexto grado y nada más. Pero por supuesto, como siempre digo, es una especie de anécdota simpática, a los ocho años yo leía Todos los hombres son mortales de Simone de Beauvoir, que muchos años después se convirtió en Gilgamesh y leía Cuentos del mar Por quién doblan las campanas, de Hemingway; tenía ocho años.
-¿Y cuál es tu primer contacto con la historieta?
-De chico no tuve ningún contacto, acordate que yo no tenía casa, yo dormía donde podía, y después empecé a trabajar en las fábricas, en Buenos Aires, que fue el período más terrible de mi vida. Pasé entre cinco y seis años en fábricas, con los sueldos de aquella época, viviendo en pensiones con cinco camas por cuarto, y había esas cocinitas que había que pedalear, con querosene. Entonces en esos cuartos cocinábamos ahí, vivíamos de eso. Hasta hoy en día mi hígado ha quedado… porque eran hamburguesas con huevos fritos, con la grasa y todo eso, y trabajábamos generalmente seis días a la semana. Desde las siete de la mañana hasta las seis de la tarde. Y vivíamos así, de eso. Yo era una bolsa de huesos, muy flaco, tenía granos por la mala comida, la mala alimentación, etcétera… Y yo quería ser dibujante. Era un pésimo dibujante.
-¿Cómo se te ocurre ser dibujante de historietas?
-Siempre me gustó dibujar. Y ahí vienen esas pequeñas cosas: fui a estudiar a Bellas Artes y al otro, en donde enseñaba Alberto Breccia… la Panamericana de Arte, pero yo no tenía talento. Yo quería ser dibujante, pero al final me dijeron “Robin, estás malgastando tu tiempo, no tenés talento”. Y había un individuo ahí, que estudiaba conmigo… en realidad no estudiaba, iba ahí a aburrirse, que se llamaba Luis Olivera, y entre las miles de lecturas mías, estaba la sumeriología, el estudio de la civilización de Sumer. Que era la misma obsesión de Lucho y nos sentábamos después de clase a hablar y hablar, y hablábamos y después yo me iba a la pensión, él se iba a su casa. Y un día estaba puteando porque los guiones eran malísimos y me dice “Estos no son guiones, son un horror”. Y de repente me dijo: “¿Por qué no hacés un guion así, de sumeriología?”. Y le escribí además otros tres guiones. Y me olvidé. Me olvidé porque yo se los llevé a Lucho a la casa; a él yo nunca le mostré dónde vivía. Era un basural, directamente, era algo tan deprimente que me daba vergüenza, donde mi vida era simplemente poder comer ese día. Así que, de repente, cuando la editorial –Columba, donde trabajaba Lucho- aceptó esos guiones, Lucho no sabía dónde contactarme. Éramos amigos de Bellas Artes y en la Panamericana, pero él no sabía dónde vivía yo. Y los guiones se publicaron dibujados por él. Pero Lucho no podía avisarme… Hasta que vi la revista con la historieta publicada. Decía Robin Wood en la tapa… ¡guau! Cuándo yo lo vi fui… Yo vivía en Retiro, y trabajaba en una fábrica que quedaba en Martínez, y ese día había llegado tarde, entonces cuando llegabas tarde no te dejaban entrar y como te pagaban por hora, ese día no comías, listo; entonces pedí un vale y no me lo dieron, pedí algo y nada, y volví caminando desde Martínez a Retiro. Y encima de yapa, llovía. Era como si fuera una película francesa, llovía a cántaros… Y paré por el camino a mirar un quiosco de revistas y vi la revista en la que yo sabía que Lucho dibujaba la abrí y me encuentro con mi nombre. Bueh… seguí caminando hasta Columba, que en esa época estaba en Sarmiento y Callao, algo así… Y fui ahí, subí y estaba una señorita preciosa, en una hermosa oficina, que me miró con toda la sospecha del mundo, totalmente justificada, y me dijo: “Sí, ¿qué quiere?” No te puedo explicar el aspecto que yo tenía, era una cosa… Pesaba cuarenta y ocho kilos, la miseria de mi ropa, todo… Esta chica que luego fue amiga mía de manera íntima, me dijo que ella pensó que yo venía a pedir comida o dinero, o algo, a vender tarjetitas de ‘Soy sordomudo’ o algo así, ‘Colabore’. (risas) Yo le dije: “Me llamo Robin Wood”… Chau, otra joda. Ella no estaba al tanto de las historietas, y ese nombre ridículo…
– Le roba a los ricos para darle a los pobres…
-Pero este necesita para él y para nadie más. Entonces le digo: “No, yo escribí unas historietas y fueron publicadas”. Teresita, Teresita Murray, una irlandesita, muy simpática, me dice: “Espere un momento”, y se fue a hablar, probablemente se llevó todas las cosas que se pudieran robar; (risas) y al rato viene, me mira así con curiosidad y dice: “El señor Basalo lo espera.” Basalo fue Balbastro en Mi Novia y Yo. Paso a una oficina donde un señor muy elegante está sentado, el tipo me mira y me dice: “¿Usted es Robin Wood?” “Sí, señor”. Me dice: “No se ofenda, ¿tiene una cédula?” Saqué mi cédula y se la di. La miró y “Pero entonces ¿de verdad usted es Robin Wood?” “Sí”, entonces me dice: “Le cuento que compramos los tres guiones”… y no te puedo decir los precios de esa época, pero ponele que en la fábrica yo ganaba trabajando las horas extras que eran cuatro por día, trabajaba ocho horas más las cuatro horas extras, o sea doce horas, ganaba -un ejemplo- cien pesos por mes…“Nos gusta mucho el trabajo, le compramos todo lo que entregó y le pagamos doscientos pesos”. Yo había escrito tres historietas y digo “¿Doscientos pesos por las tres?” “No, no, doscientos pesos por cada una”. ¡AH! De repente el mundo cambió y dice: “Y todo lo que produzca se lo compramos”. “Bien, bien…” Ahí me levanté ya diferente y le digo: “A todo esto…” y el tipo que ya me había calibrado me dice: “Váyase al tercer piso que ahí le dan un cheque”. Yo nunca había visto un cheque. Fui al tercer piso, me dieron un cheque y yo con el cheque en la mano… (cara de desconcierto) Entonces el tipo me dice: “Pará, vos nunca cobraste un cheque”. “No” “Salí afuera, cruzá Callao y está el Banco de Londres y América del Sur, entregá el cheque y ellos te dan el dinero”. Fui, entré al banco y en esa época debía ser una pila de billetes así (muestra las manos separadas a una distancia como la de una taza de café), entrego el cheque, y me dice: “¿Tené’ cédula? … ¿Robin Hood? … Momento…” Y viste cuando sabes que no va a resultar, que algo va a pasar, que algo va a ir mal, y el tipo viene, me pone el paquete de billetes delante y me dice: “¿Quiere un sobre?” Si me hubiera preguntado si quería un elefante le digo que sí también, me dio el dinero, me fui y de ahí en adelante gané montones de esos paquetes de billetes y once meses después fui a avisarle a Columba que me iba. “¿Cómo te vas a ir?” “Sí, sí”, le digo, “yo me pasé seis años en la fábrica desde el amanecer hasta la noche, seis días por semana y ahora yo me voy…” Yo me iba a ver entrar los barcos en el puerto, yo fui voluntario para la Guerra de los Seis Días, también fui voluntario para Vietnam, con tal de poder irme… En la Guerra de los Seis Días no me aceptaron porque no era judío, ¿y a mí qué?; ofrecí seis años de trabajo en un kibutz a cambio de un pasaje. Para lo de Vietnam me dijeron: “No hay problema, lo único que tiene que ir a Estados Unidos y alistarse ahí”. “Pero escuchame”, le digo,“si yo tuviera plata para irme a Estados Unidos, ¿para qué carajo voy a enlistarme?” Y de repente ahora tenía dinero, y dije: “Yo quiero ver cosas, quiero ver países, quiero ver todo”, y no me fui en avión, me fui en un barco de carga, así, que tomaban siete ocho pasajeros; y me fui en el Calazeta, un barco italiano… Y van veintidós años de viajes… sin parar, nunca quedándome más de seis meses en una ciudad. Y hasta hoy en día me acuerdo del Calazeta que era un buque de carga, tenía una pileta de lona azul en la cubierta para los marineros, que la cargaban con agua salada para refrescarse, no había restaurante, no había nada…
-Ahora viene la pregunta que ya me respondiste, si Robin Wood es tu nombre real… Pero la pregunta puede ser ¿qué otro nombre queda bien con el apellido Wood? ¿Cómo se llamaba tu viejo?
-No sé, nunca lo conocí.
-Y Wood es el apellido de tu mamá.
-Sí.
-¿Y cómo se llamaba tu abuelo materno?
-Hay un nombre tradicional en mi familia, Alexander. En cada grupo familiar siempre hay un Alexander o una Alexandra, mi hija se llama Alexandra. Eso es una especie de tradición… Nosotros somos un clan, no te puedo explicar en palabras lo que es un clan, nosotros somos 300, 400, vivimos en Australia, en Paraguay, en Argentina, en Estados Unidos, Irlanda, somos Wood. Para nosotros ser Wood es una cosa muy importante, muy agradable…
-¿Por qué tuviste tantos seudónimos? Yo te encontré seis, creo.
-Había como doce. Cuando empecé a trabajar en Columba, llegó un momento que decidieron que era una mala política que hubiera en el índice varias historietas hechas por mí y se lea Robin Wood, Robin Wood, Robin Wood, y entonces me pidieron que buscara un seudónimo, y así nació Mateo Fussari, que lo saqué de la sección avisos fúnebres; había muerto el pobre, decía “Mateo Fussari, que en paz descanse”. Robert O’Neil, que era una cosa así, importante; Roberto Monti era el famoso italiano con el que mamá había vivido, que fue como un padre para mí, y fue un lindo homenaje; Carlos Ruiz…
-Carlos Ruiz era el que hacía las de deportes…
-Sí, sí, Carlos Ruiz, era la chotez andante, fantasía de nada, y después el que a mí más me gustó que era Cristina Ruttegard, o sea, yo fui la primera escritora femenina de historietas… Yo estaba buscando un nombre y como era para Intervalo… Así que yo fui la primera escritora, antes de Patricia Breccia, creo que soy la única escritora femenina de historietas en la Argentina…
-Una vez que te aprobaban los guiones, ¿no se te ocurrió presentar la historieta completa? O te diste cuenta que el dibujo no…
-Presenté una, Hjalmar, una historia de vikingos, y yo le dije a Presas: “Esta la quiero dibujar yo”. Las conversaciones con Presas siempre eran problemáticas porque él es tartamudo, entonces hice creo que 17 páginas en vez de las doce habituales, y cuando la vio toda me dijo: “Mirá, esto es una cc-c-cagada”. Me dice: “Vos Wood, vos seguí escribiendo, porque dibujando, no vas a ganar un mango”. Okey, seguí. Pero son diecisiete páginas… Años después, yo le digo: “La historieta esa de Hjalmar… ¿donde está?” “Ah, yo la tengo colgada en casa, en mi colección”. “Ah, pero eso no se me pagó”. “¿Quién te iba a pagar por una cosa así?” Le digo: “Tenés razón, pero si no está pagada es mía, ¿no?” “Sí, sí, es tuya”. “Bueno, Dámela”. “No”. “¿Por qué no?” “Yo soy el único que tiene una historieta completa, escrita y dibujada -si a eso se le puede llamar dibujo- por Robin Wood”. “Pero legalmente es mía”. “Legalmente es tuya”. “Dámela”. “No”. “Te rompo la cara”. “No me importa, no te la doy”. La tiene todavía enmarcada en su colección, nunca me la dio.
– Sé también que -a vos poco, pero a otros quizá más-, le rechazaban historietas… ¿Qué había en la historieta para que en Columba dijeran “Esto no va”?
– A mí me rechazaron algunas historietas, y debo decir, en mi caso, tenían razón. Porque ellos tenían una línea, de trabajo y la seguías o no, pero si no la seguías… Algunas de esas eran tan malas… No es que fuera simplemente el hecho que usaban la autoridad, es que algunas eran tan malas. Yo las he visto… A veces me llamaban para decirme: “¿Vos podés corregir esto?” y yo o leía y decía: “Tienen razón, dejate de joder” y listo.
-A propósito de esto, ¿qué aportó el estilo Robin Wood a Columba? En Columba había una fórmula, y un día aparece Robin Wood dentro del estilo Columba, pero aportando un montón de cosas. ¿Qué hiciste vos que no se venía haciendo antes? A medida que tus guiones empezaron a poblar todas las revistas, todos los otros guionistas empezaron a parecerse más a vos…
-Esa es una pregunta bastante, bastante difícil… Yo nunca razoné lo que hacía, hasta hoy en día, yo trabajo así: (señala un cuaderno garabateado con números de cuadro y un breve texto de pocos reglones en cada uno). Esto (señala la laptop), es nada más que para pasar en limpio. Hasta hoy en día yo trabajo así y si te fijás un poco, yo no corrijo, rarísimo, una… pero en general no corrijo nada. Tal cual como sale, sale. Yo tenía una cultura monstruosa, y una fantasía monstruosa, y eso son cosas que no podés explicar. Yo nunca lo pude explicar. Una vez yo estaba con el guionista (Gustavo) Amézaga, y miró mis guiones y dijo: “Acá no hay corrección”. Y le digo: “Yo nunca corrijo nada, lo hago todo de una sola vez, después tal vez corrija aquí una cacofonía”, y él me dice: “Pero yo tengo que hacer tres, cuatro o cinco copias de un guión”… Así como sale, queda. Creo que en esa época, hubo tres tipos que afectaron la historieta. Uno por supuesto es el grande, Oesterheld. Ni me voy a molestar en hablar, porque él era EL mejor. Absolutamente el mejor. El otro fue Ray Collins, el desaforado, porque realmente él era en todo exagerado. Y quedaba bien. El tercero fui yo, creo que una mezcla entre los dos. Por supuesto yo lo imité a Oesterheld en todo, porque lo admiraba, lo leía, copiaba sus guiones, los guardaba… Mort Cinder en las Termópilas… Yo copié todo de ahí… (recita de memoria, con tono trágico y profundo) “Subo la colina y me encuentro con tres ilotas perdidos, me acompañan, pero el día es negro porque el viento solo puede repetir una palabra Alfeus, Alfeus…” Eso es arte. Eso es lo mejor. Eso es espléndido. Sargento Kirk nunca me convenció. Pero Mort Cinder… eso es…
-Vos releés cosas tuyas y retomás alguna punta que haya quedado colgada, algún enemigo que haya quedado vivo…
-Todo el tiempo. Me encanta.
-¿Hacés eso?
-Ajá. Por una simple razón. ¿Qué es lo más fascinante que hay en las historias? Los malos. Un bueno es bueno, y es bueno en una manera bondadosa, pero los malos, los villanos… Escuchame, en Batman, ¿quién es más interesante? ¿Batman o el Joker? ¡El Joker! Batman está bien, es bueno, mientras que el otro no tiene ningún límite. Entonces el Joker es el gatillo de la historia, el malo es el que hace que el bueno intervenga. Vos sabés que el bueno va a venir, va a intervenir, lo va a cagar, etcétera, pero el malo es el bueno, o digamos que lo interesante es el malo…
-¿Cómo es tu forma técnica para escribir guiones y cómo es tu trabajo con los dibujantes? Vos dividís por página, por cuadro…
-Por cuadro, fijate (señala el cuaderno), está todo dividido por cuadro, después cuando lo paso a la computadora doy las aclaratorias, cada cuadro tiene una aclaratoria: cómo debe ser el enfoque, primer plano, personaje, documentación, expresión, etcétera…
-¿Y vos ya sabés para qué dibujante lo estás haciendo?
-Sí, hace una diferencia tremenda.
-Pero cuando empezaste en Columba no…
-No, no, no, en esa época no, hoy en día yo trabajo con Falugi, Carlos Gómez, Salinas, Enrique Breccia, yo sé exactamente lo que ellos pueden dar. (Al momento de subir esta página, Robin trabaja con Carlos Gómez, Pedrazzini, Goiriz y varios coloristas)
-En el librito de guiones de Columba encontré que en una semana entregaste dieciséis guiones juntos, ¿cómo hacías para escribir dieciséis guiones por semana? Porque no es que no hiciste nada la semana anterior ni nada en las siguientes, una semana hacías diez, otra doce, ¿cómo hacías para producir tanto? ¿Tuviste ayudantes?
-Nunca; nunca. Una vez Columba me puso ayudantes, pero no funcionaba, porque la idea de ellos era que los ayudantes escribían el guion y yo los retocaba y salía. Pero cuando yo los leía… los hacía de vuelta, entonces le dije a Columba: “Para esto laburo yo solo”, pero hasta hoy en día, escribo cantidades; esto lo escribí esta mañana en dos horas (de nuevo señala el cuaderno), es una historieta de Dago… Ayer escribí otra, no, ayer escribí dos… Pero aparte de eso hago los libros de Dago, de 94 páginas que no sé si los viste…
-¿Escribís algo más aparte de historietas?
-Sí, sí, sí… Escribo muchos artículos sobre cine, sobre historia, análisis histórico…
-Escribís en danés, en inglés…
-En danés, en inglés, en italiano, en francés, etcétera, aparte de eso… yo soy un combatiente ecologista… pacífico, no estoy diciéndole a nadie lo que tiene que hacer, simplemente hago lo que puedo… he salido en libros sobre ecología… Creo que tengo una cierta conciencia social…
-Engancho esto con una pregunta que tenía dando vueltas, ¿cuando hacés las historietas, alguna vez dejás traspasar un mensaje, una ideología, algunas ideas tuyas…? ¿Alguna vez sentías que estabas transmitiendo tus ideas personales a los protagonistas o que una idea fuerte tuya era el mensaje de la historieta?
-Sí, sí, eso es inevitable… Yo tengo una conciencia social, porque no formo parte de ningún grupo, pero no podés evitar, mirar alrededor y sacar la conclusión de que un poquitito… Yo pago los estudios de más de veinte chicos pobres, aquí en Sudamérica, a través de organizaciones danesas… soy ecologista, no un ecologista agresivo, porque yo creo que eso también llega a sus extremos… yo hago la mía…
-¿Alguna vez un personaje dijo “No como carne porque está mal”, o una cosa así?
-No, no, nunca, porque eso es algo a título personal, no podés obligar a la gente a ser vegetariano, a no beber…
-En los ‘70 se te ve sobre todo en Mark, una especie de enfrentamiento a la tecnología, a las computadoras, Mark dice: ‘Los de la ciudad son como robots manejados por las computadoras’… Te venía molestando la tecnología…
-Claro, pero no la tecnología, lo inútil que yo era en relación con ella. Vale decir que yo aprendí a manejar una computadora hace dos años, antes era todo así (señala el cuaderno), y con birome roja hacía las aclaratorias y mi mujer las pasaba a máquina. Hasta que un día, me agarró, me hizo sentar y me dijo: “Tu problema es que sos perezoso, ahora vas a aprender” y ahora uso la computadora.
-¿No te aburrís del formato que te obliga terminar la historia cada doce o trece páginas? ¿No tenés necesidad de hacer historias más largas?
-Las hago; hice un mecanismo ahora, que por ejemplo series como Amanda y Dago, son de doce páginas; pero la historia en sí, se extiende a cinco capítulos, o sea que al final, serían unas cincuenta páginas, por la posibilidad de hacerlo en libro.
-Vos escribiste infinidad de géneros, históricas, western, policial… ¿con cuál es el que te sentís más cómodo?
-Todos… Dependiendo del humor del día….
-¿Qué pasa cuando te ponés a escribir, por ejemplo un guión de Nippur y después tenés ganas de escribir otro y otro…? Yo vi en el cuadernito que entregabas varios guiones del mismo personaje el mismo día, después durante tres meses a ese no lo tocabas, después otra entrega de varios episodios…
-Es el ritmo. Anoche escribí un Dago, este lo escribí esta mañana, a las cuatro de la mañana (señala el cuaderno), probablemente esta tarde escriba el tercero.
-¿Te arrepentís de algo de lo que hiciste? ¿Hay algún trabajo que digas me arrepiento de haber hecho esto?
-Sí, un montón…
-¿Puedo nombrar uno?
-Dale.
-La adaptación de La Guerra de las Galaxias.
-Ahhh, pero de eso no me arrepiento por una sencilla razón; era la época que Columba había hecho un trato con una empresa cinematográfica, entonces estas empresas mandaban una reseña, una brevísima reseña de veinte palabras, y cuando yo pienso que hice La Carga de la Brigada Ligera, -inclusive ahora estoy tratando de hacer una reproducción de la Carga en miniaturas-, y cuando lo leí, y me acordé de lo que había escrito… ¡y a la puta! Pero claro, me daban así, “Robin tomá”, diez líneas, y sobre eso tenías que improvisar, yo no tenía la más puta idea de qué se trataba, asi también hice La Profundidad, y una vez me trajeron uno, en la época de los luchadores de catch mexicanos… Super Argo, terrible. Te traían y te daban un papelito, “Mirá, hacé algo sobre esto…” ” Bueh…” Y algo hay que hacer… La Carga de la Brigada Ligera es una cagada total… La Profundidad – The Deep- , que la salvó el dibujante, porque era una cagada. Una vez, Johnny, mi amigo, estaba conmigo en el aeropuerto, yo me volvía a Europa, y yo estaba ahí, meta escribir, marcar, todo, hasta que anuncian vuelo con destino a Ginebra,“Okey, terminé”, le digo: “Negro, llevalo y que en Columba alguno lo pase a máquina…” Y salió una cagada total.
¿Alguna vez un personaje te resultó un éxito sorpresa, que vos no esperabas gran cosa y de repente pegó mucho…?
-Yo pensé que Helena era una pavada; Mi Novia y Yo era una historieta nada más, yo no pensaba una serie… Hubo varias humorísticas y esta era simplemente una más, y de repente en Columba me dicen: “Mirá, tenemos correo, llamadas telefónicas y demás, ¿vos podés seguir haciéndola?” ¿Y qué historias puede haber de un tipo que está de novio con una petisa de mal carácter y que tiene un perro? Eh… cuatrocientos cincuenta capítulos. Y el otro en el que no creí y lo hice realmente porque me interesó a mí, fue Helena. Yo lo empecé a escribir y nunca estuve totalmente satisfecho con eso; Ernesto García Seijas que es un gran dibujante, en esa época estaba muy duro, muy… Y sin embargo fue un éxito y hasta se hizo la serie de televisión en Italia, todo…
-¿Y al revés? Uno al que vos le apostabas todo y no pegó.
-Ronstadt, por ejemplo. Yo pensé: ‘Este personaje me fascina’, pero me cagaron con el dibujante…
-¿Alguna vez te sentiste decepcionado por el dibujante, que vos te habías imaginado al personaje de una manera y el resultado final es un desastre…?
-Uf… Noventa por cierto de las veces…
-¿Y con el color de Columba?
-¿Qué color? (risas)
-¿Quién los convenció de que había que sacar todo a color?
-¿Qué sé yo? Yo estaba en China, en Japón, yo estaba lejos… Por alguna razón también… Eso era horroroso.
-Cuando vos hacías diferentes géneros, ¿era porque vos querías o porque te lo pedían?
-No, porque yo quería. Yo todavía hasta hoy en día, leo Mi Novia y Yo o Pepe Sánchez y me río. Y como yo siempre digo: “No debe estar del todo mal cuando el autor se caga de risa”. Pero además, como yo escribo de esta manera, así, de un tirón, no lo razono, no lo pienso. Carlitos Gómez se divierte porque siempre me pregunta: “¿Y qué va a pasar en el próximo capítulo de la serie?” Y yo le digo: “No tengo la más puta idea”. Y Falugi, el que hace Amanda, él también lo sabe: “Y bueh, esperemos”, -dice-. Ellos saben que yo no sé lo que va a pasar.
-¿Con qué dibujantes te gustaría trabajar?
-Con los que trabajo ahora que realmente me gustan, Zanotto, Alcatena, Falugi, Carlos Gómez, Salinas… (Además de los países que nombra Robin, a la fecha sus obras se han publicado también en México, Chile, Paraguay, Uruguay, Bolivia y Suiza).
-¿Y alguno de los que no estés trabajando?
-Es difícil, porque una cosa es lo que muestran y otro es cuando empiezan a la serie… Un soldado puede estar muy bien vestido, andar bien a caballo, todo, pero cuando empieza la batalla, ahí es otra cosa. Eso ha ocurrido muchísimas veces, una serie es un ejercicio de resistencia, y de decisión, de ganas, no de otra cosa.
-¿Cómo fue o cómo es tu relación con otros guionistas, por ejemplo con Oesterheld, tuviste algún tipo de relación?
-No, a Oesterheld lo conocí una sola vez y fueron dos minutos, nada más. Me preguntó a qué me dedicaba.
-¿Con Ricardo Barreiro?
-¿Era el Loco? Sí, a él lo conocí… Bueno, vos sabés lo que era Barreiro… y me encontré con él en el primer Fantabaires apareció él en su estado habitual y me dijo: “Vos sos Robin Wood”, “Si”, le digo,“Yo soy Barreiro”. “Ah… ¿Y?” “Sabés qué, vos no tenés la cara de hijo de puta que me dijeron que sos”. “No”, le digo, “la carita me la dio mamá”. Y terminamos a las seis de la mañana, con un pedo total, porque con Barreiro no podés terminar de otra manera… Y me cayó muy bien, realmente me cayó muy bien. Me gustó mucho el tipo…
-¿Y con Carlos Trillo?
-Mirá, honestamente creo que Carlos Trillo me odia a muerte, pero nunca he hablado con él. Nunca he hablado con él, pero tengo un resentimiento muy profundo contra él y Guillermo Saccomano, porque cuando hicieron La Historia de la Historieta -que incluso se publicó en Francia- me pusieron como fachista, y yo pensé ¿por qué me acusan de algo así? A mí, que una vez lo dije, en una reunión que me acusaban de capitalista, en el período peronista, de la revista El Descamisado y demás, y me dijeron que participara y yo les digo: “No puedo por una simple razón: primero, que no vivo aquí, no voy a tomar partido político por nadie, no lo tomo ni por los milicos ni por los peronistas, porque si algo no me convence, ¿por qué lo voy a hacer? ¿porque todos lo hacen?” Entonces ahí me atacaron muchísimo (y hasta hoy día), por fachista. Yo dije: “Pero aquí yo soy el único que ha sido obrero, todos ustedes son universitarios, estudiantes, burguesía, aquí el único que ha sido obrajero en el Alto Paraná, que ha trabajado como levantador de piedras en el Chaco, que ha sido obrero de fábrica, soy yo. ¿Y ahora ustedes me llaman a mí fachista, capitalista, burgués?” Y Saccomano y Trillo hicieron ese libro… y yo respeto al trabajo de Trillo, respeto a Saccomano, es decir, una cosa es su trabajo, ahora pues, nunca entendí que sacaran ese artículo lapidario que me tildaban de fachista… yo no sé por qué. Honestamente, con Trillo yo hablé una sola vez cinco palabras, le dije: “Hola”, en una reunión, siempre nos hemos tratado con total cortesía, no conozco al hombre, pero el hombre tampoco me conoce a mí… Y una vez le dije a Salinas padre, José Luis Salinas, cuando hicieron un quilombo en una bienal en Córdoba que yo gané la medalla de oro, y me dice: “No, Robin, vos entendé que nosotros estamos en contra de esa sociedad vampirista que es Columba, no contra vos”. “Bueno, pero yo trabajo para Columba, Columba me ha tratado siempre bien, y todos estos dibujantes que están alrededor mío, trabajan para Columba; cuando vos atacás a Columba, nos atacás a todos nosotros”. “No, no, no”. “Vos sos un privilegiado”, le digo, “no te me vengas a hacer el rebelde, porque vos venís de una familia de abolengo, siempre fuiste rico, trabajaste para Estados Unidos siempre, el Cisco Kid y todo eso, ¿cómo de repente te venís a hacer el rebelde social aquí? Vos estás elegante, bien vestido, bien comido y financiado y de repente querés…” Ah, como otro tarado, también, que dijo: “Lo que vamos a hacer es ir a tomar Columba y quemarla”. No me acuerdo quién era, pero yo le dije: “Sí, vos querés ir a tomar Columba y quemarla, ¿sabes por qué? Porque sos un dibujante malo. Sos un mediocre…” Cuando José Luis Salinas se enteró de que Alberto, su hijo, iba a trabajar conmigo, le dio un soponcio. Esto ocurrió porque cuando Ramón Columba y José Luis Salinas se conocen, Columba padre era un escribiente en el Congreso, y Salinas ya era El; pero sucede que Ramón Columba padre tenía gran talento y edita El Congreso que yo He Visto y eso, y con los manguitos que sacó, hizo El Tony, y eso creció y creció y yo creo que José Luis Salinas nunca le perdonó que siendo El, el genio -que lo fue-, este otro, creo un imperio. Ramón Columba padre terminó rico, rico, en un imperio, mientras José Luis Salinas seguía trabajando para la Fleetway.
-¿En qué países se publicaron tus obras?
-Un montón… En Brasil, en Alemania, en Francia, Italia, en Turquía, en Samoa, ahora van a empezar a publicar también en España, donde ya publiqué… (Dentro de la ciencia-ficción, actualmente Robin se encuentra desarrollando la serie Warrior-M con dibujos de Roberto Goiriz.)
-Empezaste muchísimas series y muchísimas series dejaron de hacerse… ¿Tus series, llegan a finales? ¿Terminan alguna vez?
-No siempre… porque a veces el dibujante cambia, por ejemplo, vos te habrás dado cuenta, Kayan empezó con Zaffino, siguió con otro… y después lo siguió Enrique Villagrán, porque no te olvides, una serie tiene dibujantes…
-Pero cuando vos las escribís, no les pensás un final…
-Llega un momento, donde pensás, por equis razones, aquí vamos a terminarla. Por ejemplo, Kozakovich & Connors, que terminó ahí…
-Y cuando otro guionista la seguía ¿cómo era? Vos se la pasabas…
-Era esa época en Columba, cuando yo tenía tantas series, además yo viajaba, yo desaparecía a veces por meses, y ellos tenían una producción por las dudas, sus guionistas podían llenar esos huecos, pero, honestamente nunca me molestó eso.
-Cuando trabajabas para Columba, o para otra editorial, ¿tuviste problemas de censura, con respecto al sexo, las puteadas?
-Uf, uf… No solamente de sexo, también de política….
-Eso quería saber, por ejemplo, en la época de la dictadura, ¿tuviste que cambiar algo, alguna vez alguien te dijo: “No toques más este tema”?
-No, pero me vinieron a ver una vez, unos señores, que me dijeron que yo había estado escribiendo cosas buenas sobre los judíos. Y yo dije: “Sí, ¿y?”, “-Bueno, sabe que eso se puede ver como una crítica”. “No es crítica, yo hice una historia sobre la creación del Estado de Israel”, “Usted sabe que los Sabios de Sión han intentado dominar la Patagonia…” “No jodan, yo escribí una historieta, ¿qué me van a hacer?” “No, le advertimos amistosamente que no siga con eso porque el sionismo está tratando de destruir a la Argentina”. Yo crecí con los judíos, allá donde yo era muy joven, muy pobre, estos judíos polacos que eran todos taxistas… Dicen: “Los judíos siempre tienen plata”, pero estos judíos polacos no tenían un mango. Nada. Mi primera novia fue judía, y yo crecí con ellos, hasta aprendí a hablar iddish, y leía textos hebreos, poesía, de todo, como siempre…
-Y con respecto al sexo, en Columba te corregían…
-Uuuh… Además había varias cosas que eran tabú.
-¿Cuando empezaste te dijeron: “Esto, esto y esto no lo podés poner”?
-Absolutamente. Adulterio era tabú, suicidio no se podía. Era anticatólico. No se podían suicidar. Sexo, por supuesto, nada. Había una escena en que Grace Henrichsen estaba en la ducha con bombacha y corpiño. Yo fui a ver a Presas y te digo: “¿Tu esposa se ducha con bombacha y corpiño? (risas) Es tan ridículo, la gente se va a reír”. Además a los dibujantes les decían que los senos no fueran muy grandes, porque sino parecía una provocación…
-Contame alguna anécdota o algo relacionado a la idea detrás de la creación de los personajes de esta colección… Empecemos por Nippur. En el episodio 100 de Mi Novia y Yo, el protagonista lee un libro que se llama Lagash de Nippur y de ahí sacas el nombre Nippur de Lagash, ¿eso fue así?
-No, eso es mentira. Yo leía sobre sumeriología, y había dos ciudades importantes, Nippur y Lagash.
Y en ese momento cuando Lucho me dijo: “Hacete algo”, yo dije: “Bueno, un guerrero”; ahora ¿como mierda se llamaba un guerrero en la Mesopotamia? Pepe no se llamaba, entonces se me ocurrió la idea: okey, la ciudad de Nippur es la ciudad de Lagash y el padre de Nippur nació en Lagash o viceversa, le puse a él el nombre de una ciudad y lo hice vivir en la otra. Así de simple, fue una emergencia.
-¿Por qué Nippur teniendo amigos en todos los reinos no va de una a recuperar Lagash y decide vagar por todo el mundo?
-Una vez un individuo, un tipo al que yo conocí en la época de mi apogeo aquí, me dice: “Pero Robin, vos en Buenos Aires…” -yo estaba viviendo en España, en un viejo caserón abandonado, que después yo arreglé-… me dice: “Pero vos en Buenos Aires, en Argentina, en Sudamérica, sos conocido, sos famoso, podrías vivir ahí, ganás muchísimo dinero, y estás aquí, donde no te conoce nadie, donde se ríen de tu nombre… ¿por qué?” Y yo le dije: “Nunca se me ocurrió, prefiero estar aquí”. Me preguntan por qué vivo en Dinamarca, donde no me conoce nadie, y todos dicen el sudamericano ese que vive en la casa blanca y es periodista o algo así, y me gusta eso.
-¿Y vos crees que a Nippur le gustaba el seguir viajando…?
-¿Sabés qué? Yo viajé durante treinta y dos años, pero todo el tiempo, he hecho, por ejemplo, el famoso viaje en tren de Londres a Hong Kong, cruzando toda Europa, cruzando Rusia, Mongolia -yo no sabía que Mongolia existía, y ahí estaba-, cruce toda China, llegué a Hong Kong, de ahí me fui a Macao, después me fui a Australia, viví varios años en Australia… Viajé por tierra desde Buenos Aires hasta México, no pude entrar en Estados Unidos porque no tenía visa, pero de ahí volé… y me fui prácticamente a pie desde Holanda hasta Dinamarca… Yo bajé de los Himalayas en balsa, en Nepal, 150 kilómetros de rápidos, y estuve en India, Escandinavia….
-¿Dennis Martin viene inspirado por James Bond?
-No, no, curiosamente, Dennis Martin venía inspirado en Terence Stapp. Yo veía Modesty Blaze y Terence Stapp que era un hombre muy hermoso pero con cara de malo, hacía el papel de Willie Garvin, el ladero, y tiraba cuchillos todo el tiempo, y era así, exquisito, malo, pero malo, malo. Y cuando yo vi en Modesty Blaze a ese personaje, se me ocurrió Dennis Martin.
-¿Y Mark sale de El Hombre Omega, no?
-Sí, con Charlton Heston, de ahí me vino la idea. Además vos viste lo que es Charlton Heston, épico, colosal, fuerte, todo. Entonces ahí me vino la idea de crear a este personaje que estuviera perdido en ese nuevo mundo.
-¿Y Savarese?
-Quise crear un antihéroe, me basé un poco en Al Pacino y Dustin Hoffman. Yo había estado en Sicilia y siempre me gustó el ritmo de Sicilia, yo hablo italiano, por supuesto, y hasta hoy día cuando lo hablo parece que con un acento bastante siciliano. Y de repente pensé, podés crear un héroe que al mismo tiempo sea un perdedor, y creé a Savarese. Era un pobre… un poco fue un predecesor de Mojado, pero Mojado tenía la fuerza, era un pegador, Savarese no tenía nada, excepto el cerebro. Era chiquito, era feo, fumaba demasiado, tenía caspa, además se enamoraba perdidamente de Anemette, que Anemette es mi mujer. Por eso es danesa, como Ingebord, la prima de ella, también, yo siempre tuve un gran problema con las escandinavas… Pero cuando hace diecinueve años atrás, vine con Anemette embarazada de mi primer hijo, fuimos a Paraguay, a una gran recepción, una noche, en una fiesta y yo charlaba por ahí, y Anemette se queda sentada con su pancita de cinco meses y un tipo elegante de traje se le sienta al lado y después de un momento le dice (con un acento paraguayo muy divertido): “Anemette, ¿por qué le hacei eso al Savarese?” Mi mujer lo mira: “Perdón…” “-Él te quiere, él te quiere mucho, vos no tené’ que andar con otro’ hombre’…” Y la danesa que es sólida como una pared con nada de esa imaginación latina…“Vo’ tené’ que quererlo, te tené’ que casar con él… Mientras él está peleando, vo’ sali’ con otro poráhi, no le hagá eso”. “Permiso”. Viene la gringa y me dice: “Ven aquí. Just fuck off you and your fucking followers, this is it! Estoy aquí embarazada de cinco meses y este me está diciendo que no me vaya a encamar con nadie más porque tengo que vivir con un siciliano que no conozco. Manteneme al margen de esto, están todos locos” (risas).
-¿Vos te considerás argentino, paraguayo, danés…?
-¿Qué importancia tiene? Qué importancia tiene eso de ponerse una etiqueta ‘Soy Argentino’, ¿qué es un argentino? Un cordobés, un santiagueño, un misionero… cuando se habla de ser argentino, ¿qué es? ¿Qué es un paraguayo? Un concepcionero, un encarnaceño, un guaireño, es como decir yo soy francés, pero yo conozco Francia, yo he vivido en Francia, y yo sé que un francés de la Alsacia, Lorena, es un medio alemán, que uno de la Camarga es otra cosa y así… Nacionalidad es una cosa geográfica, nada más… ¿España? Un catalán, un vasco, un gallego, un andaluz… En España te dicen “Shomo’ andaluze”‘ “-¿Españoles?” “Ah, esho tambi锑. Eso es una cosa geográfica, política…
-¿En qué cosas cree Robin Wood?
-No creo en Dios, no porque haya tomado esa decisión, sino porque simplemente nunca pude… ni siquiera me lo postulé el creer en Dios, que hay algo más… Una periodista el otro día en Paraguay me preguntó si yo creía en la vida después de la muerte, y le dije: “Jamás me preocupé por ello. Cuando muera me voy a enterar. Pero no creo que esto sea una especie de aduana, que tenés que llenar formularios para poder entrar”. Yo creo en lo que decía Zorba el Griego: “Dios debe ser un tipo cansado, envejecido, harto, y a ese tipo que maneja todo vos vas a ir a decirle Señor, he fornicado”, (risas), “Señor, he mentido”, yo no entiendo; el tipo te dice: “Por favor, andate. No me vengas a joder con esas pavadas”; escuchame, mi fornicación, mis mentiras, ¿le van a interesar a Dios si es que existe? Yo no estoy seguro, pero la patada más chica que te da…
-¿Y en vida extraterrestre? No recuerdo mucha ciencia ficción en la obra de Robin Wood…
-Si, he hecho Starlight con Zanotto, pero no… (Dentro de la ciencia ficción, actualmente Robin se encuentra desarrollando la serie Warrior-M con dibujos de Roberto Goiriz)
-¿En la magia?
– A todo eso yo le doy la concesión de que puede ser… Es divertidísimo, existen las cartas del tarot Robin Wood, pero yo no creo en eso, no creo en todas esas cosas… No, no es que no creo, jamás me preocuparon directamente, si hay magia, si hay seres extraterrestres, perfecto, no me molesta…
-Enganchando con el tarot, ¿qué hay de Robin Wood aparte de los cómics?
-Todo, de todo. Ahora estoy preparando más películas, aquí ya hice una con Darío Grandinetti, la serie de tevé La Condena de Gabriel Doyle, la serie de Helena en Italia, y ahora tengo un nuevo proyecto con Raúl de la Torre para otra película, un montón de cosas…
-¿Y merchandising?
-En España están haciendo los muñecos de Dago, hay un montón de cosas… Graciela, mi representante, se ocupa de todo eso, porque sino yo no escribiría una línea jamás…
-¿Cómo es un día en la vida de Robin Wood?
-Me levanto, generalmente… Sufro de insomnio, es muy raro que duerma más de cuatro, cinco horas. Me levanto muchas veces a las cinco, seis de la mañana y me voy a correr. Unos cinco kilómetros por día. He corrido medias maratones y demás, después voy a hacer un poco de boxeo, soy cinturón negro de karate, tercer dan, he sido competidor internacional representando a Suiza y a Inglaterra, en otros tiempos, por supuesto, después el resto es… caótico. Simplemente escribo, leo, dibujo, voy, salgo, no hay ningún… Ahora estoy preparando dos viajes que voy a hacer el año que viene, uno es a Groenlandia, quiero cruzar en trineo tirado por perros la parte Este, y el otro es a Islandia… Siempre hago así, un par de viajes a la vez. Leo continuamente, a veces leo el mismo libro varias veces. Nunca me canso de releer algunos libros. Leo la Biblia…
-Hay un libro de Isaac Asimov que se llama Guía de la Biblia
-Sí, ese lo tengo, lo leí, es muy bueno…
-Hay quien dice que no lo escribió Asimov sino sus ayudantes, pero…
-Hay muchos que dicen que Robin Wood es una organización de escritores que trabajan juntos… (risas). La Biblia la leo y la rastreo, he leído El Corán… Es todo medio caótico, como mi música; mi música es… caótica. Me preguntan qué música me gusta “Ninguna”. Me gustan canciones, el jazz no me gusta, pero escucho a Satchmo cantando This is a Beautiful World y es bárbaro. Me gustan óperas, me gustan conciertos, me gusta la Novena Sinfonía de Beethoven, me gusta Carreras, etcétera. No es un tipo de música que me gusta…
-¿Qué tenés contra los perros que en todas tus historietas “perro” es un insulto?
-Es una expresión idiomática, nada más. Y además existe, para los musulmanes, los cristianos…
-Sí, bueno, pero la usa tanto Nippur como Mark o Savarese… Todos insultan “¡Perro!”.
-Honestamente a mí los perros no me gustan. Yo tuve de chico en Paraguay un perro fantástico que se llamaba Tom, pero en general nunca he entendido el placer de estos… En Copenhague cada mañana hay estos desfiles de gente atragantadas de sueño tambaleándose, paseando un perrito, con el guantecito de plástico, por que cuando cagan hay que recogerlo y yo me pregunto cuál es exactamente el placer de un perro que encima viene y te lame, te llena de saliva y demás, ¿cuál es…? No tengo nada en contra de los perros, no los quiero en mi casa, eso sí… Y particularmente hay momentos en que a los villanos yo los llamo ‘cerdos’ y demás, a mí me encanta el jamón, o sea que no es nada personal, es puramente idiomático.
-Para terminar, ¿qué querés decirle a los fans de Columba de siempre que se vuelven a enganchar en este proyecto…?
-Que ellos han sido la mayor fuerza de la historieta que jamás existió aquí. Porque con todo respeto, el manga, los superhéroes, todos esos son transitorios, porque no neguemos, estas historietas de estos personajes han existido ya por más de treinta años, y todavía hay gente joven no solo los viejos lectores, que conocen a estos personajes, que los buscan…
-Y un mensaje para los chicos que por primera vez tienen la posibilidad de acceder al número uno, por ejemplo, de Nippur…
-Es muy simple, como todos los vicios, es una cuestión de adicción, pero por lo menos creo que esta es una adicción positiva, es una cosa para soñar, para fantasear. Hoy estamos perdiendo mucho la fantasía, la cultura oficial ha perdido mucho la fantasía. Y sin embargo en Latinoamérica y en Europa, la historieta sigue tan activa, tan… y eso es lo que siempre trato de explicar cuando me dicen: “Ta televisión va a acabar con la historieta”, y yo digo: “Pero son cosas diferentes”. Cuando salió la televisión le llamaban la Caja Boba, dijeron que iba a acabar con el cine, ¿por qué? Son dos cosas diferentes. Ricky Martin no va a dejar sin trabajo a Plácido Domingo, porque son dos cosas distintas. El otro día un periodista de televisión me estaba haciendo un reportaje y compara como un idiota y dice: “Bueno, yo no leo historietas porque leo libros…” ¿y qué tiene que ver una cosa con la otra? Es como que yo te digo: “Yo hago karate” y vos me decís: “Eso está muy bien, pero yo personalmente prefiero el tenis”. Las dos cosas están muy bien, pero son dos cosas que no tienen nada que ver una con la otra. La estupidez de la gente a veces es colosal y Dios sabe que yo quiero a mi público, los cuido, etcétera, trabajo lo mejor que puedo, porque si ellos pagan tienen el derecho a exigir…
-Planes para el futuro y terminamos…
-Acabo de hacer el Libro del Centenario. En Italia decidieron hacer un libro que cubriera todos los últimos cien años como apertura para el 2000, entonces la idea era hacer diez historietas, cada una marcaba algún punto especial en una década. Me llamaron y me preguntaron si podía hacer uno. Por supuesto. Curiosamente después me llamaron otra vez y me dijeron si podía hacer los diez. Hice las diez. Una de ellas es la muerte del Che Guevara combinada con la llegada del hombre a la Luna; el primero es la batalla de Spear Copt, donde participaron tres hombres: uno fue Louis Botha, que después fue el primer presidente de Sudáfrica; el otro fue Winston Churchill, que era un teniente; y el tercero fue Mahatma Gandhi, que en esa época era un enfermero hindú. El segundo es la muerte de Rasputín, el tercero es la muerte de Pancho Villa y su obsesión con una chica que él conocía, después viene una de gángsters cómica, porque yo quería variar… y los dibujantes que hicieron esto son individuos como Quique Alcatena, Mássimo Carnevale de Italia, Jordi Bernet de España, Ernesto García Seijas, Mandrafina, Solano López, Carlos Gómez, es decir, es un who’s who de la historieta. Yo hice los diez guiones y salió ahora en Italia y estaba por todas partes, y justamente en Roma, el 16 de noviembre tengo que estar ahí, porque se hace una especie de homenaje al libro, y el 27 en Lucca, la ciudad más renacentista de Italia, hacen una exhibición de Dago, que dura un mes; se hace en el Palacio Ducal, en el cual combinan con museos de Italia, armaduras ropas, libros de la época, todo, etcétera.
-Bueno, esto es todo, muchísimas gracias, Robin.
-Chau, suerte.
[Publicado en Portal Guaraní]

Falleció en la noche del domingo « víctima de una penosa enfermedad », según confirmó su esposa, María Graciela Sténico-Wood, a través de su cuenta de Facebook. Las redes se llenaron de mensajes de dolor y de valoración por su trabajo. 

El trabajo de Robin Wood es admirado en todo el mundo.

El trabajo de Robin Wood es admirado en todo el mundo.

 

El escritor y guionista paraguayo Robin Wood, autor de series para historietas como « Nippur de Lagash », « Dago » y « Pepe Sánchez » -algunos de los tantos títulos en que se ramifica su producción de 95 personajes y 10.000 guiones- falleció en la noche del domingo, según confirmó su esposa, María Graciela Sténico-Wood, a través de su cuenta de Facebook.

« Acaba de fallecer mi esposo Robin Wood, víctima de una penosa enfermedad », escribió. Rápidamente las redes se llenaron de mensajes de dolor y de valoración por su prolífico y admirado trabajo, reconocido a nivel mundial. En nuestro país, los y las fanáticas de su obra son legión.

Wood inventó a "Nippur de Lagash" tomando como referencia las ciudades de Nippur, donde nacieron sus padres, y Lagash, ambas ubicadas en una zona histórica de Oriente Medio.

Wood inventó a « Nippur de Lagash » tomando como referencia las ciudades de Nippur, donde nacieron sus padres, y Lagash, ambas ubicadas en una zona histórica de Oriente Medio.

El guionista creó a más de 95 personajes y escribió más de diez mil guiones de historietas, muchas de ellas con seudónimos para que su nombre no se repitiera en las publicaciones: Mateo Fussari, Robert O’Neill, Noel Mc Leod, Roberto Monti, Joe Trigger, Carlos Ruiz y Cristina Rudlinger, fueron algunos de ellos.

Wood publicó, entre 1966 y 1997, unas 30 obras con diferentes dibujantes de Argentina. Durante su carrera recibió numerosas distinciones, y la más destacada fue la de « Mejor Guionista del Mundo », en la Bienal de Córdoba, en 1997.
Robin Wood vivió en nuestro país donde realizó varias de sus creaciones.

Robin Wood vivió en nuestro país donde realizó varias de sus creaciones.

Wood tenía 77 años y había nacido el 24 de enero de 1944 en Caazapá, a 205 kilómetros al sur de Asunción del Paraguay, y desde muy joven se dedicó a la escritura, a pesar de que apenas había terminado el ciclo primario de enseñanza debido a las dificultades económicas de la familia. Sus abuelos eran australianos y militantes socialistas que tuvieron que emigrar de su país luego de una huelga de esquiladores.

A comienzos de la década de 1950, se radicó en Buenos Aires con su madre y trabajó para editoriales argentinas que publicaron sus creaciones en prestigiosas revistas, como El Tony, D’Artagnan, Intervalo y otras.

« Nippur de Lagash » fue un personaje sumerio que Wood inventó tomando como referencia las ciudades de Nippur, donde nacieron sus padres, y Lagash, ambas ubicadas en una zona histórica de Oriente Medio, en el sur de la antigua Mesopotamia, entre los ríos Éufrates y Tigris.
"Nippur de Lagash" es uno de sus personajes más conocidos.

« Nippur de Lagash » es uno de sus personajes más conocidos.

Conocida la noticia, las redes se llenaron de mensajes de despedida. « No hay duda: prolífico autor, talentoso, popular. Deja huella para siempre en el mundo del cómic. Un abrazo a sus familiares y amigos », publicó el historietista Horacio Altuna.

El productor, guionista y periodista Axel Kuschevatzky sumó su despedida: « Adiós Robin Wood. Gracias por tanto. Nippur, Gilgamesh, Dago, Savarese pero por sobre todas las cosas Pepe Sánchez, mi favorito del mundo Columba », escribió.

Por su parte, la cuenta especializada en historieta Archivo de Humor Gráfico Argentino calificó a la noticia como algo « devastador » y recomendó la biografía « Robin Wood: una vida de aventuras », de Diego Accorsi, Julio Neveleff, Leandro Paolini Somers.

En "Dago" se muestras las aventuras de un esclavo en lucha por su libertad.

En « Dago » se muestras las aventuras de un esclavo en lucha por su libertad.

[Fuente: http://www.telam.com.ar]

Escrito por Antonio Costa Gómez

Un día fuimos a Tigre, en el delta del Paraná, muy cerca de Buenos Aires. Es una Venecia salvaje, un sueño de esplendores apagados en mitad de junglas y canales. Cogimos el tren en la estación de Retiro en Buenos Aires. Nos subimos a un barco y las construcciones coloniales nos daban nostalgia al moverse por la orilla. El barco se metió en canales secundarios, se perdió en los laberintos del agua, fue al lado de sauces que nos tapaban, bordeó senderos que partían de embarcaderos solitarios. Fuimos viendo mansiones pretenciosas con galerías, construcciones líricas con ventanales y molduras, casitas comidas por enredaderas a donde llegaba muy suave el ruido del agua. Nos imaginamos las tardes en esos recintos preservados por el agua de las visitas inoportunas, escuchamos con intensidad los sapos, los mil rumores del agua.

Allí Nora Lange y Oliverio Girondo vivieron años en una casa que se llamaba La Recoleta. En aquella Venecia imposible sentiría las frases intensas y los murmullos del agua. Jorge Luis Borges prologó su primer libro, La calle de la tarde. Sus Cuadernos de infancia sedujeron a todos y ganaron el Premio Municipal de Buenos Aires. En Adán Buenosayres de Leopoldo Marechal, Nora se convirtió, con el nombre de Solveig Amundsen, en la Beatriz del protagonista, en la Venus Terrestre y la confidente suprema. Fue una mujer sutil y apasionante y entre los murmullos del Delta se haría todavía más sutil.

Por La calle de la tarde le llamaron «la dama de la vanguardia». Pero su intensidad renovadora guardaba emoción y revelación: «Como un niño llegué a tu corazón. / Tú, generoso, te partiste para darme un pedazo de dicha». Enseñaba a mirar: «La ciudad se abre como una carta / para decirnos la sorpresa de sus calles».

 

 

[Foto: Consuelo De Arco – fuente: http://www.culturamas.es]

Aqueste volum es consagrat als peisses, al cauquilhum e als cefalopòdes. Es previst que l’òbra comprenga dètz volums

Après lo succès dels primièrs tres volums, es paregut ara lo quatren volum de l’Istòria de la cosina catalana e occitana, aqueste còp consagrat als peisses, al cauquilhum e als cefalopòdes. Es previst que l’òbra comprenga dètz volums e que siá completament acabada d’aicí a dètz o dotze ans. “Costarà una vida entièra, mas soi una persona fòrça pacienta”, çò declarèt l’autor, Vicent Marqués.

Nascut a Valéncia en 1950, Marqués es cosinièr e escrivan. A publicat de romans e de libres de cosina tradicionala. Fa aperaquí quaranta ans que comencèt la recèrca de donadas per escriure aquesta istòria de la cosina catalana e occitana que son quatren volum ven de sortir. Segon lo reputat cosinièr catalan Ferran Adrià, l’òbra es “una pèça d’art”.

Aqueste volum prepausa de centenats de monografias e de recèptas de peis, de cauquilhum e de cefalopòdes (de sépia, de calamar e de pofre). L’autor nos fa, en 896 paginas, un percors istoric, filologic, literari e cultural de qualques plats que configuran lo còrpus de la cosina que partejam lo mond d’Occitània e dels Païses Catalans. Malgrat que l’òbra siá editada en catalan, Jornalet publica en occitan qualques unas de las melhoras recèptas de la cosina occitana, en ne fasent un pauc l’istòria.

Lo segond volum, consagrat als topins e als legums, obtenguèt lo prèmi Best of the World dels Gourmand World Cookbook Awards.

Bon apetís!

Lara Estany Freire presenta un assaig sobre la censura franquista en la traducció catalana fruit de la seva tesi doctoral premiada amb el Premi Rafael Patxot i Jubert

 Lara Estany Freire

Lara Estany Freire

 

Escrit per Jaume Forés Juliana

Actor, realitzador i gestor cultural

 

La Diputació de Barcelona, juntament amb l’Institut d’Estudis Catalans (IEC), publica Del silenci a la represa. La censura en la traducció catalana durant el franquisme, un assaig de Lara Estany Freire (Barcelona, 1984), traductora literària i membre del Grup d’Estudis de la Traducció Catalana Contemporània (GETCC) de la Universitat Autònoma de Barcelona, on podem resseguir, de manera detallada, la investigació que va dur a terme per demostrar, a la seva tesi doctoral, la importància que va tenir la traducció en la recuperació i el desenvolupament de la literatura catalana durant el franquisme. Aquesta tesi va ser guardonada el 2019 amb el vintè Premi Rafael Patxot i Jubert de l’IEC.

L’assaig de Freire proporciona detalls sobre la creació i el funcionament de l’aparell censor del règim franquista: des de la depuració dels fons bibliogràfics existents fins als paràmetres i criteris, sovint arbitraris, que regien el procés de censura. I fa especial èmfasi en les traduccions de narrativa publicades en català, per primer cop, durant el període desarrollista, és a dir, a partir de la dècada dels seixanta.

Per fer el seu estudi, Freire va analitzar els expedients de censura d’unes 288 novel·les que encara es conserven a l’Archivo General de la Administración (AGA) d’Alcalá de Henares i, malgrat que no se centra en la figura dels lectors de la censura franquista, sí que n’assenyala alguns noms destacats, com el pare Saturnino Álvarez Turienzo, el pare Miguel Oromí o el pare Francisco Aguirre. Més enllà de la seva col·laboració amb la maquinària repressora de la dictadura, els reconeix una gran capacitat per efectuar anàlisis altament crítiques i raonades de les obres que llegien i, fins i tot, admet que en més d’una ocasió, la seva intervenció va ser cabdal perquè determinades obres poguessin veure la llum sense problemes.

Així, doncs, l’obra de Freire presenta situacions paradoxals com el fet que La revolta dels animals de George Orwell es pogués publicar, en plena dictadura franquista, de manera íntegra i sense problemes, mentre que la saga d’espionatge de Ian Fleming protagonitzada per James Bond, va patir diversos episodis de censura pel seu excessiu contingut eròtic, en opinió dels censors.

Més enllà dels censors, però, l’obra també destaca els noms dels principals traductors de l’època com Maria Aurèlia CapmanyManuel de PedroloJosep VallverdúRafael Tasis i Joan Oliver i Sallarès, però per sobre de tot, el de Ramon Folch i Camarasa, traductor de 45 textos en un període de vuit anys comprès entre el 1962 i el 1969. Cal dir que la majoria d’aquests autors van trobar en la traducció, fos catalana o castellana, un refugi i una via de subsistència dins de l’esllanguit panorama editorial i literari del país, molt tocat per la repressió franquista.

De fet, a l’inici de l’assaig, Freire recull una citació del mateix Folch i Camarasa on es reconeix que “la prohibició absoluta del català a les escoles, als teatres i en els actes públics no solament afectà la creació d’obres originals en la nostra  llengua, sinó també la producció i l’edició de traduccions al català, totalment prohibides, en un intent assassí, del més gran refinament, de reduir els editors catalans a la publicació d’obres autòctones, quan tots els editors de tot el món havien i han de recórrer forçosament a la publicació de traduccions d’obres estrangeres per nodrir els seus catàlegs.”

La voluntat de les autoritats franquistes de folkloritzar la llengua i la literatura catalanes reduint-les a una simple manifestació cultural regionalista és força patent al llarg de tota l’obra; afortunadament, cap a la dècada dels anys seixanta, amb l’auge de l’activitat editorial catalana i el nomenament de Manuel Fraga Iribarne com a ministre d’Informació i Turisme, del qual depenia l’activitat censora, la situació va anar canviant.

Editorials com Plaza & Janés, Nova Terra, Mateu, Vergara, Bruguera i, molt especialment, Aymà-Proa, Club Editor i Edicons 62 van capitanejar el ressorgiment de la literatura catalana, sovint, a través de les traduccions. De fet, segons assenyala l’autora, tot citant a Montserrat Bacardí, directora de la seva tesi, “a mitjans dels anys seixanta, la llengua, lluny de ser un impediment, fins i tot podia facilitar les coses”, ja que els censors, en considerar la llengua catalana com una llengua secundària, amb poca difusió i menys ressò que la castellana, centraven la majoria dels seus esforços a revisar els textos publicats en castellà, que arribaven a un públic molt més ampli i que, per tant, consideraven més perillosos.

Si retornem a l’exemple de les novel·les d’Ian Fleming, veurem com un dels títols més coneguts de la saga 007, Dr. No, va patir moltes més retallades en la versió castellana que en la catalana. Tanmateix, pecaríem d’ingenus si creguéssim que la censura no va danyar el sistema cultural i editorial del país. La dictadura franquista va desnaturalitzar la tradició literària en català, gairebé tallant-la de soca-arrel, un fet extensament documentat en aquesta notable investigació de Freire. Els canvis polítics i socials a què es va veure abocat el país a finals dels anys cinquanta van forçar el règim a adaptar-se, i això va propiciar el ressorgiment de la literatura catalana malgrat l’aferrissada competència que hi havia entre les poques editorials en català supervivents, que lluitaven per tenir en cartera un mateix llistat d’autors i traductors.

Com la majoria d’obres editades per la Diputació, trobareu aquest assaig de Lara Estany Freire a la Llibreria de la Diputació de Barcelona, entre l’avinguda Diagonal i la Rambla de Catalunya de Barcelona. Podeu consultar el seu catàleg així com tots els serveis que us pot oferir en línia a la seva web.

 

 

 

[Font: http://www.nuvol.com]

La Fondation du Prix Genesis, une distinction israélienne considérée comme le Nobel juif, a révélé lundi la liste des six finalistes de l’édition 2022.

Le chasseur de nazis Serge Klarsfeld, président de l’association des Fils et filles de déportés juifs de France (FFDJF), Albert Burla, le PDG de Pfizer qui dirige le groupe américain à l’origine du premier vaccin contre le Covid-19, l’écrivain et philosophe israélien Yuval Noah Harari, la créatrice de mode Diane von Furstenberg, l’actrice Scarlett Johansson et l’acteur Sacha Baron Cohen sont en lice pour succéder au réalisateur Steven Spielberg.

Le Monde Juif.info apporte tout son soutien à Serge Klarsfeld et appelle ses lecteurs à voter massivement en faveur de cet infatigable justicier de toutes nos victimes juives de la Shoah. En 2021, plus de 200.000 Juifs à travers le monde avaient participé à cette élection.

Le Prix, attribué par Israël depuis 2013, récompense « les êtres humains exceptionnels qui représentent les valeurs juives dans leurs contributions au bien de l’humanité ».

 

[Source : http://www.lemondejuif.info]

 

Escrito por Atilio Pérez da Cunha

“Ese perro que aúlla a las sombras,
ese agujero en la suela del zapato derecho,
ese árbol que vestirá mi carne,
finalmente,
apuntan hacia Dylan”.

Eduardo Darnauchans

Una garganta con arena

Más de cincuenta años después de su aparición en las calles del bohemio Greenwich Village de Nueva York, todavía el huracán de Minnesota tiene fuerza para ganar el premio de la Academia Sueca, que le entregó el Nobel de Literatura por “haber creado una nueva expresión poética dentro de la gran tradición americana de la canción”. Un premio que corona una carrera que ha tenido otros reconocimientos literarios importantes, ya que Dylan obtuvo la Orden de las Artes y las Letras (1990), el Príncipe de Asturias (2007) y el Pulitzer (2008).
El Nobel, las dificultades de la Academia para encontrarlo y que asista a la ceremonia de premiación y lo que hará, presuntamente, con dicho premio lo han convertido en noticia recurrente en la más amplia diversidad de medios. Por lo tanto, el vecindario está alborotado.
Algunas personas que no leen siquiera las necrológicas o los resultados de la quiniela, y que jamás han oído a uno de los mayores poetas contemporáneos, debaten sobre el merecimiento de tal premio. Los expertos también debaten aunque no sean, precisamente, expertos en la frondosa obra de Bob Dylan a lo largo de 55 años de carrera, desde que llegó en el frío invierno de 1961 a Nueva York.
Hace poco, el poeta Víctor Cunha, tan urubeatnik y tan dylaniano como yo, me contaba que escuchó una tertulia radial en la que algunos expertos discutían sobre Dylan. Decía Víctor: “En Montevideo, un programa matinal junta a cuatro personas alrededor de una mesa para charlar sobre el caso. Lo cual no está mal en sí. Lo que sí está mal es que los anuncien como que son expertos en Dylan, cuando no lo son. De hecho, me consta que son expertos pero en rubros que no son Dylan, y eso es lo que lo vuelve más bizarro, porque quienes defienden no saben mucho cómo defender, los que atacan no saben qué o cómo es que hay que atacar. El conductor del programa lee incansable una pregunta de un oyente que habla de un cierto aire andaluz de la vestimenta de Dylan. El conductor finalmente encara a los expertos y les pregunta. Los expertos, a favor o en contra, no tienen la respuesta. En realidad, no se necesita ser experto para saber que la pregunta es errónea. El toque no es andaluz, sino mexicano. Cualquier abombado sabe que esos trajes con vira en el borde de la solapa y en las costuras laterales del pantalón, con bolsillos sin tapa y detalles de cuero, el corbatín de lazo, más el sombrero blanco a veces de alas dobladas o negro de ala dura, las botas bordadas y de taco, da entre Texas y México, no Andalucía. La primera vez que Dylan estuvo en Uruguay salió a escena vestido de esa manera. Será que le gusta”. Pienso en estas palabras del poeta y coincido: lo único andaluz en la vida de Dylan han sido los libros de Federico García Lorca.
Desde el otro lado de una calle de Malvín, un veterano cuidacoches me grita: “Dylan ganó el premio Nobel”.
El músico y poeta canadiense Leonard Cohen, a sus 82 años, aplaudió el premio Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan y aseguró que otorgarle ese galardón al cantautor estadounidense es como “poner una medalla al Monte Everest por ser la montaña más alta”. Muchos años antes, el mismo Cohen, otro gran ícono de la canción de tópico, había dicho: “Bob Dylan es uno de esos personajes que solo aparecen una vez cada trescientos o cuatrocientos años”.
Pocas horas después de conocida la premiación de la Academia sueca, Nelson Caula, entrañable colega y amigo, me llamó para opinar sobre el premio Nobel de Literatura entregado al judío errante, la poderosa central poética, la garganta de arena y de “urraca valerosa”, que ha marcado a varias generaciones del planeta en los últimos cincuenta años. Entonces imaginé que sería natural que el posible lector de esta nota pensara que es oportuna, o que es en cierto modo oportunista, dada la repercusión del Nobel y sus consecuencias. Pero, en realidad, estaba pactada bastante antes y es mi manera de celebrar esta edición aniversario de Dossier. Y, también, en cierto modo, la celebración de una parte sustancial de mi propia vida.

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¿Cómo llegó Dylan al cul du monde?

“Oh, oye esto, Robert Zimmerman,
escribí una canción para ti
acerca de un joven extraño
llamado Dylan,
con una voz como la arena y pegamento”.

David Bowie

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Hasta 1969-1970 no había escuchado a Bob Dylan. El mundo entonces mostraba las claras modificaciones sufridas en su geografía política tras la Segunda Guerra Mundial. Se había configurado una bipolaridad derivada de la división del planeta en dos zonas de influencia controladas respectivamente por Estados Unidos y la Unión Soviética (URSS). Los estadounidenses miraban a América Latina como su patio trasero. Habían comenzado a hacer una política intervencionista, y todo lo que se les antojaba diplomáticamente en los países de la Organización del Tratado del Atlántico Norte y de Oriente Medio. La URSS manejaba con mano firme a los países de la entonces llamada “Cortina de Hierro”, y con el garrote del Pacto de Varsovia había aplastado a los gobiernos aperturistas de Hungría, en 1956, y de Checoeslovaquia, en 1968.
Uruguay se deslizaba, entretanto, en una espiral de violencia inédita y sorprendente, como si alguien se hubiera dormido mirando Heidi y se hubiera despertado, bruscamente, con una escena de un film de terror de Stephen King.
Era una época sin celulares inteligentes, sin internet, sin televisión satelital y sin videoclips, sin discos compactos ni mp4. Para un muchacho del sur del Sur era imposible imaginarse la voz y la imagen de un cantor/poeta que se había convertido en la banda de sonido de los movimientos civiles de Estados Unidos en los años sesenta. Dylan.
Disculpe el lector si esta nota resulta autorreferencial, pero la escribe alguien que se hizo poeta, poeta menor, pero poeta al fin, gracias a Bob Dylan.
En los patios del viejo Instituto Alfredo Vásquez Acevedo, agitado por aquellos años complejos y violentos, eran muy pocos aquellos con los que se podía hablar de Bob Dylan. Él ya era un referente de la canción de autor, o de tópico, y se había convertido casi en una leyenda viva como los grandes del folk Pete Seegger, Joan Baez y Woody Guthrie.
En 1970 había corrido a comprar Nashville Skyline, disco compartido con el cantante country Johnny Cash, pero no conocía más que algunas letras de sus primeros discos, las emblemáticas ‘Blowin in the wind’ y ‘A hard rain gonna fall’, que nunca habíamos escuchado, ya que sus discos eran imposibles de conseguir.
Ignoraba por completo que en julio de 1966 Dylan había sufrido un accidente con una motocicleta Triumph Tiger 100 en una carretera cerca de su hogar en Woodstock. Nunca supimos con certeza la gravedad de sus heridas, más allá de alguna declaración del propio cantante/poeta que dijo que sufrió la fractura de varias vértebras cervicales.
Como en muchas otras ocasiones, el personaje Bob Dylan aparecía rodeado de misterio y oscuridades, dado que después del accidente no fue hospitalizado ni hubo partes médicos que refirieran a la entidad de las heridas.
Algunos biógrafos y críticos de la obra de Dylan señalan que el accidente ofreció al cantante la oportunidad de sacarse de encima las presiones que había acumulado al convertirse en el referente, aunque él aclarara reiteradamente que no quería serlo, de todos los movimientos sociales y contestatarios de la época.
“No sigas a líderes, vigila los parquímetros”, había advertido en ‘Subterranean homesick blues’, uno de los temas de su disco Bring All Back Home, de 1965, que aquí en Montevideo no se oyó hasta 1972. En ese mismo año pude conseguir Highway 61 Revisited, en un canje pelo a pelo por un disco de Astrud, una de las mujeres de João Gilberto. El disco de Dylan, considerado uno de los mejores de la historia, era casi todo eléctrico, motivo por el cual Bob había sido abucheado en el Festival Folk de Newport de 1965. En las nueve canciones de ese disco está presente la literatura dylaniana más pura, desde ‘Like a Rolling Stone’, su canción más emblemática, hasta la densa y aluvional ‘Desolation row’, cuya extensión era ya un verdadero cross a la mandíbula.
Para los que conocíamos a Dylan solo por su álbum country Nasville Skyline, fue un verdadero impacto. Por eso no entendimos nada.
En ese puzle perverso que es el personaje Bob Dylan, creado por Robert Zimmerman, faltaban tantas piezas que resultaba imposible completar la imagen global del poeta/cantor que, a pesar de todo, empezábamos a idolatrar como pequeños devotos.
Ignorábamos tanto sobre Dylan, que hasta los años ochenta podíamos decir de él que seguía siendo “un perfecto desconocido”.

La historia oficial (“Eso quiere decir que hay otra historia”)

En los años setenta el mayor conocimiento sobre Bob Dylan lo obtuve por transmisión oral y, muy eventualmente, la audición de alguno de los discos inconseguibles en Uruguay, de parte de mi amigo Hamlet Faux, entonces periodista de los ya desaparecidos diario El Día, Radio Sur y Radio Panamericana. Él fue un referente fundamental: todo lo que podía saber de Dylan lo sabía gracias a Hamlet Faux, quien también me acercaría, en los primeros años de la década de 1980, las publicaciones de Los Juglares y la biografía del periodista estadounidense Anthony Scaduto (la más autorizada hasta entonces, aceptada por el propio Bob), consecuencia de la producción editorial de la España posfranquista.

Captura de pantalla 2017-02-26 a la(s) 10.36.30Leer la biografía de Dylan por Scaduto fue como si un prisionero sometido a una celda de castigo recibiera un manual de cocina con las recetas de apetitosos platos que no podría probar durante su encierro. Cada página alertaba sobre discos y asuntos referidos al poeta/cantante que temía no llegar a conocer. Me relamía como el preso que saboreaba sus platos imposibles.
Hoy en día, tras haber recorrido una buena distancia de mi vida como periodista y comunicador, pienso que sigo ignorando muchas cosas sobre la obra y la vida de Bob Dylan, ese personaje creado por el Sr. Zimmerman.
Cuando Bob Dylan cumplió sesenta años, permitió que apareciera una gran cantidad de libros biográficos o dylanianos. Obviamente, fue también una buena oportunidad para las reediciones de las biografías escritas por Anthony Scaduto y por Robert Shelton, el presunto “descubridor” del cantante/poeta en un bar del Greenwich Village en los años en que Dylan hacía “ásperas canciones folk servidas con fuego y azufre”, según sus propias palabras.
Pero a medida que los libros, de un modo u otro, llegaban a mis manos, me daba cuenta de que la vida de Dylan sucumbía frente a su obra, monumental y abrasadora. (En mayo de 1981, en una disquería de Rúa das Andradas, en mi querida Porto Alegre, “expropié por amor” el doble álbum de vinilo Selfportrait, de Dylan, en una carísima edición holandesa).

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Este autorretrato producido por el poeta/cantante despertó la ira de un personaje de los setenta, Alan Jones Weberman, quien dedicó muchas noches a revisar el tacho de basura de Dylan para ver si encontraba allí, entre restos de hamburguesas, cajas de cereales, pañales sucios y otros residuos, la explicación de su misterio. (Weberman pasó de ser un fanático de Dylan a ser su archienemigo, como Lex Luthor con Superman. Siempre que pienso en eso recuerdo una frase que me dijo el doctor Jorge Batlle: “Mire, mi amigo, no existe peor fundamentalista que un converso”).
¿Qué cuenta una biografía de Bob Dylan? La vida, probablemente las múltiples vidas de un artista inclasificable, un hombre de una raza, de uno solo, que apareció en los contraculturales años sesenta, bajo un amenazante cielo nuclear y cielos sureños cargados de extrañas frutas (negros del Mississippi colgados por hijos y nietos de Lynch).
Bob Dylan es una creación original de Robert Zimmerman, aunque no está claro si tomó su apellido del poeta Dylan Thomas, porque incluso el propio Bob se ha ocupado de negarlo, al tiempo que reconocía la influencia de su lírica, así como de la escritura de Allen Ginsberg (que aparece junto a él en el film Don’t Look Back, la poesía beatnik y los poetas surrealistas).

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Robert Allen Zimmerman, hijo de Abe y Betty, ambos respetados integrantes de la pequeña comunidad judía de Duluth, Minnesota, nació el 24 de mayo de 1941 y se crió en las colinas de minas de hierro, en Hibbing, al oeste del Lago Superior. Sus abuelos paternos fueron emigrantes judíos de Odessa, actual Ucrania, que huyeron a Estados Unidos por causa de los pogromos y la violencia racista. Los abuelos maternos, judíos de Lituania, habían llegado a América un poco antes que los Zimmerman, escapando del fuego de infiernos similares.
En 1946 nació David Zimmerman, el único hermano de Bob. Un año después, toda la familia se trasladó a Hibbing, una pequeña ciudad minera cerca de la natal Duluth, también dentro del estado de Minnesota, cercana a la frontera con Canadá.
La familia vivía de la pequeña casa de electrodomésticos regenteada por el padre de Bob, y él comenzó a interesarse muy tempranamente por la música. Precozmente escuchaba en las radios discos de blues y de los cantantes country de los años cincuenta, hasta que a los trece años, en su Bar Mitzvah, recibió una guitarra de regalo. Esto fue casi un sismo en la vida de aquel adolescente, en una ciudad tan dura y asfixiante como las minas cercanas, destino inevitable de muchos muchachos de su calle y de su generación.
El otro elemento inspirador, en una ciudad donde nunca pasaba nada, fue la amistad con Echo Helstrom, una linda muchachita que resultó el primer amor juvenil de Bob Dylan. Esta muchacha, de singular belleza, de largo cabello rubio y ojos azules, una suerte de Brigitte Bardot de Minnesota, fue la fuerza y el motor para escapar de la mediocre realidad de Hibbing en dirección a Nueva York, donde una época de parto se hacía visible en las calles.

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Del frío Nueva York de 1961 a Los Ángeles caídos de sus 75 años

En 1959, cuando Fidel Castro ya se había instalado en La Habana, el todavía Robert Zimmerman se trasladaba a Minneapolis para matricularse en la universidad. En una clase de anatomía no pudo soportar la vivisección de un conejo y abandonó la facultad por la carretera.
Durante una época inicial, su interés estuvo centrado en el rock and roll. Él mismo manifestó que entonces quería ser tan grande como Elvis. En un proceso cada vez más inclinado hacia lo que el poeta Washington Benavides define como “canción de texto”, Dylan fue inclinándose por la música folk, que era una cosa más seria, que expresaba sentimientos y pensamientos sobre una época dramática y agitada. “Las canciones estaban llenas de tristeza, de triunfo, de fe en lo sobrenatural, y tenían sentimientos más profundos”.
La influyente Echo Helstrom, su noviecita juvenil, parece que fue la que sugirió el nombre “Bob Dillon” que acabó siendo Bob Dylan. Con ese nombre llegó un frío invierno de 1961 a Nueva York. “Llegué en lo más crudo del invierno. Hacía un frío brutal y todas las arterias de la ciudad estaban recubiertas de nieve, pero yo había salido del norte glacial, de un rincón de la tierra donde los bosques gélidos y las carreteras heladas eran moneda corriente. Podía superar las limitaciones. No iba en busca de dinero ni de amor. Me sentía extremadamente despierto, iba a la mía, era un tipo poco práctico y, para colmo, un visionario”.

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La leyenda dice que lo primero que hizo Dylan al llegar fue visitar a quien consideraría “su último héroe”, Woody Guthrie, un prolífico e influyente cantor folk identificado con los mineros, los pobres y los oprimidos. Woody estaba en la última fase de la enfermedad de Huntington, una rara patología neurológica, hereditaria y degenerativa. Dylan lo visitó en el Greystone Park Psychiatric Hospital y en los ratos de lucidez de Guthrie, aquel desgreñado muchacho cantaba para él sus versiones de canciones folk conocidas y sus propias creaciones, especialmente una que tituló ‘Song for Woody’:

“Eh, eh, Woody Guthrie,
te he escrito una canción
sobre un divertido viejo mundo
que va dando vueltas,
que parece enfermo y está hambriento,
cansado y roto,
que parece como muriéndose
y apenas ha nacido”.

Las letras de Dylan incorporan una variedad de temas sociales, políticos, filosóficos y literarios que desafiaron a la música pop-rock convencional existente y apelaron generalmente a la contracultura emergente en la época. Influido por Guthrie, Robert Johnson (el blusero que vendió su alma al diablo), Hank Williams y Cisco Huston, Dylan amplió y personalizó los géneros musicales a lo largo de más de cinco décadas de carrera musical.
En apenas cuatro años desde su llegada a Nueva York, Dylan grabó varios discos, se erigió como rey del folk junto a la reina Joan Baez y revolucionaría la música pop y rock, volviéndose un referente para ascendentes bandas como The Beatles, The Rolling Stones y The Byrds. La discografía consta de 37 álbumes de estudio, diez en vivo, catorce álbumes recopilatorios y cerca de setenta discos simples de vinilo. En aquella época, Dylan era uno de los artistas más pirateados, por lo que existen numerosos discos no contabilizados en su discografía oficial. Hoy en día, en plena era digital, en cada presentación de Bob Dylan aparecen nuevos registros piratas, muchos de ellos con una más que aceptable calidad de sonido. Entre 2014 y el presente año, Bob Dylan publicó sus dos últimos discos de estudio, Shadows in the Night y Fallen Angels, que contienen sus versiones, muy dylanianas, de canciones escritas por distintos autores, Johnny Mercer, Harold Arlen, Sammy Cahn y Carolyn Leigh, entre 1923 y 1963, algunas de ellas grabadas por Frank Sinatra.

Maese Dylan, una vez más en el camino

Un académico sueco cataloga a Dylan de “maleducado y descortés”. Un joven periodista montevideano coloca un trozo de una canción ligera de Dylan, una de las mil que compuso, y se pregunta: “¿A esto le dieron un Nobel?”. Claro está, no ha escuchado nunca obras como ‘Desolation row’, ‘It’s a hard rain gonna fall’ o ‘Tangled blue’, tan densas y con fuerza de knock out como los puños del gran Muhammad Alí.
Bob Dylan, con setenta y cinco años, es más joven que el día que acaba de nacer e ilumina la habitación en la que escribo esta nota.
Un entrañable amigo, tan dylaniano como un servidor, me dice: “No podemos esperar que Dylan piense con nuestras cabezas o tome decisiones como las que tomaríamos. Dylan es Dylan”. No podemos saber entonces qué hará seguidamente. Es posible que en la carretera, que nunca ha abandonado, vuelva a recordarnos que lo único que ha querido en esta vida es ser él mismo. Y que no tiene ninguna otra respuesta para darnos, porque las que esperamos siguen soplando en el viento.
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Dedico esta a nota a mi hijo Miguel, que algún día heredará mis discos de Bob Dylan.

 

[Fuente: http://www.revistadossier.com.uy]

El jurado reconoce a Anne-Hélène Suárez « su gran labor de difusión de la literatura china en España, en concreto sus traducciones de obras clásicas chinas acompañadas de introducciones para contextualizarlas, otorgando una enorme importancia a las claves culturales, históricas y sociales de la obra original, lo que permite al lector aprehenderlas en toda su dimensión ».

Por su parte, el jurado ha propuesto la obra de Helena Cortés Gabaudán al considerar que ‘El Diván de Oriente y Occidente’, Patrimonio Mundial de la Humanidad por la UNESCO, « es un intento pionero de fusionar las culturas de Oriente y Occidente ». Reconoce además que « presenta una especial complejidad, pues en la base de la parte poética del libro se encuentran poemas del mundo oriental, sobre todo del persa, aunque también del turco y el árabe, así como suras del Corán y otros ». El jurado destaca que se trata de un « texto clásico que se traduce íntegro por primera vez respetando la forma del original alemán, que, a su vez, se basa en las formas de la poesía persa. Se trata de un gran reto filológico para la lengua castellana por sus elementos rítmicos y métricos, cuya incorporación enriquece el canon de nuestra literatura ».

El Premio Nacional a la Obra de un Traductor, convocado por el Ministerio de Cultura y Deporte a través de la Dirección General del Libro y Fomento de la Lectura, tiene como objeto distinguir el conjunto de la labor realizada por un traductor o una traductora española, sea cual sea la lengua o lenguas utilizadas en el desarrollo de su labor, y que haya dedicado especial atención a la traducción de obras extranjeras a cualquier lengua oficial en el Estado español.

Por su parte, al Premio Nacional a la Mejor Traducción, convocado por el Ministerio de Cultura y Deporte a través de la Dirección General del Libro y Fomento de la Lectura, optan las obras literarias traducidas por traductoras o traductores españoles, desde cualquier lengua al castellano o a cualquiera de las lenguas oficiales en el Estado, y que haya sido publicada por primera vez en España en 2020. Cada uno de los premios está dotado con 20.000 euros.

Biografías

Anne-Hélène Suárez (Barcelona, 1960) es sinóloga (dedicada al estudio del mundo chino y, específicamente, su idioma, es decir, su familia de lenguas). Es profesora de lengua y literatura chinas y de traducción chino-español. Estudió en las Universidades de Pekín y Paris 7 y realizó el doctorado en la Universidad Autónoma de Barcelona (2009). Ha ejercido la docencia en la Facultad de Traducción e Interpretación de la Universidad Autónoma de Barcelona y actualmente trabaja en la Escuela Lun Yu en Madrid.

Entre sus ediciones de clásicos chinos, destacan las de pensamiento chino antiguo ‘Lun Yu, reflexiones y enseñanzas’, de Confucio (1997) y ‘Tao te king. Libro del curso y de la virtud’, de Lao zi (1998). Entre las de poesía china clásica, cabe mencionar ‘A punto de partir. 100 poemas’ de Li Bai (2005), ‘111 cuartetos de Bai Juyi’ (2003), y ’99 cuartetos de Wang Wei y su círculo’ (2000). Entre sus traducciones de narrativa moderna, destacan ‘¡Vivir!’ (2010), ‘Crónica de un vendedor de sangre’ (2014) o ‘Un amor que destruye ciudades’ (2016), de Eileen Chang. Desde 2007 traduce también las obras de la escritora francesa de serie negra Fred Vargas publicadas por Siruela: ‘La tercera virgen’, ‘Sin hogar ni lugar’, ‘Un lugar incierto’ y ‘El hombre del revés’.

Ha sido galardonada con los prestigiosos premios Ángel Crespo y Stendhal por su labor como traductora literaria.

Por su parte, Helena Cortés Gabaudán es licenciada y doctora en Filología Alemana por la Universidad de Salamanca y profesora titular de la Universidad de Vigo, en donde trabaja desde el año 1992. Entre 2005 y 2015, trabajó en régimen de servicios especiales como directora del Instituto Cervantes en sus sedes de Bremen, Hamburgo y Múnich. Está especializada en Friedrich Hölderlin y en toda la época clásico romántica alemana en torno a 1800. Además, ha trabajado en el campo del pensamiento mítico y la mitología germánica. Destacan sus traducciones y ediciones de estudio de clásicos alemanes como Hölderlin, Goethe, Grimm, Fontane o Rilke, además de monografías y artículos sobre esos mismos autores.

Asimismo, es la traductora al español de muchas obras de Martin Heidegger, autor sobre el que también ha investigado. Desde 2018 es miembro numerario de la Academia Alemana de la Lengua y la Literatura (Deutsche Akademie für Sprache und Dichtung). También le ha sido otorgada la Medalla de Oro Goethe de la Sociedad Internacional Goethe por su contribución a la Germanística.

Jurados

Los jurados de ambos premios han tenido como vocales a Pedro García Barreno, a propuesta de la Real Academia Española; Xulio Río Paredes, por la Real Academia Gallega/Real Academia Galega; Jorge Giménez Bech, por la Real Academia de la Lengua Vasca/Euskaltzaindia; Monserrat Bacardí Tomàs, por el Instituto de Estudios Catalanes/Institut d´Estudis Catalans; Rocío Moriones Alonso, por la Asociación Colegial de Escritores de España (ACE); Isabel Durán Giménez-Rico, por la Conferencia de Rectores de las Universidades de España (CRUE); Francisco Javier Galán Gamero, por la Federación de Asociaciones de Periodistas de España (FAPE), y María Teresa Santamaría Hernández, por la Escuela de Traductores de Toledo.

Adicionalmente, el jurado del Premio Nacional a la Obra de un Traductor ha estado presidido por Jesús González González, subdirector adjunto de Promoción del Libro, la Lectura y las Letras Españolas. También han participado como vocales Inmaculada Senra Silva, por el Centro de Estudios de Género de la UNED; Berta Bias Mahou, por el Ministerio de Cultura y Deporte, y el traductor galardonado en la convocatoria de 2020, Francisco Xavier Senín Fernández.

Por su parte, el jurado del Premio Nacional de la Mejor Traducción ha estado presidido por María José Gálvez Salvador, directora general del Libro y Fomento de la Lectura. Han actuado como vocales Jorge Doce Chambrelán, por la persona titular del Ministerio de Cultura y Deporte; Cristina Garrigós González, por el Centro de Estudios de Género de la UNED, e Isabel García Adánez, galardonada en el año 2020.

 

 

[Fuente: http://www.lamoncloa.gob.es]

Si furgueu per internet i busqueu el nom de Marian Díez, trobareu que és l’escriptora recentment guanyadora –amb l’obra Allò que imaginàvem que seria– del premi de narrativa Enric Valor de la Diputació d’Alacant. Seguiu i prompte vos assabentareu que aquesta dona polièdrica i manyosa en tot el que es proposa, també és actriu, monologuista, guionista, blocaire, columnista i tècnica de l’Ajuntament del seu poble, Monòver, on és responsable de cultura, festes i educació. I jo volia parlar amb ella, amb la secreta esperança que ens facilitara la fórmula que li permet multiplicar-se i ser una dona, una escriptora, tan eixerida.

Marian Díez Picó

Publicat per Gràcia Jiménez

Allà que me’n vaig a Monòver, on hem quedat per xarrar, i, gràcies al meu agosarat navegador, com la protagonista d’un dels seus monòlegs, arribe per uns viaranys insospitats descobrint paratges recòndits on se solapen casetes d’estiu, vinyes, fàbriques i vies de tren. Al centre de la vila, tope amb l’imponent Casino, que delata una societat agrícola i industrial pròspera, i comprove que no duc el mòbil i no tinc l’adreça exacta. No passa res, segur que algú m’ajudarà a trobar el carrer i la casa. Pregunte a una senyora que em diu en un bell valencià del sud que ella no sap ni el nom del seu carrer, però que sap anar a tots els llocs. Ben fet, pense, ací les dones són molt valentes. Després de dos intents més, una amable estanquera em diu, ah! sí, la xica dels monòlegs, i m’envia al carrer de dalt. Ja davant del panell de timbres, un espontani, que em veu perduda, m’assegura que l’escriptora viu al primer pis. No és cert, però. Moleste uns quants conveïns de Marian Díez i, per fi, entre. Dec haver muntat un cert aldarull, ja que sent com Marian crida des de l’escala el meu nom i m’arreplega amistosament abans que jo m’enganye de banda i de planta. Li conte l’odissea i ens riem amb ganes, ella amb un riure que s’encomana.

Sembla que tot al teu voltant es multiplica, no hi ha lloc per a l’avorriment

No sé, no sé, d’avorrir-me no tinc temps…, soc com una dona orquestra. Si ho veus en conjunt dius: hala, quanta cosa! No pare, però hi va haver anys d’atur obligat per la maternitat, la criança va ser un parèntesi fins que el meu fill Arnau va fer un any i vaig reprendre les actuacions, els monòlegs. Va ser molt complicat, feia els bolos prop de casa, amb el xiquet al cotxe, dins del carret al camerino…

Vas estar en guaret uns anys, però la teua realitat té molts vessants, és molt polièdrica

Jo diria, altrament, que molt complicada, afegint-hi una mare amb 93 anys, que tinc a casa, i això no et pots imaginar com ho ha complicat tot, afegint-hi els meus fills preadolescents, la faena… Ho estic duent un poc d’aquella manera.

I les actuacions els caps de setmana…

Sí, però no és la meua activitat professional; van eixint cosetes, i Xavier Monzó, el meu company a l’escenari, consulta si pot ser o no. En Xe, de poble en som dos, però en “Noche de perros y girasoles” l’obra que portem de Juan Luis Mira, en som tres i ja és més difícil.

I quan trobes temps per escriure?

Sobretot els caps de setmana; abans jo era d’alçar-me molt prompte o vetlar de nit, però he hagut de desmuntar-ho tot, literalment; el meu estudi ara és l’habitació per ma mare…, ja no tinc espai per mi… Però em busque la vida! A l’estiu escric a la terrassa, i m’encanta.

Si Virginia Wolf alçara el cap!

Ja ho pots dir! A voltes arribe a casa i els meus fills s’han apoderat d’un lloc que jo cobejava per poder treballar, però al final sempre trobes el temps i l’espai per fer la teua.

Dona multitasques que, a més de treballar a l’Ajuntament, fa teatre, escriu monòlegs, un blog, columnes a la premsa, novel·les… Ho fas per disciplina militant o perquè disposes d’una personalitat hiperactiva?

He, he, un poc de tot, però t’he de dir que el moment d’escriure és el millor del dia. Estic esperant que arribe, el gaudiment, és una necessitat. Hi ha dies que vals més i d’altres no tant, però tracte de traure temps.

Escriure és el que et dona més pau, on et sents més tu?

Sí, manes tu, tu vas dirigint la història i els personatges. En el teatre autors i directors et marquen el camí, i ja em va bé. Però també, de vegades, ho passe malament. A voltes em dic: però en quins embolics em pose?

El verí del teatre…

Així és. La setmana prèvia a l’estrena estic nerviosa… però una volta soltes la primera frase ja va rodat i ja tot és gaudir.

Diuen que el públic et traspassa adrenalina.

Sí, però que conste que el dia de la funció, des del matí, el passe fent-me valerianes! No ho puc evitar!

Parlem de la teua obra. Com a sociòloga de formació, supose que observes molt la gent.

M’encanta observar, però no escodrinyar, eh!, que jo no vull ser xafardera! Més bé soc com una esponja: escolte una conversa a un cafè i ja hi veig una columna, un monòleg, fins i tot una novel·la.

Allò que imaginàvem que seríem relata el tràfec quotidià d’una dona més o menys com tu. La protagonista, Diana, és el teu alter ego o és un patró de dona d’una determinada edat?

Puc ser jo, sí, té algunes coses meues, o de qualsevol altra dona en circumstàncies semblants, quan arribes a aquell punt que estàs atrafegada atenent els pares i els fills. Però hi ha moltes coses en la història de Diana que no tenen res a vore amb mi, encara que moltes de nosaltres, tan despernegades, ens podem identificar amb ella, intentant tindre vida pròpia. I jo m’ho mire tot això amb humor…

Quan isca el llibre, la segona quinzena d’octubre, en faràs presentacions…

Jo encantada, ja en tinc ganes. Supose que estarem a les places del llibre, i a les fires. Serà diferent de quan interprete dalt de l’escenari . M’interessa molt el que m’arriba dels lectors, et diuen coses que no t’han passat pel cap, que t’ajuden a millorar, a reflexionar. Especialment els clubs de lectura, on espere que em conviden.

La novel·la és divertida i tots tenim ganes de riure, o de somriure. Parlem d’això, de la diversió, de l’humor, una constant en tot el que fas.

Em trobe molt còmoda en la ironia, utilitzar aquest recurs m’agrada molt.

I per què?

No ho sé. Vaig començar a escriure monòlegs per identificació i admiració d’Andreu Buenafuente, i ací estic.

Buenafuente et va prologar el teu primer llibre, Sempre plou quan no hi ha escola, conta’m, conta’m.

Sí, sí. Sobre el 2001 o 2002 comence a sentir els seus monòlegs per internet i a la tele. M’encantaven, i vaig pensar que jo podria contar coses semblants de Monòver –dius Monòver però és qualsevol poble–, que tots al final s’assemblen… Vaig començar a escriure’n un cada setmana i l’enviava per e-mail a un llistat de gent, amics, que, al seu temps, el passaven a més gent, i així es va ampliar el cercle. Recorde que un dels primers que em va fer un comentari va ser Vicent Soler, actual conseller d’Hisenda, a qui jo no coneixia però es veu que li arribaven…

Què et va dir? (I Marian diu de memòria):

«Els teus monòlegs són com una gota d’aigua fresca.»

(I riu).

Vaig seguir en aqueixa dinàmica i quan ja en tenia molts de monòlegs, vaig muntar un espectacle, ací a Monòver, que es deia Els monòlegs de Marian. Eren unes 10 peces, que incorporaven gent del poble, prou coneguda, que mai havien estat dalt d’un escenari. Allò va ser…, uff! La Casa de Cultura atapeïda, que no en cabien més. Un èxit! Els vam repetir durant molts anys, amb algunes variacions. Després els vaig representar acompanyada d’un grup de jazz, alternant-los amb peces musicals. Vam fer moltes cosetes, va estar molt bé.

Parlem d’humor. Els valencians practiquem molts tipus d’humor…, quin es el que més t’atreu?

El que jo faig es parlar de les coses que m’envolten, de records de quan era xiqueta, de costums que mantenim, situacions molt properes, em naix així, exposant el costat absurd d’allò que a nosaltres ens sembla tan normal.

Fas un humor bastant net, ni brofegades, ni sornegueries àcides…

No busque la rialla fàcil, busque aquell humor que necessita, per a ser entès, un poc més de temps, fent que la gent pense. No m’agraden alguns tipus d’humor, que respecte; m’estime més que la gent s’identifique amb situacions viscudes, ací al poble o a qualsevol altre lloc. Vaig participar a un programa gravat a Reus, que emetia una xarxa de televisions, i la gent es reia exactament igual a Reus, a Tortosa, a Petrer o a Alacant. Ho he pogut comprovar.

Generalment les dones no solen fer literatura, o monòlegs humorístics, si més no al País Valencià…

Quan vaig començar a eixir amb l’espectacle, i entrar en els circuits, és cert que no vaig coincidir mai amb cap altra dona. Ara hi ha més gent, Maria Juan, Carol Tomás… sí, en som prou, afortunadament, abans estava més a soletes.

Vols dir que a Catalunya o les Illes era diferent?

No ho sabria dir, a Catalunya sí que hi havia dones humoristes d’èxit, que veiem per televisió, com la Lloll Bertran per exemple. Amb algunes vaig coincidir però per ací es feia un humor per homes dirigit més a homes. Quan vaig començar, fa uns vint anys, no tenia cap referent femení pròxim. Però ara sí, per sort hi ha moltíssimes humoristes. Particularment m’agrada molt Maria Juan.

Tornant a la literatura, la teua novel·la es una mena de suma de situacions tipus monòleg?

No, en absolut. La novel·la va per capítols i jo anava marcant-me el que aniria fent; en tot moment sabia el que volia contar i on volia arribar. Però, a vore, he de confessar que tot va començar per una columna i a partir d’aquí vaig trobar que donava per a més, que podia ser el principi d’alguna cosa més, d’una novel·la.

Conta’m, de què anava aquella columna inspiradora?

De les pèrdues d’orina, i vaig pensar que si seguia el fil hi havia material per un llibre. (A Marian i a mi ens entra la rialla, subjectes com estem a l’edat de tot és possible…) I va arribar el confinament i va ser…, uff!, amb tota la meua càrrega de faena no em veia capaç de seguir contant res. Fins que vaig pensar introduir tot això al meu relat, afegint-li encara un puntet de més agonia (o d’èpica) a la situació de la protagonista. Nosaltres som les qui carreguem més pes. Quan, en realitat, no volem manar tant a casa! No s’ha avançat en la igualtat com caldria. En la societat de hui, encara molts homes es desentenen de la logística domèstica, com si no anara amb ells.

I a més, dones de frontera que no estem al centre de la nostra cultura, que estem a l’extrem de l’extrem.

No només les dones, tots estem així per ací.

Però com a dona activista, creativa, en una llengua no sempre ben rebuda…

Si posara en filera totes les voltes que m’han dit «perquè no te’n passes al castellà?»… Però a mi no em naix, el que conte ho he viscut en valencià, no sabria fer-ho en una altra llengua…, puc escriure altres coses en castellà, un article sobre la catedral de Burgos, per exemple, però si el tema em toca, no puc. Per això estan els traductors, no?…

Tenim futur?

Quan vaig presentar el llibre Sempre plou quan no hi ha escola hi havia gent que em deia que en valencià no el llegirien. Em frustra molt veure el poc ús entre els més joves malgrat estudiar el valencià i fins i tot en valencià. Em dol molt.

La substitució va molt veloç, amb poques accions que contraresten.

Tot el que hem lluitat, tot el que hem fet…: els més joves, com els meus fills, no entren en polèmica, engrunsen els muscles.

Al teu treball a l’ajuntament copsaràs la situació lingüística de la frontera, que no és tan dolenta com alguns creuen.

No, no ho és, però l’ús i la promoció depèn molt del color polític, hi ha hagut anys que no es feien pràcticament activitats en valencià.

Molts valencians desconeixen el Vinalopó Mitjà, la teua comarca, què podem fer per conèixer-nos millor entre nosaltres?

Per exemple, en À Punt, al programa «Bona Vesprada», es presenten pobles. Els meus fills van fer la sol·licitud, enviant un vídeo sobre Monòver, i van venir… però és cert, hi ha un gran desconeixement entre els valencians. Jo mateixa vaig estar amb Xavi Monzó i un xic d’Alcoi, en Assumptes interns, on hi havia els catedràtics per zones, però tal volta ens ha faltat més temps… i calen més programes de tota classe que representen les comarques meridionals. Un amic, quan es va assabentar que jo havia guanyat el premi Enric Valor, em va dir «has posat Monòver en el mapa», què exagerat! Però sí que és de veres que estem un poc aïllats. Alguns pensen que som murcians, però jo no em veig res de comú amb ells o amb els veïns manxecs, em sent pleníssimament valenciana! Malgrat les dificultats, ací tots em contesten en valencià i donem gràcies! (I Marian Díez torna a riure desenfadada).

Estàs de presentació del premi Enric Valor, però ja tens en ment alguna nova novel·la?

De fet ja en tenia. Tinc moltes coses escrites, alguna que no vorà la llum mai de la vida, coses massa personals, però d’altres que sí. Mai havia gosat presentar-me a un premi. Ho vaig fer sense expectatives, animada per Lliris Picó, i ja veus.

Vaja! que tens més material, per polir?

Sí, sí. Fa uns anys vaig fer tres radionovel·les en l’emissora local, d’una d’elles tinc tots els guions i, rellegint-los, vaig pensar que també podria donar per a una novel·la. A les fàbriques, en aquells cinc minuts d’emissió, paraven per escoltar-nos… Vam implicar molta gent del poble; si la protagonista, una aparadora, anava a queixar-se a l’alcalde, eixia l’alcalde de veritat, si anava a la carnisseria, venia la carnissera. La gent estava superenganxada!

O siga, amb pocs recursos i molta imaginació es pot fer ràdio i televisió en valencià i d’èxit.

Crec que sí. Jo veia TV3 i pensava: és que nosaltres no podem fer coses semblants? Si és una qüestió més de creativitat que de recursos! Ara s’imita el que fan altres cadenes i s’apliquen fórmules que a la gent, especialment els joves, ja no els interessen. També he fet tele local, m’encantava! Vam fer un programa, Monovers pel Món, descobrint racons del terme que ni nosaltres sabíem que existien: una cova amb uns espeleòlegs, o un hotel rural en una pedania…

I sense desvetllar res, la teua darrera i imminent novel·la va…

L’humor es conrea poc, sembla que s’escriu més costumisme, novel·la negra, històrica, intimista… però tots tenim ganes de coses fresquetes, de situacions quotidianes i de riure’ns de nosaltres mateixos. Per ací anirà.

Tant de bo s’estenga l’exemple, i l’humor reflexiu i intel·ligent s’òbriga camí a casa nostra. Ens acomiadem, Marian Díez i jo, amb un bon vi de Monòver i uns magnífics sequillos i peruses, dolços oficials si és que això existeix del Vinalopó Mitjà. En aquesta terrassa que la inspira, Marian posa orgullosa mostrant un poble monumental, el seu, encara per descobrir per molts de nosaltres on, sí, també va nàixer Azorin.

Llarga vida a l’humor!

 

[Font: http://www.laveudelsllibres.cat]

Se estrenó el pasado 26 de agosto y continúa en cartel. Algo debería decirnos ese dato. Fue reconocida como Mejor Largometraje Extranjero en la 49a edición del Festival de Gramado, tanto por el jurado como por el público. Una película que parece conseguir casi todos los objetivos que se propone; amena, graciosa, cálida, burlesca, una bocanada de aire fresco entre tanto bajón pandémico.

Escrito por Andrés Vartabedian

Como pocas veces sucede -¡vaya si lo logran!, más allá del producto final que consumamos luego-, el trailer de La teoría de los vidrios rotos no me invitaba para nada a ir a su encuentro. Sin embargo, hoy puedo decir que valió la pena saber que los trailers, muchas veces, no dicen nada del filme que promueven, y que agotan su finalidad en atraparnos, engañarnos, invitarnos a consumir, manipular nuestro sentido del gusto, seducirnos… como ese aroma corporizado que se suele seguir y perseguir en los dibujos animados. Este no era el caso, pero ciertas pistas surgidas más allá de él, en mi entorno cotidiano y en mi “mundillo cinéfilo”, me alentaron a asistir. Aunque algo tarde, un acierto de mi parte.

La película se inspira verdaderamente en una teoría, a lo que le suma algún acontecimiento real. “La teoría de los vidrios rotos” o “de los cristales rotos” se basa en la premisa de que si en algún lugar se rompe una ventana y no se arregla, con el paso del tiempo existirá una propensión a comenzar a romper el resto de las ventanas. Esto puede aplicarse tanto a un edificio como a un auto, como en el caso que nos compete. Luego de iniciarse el proceso de violencia, este no se detendrá hasta la destrucción total, o casi. Para ello, plantea la teoría, el contexto socioeconómico en el que esto se desarrolle es indiferente.

« A mí me cuelga eso de las teorías que hablan de la conducta humana y, de hecho, la película anterior –Rincón de Darwin– era sobre el tema de la evolución. Me gusta cuando hay algo que te hace reflexionar sobre tu vida o la sociedad que te rodea y te permite empezar a entender mejor lo que está sucediendo. Aunque sea por el lado de la comedia, te ayuda a comprender un poco más cómo somos las personas« , sostiene su director Diego “Parker” Fernández, también productor y guionista del filme.[1]

Por su parte, lo que justifica el ya eslogan “basada en hechos reales” -aunque la breve fórmula ya no sea original, contradiciendo su propia definición- es lo sucedido en la ciudad de Melo entre 2009 y 2010, cuando se llegaron a prender fuego unos 25 autos en el correr de unos pocos meses. Si bien la mayor parte de los vehículos había sido incendiada por el mismo grupo de personas, hubo quienes, aprovechando las llamaradas, cargaron su propio combustible y usufructuaron la ola incendiaria para avivar la hoguera con sus propios conflictos e intereses personales, intentando pasar desapercibidos.

Aquí el “interior” no es Melo, Cerro Largo, sino un pequeño pueblo innominado -aunque luego, aquí, todos sepamos que es Aiguá, en Maldonado-. Eso sí, también es cercano a la frontera con Brasil. Hasta allí llega el supuestamente “ascendido” Tapia (Martín Slipak) -no está claro si él lo cree, pretende creerlo o quieren hacérselo creer, o todo ello a la vez-, un perito en pólizas de seguros, en la mitad de sus treinta, que es promovido a la región 15, ya que a Reynoso (Carlos Frasca) “lo están jubilando”, al decir del Jefe. Su alegría comienza a ensombrecerse ni bien sale de la oficina de aquel y el envidioso y ofendido Fanzini (Jorge Temponi) le interrumpe el paso para manifestarle -como todos podemos presumir- que ese puesto era suyo, correspondiéndole por su antigüedad y compromiso… como alcahuete, podríamos agregar. Los augurios dejan inmediatamente de ser los mejores y las advertencias de Reynoso en su breve encuentro-despedida comienzan a erguirse como un sino sobre el calificado y aplicado Tapia.

Su llegada al pueblo irá en el mismo sentido. Nada funcionará como Tapia espera: ni la oficina de Santa Marta Seguros, la empresa a la que representa, con un indolente y ausente compañero de trabajo; ni la cafetera, potencial proveedora de la infusión a la que resulta ser tan afecto; ni el hospedaje, en el que ninguno de los objetos parece cumplir su función a cabalidad…

A lo mencionado, debemos agregar que -como todos podemos presumir- la llegada de un forastero al lugar, y además joven, “novato” -y, para peor, en reemplazo del querido Reynoso-, no será muy bien vista por los habitantes, más bien veteranos, de la pequeña localidad. La, en principio, silenciosa hostilidad se manifestará inmediatamente. La sucesión de acontecimientos piromaníaco-delictivos la tornarán francamente estruendosa.

Es que en aquel lugar donde habitualmente “no pasa nada”, ciertos “delincuentes” han comenzado a incendiar autos. A lo largo de los días -más bien, de las noches-, llegan a ser doce. Por lo tanto, la compañía de seguros pasa a ser el centro de atención de los vecinos. Por lo mismo, la pretendida fugaz estancia de Tapia en el pueblo, dejará de ser fugaz y pasará a ser de largo término. Ello le acarreará dificultades con su esposa, con la que tienen previsto ciertos estudios clínicos en la búsqueda de un hijo, los que comenzarán a postergarse. El devenir del tono de sus charlas nocturnas vía videollamada, los modos en los que se dirigen el uno al otro, las formas en las que se despiden, irán señalando el devenir de la situación de Tapia en el pueblo y el agravamiento de la situación.

Todo muy previsible. Saludablemente previsible, podríamos decir, considerando el tono de comedia que Diego “Parker” Fernández elige para su película. Todo funciona como dentro de un canon, y a partir de allí comienza la diversión. Ciertas caricaturizaciones de personajes tipo y situaciones tipo, y la sátira arrojada sobre todo ello, logrará rendir sus frutos.

« Hay una cosa que estaba desde el principio, que era jugar con el género, es una película de género, en el sentido que es el forastero que tiene que resolver el misterio […] Podía haber sido un detective y homicidios, pero es un perito y autos quemados. Era eso, que respondiera a las convenciones del género« , explica su director.

Por tanto, los componentes de esta trama plena de humor y desenfado serán clásicos y esperables: una compañía de seguros que no quiere pagar; un jefe jodedor; un empleado envidioso y ofendido por la pérdida de ese puesto a manos del novato; un compañero en retirada que advierte lo necesario, siempre en negativo; otro compañero garronero y ausente; un “competidor”, en materia de pólizas, esperpéntico pero solidario; un pueblochico-infiernogrande (hasta por las llamas, en este caso), la calma del agua estancada que esconde la podredumbre por debajo de la superficie; un triángulo amoroso que involucra al caudillo local, terrateniente y candidato a diputado, a la voluptuosa y sexi peluquera y al incapaz pero respetado comisario -que también parece ser el primo de aquella-; los “pesados” del pueblo, tanto los de oficio « mafiosos », como algunos simples habitantes enojados por la destrucción de sus autos; unos adolescentes “descarriados” y enojados; ciertas mascotas asesinadas como escarmiento y amenaza; y el “nadie sabe nada” que no puede faltar.

Sin embargo, más allá del humor y la sátira, todo el planteo denota respeto. Diego Fernández lo explica a su modo: “No queríamos reírnos del pueblo, sino tomar con comedia a varios personajes. Por eso, me quedé tranquilo de que en Aiguá gustara tanto. Ese espíritu de comedia es bien franco para que nadie quede afuera, por eso también mostramos que el personaje de Tapia también tiene cosas ridículas; no es el montevideano que viene a salvarlos”.

Y, afortunadamente, el ridículo se florea. Si bien ciertos aspectos oníricos que van surgiendo aquí o acullá, desde la imaginación, el delirio o la pesadilla, no siempre funcionan, cuando lo hacen se disfrutan, y mucho. Es que todo parece una locura, y termina siendo una locura para Tapia -al menos, insano, seguro-. La situación toma todo su ser, incluso sus sueños y fantasías. El pueblo y el fuego lo persiguen. En medio de todo ello, comenzamos a percibir que la banda sonora interactúa con el personaje. Por momentos lo compadece de él, por momentos lo cuestiona, por momentos se burla. Hasta quizá se reconcilien, en algún momento. La actuada voz de Humberto de Vargas luce perfecta para interpretar las precisas y singulares composiciones de Gonzalo Deniz (artísticamente conocido como Franny Glass). Si a estos elementos, le incorporamos algunas buenas y muy buenas actuaciones y al personaje del propio pueblo y sus alrededores, bellísimamente fotografiado, por otra parte, el plato del gran entretenimiento está servido. Y se disfruta. El salpicado de algunos apuntes sociales y sobre usos y costumbres tan humanos como mundanos, tampoco debería soslayarse, aunque el mayor interés del equipo no parezca residir en ello.

Sobre el caso en sí, tal vez sea mejor no ahondar. En el fondo, parece ser que el desenlace y las “vueltas de tuerca” de esta historia policíaco-detectivesca no importan demasiado y pueden acumularse todas, tranquilamente, en un relato final tan excesivamente explicativo como forzado y casi inverosímil. Tanto da. Al igual que podemos recordar al maestro Tabárez y aquella Selección Uruguaya de 2010 que popularizara esa frase, al escuchar el jingle de campaña de Mendiçabal -el caudillo candidato a diputado-, que repite sin cesar, en su estribillo, “Vamos que vamos”, también podemos asumir que a “Parker” Fernández le interesa menos preocuparse y ocuparse por el resultado final de las pericias y hallazgos de Tapia y por el desenlace de la trama que emular aquello, también adjudicable al mismo período de alegrías deportivas, de que “el camino es la recompensa”.

[1] « La Teoría de los Vidrios Rotos, un misterio a la uruguaya », por Federico Pereira. Montevideo Portal, 25.08.2021.

Ficha técnica

Título original: La teoría de los vidrios rotos
Uruguay/Argentina/Brasil, 82 min., 2021

Dirección: Diego “Parker” Fernández
Producción: Micaela Parker, Diego Fernández Pujol, Aletéia Selonk, Juan Pablo Miller
Guion: Diego Fernández, Fernando Santullo
Fotografía: Lucio Bonelli
Música: Gonzalo Deniz
Edición: Pablo Riera

Elenco: Martín Slipak (Claudio Tapia), Robert Moré (Servetto), Roberto Birindelli (Mendiçabal), Jenny Galván (Mirta), César Troncoso (el Comisario), Verónica Perrotta (Adelita), Jorge Temponi (Fanzini), Lourdes Kauffmann (la Madre de Mirta), Guillermo Arengo (el Jefe), Carlos Frasca (Reynoso), Josefina Trías (Lucía), Christian Font (el Locutor)

 

 

[Fuente: http://www.vadenuevo.com.uy]

 

 

A escritora uruguaia, premio Cervantes 2018, móstrase plena de lirismo, lucidez e frescura aos seus 97 anos

Ida Vitale, durante la presentación del poemario en Montevideo, el pasado 23 de septiembre.

Ida Vitale, durante a presentación do poemario en Montevideo, o pasado 23 de setembro.

Escrito por H. J. P.

Camiño do centenario -cumprirá 98 anos o 2 de novembro-, á poeta uruguaia Ida Vitale sóbralle frescura e lucidez. Móstrao na súa nova obra, Tempo sen claves, o primeiro poemario que publica desde que lle concederon o Premio Cervantes 2018. Non falta neste libro o amor pola natureza e as súas criaturas, que xa deixou patente na súa De plantas e animais (rescatado por Tusquets ao comezo da pandemia, pero editado orixinalmente no 2003), unha deliciosa colección de textos nos que fai gala dunha curiosidade infinita e unhas non menos heterodoxas lecturas. Pero en tempo sen claves pode acharse moito máis, volvendo nos seus versos sobre viaxes, literaturas e recordos, algúns non tan luminosos senón dolorosos -e tamén cheos de amor- como os oito en que evoca a ausencia do seu segundo esposo, Enrique Fierro -como ela, poeta, crítico literario e tradutor-, que morreu no 2016. Polas súas páxinas pasean Corot, Mozart, Hegel, Klee ou Kafka, e en certas pasaxes o humor se espreguiza gozoso. Aínda que prevaleza o rumbo triste da despedida: «Fóra do paraíso, ¿tanta dita será / para min soa, dita?».

 

[Imaxe: Alejandro Prieto | Efe – fonte: http://www.lavozdegalicia.es]

Le prestigieux prix de littérature sera décerné ce jeudi. Couronnera-t-il l’un de ses éternels favoris, comme Haruki Murakami, ou créera-t-il la surprise ?

Depuis plusieurs annees, le Japonais Haruki Murakami est donne favori pour le prix Nobel de litterature.

Depuis plusieurs années, le Japonais Haruki Murakami est donné favori pour le prix Nobel de littérature. 

Écrit par Elise Lépine

À la suite du coup de tonnerre du scandale sexuel qui a explosé en 2018, l’Académie du Nobel l’a juré : les années à venir seraient plus inclusives, moins favorables aux noms masculins et européens. Promesse partiellement tenue, avec deux femmes parmi les lauréats, la romancière polonaise Olga Tokarczuk rétroactivement pour 2018, et l’Américaine Louise Glück en 2020. Mais l’attribution du prix, en 2019, à l’Autrichien Peter Handke, connu pour ses positions conservatrices et pro-serbes, a brouillé les cartes.

Pour tirer son épingle du jeu, l’Académie pourrait faire un choix prévisible, couronnant l’un de ses éternels favoris. Depuis le succès international de 1Q84, dont le premier tome est sorti en 2009, l’écrivain japonais Haruki Murakami voit chaque année le titre lui échapper, mais demeurait en tête jusqu’ à ce que l’écrivain roumain Mircea Cărtărescu ne lui vole la vedette. La Française Annie Ernaux caracole dans les pronostics (à 14/1), aux côtés des grands habitués que sont les Américains Joyce Carol Oates (35/2) et Don DeLillo (35/2), la Canadienne Margaret Atwood (15/1)…

Un Nobel « woke » ?

Mais le Nobel entend cette année saluer une œuvre « d’inspiration idéaliste ». Peut-on s’attendre à un prix Nobel « woke », comme l’envisageait ce week-end le quotidien suédois de référence Dagens Nyheter ? D’après son journaliste Jonas Thente, l’Académie pourrait vouloir « découvrir un génie d’un endroit qui a été jusqu’ici négligé ». Quitte à jouer la carte, selon le critique littéraire, du « colonialisme positif » (comme on parlerait de « discrimination positive »). Et si le prix allait à une grande plume du continent africain, récompensé une seule fois en 1986 avec Wole Soyinka  ? Aux côtés de l’éternel favori kényan Ngugi Wa Thiong’o (14/1) figurent le Mozambicain Mia Couto (25/1) et la Franco-Rwandaise Scholastique Mukasonga (25/1).

La Guadeloupéenne Maryse Condé, qui mêle dans ses œuvres pensée post-coloniale et féministe, a été couronnée du prix Nobel alternatif en 2018. Son nom, comme celui de l’Américano-Antiguaise Jamaica Kincaid, autre grande voix caribéenne, est dans les petits papiers des parieurs, qui misent à 15/1 sur la première et 35/2 pour la deuxième. Les pronostics sont, cette année encore, très en faveur de l’écrivaine russe Ludmila Oulitskaïa (15/1), connue pour ses prises de position contre le Kremlin et en faveur des homosexuels. Le nom de la Française Hélène Cixous (25/1), grande figure de la littérature féministe, circule aussi sur les sites spécialisés.

Les poétesses en grâce

Mais la surprise pourrait aussi venir du genre littéraire récompensé. Bien que le poète syrien Adonis, longtemps très prisé des bookmakers, soit discret cette année dans les pronostics, les poétesses sont en grâce : après Louise Glück, la Canadienne Anne Carson figure au sommet des probabilités, taraudant Murakami avec une cote à 12/1. Bob Dylan ayant fait jurisprudence, quelques grands noms de la chanson font parler d’eux, comme Joni Mitchell (33/1) et Patti Smith (33/1), autrice-compositrice et romancière.

Le théâtre pourrait faire souffler un (léger) vent de renouveau, avec, par exemple, le dramaturge norvégien Jon Fosse, en bonne position dans les paris avec une cote à 25/1, qui marcherait ainsi dans les pas des quelques dramaturges nobélisés, comme Harold Pinter (2005), Dario Fo (1997), Samuel Beckett (1969), Maurice Maeterlinck (1911) et – mais qui s’en souvient ? – Frédéric Mistral (1905).

Et si l’Académie couronnait un auteur « populaire » ? Les bookmakers lorgnent du côté de quelques très gros vendeurs venus de la littérature policière ou de l’imaginaire : la romancière pour la jeunesse J. K. Rowlings (39/1), le maître de l’horreur Stephen King (50/1), le maestro du roman noir américain Cormac McCarthy (33/1). Plus confidentiels, mais appartenant aussi à une littérature dite « de genre », l’auteur de dystopies hongrois László Krasznahorkai et la romancière chinoise Can Xue, qui développe un univers horrifique d’inspiration kafkaïenne, figurent parmi les grands favoris, avec des cotes de 31/2 pour le premier et 20/1 pour la seconde. De quoi donner quelques cauchemars, et pas seulement à Murakami !

 

[Photo : PHILIP FONG / AFP – source : http://www.lepoint.fr]

 Le parc des gazelles à Jérusalem (photo :  Ozy Shamir/https://www.gazelle-valley.com))

L’Union Mondiale pour la Conservation de la Nature a décerné un prix au Parc Gazelle Valley de Jérusalem pour son action contre la crise climatique. D’après l’ONG internationale dont le siège se trouve en Suisse le parc a réussi à proposer des solutions naturelles aux crises environnementales, notamment concernant son rôle en tant que réservoir de stockage pour l’eau de pluie.

Il y a trois mois, l’organisation avait fixé un standard global pour des solutions naturelles englobant un large choix de méthodes dont la création de parcs, la planification et l’entretien de corridors écologiques ainsi que la réhabilitation de zones consacrées à la faune et à la flore. L’objectif fixé était de toujours exploiter les possibilités offertes par la nature elle-même pour mettre en place des solutions écologiques à des problèmes cruciaux tels que le changement climatique, la disparition d’espèces animales et végétales et la diminution des inondations, des vagues de chaleur, etc., tout en offrant simultanément un refuge et un havre de paix aux riverains.

Le parc a été créé suite à la lutte menée par les riverains contre des projets de construction dans la région. En coopération avec la Société israélienne de Protection de l’Environnement, les riverains ont établi un plan pour un parc urbain destiné à protéger la population de gazelles ainsi que les autres espèces animales et végétales. Les planificateurs du parc ont également apporté une solution aux inondations constantes dans le voisinage en créant un lac et plusieurs bassins de retenue des eaux de pluie qui, à leur tour, attirent des espèces d’oiseaux dont certaines sont menacées de disparition.

Par ailleurs, le parc dispose d’une station de protection pour les tortues indûment retirées de leur milieu naturel.

Autres informations :
Site Internet du parc : https://www.gazelle-valley.com

 

[Source : http://www.israelentreleslignes.com]

O secretario xeral de Cultura fai balance do traballo realizado neste eido nos actos da celebración da efeméride que se celebra hoxe

Beneficiáronse 120 empresas editoras desta liña de apoio coa que tamén se impulsa tanto a internacionalización da literatura galega como a promoción da lectura en galego de obras da literatura universal

No marco da efeméride, o Goberno autonómico participa hoxe en obradoiros internacionais, simposios e entregas de premios para promover este día

A Xunta conmemora hoxe o Día Internacional da Tradución a través da participación en diferentes iniciativas, como simposios, obradoiros e entregas de premios, co acto central na actividade Contigo na distancia, promovida pola Asociación Galega de Profesionais da Tradución e a Interpretación (AGPTI) en colaboración co Goberno galego, no que participa o secretario xeral de Cultura, Anxo M. Lorenzo.

No marco desta efeméride, Anxo M. Lorenzo, recorda a aposta do Goberno autonómico co sector da tradución, para o que a Xunta destinou preto de 3M€ desde a súa posta en marcha para este eido de xeito específico, hai 15 anos. Así, neste tempo, beneficiáronse un total de 120 empresas editoriais, tanto galegas como de fóra da comunidade, que editaron 1.196 proxectos.

O representante da Consellería de Cultura, Educación e Universidade apunta, neste sentido, a importancia desta liña de apoio tanto para a internacionalización da literatura galega, ao promover a súa tradución a outros idiomas, como para incentivar a lectura e edición en galego de obras procedentes doutras linguas. “Contribuímos a que a nosa literatura teña tamén unha saída cara ao exterior, o que implica unha maior visibilidade do libro galego e a apertura de novos públicos e mercados”, indica.

En cifras, durante este tempo, a Xunta facilitou 350 traducións de obras publicadas en galego a outras linguas, como o inglés, portugués, francés, italiano, alemán, ou finés, entre outras. Tamén se promoveu a tradución ao galego de máis de 800 obras orixinariamente publicadas noutras linguas, algo que, como engade, “tamén favorece que a cidadanía teña acceso ás obras da literatura universal en galego”.

Anxo M. Lorenzo afonda, ademais, na importancia deste apoio desde o punto de vista empresarial, xa que estas axudas están a contribuír a que as empresas editoras podan cubrir unha parte importante dos gastos derivados da tradución e da edición, “apoiando a profesionalización da actividade editora en Galicia”, engadiu.

Simposios e conversas

No marco do Día Internacional da Tradución a Xunta participa en actos como a apertura do XVIII Simposio O Libro e a Lectura, organizado polo Consello da Cultura Galega. Baixo o título Libros pola diversidade, afóndase na edición de contidos para a inclusión.

O simposio contou coa intervención da presidenta da Asociación de Familias de Menores Trans de Galicia (ARELAS), Cristina Palacios, responsable da conferencia de apertura. O panel de experiencias, Contidos Diversos, correu a cargo de representantes da Asociación BATA e de Kalandraka Editora, de docentes e dunha pedagoga. Tamén participan representantes da Consellería de Cultura, Educación e Universidade, de Hércules de Ediciones e da Editorial Galaxia; mentres que a conferencia de clausura estivo a cargo do filósofo, docente e escritor José Miguel Valle.

Ademais, celébrase Contigo na distancia, no Auditorio Neira Vilas da Biblioteca de Galicia, que reúne a dous tradutores galegos, Samuel Solleiro e Roi Vidal Ponte, nunha conversa sobre o día a día do seu labor, a relación co texto e cos seus códigos, a distancia e a proximidade coa autora ou co autor. Ambos conversarán sobre un traballo que ten como obxecto levar dunha lingua á outra as palabras, os matices, e os sensos que cohabitan en cada texto e cos que nos achegamos á voz da persoa que escribe. Samuel Solleiro e Roi Vidal Ponte artellan a conversa a partir das súas traducións máis recentes: Noite fiel e virtuosa de Louise Glück en galego no caso de Solleiro e Doentes de Roberto Vidal Bolaño —pai do tradutor— en castelán no caso de Vidal Ponte.

Tradución poética

Continuando coas conmemoracións, preséntase a décima edición do Obradoiro Internacional de Tradución Poética con barqueira e remador, que conta co apoio da Xunta. Trátase dunha iniciativa que se celebrará do 18 ao 23 de outubro na Illa de San Simón. Participarán seis persoas procedentes de diversos países e realizarán unha tradución colectiva, presencial e recíproca aos idiomas representados, que nesta edición serán o galego, o grego, o eslovaco, o flamengo e o albanés. Participarán a galega María Lado, o asturiano Pablo Texón, a grega Katerina Iliopoulou,o albanés Arian Leka, a eslovaca Maria Ferenčuhova e o belga Tom van de Voorde.

Ao remate, cada participante dará a coñecer os resultados en revistas especializadas, magazines literarios ou publicacións colectivas, completando o círculo dun proxecto singular que contribúe á divulgación dun xénero referencial como a poesía. Froito da X edición do Obradoiro publicarase un libro que recolle os poemas que produzan durante o período de dito obradoiro.

Recoñecemento a Laureano Araujo en Cambados

Pola súa parte, o secretario xeral de Política Lingüística, Valentín García, participou en Cambados na entrega do Premio Plácido Castro de Tradución, un galardón co que a fundación homónima, a Asociación Galega de Profesionais da Tradución e a Interpretación e o Instituto Galego de Análise e Documentación Internacional (IGADI), en colaboración coa Xunta de Galicia, destacan a calidade das traducións ao galego dos clásicos da literatura universal, ao tempo que contribúen ao proceso de normalización do galego e enriquecen o universo literario engrosándoo con grandes obras escritas noutras linguas.

Na 19ª edición do Premio Plácido Castro, cuxa entrega de premios tivo que aprazarse por mor da pandemia, o galardoado é Laureano Araujo pola súa tradución de Schlumpf, Erwin: Homicidio, obra do escritor suízo Friedrich Glauser. Formado en Dereito e Ciencia Política, ademais de poeta, Araujo (Berna, 1964) é profesor de alemán no ensino secundario e xa ten traducido a autores como Joseph Roth, Heinrich Böll, Thoman Mann ou Stefan Zweig. O premio consistiu nun diploma acreditativo, unha peza escultórica, obra de Xaquín Chaves, deseñada expresamente para o certame e 2.000€.

[Fonte: http://www.lingua.gal]

                      El escritor Javier Marías vuelve a las quinielas del Nobel. J.P, GANDUL

El escritor Javier Marías vuelve a las quinielas del Nobel.

El Premio Nobel de Literatura 2021 será anunciado el jueves y, al igual que el año pasado, el ganador o la ganadora recibirá el galardón en su país de residencia debido a la pandemia del coronavirus, según informó la Academia Sueca que entrega el máximo premio de la literatura. Según las casas de apuestas británicas, el principal candidato para ganar el Nobel es el escritor japonés Haruki Murakami. Muy cerca entre los candidatos están también otros escritores reconocidos, como la canadiense Margaret Atwood, o la poeta Anne Carson. También entre los favoritos aparece el keniata Ngugi wa Thiong’o.

Un poco más atrás entre los más apostados figuran otros autores de best sellers, como Don DeLillo, Joyce Carol Oates, Thomas Pynchon, y Michelle Houellebecq. Entre las escritoras que podrían sorprender aparecen Elena Ferrante, J.K. Rowling (autora de la saga Harry Potter), y dos artistas más vinculadas a la música: Joni Mitchell y Patti Smith. El último escritor hispanoamericano premiado fue Mario Vargas Llosa, en 2010. A tres días de la entrega del premio, por ahora aparecen pocos candidatos que escriban en español en las casas de apuestas. Solo figura el español Javier Marías. En las últimas ediciones se mencionó al escritor argentino César Aira como uno de los candidatos, pero hasta el momento su nombres no figura en las casas de apuestas.

 

[Foto:  J.P, GANDUL – fuente: http://www.diariodeleon.es]

 

Rien d’étonnant à ce que le roman de Mohamed Mbougar Sarr se retrouve sur un nombre considérable de listes de prix d’automne. Critique.

L’écrivain Mbougar Sarr Mohamed.

Écrit par Christine Bini

La plus secrète mémoire des hommes, c’est l’histoire d’un jeune écrivain sénégalais vivant à Paris, Diégane Faye, qui, en 2018, se met en quête d’un autre écrivain sénégalais, enfui, disparu depuis des décennies : T.C. Elimane. Elimane est l’auteur d’un livre unique publié en 1938, Le labyrinthe de l’inhumain. La vie de tous ceux qui ont approché Elimane a été bouleversée : ses amantes, les critiques littéraires… et Diégane, donc, qui, quatre-vingts ans après la publication du roman, se met en tête d’en retrouver l’auteur, car il est ébranlé par la lecture de ce Labyrinthe… Est-il toujours vivant ? Il aurait un peu plus de cent ans, mais rien n’est impossible. La plus secrète mémoire des hommes est une histoire d’écrivains, de littérature, de famille, de politique et d’amour. Présenté ainsi, on pourrait croire que le texte a tout d’une fresque, d’une traversée de siècle, mais ce roman est à l’opposé de la fresque canonique, chronologique, et c’est ce qui en fait sa force.

Le titre est tiré d’une citation de Roberto Bolaño, et le livre est dédié à Yambo Ouologuem, un écrivain malien qui reçut le prix Renaudot en 1968 puis fut ensuite accusé de plagiat. Mais le roman ne raconte pas l’histoire de d’Ouologuem. Mohamed Mbougar Sarr s’inspire de la vie de l’écrivain malien, mais en faisant naître son héros Elimane au début de la guerre de 14, au Sénégal, il crée un univers parfaitement romanesque et s’éloigne radicalement du récit biographique, même si l’élément déclencheur de l’effacement du monde littéraire de T.C. Elimane est aussi une accusation de plagiat, après qu’il a été salué par la critique et surnommé « Le Rimbaud nègre ».

Ce qui frappe, à la lecture de La plus secrète mémoire des hommes, c’est la conduite du récit. Le roman est construit sur des narrations enchâssées – un personnage raconte à Diégane qu’un autre personnage lui a raconté, à des années de là, quelque chose de la vie d’Elimane, ou de ses éditeurs, ou de sa famille, etc. Le texte est parfaitement fluide, sans égarement possible pour le lecteur, et ressemble néanmoins à un labyrinthe, un labyrinthe de l’humain qui répondrait au titre du seul livre d’Elimane, Le Labyrinthe de l’inhumain. Cet effet labyrinthique est accentué par le parcours de l’écrivain, qui naît au Sénégal, vit à Paris une vie d’étudiant brillant puis d’écrivain prodige avant sa chute, parcourt l’Europe, s’installe en Argentine, puis boucle la boucle. Sur trois continents – Afrique, Europe, Amérique – Elimane dessine un trajet d’errance qui est, aussi, un trajet de quête. Car, de même que Diégane cherche à retrouver Elimane, Elimane cherche quelqu’un, et quelque chose. Sa quête s’arc-boute sur deux guerres et deux continents : il cherche la tombe de son père, tirailleur sénégalais tombé dans la Somme en 1917, et il cherche le bourreau de son éditeur, nazi réfugié en Amérique latine après la Seconde Guerre mondiale. Les quêtes de Diégane et d’Elimane ne se répondent pas véritablement en miroir, mais la situation politique de leur propre temps influe sur leur trajectoire. Ainsi Diégane, sur le point de toucher à la fin de son enquête, se retrouve-t-il à Dakar en pleines émeutes, confronté au passé terrifiant d’un ami congolais, appartenant comme lui au cercle parisien des écrivains africains. Le retour au pays, motif que Mohamed Mbougar Sarr et son personnage écrivain Diégane refusent de traiter en littérature, car c’est ce que l’on attend de la littérature africaine affirment-ils tous deux, est ainsi détourné, parfaitement évité dans la diégèse apparente. Ce motif-là est en creux, important mais pas au centre du propos.

Car La plus secrète mémoire des hommes est certes un roman écrit par un africain, mais c’est avant tout un roman qui parle du monde du XXe et du XXIe siècles, et qui repose sur l’importance de la voix des femmes et sur le pouvoir de la littérature. Il est effectivement dédié à Ouologuem, mais les écrivains que l’on y croise, en tant que personnages et parties prenantes de l’histoire d’Elimane, sont Gombrowicz et Sábato. Pour ce qui concerne les femmes, elles jouent un rôle essentiel dans le roman : ce sont elles qui détiennent les clés du mystère Elimane. Elles sont toutes liées entre elles, qu’elles soient ou aient été cousine ou sœur ou amantes de l’écrivain puis amantes entre elles, ou épouse tardive du père et belle-mère, elles sont toutes dépositaires d’une mémoire, généalogique, politique, émotionnelle. Ce sont des femmes fortes, sensuelles, patientes ou impatientes, mais dans tous les cas obstinées, tenant leur ligne. Diégane, lui, obstinément lancé sur les traces d’Elimane, vit une histoire d’amour intense avec Aïda, photojournaliste. Durant l’un de leurs ébats, Diégane regarde une goutte de sueur glisser le long du corps de la jeune femme, comme une image de sa propre quête et de la force révélatrice des femmes.

Rien d’étonnant à ce que ce roman se retrouve sur un nombre considérable de listes de prix d’automne. On y entend une voix forte, et l’on y découvre une écriture multiple, qui sait passer du lyrisme au factuel sans à-coup. On est plongé dans une histoire qui nous est donnée par strates non chronologiques pour déboucher sur un épilogue qui replie le temps narratif et le temps historique. Mohamed Mbougar Sarr sait lier entre eux les impératifs romanesques et les réflexions littéraires et ontologiques. On comprend qu’il ait choisi comme figures tutélaires, pour ce roman, Bolaño, Sábato et Gombrowicz. Après Notre part de nuit de Mariana Enriquez, La plus secrète mémoire des hommes est mon deuxième coup de cœur de cette rentrée littéraire. De la littérature qui tonne et détone, surprend et ravit.


Mohamed Mbougar Sarr, La plus secrète mémoire des hommes, éd. Philippe Rey/Jimsaan, août 2021, 448 p.

 

[Source : http://www.laregledujeu.org]

 

 

 

Después de 106 años de recorrido, la histórica Vermuts Miró de Reus aceptó el año pasado la oferta de compra del empresario reusense Xavier Martínez i Serra. El empresario posee una amplia experiencia en la gestión de compañías del sector de la alimentación, ya que también es propietario y presidente de TQ Tecnol S.A; y fundador, propietario y presidente del Consejo de Administración de GO Fruselva, una empresa alimentaria especializada en el ‘comanufacturing’ de productos de alimentación infantil y zumos frescos.

Desde entonces, la compañía ha incorporado muchas novedades, como la ampliación de sus instalaciones o la renovación de la fábrica. Todo, para atender a uno de sus principales objetivos: su apuesta por la expansión internacional, con un foco importante en Europa y Norteamérica.

De hecho, los planes de la compañía pasan por realizar una importante inversión económica en I+D para el desarrollo de nuevos productos, en nuevas tecnologías, procesos de envasado y elaboración, y en la ampliación de la logística.

El objetivo del nuevo propietario de Vermuts Miró es, sobre todo, posicionar la compañía a nivel internacional, ya que por ahora concentra las ventas en el mercado español. El otro reto es el de mantener su liderazgo en el ámbito nacional, preservando el mismo espíritu tradicional de una bebida elaborada con la receta original de 1914.

Otro de los objetivos de la compañía es vincular su marca a la cultura. De hecho, Vermuts Miró acaba de lanzar su campaña « Comienza lo bueno », para apoyar a las salas y a los artistas, en los que organizará conciertos en acústico por diferentes locales españoles.

El 50% de la producción de Vermuts Miró se comercializa bajo la marca Miró y el resto se produce para las principales casas de distribución. Su facturación ha rondado los últimos años los 5 millones de euros.

Desde sus inicios, en 1957, el vermut ha sido el principal producto elaborado de la compañía. Sus emblemáticos Miró Rojo, Miró Blanco o Miró Reserva conservan hoy las fórmulas originales creadas por la Familia Miró y cosechan numerosos premios y reconocimientos nacionales e internacionales, como uno de los mejores vermuts del mundo.

 

[Fuente: http://www.vinetur.com]

La semana pasada se conocieron las finalistas de la decimosexta edición del Premio de Traducción Esther Benítez.
ACE Traductores

Escrito por BRISEIDA CIDONCHA

Este premio se ha convocado anualmente desde 2006 para recordar a la traductora Esther Benítez Eiroa, defensora incansable de los derechos del gremio y fundadora de ACE Traductores.

Esther Benítez, figura clave para el conocimiento de las letras italianas y francesas en nuestro país, no solo dedicó su vida a la traducción de literatura, sino también a la defensa de la dignidad profesional del traductor, de su condición de autor y de sus derechos patrimoniales. A la cabeza de ACE Traductores, no cejó en el propósito de crear conciencia social sobre la necesidad y la importancia del traductor literario como pieza indispensable en la difusión de la cultura.

Tras su fallecimiento, sus compañeros de ACE Traductores siguieron con la tarea de defender y dar visibilidad a la traducción; por este motivo, decidieron crear un premio de traducción que llevara su nombre.

El objetivo era, además, crear un premio distinto a los existentes. Así, uno de los rasgos distintivos es que su jurado lo integran profesionales de la traducción de libros, ya que todos los socios tienen derecho a proponer y a votar las obras candidatas.

Este mismo planteamiento abierto se aplica a las candidaturas, puesto que el jurado puede presentar obras de cualquier género, traducidas de cualquier idioma al castellano, catalán, euskera o gallego.

Hasta la fecha, han recibido este premio Isabel García Adánez, Carlos Milla e Isabel Ferrer, Dolors Udina, Pedro Pérez Prieto, Jesús Zulaika Goikoetxea, Daniel Najmías, Montserrat Gurguí y Hernán Sabaté, Gabriel Hormaechea, María Teresa Gallego Urrutia, Carmen Francí e Ismael Attrache, José Luis López Muñoz, Celia Filipetto, Marta Sánchez-Nieves Fernández, Carlos Mayor, Concha Cardeñoso, Eugenia Vázquez Nacarino y Teresa Lanero Ladrón de Guevara.

Las finalistas de este año son Rita da Costa por su traducción de Sontag. Vida y obra de Benjamin Moser (ed. Anagrama), Ana Flecha Marco por Estado del malestar de Nina Lykke (Gatopardo Ediciones), Carlos Fortea por Todo en vano de Walter Kempowski (Libros del Asteroide), Luisa F. Garrido Ramos y Tihomir Pištelek por Baba Yagá puso un huevo de Dubravka Ugrešic (Impedimenta), Julia Osuna Aguilar por Niña, mujer, otras de Bernardine Evaristo (Alianza de Novelas), Magdalena Palmer por Otoño de Ali Smith (Nórdica Libros) y Claudia Toda Castán por La pared de Marlen Haushofer (Volcano).

En la actualidad, el premio tiene una dotación económica de 3000 euros. El fallo del XVI Premio de Traducción Esther Benítez se conocerá el 3 de noviembre y su entrega será el 16 de diciembre en el Instituto Cervantes, en Madrid.

[Fuente: http://www.todoliteratura.es]