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Escrito por José Luis Aliaga Pereira*

« Sucre, universo de mi niñez y adolescencia,
jardín de mis ensueños,
vuelvo a ti;
y me embriaga la sencillez de tu presencia
cual aroma agonizante de un viejo capuli… »

Los recuerdos de sus paisajes fundidos en mis sueños de adolescente, lograron garabatear estos poemas y adormecer en mis ojos esta visión. Hasta que, diluida la neblina, comencé a caminar, primero entre tumbos como un sonámbulo; después, al pasar el espejismo, querencia romántica, cuando descubres el verdadero paisaje y te das cuenta de que son otras las pisadas que anhelan tus pies y que es otra la tierra que extrañan; quieres volver como si hubieras vivido en esos tiempos en los que abundaron las cosechas de maíz y de papas.

Han pasado 82 años del cambio del nombre Huauco por Sucre, denominación primigenia, ancestral, que no ha podido ser borrada de la mente de los pobladores que defienden su lar nativo.

En 1940 el Huauco se partió en dos por iniciativa del entonces diputado por Celendín, José Clodomiro Chávez Mariñas. Lo mismo sucedió con los nombres de los distritos vecinos: Lucmapampa por Jorge Chávez y Huacapampa por José Gálvez; felizmente, este último aún mantiene el nombre Huacapampa como capital de distrito.

El resarcir esta afrenta será el inicio de su recuperación como un pueblo DIGNO. Siempre lo he dicho, nuestro pueblo nunca tuvo líderes, solo patrones. Desde hace muchos años venimos aceptando todo lo que nos ordenan y hacen los que detentan el poder al que llegaron con mentiras y ofrecimientos que jamás cumplieron.

El mamotreto de imposición más cercano es el que tenemos en el centro de la plaza mayor, un monumento a la incapacidad, a la falta de gusto y, hasta podría decirse, el monumento de la corrupción.

Por supuesto, el homenaje a este cambio que hemos repetido siempre, significa el renunciamiento a todo lo que nos pertenece, a todo lo que somos, como a nuestras costumbres, a nuestra cultura, a nuestra identidad, etc. etc..; eso ya debe terminar.

Nos esperan otros tiempos en los que el pan nazca de nuevo como labor y fuerza de sus aguas cristalinas y molinos de piedra labrados por sus hombres y mujeres.

El Huauco, como todos sabemos, perteneció al imperio wari; sus restos arqueológicos lo testimonian. Huauco, es uno de los distritos más antiguos de la provincia de Celendín. Fue creado mediante ley del 2 de enero de 1857 y su nombre debe volver.

¡Enterradme!

Cuando yo muera,
enterradme
a los pies de la cruz
que adorna el Huisquimuna.

Enterradme
en la cima de aquel cerro
sin mortaja, ataúd,
lápida ni pena.

Envolvedme con su tierra
poco a poco;
quiero sentirlo todo,
aun de muerto.

Enterradme sin trompetas,
en silencio, humildemente;
quiero observarlo todo
desde arriba,
quiero reír o llorar
junto a mi pueblo.

Enterradme allí;
que me acariciarán
los vientos en la noche
y me hablarán
los niños
con los ecos
de sus voces.

¡Enterradme!

Enterradme apretadito
entre sus piedras;
aunque en mi lecho
no crezcan,
ni flores, ni malas hierbas.


* José Luis Aliaga Pereira (1959) nació en Sucre, provincia de Celendin, región Cajamarca, y escribe con el seudónimo literario Palujo. Tiene publicados dos libros de cuentos titulados «Grama Arisca» y «El milagroso Taita Ishico» (cuento largo). Fue coautor con Olindo Aliaga, un historiador sucreño de Celendin, del vocero Karuacushma. También es uno de los editores de las revistas Fuscán y Resistencia Celendina. Prepara su segundo libro titulado: «Amagos de amor y de lucha».

 

 

[Fuente: http://www.servindi.org]

Nos últimos tempos, começámos a ouvir um novo nome de país: Chéquia. Que é feito da velha República Checa?

Escrito por Marco Neves

Este artigo é baseado num episódio do canal A Vida Secreta das Línguas.

1. Os dois nomes dos países

Há excepções, mas a maioria dos países tem dois nomes: um nome curto, como «Portugal», «Espanha», «Angola», que usamos nas conversas do dia a dia, e um nome longo, que costuma incluir uma descrição do regime, como «República Portuguesa», «Reino de Espanha», «República de Angola». Todos estes nomes — curtos e longos — traduzem-se nas várias línguas, com uma ou outra excepção.

Nem sempre os nomes curtos e os nomes longos têm relação. O Reino dos Países Baixos tem este nome, em português, há muito tempo — mas sempre chamámos «Holanda» àquele país, usando, no fundo, aquilo que é uma sinédoque (tomamos a parte pelo todo, já que «Holanda» é apenas uma parte do Reino dos Países Baixos).

O governo lá do sítio, que até costumava usar as várias versões linguísticas de «Holanda» nos seus textos de divulgação turística, insiste agora em «Países Baixos» como forma curta do nome do país nas outras línguas.

Tem tido algum sucesso, principalmente em línguas onde a versão local de «Holanda» já se usava menos, como é o caso do inglês, onde «Netherlands» («Países Baixos» em inglês) já era o nome mais comum, mesmo antes do pedido do governo holandês (ups…).

Por cá, dizer «Países Baixos» numa conversa entre amigos ainda provoca aquela sensação peculiar de que a pessoa está a fazer um esforço…

2. Problemas boémios

Quanto à República Checa… O país apareceu no mapa da Europa nos anos 90, na sequência do Divórcio de Veludo. Sem guerras, a Checoslováquia dividiu-se em dois países: a República Checa e a República Eslovaca.

Nas várias línguas da Europa, a República Eslovaca ganhou rapidamente um nome curto: Eslováquia. Afinal, bastava tirar «Checo-» ao nome do país anterior e ficávamos com um nome pronto a usar, que não arranhava os ouvidos.

Já a República Checa não tinha nome curto à mão de semear. Não iríamos usar apenas «Checo», que é uma espécie de prefixo — e «Chéquia» era coisa que nunca ninguém tinha ouvido. As designações históricas da área eram outras: Morávia, Silésia (uma parte) e, acima de tudo, Boémia.

Assim, o próprio nome longo tornou-se o nome que usamos nas conversas do dia a dia. Falamos de Portugal, de Espanha, da Alemanha, da República Checa…

3. Um novo nome

Praticamente todos os países têm um nome curto — a República Checa parecia ser uma rara excepção.

Para resolver o problema, em 2016, o governo checo aprovou o novo nome, para ser usado em várias versões linguísticas. Em português, ficou «Chéquia». Depois, fez um pedido às várias organizações internacionais que mantêm listas de nomes de países (como a ONU ou a União Europeia) para passarem a incluí-lo ao lado de «República Checa».

Foi apenas isso: um pedido do governo checo para deixar ao dispor dos falantes das outras línguas um nome curto, se alguém precisasse. Não se criou nenhuma obrigação — nem, muito menos, se proibiu o uso de «República Checa», que continua na lista, na coluna do nome longo.

As organizações internacionais cumpriram o desejo do governo checo e o novo nome, nas várias línguas, apareceu nas listas. Começou também a ser cada vez mais visto nas situações onde se usavam, para os outros países, os nomes curtos.

Vendo o nome nas listas oficiais, as associações de futebol seguiram o exemplo. Afinal, a FIFA e a UEFA sempre se serviram dos nomes curtos dos países. Dão mais jeito — não é nada prático falar dos embates entre a República Francesa e a República Islâmica do Irão. «França — Irão» ocupa menos espaço.

Porque não fazer o mesmo no caso da República Checa? Foi assim que nos vimos, há uns dias, perante um jogo entre a Chéquia e Portugal, o que deixou muitos portugueses intrigados.

O que vai acontecer? Bem, quem manda na língua portuguesa são os seus falantes — talvez o nome pegue, como tantos outros, talvez não. Cá estaremos para ver. Como raramente os falantes gostam de alterações de hábitos linguísticos impostos de cima, demorará ainda muito tempo até tal nome se ouvir habitualmente em conversas que não sejam sobre o ridículo que é dizer «Chéquia». A língua muda, mas têm de ser os falantes a mudá-la — não o governo da República Checa.

Uma coisa é certa, como disse acima: «República Checa» continua a ser um dos nomes do país, perfeitamente correcto em português.

4. Países que só têm um nome

Já que falamos de nomes de países, diga-se que há alguns que têm apenas um nome. Por exemplo, a Ucrânia — não há uma «República da Ucrânia» — há apenas a Ucrânia. Da mesma forma, temos o Canadá, a Jamaica, a Hungria… São ainda bastantes os países que não gostam de complicações.

Há um caso curioso: a Irlanda é um dos Estados que usa, oficialmente, apenas o nome curto. Nos tratados da União Europeia, por exemplo, ao lado da República Portuguesa, do Reino de Espanha, da República Federal da Alemanha — e de tantos outros Estados de nomes longos — aparece a simples Irlanda.

E, no entanto, no dia-a-dia, usamos um nome longo que não é oficial: «República da Irlanda». Porquê? É uma forma de fazer a distinção com a Irlanda do Norte…

Aliás, é também por isso que o próprio Estado irlandês insiste no nome curto: ter como nome oficial apenas «Irlanda» é uma forma de lembrar que a ilha é só uma e, um dia, há-de estar unida.

Olhar para os nomes dá nisto: começámos num país que se separou do vizinho e terminámos noutro que se quer unir.

(Crónica no Sapo 24.)

[Foto por Martin Krchnacek em Unsplash – fonte: certaspalavras.substack.com]

Xoan Carlos Gil

Escrito por BIEITO ROMERO

Nos anos 80 do pasado século XX chegou ás miñas mans a terceira edición do dicionario galego/castelán de Xosé Luís Franco Grande. Publicado pola editorial Galaxia en 1975 era, sen dúbida, referencia para quen quixera mergullarse na lingua galega. A min gustábame escudriñar entre as páxinas daquel libro que aínda gardo coma un tesouro; nel descubría palabras fascinantes que nunca sentira nin lera antes. Naquela altura comezaba a miña andaina no mundo da música e participaba en diferentes formacións de afeccionados onde gozábamos tocando, mais non había nada consolidado.

Dun daqueles encontros xurdiu a idea de crear un grupo de folk inspirándonos en proxectos galegos como Milladoiro ou Emilio Cao e noutros doutras terras como Malicorne (Francia) ou Planxty (Irlanda). Para iniciar o proxecto entendiamos que o primeiro era poñerlle nome e aí foi onde o dicionario de Franco Grande adquire protagonismo. Nel descubrín a palabra lubre, fundamental no que finalmente sería Luar na Lubre. O de luar estaba claro; a maioría dos galegos cuns mínimos coñecementos do noso idioma coñecen o seu significado, incluso máis aló do programa televisivo dos venres e posterior ao nacemento do grupo. Distinto era lubre, unha palabra presente en varios topónimos da provincia da Coruña (Ares e Bergondo) pero cun emprego desaparecido do noso idioma.

No dicionario antes citado defínese lubre como «bosque ou lugar sagrado onde os druídas celtas celebraban os seus cultos á luz da lúa». Outra cousa ben diferente é de onde sae esa definición, pero iso xa é cousa dos estudosos da toponimia e do idioma. A polémica sobre esta controvertida palabra está aí, incluso houbo algún programa da TVG que tratou isto. A Real Academia Galega non a recoñece como oficial pero si aparece no prestixioso e completo dicionario do profesor don Isaac Alonso Estraviz co mesmo significado que no de Franco Grande. Sexa como for, levo 36 anos, dende que se creou Luar na Lubre, explicando polo mundo que significa o nome do grupo e en particular a palabra lubre que un bo día descubrín naquel marabilloso dicionario do recentemente finado Xosé Luís Franco Grande. Así que, moitas grazas, mestre!

 

[Fonte: http://www.lavozdegalicia.es]

Comeza o Congreso Internacional de Toponimia no Camiño de Santiago

«Avieira como símbolo dos viaxeiros, da peregrinación, é unha creación da lingua galega. Só en galego conflúen nunha mesma palabra o substantivo que designa a cuncha do bivalvo e o adxectivo relativo ás vías dos camiños», proclama o académico Gonzalo Navaza. O Congreso Internacional de Toponimia no Camiño de Santiago arrincou onte a súa andaina na Facultade de Filoloxía da USC (Universidade de Compostela) cunha indagación das relacións dos nomes de lugar cos relatos xacobeos lendarios e reais.

Foi Navaza quen abordou na conferencia inaugural as etimoloxías xacobeas, dende o inexistente campo de estrelas de Santiago ata o nacemento de Viana do Bolo e da Coruña. Ao longo de tres días, o congreso reúne especialistas de Galicia, a Península, Italia e Francia. O encontro cobrará hoxe pulo musical con Germán Díaz, que ofrecerá (ás 19.30 horas) un concerto aberto ao público sobre a zanfona e a ruta xacobea.

No comezo do congreso, organizado pola Real Academia Galega (RAG) coa colaboración da USC e a Asociación Galega de Onomástica (AGON), e o apoio da Deputación da Coruña e da Xunta, o presidente da RAG, Víctor F. Freixanes, quixo pór de relevo a importancia deste encontro, que, anotou, «confirma a Academia e o mundo académico galego en xeral como un dos centros da toponimia, non só pola enorme riqueza que ten a nosa terra en nomes de lugar, senón pola tradición dos estudos de toponimia».

A académica Ana Boullón, organizadora do congreso xunto coa académica correspondente e presidenta de AGON, Luz Méndez, sinalou que o obxectivo é impulsar as novas investigacións sobre os nomes de lugar en Europa, a través dunha chamada á sistematización dos estudos científicos neste eido relacionados coas rutas xacobeas. «Queremos —di— que o europeísmo e tamén a multidisciplinariedade percorran as xornadas: a aplicación das novas tecnoloxías, a historia, a cartografía, o turismo ou a rehabilitación do patrimonio serán outros dos distintos eixes do proxecto».

O de Compostela foi un dos nomes abordados por Navaza, exemplo que dá conta da pegada na toponimia das crónicas do Camiño, lendarias e reais. Lembrou que é o diminutivo do resultado común galego do participio do verbo latino componere, con diversos significados, dende compoñer e construír ata adornar. «Quizais ten que ver con que a basílica de Santiago acabouse de construír a finais do século IX, o que explica a tardía aparición deste topónimo», suxire o profesor da Universidade de Vigo.

A crenza tan estendida de que Compostela quere dicir «campo de estrelas» ten en calquera caso moito de etimoloxía xacobea. Baséase nunha das lendas recollidas no libro cuarto do Códice Calixtino, o Pseudo Turpín (século XII), a crónica mítica da presenza de Carlomagno en Galicia. «Nos primeiros textos do Códice Calixtino menciónase a claridade cando se fala do lugar onde apareceu o sepulcro do apóstolo, pero non as estrelas. Estas non aparecen ata o Pseudo Turpín, no episodio en que Carlomagno soña que as estrelas o guían ata Santiago. Daquela, seguindo o camiño das estrelas, prepara a expedición na que irá deixando o Camiño libre de infieis. Este material lendario incorporouse ao Códice a partir da tradición da traslatio, a que explica como chegaron os restos do Apóstolo a Galicia ata o porto fluvial de Iria Flavia, que aparece nas fontes documentais con posterioridade á da inventio, a referida á descuberta do sepulcro do Apóstolo», detalla.

Malia ser o Pseudo Turpín un texto rexeitado pola ortodoxia católica, a lenda transmitiuse. No XV a estrela xa formaba parte da iconografía popular xacobea e no XIX chegou a oficializarse dalgún xeito cando o bispo López Ferreiro tivo por certa esta etimoloxía, dando comezo a unha serie de polémicas dentro da propia Igrexa, engade Navaza.

É un exemplo das etimoloxías fantásticas que imperaron durante séculos, antes de que se procurase o rigor científico. «Durante moito tempo a arte etimolóxica foi unha especie de rama da filosofía que consistía en ver o que esconden as palabras, en revelar a íntima realidade que designan, dicíase. E a través dela consolidáronse moitas ocorrencias e lendas», argúe Gonzalo Navaza.

Sobre Santiago, Liberum Donum, Libredón, Crunia, Faro e Brigantium

O outro elemento do topónimo da capital galega, Santiago, ten tamén unha clara orixe medieval asociada ao achado do sepulcro do apóstolo. «A aglutinación de santo ao nome non atopa equivalencia noutras linguas romances, agás no castelán porque o recibe do galego», indica Gonzalo Navaza, que aclara que formas como Xacobe non son completamente equivalentes a Santiago. A primeira refírese ao patriarca do Antigo Testamento, Iacob en latín; e Santiago é a forma aplicada aos apóstolos de Xesús a partir da forma latina Iácobus. Si son variantes de Santiago Iago ou Tiago, mentres que Diego, malia o que se adoita dicir, non garda relación.

Pero como se chamaba antes Santiago de Compostela? O Chronicon Iriense (século X) e a Historia compostelá (XII) rexistran a denominación en latín Liberum Donum, e só posteriormente aparece a correspondencia romance Libredón, que fai referencia ás terras seguramente doadas polas autoridades a raíz da descuberta do sepulcro e que gozaban da protección da coroa. «Isto explica outra etimoloxía xacobea, a do Milladoiro e outros lugares da zona co mesmo nome, porque as sucesivas doazóns de terra arredor do sepulcro iríanse marcando con miliarios».

O da Coruña é outro dos topónimos xacobeos estudados por Navaza que non proceden da tradición local, senón que foi tamén asignado polo rei don Afonso inspirándose nas crónicas carolinxias do Códice Calixtino, segundo propón o filólogo. Antes de pasar a chamarse Crunia no ano 1208, lembra, a cidade coñecíase como Faro, nome que á súa vez substituiría o antigo Brigantium.

L’autor de les ‘Aventures i desventures de l’insòlit i admirable Joan Orpí’ torna a la novel·la d’aventures amb ‘La veu del seu amo’, una història en clau d’humor sobre el maltractament animal.

Escrit per Joan Simó i Rodríguez

“Humanitzar els animals en la literatura és estúpid”. Així ho creu, com a mínim, el protagonista de la darrera novel·la de Max Besora. Té gràcia que ho digui, sobretot, perquè es tracta d’un gos, un gos humanitzat, tan afectat per les passions humanes que és capaç d’enganxar-se a sèries televisives, opinar sobre política i citar a Diògenes, que era cínic i, per tant, una mica caní. Referir-se a ell per un nom concret és difícil. De la mateixa manera que a Llucifer, al personatge principal de La veu del seu amo (Males Herbes, 2022) se’l pot mencionar de diverses formes -Milú, Petaner, King, Nipper…-, tantes com propietaris té durant el transcurs de la història. Jo, que, a més de tenir terres, soc amo i senyor d’aquestes línies, li diré Molècula, que és com l’anomenen els membres de la disfuncional família Holofernes i el brillant acadèmic Walter Colloni, el personatge del llibre que més simpatia m’ha despertat. Max Besora presenta La veu del seu amo a La Setmana del Llibre en Català dijous 15 de setembre a les 18h amb una conversa amb Jordi Nopca.

A aquests aclariments preliminars cal afegir-los un altre: en Molècula no és tan sols un animal humanitzat, és, també, una bèstia robòtica, víctima d’un experiment novedosíssim -obra de Colloni- que l’habilita per parlar diverses llengües i escriure la seva autobiografia, sorgida de la vocació literària amb la qual es distreu mentre es prepara per ser propulsat a l’espai exterior. La cosa és estranya, ho sé. I ho és encara més si partim de la base que tot plegat transcorre dins les fronteres de Terra nullius, un univers estrambòtic on es mesclen topònims com la Vall del Bronx, les Muntanyes Rocambolesques o Nova Barcelona, referències geogràfiques confuses que emparenten la narració amb Aventures i desventures de l’insòlit i admirable Joan Orpí, conquistador i fundador de la Nova Catalunya (Editorial Males Herbes, 2017 i Premi Ciutat de Barcelona 2018).

De fet, podríem dir que Besora practica un exercici semblant al que es pot apreciar en el llibre de títol quilomètric que li va valdre el Premi Ciutat de Barcelona. Tornem a tenir davant de nosaltres una novel·la d’aventures que dialoga amb l’obra de Miguel de Cervantes, tot i que, si en el seu text anterior era senzill trobar-hi paral·lelismes amb les gestes del Quixot, en aquest cas hauríem de fixar-nos en El coloquio de los perros, on el cànid Berganza explica al seu homòleg Cipión una sèrie d’anècdotes truculentes que podrien ser una versió arcaica d’aquelles a les quals s’enfronta en Molècula. El referents literaris no acaben aquí. A La veu del seu amo s’hi poden sentir ecos de Jack London (The Call of the Wild i White Fang), Natsume Sōseki (Wagahai wa Neko de Aru) i George Orwell (Animal Farm), alguns dels molts autors que, seguint la tradició fundada per Isop, han reincidit en “l’estupidesa” d’humanitzar els animals.

Besora ho fa, però, emprant un to còmic, hereu de la prosa de Luci Apuleu i el seu Asinus aureus. Suposo que l’humor és útil a l’hora de relativitzar els arguments, de fer-los menys feridors. Deu ser per això que l’autor camufla els seus al·legats contra el maltractament animal rere bromes obscenes i rodolins de volguda simplicitat. L’alternativa seria posar-se seriós i fer una crua tesi sobre el tema central de la novel·la, una tesi que, per força, hauria d’incloure arguments tan durs com els que expressa Isaac Bashevis Singer al seu The Letter Writer. Bashevis, únic autor de llengua ídix que ha guanyat el Nobel de Literatura, afirmava que “totes les criatures varen ser creades únicament per proporcionar aliment i vestimenta, per ser turmentades i exterminades”, que “tots els humans són nazis” i que “pels animals, la vida és un Treblinka sense fi”.

Això últim ho sé gràcies a un article de la Raquel Sanz, on, a través de l’anàlisi dels arguments animalistes que J.M. Coetzee posa en boca d’Elizabeth Costello, es parla de la sensible frontera que ens separa dels éssers no-humans. És un assumpte complicat, transcendental diria jo, cridat, tard o d’hora, a esdevenir la gran polèmica del nostre món. Mentrestant, però, és interessant topar-se amb novel·les com La veu del seu amo, llibres que s’anticipen a la seva època, com els Contes per a nens i nenes políticament correctes de James Finn Garner, propostes que no tenen res d’estúpid.

 

 

[Foto: Adrià Cañameras – font: http://www.nuvol.com]

Con motivo del fallecimiento del último presidente de la Unión Soviética, se ofrece a continuación una serie de claves sobre la escritura apropiada de algunos términos que pueden aparecer en las informaciones relacionadas con este suceso.

1. Mijaíl Gorbachov, forma adecuada

La transcripción recomendada del nombre propio de este político ruso es Mijaíl Gorbachov.

2. secretario general y presidente, con minúsculas

Los nombres de los cargos, como presidente, secretario general, director, ministro y términos similares, se escriben con minúscula inicial por tratarse de sustantivos comunes.

3. exlíder, no ex líder

El prefijo ex- funciona como todos los demás prefijos y lo adecuado es escribirlo unido a la palabra a la que acompañaexlíder.

4. soviet y sóviet, acentuaciones válidas

El Diccionario de la lengua española recoge esta voz con dos acentuaciones: soviet, como forma aguda, que da como propia de México y Venezuela, y sóviet, con tilde por ser llana o grave acabada en consonante distinta de ene o ese. La Nueva gramática de la lengua española señala que sóviet es la variante más asentada en el español europeo, mientras que soviet «se atestigua tanto en este como en el americano».

Los plurales son soviets y sóviets, respectivamente.

5. Guerra Fría, con mayúsculas

Lo adecuado es escribir Guerra Fría, con mayúsculas, cuando se hace referencia al periodo histórico concreto que tuvo lugar durante gran parte del siglo XX, comprendido entre el final de la Segunda Guerra Mundial y la disolución de la Unión Soviética.

6. URSS, sin puntos

La sigla correspondiente a la Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas es URSS, sin puntos, no U. R. S. S., pues no es una abreviatura.

7. perestroika y glásnost, con minúsculas y en redonda

Los extranjerismos adaptados al español no necesitan ningún tipo de resalte, es decir, ni comillas ni cursiva. Además, el término perestroika se escribe con minúscula inicial, tal y como aparece en el Diccionario de la lengua española, al igual que glásnostcon tilde, que alude a la transparencia informativa promovida por Gorbachov.

8. Pacto de Varsovia, con mayúsculas iniciales

Los nombres oficiales de los tratados y convenios se escriben con mayúscula inicial en todos sus elementos significativos.

9. antigua Unión Soviética, mejor que ex Unión Soviética

Se recomienda no usar el prefijo ex- antepuesto a un topónimo o a una cosa. Por tanto, se desaconsejan formas como ex-URSS o ex Unión Soviética, que pueden ser sustituidas por la antigua URSS, la desaparecida Unión Soviética…

10. telón de acero, con minúsculas

El diccionario académico define telón de acero como ‘frontera política e ideológica que separaba los países del bloque soviético de los occidentales’. Lo adecuado es escribir esta expresión con minúsculas.

 

 

[Foto: archivo EFE / Henning Kaiser – fuente: http://www.fundeu.es]

Escrito por Miguel Esteves Cardoso   

Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo, há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja… ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (…)
Ao ler os nomes de alguns sítios – Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para estar na Europa.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai considerar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacte de dizer « Eu sou da Margalha » (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente « E a menina de onde é? », e a menina diz: « Eu sou da Fonte da Rata » (Espinho).
Já para não falar em “Picha”, no concelho de Pedrógão Grande e de “Rata”, em Arruda dos Vinhos, Beja, Castelo de Paiva, Espinho, Maia, Melgaço, Montemor-o-Novo, Santarém, Santiago do Cacém e Tondela.
Temos, assim, em Portugal, uma “Picha” para 11 “Ratas”. O que vale é que mesmo ao lado da “Picha”, temos a “Venda da Gaita”…
E ainda existe “Colhões”, perto de Coimbra.
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando « E onde mora, presentemente? », Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro?
Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do “Garganta Funda”.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da « terra ».
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros (« I am from the Fountain of Drink and Go Away… »).
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.
Verá que não é bem atendido. Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é Caseira.
Vai Mais um Rissol. (…)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).

[Fonte: http://www.publico.pt]

 

Quien construye su identidad sociopolítica sobre el odio al prójimo necesita encontrar marcas identificatorias, y si no las halla, se las construye en torno a algo tan simple y tan cambiante como una denominación

Una de las pintadas antisemitas en Castrillo Mota de Judíos (BURGOS). Tomás Alonso (EFE)

Una de las pintadas antisemitas en Castrillo Mota de Judíos (BURGOS).

Escrito por Lola Pons Rodríguez

El castellano Selemoh ha-Levi, hijo de Simeón ha-Levi, era el rabino mayor de la comunidad judía burgalesa a finales del siglo XIV. Con cerca de 40 años se convirtió al cristianismo, abandonó la kipá, se colocó la mitra y ejerció como obispo de Cartagena y de Burgos. Al convertirse, se cambió el nombre y empezó a llamarse (así lo conocemos hoy) Pablo de Santa María. La nueva elección onomástica era muy motivada: adoptó el nombre del converso más insigne, Pablo de Tarso, y un apellido de santoral.

Los apellidos como Santamaría, que evocan a santos, se llaman técnicamente hagiónimos y son frecuentísimos en la lengua española. Muchas veces remiten a lugares (hagiotopónimos) que a su vez tienen nombres de iglesias con advocaciones religiosas: unos santos están más bien escondidos dentro de la evolución fonética (Santander desde Sancti Emetherii, Santillana desde Sancta Iuliana), otros resultan claramente reconocibles (San Francisco, Santo Domingo…). Hay cientos de apellidos de santos en nuestros registros; obviamente, no todos remontan a judíos conversos pero sí consta cierto hábito de los judíos españoles a adoptar esa clase de hagiónimos al abrazar una nueva identidad religiosa: en el mismo siglo XV de los Santamaría burgaleses, el médico aragonés Yosef ha-Lorquí se hizo llamar Jerónimo de Santa Fe; los Santángel, por su parte, fueron otra relevante familia de judeoconversos.

También los lugares cambian deliberadamente de nombre. El pueblo burgalés Castrillo Mota de Judíos se llama así desde 2014, fecha en que sus habitantes, en torno a medio centenar, decidieron olvidar el nombre previo Castrillo Matajudíos por lo hiriente de su connotación. Argüían los vecinos, además, que el viejo nombre del pueblo, constatado al menos hasta el siglo XVII, era “Mota de Judíos” y que alguien, empeñado en sacar pecho y acentuar el carácter de cristiano viejo, lo cambió con mala fortuna a Matajudíos. Lo cierto es que tanto mota (colina en terreno llano) como mata (porción de terreno arbolado) son formantes muy comunes en nuestra toponimia, y aluden a accidentes del terreno y la vegetación, pero con el cambio de topónimo esta localidad se quitaba de encima la aparente resonancia antisemita de un nombre que, paradójicamente, afectaba a un pueblo con una fundamentada tradición judía en sus orígenes: la historia verifica un asentamiento de judíos en la zona huidos de la comunidad hebrea de Castrojeriz.

Sorprende que a esta población burgalesa se desplacen colectivos nazis a hacer pintadas (cambiando mota por mata) y a quemar contenedores. Leyendo la noticia que hace unos días este periódico publicaba sobre el último episodio de vandalismo nazi sufrido por los ciudadanos de Castrillo Mota de Judíos, me preguntaba cómo se apellida un nazi, si alguno de esos bestias que se dirigen al pueblo burgalés para deshonrar su historia y sus decisiones tendrá apellidos de resonancia judía entre sus antepasados y si se los cambiaría o atentaría contra su propia historia; me preguntaba cuántos de los ancestros de estos quemacontenedores usaron kipá y vivieron en aljamas, en qué clase de pureza absurda puede creer alguien que, como español, no es otra cosa que la suma mezclada de identidades, conversiones, migraciones y destierros.

El proceso es el inverso al que, a miles de kilómetros de Burgos, le ocurre a un escarabajo cuyo hábitat se concentra en unas escasas cuevas húmedas de Eslovenia: un escarabajo ciego, depredador de los otros animales más pequeños que pueblan su hábitat. Esta especie de escarabajo, ignota para quienes como yo no nos dedicamos a la biología o a estudiar coleópteros ciegos cavernícolas, está en peligro de extinción por su nombre: se llama Anophthalmus hitleri, o sea, an-ophthalmus (sin ojos) de Hitler. La bautizó así el entomólogo austriaco Oskar Scheibel en 1933, en homenaje a Adolf Hitler, entonces recién elegido canciller alemán. Feliz y olvidado en su cueva húmeda, lo que ha puesto a este pobre escarabajo en peligro de extinción es algo tan superficial (y desafortunado) como su reciente nombre, porque el hecho de llevarlo lo ha convertido en un insecto codiciado para quienes, con muy dudosos principios y aficiones, gustan de coleccionar todo lo relativo a Hitler y están sustrayendo al escarabajo del hábitat esloveno en el que vive.

Es llamativo, y sería tierno si no estuviésemos hablando de nazismo, que estos vándalos le den tantísima trascendencia a un nombre. Quien construye su identidad sociopolítica sobre el odio al prójimo necesita encontrar marcas identificatorias, y si no las halla, se las construye en torno a algo tan simple y tan cambiante como una denominación. Imagino que, cuando no se tiene muy claro a quién dirigir el odio o la admiración, la vía más fácil para una mente simple es denostar o adorar aquello que de la manera más primaria y superficial pueda sugerirle un nombre. Pero ya es triste que lo más coherente con su ideología sea perseguir un escarabajo o cambiar por la del nombre de una aldea.

Lola Pons es filóloga e historiadora de la lengua y catedrática de la Universidad de Sevilla.

 

[Foto: Tomás Alonso (EFE) – fuente: http://www.elpais.com]

Certains noms communs tirent leur origine de personnalités ayant réellement existé. De manière parfois très surprenante…

Écrit par Michel Feltin-Palas

Louis XVI oblige, tous les Français ou presque savent que la guillotine fait référence à son inventeur, Joseph Ignace Guillotin, et que le hachis Parmentier doit beaucoup à un pharmacien prénommé Antoine-Augustin… De nombreux termes de notre idiome national partagent ainsi cette particularité : ils tirent leur origine de personnalités ayant réellement existé. Des hommes et des femmes que Daniel Lacotte a eu la bonne idée de rassembler dans un ouvrage dont le titre truculent est précisément composé de patronymes devenus des noms communs, D’où vient cette pipelette en bikini qui marivaude dans le jacuzzi avec un gringalet en bermuda ? (1) Un intitulé qui, à lui seul, reflète la démarche de l’auteur : partager son plaisir des mots et montrer que l’amour du français ne se réduit pas aux cabalistiques accords des participes passés des verbes pronominaux.
Impossible, évidemment, de citer ici l’intégralité de ces mots dits « éponymes » (« qui donne son nom à »), où l’on retrouve à la fois des personnalités, des héros mythologiques ou de romans, sans oublier quelques toponymes. En voici donc une sélection tout à fait arbitraire.
Commençons par ceux qui tombent sous le sens. Dantesque vient évidemment du poète Dante, qui décrit dans La Divine Comédie des scènes grandioses et terrifiantes. Daltonien de John Dalton, savant britannique qui décrivit l’étrange maladie entraînant une confusion dans la vision des couleurs. Nicotine du diplomate Jean Nicot (1530-1600), qui introduisit le tabac en France (on ne le remercie pas). Volcan de Vulcain, le dieu romain du feu. Et ainsi de suite.
Il en est d’autres dont je ne connaissais pas l’origine. Et notamment :
Corbillard. Au XVIe siècle, les véhicules qui se rendaient de Corbeil à Paris s’appelaient des corbeillards, qui deviendront nos actuels corbillards. Pourquoi cette ville en particulier ? Deux explications s’affrontent. La première, amusante, voudrait que ce soit en référence au « manque d’entrain des laquais qui se déplaçaient dans les carrosses bourgeois venus de Corbeil », comme l’explique Lacotte. Il en est une autre, plus probable et hélas moins plaisante : le souvenir des transports de cadavres sur l’Essonne lors des grandes épidémies de peste.
Doberman, du nom de son premier éleveur, Frédéric Louis Dobermann (1834-1894), un… percepteur qui cherchait un chien suffisamment impressionnant pour l’accompagner dans sa périlleuse mission.
Gotha. Ville d’Allemagne où fut publié à partir de 1764 un annuaire recensant les grandes familles d’Europe.
Guillemets. Ainsi qualifiés au XVIe siècle en hommage à leur inventeur, l’imprimeur Guillaume.
Laconique. L’adjectif fait allusion à la Laconie, une région de Grèce dont les habitants avaient la réputation de s’exprimer de manière sobre et concise. Et non, contrairement à ce que susurrent les mauvaises langues, au psychanalyste Lacan, dont le propos était aussi rare que le montant des consultations élevé…
Pipelette. Allusion au couple de concierges parisiens inventés par Eugène Sue dans ses Mystères de Paris : Anastasie et Alfred Pipelet.
Silhouette. Le ras-le-bol fiscal n’est pas une invention récente. Sous Louis XV, Etienne de Silhouette crée l’impôt sur les portes et fenêtres. Son impopularité est telle qu’il doit très vite quitter son poste de contrôleur général des finances, mais son patronyme reste associé aux réformes mal conduites et aux entreprises inachevées. On qualifie dès lors de « silhouette » les dessins aux contours simplement esquissés.
Sandwich. Du comte britannique ainsi nommé (1718-1792). Un homme si passionné par les jeux de cartes qu’il refusait d’interrompre ses parties pour se sustenter. Jusqu’au jour où son cuisinier eut l’idée de lui confectionner un repas en intercalant du jambon et du fromage entre deux tranches de pain. Une trouvaille appelée à un bel avenir…
Satin. Le terme provient de la ville de… Quanzhou, en Chine. Aucun rapport ? Si. Au Moyen Age, la cité s’appelait Tsia-toung, prononcée en arabe Zaytûn, devenu peu à peu notre satin. Tordu, mais véridique !
À ceux qui rêvent d’entrer à leur tour dans la partie « noms communs » des dictionnaires, on ne saurait trop conseiller la prudence. Car il est des cas où les intéressés auraient sans doute préféré passer à la postériorité pour un autre motif. Alexis Godillot, par exemple, n’était sans doute pas peu fier d’être devenu l’organisateur des fêtes officielles sous Napoléon III et d’avoir créé à Saint-Ouen une importante tannerie. Comment aurait-il pu deviner que l’on donnerait son nom aux chaussures des soldats ? Mais à tout prendre, son sort vaut mieux que celui de l’infortuné préfet Poubelle. Le haut fonctionnaire, attentif à l’hygiène publique, obligea dans les années 1890 les propriétaires de la capitale à « mettre à disposition des locataires un ou plusieurs récipients communs pour recevoir les résidus de ménage ». Un intitulé à rallonge qui fut bientôt remplacé par son patronyme. Ses descendants ne l’en remercient pas forcément…
(1) D’où vient cette pipelette en bikini qui marivaude dans le jacuzzi avec un gringalet en bermuda ? par Daniel Lacotte. Le Point Seuil, 7,40 €.

 

[Source : http://www.lexpress.fr]

Aleix Renyé

Aleix Renyé

 

Escrit per Salvador Vendrell

La llesqueta del septentrió és un subtítol, una idea, que Aleix Renyé, segurament, ha tret de la Cançó del cansat de l’Ovidi:

Em va tocar tocant Mediterrani
Per barret Pirineus, i una llesqueta
Per sabata Oriola d’estranquis
I per cor duc a Alcoi, la terreta
Per senyera, senyors, quatre barres
Per idioma, i senyores, català
Per condició, senyors, sense terres
Per idea, i senyores, esquerrà

El Canigó

Una «llesqueta» que ha incorporat al títol d’un llibre en què ens vol explicar què és i com és la Catalunya Nord, la Catalunya original, allà on diuen que va nàixer Guifré el Pelós, l’origen de la dinastia catalana.

Un llibre que ens obri els ulls per poder veure que la situació d’aquest territori no la podem analitzar amb els paràmetres de la resta dels Països Catalans, ja que la comunitat catalana sota administració francesa ja fa més de tres segles que és immersa en un marc històric social i cultural diferent a la resta de la nació.

Des que, l’any 1659, en el tractat dels Pirineus, les monarquies espanyola i francesa es van repartir el territori de Catalunya, el reialme de França va esclafar revoltes, exercir repressions, prohibir la llengua… Però, a poc a poc, la diferència de desenvolupament amb la «Catalunya espanyola» va eixamplar la creença que l’assimilació a França, a través de les conviccions republicanes jacobines, era el preu a pagar per aconseguir el benestar que no tenien els «catalans de l’estat espanyol».

El Jonc (2017)

L’obra és una sèrie de relats en què Renyé ens conta la seua experiència en aquestes terres que encara són «una trinxera on la catalanitat resisteix, encara que la reraguarda nacional ens tinga abandonats i oblidats» sense cap ajuda efectiva. La veu del narrador és la d’un català de l’altre costat de la carena, que ha anat a viure a la Catalunya Nord, venint d’un altre món educatiu i que, simplement, ens conta com ha viscut la seua experiència: «No sóc historiador, tampoc sociòleg ni lingüísta. No espereu trobar en aquest llibre, doncs, cap tesi doctoral». Des que va marxar exiliat, el 1981, ha passat tres quartes parts de la seua vida en la frontera extrema de la nació. S’ha dedicat al periodisme i li agrada dir que va ser el primer periodista professional de la Catalunya Nord que es va poder guanyar la vida en català. Renyé ha construït una guia molt personal de Catalunya Nord que ens demostra que tenim moltes idees preconcebudes i equivocades de la llesqueta del septentrió. Perquè, si podem afirmar que els nord-catalans són afrancesats, ells poden dir, de la mateixa manera, i amb la mateixa raó, que nosaltres, els del sud de la llesqueta, estem espanyolitzats.

El Castellet, a Perpinyà

Renyé explica, com és evident, que no n’hi ha prou de tindre una llengua comuna per entendre’s, que caldria també compartir algunes coses que no tenim: un espai comunicacional comú, interessos econòmics, un estàndard lingüístic entenedor, referents culturals… Però, sobretot, una clara voluntat de construir un projecte nacional. Com que no tenim aquestes coses, no podem entendre que el vint-i-cinc per cent de catalanoparlants que hi ha a la Catalunya Nord no ens parlen català a la primera. Només el parlen en l’àmbit restringit d’amics, perquè els fa vergonya parlar-lo amb gent estranya, amb desconeguts. I això sobta el visitant sud-català que, decebut, busca i no troba signes vius de la presència de la llengua. I és que els catalans del nord de l’Albera tenen vergonya de parlar una llengua que no consideren el veritable català i decideixen parlar en francés al visitant.

Renyé es queixa que l’Institut d’Estudis Catalans no ha ajudat gaire per poder escriure sense incorreccions normatives en dialecte rossellonés o septentrional. Diu que ha fet ben poca cosa per normativitzar un parlar moribund. Moltes vegades, els autors han tingut complex de dialecte i prevenció de ser acusats de blaverisme rossellonés, llevat d’algunes excepcions com ara Joan-Daniel Bezsonoff i el músic i poeta Gerard Jacquet. Encara com les noves generacions, a la dècada dels 90, van fer una empenta considerable a les lletres nord-catalanes, amb autors d’edats i estils diferents, que assumien sense complexos la varietat rossellonesa.

Sant Miquel de Cuixà

La Reforma territorial de l’estat francés, 2016, imposada per París, ha tingut, a Catalunya Nord, un efecte inesperat. Ha fet renàixer una catalanitat que semblava extingida o reduïda a les mínimes expressions folkloritzants. Malgrat la pèrdua de la llengua, el catalanisme sembla reviure. La reforma territorial ha creat a França grans regions administratives amb competències ridícules. Res a veure amb els lands alemanys o les autonomies espanyoles. A Catalunya Nord l’han posada dins una gran regió anomenada Occitanie amb capital a Tolosa de Llenguadoc. La regió no inclou tota Occitània, que ha quedat partida i repartida en diferents regions i que els occitanistes també denuncien. Catalunya Nord s’ha revoltat perquè no han volgut incloure el terme Pays Catalan. S’han revoltat partits de totes les tendències excepte el Front National. Això, però, sense posar en qüestió la nacionalitat francesa.

L’autor ha comprovat com la societat que va conéixer als anys vuitanta, quan hi va arribar, ha canviat en dues direccions oposades. Ha comprovat com l’ús social del català s’ha reduït considerablement. Segons els criteris d’alguns sociolingüistes, està sota mínims, amb perill d’extinció. Al mateix temps, però, ha crescut el sentiment de la catalanitat de la població. Per la reforma territorial que ja hem comentat i pel procés d’independència del sud, que ha produït un sentiment que crea orgull de ser catalans, però també por a la vegada. Por perquè els trenca els esquemes de la seua educació francesa.

Alberg Pau Casals, a Prada, seu de la Universitat Catalana d’Estiu

En definitiva, Catalunya Nord. La llesqueta del septentrió és un llibre que ens aclareix molts dubtes sobre la realitat nord-catalana i que ajuda a comprendre la realitat d’aquest territori dels Països Catalans. Sobretot, però, és una mena de guia que ens convida a reflexionar sobre les diferències de les nostres realitats. A les seues pàgines trobarem com el folklorisme nord-català, que enarbora senyeres i, fins i tot, estelades, confon la catalanitat amb l’amor a un club esportiu, a un equip de rugbi. Podrem visitar cementiris on trobarem moltes de les nostres identitats. Coneixerem per què la mona de Pasqua la veuen com un costum de fora, dels pieds-noirs. Assistirem com a testimonis a la violenta batalla dels magribins amb els gitanos en el barri de Sant Jaume de Perpinyà i al creixement de l’extrema dreta. Fins i tot, llegirem la història de la quasi santa incorrupta de Perpinyà. Veurem el desgavell toponímic i com s’intentà resoldre i moltes coses més que ens ajuden a comprendre molt millor el nostre país. Ah! no ho oblideu: si podeu anar-hi, esteu convidats a collir unes cireres a Ceret.

 

[Font: http://www.laveudelsllibres.cat]

Escrito por BIEITO ROMERO

Habitualmente uso unha web de meteoroloxía por satélite que me resulta moi útil. Nela introduzo o lugar que me interesa e obteño todo tipo de datos meteorolóxicos: temperatura, choiva, vento, probabilidade de tormentas… O caso é que nela fun descubrindo que temos topónimos galegos, ou cando menos coincidentes, espallados por medio mundo. Algo diso xa sabía, pero quedei asombrado da cantidade. Sen facer un estudo minucioso souben que o topónimo Coruña tamén o atopamos no estado de Cohuaila, en México; Coruña del Conde, en Burgos; Corunna, unha en Míchigan, outra en Indiana (Estados Unidos), outra en Canadá e tamén Corunna en Nova Gales do sur, no sueste de Australia. Lugo témolo na rexión norteña italiana da Emilia-Romagna, tamén hai Lugo de Vicenza na do Venetto e Lugo de Llanera na veciña Asturies. Hai un Orense, en castelán, ao sur do río da Prata, na Arxentina; dúas Pontevedra nas Filipinas e outra nos Estados Unidos. Betanzos hai dous en Bolivia e un Melide na Suíza, moi pretiño da fronteira con Italia. Ferrol aparece nas Filipinas e tamén no estado de Virxinia (EE.UU.). Tuy, en castelán, témolo nas Filipinas e tamén nestas illas unha cidade chamada Dasmariñas fundada no século XVI por un militar e diplomático chamado Gómez Pérez das Mariñas y Ribadeneira, nacido en Mondoñedo e que foi gobernador do arquipélago. Non podían faltar dous Vigo nas Filipinas, outros dous en Inglaterra, polo menos catro en Italia e outros tantos nos Estados Unidos. E por suposto tamén Compostela, da que temos como mínimo tres en México, unha delas foi capital do que no seu tempo se chamaba Nueva Galicia, e outra en Filipinas, onde parece que houbo unha importante influencia galega se temos en conta os topónimos. Hai tamén unha vila chamada Galegos en Portugal, na raia con Estremadura, moi preto doutra chamada Carbajo que ten un himno popular que comeza dicindo: «Santa Marina de Galicia…». Tamén un par de Galizia en Italia, unha Galitzia polaco/ucraína e un Galicias en Porto Rico. Para rematar, dicir que hai unha comuna chamada Caurel, pertencente ao departamento bretón de Côtes d’Armor, que non é tan montañoso coma o noso e que neste caso non foi a web meteorolóxica quen mo amosou, senón que fun eu o que pasei por alí nalgunha ocasión.

 

[Fonte: http://www.lavozdegalicia.es]

A institución trasladará á Xunta de Galicia a proposición para que se inclúa no Nomenclátor de Galicia revisado

Sinal coa Feira de Verdillo, con V, a pesar de que o nome oficial é con B

Sinal coa Feira de Verdillo, con V, a pesar de que o nome oficial é con B.

Real Academia Galega proporá á Xunta de Galicia que recolla no Nomenclátor revisado un cambio de grafía no nome da parroquia carballesa de Berdillo, ata agora escrito oficialmente con B. O Seminario de Onomástica da institución determinou, logo dun demorado e completo estudo, que as atestacións gráficas históricas autorizan a propor que pase a escribirse Verdillo, con V. O informe realizouse a pedimento do Concello de Carballo, onde entre a veciñanza é común o uso desta última grafía.

Un dos criterios que seguiu a Comisión de Toponimia para a fixación dos nomes de lugares no Nomenclátor de Galicia, publicado no ano 2003, foi a congruencia coas grafías históricas e etimolóxicas do galego común. Porén, cando a etimoloxía resulta escura, dubidosa ou controvertida, como é o caso de Verdillo, óptase, en xeral, pola grafía habitual na tradición escrita ou máis arraigada no uso actual. Deste xeito, decidiuse no seu día manter o B- inicial, pois así era como aparecía escrito o nome nos nomenclátores precedentes dos séculos XIX e XX.

Tras a solicitude do rexedor carballés, os membros do Seminario de Onomástica decidiron profundar na grafía histórica do topónimo, malia seren conscientes da opacidade do étimo que se agocha detrás da forma actual, porque aínda que adoita emparentarse popularmente coa voz común verde, esta relación carece de probas, ao contrario do que sucede noutros topónimos galegos como O Verde, Vilaverde, Castroverde ou derivados como Verdeal, A Verdella, Verducedo, Verducido ou Verdugo. “No caso que nos ocupa esta asociación non está demostrada, dado que non é clara a orixe lingüística da última parte da palabra, presente noutros topónimos como Arillo ou Perillo”, detalla o informe.

As pescudas recóllense nun informe onde se analizan textos notariais medievais, libros pertencentes ao arquivo da parroquia, cartografía histórica e outros documentos. Entre todos eles cobrou especial relevancia o libro de Manuel Lucas Álvarez, San Paio de Antealtares, Soandres y Toques: tres monasterios medievales gallegos, que inclúe documentación correspondente ao mosteiro de Soandres, do que dependía a freguesía de San Lourenzo de Verdillo.

Ao repasaren as atestacións destes escritos, os académicos constataron que os escribas do cenobio se decantaron polo uso do V dun xeito claro: das oito concorrencias atopadas do topónimo, en seis ocasións aparece grafado con V. “Os monxes de Soandres do século XV seguramente estaban familiarizados co topónimo en latín; o feito de que maioritariamente o escribisen con V- fai supoñer que o visen escrito nos documentos en latín con U-/V-”, explica o académico correspondente e membro do Seminario de Onomástica Xosé María Lema.

Nos séculos seguintes houbo vacilacións entre B e V -sobre todo no XVI e no XVII-, dependendo moito dos cregos ou dos escribáns que redactaban. Así e todo, a escolla do V empezou a ser maioritaria no século XVIII, tanto nos libros parroquiais coma na cartografía e documentos civís máis ou menos oficiais. No XIX virouse un pouco -no mundo eclesiástico e nos nomenclátores oficiais da segunda metade- a favor do B. Desde o último terzo do XIX, durante todo o XX e o que vai do XXI, a única forma rexistrada nos libros parroquiais foi Verdillo (136 anos seguidos), malia que nos nomenclátores oficiais se escribise con B.

 

[Imaxe: RAG – fonte: http://www.galiciaconfidencial.com]

 

 

Cette mesure, qui paraît irréaliste en France, est pourtant appliquée dans d’autres démocraties européennes.
Écrit par Michel Feltin-Palas
Est-ce l’effet des premières chaleurs ? De ma récente participation à une soirée un peu trop alcoolisée avec des amis béarnais (pléonasme redondant) ? De la vision récente d’un documentaire sur la vie de Martin Luther King ? Toujours est-il que j’ai fait un rêve. Le rêve de voir la France, pays historiquement multilingue, prendre enfin les mesures qui permettraient de faire vivre en bonne intelligence les différents idiomes de notre territoire national. Nous garderions évidemment le français comme langue commune, mais le normand, l’alsacien, le créole martiniquais, le basque, le franco-provençal et tous les autres disposeraient enfin des moyens de se développer sur les territoires où ils sont pratiqués depuis des siècles.
Ne mentez pas. Je suis à peu près certain qu’en lisant ces lignes, certains d’entre vous sont en train de penser : « C’est bien joli, mais c’est impossible ! ». Eh bien non. Et pour s’en convaincre, il suffit de voir ce qu’il se passe d’autres démocraties européennes. Pour être tout à fait concret, j’ai choisi de transposer dans telle ou telle région de notre pays certaines des mesures en vigueur chez nos voisins, en indiquant à chaque fois d’où vient l’exemple choisi. Je précise enfin, sur les conseils de l’avocat de L’Express, que la lecture de cet article est déconseillée aux personnes qui présenteraient à la fois un tropisme centralisateur et des faiblesses cardiaques.
· À Toulouse, l’occitan est la deuxième langue obligatoire pour tous les élèves jusqu’à 16 ans (Au pays de Galles, l’étude du gallois comme deuxième langue est obligatoire jusqu’à l’âge de seize ans).
· En Alsace, chaque citoyen a le droit de s’exprimer dans sa langue maternelle devant un juge (en Italie, dans la province de Bolzane, où l’italien et l’allemand sont langues officielles, chaque citoyen a le droit de s’exprimer dans sa langue maternelle avec l’administration publique, même devant un juge).
· Le statut d’autonomie de la Réunion est ainsi rédigé. Article 1 : le créole réunionnais est la langue de la Réunion. Article 2 : le français sera appris de manière approfondie (Au Groenland, le groenlandais est la langue officielle tandis que le danois est appris de manière approfondie.)
· En Bretagne, le breton, le gallo et le français sont utilisés alternativement à l’école selon l’âge des enfants et les matières enseignées (Au Luxembourg, le luxembourgeois, l’allemand et le français sont utilisés en fonction du cycle et des matières).
· En Corse, le corse est la seule langue de communication officielle des entreprises. (Au Québec, la charte de la langue française fait du français la seule langue de communication officielle des entreprises).
· Au Pays basque, les cadres de l’administration d’État doivent disposer de connaissances actives du français et du basque et encourager l’ensemble de leurs employés à suivre des cours de basque. (En Suisse, où l’allemand, le français et l’italien sont langues officielles, les cadres de l’administration doivent « disposer de connaissances actives de deux langues officielles et passives de la troisième », tout en encourageant l’ensemble des employés de l’administration fédérale à suivre des cours de langue.)
· À Perpignan, tout citoyen a droit d’entrer dans une administration et de demander qu’on lui réponde en catalan. (Aux îles Féroé – territoire du Danemark – le ferugien et le danois sont langues coofficielles).
· À Paris, les cours de droit sont dispensés en français le matin et en langue régionale l’après-midi. (À Helsinki, la minorité suédophone suit ses cours en finlandais le matin, en suédois l’après-midi).
Royaume-Uni, Italie, Danemark, Luxembourg, Canada, Suisse, Finlande : comme chacun peut le constater, cette liste est composée de pays tout à fait comparables au nôtre.
Mais naturellement, rien ne nous empêche de suivre d’autres politiques linguistiques, moins respectueuses des droits culturels des minorités, menées en d’autres temps ou en d’autres lieux. De nous inspirer par exemple de l’action de Mussolini dans l’ancien Sud-Tyrol, arraché par l’Italie à l’ancien Empire austro-hongrois après la guerre de 1914-1918. Au nom de l’unité nationale, le dictateur y avait imposé l’usage de l’italien, rebaptisé la région Venezia Tridentina et italianisé la toponymie.
Toute ressemblance avec des mesures appliquées encore aujourd’hui par la France serait évidemment purement fortuite.
[Source : http://www.lexpress.fr]

Escrito por CARLOTA ÁLVAREZ 

Aínda que ao pensar en pontes históricas entre Galicia e Portugal a memoria leve á existente a emblemática ponte de aceiro inaugurada no 1885 entre Valença e Tui, existiu unha unión máis antiga. Os concellos de Padrenda e Melgaço están unidos dende o s. XVIII, converténdose a ponte de San Gregório na máis antiga entre Portugal e Galicia.

Separados polo río Trancoso, cuxo curso é unha fronteira natural duns 13 quilómetros, os dous concellos estiveron unidos por unha ponte que demostraba a a fraternidade entre os dous países, como explican no libro O Minho pitoresco, datado de 1886: “Não se riam dela, contudo, que ali onde a veem, com os seus dois troncos de castanheiro, lançados de margem a margem, e os seus torrões como pavimento macio, é um símbolo de fraternidade entre dois países que vivem em plena paz”.

O primeiro rexistro que existe da construción de madeira é do 1758, na memoria parroquial da freguesía de Cristóval, como apunta o profesor Valter Alves nun artigo publicado no xornal Minho Dixital e que pon en relevancia a antiga ponte. Ademais, o licenciado en Enxeñaría Civil pola Universidade do Miño tamén salienta a importancia estratéxica que tivo o lugar durante a Guerra da Restauración (s. XVII), o que se comproba “pola frecuencia con que é utilizada polos portugueses e españois nas súas incursións en territorio inimigo”.

Ponte de madeira entre Melgaço e Padrenda. Minho Digital

Con 4 metros de altura, 6 de largo e dous de ancho, a existencia da antiga ponte tamén deixou pegada na toponimia do lugar. Ponte das Várzeas ou Ponte Barxas son designacións que se atopaban aos dous lados do río Trancoso, e que a día de hoxe se conserva no lado galego, onde a localidade se segue a chamar Ponte Barxas.

Foi en abril do 1935 cando a ponte de madeira foi destruída para erguer outra ponte adaptada aos novos tempos, unha ponte que quedou na sombra ante a grandiosidade da existente entre Tui e Valença. Máis información en Rádio Vale do Minho.

 

[Fonte: http://www.historiadegalicia.gal]

 

La toponimia interèssa e, dens un certan sens, progrèssa. Dens lo nòste maine occitan, qu’i a urgéncia de sauvaguardar lo nòste patrimòni onomastic, partida integranta deu nòste eretatge lingüistic tan miaçat. Dens un obratge practic e plan virat, Joan Rigosta balha conselhs utils e hòrt d’exemples.

L’obratge de Joan Rigosta –  JJF

Dempuish mei d’un trentenat d’annadas, la toponimia e l’onomastica en generau, consideradas n’i a pas guaire com “sciéncias auxiliaras” de l’Istòria, coneishen ua mena d’arrenavida e quasiment de “popularizacion”. Enfin, qu’exagèri un chic… Totun, es un hèit: quan cercas simplament entresenhas basicas sus ua comuna en clicant sus Internet (sus Wikipèdia dab tots los riscs qui i son ligats: errors, oblits o – péger! – faussas informacions mauintencionadas), tròbas mei anar mei la rubrica “toponimia”. Lo nom de la ciutat o deu vilatjòt es sovent acompanhat de la soa forma dens la lenga dita “regionau”. Mei que mei, en Bretanha, au Bascoat o en Catalonha Nòrd, solide, on ua bèra e laudabla tenacitat  deus defensors e promotors de la lenga permet de restablir, a maugrat d’errors tostemps possiblas, ua planvienuda vertat lingüistica, corregir las decas deus escribas ancians e autas deformacions deus servicis cartografics oficiaus (IGN en particular). Aquò permet quitament —los legidors deu Jornalet qu’an mei d’un còp avut l’ocasion de n’enténer parlar[1]— de progressar (hòrt timidament, inegalament e a còps maladreitament) a maugrat deus trabucs nombrós (administratius, financièrs o …ideologics). Au nivèu locau o regionau, l’edicion, associativa o comerciau, publica adara hòrt de libes suu subjècte qui son la màger part deu temps de bona vulgarizacion[2]. Per lo maine nòste, que cau donc saludar lo tot navèth tribalh, plasent, agradiu e pedagogic de Joan Rigosta que vien de publicar Novelum (seccion de Perigòrd de l’Institut d’Estudis Occitans o “IEO 24”). Mes que cau rapelar que, dempuish hòrt annadas l’autor, d’ua part, a animat pro de talhèrs “toponimia” dens estagis de lenga o dens l’encastre de l’Escòla Occitana d’Estiu[3] (EOE a Vilanèva d’Olt) e, d’auta part, assegura ua cronica suus noms de lòcs dens la revista Paraulas de l’IEO 24.

Doble risc

Aquí donc un bèth obratge en duas grans partidas (I: Domenis, honts, metòdes; II: Elements de toponimia) qui, d’un biaish clar, qui’s vòu tostemps practic, clar e conhit d’exemples, a per prètzhèit d’ajudar los qui se lançan dens l’aventuran onomastica. En efèit, a costat de la toponimia e de la microtoponimia stricto sensu (noms de las comunas, ancianas parròpias, comunas restacadas o totas recentas[4], mei los milierats de noms de tèrras, parcèlas, lanas o padoencs), que tòcan aus noms de familha, donc a la genealogia qui interèssa pro de monde). E que tòcan tanben a l’odonimia (noms deus camins e vias en generau); un interès deus grans quan saben que, dens hòrt de comunas (sustot dens las banlègas de las vilassas qui s’estenen a l’infinit, arroganhant lo païsatge rurau, e sus los litoraus) se multiplican los lotiments on cau nomenar las navèras arruas. Dab lo doble risc de har desaparéisher los noms ancians e de pèrder l’identitat lingüistica nòsta (se n’es pas dejà hèit…).

Per s’aventurar dens aquera disciplina qui, bien segur, n’es pas ua sciéncia exacta e deu s’acompanhar tostemps de modestia, lo libe de Joan Rigosta renderà grans servicis: bibliografias, honts, petits conselhs per s’arretrobar dens las formas ancianas tot en mens·hidà’s, apréner a esvitar quauques tracanards deu tipe mécoupure (mescopadura, maishanta copadura deu mot), metatèsi (desplaçament d’ua letra o d’un fonèma dens un mot, corrent en gascon), faussas latinizacions, etc. La coneishénça deu terren, de la lenga e de las particularitats locaus deus parlars, de l’Istòria evidentament (petita o grana), l’examen minuciós de las mapas actuaus o ancianas, l’ajuda (se ne tròban) deus vielhs pergamins o tèxtes notariats, los comparèrs dab d’autas regions o parçans vesins son quauques precaucions elementàrias que conselha l’amic Rigouste dab rason. Enfin, vertadèr putz de sciéncia, lo nòste valent toponimista balha un gran heish d’exemples e quitament d’enigmas qui balhan un shuc suplementari au son obratge.

Joan Jacme Fénié


[1] Ahars de Vilanòva de Magalona en 2012 o de Lascasèras (Arribèra Baisha) en 2019; deus panèus en Comtat Venaicin.
[2] Pensam, enter autas causas, aus tribalhs de Paul Fabre sus Lengadòc, Michel Grosclaude sus Bearn, d’Ives Lavalada sus Lemosin o, evidentament, de B. Boyrie-Fénié sus maine gascon.
[3] Dont es estat fondador dab lo regretat Marcèu Esquieu (1931-2015) e dab Crestian Rapin.
[4] A las paginas 188-193, J. Rigosta torna sus las comunas novèlas supausadas aleugerir lo milafuèlha administratiu:un brave copacap per los toponimistas deu futur…Exemples: Val de Virvée, en Gironda, compausada de l’amalgama Aubie-et-EspessasSaint-Antoine e Salignac); en Perigòrd, en 2017, Val-de-Louyre-et-Caudeau (reünion de Sainte-Alvère-Saint-LaurentLes Bâtons Cendrieux). L’Administracion n’a evidentament pas cercat de balhar ua forma occitana ad aqueras navèras entitats.

RIGOUSTE, JEAN. Petit manuel du toponymiste occitan. Novelum-IEO Perigòrd, 2022. 333 paginas. 16 èuros.
[Sorsa: http://www.jornalet.com]

La sentència reconeix l’ús exclusiu del topònim en valencià per « tradició històrica i lingüística »

[Font: http://www.racocatala.cat]

Florencio Delgado Gurriarán.

Florencio Delgado Gurriarán

Escrito por XESÚS ALONSO MONTERO

Delgado Gurriarán cultivou este xénero da poesía sociolingüística antes e despois da Guerra Civil, faceta pouco tida en conta polos estudosos da magnífica musa plural do escritor valdeorrés. Xa compuña poemas sociolingüísticos en 1931, e de 1934 é o máis importante desas datas, Falan castelán, que retocou e ampliou en 1943, xa no exilio mexicano. Imponse salientar que Delgado Gurriarán, no período da Segunda República, foi o único poeta que facía versos en defensa e ilustración da lingua galega. Cómpre chegar a 1962 para atopármonos cun poema sociolingüístico, aquel de Celso Emilio Ferreiro que se titula Deitado frente ao mar e que comezaba co famoso epifonema demótico «Lingua proletaria do meu pobo». Arredor de 1968 comezan a facer poesía sociolingüística tres poetas da escola de Lugo (Manuel María, Manuel Rodríguez López e Darío Xohán Cabana), e nin eles, nin Celso Emilio, que se saiba, beberon na fonte literaria de Delgado Gurriarán, escritor, daquela, moi pouco coñecido entre nós.

Delgado Gurriarán, dentro dese xénero poético, tamén se asomou ao eido da toponimia, sempre comprometido coa verdadeira fonía, coa pronuncia enxebre, dos nomes dos lugares (topónimos). De 1981 é, precisamente, Louvanza dos nomes enxebres. Xa en 1963 publicara Nomes, poema no que non só defende a pureza dos topónimos valdeorreses (Porto Mourisco, Outarelo…) senón a dos topónimos indíxenas de México (Tacámbaro, Michoacán…).

Tamén de 1981 é Prego dun valdeorrés ao Nazareno do Barco, no que o poeta, crente, pídelle a Xesús que se achegue máis á xente galega do común para que poidan «rezar en galego» tanto os que «sachan leiras» como os que «percorren o Mundo / porque hai fame nos seus eidos». É moi elocuente o que lle aconteceu en 1968 en Vigo (as súas segundas vacacións na Terra). Asistiu a unha misa en lingua galega oficiada polo venerable padre Seixas (unha da primeiras en galego), e, ao oír a homilía naquel idioma, o seu, rompeu a chorar. Finalizada a misa, deulle unha fortísima aperta ao padre Seixas mentres lle comunicaba que, nin nos seus mellores soños, imaxinara unha experiencia tan conmovedora.

 

[Imaxe: Consello da Cultura Galega – fonte: http://www.lavozdegalicia.es]

A iniciativa da Associação Cultural e Juvenil Batoto Yetu, em parceria com a Câmara de Lisboa, quer inscrever na toponímia da cidade a história dos povos africanos que dela sempre fizeram parte.

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Há dois anos que Lisboa devia ter espalhadas pelas suas ruas e praças 20 placas toponímicas que contam a história da presença africana na cidade. Com a pandemia e a falta de apoios financeiros, a iniciativa ficou parada, mas a Associação Batoto Yetu Portugal (BYP) não quer esperar mais. Neste momento está à procura de donativos e mecenas que apoiem o projecto e em maio, mês de África, esta associação cultural e juvenil conta já ter todas as placas instaladas na capital.

“Não temos verbas próprias, que já são relativamente pequenas, porque tivemos de suspender os nossos espectáculos [com a pandemia], então achámos que seria uma boa aposta [a angariação de fundos], até porque isto é do domínio público. Não queríamos deixar passar esta data e adiar mais tempo um projecto de tanta relevância para a cidade”, conta ao PÚBLICO José Neves, membro da direcção da BYP.

A iniciativa remonta a 2018, ano em que, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e de seis juntas de freguesia — Belém, Estrela, Misericórdia, São Vicente, Santo António, Santa Maria Maior e Arroios —, ao abrigo do programa BIP/ZIP, se começaram a dar os primeiros passos para se elaborarem as duas dezenas de placas toponímicas relativas a alguns dos mais importantes locais da presença das comunidades africanas em Lisboa desde o século XV, em conjunto com a historiadora Isabel Castro Henriques, o Departamento do Património Cultural da CML e o Gabinete de Estudos Olisiponenses.

Segundo a associação, a ideia é “dinamizar o espaço e a memória histórica africana” da cidade, colocando no centro da mesma “referências das actuais populações portuguesas de origens africanas, que maioritariamente residem nos subúrbios da capital e nos concelhos limítrofes”, assim como contribuir para o estudo sobre “os afro-descendentes em Lisboa”.

Como a colocação das placas “ficou mais cara do que o previsto”, explica José Neves, faltam 6 mil euros para a colocação das mesmas, verba que a câmara de Lisboa não pode avançar, visto que “não pode apoiar duas vezes o mesmo projecto” no âmbito do protocolo estabelecido entre as duas entidades.

A BYP procurou outras linhas de apoio, mas sem sucesso e, por isso, lançou no final de março um apelo nas redes sociais para angariar fundos, tendo já arrecadado mais de 2 mil euros. Mas a direcção não quer ficar por aqui. “Estamos a estabelecer contactos com mecenas porque queremos um apoio mais representativo do poder estrutural e económico e não das pessoas que já ajudam sempre”, diz o vice-presidente da associação.

Com o dinheiro angariado vão começar a colocar o material ainda este mês na freguesia de Santa Maria Maior, a zona prioritária da iniciativa, e esperam entretanto conseguir o resto das verbas para ter todas as placas instaladas em maio.

​Na Igreja de São Domingos, na Paróquia dos Mártires, na Praça do Rossio, no Terreiro do Paço, no Largo do Pelourinho Velho, no Campo das Cebolas ou no Chafariz d’El Rei, os lisboetas — e todos que pela cidade passarem — vão poder encontrar placas identificativas a dar conta da existência de antigos mercados de escravos, sistemas de distribuição de águas divididos entre pessoas brancas e racializadas ou locais de encontro e comércio da comunidade africana.

Esta sinalética será integrada nas visitas guiadas pelos espaços de memória da presença africana na cidade realizadas pela associação há seis anos com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras e do Alto Comissariado para as Migrações, a fim de “enriquecer estes percursos” e “facilitar a criação de um roteiro com evidências físicas” sobre esta história.

De futuro, a BYP prevê também erigir um busto de Paulino José da Conceição, conhecido por Pai Paulino, no Largo de São Domingos, onde trabalhou como caiador, realizada pelo escultor moçambicano Frank Ntaluma. Figura popular africana do século XIX, que se dedicou a ajudar pessoas de origem africana no seu acolhimento e integração na cidade, vai juntar-se a outras estátuas como a de D. Pedro V e D. José I, erguidas na baixa da cidade.

Para além deste projecto, a Associação Cultural e Juvenil Batoto Yetu Portugal, presente em Oeiras desde 1996, desenvolve projectos de intervenção social, presta apoio à comunidade imigrante e faz espectáculos e workshops de dança e percussão, incluindo de fado dançado.

 

 

[Foto: NUNO FERREIRA SANTOS – fonte: http://www.publico.pt]

 

Selon une nouvelle étude publiée par une revue scientifique, le célébrissime site archéologique péruvien n’aurait jamais été nommé Machu Picchu par les Incas, mais Huayna Picchu. Une erreur qui s’est perpétuée pendant plus de cent ans.

C’est un lieu à la fois idyllique et mystérieux qui fascine depuis des décennies les voyageurs du monde entier.

Le Machu Picchu, site archéologie inca niché au cœur des Andes péruviennes, a été “redécouvert” en 1911 par l’explorateur américain Hiram Bingham, qui sera le premier érudit à étudier le site en époque contemporaine. Depuis, tout au long du XXe siècle, cette ancienne cité a été désignée par le nom de “Machu Picchu”. Toutefois, comme l’écrit The Guardian, désormais, un nouvel article universitaire affirme que depuis sa redécouverte, il y a plus d’un siècle, le site est connu sous le mauvais nom”.

Ainsi, la véritable appellation de cette cité inca datant du XVe siècle serait “Huayna Picchu”, du nom du sommet surplombant les ruines.

Pour arriver à cette conclusion, Donato Amado Gonzales, du ministère de la Culture du Pérou, et Brian S. Bauer, de l’université de l’Illinois (qui cosignent l’étude), ont analysé à la fois des documents précédents et successifs à l’expédition de Bingham. Tous convergent vers une même conclusion. En effet, “les chercheurs ont découvert que les ruines d’une cité inca nommée Huayna Picchu sont mentionnées dans un atlas de 1904, publié sept ans avant l’arrivée de Bingham au Pérou”, note le quotidien britannique.

Mais Gonzales et Bauer sont remontés encore plus loin dans le temps, puisqu’ils ont trouvé une mention du site Huayna Picchu, dans des récits des conquistadores espagnols datant de la fin du XVe siècle. Deux indices qui font presque une preuve, et qui ont été complétés par une étude des carnets de voyages originaux de Bingham, où l’on découvre que certains locaux lui parlent de ce site en utilisant, eux aussi, le nom Huayna Picchu.

Une « image de marque » de l’identité péruvienne

Ainsi, il ne fait aucun doute pour les chercheurs que le nom Macchu Picchu est historiquement erroné. Cela signifie-t-il pour autant que “l’ancienne-nouvelle” appellation va s’imposer ?

Natalia Sobrevilla, professeure d’histoire de l’Amérique latine à l’université du Kent, interviewée par The Guardian en doute fort :

“Au fond, tous les noms sont inventés et donc interchangeables, ça ne fait pas une grande différence. Cependant, Machu Picchu est désormais une véritable image de marque liée à l’identité péruvienne. Quel serait donc l’intérêt de changer ce nom ? Comme l’a dit Shakespeare un jour : ‘Ce que nous appelons rose, par n’importe quel autre nom sentirait aussi bon’.”

[Photo : Enrique Castro-Mendivil/REUTERS – source : http://www.courrierinternational.com]

 

 

Les Ukrainiens demandent que l’on dénomme désormais leur capitale Kyïv. Une requête acceptée par certains pays, mais refusée par la France.
Écrit par Michel Feltin-Palas
Tout conflit armé se joue aussi sur le terrain des mots. La guerre en Ukraine n’échappe à la règle et place la France dans une situation délicate. Notre pays continue en effet de nommer la capitale du pays Kiev, à la russe, et non Kyïv, à l’ukrainienne, comme le souhaiterait pourtant Volodymyr Zelensky.
La position des Ukrainiens est assez simple à comprendre. « La forme russe, Kiev, résulte de l’ancien statut colonial de l’Ukraine, qui a été dominée pendant des siècles par l’Empire des tsars puis par l’URSS », rappelle la linguiste Iryna Dmytrychyn, maître de conférences à l’Institut national des langues et civilisations orientales (Inalco), où elle est responsable des études ukrainiennes. Et de poursuivre :  » L’Ukraine veut aujourd’hui se réapproprier sa toponymie, comme le font tous les pays qui sortent d’une ère de domination coloniale. La demande des Ukrainiens en faveur de Kyïv est donc légitime. A défaut, cela revient à leur dire : ‘Votre culture n’est pas digne de considération, à la différence de la culture russe.' » À ceux qui remarquent que les Français disent Londres et non London sans que les Britanniques ne s’en offusquent, elle réplique : « Certes, mais le Royaume-Uni n’est pas menacé dans son existence par la France. »
La question est d’autant plus sensible que Vladimir Poutine lui-même a instrumentalisé la question linguistique. Officiellement, c’est en effet pour sauver la minorité russophone menacée qu’il est intervenu en Crimée et au Donbass. Dès lors, les Ukrainiens acceptent difficilement de nous voir désigner la capitale de leur pays dans la langue de leur agresseur« Comment auriez-vous réagi si, sous l’Occupation, certains s’étaient mis à appeler la France ‘Frankreich’ ? », interroge un internaute sur les réseaux sociaux.
L’appellation Kyïv a été adoptée par l’Ukraine dès 1995, soit quelques années à peine après l’indépendance de 1991. En 2012, elle a officiellement été reconnue par l’ONU – qui a pour règle de s’en remettre aux autorités souveraines en la matière. De nombreux pays en ont fait de même, surtout dans le monde anglo-saxon – y compris les grands médias, de la BBC à CNN en passant par le New York Times. Pour amplifier ces premiers succès, le ministère des Affaires étrangères ukrainien a même lancé, en 2018, une vaste campagne sur ce thème avec le mot-dièse #KyivNoKiev. La France, pourtant, refuse toujours de suivre ce mouvement.
C’est que notre pays suit une tout autre logique, que résume Pierre Jaillard, le président de la Commission nationale de toponymie, dont l’une des missions consiste à « normaliser la toponymie française relative aux lieux étrangers ». « En France, nous parlons français et non ukrainien, explique-t-il. Cela signifie qu’il faut tenir compte de l’usage établi. Or, depuis des siècles, nous disons Kiev, un nom connu depuis le mariage d’Henri Ier avec Anne de Kiev, en 1051 ! »
À ses yeux, cette tradition suffit à clore le débat. « Le droit des peuples à disposer d’eux-mêmes vaut aussi pour les Français, qui ont le droit de parler français en France », reprend-il. Selon lui, la règle devrait même s’étendre à des villes secondaires comme Lvov/Lviv et Kharkov/Kharkiv. Tout juste sa commission consent-elle à voir figurer la forme ukrainienne ajoutée entre parenthèses, après la forme française : Kiev (Kyïv). « Il s’agit là, bien sûr, d’une position purement toponymique, précise encore Pierre Jaillard, qui ne vaut évidemment pas approbation de l’agression russe. »
L’approche tricolore concernant les « exonymes » (les noms de lieux utilisés en français pour désigner des toponymes étrangers) a été officialisée par un arrêté du 4 novembre 1993 « relatif à la terminologie des noms d’États et de capitales ». En substance : la France n’accepte une nouvelle appellation que si la dénomination change de manière radicale : c’est ainsi que la Haute Volta est devenue le Burkina Faso ou, avant cela, que Constantinople a été rebaptisée Istamboul.
En revanche, elle refuse d’adopter les simples formes locales d’un même nom. C’est pourquoi nous continuons d’employer Tananarive et Biélorussie et non Antananarivo et Belarus. « Au total, quelque 1 500 toponymes ont été francisés, précise Pierre Jaillard. Numériquement, il ne s’agit que d’une minorité, compte tenu des millions de toponymes qui existent à travers le monde, mais politiquement, ce sont les plus importants, car ils concernent les pays et les grandes villes. »
L’ensemble de nos exonymes est toutefois loin de former un tout cohérent. Sans que l’on sache exactement pourquoi, nous avons ainsi francisé Londres (London), mais pas Manchester; Munich (München), mais pas Berlin et Barcelone (Barcelona), mais pas Madrid. Peu importe, cependant, aux yeux de Pierre Jaillard, qui fait remarquer que dans tous les cas, l’usage prévaut.
Cette position ne fait toutefois pas l’unanimité. D’une part parce que l’usage change parfois avec le temps – à défaut, Paris s’appellerait encore Lugdunum. D’autre part et surtout parce que notre pays n’a pas toujours suivi cette règle. Entre les années 1950 et les années 1980, il y eut en effet une période où nous nous sommes montrés plus accommodants en acceptant par exemple de rebaptiser Guyana – qui signifie « terre d’eaux abondantes » dans la langue arawak – l’ancienne Guyane britannique, pays qui accéda à l’indépendance en 1966. Il faut y voir, sans doute, une phase de remords liés à notre passé colonial. Il a fallu attendre les années 1990 pour voir le mouvement s’inverser, sous la pression des milieux académiques et administratifs.
Reste toutefois à comprendre pourquoi, sur ce sujet, la France se montre plus réticente que le Royaume-Uni. « Cela tient principalement à notre tradition centralisatrice, explique Pierre Jaillard. Au Royaume-Uni, l’anglais s’est simplement superposé à des langues comme le gallois et le gaélique sans chercher à les faire disparaître. Rien de tel dans notre pays où, depuis la Révolution, le français a toujours combattu les langues régionales. » De fait, chez nous, le statut du provençal, de l’alsacien et du basque est à peu près comparable à celui de l’ukrainien du temps de l’Empire russe…
Pour ce qui concerne l’Hexagone, la Commission nationale de toponymie a néanmoins fixé une règle relativement tolérante, que l’on peut résumer ainsi : le français s’impose pour les noms des circonscriptions administratives – « région », « département », « commune », etc. -, ainsi que pour la partie générique des artères : « rue », « avenue », « boulevard », etc. ; pour le reste, les langues régionales retrouvent droit de cité (c’est le cas de le dire). Rien n’interdit par exemple de baptiser une artère du Languedoc rue du marcat (rue du marché). Une manière de concilier l’article 2 de la Constitution – « La langue de la République est le français » – et son article 75 – « Les langues régionales appartiennent au patrimoine de la France ».
Il n’empêche : ces préconisations ont été jugées trop laxistes par le ministère de l’Intérieur, où l’on s’est toujours méfié de la diversité linguistique française. Aussi a-t-il fait pression pour que la possibilité d’utiliser les langues régionales dans la toponymie ne soit pas citée dans le « Guide pratique à l’usage des élus » rédigé à ce sujet. Sa crainte ? Que ce document officiel ne donne de « mauvaises idées » aux Corses, aux Basques et aux autres. Pas question que l’Ile-Rousse, par exemple, devienne Lisula et Saint-Jean-de-Luz, DonibaneLohizune. Car derrière la langue, il y a la culture, l’identité, le sentiment d’appartenir à un groupe. Et cela, au ministère de l’Intérieur, on n’apprécie pas vraiment.
C’est donc aussi pour des raisons internes que Paris préfère continuer à dire Kiev et non pas Kyïv.
(1) Dans la presse parisienne française, le quotidien Libération utilise désormais « Kyïv ». L’Express a décidé, pour sa part, de se conformer à l’usage habituel et maintient « Kiev ».
[Source : http://www.lexpress.fr]